Você treina pesado, mas vira de um lado para o outro na cama? Se a resposta é sim, você faz parte de uma estatística preocupante.
Segundo a pesquisa “O sono dos brasileiros”, do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 65% da população tem baixa qualidade de sono. O estresse, a ansiedade e o sedentarismo são os principais vilões dessa conta.
A boa notícia é que o esporte é um dos remédios mais eficazes para o descanso perfeito. A atividade física funciona como uma ponte entre o estado de alerta e o repouso profundo.
O impacto do exercício no ciclo do sono
Dormir bem é um indicador de saúde e performance. Quem treina consegue alcançar os estágios mais profundos do sono com mais agilidade.
Isso inclui o sono REM, fase crucial para a atividade cerebral e consolidação da memória.
O professor Anderson Teu, da Academia Gaviões 24h, explica que o exercício atua em mecanismos fisiológicos e psicológicos.
Ao praticar atividades físicas, você regula a produção de melatonina e reduz o cortisol, o hormônio do estresse.
Além disso, a liberação de endorfina e serotonina promove o bem-estar necessário para combater a insônia.
“O corpo humano foi feito para se movimentar. Ao gastar energia de forma eficiente durante o dia, você prepara o terreno para um desligamento natural e profundo à noite, atuando principalmente como um gatilho biológico para a sonolência” , destaca.
Horário ideal para treinar
A regularidade na prática de atividade física é mais importante do que o horário escolhido para treinar. No entanto, cada pessoa pode responder de forma diferente ao período do exercício.
Treinos de alta intensidade, como o HIIT, podem elevar a frequência cardíaca e os níveis de adrenalina, o que pode dificultar o relaxamento imediato para algumas pessoas, embora para outras possa promover sensação de relaxamento após o esforço.
“Um dos maiores mitos é que treinar à noite seja prejudicial. O importante é manter um intervalo de pelo menos 90 minutos entre o término do treino, independentemente do tipo de atividade,e o momento de dormir”, ressalta o professor.
Escolha o exercício físico adequado
Alguns tipos de exercício podem trazer benefícios específicos para a qualidade do sono. Atividades aeróbicas, por exemplo, são eficazes na redução dos sintomas da apneia do sono, pois estimulam o condicionamento cardiorrespiratório e o controle da respiração.
Práticas como ioga e caminhada leve também contribuem para a saúde mental, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, frequentemente associados à insônia crônica.
Já a musculação e os treinos de resistência colaboram para a recuperação física e podem favorecer um descanso mais profundo.
“O descanso não está relacionado apenas à quantidade de horas dormidas, mas principalmente à qualidade do sono. Pessoas que se exercitam regularmente tendem a apresentar um sono menos fragmentado, o que resulta em mais disposição e melhor recuperação muscular no dia seguinte”, conclui.
Dicas para um sono de campeão:
Mantenha a rotina: Tente treinar nos mesmos horários para educar seu relógio biológico.
Cuidado com a pré-treino: Evite cafeína e estimulantes no final do dia se você for treinar à noite.
Higiene do sono: Após o treino noturno, diminua as luzes da casa e evite telas.
Consistência: Os benefícios reais para o sono aparecem com a prática frequente, não apenas em um dia isolado.
O ciclo virtuoso da saúde
Treinar não é apenas sobre estética ou força; é sobre como o seu corpo se recupera. Quando você gasta energia de forma eficiente durante o dia, prepara o gatilho biológico para a sonolência.
O resultado é um ciclo virtuoso: melhor treino, melhor sono e, consequentemente, melhor desempenho no dia seguinte. Respeite seu descanso para ver seus músculos crescerem!
Um hábito aparentemente simples pode ajudar quem está no processo de perda de peso: manter uma rotina alimentar previsível, com refeições semelhantes e ingestão calórica mais estável ao longo dos dias.
A estratégia foi apontada em um estudo divulgado nessa segunda (30/3) pela American Psychological Association e publicado na revista Health Psychology. A pesquisa sugere que simplificar a dieta, repetindo alimentos e horários das refeições, pode reduzir a chamada “fadiga de decisão”, facilitando escolhas alimentares mais saudáveis.
Segundo os pesquisadores, quando as pessoas não precisam decidir constantemente o que comer, há menor probabilidade de recorrer a alimentos ultraprocessados ou fazer escolhas impulsivas, o que favorece a perda de peso ao longo do tempo.
Rotina alimentar pode facilitar o emagrecimento
De acordo com o estudo, indivíduos que seguem um padrão alimentar mais previsível apresentam maior facilidade para manter a dieta e evitar o efeito sanfona. A repetição das refeições também ajuda o organismo a estabelecer um ritmo metabólico mais estável.
