
Um trabalhador, de 38 anos, ficou ferido após parte de um muro desabar sobre ele, nesta quinta-feira (17), na Rua Quintino Bocaiúva, no bairro Pajuçara, em Maceió.
O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) foi acionado para a ocorrência e, ao chegar ao local, constatou que o homem apresentava contusões e escoriações no dorso, além de relatar dores no quadril.
De acordo com a corporação, ele estava consciente e, após os primeiros atendimentos, foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE) para passar por avaliação e receber os cuidados médicos necessários.
Cerca de uma viatura com sete militares atuou na ocorrência.

Um avião da companhia aérea Azul precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília na tarde desta quinta-feira (17).
A aeronave decolou de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo e deveria pousar em Maceió (AL) às 16h.
Em razão da emergência, o avião aterrissou em Brasília às 14h45 – segundo o aeroporto, "em total segurança".
"Como parte do protocolo de segurança do aeroporto, a equipe de Bombeiros Civis de Aeródromo e equipe médica do terminal aéreo aguardaram o pouso nas proximidades da pista que ocorreu em total segurança", informou o consórcio Inframerica, que administra o terminal.
"O Aeroporto de Brasília possui duas pistas, não havendo impacto nas demais operações do terminal brasiliense. Pousos e decolagens ocorreram normalmente", completou.
Informações iniciais dão conta de que a aeronave teria sofrido uma despressurização durante o voo. A Azul não detalhou o motivo da emergência em nota, mas confirmou o acionamento das máscaras de oxigênio.
Em nota, a companhia ainda informou que os passageiros foram reacomodados em outro voo para Maceió.
O que diz a Azul?
"São Paulo, 17 de julho de 2025 - A Azul informa que a aeronave que fazia o voo AD2256 (São José do Rio Preto-Maceió) indicou um problema técnico durante a operação e precisou alternar para Brasília (DF).
Desta forma, de maneira preventiva, as máscaras de oxigênio foram acionadas e a Tripulação solicitou prioridade para pouso em Brasília. A aterrissagem e o desembarque dos Clientes aconteceram em total segurança, com a aeronave seguindo para posição de parada normalmente. O equipamento foi encaminhado para inspeção.
Os Clientes impactados estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Anac e serão reacomodados em outro voo da própria Companhia para Maceió. A Azul lamenta eventuais transtornos e ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a Companhia."

Palmeira dos Índios vive um novo ciclo de desenvolvimento com obras estruturantes que somam mais de R$ 150 milhões em investimentos. O destaque vai para a duplicação do trecho urbano da BR-316 e para a inauguração do novo Hospital Regional, dois marcos históricos para o município, localizados na principal entrada da cidade. Ambas as conquistas são fruto da articulação política do ex-prefeito e atual secretário de Estado Júlio Cezar (MDB), com apoio do governador Paulo Dantas e dos senadores Renan Calheiros e Renan Filho.
Na tarde desta quarta-feira (16), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) implantou as primeiras placas que sinalizam oficialmente o início das obras da BR-316. Com orçamento estimado em quase R$ 35 milhões, o projeto faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.
A duplicação é vista como estratégica para Palmeira dos Índios e todo o Agreste alagoano, por onde circulam diariamente milhares de veículos. “É uma obra que lutamos muito. Corremos atrás dela em Brasília e conseguimos viabilizar com apoio da nossa bancada, do ministro Renan Filho e do senador Renan Calheiros. Agora, a gente vê essa obra sendo preparada para iniciar”, comemorou Júlio Cezar.
Além de melhorar a mobilidade urbana e aumentar a segurança em pontos críticos da rodovia, a duplicação vai facilitar o acesso ao novo Hospital Regional, cuja entrega está prevista para a segunda quinzena de agosto — data que também marcará a assinatura da ordem de serviço da obra viária.
NOVO HOSPITAL
Erguido às margens da BR-316, o novo Hospital Regional de Palmeira dos Índios ocupa uma área de 10.500 m² e contará com 123 leitos distribuídos entre clínica médica, pediatria, maternidade, urgência e emergência, além de três UTIs (adulto, pediátrica e cirúrgica). A estrutura inclui ainda centro de exames de diagnóstico, consultórios especializados e deve gerar cerca de mil empregos diretos e indiretos.
A unidade de saúde atenderá não apenas a população de Palmeira, mas também de cidades vizinhas como Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Minador do Negrão e Tanque D’Arca. A meta é desafogar os hospitais de Maceió e Arapiraca e garantir atendimento mais próximo e eficiente aos usuários do SUS.
“É um sonho que está próximo de se realizar. Começou ainda no governo Renan Filho, teve continuidade com Paulo Dantas e será inaugurado no governo da Tia Júlia. Muitas vidas serão salvas. Estamos felizes e não vemos a hora de entregar esse equipamento de saúde para a população”, afirmou emocionado Júlio Cezar, idealizador do projeto enquanto era prefeito.
Com as duas obras — hospital e duplicação da BR-316 — Palmeira dos Índios entra em um novo patamar de desenvolvimento, reforçando seu papel como polo regional logístico, econômico e político.
“A duplicação vai modernizar a chegada e saída da cidade, eliminar pontos perigosos e garantir melhor acesso ao novo hospital. Mais um presente para Palmeira. Mais uma obra estruturante que transforma a vida das pessoas”, concluiu Júlio Cezar.
A expectativa é que o ministro dos Transportes, Renan Filho, participe da cerimônia oficial de assinatura da ordem de serviço da duplicação, ao lado do governador Paulo Dantas, da prefeita Tia Júlia e de demais autoridades.



Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra o momento em que o motorista por aplicativo investigado por forjar o próprio sequestro compra a gasolina usada para atear fogo em carro. Na última sexta-feira (11), o homem alegou que tinha sido sequestrado e queimado vivo por criminosos, o que foi desmascarado pelas investigações.
Segundo o delegado João Marcelo, responsável pelo caso, a intenção do homem era tentar fraudar o seguro veicular e receber cerca de R$ 50 mil.

Na tarde desta quarta-feira (16), por volta das 16h03, uma ocorrência de porte ilegal de arma branca foi registrada nas proximidades do posto Pé de Serra, na zona rural de Palmeira dos Índios. A Guarnição RP 02 da Polícia Militar foi acionada via COPOM após denúncias de que um homem estaria ameaçando pessoas com uma faca nas imediações do posto Frei Damião.
Segundo as informações repassadas, o suspeito usava camisa vermelha e boné preto. A equipe policial se dirigiu ao local indicado e rapidamente localizou um homem com as características descritas. Durante a abordagem, os militares encontraram com ele uma faca do tipo punhal.
O indivíduo foi identificado como Paulo Sérgio dos Santos. Diante do flagrante, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), com base no artigo 19 da Lei de Contravenções Penais (LCP), que trata sobre portar arma fora de casa ou de suas dependências, sem autorização da autoridade competente.
O suspeito assinou o TCO e comprometeu-se a comparecer em juízo quando for citado ou intimado. A faca foi apreendida pelas autoridades como parte do procedimento.
A Polícia Militar reforça a importância da colaboração da população, destacando que denúncias como essa ajudam na prevenção de situações mais graves e garantem a segurança pública.

Um grupo de indígenas ocupou, na manhã desta quinta-feira (17), a sede da Prefeitura de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. A manifestação foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais, onde os manifestantes exigem o cumprimento de promessas feitas à comunidade e cobram melhorias estruturais nas aldeias da região.
De acordo com relatos publicados nas redes, os indígenas afirmam que a prefeita e a vice-prefeita não estavam no local para recebê-los. “A prefeitura está ocupada por nós indígenas. Só sairemos da prefeitura quando a prefeita sentar conosco e conversar. E alinhar melhorias para a população indígena”, disse o líder indígena Frank Ricardo, em vídeo divulgado na internet.
Moradora da Aldeia Fazenda Canto, uma das manifestantes relatou que as condições das estradas estão precárias. “Quando a prefeita veio pedir votos aos indígenas foram muitas promessas, e até agora nada. Não estamos pedindo favores, estamos reivindicando um direito básico”, afirmou em um grupo de WhatsApp.
Além da ocupação, o contexto da comunidade indígena no município também foi tema de atuação do Ministério Público Federal (MPF) nesta semana. Em recomendação expedida nesta quarta-feira (16), o MPF solicitou à Prefeitura de Palmeira dos Índios a prorrogação por mais seis meses do pagamento de aluguel social às 11 famílias indígenas da etnia Pankaxuri. Essas famílias foram afetadas por uma decisão judicial de reintegração de posse da área conhecida como Fazenda Fé em Deus, onde viviam anteriormente.
A recomendação, assinada pelo procurador da República Eliabe Soares da Silva, prevê que cada família receba R$ 500 mensais a partir de 1º de agosto. Segundo o MPF, o apoio é necessário até que seja definida uma solução definitiva para a fixação do grupo em território próprio. Desde 2023, os Pankaxuri vivem em condições precárias, após a interdição de um alojamento pela Defesa Civil.
Durante visita técnica realizada em junho, o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas informou que uma área de aproximadamente oito hectares foi destinada provisoriamente para a comunidade indígena, com autorização do Governo do Estado. A expectativa é de que o local atenda às necessidades culturais e sociais do povo até que a regularização fundiária seja concluída.
O MPF destacou ainda que a moradia digna é um direito social previsto na Constituição e que a recomendação considera tratados internacionais de direitos humanos. A Prefeitura e a Secretaria de Assistência Social têm cinco dias úteis para informar sobre o cumprimento da medida. Caso contrário, poderão ser adotadas medidas judiciais, incluindo ação civil pública.
Até o momento, a Prefeitura de Palmeira dos Índios não se pronunciou oficialmente sobre a ocupação nem sobre a recomendação do MPF.

