
Duas pessoas ficaram feridas em um acidente de trânsito no bairro Serraria, em Maceió, na noite dessa terça-feira (10).
O acidente aconteceu na Avenida Presidente Getúlio Vargas, próximo a um bar tradicional no bairro, envolvendo dois veículos de passeio; assista ao vídeo:
Segundo informações, uma mulher ficou presa às ferragens. O Corpo de Bombeiros foi acionado ao local e a mulher resgatada, com dores nas costas e dificuldade para mexer as pernas. Ela foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra.
A segunda vítima também recebeu atendimento e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado de saúde de ambas não foi divulgado.
Também não há informações sobre a dinâmica do acidente.

Um "entregador de drogas" foi preso pela Polícia Militar após sofrer acidente de trânsito durante a tentativa de fuga na Avenida Fernandes Lima, no bairro Gruta de Lourdes, na noite dessa terça-feira (10). Ele foi flagrado com um pacote de maconha, momentos antes, em uma praça na Serraria.
De acordo com a polícia, o traficante foi visto com o entorpecente no momento da entrega a um comprador, no conjunto Bethaville. Os dois usaram motos para chegar ao encontro. Na sequência, ao perceber a presença dos militares, o criminoso acelerou o veículo e tentou escapar em alta velocidade. Com isso, fez ultrapassagens perigosas e desrespeitou a sinalização dos semáforos.
Os policiais iniciaram a perseguição, e ao se aproximarem dele, presenciaram a colisão da moto com um carro. O traficante se levantou e tentou fugir a pé. Ele ainda quebrou intencionalmente o celular ao jogá-lo no chão, para que os militares não tivessem acesso ao aparelho. Após ser alcançado, o homem foi flagrado com uma quantidade de droga não especificada.
Diante do flagrante, o criminoso foi levado à delegacia e autuado por tráfico de drogas. O cliente dele fugiu no outro veículo e não foi mais encontrado.

Um homem foi preso suspeito de manter a companheira, de 37 anos, e os filhos, um menino de 2 meses uma menina de 3 anos, em cárcere privado nessa terça-feira (10), no município de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió. O caso foi denunciado pelo padrasto do suspeito, que procurou a polícia para mostrar áudios da vítima que relatava a situação do companheiro. Ele estava armado dentro de casa sob efeito de drogas e a família ficou impedida de deixar a residência por sofrer ameaças.
Diante da denúncia, e do acesso às mensagens de voz, os policiais montaram uma ação rápida e foram até a casa. Ao chegar no local, a equipe ouviu os gritos da mulher e o choro de uma criança. Nesse momento, os militares chamaram o nome do suspeito e ele tentou fugir ao pular o muro de imóveis vizinhos.
O homem denunciado foi acompanhado e cercado pela equipe da PM. Já detido, ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi autuado por cárcere privado, posse ilegal de arma de fogo, lesão corporal dolosa e desobediência. Veja a arma apreendida com o suspeito:


Uma mulher foi vítima de ameaças por parte do companheiro após manifestar desejo de separação. O caso aconteceu nessa terça-feira (10), no município de Palmeira dos Índios, no bairro Graciliano Ramos.
A Guarnição de RP 02 foi acionada via COPOM para dar apoio à vítima, que já estava no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) aguardando atendimento policial. A vítima relatou que o companheiro não aceitou a separação e a ameaçou.
Após o relato, a guarnição realizou diligências nos endereços da mãe do suspeito, do filho da vítima, da avó do suspeito e na casa da própria denunciante, mas o homem não foi localizado.
A vítima e o filho foram encaminhados ao CISP para solicitar medida protetiva e receberam orientações para contatar a polícia caso o agressor retorne, para que possa ser feita a prisão em flagrante.

O ex-presidente Jair Bolsonaro depôs nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Durante o interrogatório, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro negou envolvimento em uma trama golpista, minimizou as reuniões com militares e admitiu que pode ter exagerado na retórica.
Veja os principais trechos da fala:
1. Negativa de golpe e de ameaças
Bolsonaro negou que tenha havido qualquer plano para um golpe de Estado.
Afirmou que, em “nenhum momento”, alguém o ameaçou de prisão, e que as Forças Armadas não aceitariam cumprir ordens ilegais.