A nutricionista Stella Boreggio, que atende em São Paulo, explica que a estratégia pode funcionar, mas precisa ser adaptada à rotina de cada pessoa. “Depende de diversos fatores, mas se essas refeições estão adequadas à rotina e ao objetivo de emagrecimento, podem ajudar”, afirma.
“Por que comer sempre a mesma coisa se temos uma variedade gigante de alimentos que são equivalentes e podem ser substituídos? Esse é o maior segredo da perda de peso sem o sofrimento com a dieta”, aponta.
Horários regulares ajudam no controle da fome
Outro ponto destacado pela pesquisa é que a previsibilidade das refeições pode ajudar a regular os sinais de fome e saciedade. A nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, explica que o corpo responde bem à organização alimentar.
“Quando o organismo se acostuma a horários regulares, há uma melhor organização hormonal, especialmente da grelina e da leptina, que controlam o apetite”, afirma.
Segundo ela, isso pode reduzir episódios de fome intensa e melhorar a percepção de saciedade ao longo do dia, favorecendo a perda de peso de forma mais consistente.
Outro benefício apontado pela pesquisa é a redução da carga mental relacionada à alimentação. Quando o cardápio já está definido, diminui-se a necessidade de decidir constantemente o que comer.
Para Stella, a organização é fundamental para evitar escolhas pouco saudáveis. Segundo a nutricionista, deixar refeições ou ingredientes previamente preparados aumenta a chance de manter a dieta.
Calorias estáveis ajudam o metabolismo
Manter uma ingestão calórica mais estável ao longo dos dias também pode beneficiar o metabolismo. Segundo Taynara, grandes oscilações de consumo podem levar a episódios de compulsão alimentar. “Quando a ingestão calórica é mais equilibrada, o organismo consegue utilizar melhor a energia disponível, o que favorece a perda de gordura de forma mais sustentável”, afirma.
A falta de variedade pode levar à deficiência de nutrientes e até causar aversão a determinados alimentos. A nutricionista ressalta que é possível manter um cardápio simples sem abrir mão da diversidade nutricional.
Estratégia simples, mas não milagrosa
Embora a repetição de refeições possa ajudar na organização da dieta, especialistas ressaltam que a perda de peso depende de vários fatores, incluindo qualidade dos alimentos, sono, rotina e nível de atividade física.
Assim, manter uma alimentação estruturada pode ser uma ferramenta útil no processo de emagrecimento, desde que faça parte de um plano alimentar equilibrado e individualizado.
A caminhada é reconhecida pelo seu lado democrático, ou seja, muitas pessoas podem iniciar sem nenhum elevado custo financeiro. Dessa forma, pode ser praticada em parques, ruas, avenidas e rodovias.
Ainda assim, sempre surgem alguns questionamentos sobre essa modalidade, por exemplo: pode fazer caminhada em jejum?
Caminhada em jejum traz riscos
“Não se deve fazer nada de exercício físico em jejum. É antifisiológico e o corpo precisa de energia, as fontes são os alimentos e, principalmente, os carboidratos que nós utilizamos. Não se deve fazer nada em jejum”, respondeu com exclusividade para o Sport Life o cardiologista e médico do esporte Dr. Nabil Ghorayeb.
O doutor ainda complementou que essa questão foi uma polêmica discutida, que não é aceita por um médico porque uma pessoa vai ter sérios problemas de saúde em vez de benefícios ao correr em jejum.
“Você pode ter hipoglicemia, tontura, desmaio e problemas sérios de queda de pressão. Tem nada que justifique isso. Hoje em dia você quer emagrecer e tem outros meios de fazer isso com orientação médica”, destaca Nabil.
Essas colocações denotam que não vale a pena alguém optar por um método devido ao fato de achar que é o melhor. Apenas fica a orientação de se evitar qualquer prática esportiva em jejum.
Outros conselhos para sua caminhada 100%
Indica-se, por tanto, que um exercício físico ocorra três vezes na semana. E, paralelamente, há trabalhos científicos com acusações do tempo de exercício aeróbico por 180 minutos na semana.
“Pode-se dividir em três vezes isso, que é importante para os indivíduos com mais 35 ou 40 anos para deixar um dia de repouso. Agora, se comparar com um atleta, torna-se inviável. Um atleta tem uma equipe que cuida dele e por isso que faz atividades físicas quase diariamente”, citou Ghorayeb.
