O motorista por aplicativo que sobreviveu a um ataque brutal em Maceió rompeu o silêncio e, mesmo ferido, apareceu nas redes sociais nesse domingo (13) para pedir ajuda.
Ele foi sequestrado, teve o corpo incendiado e foi deixado para morrer em uma área isolada no bairro Benedito Bentes, na parte alta da capital alagoana, na noite do último (12). A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) já começou a investigar o crime.
O motorista contou que estava no Conjunto Aprígio Vilela quando parou brevemente para olhar um terreno. Enquanto mexia no celular para iniciar o trabalho com corridas por aplicativo, percebeu três homens se aproximando.
“Não suspeitei de nada. Mas quando chegaram perto, anunciaram o assalto. Saí do carro, entreguei tudo. Mesmo assim, não quiseram só levar o carro. Me colocaram no banco de trás e me vendaram”, relatou com a voz embargada.
Levado para um local desconhecido, ele implorou para ser liberado. Mas os criminosos o forçaram a sair do veículo, jogaram um líquido inflamável sobre seu corpo e atearam fogo. “Foi o pior momento da minha vida. Achei que não ia sair dali vivo. Só gritava e pedia a Deus pra não me deixar morrer queimado”, contou.
Apesar das queimaduras, ele conseguiu pedir socorro e foi levado por moradores até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes. Seu estado de saúde é estável, mas o tratamento exigirá tempo, medicamentos e recursos que ele e a família não têm.
Em vídeo publicado nas redes, ele agradece por estar vivo, mas diz que precisa de ajuda. “Tô aqui, ferido, sem conseguir trabalhar, com dor. Mas tô vivo. Só que não consigo seguir sozinho. Me ajudem, por favor."
A polícia já começou a investigar o crime e, no início da tarde desta segunda (14), dará detalhes acerca do caso. Até agora, nenhum suspeito foi identificado. Imagens de câmeras de segurança na região podem ajudar a localizar os autores.
A população pode colaborar com informações, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.
As exportações de mel orgânico do Piauí para os Estados Unidos foram diretamente afetadas pelo anúncio de Donald Trump de que vai impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
O g1 elaborou perguntas e respostas para ajudar a entender por que, mesmo sem estar em vigor, a nova taxa já afeta a produção de mel.
O que aconteceu com as exportações de mel orgânico do PI para os EUA?
Quantas toneladas de mel foram afetadas?
Por que os compradores dos EUA cancelaram os pedidos?
Quem são os produtores afetados?
Qual é a importância do Piauí na exportação de mel?
O que acontecerá com o mel que já estava pronto para exportação?
Há alguma tentativa de reverter os cancelamentos?
Qual o impacto econômico da tarifa de Trump para o setor?
1. O que aconteceu com as exportações de mel orgânico do Brasil para os EUA?
O tarifaço de Trump, anunciado na quarta-feira (9), causou o cancelamento imediato de grandes encomendas de mel orgânico brasileiro destinadas ao mercado norte-americano.
O Brasil é um dos maiores produtores de mel do mundo. O Piauí é um dos líderes dessa produção nacional tendo sido campeão várias vezes.
2. Quantas toneladas de mel foram afetadas?
Duas grandes operações foram canceladas:
585 toneladas de mel orgânico do Grupo Sama, uma das maiores exportadoras do mundo;
95 toneladas de mel da cooperativa Casa Apis, localizada no Sul do Piauí.
3. Por que os compradores dos EUA cancelaram os pedidos?
Os importadores temem que o mel chegue aos EUA após a entrada em vigor da nova tarifa, o que aumentaria significativamente o custo do produto.
Só no caso do Grupo Sama, o impacto seria de cerca de US$ 6 milhões a mais no valor da carga.
4. Quem são os produtores afetados?
Pelo menos 12 mil pequenos produtores do Nordeste brasileiro que vendem para o Grupo Sama, especialmente dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão e Bahia, foram impactados. O mel que eles fornecem é beneficiado em indústrias no Piauí e em São Paulo antes da exportação.
