
Dez das 165 barragens existentes em Alagoas estão com alto risco de rompimento, em função do descumprimento dos requisitos de segurança exigidos na legislação em vigor, segundo o Relatório de Segurança de Barragens, publicado anualmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Outras 26 barragens no estado apresentam risco médio.
As barragens de alto risco estão localizadas nos municípios Teotônio Vilela, Junqueiro, Batalha, Penedo, Rio Largo, Palmeira dos Índios e Maceió, segundo relatório divulgado neste mês. Segundo a ANA, todas as 10 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança no estado de Alagoas são fiscalizadas pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh).
O documento da ANA destacou que obras de adequação e proximidade de áreas habitadas colocam as barragens sob vigilância reforçada. Das 165 barragens cadastrados no estado, 135 são fiscalizadas pela Semarh. As demais barragens, por serem de competência federal, são fiscalizadas pela ANA.
Apesar da gravidade do alerta feito pela ANA, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) que a classificação de risco alto não significa necessariamente iminência de rompimento, mas sim um reforço na atenção e monitoramento devido a alterações estruturais ou à presença de comunidades próximas.
Conforme a Semarh, das 10 barragens que aparecem como “alto risco”, oito estão passando por obras. “Isso, por regra, já aumenta a classificação de risco temporariamente, o que não quer dizer que estejam prestes a romper ou algo assim. É uma exigência técnica, porque durante obras existe movimentação na estrutura e isso requer mais atenção”, explicou a Secretaria.
Planos de segurança recebem ou não o aval da Semarh
Essas barragens estão com Plano de Segurança aprovado pela Semarh ou em fase final de elaboração. A Semarh afirmou que está acompanhando de perto todo esse processo e exigindo as medidas de segurança dos responsáveis. As principais finalidades dessas barragens são regularização de vazão (23,7%), disposição de rejeitos de mineração (21,2%), irrigação (16,6%), abastecimento humano de água (12,9%), aquicultura (7,1%), entre outros.
“Vale lembrar que esse relatório 2024-2025 é fruto de um trabalho intenso da própria Semarh. Estamos aumentando a fiscalização, cobrando regularização e, inclusive, contamos com o apoio do Ministério Público nessa missão”, assinala a Secretaria.
Para a ANA, o relatório anual visa orientar ações preventivas e alertar para a necessidade de investimentos contínuos em segurança hídrica e proteção de comunidades.
A recomendação dos órgãos competentes é que a população fique atenta às atualizações dos órgãos ambientais e de defesa civil, especialmente em regiões onde há barragens próximas a áreas urbanas ou rurais habitadas.
EM TODO O BRASIL – O Relatório de Segurança de Barragens (RSB) mapeou 241 barragens com prioridade da gestão de risco. “Em caso de acidente com essas estruturas, há risco a pessoas ou a equipamentos importantes, que podem comprometer o fornecimento de serviços essenciais. Essas barragens que necessitam de maior atenção estão em 24 unidades da Federação”, afirmou a ANA.
No cenário nacional a maior parte dessas barragens (96) prioritárias pertencem a empresas privadas, seguida de empreendedores públicos (39) e sociedades empresariais de economia mista (10). Outras 94 barragens não possuem informação sobre os responsáveis.
Ao todo, cerca de 28.000 barragens estão cadastradas no Sistema Nacional sobre Segurança de Barragens, sendo 97% para acumulação de água e uso preponderante para serviços de irrigação (36%).
Segundo o relatório, foram reportados 24 acidentes e 45 incidentes com barragens no Brasil em 2024, com registro de duas mortes e danos diversos, incluindo destruição de vias públicas, rompimento de pontes, danos a residências, desaparecimento de animais, interdição de estradas e vias e danos ambientais.
ACIDENTES
Cheias e chuvas fortes estão entre os riscos de colapso
Segundo a PNSB, acidentes se caracterizam pelo comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes caso não sejam sanados.
Entre as principais causas de danos à estrutura nos 24 acidentes, a maioria (16) está ligada a eventos de cheia ou chuvas. Houve 21 rupturas de barragens no ano passado, sendo que em mais da metade das ocorrências (13) eventos climáticos extremos estiveram associados.
O Rio Grande do Sul, que viveu a pior tragédia climática da sua história com as enchentes de 2024, foi palco de ao menos 21 incidentes e 3 acidentes com barragens, segundo o relatório.
Segundo a PNSB, acidentes se caracterizam pelo comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes caso não sejam sanados.
Entre as principais causas de danos à estrutura nos 24 acidentes, a maioria (16) está ligada a eventos de cheia ou chuvas. Houve 21 rupturas de barragens no ano passado, sendo que em mais da metade das ocorrências (13) eventos climáticos extremos estiveram associados.
O Rio Grande do Sul, que viveu a pior tragédia climática da sua história com as enchentes de 2024, foi palco de ao menos 21 incidentes e 3 acidentes com barragens, segundo o relatório.