Outro ponto é de que não existe um consenso sobre qual é o melhor horário para fazer a caminhada. Se for de acordo do ponto de vista ortopédico, a sugestão é que corra no fim do dia por conta da musculatura já estar preparada. Já pela “visão” cardiovascular, não existe nenhuma citação de qual hora é a melhor ou pior. “Então, faça exercícios no horário em que se sentir melhor”, orientou o médico.
Qual é o plano alimentar indicado para quem faz caminhada?
“A recomendação geral é hidratação, alimentos ou substâncias que ajudem você na manutenção daquela atividade física muscular. Então, os aminoácidos e suplementos se baseiam naquilo que você vai gastar em uma atividade física”, concluiu o Dr. Nabil Ghorayeb.
Dado
A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgou o relatório “Práticas de Esportes e Atividade Física” em parceria com o Ministério do Esporte no ano de 2022 com a acusação de que 24,6% dos brasileiros praticam corrida ou caminhada com certa frequência.
O crescimento da jovem população indiana (idade média inferior a 30 anos) representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico do país, ao mesmo tempo em que constitui um desafio em termos de acesso ao emprego, moradia, energia e educação.
Inicialmente previsto para 2021, esse censo foi longamente adiado por causa da pandemia da Covid-19.
O último levantamento, concluído em 2011, registrou uma população de 1,21 bilhão de pessoas. Desde então, as Nações Unidas estimaram, em 2023, que a Índia alcançou 1,42 bilhão de habitantes, ultrapassando a China no ranking mundial.
A Índia tem um território que corresponde a menos da metade do Brasil. Mesmo digitalizada, a operação representa um grande desafio logístico e será executada em etapas.
A primeira fase, que começa nesta quarta-feira, consiste em contar o número de moradias, Estado por Estado, por meio de declaração voluntária em um aplicativo de celular ou durante o porta a porta feito por agentes.
O recenseamento propriamente dito de cada habitante só ocorrerá a partir de 1º de março de 2027 para a maior parte da população, e a partir de 1º de outubro de 2026 nas regiões himalaianas, antes da chegada da neve.
Particularidade desta edição: o governo indiano vai perguntar aos cidadãos a qual casta pertencem.
Originadas da tradição hindu, as castas continuam sendo um elemento importante da sociedade indiana moderna, dividindo-a em categorias hierarquizadas que determinam o papel e o status de seus membros. Essas divisões alimentam discriminações e desigualdades dentro da população.
Mais de dois terços dos indianos são considerados pertencentes a castas inferiores, elegíveis a políticas de ação afirmativa, especialmente no serviço público e na educação.
O último censo de castas foi realizado em 1931, sob o Império Britânico, dezesseis anos antes da independência. Desde então, os líderes indianos evitaram recenseá-las ou publicar números, alegando a complexidade administrativa da operação ou temendo provocar tensões no país.
O Ministério do Interior estimou o custo do censo em US$ 1,24 bilhão.
O mel é um dos poucos alimentos conhecidos por atravessar anos, e até século sem estragar. Esse fenômeno levanta curiosidade e também dúvidas entre consumidores: afinal, por que o mel não se danifica como acontece com outros alimentos?
A resposta está em sua própria composição química. Segundo a nutricionista Thays Pomini, que atende em São Paulo, o mel possui características naturais que dificultam a sobrevivência de micro-organismos.
“O mel tem pouquíssima água disponível e uma concentração muito alta de açúcares, o que cria um ambiente hostil para micro-organismos. Além disso, seu pH é ácido e ele contém compostos com ação antimicrobiana. Ou seja, a própria composição funciona como um conservante natural”, explica.
Esses fatores combinados fazem com que bactérias e fungos praticamente não consigam se multiplicar dentro do alimento, o que pode ajudar a explicar o motivo do mel não estragar da mesma forma que outros produtos.
Composição química é o segredo da conservação
De acordo com a nutricionista Yasmin Carvalho Mesquita, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, o segredo da durabilidade do mel está em uma soma de fatores químicos.
“O mel possui baixa quantidade de água e alta concentração de açúcares, o que dificulta a sobrevivência de micro-organismos. Além disso, tem pH ácido e compostos antimicrobianos naturais, como o peróxido de hidrogênio”, afirma.
O mel é uma fonte natural de energia, rico em antioxidantes e com propriedades antimicrobianas. Além de adoçar de forma natural, pode ajudar na imunidade e aliviar irritações na garganta.
Mel não tem “data de validade”, mas pode perder propriedades
Thays Pomini reforça que, com o tempo, podem ocorrer pequenas perdas de compostos bioativos, principalmente se o produto for armazenado de maneira inadequada.