Em seu depoimento, o brigadeiro Baptista Jr., ex-comandante da Aeronáutica, afirmou que, em reunião com os comandantes das Forças, no fim de 2022, Bolsonaro discutiu ruptura democrática. E que teria ouvido do general Freire Gomes, então comandantes do Exército, que teria que prender o então presidente se a ideia fosse adiante.
Bolsonaro negou a existência dessa conversa.
“As Forças Armadas têm missão legal. Missão ilegal não é cumprida. Em nenhum momento alguém me ameaçou de prisão.”
2. Admissão de conversas sobre alternativas ‘constitucionais’
O ex-presidente disse que houve reuniões com militares para discutir possíveis saídas dentro da legalidade, após a rejeição de uma petição do PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a segurança das urnas.
“As conversas eram bastante informais. Era conversa informal para ver se existia alguma hipótese de um dispositivo constitucional para a gente atingir o objetivo que não foi atingido no TSE. Isso foi descartado na segunda reunião.”
3. ‘Não tinha clima’ para golpe
Bolsonaro afirmou que não havia qualquer viabilidade para um golpe e que o ambiente político era de desmobilização.
“Não tinha clima, não tinha base minimamente sólida para fazer coisa.”
4. Defesa do voto impresso e críticas às urnas
O ex-presidente voltou a criticar o sistema eletrônico de votação, defendendo modelos adotados em países como Venezuela e Paraguai e afirmando que o sistema brasileiro é “inauditável”.
“No Paraguai, no meu entender, é o ideal. Como passou a existir nas últimas eleições até na Venezuela. Nós não podemos esperar que aconteça isso no Brasil para tomar uma providência.”
5. Desculpas a Alexandre de Moraes
Questionado sobre insinuações feitas no passado de que ministros estariam recebendo propina durante as eleições, Bolsonaro pediu desculpas a Moraes e disse que se tratava de um “desabafo” sem provas.
“Não tem indícios nenhum, senhor ministro. Me desculpe, não tinha qualquer intenção de acusar de qualquer desvio de conduta os senhores três.”
6. Minuta do golpe
Bolsonaro disse que não tem qualquer responsabilidade sobre a chamada "minuta do golpe" – documento encontrado com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres que previa uma intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a permanência de Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas.
Segundo Bolsonaro, o texto foi apresentado de maneira superficial em uma televisão durante uma reunião, sem qualquer discussão aprofundada sobre o conteúdo.
“Foi colocado numa tela na televisão e mostrado de forma rápida ali”, disse.
“Tinha os 'considerandos' ali apenas. Não tinha cabeçalho, nem o 'fecho'. Só isso.”
O ex-presidente negou qualquer envolvimento na redação ou alteração do documento:
“Não escrevi, não alterei, não digitei nada. Não tenho responsabilidade sobre essa minuta.”
E reforçou que a proposta foi imediatamente descartada:
“Não se discutiu nada além disso. Foi abandonada qualquer possibilidade de ação constitucional.”
A versão de Bolsonaro contradiz o que disse Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens e delator no processo. No depoimento dado ao STF, Cid afirmou que o então presidente não apenas teve acesso à minuta, mas também sugeriu alterações. Segundo Cid, Bolsonaro teria retirado nomes de diversas autoridades listadas para prisão e deixado apenas o nome do ministro Alexandre de Moraes.
7. Isolamento e conversas com militares
Bolsonaro relatou que, após perder a eleição, viveu um “vazio” e procurou generais para conversas amigáveis.
“Conversei sim com militares, de forma isolada, para trocar informações sobre a conjuntura, porque quando você perde uma eleição, é um vazio que o senhor não imagina. Esse vazio muitas vezes era preenchido com visita e conversa amigável entre eu e alguns oficiais generais das Forças Armadas.”
8. Quem pede AI-5 é maluco
Bolsonaro afirmou que não estimulou manifestações ilegais e classificou como “malucos” os que pedem um novo AI-5 ou uma intervenção militar.
"Tem os malucos que ficam com essa ideia de AI-5, de intervenção militar das Forças Armadas... que os chefes das Forças Armadas jamais iam embarcar nessa só porque o pessoal estava pedindo ali", afirmou o ex-presidente.
O AI-5 (Ato Institucional nº 5), de 1968, é considerado o decreto mais autoritário da ditadura militar (1964-1985), responsável pelo fechamento do Congresso Nacional, suspensão de garantias constitucionais e intensificação da repressão política.