Um simples jogo de futebol de uma criança na rua de casa, na última segunda-feira, 14, escalou para discussão, invasão de residência, agressão e ameaça entre vizinhos no Centro de São Luís do Quitunde, na Região Norte de Alagoas.
O TNH1 teve acesso ao boletim de ocorrência registrado no 92º Distrito Policial em Maragogi.
- A mãe do menino relatou que estava chegando em casa quando foi abordada pela vizinha, que reclamou que o filho dela havia chutado a bola contra o portão da residência;
- As duas discutiram e depois cada uma foi para sua própria casa;
- Segundo a mãe da criança, o marido da vizinha arrombou a porta da casa dela com chutes, invadiu a residência e a agrediu com um mata-leão e puxões de cabelo;
- A vítima foi derrubada no chão e imobilizada com o joelho. As agressões só cessaram com a chegada de um outro vizinho que a ajudou.
A Polícia Militar foi acionada pela vítima e conduziu os envolvidos para o 92º Distrito Policial em Maragogi.
O que disse o suspeito em depoimento
- O suspeito contou aos policiais que a própria esposa teria rasgado a bola logo após a criança ter chutado no portão;
- O homem disse no depoimento que teve um momento de fúria após ter sido xingado de "veado", "corno" e palavrões na discussão com a vizinha;
- Ele admitiu que invadiu a residência e agrediu a vítima;
- Ainda no boletim de ocorrência, relatou que estaria arrependido.
O caso está sendo conduzido pela Polícia Civil. A corporação informou que foi feito contra o homem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e encaminhado para a Justiça, que pode mais na frente evoluir para Inquérito. Ele foi liberado e, no momento, responde em liberdade.