5. Qual é a importância do Piauí na exportação de mel?
Os Estados Unidos consomem 80% do mel produzido no Brasil. Em 2024, o Piauí liderou o ranking brasileiro de exportação de mel para o país, embora não tenha sido o maior produtor.
"O Piauí é o 22º estado em exportações para os EUA. Mesmo assim, tem uma relação muito forte. Em torno de 85% da nossa exportação de mel vai para o mercado americano", aponta o gestor corporativo da Área Internacional e Mercado da Federações das Indústrias do Piauí (Fiepi), Islano Marques.
6. O que acontecerá com o mel que já estava pronto para exportação?
No caso do Grupo Sama, parte da carga já estava no porto, outra em beneficiamento e o restante ainda em trânsito. Com o cancelamento, o produto precisa ser armazenado em câmaras refrigeradas, o que gera custos adicionais para as empresas.
7. Há alguma tentativa de reverter os cancelamentos?
Sim. A Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), informou que está tentando negociar com os clientes norte-americanos para manter, ao menos, o embarque dos contêineres que já estão prontos no porto.
8. Qual o impacto econômico da tarifa de Trump para o setor?
Além do prejuízo imediato com os cancelamentos, o setor teme uma queda nas exportações e aumento nos custos logísticos. O mel orgânico brasileiro pode perder competitividade no mercado internacional.
Márcio da Rosa, piloto da Fórmula Truck que morreu após bater o próprio Camaro contra outro carro na noite de sábado (12) em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), também era empresário.
O acidente aconteceu na Rodovia dos Minérios. Roberto Cardoso, assessor de um vereador da cidade, era passageiro do Camaro e também morreu no acidente. O motorista do outro carro, Guilherme Rocha, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu durante atendimento médico.
No âmbito das corridas, ele era conhecido como Marcio Limestone, justamente por ser diretor da Limestone Mineração. A empresa, sediada em Rio Branco do Sul, na RMC, se manifestou nas redes sociais lamentando a morte.
"Márcio foi um líder exemplar, cuja visão estratégica, dedicação incansável e integridade marcaram profundamente a trajetória da Limestone Brasil Mineração. Sua atuação foi essencial para o crescimento sustentável e a consolidação da nossa empresa, deixando um legado que permanecerá como referência para todos nós. Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade à família, amigos e a todos que compartilharam de sua jornada. Manifestamos nossa eterna gratidão por sua história, contribuição e legado", diz a publicação.
Os três eram moradores de Almirante Tamandaré.
Marcio era natural da cidade vizinha Colombo. Ele tinha 41 anos de idade e também era apelidado de "Piolho".
O velório dele iniciou na noite deste domingo (13), na Capela Nossa Senhora do Rosário, em Colombo, e o sepultamento está previsto para às 16h30 deste segunda-feira (14), no Cemitério Paroquial da capela.
Piloto de Fórmula Truck
Márcio era piloto de Fórmula Truck — uma categoria do automobilismo brasileiro que reúne corridas de caminhões preparados para alta performance.
Ele disputava a categoria GT Truck Eletrônico e era figura conhecida no meio esportivo nacional. Na competição brasileira deste ano, estava em 20º lugar na classificação dos 35 pilotos participantes.
Em nota, a Fórmula Truck lamentou a morte do piloto.
"A dor é profunda, mas maior ainda é a gratidão por tudo o que ele representou dentro e fora das pistas. Um competidor aguerrido, um amigo leal e uma figura inesquecível da nossa história. A saudade é imensa, mas a honra de termos dividido a pista com você será eterna. Nossos sentimentos à família, amigos, equipe e a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo", diz a mensagem.
A equipe de Marcio Limestone também se manifestou, nas redes sociais do próprio piloto.