Durante o interrogatório, Bolsonaro disse que, antes de viajar para os Estados Unidos, gravou uma live pedindo paz e reafirmou que não teve participação nos atos de 8 de janeiro. Ele também mencionou ter publicado vídeo pedindo a desobstrução de rodovias após os bloqueios feitos por apoiadores que não aceitaram o resultado das eleições.
"Se eu almejasse um caos no Brasil, era só ficar quieto", afirmou.
Ao ser questionado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, se não teria atuado para desmobilizar os acampamentos em frente a quartéis, Bolsonaro disse que o ato de intervir nos protestos poderia ser ainda mais arriscado.
"Alguns poucos falavam até em AI-5. Quantas vezes eu orientava o pessoal que chegava, em movimentos nossos pelo Brasil, eu chegava para quem estava com a placa do AI-5. Questionava: 'O que é AI-5?'. Eles nem sabiam o que era isso. Intervenção militar, isso não existe. É pedir pro senhor praticar o suicídio, isso não existe. Deixa o pessoal desabafar".

Um dia antes de procurar a polícia, o humorista Marcelo Alves -que confessou ter matado a miss Raissa Suellen Ferreira da Silva-, disse a uma das advogadas da vítima que nunca teve a intenção de fazer mal à jovem.
Marcelo e uma das advogadas de Raissa conversaram por telefone no último domingo. Na ligação, cuja gravação foi cedida ao UOL, a advogada tentou convencer o homem a contar à polícia o que sabe sobre o crime.
Quando questionado se já tinha feito mal à miss, o humorista negou. "Não tenho intenção, nem nunca tive, de fazer mal nenhum à Raissa", disse Marcelo à advogada.
Na sequência, suspeito afirmou que olhou para a vítima "com todos os olhos" além da amizade, e deixou recado para "tranquilizar" os familiares. "Não sei se isso pode tranquilizar mais os familiares, não sei, mas de segunda e terça em diante eles já esclarecem algumas coisas. Não sei se é isso que eu posso dizer", falou Marcelo.
SUSPEITO CONFESSOU CRIME E LEVOU A POLÍCIA ATÉ O CORPO
Corpo de Raissa, de 23 anos, foi encontrado após indicação de Marcelo. Vítima foi morta por estrangulamento com um fio de plástico e deixado em uma área de mata na cidade de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
Raissa estava desaparecida desde 2 de junho. A jovem nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, e foi eleita miss teen Serra Branca em 2020, no mesmo estado. Ela morava há três anos em Curitiba.
Autor do crime conhecia a vítima desde a infância e atualmente mora no Paraná. Marcelo teria se oferecido para ajudar Raissa profissionalmente em Curitiba, mas se apaixonou por ela, de acordo com a delegada responsável pelo caso, Aline Manzatto.
Marcelo teria se declarado a Raissa, mas não foi correspondido. A miss teria então "xingado" o amigo. "[Ele] disse que ficou com ódio e, descontrolado, pegou um fio de plástico e estrangulou a vítima", explicou a delegada.
Humorista confessou o crime ao filho, que tentou convencer o pai a se entregar. Marcelo, porém, pegou o carro de um amigo emprestado e usou o veículo para transportar o corpo da jovem até Araucária, onde enterrou o cadáver.
Defesa afirma se tratar de um "crime passional", sem premeditação. Em declaração à RPC, afiliada da Globo no Paraná, o advogado Caio Percival afirmou que Marcelo "foi arrastado pelas barras da paixão a essa situação foge, evidentemente, do normal". Percival disse acreditar que o humorista será beneficiado pela confissão do crime e por ter agido em "domínio de violenta emoção após injusta provocação da vítima, já que, em dado momento, houve uma discussão entre eles".
Raissa morava em Curitiba havia 3 anos, em busca de crescimento profissional. Ela sonhava em ser modelo e influenciadora digital. Também havia iniciado recentemente um curso de estética.
"CRIME PASSIONAL" NÃO EXISTE
Apesar de o advogado do agressor falar em "crime passional", o termo não é previsto no Código Penal Brasileiro. Especialistas sugerem que a terminologia é incorreta e pode trazer uma interpretação falha aos processos criminais.
O dito "crime passional" geralmente envolve ciúmes, traição ou desilusão afetiva. Para o Direito Penal, ocorrências que têm como circunstâncias relações conjugais devem ser interpretados caso a caso a partir dos fatos.