Uma mulher, identificada apenas como Arielle, usou as redes sociais para denunciar que o marido dela, Rogério Almir Santos de Lima, de 32 anos, teria sido torturado e morto dentro de casa por homens que se identificaram como policiais militares. O caso foi registrado no município de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas, na última quarta-feira (09).
No vídeo, a esposa, aos prantos, lamenta a morte do companheiro, alegando que o homem recebeu choques e pancadas. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi por espancamento. “Meu marido morreu de pancada, morreu sem ter sido pego com nada, não estava armado, não estava com drogas. Eu quero saber que justiça é essa”, declarou.
Veja abaixo:
Informações apuradas pela TV Pajuçara dão conta de que ela havia saído de casa para comprar uma sandália e, quando retornou, encontrou estes supostos PMs com o marido. Eles disseram que o homem caiu e seria levado a uma unidade de saúde. No entanto, a vítima já teria chegado sem vida ao hospital.
Arielle falou ainda que o marido estava doente e ficou em casa jogando videogame. Uma vizinha do casal relatou que foi possível ouvir os gritos de socorro de Rogério na rua inteira. De acordo com ela, o homem foi amarrado molhado ao pé da cama, os agressores rasgaram o fio da televisão e usaram para dar choques na vítima e depois sufocá-la.
A esposa de Rogério contou que não foi apresentado nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão, para legitimar a entrada na residência. Ela também disse que, na casa, não existia material ilícito.
A Polícia Civil de Alagoas está investigando o caso, por meio da Delegacia de Homicídios de Santana do Ipanema. O delegado Leonardo Amorim confirmou ao TNH1 a abertura do inquérito policial. No entanto, não forneceu mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações. A assessoria de comunicação informou que a polícia só falará do caso na segunda-feira (14).
O que diz a PM
Em nota oficial, a Polícia Militar de Alagoas contou uma história completamente diferente (leia na íntegra ao final da matéria). Segundo a PM, equipes da Companhia de Caatinga (Copes) realizavam patrulhamento na cidade, quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na rua Arthur Moraes.
A polícia informou que um grupo de suspeitos fugiu quando os PMs chegaram e, quando os agentes de segurança entraram no imóvel, encontraram um dos homens “se debatendo no chão”. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. Na casa, teriam sido apreendidas 200 pedras de crack.
Ainda de acordo com a PM, o homem teria passagens por homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
Confira a nota na íntegra:
“A Polícia Militar de Alagoas informa que equipes da Companhia de Caatinga (Copes)realizavam patrulhamento na cidade de Santana do Ipanema, nessa quarta-feira (9), quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na rua Arthur Moraes.
Ao perceber a chegada dos militares, um grupo de indivíduos empreendeu fuga, sendo o acompanhamento iniciado. Ao entrar no imóvel, os militares encontraram um dos rapazes se debatendo no chão. Diante do cenário, o homem foi levado ao hospital da cidade para atendimento médico, mas não resistiu.
No local foram apreendidas 200 pedras de crack. Durante a verificação dos dados do indivíduo, foram encontradas passagens pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
O material apreendido foi levado ao 34º Distrito, onde foi apresentado à autoridade policial.”
Na manhã da sexta-feira (11), por volta das 11h36, uma ação da guarnição Tático Urbano I do 10° Batalhão de Polícia Militar resultou na apreensão de uma pequena quantidade de entorpecente no Centro de Palmeira dos Índios.
Durante patrulhamento de rotina, os policiais visualizaram dois indivíduos que, ao notarem a aproximação da guarnição, tentaram se evadir do local de maneira suspeita. Diante da atitude, foi realizada abordagem e revista pessoal nos suspeitos.
Com um dos abordados, identificado como E. J. do N., os militares encontraram no bolso do short uma pedra de substância análoga ao crack. Ao ser questionado, ele confessou ser usuário de drogas e afirmou ter adquirido o entorpecente com uma senhora nas proximidades da Feira do Peixe.
Diante dos fatos, o indivíduo foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que trata sobre o porte de entorpecentes para consumo pessoal. O procedimento foi realizado conforme previsto pela Lei 9.099/1995, que rege os Juizados Especiais.
E. J. do N. comprometeu-se a comparecer ao Juizado Especial Criminal em data a ser marcada para a adoção das providências legais cabíveis. A Polícia Militar segue atuando de forma ostensiva no combate ao tráfico e ao uso de entorpecentes no município.
A reprodução simulada referente à investigação policial que apura as circunstâncias da morte de Gabriel Lincoln Pereira da Silva será realizada no próximo dia 15 de julho (terça-feira), a partir das 17:00, na Avenida Vieira de Brito.
O isolamento da área começará a partir das 15:00. Apenas o trecho final da perseguição será isolado, do Zé Borracheiro até a autoescola top.
O isolamento será feito pela SMTT. A Guarda Municipal e a Polícia Militar darão o apoio logístico, mantendo o isolamento da área, impedindo o trânsito de pessoas e veículos no local e resguardando a incolumidade física dos participantes da reconstituição.