"Mais do que um piloto, Piolho foi um amigo leal, um coração gigante sobre rodas e uma presença marcante em todas as pistas por onde passou. Sua alegria, seu jeito único de viver e sua paixão pelo automobilismo deixaram marcas profundas em todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Aos amigos, familiares e fãs que têm enviado mensagens de apoio e carinho, nossa mais sincera gratidão. Que cada lembrança boa ajude a aliviar um pouco a dor deste momento tão difícil. Seguiremos com o legado que ele construiu com tanto amor e dedicação. Eternamente em nossos corações", diz a publicação.
“Eu saí de casa por medo”. Assim conta a gestante Maria Ariele que teve a vida mudada forçadamente após ela denunciar que o marido, Rogério Almir Santos de Lima, de 32 anos, foi morto e torturado por policiais militares na última quarta-feira (09), no município de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo testemunhas, Rogério teria sido torturado por policiais militares após ser amarrado na cama e submetido a sessões de choque, além de pancadas e um afogamento da cabeça dele dentro da pia da cozinha.
Em entrevista exclusiva à TV Pajuçara Ariele contou que os funcionários do hospital para onde o marido foi socorrido relataram que ele chegou na unidade de saúde com tanta hemorragia que não era possível entubá-lo.
“Eu cheguei no hospital e pedi à assistente social e aos médicos, pelo amor de Deus, para me dizer o que era. Mas como eu estava gestante ela não quis me dar um susto. Me chamaram para conversar dentro da sala. Elas disseram que ele já chegou com os olhos roxos. Tentaram entubá-lo mas estava com muita hemorragia, infelizmente não conseguiram e ele morreu.
Uma mulher que não quis se identificar relatou, também em entrevista à TV Pajuçara, que estava junto com a esposa da vítima no momento em que receberam uma ligação dos vizinhos contando do ocorrido, enquanto tinham saído para comprar sandálias.
“Quando a gente chegou os policiais não deixaram a gente nem entrar. Tinha policial na frente e por trás da casa, que não tem muro. E a gente chamando e ele [um policial] dizia ‘tenha calma que seu esposo está aqui, daqui ele vai ser liberado’. Ela estava desesperada e já tinha saído uma viatura da caatinga que já estava com ele dentro, e ele enganando a gente”, disse a mulher.
Cama onde Rogério foi supostamente torturado
Envolvimento com o crime
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, Rogério teria passagens por homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. No entanto, pessoas do município revelaram que ele não tinha mais envolvimento e agora trabalhava com a esposa.
A esposa de Rogério esclareceu que além do trabalho com ela, ele ainda fazia “bicos” como pedreiro. Indignada com a morte, ela pede por justiça.
“Agora é esperar pela justiça divina. E que a justiça da terra eu sei que vai me ajudar e eu espero que me ajude, porque eu estou simplesmente derrotada”, desabafou Ariele.
Outro homem também foi agredido
Um rapaz, também de Santana do Ipanema, denunciou que foi agredido por policiais militares e levou socos nos olhos durante uma abordagem contra o tráfico de drogas.
“Eu estava só de passagem. Eles me abordaram perguntando se eu tinha drogas e eu falei que não tinha. Eles já arrombaram uma casa, me levaram para dentro e começaram a me espancar.
O homem apresentou hematomas nos olhos
Polícia Civil abriu inquérito
Segundo o delegado Leonardo Amorim, responsável pela Delegacia de Homicídios da cidade, diligências já estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime. O delegado afirmou ainda que acompanha pessoalmente os desdobramentos do caso.
"Estamos atuando com responsabilidade e agilidade. Todas as linhas de investigação serão consideradas para esclarecer a autoria e a motivação", disse o delegado
A Polícia Civil também informou que, nos próximos dias, será formada uma comissão de investigadores para reforçar a apuração e garantir uma condução criteriosa e transparente do inquérito, que ainda está em fase inicial.