Quando o crime envolve violência doméstica ou ataque direto à condição da mulher e há morte, o caso deve ser investigado e discutido como feminicídio. Caso não haja morte consumada, é preferível usar o termo "violência contra a mulher", segundo Rodrigo Azevedo, especialista em Criminologia e professor de Ciências Criminais da PUC-RS.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 - Central de Atendimento à Mulher - e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Uma ação policial chamou atenção de quem passava pela orla de Maceió no início da tarde desta terça-feira (10). Isso porque guarnições do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado para atuar em uma ocorrência de assalto a banco com reféns.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o local alvo dos criminosos seria a agência da Caixa Econômica. Diante da denúncia, as equipes se dirigiram ao endereço, mas nada foi encontrado.
magens de câmeras de videomonitoramento mostram o momento em que os policiais chegam e desembarcam da viatura para a realização dos procedimentos.
O órgão relatou ainda que, após a finalização da operação, as guarnições se retiraram do local.

De cara nova! A cantora Gretchen, de 66 anos, apareceu nas redes sociais e mostrou seu novo visual. A artista contou que fez harmonização facial e agora pode compartilhar fotos e vídeos sem nenhum filtro, já que sempre era pauta sobre isso.
Novo procedimento da cantora
Sempre rebatendo as críticas, Gretchen brincou com as acusações de sua aparência. "Ah, ela não faz fotos sem filtro... Não, realmente eu não faço foto sem filtro. Eu faço é vídeo sem filtro!", inciou a artista que sempre é questionada sobre seu rosto.
As acusações não abalaram a autoestima da ex-participante do Power Couple Brasil, que confirmou sua intenção de continuar com os procedimentos estéticos. "Comecei um novo programa de harmonização. Fizemos a aplicação de hialuronidase e de Radiesse. E olha só como o rosto ficou fininho! Estou sem filtro, como vocês podem ver".
A musa está sempre cuidando de sua aparência e compartilhando o resultado nas redes sociais, mesmo diante de diversas críticas, reforçando sua preocupação consigo mesma.
Quase um AVC?
A ex-participante do Power Couple Brasil, explicou que durante sua participação no programa, teve uma crise de ansiedade que quase ocasionou algo mais grave. Segundo Gretchen, o nervosismo chegou a um ponto muito grave. Ela relatou que quase sofreu um AVC durante o reality. As mãos começaram a travar e ela sentiu que precisava sair antes que algo pior acontecesse. Por isso, preferiu não contar nada para a produção ou para o marido, deixando a decisão para si mesma.
A volta de um casal rival, Caroline e Radamés, foi o estopim para Gretchen. Ela disse que as provocações constantes da dupla a deixavam muito irritada e nervosa. A cantora classificou o comportamento deles como agressivo e maldoso: "Ela está provocando uma agressão contra mulher, uma expulsão. Eu disse que era isso que ela queria, e é esse o objetivo dela. Ela é uma pessoa maldosa, que acha que entende só porque assistiu ao reality do Radamés, acha que está sabendo de tudo"

Daniela Ghizi de Jesus era proprietária de um estúdio de beleza. O episódio aconteceu no apartamento dela. No local, também estavam o ex-companheiro de Daniela, encontrado com um ferimento de tiro na cabeça, e o filho dela, uma criança de 6 anos que não se feriu.
A Polícia Civil de SC suspeita que o homem, que morreu no hospital, atirou contra a própria cabeça após matar Daniela. Ainda não há confirmação se a criança presenciou o crime.
Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada em torno das 18h15 como um caso de violência doméstica, após a denúncia de uma testemunha que relatou ouvir gritos de uma voz feminina pedindo socorro.
Quando os policiais chegaram ao local e entraram no apartamento, Daniela já estava morta. O homem de 35 anos foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao hospital, onde morreu por volta das 20h. A suspeita é que ele não estava conformado com o término do relacionamento.
O conselho tutelar foi acionado, e a criança foi encaminhada aos cuidados do pai biológico.
O velório de Daniela acontece nesta terça no bairro Santa Luzia em Criciúma. Depois, o corpo segue para o distrito de Guatá, na cidade de Lauro Müller, para o sepultamento.

Durante seu interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10/6), Jair Bolsonaro (PL) argumentou contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período eleitoral de 2022. Ele é ouvido na ação que investiga uma suposta trama golpista para mantê-lo no poder após o resultado das eleições daquele ano, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu não podia basicamente fazer nada. Era quase tudo proibido […] Eu fui acusado de muita coisa, inclusive de pedófilo durante esse período [período eleitoral]. O outro lado, podia tudo, até me acusar de genocida”.
