
Um homem de 28 anos foi preso, nessa terça-feira (15), suspeito de envolvimento no assassinato de José Fernando da Silva, em um crime motivado por disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas, por meio de uma ação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), sob coordenação do delegado João Marcello.
O homicídio ocorreu em 9 de dezembro de 2024, na região conhecida como Leprosário, na Praia do Francês, município de Marechal Deodoro. Segundo as investigações, a vítima foi atraída ao local com o falso pretexto de uso coletivo de entorpecentes e, ao chegar, acabou surpreendida e executada a tiros.
De acordo com a apuração, o crime teria sido cometido por integrantes de uma facção criminosa que decidiram matar José Fernando por ele comercializar drogas de forma independente na área dominada pelo grupo.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes também apreenderam 600g de maconha, 80g de cocaína e uma balança de precisão em posse do suspeito, reforçando os indícios de envolvimento com o tráfico.
Após ser detido, o homem foi conduzido à sede da Dracco, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
A Segurança Pública já identificou o terceiro suspeito de participar do assalto à sandubaria ocorrida no bairro do Antares, na parte alta de Maceió, e trabalhos para localizá-lo estão sendo realizados. Dois acusados do crime já foram presos e o veículo utilizado pelos bandidos foi apreendido e passará por perícia.
De acordo com o secretário executivo da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), coronel Patrick Madeiro, além das prisões, a polícia também apreendeu com os suspeitos dois celulares pertencentes a vítimas do assalto. Os aparelhos serão devolvidos aos proprietários após o procedimento de praxe da polícia.
Ele também contou que o veículo utilizado no crime, que foi apreendido, não pertencia aos suspeitos. As duas prisões já efetuadas ocorreram no bairro do Benedito Bentes. Já o veículo utilizado no crime foi localizado no Clima Bom.
Os trabalhos agora estão focados em localizar o terceiro participante do assalto, que deixou funcionários e clientes da sandubaria assustados no último domingo (13). O coronel Patrick Madeiro pede a ajuda da população para localizá-lo. As imagens do assalto, com todos os suspeitos, foram bastante difundidas pela imprensa e também nas redes sociais.
“A população pode ajudar a localizar o terceiro suspeito por meio do 181. Daremos uma resposta rápida e o sigilo é garantido”, afirma.
Um dos maiores nomes da história do basquete, Michael Jordan celebrou o aniversário de 40 anos da marca “Jordan” em um evento na Grécia. De acordo com o jornal Greek City Times, a lenda da NBA visitou um famoso restaurante no país e deixou uma gorjeta de 10 mil euros (cerca de R$ 65 mil na cotação atual).
O restaurante teria impressionado Michael Jordan. A publicação destaca que o menu foi feito especialmente para o ídolo do Chicago Bulls.
Carreira de sucesso
Michael Jordan é um dos maiores jogadores que já passaram pela NBA. Como atleta, conquistou seis títulos da NBA com os Bulls.
Fora das quadras, ele construiu um império. Segundo a Forbes, a linha de produtos do ex-atleta gera US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) para a Nike, empresa que possui os direitos da marca.
Além disso, Jordan esteve à frente de uma equipe da Nascar em 2020. Ele também foi dono do Charlotte Hornerts, da NBA, entre 2010 e 2023.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu o inquérito que investigava um caso de importunação sexual ocorrido em Penedo, no Baixo São Francisco alagoano. O principal suspeito do crime é um padre, que foi formalmente indiciado após a análise de depoimentos e provas reunidas ao longo da investigação.
O caso foi apurado pelos delegados Rômulo Andrade e Rodrigo Missano, da Delegacia Regional de Penedo. Segundo nota oficial divulgada nesta quarta-feira (16), a apuração envolveu um processo minucioso, com a coleta de evidências e depoimentos que embasaram o indiciamento do religioso.
A denúncia partiu de uma jovem funcionária da paróquia onde o padre atuava. Conforme relato, o episódio aconteceu no interior da casa paroquial, após ela ser chamada para entregar materiais utilizados em atividades da igreja.
Na ocasião, segundo a vítima, o padre fez perguntas com conotação sexual e tentou beijá-la à força. A jovem conseguiu escapar do local e relatou o caso à família e às autoridades.
A Diocese de Penedo, informada do ocorrido, afastou o padre das funções sacerdotais um dia antes da instauração do inquérito e declarou que está conduzindo uma investigação interna.
A Polícia Civil reiterou que nenhum tipo de violência contra a mulher será tolerado, independentemente do cargo, função ou posição social do agressor. “A justiça deve ser aplicada com seriedade, responsabilidade e imparcialidade”, destaca o comunicado.
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público (MP), que poderá oferecer denúncia ao Judiciário.
ENTENDA O CASO
Um padre de Penedo, no Baixo São Francisco alagoano, foi alvo de uma denúncia de crime sexual por uma funcionária da paróquia em que ele coordena. Segundo a denúncia feita pela vítima, o caso aconteceu no dia 12 de junho. A situação foi relatada pelo irmão dela à Rádio Penedo FM 97,3.