O que diz a PM
Em nota oficial, a Polícia Militar de Alagoas deu uma versão completamente diferente. Segundo a PM, equipes da Companhia de Caatinga (Copes) realizavam patrulhamento na cidade, quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na Rua Arthur Moraes.
“A Polícia Militar de Alagoas informa que equipes da Companhia de Caatinga (Copes) realizavam patrulhamento na cidade de Santana do Ipanema, nessa quarta-feira (9), quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na rua Arthur Moraes.
Ao perceber a chegada dos militares, um grupo de indivíduos empreendeu fuga, sendo o acompanhamento iniciado. Ao entrar no imóvel, os militares encontraram um dos rapazes se debatendo no chão. Diante do cenário, o homem foi levado ao hospital da cidade para atendimento médico, mas não resistiu.
No local foram apreendidas 200 pedras de crack. Durante a verificação dos dados do indivíduo, foram encontradas passagens pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
O material apreendido foi levado ao 34º Distrito, onde foi apresentado à autoridade policial.”
O caso
Maria Ariele gravou um vídeo nas redes sociais denunciando que o marido foi morto torturado por policiais militares. No vídeo, a esposa, aos prantos, lamenta a morte do companheiro, alegando que o homem recebeu choques e pancadas. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi por espancamento. “Meu marido morreu de pancada, morreu sem ter sido pego com nada, não estava armado, não estava com drogas. Eu quero saber que justiça é essa”, declarou.
Ariele falou ainda que o marido estava doente e ficou em casa jogando videogame. Uma vizinha do casal relatou que foi possível ouvir os gritos de socorro de Rogério na rua inteira. De acordo com ela, o homem foi amarrado molhado ao pé da cama e os agressores teriam rasgado o fio da televisão e usaram para dar choques na vítima e depois sufocá-la.
A mulher morta pelo marido foi assassinada na frente da filha recém-nascida, nesse domingo (13), no bairro Olho D’Água dos Cazuzinhos, em Arapiraca. Cledja Valéria dos Santos, de 28 anos, foi brutalmente esfaqueada pelo companheiro, de 24 anos, após uma discussão entre o casal, que começou durante o consumo de bebidas alcoólicas.
O crime ocorreu dentro da residência do casal. Cledja foi atingida inicialmente no banheiro, mas ao tentar fugir, foi alcançada pelo agressor, que continuou as facadas até ela cair na calçada em frente à casa. A filha recém-nascida estava presente durante toda a violência, tornando o crime ainda mais chocante.
Após o ocorrido, a Polícia Civil foi acionada e, sob coordenação do delegado Esron Pinho, a equipe da Unidade de Apoio ao Local de Crimes 3 (UALC 3) iniciou as diligências. Durante as investigações realizadas ainda na madrugada, a polícia conseguiu identificar e prender o suspeito. O homem, que estava sob efeito de álcool, confessou o feminicídio, alegando não se lembrar dos detalhes da agressão.
O autor foi preso em flagrante e conduzido à Central de Polícia de Arapiraca, onde foi autuado. A filha do casal foi entregue a familiares. O suspeito será apresentado à audiência de custódia, onde a Justiça decidirá pela manutenção ou não da prisão.
A Polícia Militar (PM) frustrou um assalto em andamento a um ônibus, nesse domingo (13), no Farol.
A guarnição ROTAM 90 foi acionada após o condutor do ônibus, ao perceber a tentativa de assalto, entrar rapidamente no pátio do Posto Pratagy II, na Avenida Tomás Espíndola, e informar a situação.
Os militares se deslocaram até o local e abordaram o suspeito, que estava no interior do coletivo. O autor do delito foi preso em flagrante.
A vítima, uma mulher, e outras testemunhas foram conduzidas à Central de Flagrantes, onde o suspeito foi autuado por roubo.
O presidente americano, Donald Trump, lançou uma guerra comercial global com uma série de tarifas que têm como alvo produtos e países individuais.
Trump estabeleceu uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para os Estados Unidos, bem como taxas adicionais sobre determinados produtos ou países.