A reprodução será conduzida pela Polícia Civil em conjunto com a Polícia Científica.
O bom andamento da reconstituição depende da colaboração da população palmeirense, principalmente dos moradores do trecho a ser interditado. Estabelecimentos comerciais situados no trecho indicado não poderão funcionar no horário de realização do exame pericial.
De acordo a Polícia, é fundamental que o isolamento seja respeitado, sem a formação de aglomerações no local e sem interferências indevidas no exame pericial.
Uma adolescente grávida de 15 anos e um jovem de 19 foram flagrados com drogas durante uma abordagem da Polícia Militar na noite de sexta-feira (11), na Rodovia AL-101, em Coruripe. A ação foi realizada por equipes da 9ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPM/I).
Durante patrulhamento, os militares da Força Tática identificaram duas motocicletas em alta velocidade e em atitude suspeita. A abordagem ocorreu nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
Com os suspeitos, os policiais encontraram 12 bombinhas de maconha, 50 pedras de crack, dinheiro em espécie, além de lâminas e um dichavador — objetos comumente utilizados no preparo e fracionamento de entorpecentes.
De acordo com a PM, o jovem demonstrou resistência à abordagem, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança de todos e evitar tentativa de fuga. À adolescente foi assegurada proteção integral conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O pai da menor foi localizado e acompanhou os procedimentos.
Antes de serem levados à delegacia, os dois foram encaminhados à UPA de Penedo para avaliação médica. Em seguida, foram conduzidos ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da região, onde o caso foi formalizado.
Ao menos 96 pesquisadores brasileiros desistiram de fazer parte de seus cursos de doutorado nos Estados Unidos, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Esses pesquisadores teriam acesso a bolsas de doutorado sanduíche no país, mas optaram por mudar o destino ou adiar a pesquisa.
O balanço foi divulgado pela presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, em entrevista à Agência Brasil.
A presidente acredita que o motivo das desistências seja o cenário de insegurança tanto para universidades quanto para pesquisadores transmitido pelo governo de Donald Trump, que tem feito constantes ataques e cortado verbas de pesquisas das instituições de ensino.
“Há algumas áreas [de pesquisa] que têm sido impedidas nos Estados Unidos, projetos que têm sido cortados”, diz Denise, que ressaltou que as desistências ocorreram antes mesmo da solicitação do visto americano para os pesquisadores.
“Não foi o visto [a razão da desistência], foi antes do visto. Então, com certeza, foi algum motivo relacionado ao desenvolvimento do projeto de pesquisa nos Estados Unidos. O coordenador brasileiro, o americano ou os dois decidiram que, nesse momento, é melhor não ir”, afirma.
A presidente explica que, pelo programa de doutorado sanduíche no exterior, a Capes oferece bolsas às pós-graduações brasileiras. Cabe aos próprios programas decidirem os países de destino junto aos pesquisadores. Entre julho e agosto, a Capes começa a fazer os pagamentos para que os estudantes viajem, em setembro, e desenvolvam parte da pesquisa no país escolhido.
“É muito triste que a gente impeça um estudante que quer sair do país de ir, porque não é fácil, né? É bom que todos saibam que os estudantes não estão indo fazer turismo. Eles estão indo trabalhar. É muito difícil sair do nosso país para trabalhar, chegar lá e não conseguir trabalhar”, diz.
Menos bolsas em 2025
- Segundo Denise, não há, até o momento, restrição oficial aos estudantes brasileiros nem cortes nas bolsas para os EUA por parte dos programas brasileiros. Mas, por conta do contexto internacional, essa oferta tem caído.
No ano passado, foram concedidas 880 bolsas para os Estados Unidos. Neste ano, a intenção era chegar a 1,2 mil, mas estão previstas apenas 350.
No mês passado, também em entrevista à Agência Brasil, Denise aconselhou estudantes e pesquisadores que estão interessados em ir para os EUA a terem um plano B. Agora, ela reforçou a recomendação.
“Há um impacto grande sobre a ciência brasileira e sobre a ciência mundial o fato de os Estados Unidos estarem se fechando em termos científicos. Ainda bem que houve desenvolvimento científico fora dos Estados Unidos, né?”, defende. “A gente não pode mais depender de um único país para o desenvolvimento de alta tecnologia, seja na área da saúde ou qualquer área que seja”.
E acrescenta: “Eu chamo a atenção de novo aos alunos e orientadores, dos pós-graduandos e orientadores, que a Capes está preparada para trocar o país de destino, para que não haja prejuízo das teses desses estudantes de doutorado e, no caso do pós-doutor, para que não haja nenhum prejuízo no seu projeto de pesquisa. Para que ele possa voltar para o Brasil e implantar essa nova tecnologia no nosso país”.