“O mel bem armazenado pode ser consumido por anos com segurança, mas seu valor funcional pode diminuir lentamente”, afirma a nutricionista.
A exposição ao calor e à luz, por exemplo, pode reduzir a quantidade de enzimas e antioxidantes presentes no alimento.
Cristalização do mel é natural
Outro fenômeno comum que gera dúvidas entre consumidores é a cristalização do mel. Quando fica mais espesso ou com pequenos cristais, muitas pessoas acreditam que ele estragou. Mas isso não é verdade.
“A cristalização é um processo natural. Ela acontece porque a glicose presente no mel tende a formar cristais ao longo do tempo”, explica Yasmin Mesquita.
Esse processo pode ocorrer mais rapidamente dependendo da variedade do mel e da temperatura de armazenamento. Mesmo cristalizado, o produto continua próprio para consumo.
Para preservar melhor as características do alimento, alguns cuidados simples fazem diferença.
O ideal é manter o mel:
Bem fechado;
Em local seco e fresco;
Protegido da luz;
Longe de fontes de calor, como fogões.
Deixar o pote aberto ou em ambientes úmidos pode alterar o sabor e o aroma do produto.
Quando o mel pode estragar
Embora seja muito estável, o mel não é totalmente imune à contaminação. Se houver entrada de água, por exemplo, pode ocorrer fermentação causada por leveduras.
Outro cuidado importante envolve o consumo por crianças pequenas. O mel não deve ser oferecido para bebês menores de um ano por causa do risco de botulismo infantil.
Fora essa recomendação, quando bem armazenado, o alimento continua sendo seguro e pode durar por muito tempo, o que ajuda a explicar por que o mel não vence como a maioria dos produtos da despensa.
A Polícia Militar de Alagoas efetuou a prisão de três homens envolvidos em roubo, furto e crimes contra o patrimônio em Maceió, nessa segunda-feira (30).
Uma guarnição do Batalhão de Polícia Escolar (BPESc) foi acionada pela população, no bairro da Mangabeiras, onde uma vítima relatou ter sido assaltada em um ponto de ônibus, localizado na avenida Gustavo Paiva. Segundo o depoimento, dois indivíduos realizaram a abordagem simulando estarem armados e levaram um aparelho celular e um cartão.
Após diligências na região, os militares localizaram a dupla com características semelhantes às descritas. Durante a busca pessoal, os itens roubados foram recuperados com os suspeitos. Ambos foram conduzidos à Central de Flagrantes e autuados pelo crime de roubo, permanecendo à disposição da Justiça.
Em outra ação, uma equipe do 1º Batalhão da PM impediu um furto no bairro da Levada. Os policiais foram acionados para verificar uma invasão ao prédio do Tribunal de Justiça, onde um homem foi flagrado e detido.
Com o suspeito, foram encontrados cabos de cobre que haviam sido retirados da estrutura do imóvel. O autor recebeu voz de prisão e também foi encaminhado à Central de Flagrantes.
Vestido de papa, um bebê paulista de apenas quatro meses de idade foi abençoado pelo Papa Leão XIV, no Vaticano. Morador de Taubaté, no interior de São Paulo, Paulo Bortone viajou com os pais à Santa Sé para participar de uma audiência papal, onde o pontífice saudou visitantes de todo o mundo.
Um vídeo publicado nas redes sociais pelos pais do bebê mostra o encontro entre Paulo e o Papa Leão XIV. Nas imagens, é possível ver o santo padre pegar a criança no colo e o abençoar. A criança foi ao Vaticano vestida com uma batina e outros adereços do papa.
Segundo Matheus Bortone, pai de Paulo, a ideia de levar o filho ao Vaticano surgiu no pós-parto da esposa. O casal queria que o filho fosse abençoado pelo papa, começou a pesquisar como fazer isso e conseguiu um convite para participar da audiência papal.
“Imagina a sua esposa no pós parto, fazendo um pedido que nem você acreditava que seria possível realizar. Que emoção! Obrigado, Papa Leão XIV”, escreveu o pai nas redes sociais.
Para participar de uma audiência papal no Vaticano, que ocorre geralmente às quartas-feiras, é necessário solicitar ingressos gratuitos à Prefeitura da Casa Pontifícia, com antecedência, enviando um formulário via fax ou correio.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) atualizou, na tarde desta terça-feira, 31, o alerta meteorológico sobre o mau tempo em Alagoas. Segundo a Semarh, há previsão de continuidade de chuva, rajadas de ventos e raios, pelo menos, até esta quarta-feira, 1º.