— Foto: Luisa Rivas/g1
Tarifas sobre produtos em vigor
Aço e alumínio - 50%
Automóveis e peças de automóveis - 25%
Tarifas sobre produtos - previstas
Cobre - 50% para entrar em vigor no dia 1º de agosto
Farmacêuticos - até 200%
Semicondutores - 25% ou mais
Filmes - 100%
Madeira
Minerais críticos
Aeronaves, motores e peças
Tarifas a países em vigor
Canadá - 10% sobre produtos energéticos, 25% sobre outros produtos não cobertos pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA)
México - 25% sobre produtos não cobertos pelo USMCA
China - 30%, com tarifas adicionais sobre alguns produtos
Reuno Unido - 10%, com algumas importações de automóveis e metais isentas de taxas globais mais altas
Vietnã - 20% sobre alguns produtos, 40% sobre cargas de navios
Tarifas a países previstas para entrarem em vigor no dia 1º de agosto
África do Sul - 30%
Argélia - 30%
Bangladesh - 35%
Bósnia e Herzegovina - 30%
Brasil - 50%
Brunei - 25%
Canadá - 35%
Camboja - 36%
Cazaquistão - 25%
Coréia do Sul - 25%
Filipinas - 20%
Indonésia - 32%
Iraque - 30%
Japão - 25%
Laos - 40%
Líbia - 30%
Malásia - 25%
México - 30%
Mianmar - 40%
Moldávia - 25%
Sérvia - 35%
Sri Lanka - 30%
Tailândia - 36%
Tunísia - 25%
União Europeia - 30%
Dois homens morreram após confronto com policiais da Rotam em um cemitério no Pilar, Alagoas, nesse domingo (13). A ação aconteceu quando equipes foram acionadas para verificar uma denúncia de assaltos cometidos pelos suspeitos na cidade, que estavam se escondendo na região.
Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros pelos homens, que revidaram e acabaram sendo baleados. Mesmo socorridos e encaminhados para o Hospital Geral do Estado (HGE), os dois não resistiram aos ferimentos e faleceram.
Durante a abordagem, foram apreendidos dois revólveres e munições. Até o momento, a identidade dos homens não foi confirmada, mas há suspeita de que eles possam estar ligados ao grupo de criminosos responsáveis pela invasão de uma residência, que resultou na execução de um homem no município. No entanto, essa ligação ainda não foi confirmada.
*O artigo foi escrito pelo professor Leandro Schlemmer Brasil, professor do instituto de ciências naturais, humanas e sociais da Universidade Federal de Mato Grosso, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.
As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.
Um caso emblemático é o da doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, podem representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizados nas paisagens.
Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology por mim, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Evandro Chagas, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade de Bristol deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
O fígado é um órgão vital que desempenha funções essenciais na digestão e na metabolização de nutrientes. Ele também ajuda na desintoxicação do corpo, armazenando vitaminas e minerais, e regulando o colesterol.
De acordo com a nutricionista Cibele Santos, é nesse órgão que são metabolizados os carboidratos, proteínas e gorduras, convertendo-os em energia. É onde, também, são filtradas as toxinas e substâncias nocivas, ajudando a manter o sangue limpo.
O fígado, ainda, é responsável por produzir a bile, secreção fundamental para a digestão de gorduras e absorção de vitaminas lipossolúveis. Por isso, é importante manter sua saúde em dia para garantir que corpo funcione de maneira eficiente.
Fabiano, de 47 anos, da dupla sertaneja com César Menotti, sofreu um acidente de carro nesse domingo (13). A informação foi confirmada pela assessoria do artista. Ele está bem e não corre risco de morte.
O acidente aconteceu em uma rodovia de Juiz de Fora, Minas Gerais, na última tarde. Fabiano viajava acompanhado do secretário. O cantor deixou Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro, onde tinha apresentação marcada ao lado de César Menotti.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu após Fabiano desviar de um veículo quase parado à sua frente e colidir com outro. O veículo envolvido era conduzido por um Tenente da Polícia Militar de Minas.