No relato, o homem contou que a irmã recebeu um telefonema do padre pedindo para ela ir até a casa paroquial para levar um material usado para bingos. Ao chegar ao imóvel – segundo ele – a irmã deixou o material, momento em que o padre começou a conversar com ela.
“Perguntou várias coisas. Ficou perguntando quais eram os casais de coroinhas que tinham na igreja. Puxou várias conversas e escutando a minha irmã falar. Ela não sabia muito bem o que estava acontecendo e, nessa conversa, ele se aproximou dela e a abraçou. Ela não imaginava o que estava por vir”, relatou ele à rádio.
Em seguida, o homem disse que o padre abraçou a irmã dele e a levantou. “Nessa levantada, perguntou se ela gostava de homens mais novos ou mais velhos. Ela relatou que estava achando estranha toda essa conversa e acabou meio que empurrando ele”, contou o homem.
Em seguida, o irmão disse que a mulher chegou a relatar que, após empurrar o padre, ele segurou o rosto dela e tentou beijá-la. “Ele usou palavras de baixo calão, perguntando se ela tinha passado as partes dela na face do ex-namorado dela”, relatou o irmão da suposta vítima.
Ainda segundo o homem, nesse momento, o padre tentou pegar nas partes íntimas da irmã. “Ela empurrou e ele saiu de perto. Ela passou por baixo da rede que tinha ali e saiu assustada e com medo”, disse ele.
Ao relatar a situação, o homem disse ainda que o padre voltou a ligar para a irmã dele pedindo para ela levar um vinho na casa paroquial. “Ela voltou com uma das coroinhas. Ele ligou para ela e disse: ‘Pode entrar, a casa está aberta, as portas estão encostadas e eu estou no quarto relaxando a minha beleza’”.
NOTA
A Diocese de Penedo, por sua vez, emitiu uma nota assinada pelo bispo Dom Valdemir Ferreira dos Santos, informando que recebeu denúncias em desfavor do padre sobre uma “suposta conduta inapropriada ao ministério sacerdotal”. Por causa disso, a Diocese informou que abriu uma investigação prévia para apurar a situação relatada.
“Comunica ainda que, como medida cautelar, o bispo diocesano afastou o reverendíssimo da função de Administrador Paroquial e de demais funções eclesiásticas exercidas pelo referido sacerdote. A Diocese de Penedo se coloca à inteira disposição das autoridades competentes para elucidar os fatos denunciados, em defesa da verdade, da justiça, da presunção de inocência e do amparo às supostas vítimas”, afirmou a Diocese de Penedo em nota.
Frigoríficos brasileiros estão considerando suspender as exportações de carne bovina para os Estados Unidos. A medida é uma reação ao novo tarifário de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A informação foi confirmada por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), à agência de notícias Reuters. Os Estados Unidos são o segundo maior importador de carne bovina do Brasil, respondendo por 12% do volume total exportado pelo país, ficando atrás apenas da China, que importa 48%. A preocupação com as novas tarifas já levou a ações concretas. Frigoríficos do estado do Mato Grosso do Sul, por exemplo, já anunciaram a suspensão da produção destinada ao mercado norte-americano.
Jaime Verruck, secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) do estado, explicou que a decisão resultará em um estoque elevado de produtos que agora precisarão ser redirecionados. “Nós estamos suspendendo o abate para o mercado americano. Temos produtos estocados que deveriam ir para o mercado americano e que não vão mais, e também estamos suspendendo o abate”, afirmou Verruck. Ele acrescentou que a consequência imediata é a necessidade de buscar novos mercados, o que pode ser um processo demorado. No curto prazo, a alternativa seria colocar esse excedente no mercado interno, o que poderia levar a um aumento da oferta e uma consequente redução de preços para o consumidor brasileiro, mas também uma queda no preço da arroba do boi para os produtores.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) reiterou em nota a decisão das indústrias brasileiras de pausar temporariamente a produção destinada aos EUA. A associação destacou que o setor está trabalhando para entender como reescalonar as cargas e a produção, enquanto busca novos mercados para compensar a possível queda nas exportações para os Estados Unidos.
O documento que detalha a investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil inclui o Pix como uma possível prática desleal do país em relação a serviços de pagamentos eletrônicos.
"O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", diz trecho do relatório.
A apuração, a cargo do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), vai avaliar práticas do Brasil em áreas como comércio eletrônico e tecnologia, taxas de importação e desmatamento, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (15).
"Sob o comando do presidente Donald Trump, eu abri a investigação sobre os ataques do Brasil às empresas de rede social americanas e outras práticas comerciais injustas", disse, em nota, Jamieson Greer, o representante dos EUA para o comércio.