De acordo com Denise, os países mais escolhidos pelos pesquisadores brasileiros são França, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Países do Brics, cujas parcerias têm sido incentivadas, ainda não são destinos muito procurados. Ao longo dos últimos dez anos, enquanto foram concedidas cerca de 9 mil bolsas para os EUA, para a China foram 49 e, para a África do Sul, 84.
Não há portas fechadas - No cenário estadual, segundo o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Márcio de Araújo Pereira, os pesquisadores brasileiros têm feito sondagens junto às fundações, mas não há dados sobre os impactos na ciência e na concessão de bolsas para os EUA.
“Cada estado tem seus editais, e são editais anteriores a esse momento. Então, não há ainda dados oficiais ou que comprovem que há um fluxo de pesquisadores indo e vindo, a não ser as sondagens que são feitas de forma informal”, diz.
Assim como Denise, ele diz que o momento é de se aproximar de outros países. “Existe, sim, uma procura de várias universidades e vários países da União Europeia e também de fora, mais especificamente o Reino Unido, que têm procurado muito as fundações para criar mais parcerias e mais intercâmbio”, diz. “O olhar para o Brasil está sendo muito positivo em relação à confiabilidade da nossa ciência. Esse é um trabalho de construção de diplomacia científica que a gente tem feito.”
O presidente da Confap ressalta, no entanto, que não há intenções de rompimento com os EUA. “Não há portas fechadas. Pelo contrário, para nós, é importante que esse investimento continue acontecendo sempre na ciência, e que essas colaborações permaneçam e sempre avancem, porque é somente por meio da colaboração científica, do trabalho em conjunto, de várias redes, que a gente consegue o avanço, o desenvolvimento de várias tecnologias para o bem da sociedade”.
As Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) são agências de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em nível estadual. Elas atuam apoiando, por exemplo, a realização de pesquisas, a concessão de bolsas de estudo, a subvenção a empresas inovadoras e a divulgação científica. Atualmente, existem 27 FAPs, uma em cada estado e no Distrito Federal. Em 2024, as FAPs investiram, juntas, cerca de R$ 4,8 bilhões, valor superior, por exemplo à Capes, com R$ 3,46 bilhões.
Brasileiros nos EUA
Apesar do cenário de incertezas, a gerente de Relacionamento com Universidades na Fundação Lemann, Nathalia Bustamante, defende que é importante a presença de brasileiros nas universidades norte-americanas.
“Pelo fato de os Estados Unidos contarem com as principais instituições de ponta com reconhecimento global é tão importante que estudantes e pesquisadores brasileiros possam continuar a ocupar esses espaços”, diz.
“E é muito positivo que brasileiros de todos os gêneros, raças e classes sociais possam ocupar esses espaços e ter protagonismo na produção de conhecimento de ponta. É um avanço para o Brasil que talentos diversos tenham acesso a formações internacionais de excelência e retornem para ocupar espaços de decisão, gerar impacto e contribuir para o desenvolvimento do país”.
A Fundação Lemann já concedeu 840 bolsas para estudantes brasileiros ─ 760 destas apenas nos Estados Unidos. A Fundação também é a idealizadora dos Centros Lemann, voltados para a formação de lideranças e fomento à pesquisa para promover aprendizagem com equidade na educação básica. Nos Estados Unidos, estão em Harvard, Columbia, Illinois e Stanford.
“As medidas do governo norte-americano ainda são muito recentes e não podem ser consideradas definitivas”, diz. “Estamos acompanhando de perto os desdobramentos, pois temos todo o interesse e o comprometimento em manter os estudantes brasileiros bolsistas no exterior”.
O Governo de Alagoas, em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, promove o evento "Proteger e Educar Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital" nos dias 14 e 15 de julho. O objetivo central é fortalecer a segurança das novas gerações no espaço virtual e impulsionar a implementação da Educação Digital e Midiática nas redes de ensino do estado, oferecendo apoio técnico e inspiração para todos os envolvidos.
Os encontros serão gratuitos e acontecerão em duas datas e locais distintos para facilitar a participação: 14 de julho, das 14h às 18h, no Centro de Convenções em Maceió; e 15 de julho, no mesmo horário, no Auditório do Planetário em Arapiraca.
A iniciativa busca inspirar, mobilizar e oferecer o apoio técnico necessário para a proteção dos direitos infantojuvenis online, além de debater a inserção da Educação Digital e Midiática na Educação Básica, seja como tema transversal ou como componente curricular específico. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas clicando aqui.
Objetivos e programação
O evento se propõe a apresentar a publicação "Crianças, Adolescentes e Telas – Guia sobre usos de dispositivos digitais" como referência para ações de proteção no ambiente digital. Além disso, serão promovidas as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular da Educação Digital e Midiática, que se tornará obrigatória a partir de 2026.
A programação também divulgará os guias e cursos do Ministério da Educação (MEC) disponíveis no Avamec, oferecendo apoio técnico e formação continuada para educadores e gestores visando inspirar, mobilizar e fornecer suporte técnico para a proteção de crianças e adolescentes na internet e para a implementação da Educação Midiática e Digital na Educação Básica.