Fabiano e o motorista do outro carro recusaram atendimento pré-hospitalar. O secretário do cantor teve um pequeno corte na mão e foi encaminhado para uma sutura.
Um corpo do sexo masculino foi encontrado com sinais de violência na manhã deste sábado (12), às margens da Lagoa Mundaú, em Maceió. A vítima foi identificada como Kauã Sebastian da Silva Virginio.
De acordo com informações da Polícia Militar, populares informaram que havia um corpo na região. Ao chegar ao local, os policiais confirmaram a presença de um cadáver com perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
Ainda não há informações sobre autoria ou motivação do crime. O local foi isolado para o trabalho das equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), responsáveis pela perícia e remoção do corpo.
O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia pede que informações que possam ajudar na elucidação do crime sejam repassadas de forma anônima através do Disque Denúncia 181.
Dez das 165 barragens existentes em Alagoas estão com alto risco de rompimento, em função do descumprimento dos requisitos de segurança exigidos na legislação em vigor, segundo o Relatório de Segurança de Barragens, publicado anualmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Outras 26 barragens no estado apresentam risco médio.
As barragens de alto risco estão localizadas nos municípios Teotônio Vilela, Junqueiro, Batalha, Penedo, Rio Largo, Palmeira dos Índios e Maceió, segundo relatório divulgado neste mês. Segundo a ANA, todas as 10 barragens classificadas como prioritárias para ações de segurança no estado de Alagoas são fiscalizadas pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh).
O documento da ANA destacou que obras de adequação e proximidade de áreas habitadas colocam as barragens sob vigilância reforçada. Das 165 barragens cadastrados no estado, 135 são fiscalizadas pela Semarh. As demais barragens, por serem de competência federal, são fiscalizadas pela ANA.
Apesar da gravidade do alerta feito pela ANA, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) que a classificação de risco alto não significa necessariamente iminência de rompimento, mas sim um reforço na atenção e monitoramento devido a alterações estruturais ou à presença de comunidades próximas.
Conforme a Semarh, das 10 barragens que aparecem como “alto risco”, oito estão passando por obras. “Isso, por regra, já aumenta a classificação de risco temporariamente, o que não quer dizer que estejam prestes a romper ou algo assim. É uma exigência técnica, porque durante obras existe movimentação na estrutura e isso requer mais atenção”, explicou a Secretaria.
Planos de segurança recebem ou não o aval da Semarh
Essas barragens estão com Plano de Segurança aprovado pela Semarh ou em fase final de elaboração. A Semarh afirmou que está acompanhando de perto todo esse processo e exigindo as medidas de segurança dos responsáveis. As principais finalidades dessas barragens são regularização de vazão (23,7%), disposição de rejeitos de mineração (21,2%), irrigação (16,6%), abastecimento humano de água (12,9%), aquicultura (7,1%), entre outros.
“Vale lembrar que esse relatório 2024-2025 é fruto de um trabalho intenso da própria Semarh. Estamos aumentando a fiscalização, cobrando regularização e, inclusive, contamos com o apoio do Ministério Público nessa missão”, assinala a Secretaria.
Para a ANA, o relatório anual visa orientar ações preventivas e alertar para a necessidade de investimentos contínuos em segurança hídrica e proteção de comunidades.
A recomendação dos órgãos competentes é que a população fique atenta às atualizações dos órgãos ambientais e de defesa civil, especialmente em regiões onde há barragens próximas a áreas urbanas ou rurais habitadas.
EM TODO O BRASIL – O Relatório de Segurança de Barragens (RSB) mapeou 241 barragens com prioridade da gestão de risco. “Em caso de acidente com essas estruturas, há risco a pessoas ou a equipamentos importantes, que podem comprometer o fornecimento de serviços essenciais. Essas barragens que necessitam de maior atenção estão em 24 unidades da Federação”, afirmou a ANA.