O documento cita também a rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular no centro de São Paulo, para criticar as supostas falhas na proteção e aplicação adequada e efetiva dos direitos de propriedade intelectual.
Para o USTR, a 25 de Março permanece há décadas como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar de operações direcionadas para a área.
"O Brasil não conseguiu abordar de forma eficaz a importação, distribuição, venda e uso generalizado de produtos falsificados, consoles de jogos modificados, dispositivos de streaming ilícitos e outros dispositivos de violação", aponta o documento. "A falsificação continua generalizada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas de penalidades de nível dissuasivo e interrupção de longo prazo dessas práticas comerciais ilícitas".
De acordo com o documento, as falhas na abordagem efetiva da pirataria de conteúdos protegidos por direitos autorais são uma barreira para a adoção de canais legítimos de distribuição de conteúdo.
"A falha do Brasil em abordar essas questões prejudica os trabalhadores americanos cujos meios de subsistência estão ligados aos setores dos EUA impulsionados pela inovação e criatividade", diz trecho do relatório.
A decisão sobre a investigação cita também "tarifas preferenciais e injustas", falta de práticas anticorrupção, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e discriminação aos americanos no comércio.
A investigação comercial tem potencial de gerar danos adicionais à economia brasileira. A iniciativa traz riscos de novas sanções, consideradas de difícil reversão.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que 72% dos brasileiros consideram que o presidente dos EUA, Donald Trump, está errado ao impor o tarifaço ao Brasil por acreditar que há uma perseguição política a Bolsonaro.
Veja os números:
Trump está certo: 19%
Trump está errado: 72%
Não sabe/não respondeu: 9%
Ainda de acordo com o levantamento, 79% dos entrevistados afirmam que a taxa de 50% anunciada pelo americano aos produtos brasileiros vai prejudicar suas vidas ou de suas famílias. Veja os números abaixo:
Sim: 79%
Não: 17%
Não sabe/não respondeu: 4%
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 10 a 14 de julho. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o confronto com Trump ajudou governo Lula a recuperar popularidade. A recuperação do governo aconteceu entre quem é de classe média, que tem alta escolaridade, no Sudeste. São os segmentos mais informados da população, que se percebem mais prejudicados pelas tarifas de Trump, e que consideram que Lula está agindo de forma correta até aqui, por isso passam a apoiar o governo", disse.
"Governo saiu de coadjuvante para protagonista na pauta pública nacional. Depois de conseguir pautar uma parte da sociedade, a ala mais petista, na taxação dos super-ricos. Agora, conseguiu pautar os setores médios, menos ideológicos e mais informados, com uma agenda que unificou a esquerda e dividiu a direita", afirmou Nunes
O levantamento mostra que a desaprovação oscilou 4 pontos para baixo, e está em 53%. Já a aprovação, oscilou para cima e é de 43%. No levantamento anterior, a desaprovação chegou ao recorde de 57%, enquanto a aprovação foi de 40%, a menor do mandato.
Os números mostram ainda que a avaliação do governo melhorou entre os entrevistados do Sudeste, os que têm ensino superior completo e entre os que ganham entre 2 e 5 salários mínimos.
A pesquisa também aponta que 53% dos brasileiros dizem que não está certo discurso que coloca ricos contra pobres.
A pesquisa sobre a tarifa de Trump mostra que:
72% dizem que Trump está errado ao impor tarifas por acreditar que há perseguição a Bolsonaro;
79% afirmam que as altas tarifas aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou a da família;
55% acham que Lula provocou Trump ao criticá-lo no Brics;
63% acha incorreta a afirmação de Trump de que a relação comercial entre os dois países é injusta;
53% acham que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump;
84% dizem que governo e oposição deveriam se unir em defesa do país.
Crítica a Trump
Para 55% dos entrevistados, Lula provocou Trump ao criticá-lo durante o encontro do Brics, grupo formado por cinco grandes economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Outros 31% consideram que não houve provocação, enquanto 14% não souberam ou não responderam.
Reação de Lula
Ainda de acordo com a pesquisa Quaest, outros 53% dos entrevistados disseram que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump.
Certo 53%
Errado 39%
Não sabem/não responderam 8%
A pesquisa Quaest desta quarta também mostrou que:
confronto com Trump ajudou governo Lula a recuperar popularidade;
aprovação do presidente saiu de 40% para 43%, e desaprovação foi de 57% para 53%;
a melhora na popularidade aconteceu fora da base de apoio tradicional de Lula;
72% acham que Trump está errado e 79% afirmam que tarifaço vai prejudicar sua vida;
53% dizem que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump;
46% consideram que economia piorou, e 21% dizem que melhorou;
para 53%, não está certo discurso que coloca ricos contra pobres.