Bolsonaro ainda reclamou do bloqueio do uso de imagens durante a campanha, também por parte do TSE, a partir do momento que não pôde usar fatos e fotos negativos sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fatos positivos em relação e ele mesmo.
“Eu fui tolhido. O maior prejuízo que eu tive, no meu entendimento, foi não poder usar imagens do 7 de setembro. Com todo o respeito, acredito que isso tudo pesou contra a gente”, disse Bolsonaro. “As páginas de direita todas derrubaras constantemente em nome de desinformação. Então essa desfuncionalidade, no meu entender, prejudicou bastante a minha campanha
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, que realiza o interrogatório, relembrou, em seguida, que quando Bolsonaro foi acusado de pedofilia o TSE também fez a proibição da utilização das imagens.
O ex-presidente começou a ser ouvido por volta das 14h30 negando, para Alexandre de Moraes, que as acusações contra ele sejam verdadeiras. Bolsonaro é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil. Ele pertence ao núcleo 1, também chamado de núcleo crucial do caso, conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
O interrogatório é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano. Em caso de condenação, as penas passam de 30 anos de prisão.
Interrogatório no STF
Os interrogatórios começaram na segunda (9/6) e vão até sexta-feira (13/6).
Todos os réus precisam estar presentes na Primeira Turma do STF para responderem às perguntas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos ministros da turma. Mesmo os que já prestaram esclarecimentos, como Mauro Cid e Alexandre Ramagem, devem estar presentes durante o restante das audiências.
Único que não participará presencialmente é o general Walter Souza Braga Netto, que segue preso no Rio de Janeiro e, por isso, prestará depoimento por videoconferência.
Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid foi o primeiro a ser interrogado, por ser o delator do caso.
Nessa segunda-feira (9/6), foram ouvidos o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem – atualmente deputado federal.
Depoimentos desta terça
Já a sessão desta terça começou às 9h. Os trabalhos foram retomados com o depoimento do ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos, que negou ao ministro Alexandre de Moraes ter visto a minuta de golpe de Estado.
Anderson Torres, segundo réu ouvido pela Corte, afirmou que não há nada “que aponte fraude” nas urnas eletrônicas. Ainda na fala, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal afirmou que ficou “desesperado” com os atos de 8 de Janeiro e que houve uma falha grave na execução do planejamento de segurança para aquele fim de semana.
O general Augusto Heleno pediu para exercer o direito de ficar calado diante das perguntas do ministro Alexandre de Moraes. Heleno só começou a falar para responder as perguntas do advogado.
“É importante que o presidente Bolsonaro colocou que ia jogar dentro das quatro linhas (da Constituição), e eu segui isso aí religiosamente durante todo o tempo em que estive na Presidência”, afirmou. “Nunca levei assuntos políticos, tinha de 800 a 1 mil funcionários no GSI. Nunca conversei com eles assuntos políticos.”
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Quatro comerciantes foram notificados, durante fiscalização nesta terça-feira (10), sobre a venda de fogos de artifício no Centro de Maceió. As mercadorias foram recolhidas.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã de Maceió (Semsc), os produtos eram comercializados de forma clandestina, ou seja, sem a documentação exigida por lei.
De acordo com o secretário da Semsc, Eduardo Marinho, a iniciativa tem caráter tanto corretivo quanto educativo.
“O comércio clandestino de fogos de artifício representa riscos tanto para quem vende quanto para quem compra. Nosso trabalho é, acima de tudo, proteger a população. Estamos orientando os comerciantes e promovendo ações que reforcem o cumprimento das normas, para que todos possam aproveitar os festejos com mais tranquilidade”, afirmou.
A população pode colaborar com as fiscalizações por meio do Disque-denúncia da Semsc, no número (82) 3312-5277.

Anthony Thomas Hoover II tinha 33 anos em 2021, quando sofreu uma overdose. Ao despertar do efeito das substâncias, porém, parecia que o pesadelo continuava: ele acordou em uma maca de hospital enquanto médicos se preparavam para fazer um procedimento de doação de órgãos.