No cenário nacional a maior parte dessas barragens (96) prioritárias pertencem a empresas privadas, seguida de empreendedores públicos (39) e sociedades empresariais de economia mista (10). Outras 94 barragens não possuem informação sobre os responsáveis.
Ao todo, cerca de 28.000 barragens estão cadastradas no Sistema Nacional sobre Segurança de Barragens, sendo 97% para acumulação de água e uso preponderante para serviços de irrigação (36%).
Segundo o relatório, foram reportados 24 acidentes e 45 incidentes com barragens no Brasil em 2024, com registro de duas mortes e danos diversos, incluindo destruição de vias públicas, rompimento de pontes, danos a residências, desaparecimento de animais, interdição de estradas e vias e danos ambientais.
ACIDENTES
Cheias e chuvas fortes estão entre os riscos de colapso
Segundo a PNSB, acidentes se caracterizam pelo comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes caso não sejam sanados.
Entre as principais causas de danos à estrutura nos 24 acidentes, a maioria (16) está ligada a eventos de cheia ou chuvas. Houve 21 rupturas de barragens no ano passado, sendo que em mais da metade das ocorrências (13) eventos climáticos extremos estiveram associados.
O Rio Grande do Sul, que viveu a pior tragédia climática da sua história com as enchentes de 2024, foi palco de ao menos 21 incidentes e 3 acidentes com barragens, segundo o relatório.
Segundo a PNSB, acidentes se caracterizam pelo comprometimento da integridade estrutural da barragem, resultando em colapso total ou parcial da estrutura. Já os incidentes afetam o comportamento da barragem ou estruturas anexas, que podem vir a causar acidentes caso não sejam sanados.
Entre as principais causas de danos à estrutura nos 24 acidentes, a maioria (16) está ligada a eventos de cheia ou chuvas. Houve 21 rupturas de barragens no ano passado, sendo que em mais da metade das ocorrências (13) eventos climáticos extremos estiveram associados.
O Rio Grande do Sul, que viveu a pior tragédia climática da sua história com as enchentes de 2024, foi palco de ao menos 21 incidentes e 3 acidentes com barragens, segundo o relatório.
Uma mulher, identificada apenas como Arielle, usou as redes sociais para denunciar que o marido dela, Rogério Almir Santos de Lima, de 32 anos, teria sido torturado e morto dentro de casa por homens que se identificaram como policiais militares. O caso foi registrado no município de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas, na última quarta-feira (09).
No vídeo, a esposa, aos prantos, lamenta a morte do companheiro, alegando que o homem recebeu choques e pancadas. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi por espancamento. “Meu marido morreu de pancada, morreu sem ter sido pego com nada, não estava armado, não estava com drogas. Eu quero saber que justiça é essa”, declarou.
Veja abaixo:
Informações apuradas pela TV Pajuçara dão conta de que ela havia saído de casa para comprar uma sandália e, quando retornou, encontrou estes supostos PMs com o marido. Eles disseram que o homem caiu e seria levado a uma unidade de saúde. No entanto, a vítima já teria chegado sem vida ao hospital.
Arielle falou ainda que o marido estava doente e ficou em casa jogando videogame. Uma vizinha do casal relatou que foi possível ouvir os gritos de socorro de Rogério na rua inteira. De acordo com ela, o homem foi amarrado molhado ao pé da cama, os agressores rasgaram o fio da televisão e usaram para dar choques na vítima e depois sufocá-la.
A esposa de Rogério contou que não foi apresentado nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão, para legitimar a entrada na residência. Ela também disse que, na casa, não existia material ilícito.
A Polícia Civil de Alagoas está investigando o caso, por meio da Delegacia de Homicídios de Santana do Ipanema. O delegado Leonardo Amorim confirmou ao TNH1 a abertura do inquérito policial. No entanto, não forneceu mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações. A assessoria de comunicação informou que a polícia só falará do caso na segunda-feira (14).