Um acidente entre um caminhão, um micro-ônibus e um ônibus deixou cinco mortos na BR-153, em Porangatu, no norte de Goiás. A batida aconteceu na madrugada desta quarta-feira (16), no km 2 da rodovia. Segundo o Corpo de Bombeiros, há pessoas presas às ferragens e o resgate ainda está em andamento.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu dois dos quatro ônibus que transportavam estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA). Eles seguiam para Goiânia, onde participariam do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), marcado para esta quarta-feira (16), na Universidade Federal de Goiás.
Ainda conforme informações preliminares da PRF, a carreta invadiu a contramão e bateu de frente com o primeiro ônibus do comboio, que transportava 25 alunos, dois motoristas e um orientador. Contudo, apenas a perícia poderá confirmar as circunstâncias da batida.
Ainda não há informação sobre a indentidade das vítimas. Veja quem são elas, segundo a PRF:
Motorista do micro-ônibus atingido;
Três estudantes;
Motorista da carreta.
No caminhão também estava um passageiro que teve ferimentos graves, segundo a polícia. O segundo ônibus do comboio de estudantes também foi atingido na batida, mas nenhum passageiro ficou ferido.
De acordo com a Ecovias Araguaia, concessionária responsável pela via, os sobreviventes estão sendo encaminhados para o Hospital Municipal Henrique Santilo, em Porangatu, e para o Hospital Municipal de Alvorada, no Tocantins. Também estão no local o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Técnico-Científica.
O trecho da BR-153 em que houve o acidente ficou totalmente interditado das 4h30 até as 9h, quando foi liberado.
Governador lamenta mortes - Em nota, o governador em exercício do Estado de Goiás, Daniel Vilela, lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias das vítimas. Ele ressaltou que o governo está à disposição das autoridades do Pará para prestar toda a assistência necessária.
"Manifesto minha solidariedade às famílias e amigos das vítimas — jovens e profissionais cujas vidas foram tragicamente interrompidas de forma tão precoce. Que encontrem amparo neste momento de profunda dor", diz o texto.
Um professor de 61 anos morreu ao cair de um desfiladeiro de 30 metros de altura (o equivalente a um prédio de 10 andares) quando fazia uma trilha a caminho do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia (EUA).
Harris Levinson estava no terceiro dos 225 quilômetros da trilha John Muir quando ocorreu o acidente.
O episódio trágico aconteceu no fim do mês passado, contou o "San Francisco Chronicle". Harris lecionava Estudos Americanos e Teatro na Vashon High School nos arredores de Seattle (estado de Washington). O seu corpo só foi recuperado no último sábado (12/7).
De acordo com a investigação do caso, Harris tentou "um atalho" ao escalar o Monte Whitney pela "rota do alpinista", que é mais perigosa e difícil do que a trilha principal John Muir.
Amigos do educador disseram que Harris planejava a viagem há meses e estava animado para começar sua jornada.
"Pessoas que se conectaram a ele nos seus últimos dias relatam que ele estava alegre, entusiasmado, amigável e cheio de gratidão pela sua vida e pela oportunidade de embarcar nessa aventura", escreveu a amiga Carolyn McCarthy em uma página do Caring Bridge (plataforma de saúde sem fins lucrativos e gratuita que envolve cuidadores familiares com apoio enquanto eles cuidam de um ente querido em uma jornada de saúde) para Levinson. "Em outras palavras, ele era Harris. Está claro que ele morreu com o impacto da queda. Somos gratos por saber que ele não sofreu", acrescentou ela.
Além de professor na ilha de Vashon, Harris era escritor, artista de teatro, marionetista e, às vezes, comediante de stand-up que se apresentava em diversos locais na comunidade.
Onze recém-nascidos receberam antídoto para picada de cobra no lugar da vacina de hepatite B no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, uma das maiores cidades no Norte de Santa Catarina. Os bebês não apresentaram reações e seguem sendo acompanhados pelo município.
Os casos ocorrem entre quarta (9) e sexta-feira (11) e a situação foi confirmada pelo município e a unidade de saúde nesta terça-feira (15). Em nota, o hospital, que é filantrópico e tem convênio com o município, afirmou que apura o caso por meio de uma sindicância interna.
"Reforçamos que, nenhuma reação adversa foi identificada nos recém-nascidos, os quais não estão internados, permanecem estáveis e sob acompanhamento, estando todas a famílias sendo acompanhadas por nossa equipe que está seguindo todos os protocolos de segurança dos pacientes", disse o hospital.
Os bebês receberam a aplicação inadequada de um medicamento chamado de imunoglobulina heteróloga, conhecido também como soro antibotrópico. A substância é usada, contra picada de jararaca, informou o município.
Diretora do hospital, Karin Adur afirmou ao g1 que os rótulos das duas medicações são do mesmo laboratório e, por isso, o soro teria sido colocado no lugar errado. A profissional destacou ainda que a dose aplicada nos bebês foi muito pequena, de 0,5 ml, que representa risco muito pequeno aos bebês.
Ainda conforme Karin, a dose para uma pessoa que recebe uma picada de cobra e precisa do soro é de 30 ml.