"As rodadas mais recentes desses modelos de condições meteorológicas indicam a possibilidade de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte que podem ser acompanhadas de rajadas de ventos e incidência de raios em pontos isolados em todas as regiões ambientais do Estado de Alagoas durante esta terça-feira (31), podendo se estender até, pelo menos, a quarta-feira (01)", diz o aviso da Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN/SEMARH/AL).
De acordo com o alerta, a atuação de um cavado em altos níveis, sobre o Oceano Atlântico e áreas continentais adjacentes à costa leste do Nordeste do Brasil, favorece a ocorrência de chuvas no estado de Alagoas. Nestas áreas, podem ocorrer acumulados significativos nas próximas 72 horas. Atenção especial para as regiões ambientais do Litoral, Zona da Mata e Baixo São Francisco.
"A formação de nebulosidade convectiva poderá favorecer a ocorrência de rajadas de vento, aumentando o risco de destelhamentos de imóveis, queda de árvores e placas mal fixadas. As pancadas de chuva podem provocar alagamentos em áreas com deficiência de drenagem urbana. Até o momento não há risco de elevação dos principais rios e lagoas do estado de Alagoas", informou a Semarh.
A Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN) segue monitorando as condições sinóticas e novas atualizações poderão ser enviadas a qualquer momento. Caso haja intensificação das condições meteorológicas e/ou aumento nos volumes de chuva previstos pelos modelos numéricos, será emitido alerta meteorológico. Os níveis dos principais rios e bacias hidrográficas monitorados do estado seguem sob acompanhamento contínuo.
Uma mulher foi assassinada a facadas na tarde desta segunda-feira (30/3), no bairro Messejana, em Fortaleza (CE). De acordo com informações preliminares, o crime aconteceu após a vítima ser abordada por um homem que pedia dinheiro.
Segundo relatos, ao informar que não possuía nenhum valor, a mulher foi atacada com diversos golpes de faca. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. No momento da agressão, a vítima carregava uma criança de aproximadamente dois anos no colo. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará confirmou que uma segunda pessoa também foi atingida durante o ataque.
Embora a identidade não tenha sido oficialmente divulgada, testemunhas afirmam que a criança ficou ferida. Ela foi socorrida por equipes de emergência e encaminhada a uma unidade hospitalar. O estado de saúde não foi informado até o momento.
Um estudo identificou o baço como um possível alvo para melhorar a recuperação após o acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa foi feita em camundongos e sugere que controlar a inflamação ligada ao órgão pode reduzir os danos no cérebro. O estudo foi publicado em 16 de fevereiro na revista científica Frontiers in Immunology.
Os pesquisadores do centro de pesquisa da Universidade La Trobe, Austrália, observaram que, após o AVC, o baço passa a produzir e liberar células inflamatórias que circulam pelo corpo e podem agravar a lesão cerebral.
Ao bloquear esse processo, houve melhora da função neurológica nos animais. Em comunicado à imprensa, os autores destacaram que o baço pode desempenhar um papel central na evolução do AVC, funcionando como um “amplificador” da inflamação no organismo.
O que acontece no corpo após o AVC
O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, causando a morte de células nervosas. No entanto, o problema não termina nesse momento inicial.
Nas horas e dias seguintes, o corpo ativa uma resposta inflamatória intensa. O estudo mostra que o baço participa diretamente desse processo, liberando células de defesa, como neutrófilos e monócitos, que podem piorar o quadro.
Esse mecanismo ajuda a explicar por que alguns pacientes continuam apresentando piora mesmo após o atendimento inicial. Os cientistas testaram o bloqueio de uma proteína inflamatória chamada S100A8/A9, envolvida na produção dessas células no baço. Nos camundongos, a estratégia desencadeou:
Redução da produção de células inflamatórias;
Menor inflamação no organismo;
Diminuição da área de dano cerebral;
Melhora da função neurológica.
Segundo os autores, os resultados indicam que interferir nessa via pode ser uma forma de limitar os danos secundários após o AVC. Embora os resultados sejam promissores, os próprios pesquisadores destacam que ainda não há testes em humanos. Ou seja, a estratégia não está disponível na prática clínica.
A principal contribuição do estudo é reforçar que o AVC não afeta apenas o cérebro. O sistema imunológico — especialmente o baço — também tem papel importante na evolução da doença.
Com isso, futuras terapias podem ir além da desobstrução dos vasos e passar a atuar também no controle da inflamação no corpo. Se os resultados forem confirmados em humanos, a abordagem pode representar um avanço relevante no tratamento e na recuperação de pacientes após o AVC.