Ele começou a se agitar e olhar ao redor após a retirada do suporte de vida. Os médicos o sedaram novamente e só então interromperam o procedimento do transplante. Hoover, hoje com 36 anos, sobreviveu com sequelas neurológicas e não foi possível determinar se elas são fruto da cirurgia ou da overdorse, mas ele não é mais capaz de falar e se move com dificuldade.
Quem não pode doar órgãos?
Portadores de infecções sexualmente transmissíveis, como a HTLV 1 e 2 e as hepatites B e C, pessoas com tuberculose ativa ou doença de Chagas, por exemplo, estão restringidos de doar.
Indivíduos com doenças degenerativas crônicas, que tenham estado em coma, tenham sepse (uma infecção sistêmica generalizada) ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas (IMOS), em teoria, também não podem fazer a doação.
A idade também conta. Menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis não podem doar. Apenas as córneas, se saudáveis, podem ser doadas sem idade estabelecida. Além disso, os órgãos sólidos têm limites de idade muito específicos. Confira:
Rim, 75 anos.
Fígado, 70 anos.
Válvulas cardíacas, 65 anos.
Pele e ossos, 65 anos.
Coração, 55 anos.
Pulmão, 55 anos.
Pâncreas, 50 anos.
Consequências até hoje
O caso ocorreu no estado do Kentucky, nos Estados Unidos, e levou a uma investigação federal que colocou em suspeita as declarações de mortes cerebrais em usuários de drogas, que podem estar sendo aceleradas para diminuir filas de transplantes.
A irmã de TJ Hoover, como ele é conhecido, comemorou a investigação da Health Resources and Services Administration (HRSA).
“É uma pequena vitória! O governo federal determinou que houve conduta ruim dos médicos no caso de TJ! Temos que mudar este sistema. Eles queriam fazer o procedimento de qualquer forma”, disse LaDonna Hoover no Facebook.
Falhas no sistema de doação de órgãos
Filmagens dos preparativos para a retirada dos órgãos de TJ mostram que ele chorou, moveu as pernas e balançou a cabeça durante os preparativos, que ainda assim não foi interrompido até que ele despertasse totalmente.
O relatório da HRSA indica evidências de que nos últimos quatro anos, pelo menos em 73 casos, pacientes apresentavam melhora neurológica depois de terem a morte cerebral decretada, mas os planos de doação não foram interrompidos. Alguns demonstraram dor ou angústia durante os preparativos. A maioria morreu horas depois, mas outros sobreviveram e deixaram o hospital.
O foco da investigação foi a “doação após morte circulatória”, comum em pacientes com alguma função cerebral, mas sem expectativa de recuperação. Eles são mantidos em suporte de vida até a retirada de órgãos, que só ocorre se o coração parar dentro de uma ou duas horas.
A investigação revelou falhas graves, como ignorar efeitos de sedativos ou de drogas que mascaram o estado real dos pacientes. A avaliação do caso agora deve seguir na justiça americana.
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O major da Polícia Militar, Djalma de Araújo, de 59 anos, preso no último domingo (8), era agiota e estuprava parentes dos devedores que não conseguiam pagar as parcelas dos juros. A informação é resultado da investigação da Polícia Civil, que mantém o inquérito contra o suspeito em andamento.
De acordo com a delegada Liana Franca, responsável pelas investigações do caso, o major se aproveitava da fragilidade dos devedores para abusar sexualmente de familiares deles.
"Há 15 anos, ele estuprou umas crianças, que hoje são maiores, mas não têm coragem de denunciá-lo e não moram mais em Alagoas. O militar era agiota e, quando a pessoa não pode pagar os juros mês a mês, se valia da condição da pessoa para estuprar um parente dela. Ele já fez isso com esposas, filhas", explicou a autoridade policial.
Liana Franca também afirmou que a prisão em flagrante de Djalma foi motivada pela posse ilegal de porte de arma de fogo. No entanto, na ficha criminal, o major conta com homicídios e estupros, incluindo o abuso de uma idosa de 85 anos, que possui Doença de Alzheimer e é cadeirante.
"Este crime [estupro contra a idosa] foi flagrando pela filha do major. Ela não suportou a cena e imediatamente comunicou a polícia o que estava acontecendo. E isso já vinha acontecendo outras vezes com a mesma pessoa. Ele forçava ela a fazer isso. Ele foi flagrado no momento de uma cena chocante", contou a autoridade policial.
O acusado chegou, inclusive, segundo a delegada, a ameçar a filha que denunciou o estupro à polícia, além da esposa e de mais duas filhas. Ele teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia nessa segunda-feira (9).