"O risco de ter complicação é muito pequeno. A dose [que foi aplicada] é muito pequena. O importante é frisar que as crianças não correm nenhum risco", disse.
A Secretaria de Saúde de Canoinhas informou ainda que foi comunicada do caso na segunda (14) pela Regional de Saúde de Mafra, na mesma região, e que as famílias dos bebês foram avisadas. Agora, os recém-nascidos serão acompanhados pela equipe da Vigilância Epidemiológica.
Após o caso ser divulgado, a prefeita Juliana Maciel afirmou que parte dos atendimentos do Hospital são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o município repassa cerca de R$ 1 milhão ao mês para custear os atendimentos. A gestora disse que pretende contratar uma auditoria para apurar o caso.
O que disse o Hospital
O Hospital Santa Cruz de Canoinhas informa que identificou, no dia 11 de julho de 2025, uma ocorrência envolvendo a administração de medicamento em sua unidade de maternidade, a qual está sendo devidamente apurada por meio de sindicância interna.
Desde o primeiro momento, o Hospital adotou todas as medidas de assistência e acolhimento às famílias e aos recém-nascidos envolvidos, que vêm e serão monitorados de forma contínua por nossa equipe multidisciplinar.
Reforçamos que, nenhuma reação adversa foi identificada nos recém-nascidos, os quais não estão internados, permanecem estáveis e sob acompanhamento, estando todas a famílias sendo acompanhadas por nossa equipe que está seguindo todos os protocolos de segurança dos pacientes.
O Hospital reafirma seu compromisso com a transparência, com a ética profissional e, sobretudo, com a segurança e bem-estar de seus pacientes e da comunidade, adotando todas as providências cabíveis para o total esclarecimento do ocorrido.
O IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Alagoas anunciou nesta terça-feira (15) a concessão de licença ambiental prévia para projeto de estocagem de gás natural da Origem Energia, investimento de US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) com previsão de início de operações em 2028.
É a primeira licença no país para esse tipo de projeto, considerado importante para regular o fornecimento do combustível, que costuma ser mais demandado em períodos de seca nas hidrelétricas, e contribuir com a segurança energética.
"O objetivo é tornar Alagoas a grande bateria do sistema elétrico brasileiro", disse o CEO da Origem Energia, Luiz Felipe Coutinho, em evento realizado em Maceió, onde a empresa tem concessões para a produção de gás.
A companhia anunciou ainda que pretende investir US$ 500 milhões (R$ 2,75 bilhões) em térmicas no estado, mas esse aporte depende de sucesso no leilão de capacidade de reserva de energia planejado pelo governo federal.
A estocagem de gás natural é comum na Europa mas ainda não é regulamentada no Brasil. Geralmente é feita em reservatórios de petróleo já ao fim da vida útil, o que é o caso do projeto da Origem Energia. O gás é injetado nesses reservatórios para ser retirado quando for necessário acionar térmicas.
Atualmente, grande parte do gás produzido no Brasil é associado ao petróleo em alto mar e, por isso, tem que ser produzido de forma contínua. A fatia da produção que não é trazida ao continente acaba sendo reinjetada nos poços, sem chance de nova extração.
A expectativa do setor é que projetos desse tipo contribuam para baratear o preço do gás no Brasil, já que contribuem ao incentivar o aumento da oferta e por reduzir os riscos tanto de produtores quanto de compradores do combustível.
Uma das novas petroleiras independentes brasileiras, a Origem assumiu em 2022 a operação de um polo de produção de petróleo e gás natural em Alagoas comprado da Petrobras. Desde então, quintuplicou a produção local, que chegou a 15 mil barris de óleo equivalente (somado ao gás).
A empresa tem ainda concessões para a produção de petróleo e gás na Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, além de 18 blocos exploratórios localizados nas Bacias Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.
Perder um filho é, para muitos, a dor mais profunda que alguém pode enfrentar. Agora imagine perder dois — e ainda assim encontrar forças para seguir em frente, reencontrar a vida e inspirar tantas outras pessoas. Foi isso que Zana Ribeiro, uma mãe que enfrentou a perda de dois filhos e o fim de um casamento de 25 anos, conseguiu transmitir em um vídeo publicado no TikTok, que rapidamente viralizou.
Na publicação, Zana desabafou sobre o momento de luto que viveu por suas perdas.
“Enterrei dois filhos e me separei de um casamento de 25 anos. E me perguntam como que eu superei o luto. O dia que você olhar para as fotos e vierem à tona as lembranças e você não chorar mais, não sofrer mais, saiba que este é um grande dia. Viva o luto, mas não permaneça nele. Tenho certeza que você passou sofrimento, tristezas, o luto em si foi para te fazer de alguma forma mais forte, para te ensinar alguma coisa.”
Ela citou ainda uma passagem bíblica para confortar aqueles que também sofrem: “Na palavra do Senhor, diz em Salmos 30:5, que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Reaja, anima-te, o Senhor quer te ver feliz, que você ressignifique, que você viva sua vida feliz. A vida está aí.”