O uso de cigarros eletrônicos com nicotina pode estar associado ao desenvolvimento de câncer de pulmão e de boca, segundo uma revisão que reuniu mais de 100 estudos científicos. Embora ainda faltem dados de longo prazo, os pesquisadores afirmam que os indícios já são consistentes o suficiente para acender um alerta.
A análise foi publicada nessa segunda-feira (30/3) na revista científica Carcinogenesis e avaliou pesquisas conduzidas desde 2017, incluindo estudos em humanos, animais e experimentos laboratoriais.
O objetivo foi entender os efeitos do cigarro eletrônico de forma isolada, sem comparações com o tabagismo tradicional ou com usuários que combinam os dois hábitos.
Segundo os autores, o conjunto de evidências aponta para um potencial efeito cancerígeno associado ao uso desses dispositivos.
O que dizem os estudos
Os pesquisadores organizaram os dados em diferentes frentes. Em estudos com humanos, foram identificados sinais biológicos relacionados a danos no DNA, inflamação e estresse oxidativo, alterações que costumam estar associadas ao desenvolvimento de câncer
Em experimentos com animais, a exposição ao vapor dos cigarros eletrônicos levou ao surgimento de tumores pulmonares. Já análises laboratoriais mostraram como substâncias presentes nos líquidos utilizados nesses dispositivos podem interferir diretamente nas células, favorecendo processos ligados à formação de tumores.
Também foram analisados relatos clínicos de usuários frequentes que desenvolveram câncer na região da boca, inclusive em casos sem fatores de risco mais conhecidos, como o tabagismo convencional ou infecções virais.
Para os pesquisadores, o conjunto dos resultados reforça a preocupação. “Considerando todas as evidências disponíveis, é provável que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado ao desenvolvimento de câncer”, afirma o pesquisador Bernard Stewart, um dos autores da análise, em comunicado.
Crescimento do uso e preocupação com jovens
Os cigarros eletrônicos surgiram no início dos anos 2000 como uma alternativa ao cigarro tradicional, com a proposta de oferecer uma forma menos prejudicial de consumo de nicotina. Desde então, o uso se espalhou rapidamente, muitas vezes sem informações claras sobre possíveis efeitos a longo prazo.
Uma das preocupações destacadas no estudo é o aumento do uso entre pessoas que nunca fumaram. Dados anteriores indicam que jovens que começam com cigarros eletrônicos têm maior chance de passar a fumar cigarros convencionais.
Além disso, o uso combinado dos dois produtos pode representar um risco ainda maior. Há indícios de que pessoas que fumam e utilizam cigarro eletrônico apresentam probabilidade mais elevada de desenvolver câncer de pulmão em comparação com aquelas que apenas fumam.
Os pesquisadores ressaltam que ainda será necessário acompanhar a população por mais tempo para medir com precisão o tamanho do risco. Mesmo assim, eles defendem que as evidências atuais já são suficientes para orientar decisões em saúde pública.
Para eles, esperar décadas por respostas definitivas pode repetir um padrão visto no passado com o cigarro tradicional, quando a confirmação dos danos demorou muitos anos.
A pesquisa científica pode ser um processo longo e tedioso, além de frustrante. Assim como o tempo, os recursos financeiros para o trabalho costumam ser limitados.
Pelo menos na teoria, uma solução pode tornar a ciência mais eficiente: a inteligência artificial, que funcionaria quase como um colega de escritório.
“Pesquisador-robô”
Em 2024, a startup Sakana.ai, sediada em Tóquio, lançou o “The AI Scientist“, uma ferramenta capaz de criar, do zero, novas pesquisas, de forma totalmente autônoma e por apenas 15 dólares (R$ 78) por artigo.
O modelo é capaz de passar por todo o processo sem qualquer intervenção humana, desde a formulação de novas hipóteses, passando pela execução de códigos, até a escrita dos resultados.
E vai ainda mais longe. O AI Scientist possui um sistema próprio de revisão por pares que avalia automaticamente a qualidade do artigo, garantindo que o texto atenda aos padrões científicos.
Em 2024, uma equipe independente de pesquisadores testou a ferramenta, mas considerou os resultados como de má qualidade. Embora a IA fosse capaz de percorrer todas as etapas da pesquisa por conta própria, o produto foi, segundo eles, semelhante ao de “um estudante de graduação desmotivado correndo para cumprir o prazo”.
As questões do mais preocupantes “pesquisador-robô” foram seções incompletas, referências desatualizadas ou limitadas e resultados numéricos incorretos ou mesmo inventados, as chamadas “alucinações” da inteligência artificial.