Raja e Sonam Raghuvanshi se casaram em 11 de maio, em Madhya Pradesh, na Índia. Filhos de famílias tradicionais, os dois se uniram em um casamento arranjado e só se conheceram no altar. Dias depois da cerimônia, em 20 de maio, o casal partiu para a lua de mel em Meghalaya, também na Índia, a 1.800 km de distância. Tudo parecia correr bem até eles desaparecerem no dia 23, último dia da viagem.
Raja foi encontrado morto em 2 de junho passado, 10 dias depois de desaparecer. O corpo estava a 20 km de distância de onde estavam hospedados. No entanto, Sonam só apareceu no domingo (8/6), do outro lado do país. Ela foi presa como a principal suspeita da morte do marido.
Uma Raghuvanshi – mãe de Raja – contou, em entrevista à NDTV, que o casal vivia bem. “Raja estava muito feliz com ela. Ele nunca mencionou que tinha problemas com ela”, afirmou.
Ela não acusa a nora de assassinato, mas questiona se ela poderia ter feito algo para defender o marido. "Quero perguntar à Sonam que, se Raja foi com você, por que você o deixou naquela condição? O que aconteceu com ele? Quem fez isso com ele? Você deve ter visto alguém. Por que você não o salvou?", questionou.
“Eu a conheço há quatro meses e, nesses quatro meses, nunca tive a impressão de que Sonam pudesse fazer algo assim. Depois do casamento, ela ficou em casa por quatro dias e, mesmo assim, não achávamos que ela fosse capaz de fazer algo assim”, disse. “Foi um casamento arranjado. Perguntaram a ambos se concordavam com o casamento. Nós prosseguimos depois que eles concordaram", garantiu.
Suposto comparsa
Sonam foi encontrada visivelmente exausta na beira de uma estrada em Uttar Pradesh, a 1.800 km de distância de onde morava, na noite de domingo. Ela pegou um telefone emprestado e ligou para sua família. O irmão dela entrou em contato com a polícia, que a prendeu.
"Se Sonam for culpada, ela deve ser enforcada; caso contrário, os verdadeiros culpados devem ser punidos", disse a mãe de Raja.
De acordo com a polícia, Sonam mantia um caso com Raj Kushwaha, que fez parte do assassinato. "Algumas pessoas alegaram que este Raj foi visto com o pai de Sonam durante o funeral de Raja", afirmou Uma. No entanto, ela disse que nunca tinha ouvido falar no homem. Raj também foi preso, bem como outras cinco pessoas que teriam ligação com o assassinato de Raja e a fuga de Sonam.
A Polícia alega que Sonam Raghuvanshi planejou o assassinato do marido, juntamente com o amante, Raj Kushwaha. Eles teriam contratado assassinos profissionais para executá-lo.

A defesa do humorista Leo Lins recorreu da condenação de oito anos e três meses de prisão por declarações consideradas discriminatórias feitas durante um show de stand-up.
Em entrevista à revista Quem, um dos advogados do comediante, Lucas Giuberti, detalhou os próximos passos jurídicos e reafirmou a tese de que não houve crime. “Trata-se de um triste capítulo para a liberdade de expressão no Brasil, diante de uma condenação equiparada à censura”, declarou.
“Já recorremos da sentença”
Segundo Giuberti, a sentença foi recebida com “grande surpresa” pela equipe jurídica, que já protocolou o recurso no Tribunal Regional Federal. “A princípio, não há maiores alterações [após a sentença]. Processualmente falando, nós já recorremos da sentença, informamos ao Juízo que condenou que vamos oferecer as razões recursais ao TRF, sendo acatado pela juíza que sentenciou”, explicou.
O advogado afirmou que, com o recurso em andamento, os efeitos da sentença estão suspensos até o julgamento definitivo. “Agora, o processo será encaminhado ao TRF, onde um desembargador vai nos intimar para apresentarmos as razões recursais e, em seguida, a Procuradoria de Justiça vai se manifestar. […] O julgamento pode mantê-la, reformá-la ou anulá-la”, acrescentou.
Entenda o caso
A condenação foi determinada pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo com base nas Leis 7.716/1989 e 13.146/2015. O show Leo Lins – Perturbador, publicado no YouTube em 2022, inclui piadas ofensivas a grupos como negros, indígenas, pessoas com deficiência, LGBTQIA+, judeus, evangélicos, idosos, obesos, nordestinos e soropositivos.