VIRALIZOU
O vídeo tocou milhares de pessoas que, ao lerem os relatos nos comentários, mostraram que não estão sozinhas na dor e no processo de reconstrução.
Foi o que aconteceu com a seguidora Maria Inês, que compartilhou sua recente perda. “Essa mensagem está vindo no momento certo. Enterrei uma filha ontem (11/07), não consigo parar de chorar.”
Maria Nilse, que viveu experiências parecidas, encontrou no relato um caminho para a esperança. “Também enterrei dois filhos, passei por um câncer, me separei de um casamento de 35 anos. Estou me recuperando, encontrando forças para recomeçar.”
“Guerreira! Eu perdi meu pai no dia do meu casamento, trigêmeos no início da gravidez e meu esposo morreu de Covid. Vivo todos esses lutos, mas não parei neles. Tem uma alegria dentro de mim que me faz andar, caminhar, viver. Jesus!”, reforçou Smirna Bilheiro, que sofreu múltiplas perdas.
Por outro lado, para alguns a perda é algo difícil de superar. “Eu enterrei dois filhos com Covid. Não consigo, para mim não existe mais vida", disse Lenira Jahu.
Entre as mensagens, também houve quem reconhecesse a força da história para mudar a própria visão da vida. “Vou parar de reclamar da vida hoje. Parabéns pela força”, disse Karol Ch.
Kelly, que também viveu perdas consecutivas, encontrou conforto na fé e na autoadmiração pela própria resistência.
“É exatamente tudo isso que você falou. Perdi minha mãe, meses depois meu marido, meses depois meu enteado. Hoje, olho minha história e admiro tanto ela. Hoje eu sou a minha maior fã. Deus nunca me desamparou. Vivo minha vida com leveza e muita fé em Deus.”
Já Jaqueline revelou a dificuldade de voltar a sentir alegria.
“Tive que enterrar meu filho e desde o dia que ele se foi, eu, de uma certa forma, fui também. Não consigo ver felicidade em nada. Na hora que estou ficando alegre, me vem uma enxurrada de tristeza e não consigo ficar bem sabendo que meu filho amado se foi, porque eu queria ter ido no lugar dele, queria tanto dar minha vida por ele, mas infelizmente não funciona assim.”
O oficial da Marinha Cristiano da Silva Lacerda vai a júri popular nesta quarta-feira (16), no III Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, às 13h. Ele é acusado de assassinar a facadas o casal de idosos Geraldo Coelho, de 73 anos, e Osélia Coelho, de 72, pais do seu ex-namorado.
O crime aconteceu em junho de 2022, no apartamento das vítimas, no Jardim Botânico, Zona Sul da capital.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Cristiano cometeu o duplo homicídio de forma premeditada, por motivo torpe, com extrema crueldade e impedindo qualquer chance de defesa das vítimas.
O militar está preso preventivamente desde o dia do crime, quando foi detido em flagrante no local. A Justiça entende que ele ainda representa risco à integridade do ex-companheiro e filho das vítimas, Felipe Coelho.
Crime por vingança
De acordo com a denúncia do MPRJ, o oficial da Marinha surpreendeu as vítimas durante a madrugada de 25 de junho de 2022, quando elas já estavam deitadas em um sofá-cama.
O ataque foi brutal, com um “elevado número” de facadas, caracterizando meio cruel e impossibilidade de defesa. Para o juiz Alexandre Abrahão, responsável por levar o caso a júri, o crime teve como motivação uma vingança.
Cristiano estaria inconformado com o término do relacionamento com Felipe e, com o objetivo de causar-lhe sofrimento extremo, assassinou os pais do ex-companheiro. Na decisão, o magistrado destacou que o réu "ainda nutre intenso desejo de impor sofrimento e punição" ao ex-namorado.
Em uma das audiências preparatórias, Felipe pediu para prestar depoimento sem a presença do acusado, alegando temor e abalo emocional. O juiz atendeu ao pedido, considerando necessário garantir “o mínimo de paz e segurança” à testemunha.
Cristiano responde por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas pela acusação são:
Motivo torpe: desejo de vingança pelo fim do relacionamento com o filho das vítimas;
Meio cruel: uso de múltiplas facadas, causando sofrimento intenso;
Dificuldade de defesa: vítimas foram atacadas enquanto dormiam.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada de um sábado, no apartamento onde Cristiano morava com Felipe, mesmo após a separação do casal. Segundo a investigação, os dois estavam rompidos havia cerca de dois meses, após uma agressão cometida por Cristiano.
Na noite anterior ao crime, Felipe havia saído para uma festa em Ipanema. Tomado por uma crise de ciúmes, Cristiano teria decidido se vingar.

Durante a madrugada, matou os pais do ex-companheiro, que estavam hospedados no apartamento.