Ainda assim, os pesquisadores viram potencial no sistema, especialmente devido à sua eficiência. O que teria levado pelo menos 20 horas para aquele “estudante de graduação desmotivado”, segundo as estimativas, era concluído em 3 horas e meia. E isso por um custo médio de 6 a 15 dólares (entre R$ 30 e R$ 78).
Artigo aceito em workshop acadêmico
Agora, um ano e meio depois, a Sakana.ai colocou a versão mais recente à prova. Três artigos gerados por IA – junto de 40 artigos criados por humanos – foram submetidos à revisão por pares em um workshop dentro de uma conferência de ponta sobre machine learning.
Os revisores sabiam que alguns dos trabalhos enviados haviam sido produzidos por IA, mas não quais. Cerca de 70% dos textos enviados passaram pela primeira fase. Entre os três gerados por IA, um foi selecionado, o que significa que atendeu aos padrões científicos do workshop.
Esses padrões, no entanto, foram inferiores aos da conferência principal. “O estudo aceito não é considerado por todos os cientistas como um artigo verdadeiramente revisado por pares”, disse Jakob Macke, professor de machine learning e ciência, ao Science Media Center Germany.
Além disso, a versão mais recente do AI Scientist ainda demonstrou falhas, como ideias pouco desenvolvidas, problemas estruturais e vários tipos de alucinações.
Mas, como mostra o próprio sistema de avaliação mostrou, a qualidade dos artigos parece aumentar constantemente com o passar do tempo, o que significa que um futuro com cientistas especializados em IA não parece tão distante.
IA contra a ineficiência científica
A inteligência artificial é incansável. Ela consegue analisar artigos científicos em questão de segundos, não reclama de fazer horas extras e não precisa ser paga – ou, pelo menos, custa consideravelmente menos do que um pesquisador humano.
Isso pode significar mais resultados em menos tempo, além de um processo muito mais eficiente para a descoberta científica.
No entanto, a questão é para onde essas descobertas nos levariam.
Quando um humano realiza uma pesquisa, o produto final é o resultado de dezenas, senão centenas, de pequenas decisões. Dois cientistas jamais abordariam um tema de pesquisa exatamente da mesma maneira.
Essas decisões, quando tomadas pela IA, ficam ocultas por trás do que é considerado um sistema “sobre-humano”, ou seja, que pode ser considerado mais inteligente, mais rápido e mais objetivo do que nós.
Risco de uma “monocultura” do pensamento
E se, em vez de confiarmos em nossos próprios cérebros, confiássemos na inteligência artificial?
A antropóloga Lisa Messeri e a neurocientista Molly Crockett preveem o que elas chamam de “monocultura da ciência”.
Na agricultura, monocultura é a prática de cultivar apenas um único tipo de plantação, em vez de várias, ao longo de um certo período. Esse método geralmente gera lucros mais altos. Mas, ao mesmo tempo, aumenta o risco de que as plantações sejam afetadas por pragas e doenças.
Algo parecido pode acontecer se deixarmos a IA produzir ciência no nosso lugar. O tipo de pesquisa iniciado pelo robô pode acabar sendo apenas aquele que melhor se adapta às suas capacidades, às custas de projetos que exigem mais contexto, sensibilidade e nuances, o tal “toque humano”.
Isso pode não só reduzir o alcance da ciência, como também cria o risco de erros sistemáticos, falhas cuja identificação se perde quando humanos não fazem parte do processo.
“O maior risco é depositar confiança demais em resultados gerados por IA. A principal medida preventiva passa a ser a capacidade humana de pensar criticamente”, disse Iryna Gurevych, professora de Processamento Ubíquo do Conhecimento, ao Science Media Center Germany.
Sem pensamento crítico, podemos até produzir mais em termos objetivos, mas acabamos reduzindo nossa compreensão.
Resta a pergunta: na ciência, será que a “ineficiência” humana não tem nenhum valor?
Belo Horizonte – Agora é Lei: Mulheres têm o direito de levar acompanhantes em consultas, exames e procedimentos realizados nos estabelecimentos de saúde de Minas Gerais. Pela nova lei, não há a necessidade de pedido prévio da paciente, exigência de justificativa ou necessidade de aviso sobre esse direito por parte do estabelecimento de saúde.
A mulher que estiver impossibilitada de manifestar sua vontade, poderá ter o acompanhante indicado por seu representante legal. Em ambientes com restrições, principalmente em relação à segurança das pacientes ou à exposição do acompanhante a riscos, devem ser observadas as normas sanitárias.