Para a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos, o evento é importante para o futuro da educação e a segurança dos jovens. "Este encontro é fundamental para que possamos, em conjunto, construir um ambiente digital mais seguro e educativo para nossas crianças e adolescentes", explicou a gestora.
Ela disse ainda que a inclusão da Educação Digital e Midiática no currículo escolar é um passo crucial para prepará-los para os desafios e oportunidades do mundo conectado, garantindo que usem a tecnologia de forma consciente e protegida. "É nosso dever garantir que a internet seja um espaço de aprendizado e desenvolvimento, e não de riscos", concluiu Roseane.
Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) deflagraram operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte carioca, nesta sexta-feira (11/7). Segundo informações do setor de inteligência da Polícia Militar, criminosos fortemente armados estavam reunidos na comunidade.
Durante a ação, Pedro Paulo Lucas Adriano do Nascimento, vulgo Titauro, apontado como a principal liderança do Comando Vermelho (CV) na tentativa de invasão da facção à comunidade, acabou atingido e morreu. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil e diversas munições.
O criminoso possuía uma extensa ficha criminal com mais de 60 anotações de registros de ocorrência e dois mandados de prisão em aberto. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Federal do Andaraí, mas não resistiu. De acordo com a Polícia Militar, a ação tinha como principal objetivo coibir a movimentação de criminosos na região.
Rajadas de fuzil
Durante toda a ação, uma onda de rajadas de fuzis foram ouvidas no bairro, com os disparos se intensificando ao logo de toda a sexta-feira (11/7). Desde o ano passado, o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP) travam uma disputa pelo controle do Morro dos Macacos. Os conflitos se intensificaram neste ano, com direito a símbolos das facções espalhados pela comunidade.
Atualmente, o TCP domina o morro, mas os constantes tiroteios na área são resultado de uma tentativa de expansão territorial do CV, com traficantes do Morro do São João, no Engenho Novo, buscando aumentar sua influência. A distância de cerca de 4 km entre as duas comunidades facilita a mobilização dos bandidos.
Procurado
Pedro Paulo Lucas, conhecido como “Titauro”, de 25 anos, era considerado foragido em razão de um mandado de prisão preventiva expedido em maio do ano passado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Jéssica Costa, filha de Leonardo e irmã de Zé Felipe, abriu o jogo e falou o que pensa sobre a separação do cantor e da influenciadora Virginia Fonseca. Sincera, ela afirmou que não ficou triste com o fim da relação de 5 anos dos pais de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo.
“Não [fiquei triste]. Não fiquei triste nem com a minha [separação], vou ficar com a dos outros? A gente tem que ser feliz. O que é da porta para dentro de casa, só o casal na sua intimidade é que sabe o que acontece”, opinou a influenciadora ao ser questionada por seguidores em uma caixinha de perguntas do Instagram.
Jéssica se separou de Sandro Pedroso, pai de seu filho, Noah, em 2020, após 6 anos de relação. À época, ela revelou que a principal razão foi a falta de compatibilidade entre eles.
Zé Felipe e Virginia pegaram os fãs de surpresa no fim de maio ao anunciarem o fim do casamento. Desde então, eles seguem como amigos.
Edu Guedes recebeu alta nesta sexta-feira (11/7), 10 dias antes do previsto pelos médicos. A notícia foi revelada pela esposa dele, a apresentadora Ana Hickmann, nas redes sociais. O chefe de cozinha e apresentador passou recentemente por um procedimento cirúrgico onde precisou remover a cauda do pâncreas, alguns gânglios e o baço.
“Meu amor está de volta em casa!!! Que alegria!!! Preparei um almoço surpresa para recebê-lo com todo amor do mundo. Muita gratidão a Deus, aos médicos e a todos os profissionais que cuidaram do Edu com tanto carinho. A recuperação dele está sendo maravilhosa. Muito obrigada a todos que rezaram por ele. Está dando certo!”, escreveu Ana ao compartilhar a novidade.
Diagnóstico de Edu Guedes
Na manhã de quarta-feira (9/7), Edu Guedes apareceu pela primeira vez nas redes sociais após o diagnóstico de câncer no pâncreas. O chefe de cozinha e apresentador comentou sobre o procedimento cirúrgico que fez e revelou que precisou remover a cauda do pâncreas, alguns gânglios e o baço.
O apresentador revelou que primeiro passou por um procedimento para a retirada de uma pedra no rim que tinha descido para o canal. Ele destacou que novos exames detectaram outros cálculos nos dois rins e um tumor de 2 cm no pâncreas.
Ele então passou por duas cirurgias para os rins “estarem bons e fortes numa cirurgia mais delicada”. No procedimento contra o câncer, os médicos retiraram tudo o que poderia interferir de forma negativa no tratamento.