Para atrair Felipe de volta para casa, o oficial ligou dizendo que a mãe do rapaz estaria passando mal. Quando Felipe retornou, encontrou os pais mortos na sala.
Cristiano foi encontrado dopado no apartamento e preso em flagrante. Desde então, ele permanece em prisão preventiva à disposição da Justiça.
Todos os cinco policiais militares envolvidos na abordagem que resultou na morte do adolescente Gabriel Lincoln Pereira da Silva, de 16 anos, participaram da reconstituição do caso, realizada na noite dessa terça-feira (15), em Palmeira dos Índios, interior de Alagoas. A simulação ocorreu na Avenida Vieira de Brito, principal via da cidade, e durou mais de seis horas.
O procedimento foi conduzido pela Polícia Civil (PC) com o objetivo de confrontar as diferentes versões do caso. Primeiro, foram ouvidas individualmente as nove testemunhas. Em seguida, foi a vez dos cinco policiais do 10º Batalhão, que aceitaram colaborar integralmente com a investigação e também prestaram depoimentos separadamente.
O último a se manifestar foi o policial que efetuou os disparos. Seu advogado, Raimundo Palmeira, afirmou que "foi uma grande fatalidade" e que a reconstituição deverá comprovar que "não houve intenção de fazer mal ao rapaz".
A participação dos policiais na reconstituição é vista como um passo importante para o esclarecimento do caso.

Versões em conflito
De acordo com os PMs, Gabriel fugiu de uma abordagem, conduzindo uma motocicleta em alta velocidade. Durante a perseguição, segundo os agentes, ele teria sacado uma arma e atirado contra a guarnição, que respondeu aos disparos. Gabriel foi atingido, socorrido, mas chegou sem vida ao hospital.
Imagens de videomonitoramento mostram o adolescente sendo perseguido pelas viaturas, mas o momento dos tiros não foi captado pelas câmeras, o que tornou a reconstituição ainda mais crucial para a elucidação do caso.
A família de Gabriel, por sua vez, contesta a versão da polícia. Segundo os pais, o jovem não estava armado, não atirou e nunca teve envolvimento com armas. O pai relatou que havia presenteado o filho, dias antes da tragédia, com uma pizzaria, como incentivo para que ele começasse a trabalhar por conta própria.
A Polícia Civil (PC) ainda avalia os registros da simulação e deve utilizar as informações para avançar nas conclusões do inquérito.
Com grande parte da receita vinda dos Estados Unidos e capacidade limitada de ampliar suas vendas no exterior, a Embraer é uma das empresas mais preocupadas com as tarifas de 50% impostas ao Brasil pelo presidente americano, Donald Trump.
Segundo analistas do mercado financeiro e o próprio presidente da empresa, as tarifas têm o poder de elevar drasticamente os preços das aeronaves.
Diferentemente de outros setores, os contratos de venda de aeronaves normalmente estabelecem que as companhias aéreas arquem com as tarifas de importação exigidas pelo país de destino. E as empresas podem não absorver esse encargo extra.
“O mercado de aviação não é extremamente rentável e as empresas têm uma margem financeira apertada para arcar com esse aumento do custo”, explica Alberto Valerio, analista do UBS BB.
Segundo estimativas da própria Embraer, caso a tarifa de Trump se confirme em 50%, a empresa terá um custo adicional de R$ 50 milhões por avião.
“Esse é um custo altíssimo. Dificilmente uma companhia vai aceitar pagar uma tarifa desse montante”, disse o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, a jornalistas nesta terça-feira (15).
Diante disso, espera-se que algumas empresas cancelem pedidos já feitos ou posterguem entregas, aguardando mais clareza sobre os impactos das tarifas.
“Isso acarretaria em uma revisão do plano de produção da companhia e certamente em uma redução dos investimentos, com queda de receita, rentabilidade e geração de caixa, além de um possível ajuste no quadro de funcionários”, completou o presidente da companhia.
As projeções da Embraer apontam para um custo de R$ 2 bilhões em tarifas apenas neste ano, podendo alcançar R$ 20 bilhões até 2030. Assim, os impactos para a empresa, segundo Gomes Neto, podem ser tão severos quanto os vivenciados durante a pandemia de Covid-19.
À época, com as restrições e a proibição de viagens, a Embraer teve uma queda de 30% na receita e precisou reduzir aproximadamente 20% de sua força de trabalho.
Por que não redirecionar para outros mercados?
Analistas e o presidente da Embraer explicam que parte da dificuldade em lidar com as tarifas está no fato de a empresa não conseguir redirecionar facilmente os pedidos feitos por clientes americanos para outros mercados.
“Avião não é commodity. Não conseguimos remanejar porque [tem aviões que] a gente só vende para o mercado americano. O nosso maior mercado é para os EUA, não tem como reposicionar isso para outros mercados”, disse Gomes Neto.