As normas estão na Lei 25.781, de 2026, publicada nesse sábado (28/3), no Jornal Minas Gerais e é resultado do Projeto de lei de autoria da deputada Ione Pinheiro (União).
Os estabelecimentos de saúde devem manter em suas dependências, em local visível, informações sobre esse direito.
Os estabelecimentos de saúde informarão os usuários de seus serviços sobre o direito de que trata esta lei e manterão em suas dependências, em local visível, aviso sobre esse direito.
Procedimentos com sedação
Desde 2025, as mulheres atendidas em Minas Gerais já possuíam direito a acompanhante, mas somente em casos que envolvessem sedação ou perda de consciência.
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou uma lei federal que dava às mulheres o direito acompanhantes em procedimentos de saúde. Na época, as discussão a importância dessa lei para evitar casos de violência, como estupro.
O Reino Unido irá enviar mais tropas militares ao Oriente Médio para auxiliar países que consideram aliados na guerra do Irã, afirmou nesta terça-feira (31/3) o secretário de Defesa John Healey.
“Sistemas vitais de defesa aérea do Reino Unido estão sendo enviados para o Oriente Médio para reforçar o apoio aos parceiros do Golfo contra os agressivos ataques de mísseis e drones do Irã, que continuam ocorrendo em toda a região”, diz comunicado do governo britânico.
O secretário de defesa britânico está em agenda de visitas na Arábia Saudita, Catar e Bahrein. Ele destacou o apoio britânico às forças militares dos três países, além do Kuwait.
O médico Daniel Kollet, de 55 anos, preso nessa segunda-feira (30/3), suspeito de crimes sexuais em Taquara (RS), fez uma “enxurrada de vítimas”. A afirmação é do delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso, ao Metrópoles.
Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado por importunação e violação sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas.
Os crimes teriam ocorrido, em sua maioria, dentro do consultório do médico, na região central de Taquara, durante atendimentos de rotina. O homem aproveitava o momento em que as vítimas estavam nuas e se aproximava delas para abraçar, beijar e acariciar.
“As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação. Ressalta-se que pelo menos três delas, com idades entre 30 e 42 anos, prestaram depoimento, e os relatos são semelhantes e coesos entre si, demonstrando o modus operandi do médico”, detalhou o delegado.
Em um dos depoimentos, uma paciente, que não foi identificada, afirmou que iniciou o acompanhamento com o médico em 2024. Na primeira consulta, ela estranhou o comportamento considerado excessivamente carinhoso.
Médium?
Outra paciente relatou que, durante o atendimento, o profissional teria tocado as partes íntimas do seu corpo sem justificativa médica e a abraçado de forma inadequada, alegando que era médium e passaria boa energia.
Ao realizar exames no consultório, o médico a orientou a retirar as roupas e, após o procedimento, enquanto se vestia, ele teria se aproximado por trás e tocado em seus seios.
Investigação
De acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem no sentido de identificar mais vítimas. “Após as formalidades, o preso será encaminhada ao sistema prisional onde ficará à disposição da Justiça”, informou a corporação.
A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) informa que o prazo para o pagamento da primeira parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 encerra nesta terça-feira (31). O vencimento se aplica a veículos com finais de placa 3 e 4.
A quitação do IPVA é uma das etapas obrigatórias para a renovação do licenciamento anual dos veículos. A taxa de licenciamento também deve ser paga até 31 de março, por meio do site do Detran-AL. As diretrizes para o pagamento do imposto estão previstas na Instrução Normativa SEF nº 84/2025, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
A Sefaz-AL ofereceu aos contribuintes, até o dia 27 de fevereiro, a oportunidade de quitar o imposto com 5% de desconto. Após esse prazo, o pagamento em cota única ou parcelado segue com redução apenas para veículos de proprietários cadastrados na Campanha Nota Fiscal Cidadã (NFC) até dezembro de 2025.
A emissão do Documento de Arrecadação Estadual (DAR) é feita exclusivamente de forma digital, por meio do portal da Sefaz-AL, onde também é possível consultar os dados do veículo e o valor do imposto com base no preço médio de mercado. A secretaria alerta aos contribuintes para golpes envolvendo sites e mensagens (SMS, WhatsApp e e-mail) com falsas ofertas de desconto para pagamentos via Pix.
Veículos com 15 anos ou mais de fabricação
A Sefaz lembra que os automóveis com 15 anos ou mais de fabricação passaram a ser isentos do pagamento do IPVA em Alagoas a partir de 2026. A medida foi estabelecida pela Lei nº 9.780, sancionada em dezembro de 2025, ampliando o alcance da política de isenção do imposto no estado.