Em novo vídeo, publicado na noite de quarta (9/7), Edu falou também sobre os sintomas que sentiu. Segundo ele, em abril ele começou a sentir dores nas costas, durante a semana de uma corrida em Interlagos, São Paulo. Após expelir uma pedra no rim, ele decidiu correr mesmo contra a recomendação médica.
Como o sangramento urinário cessou nos dias seguintes, o apresentador não procurou atendimento especializado. Mas, o que parecia mais uma crise renal comum se revelou algo bem mais grave dois meses depois.
“No meio do almoço, comecei a passar mal, mal. Fui no banheiro, fui levantar a tampa da privada e praticamente desmaiei em cima da privada. E aí falei: ‘Pedrinho, me leva pro pronto socorro que eu tô tendo uma crise renal’”, relembrou o apresentador, ao citar o amigo que o levou ao hospital Albert Einstein.
Um homem em situação de rua foi executado a tiros na Praça Padre Cícero, também conhecida como Praça da Formiga, ao lado do terminal do Benedito Bentes, em Maceió, nessa sexta-feira (11).
A vítima foi alvejada com diversos disparos na região da cabeça, mas até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do crime segue desconhecida.
A Polícia Militar foi acionada para averiguar a ocorrência de uma suposta tentativa de homicídio. No local, os policiais encontraram o primo da vítima, que também vive nas ruas e faz uso de entorpecentes.
O homem relatou que o crime ocorreu por volta das 3h da manhã, quando um indivíduo encapuzado se aproximou da vítima e efetuou diversos disparos. Ele não soube informar a identidade do autor nem a possível motivação para o crime.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas apenas pôde constatar o óbito. O Instituto de Criminalística (IC) confirmou que a vítima foi atingida por múltiplos disparos na cabeça.
Também estiveram presentes no local uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), que recolheu o corpo, e o delegado de plantão da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ficará responsável pela investigação.
Um homem foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (11) por descumprimento de medida protetiva ao comparecer à residência da ex-companheira, no bairro Cidade Universitária, parte alta de Maceió. A prisão foi realizada pela guarnição Patrulha Maria da Penha, acionada após a vítima relatar, por telefone, que o suspeito estava em frente à sua casa.
Segundo a Polícia Militar, a vítima havia recebido orientação prévia da equipe para acionar o grupo em caso de necessidade. Pouco tempo depois, ela ligou para o número funcional da guarnição informando que o agressor estava em sua porta, violando a medida protetiva expedida anteriormente pela Justiça.
A guarnição foi até o local e flagrou o homem na entrada da residência, confirmando o descumprimento da decisão judicial.
Ele foi conduzido à Central de Flagrantes, onde ficou preso com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, que trata do descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Um homem de 61 anos foi morto com dois tiros na cabeça no início da noite dessa sexta-feira (11), no bairro de Ipioca, em Maceió. O crime ocorreu por volta das 18h, ao lado de uma loja de construções.
A vítima era estrangeiro, natural da Itália, e vivia no Brasil há quatro anos. Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos ou motivação para o crime.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, quando chegaram ao local, policiais encontraram o corpo da vítima caído em via pública, já sem vida.
A esposa da vítima, uma mulher de 28 anos, relatou que estava dentro de casa quando ouviu dois disparos de arma de fogo e que ao sair encontrou o marido caído no chão.
Os Institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML) foram acionados para os procedimentos de perícia e recolhimento do corpo, respectivamente.
O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A nova tarifa de 50% contra produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve afetar diretamente empresas e produtores de setores estratégicos da economia nacional, que vendem seus produtos para os norte-americanos.
É o caso dos exportadores de petróleo, de aço, café e carne bovina, por exemplo, produtos que lideram as vendas do Brasil para os EUA. As exportações de suco de laranja e de aeronaves também podem ser fortemente impactadas.
Outra preocupação no Brasil é a inflação. O mercado financeiro reagiu mal à nova taxa e o dólar subiu forte nas horas seguintes ao anúncio de Trump.
"Se o dólar permanecer alto, a inflação no Brasil persiste e o Banco Central mantém os juros altos [atualmente no patamar de 15%, o maior em quase 20 anos]. Isso desacelera a economia e pode entrar em recessão", alerta o economista Robson Gonçalves, professor de MBAs da FGV.
🔎 Entre outros motivos, a alta do dólar gera inflação à medida que encarece as importações. A lógica do BC é que subir os juros desestimula o consumo pois fica mais caro fazer empréstimos ou compras a prazo. Ao reduzir o consumo, a demanda por produtos diminui, o que ajuda a controlar a inflação, que ocorre quando a oferta não acompanha a demanda.
Apesar disso, especialistas ouvidos pelo g1 explicam que os consumidores brasileiros não são os únicos que podem vir a sentir o efeito da tarifa no bolso, ainda que em menor escala. A medida também pode impactar os preços dos alimentos nos EUA, principalmente do café.