Na decisão, a juíza afirmou que “o exercício da liberdade de expressão não é absoluto nem ilimitado” e que, em casos de conflito com os princípios da dignidade humana e da igualdade jurídica, “devem prevalecer os últimos”.
A defesa, no entanto, insiste que o conteúdo deve ser entendido como parte de uma encenação artística. “Nossa linha de defesa é da anulação da sentença, ante a ausência de crime, pois o conteúdo do show é um conteúdo lúdico, realizado através de uma interpretação, ou seja, um personagem no palco, amparado pela liberdade artística, que vai muito além da liberdade de expressão”, argumentou Giuberti.
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O Governo de Alagoas lançou nesta terça-feira (10), em solenidade no Palácio República dos Palmares, o programa Mais Cultura Alagoas. A iniciativa inédita vai permitir que empresas contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) invistam diretamente em projetos culturais e tenham até 100% do valor deduzido do imposto. Neste primeiro ano, estarão disponíveis R$ 14,2 milhões, o correspondente a 0,3% do valor arrecadado com o ICMS em 2024.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), por meio da Superintendência de Economia Criativa, Fomento e Incentivo à Cultura (Supecfic), o Mais Cultura Alagoas irá contemplar projetos das nove regiões administrativas do Estado, nas áreas de artes cênicas, visuais, popular, audiovisual, humanidades, museus e memórias, música, patrimônio cultural, cultura nerd, LGBTQIAPN+, moda e gastronomia, entre outras.
“Essa é uma iniciativa do Governo de Alagoas que vai mais uma vez enriquecer a cultura de Alagoas. É um ponto central do programa de governo, entregamos mais uma política pública para o povo de alagoas. É uma forma de inclusão”, ressalta o secretário de Estado de Governo, Vitor Pereira, que representou o governador na solenidade. “É um projeto ambicioso que vai exigir dos atores da cultura muita preparação”, ressaltou.
De acordo com o edital do programa, as empresas interessadas poderão se enquadrar conforme seu porte, com limites diferenciados de dedução do ICMS. Pelas regras, pequenas empresas poderão investir até 10% do imposto recolhido no ano anterior; médias, até 7%; e grandes, até 4%.
A secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Melina Freitas, explica que para ter acesso ao aporte financeiro, os agentes culturais de Alagoas devem submeter seus projetos à Secult, que ficará responsável pela aprovação deles. “Com essa chancela em mãos, os artistas poderão bater à porta dos empresários alagoanos. A empresa que topar, deve se dirigir à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que ficará responsável pelo cadastro dos negócios que estarão aptos a patrocinar o projeto cultural”, explica.

Melina Freitas informa que na próxima semana haverá capacitação gratuita, oferecida pelo Governo do Estado, para que produtores culturais e artistas possam se inteirar sobre os passos para submeter projetos ao programa.
“A Sefaz, junto à Secult, vem trabalhando nesse incentivo há algum tempo, desenhando a melhor forma possível para trazer segurança jurídica para o empresário, para que ele possa também colocar sua marca e incentivar os nossos artistas locais, fazendo com que o dinheiro público chegue diretamente à população, e nesse caso gerando muito emprego e muita renda, já que a gente sabe que a economia criativa é um dos setores que mais geram emprego no estado”, acrescenta a titular da Sefaz, Renata dos Santos.
O secretário de Estado da Comunicação, Wendel Palhares, celebrou o lançamento do programa – um desejo antigo do setor cultural alagoano. “É um momento que a gente espera que a cultura de Alagoas pare de fazer cortes e passe a adicionar qualidade cada vez mais, porque vai precisar de recursos para isso”, destacou.
“Eu acho que esse é um momento bastante feliz, e acredito que o Governo do Estado e o setor precisam estar cada vez mais unidos para que a gente possa apresentar para o Brasil como Alagoas tem deixado cada vez mais as páginas negativas para virar as páginas positivas”, completou.
Estiveram presentes ao lançamento do Mais Cultura Alagoas os secretários de Estado Felipe Cordeiro (Gabinete Civil), Maria Silva (Mulher e dos Direitos Humanos) e Milton Muniz (executivo da Cultura), além de Pedro Verdino (coordenador do escritório do Ministério da Cultura em Alagoas), Igor Luiz (presidente do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura de Alagoas) e representantes do segmento cultural alagoano.