O que diz a PM
Em nota oficial, a Polícia Militar de Alagoas contou uma história completamente diferente (leia na íntegra ao final da matéria). Segundo a PM, equipes da Companhia de Caatinga (Copes) realizavam patrulhamento na cidade, quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na rua Arthur Moraes.
A polícia informou que um grupo de suspeitos fugiu quando os PMs chegaram e, quando os agentes de segurança entraram no imóvel, encontraram um dos homens “se debatendo no chão”. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. Na casa, teriam sido apreendidas 200 pedras de crack.
Ainda de acordo com a PM, o homem teria passagens por homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
Confira a nota na íntegra:
“A Polícia Militar de Alagoas informa que equipes da Companhia de Caatinga (Copes)realizavam patrulhamento na cidade de Santana do Ipanema, nessa quarta-feira (9), quando foram informadas por testemunhas sobre a existência de um ponto de tráfico de drogas localizado na rua Arthur Moraes.
Ao perceber a chegada dos militares, um grupo de indivíduos empreendeu fuga, sendo o acompanhamento iniciado. Ao entrar no imóvel, os militares encontraram um dos rapazes se debatendo no chão. Diante do cenário, o homem foi levado ao hospital da cidade para atendimento médico, mas não resistiu.
No local foram apreendidas 200 pedras de crack. Durante a verificação dos dados do indivíduo, foram encontradas passagens pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
O material apreendido foi levado ao 34º Distrito, onde foi apresentado à autoridade policial.”
Na manhã da sexta-feira (11), por volta das 11h36, uma ação da guarnição Tático Urbano I do 10° Batalhão de Polícia Militar resultou na apreensão de uma pequena quantidade de entorpecente no Centro de Palmeira dos Índios.
Durante patrulhamento de rotina, os policiais visualizaram dois indivíduos que, ao notarem a aproximação da guarnição, tentaram se evadir do local de maneira suspeita. Diante da atitude, foi realizada abordagem e revista pessoal nos suspeitos.
Com um dos abordados, identificado como E. J. do N., os militares encontraram no bolso do short uma pedra de substância análoga ao crack. Ao ser questionado, ele confessou ser usuário de drogas e afirmou ter adquirido o entorpecente com uma senhora nas proximidades da Feira do Peixe.
Diante dos fatos, o indivíduo foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que trata sobre o porte de entorpecentes para consumo pessoal. O procedimento foi realizado conforme previsto pela Lei 9.099/1995, que rege os Juizados Especiais.
E. J. do N. comprometeu-se a comparecer ao Juizado Especial Criminal em data a ser marcada para a adoção das providências legais cabíveis. A Polícia Militar segue atuando de forma ostensiva no combate ao tráfico e ao uso de entorpecentes no município.
A reprodução simulada referente à investigação policial que apura as circunstâncias da morte de Gabriel Lincoln Pereira da Silva será realizada no próximo dia 15 de julho (terça-feira), a partir das 17:00, na Avenida Vieira de Brito.
O isolamento da área começará a partir das 15:00. Apenas o trecho final da perseguição será isolado, do Zé Borracheiro até a autoescola top.
O isolamento será feito pela SMTT. A Guarda Municipal e a Polícia Militar darão o apoio logístico, mantendo o isolamento da área, impedindo o trânsito de pessoas e veículos no local e resguardando a incolumidade física dos participantes da reconstituição.
A reprodução será conduzida pela Polícia Civil em conjunto com a Polícia Científica.
O bom andamento da reconstituição depende da colaboração da população palmeirense, principalmente dos moradores do trecho a ser interditado. Estabelecimentos comerciais situados no trecho indicado não poderão funcionar no horário de realização do exame pericial.
De acordo a Polícia, é fundamental que o isolamento seja respeitado, sem a formação de aglomerações no local e sem interferências indevidas no exame pericial.