Isso acontece porque parte das aeronaves destinadas aos EUA foi projetada especificamente para atender às cláusulas de escopo dos sindicatos americanos, conhecidas como “scope clause”.
Essas cláusulas determinam quais tipos de aeronaves podem ser operadas por companhias regionais. O modelo E175, da Embraer, é um dos poucos que cumpre os requisitos.
“Cerca de 35% a 36% dos aviões da Embraer foram feitos para o mercado norte-americano”, diz afirma Valerio, do UBS BB, destacando que esses modelos têm baixa demanda em outros países, o que dificulta sua redistribuição para clientes internacionais.
Questionado pelo g1, Gomes Neto disse que a Embraer tem buscado alternativas para contornar as tarifas desde que Trump anunciou uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros, em abril.
“Uma possibilidade seria ampliar a produção nos EUA, embora isso ainda precise ser estudado”, comentou o executivo, acrescentando que essa alternativa é mais viável para jatos executivos do que para aeronaves comerciais.
De acordo com o presidente da Embraer, a demanda por aviões comerciais não apresenta crescimento, com previsão de cerca de 45 pedidos por ano pelos próximos 10 anos. Por isso, é difícil justificar um investimento elevado para uma produção que permanece estável.
“Ainda não temos um plano para isso [driblar as tarifas]. Nossos times estão trabalhando para ver como viveremos com essa situação no futuro, mas o impacto de curto prazo com certeza vai ser muito difícil para a companhia”, completou.
Do lado de cá
Outro risco importante para a Embraer é a possibilidade de o governo brasileiro aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica.
Segundo Gomes Neto, cerca de 45% dos custos de produção das aeronaves da Embraer envolvem equipamentos provenientes dos EUA. Dessa forma, se o Brasil aplicar a Lei de Reciprocidade, a empresa enfrentará aumento de custos tanto na exportação de aeronaves quanto na importação de componentes americanos.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril, a lei prevê contramedidas a retaliações comerciais externas, oferecendo ao país instrumentos legais para reagir a medidas consideradas injustas. É o caso da tarifa imposta por Trump.
“Se o governo decidir aplicar a Lei de Reciprocidade, é game over”, afirma Valerio, do UBS BB, reiterando que a empresa precisaria buscar novas alternativas.
Em que pé estão as negociações?
O anúncio da tarifa de 50% pegou o mercado de surpresa. Nesta terça-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, realizou duas reuniões com empresários de diversos setores para discutir os impactos da medida.
Segundo Alckmin, os empresários pediram ao governo que negocie com autoridades dos EUA o adiamento da entrada em vigor da tarifa de Trump por até 90 dias, dando mais tempo para que a indústria possa se adaptar. O governo, contudo, não planeja pedir o adiamento.
Mais cedo nesta terça-feira, a Câmara de Comércio dos EUA e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) divulgaram uma nota conjunta pedindo uma negociação de “alto nível” entre os dois países.
"A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos EUA", avaliaram as entidades, por meio de nota.
Gomes Neto, que participou da primeira reunião com Alckmin, demonstrou otimismo em relação à possibilidade de negociação entre Brasil e EUA.
“O acordo que foi celebrado entre os Estados Unidos e o Reino Unido teve concessões de ambas as partes. E, no caso da alíquota aeroespacial, a taxa era de 10% e foi para zero”, disse o presidente da Embraer, demonstrando confiança de que o Brasil possa alcançar um resultado semelhante com os americanos.
“Nosso time tem sido muito ativo nesse processo, até pelo impacto relevante da companhia. Tivemos várias reuniões com autoridades de alto nível nos Estados Unidos para mostrar a eles a contribuição da Embraer para o país”, contou Gomes Neto.
“Eles compreendem essa relevância, mas esperam ver avanços concretos na negociação bilateral, como vêm buscando com outros países. Ainda assim, estou otimista”, concluiu.

Um grave acidente foi registrado na noite dessa terça-feira (15), no município de Colônia Leopoldina, interior de Alagoas. Uma carreta que transportava uma carga de achocolatados capotou, deixando o motorista preso às ferragens. Apesar de ter sido encontrado consciente e conversando, o condutor não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ainda no local.
A ocorrência mobilizou quatro viaturas e 15 militares. Equipes do Corpo de Bombeiros das guarnições ABS-19 de Joaquim Gomes, AS-33 e o Comando de Socorro de União dos Palmares estiveram envolvidas na tentativa de resgate.
Segundo os bombeiros, o motorista estava preso na cabine da carreta após o tombamento. Durante o processo de desencarceramento, que exigiu grande esforço e cuidado da equipe, o homem permaneceu lúcido, mas seu quadro se agravou rapidamente. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que acompanhava a operação, constatou o falecimento logo após.
Além do Samu, também prestaram apoio no local equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Unidade de Suporte Básico (USB) de Colônia Leopoldina e da Polícia Militar de Alagoas (PMAL).
As circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas, e o caso deve ser investigado pelas autoridades competentes.