Cerca de um terço do café consumido nos EUA, o maior consumidor mundial da bebida, vem do Brasil, que é o maior produtor mundial. As exportações anuais de café brasileiro para os EUA chegam a cerca de 8 milhões de sacas, segundo grupos do setor.
"Os americanos vão procurar outros produtores globais [para substituir as importações brasileiras], mas, no caso do café, não vão encontrar no mercado externo tudo o que precisam. E o preço já está caro no nível internacional", diz Gonçalves, da FGV.
Veja abaixo mais detalhes sobre os impactos da nova tarifa para o Brasil e para os EUA.
Brasil
Os EUA são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que o Brasil vendeu US$ 40,33 bilhões em produtos para os americanos em 2024.
⚠️ Mesmo assim, o Brasil tem déficit comercial em relação aos EUA desde 2009, ou seja, compra mais do que vende para o país. (entenda mais aqui)
Dessa forma, "se as tarifas forem efetivamente aumentadas [a partir de 1º de agosto], o Brasil perde muito espaço dentro de um parceiro comercial superimportante", resumiu o economista Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, em entrevista ao podcast O Assunto.
A Associação Brasileira das Exportadoras de Carne declarou que o aumento da tarifa atrapalha o comércio e afeta negativamente o setor produtivo.
A avaliação do setor é de que as vendas de carne de boi aos americanos vão ficar praticamente "inviáveis" se não houver negociação. E a tendência é que os frigoríficos brasileiros se direcionem para outros mercados internacionais, como o asiático.
Segundo Daniel Sousa, já existe uma tentativa de diversificar os destinos das exportações brasileiras, assim como têm feito outros parceiros americanos. Ele citou como exemplos o acordo Mercosul–EFTA e as negociações com a União Europeia.
No caso do café, o Brasil dificilmente conseguirá redirecionar para outros países todo o volume que hoje exporta aos EUA, afirma Robson Gonçalves, da FGV.
E, com o aumento da oferta no mercado interno, a consequência pode ser uma queda nos preços por aqui. Porém, "se o dólar permanecer alto, pode ofuscar os efeitos desse aumento de oferta", pondera.
A tarifa também deve afetar as vendas brasileiras de aeronaves (as ações da Embraer caíram mais de 3% nesta quinta-feira), de petróleo, de semimanufaturados de ferro ou aço, materiais de construção e engenharia, madeira, máquinas e motores, e eletrônicos. (veja a lista aqui)
Lembrando que, além da taxa anunciada nesta semana, produtos como o aço e o alumínio já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.
Estados Unidos
Do outro lado da balança, a decisão de Trump também deve impactar o consumidor americano, justamente porque o Brasil é um grande vendedor de café, suco de laranja, açúcar, carne bovina e etanol para os EUA, entre outros produtos.
Com a elevação da tarifa, os exportadores tendem a repassar o custo aos consumidores. E, como no caso do café, os EUA nem sempre conseguirão substituir totalmente as importações vindas do Brasil.
Mais da metade do suco de laranja vendido nos EUA, por exemplo, vem do Brasil, que detém 80% do comércio global do produto.
"Essa medida impacta não só o Brasil, mas toda a indústria de sucos dos EUA, que emprega milhares de pessoas e tem o Brasil como seu principal fornecedor há décadas", disse Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR, associação brasileira da indústria de suco de laranja.
Nesse sentido, a Associação dos Exportadores de Suco declarou que a sobretaxa é péssima para o setor como um todo e que atinge os próprios americanos, que há décadas têm o Brasil como principal fornecedor externo.
A carne bovina também tem sido um problema. A inflação do produto para o consumidor americano está batendo recorde por causa de uma redução histórica do rebanho do país, que encareceu o preço do boi por lá — ele está custando duas vezes mais que o boi brasileiro. Daí a disparada nas importações da carne.
Apesar disso, a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart, ressalta que o Brasil respondeu por apenas 1,4% das importações totais dos Estados Unidos em 2024. Por isso, o impacto direto da tarifa sobre a economia americana tende a ser limitado.
Segundo ela, outra questão que poderia impactar os EUA nesse contexto é que "a imposição de tarifas pode fazer com que outros blocos econômicos se juntem para fortalecer as relações comerciais", deixando os EUA mais isolado.

Um homem foi preso em flagrante nessa sexta-feira (11) após ser localizado com um iPhone roubado, que estava sendo rastreado pela vítima. O caso foi registrado no Conjunto Mário Peixoto, no bairro Santos Dumont, em Maceió.
Segundo o boletim da Polícia Militar, a guarnição da Força Tática 29 foi acionada para prestar apoio à vítima, que monitorava a localização do aparelho celular subtraído. Com base no rastreamento, os policiais seguiram até o endereço indicado, onde encontraram o suspeito tentando se esconder atrás de uma parede.
Durante a abordagem, o homem confessou o roubo e mostrou aos militares onde havia escondido o iPhone, uma corrente e a moto utilizada na ação. O veículo, uma cinquentinha vermelha da marca Taiga, estava sem placa e com o chassi suprimido, impossibilitando a identificação da procedência.
A vítima reconheceu o autor do roubo e os objetos recuperados. O suspeito foi levado à Central de Flagrantes, onde foi autuado por roubo com uso de arma de fogo e adulteração de veículo automotor. A moto foi apreendida para as medidas cabíveis.
Sessenta e nove cavalos morreram no Criatório Nova Alcateia, no município de Atalaia, inteiror de Alagoas, após suspeita de intoxicação alimentar. Entre eles estava Quatum de Alcateia, um dos mais valiosos da raça Mangalarga Marchador no Brasil, avaliado em R$ 12 milhões. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) investiga se as mortes foram causadas pela ingestão de ração contaminada fabricada pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda.
Em nota oficial, o criatório classificou o episódio como a maior tragédia em seus 50 anos de história. “Desde os primeiros indícios de que nossos animais estavam sendo intoxicados, todas as medidas sanitárias e veterinárias foram tomadas. A intoxicação, no entanto, é tão violenta e devastadora que tentar sanar suas consequências fatais não vem tendo efeito prático”, diz o comunicado.
Ainda segundo a nota, os laudos preliminares apontam a presença de alcaloides pirrozilidínicos (monocrotalina) em amostras da ração — substância considerada tóxica para equinos e outras espécies.
O criatório afirma que todos os 69 animais apresentaram sintomas clínicos idênticos, compatíveis com esse tipo de intoxicação, como desorientação, alterações de comportamento e dificuldades de locomoção, e que a situação vem sendo acompanhada de perto pelo MAPA, que esteve no local, entre os dias 9 e 12 de junho, para realizar coletas e necropsias.
“Infelizmente não teremos nossos animais de volta e muito menos esqueceremos os momentos de dor pelos quais estamos passando. Apesar das incomensuráveis perdas, todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para que os responsáveis sejam punidos”, afirma a direção do Haras Nova Alcateia.
O MAPA determinou o recolhimento de todos os produtos destinados a equídeos fabricados pela Nutratta a partir de 21 de novembro de 2024. Em 100% dos casos analisados até o momento, os tutores relataram que os animais consumiram ração da empresa.
Outros casos no Brasil
Além do caso em Alagoas, o problema se espalhou por outros Estados. Em Guarulhos (SP), nove cavalos morreram no Haras Dia de Sol com sintomas semelhantes.
Segundo levantamento da advogada Maria Alessandra Agarussi, que representa criadores afetados, já são 650 mortes de cavalos confirmadas em todo o país, com 367 animais em tratamento intensivo e outros 212 sob observação clínica.
Veja a nota do haras na íntegra
Amigos do Marchador,
Acreditamos que todos estão acompanhando a verdadeira tragédia que vive a equinocultura nacional e, em particular, o Haras Nova Alcateia,
Em 50 anos de criação, nunca passamos por momentos tão dificeis. Desde os primeiros indícios de que nossos animais estavam sendo intoxicados pela contaminação da ração produzida pela empresa NUTRATTA NUTRIÇÃO ANIMAL LTDA., todas as medidas sanitárias e veterinárias foram e estão sendo tomadas no sentido de minorar as perdas, inclusive com a imediata suspensão do consumo da referida ração. Ocorre que a intoxicação derivada de seu consumo é tão violenta e devastadora que, apresentados os sintomas,tentar sanar suas consequências fatais não vem tendo efeito prático.
Os laudos preliminares dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária realizados em amostras da ração consumida pelos animais do Haras Nova Alcatéia demonstraram a presença de ALCALOIDES PIRROZILIDÍNICOS (MONOCROTALINA) em concentrações capazes de causar doença e mortes em equídeos e outras espécies.
Até a presente data, 07 de julho de 2025, vieram a óbito 69 (sessenta e nove) animais do Haras Nova Alcatéia, todos, sem exceção, apresentando quadros clinicos idênticos e característicos da intoxicação pelo consumo da substância ALCALOIDES PIRROZILIDÍNICOS (MONOCROTALINA) conforme literatura veterinária.
Informamos também que todo esse processo vem sendo acompanhado de perto pelo MAPA, que esteve presente no Haras Nova Alcateia entre os dias 09 e 12 de junho passados, coletando informações e amostras do produto contaminado e dos animais que vieram a óbito, incluindo realizações de necropsias.
Infelizmente não teremos nossos animais de volta e muito menos esqueceremos os momentos de dor pelos quais estamos passando. No entanto, apesar das incomensuráveis perdas, todas as medidas cabiveis estão sendo tomadas no sentido de que, minimamente, os enormes prejuízos, incluindo de sócios, sejam reparados e que os causadores sejam responsabilizados para que episódios como este não mais se repitam.
Por mim e especialmente, agradecemos penhoradamente as diversas manifestações de solidariedade e carinho de todos os amigos e companheiros, na certeza de que sairemos ainda mais fortalecidos deste processo.