Fazer sexo sob o efeito de drogas não é um comportamento novo, mas tem chamado cada vez mais a atenção de especialistas e autoridades em saúde. Esse hábito ganhou até nome: chemsex, uma abreviação da expressão em inglês chemical sex (ou “sexo químico”, em livre tradução), que se refere ao ato sexual associado ao uso de substâncias psicoativas.
Em geral, a prática está ligada ao consumo de álcool, cannabis, ketamina (“key”), ecstasy (“bala”), LSD (“doce”), metanfetamina (“cristal” ou “tina”), GHB (“boa noite Cinderela”) ou nitrito de alquila (poppers). Essas drogas atuam diretamente no cérebro, intensificando sensações de prazer, relaxamento e desinibição.
O uso dessas substâncias se soma à facilidade de encontrar parceiros em um mundo cada vez mais conectado. “O consumo de drogas em contextos sexualizados não é algo recente. Mas a combinação disso com novas tecnologias, substâncias e até mesmo doenças diferencia o chemsex desse comportamento já bastante conhecido historicamente”, analisa a psicóloga Marina Del Rei, especialista em assistência a usuários de álcool e outras drogas, que investiga o fenômeno em seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP).
Embora ainda faltem pesquisas para entender com mais profundidade esse comportamento, estudos recentes ajudam a dimensionar a prática. Uma meta-análise publicada em abril no periódico Healthcare aponta uma prevalência global de 12,66% na prática do chemsex, considerando diferentes países, gêneros e orientações sexuais. Um trabalho brasileiro publicado em março de 2024 na revista Public Health Nursing mostra que 19,42% dos homens homoafetivos (gays, bissexuais, pansexuais, entre outros) vivenciaram o sexo químico no país.
Já em 2007, o Ministério da Saúde reconhecia essa prática em um documento chamado Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, HSH e travestis. “Possivelmente, o álcool seja a droga mais comumente empregada nestes contextos, mas tem sido relatado o uso de drogas recreativas (ecstasy, crystal, speed, ice, poppers, viagra) e de crack em alguns destes espaços. Nestes contextos, o fator de desinibição produzido pelo consumo de drogas pode estar ligado a um engajamento em práticas sexuais sem uso do preservativo”, diz o texto.
Mas o interesse científico pelo tema cresceu especialmente a partir de 2019, impulsionado pelo uso crescente de aplicativos de encontros e pelos efeitos do isolamento social durante a pandemia de Covid-19. E também pelos riscos associados. “A prática pode favorecer o desenvolvimento de quadros psicológicos graves, aumentar a vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis e, sem conhecimento de estratégias de redução de danos, levar a um transtorno por uso de substâncias”, aponta Marina Del Rei.
Motivações e riscos
Diversos fatores podem levar a essa prática. A começar pela própria ação das drogas: a cannabis, por exemplo, pode provocar uma sensação de dilatação do tempo, fazendo com que a experiência sexual pareça mais prolongada e intensa; já a inalação dos poppers aumenta a excitação e relaxa a musculatura, facilitando a penetração vaginal e anal.
Há ainda aspectos sociais. “Muitos LGBT+s convivem com a discriminação e a inferiorização da marginalização social desde pequenos. Na idade adulta, alguns podem tentar superar seus traumas a partir da busca por uma vida intensa e ‘perfeita’: ter o melhor corpo, as melhores companhias e o melhor sexo. Nesse processo, muitos acabam por se deparar com essas substâncias”, observa o psiquiatra Saulo Vito Ciasca, do Einstein Hospital Israelita.
No entanto, essa relação é sempre subjetiva: as motivações variam de pessoa para pessoa. É possível que alguns consumam esses produtos para diminuir sua inibição e amplificar a capacidade de socialização; já para outros, representam uma curiosidade ou um desejo de experimentar diferentes sensações.
Mas os efeitos colaterais não demoram a aparecer. Após uma sessão de chemsex, os usuários podem enfrentar uma espécie de "ressaca química", com sintomas intensos. A metanfetamina, por exemplo, é conhecida por desencadear ansiedade, depressão, insônia, paranoia e até quadros psicóticos.
Além disso, o uso contínuo de drogas pode provocar danos físicos graves, como risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC), arritmia cardíaca, lesões hepáticas e queimaduras. Oscilações bruscas de humor também são comuns.
Outro fator preocupante é a origem das substâncias. Como boa parte das drogas usadas no chemsex são ilegais, não há controle de qualidade. A impureza dos produtos eleva o risco de overdose e de reações adversas imprevisíveis.
A vulnerabilidade a comportamentos de risco, como o sexo sem proteção, também se intensifica. A ausência de estratégias de prevenção combinada — como uso de PrEP, DoxiPEP, testagens regulares e preservativos — aumenta a exposição a vírus como HIV, herpes e mpox, além de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Quando o uso deixa de ser esporádico e se torna uma dependência, os impactos se aprofundam. Os sintomas de abstinência — como sudorese, agitação, insônia, náusea e dor de cabeça — podem evoluir para a chamada Síndrome da Desregulação da Homeostase Hedônica. Esse quadro é caracterizado por um desequilíbrio no sistema de recompensa do cérebro, que passa a reconhecer a droga como única fonte possível de prazer — tornando as atividades cotidianas incapazes de gerar satisfação.
Além disso, há a possibilidade de que a dose necessária para levar àquela mesma euforia aumente gradativamente. “O limiar entre o efeito pretendido para recreação e o limite para que aquela substância se torne tóxica, oferecendo riscos de overdose e outros problemas de saúde, é muito próximo dependendo da substância, por exemplo, o GHB”, destaca o psiquiatra do Einstein. “Por isso é tão importante falarmos sobre redução de danos; a diferença entre o medicamento e o veneno está na dose.”
Um caminho mais seguro
A redução de danos é uma estratégia que parte do princípio de que nem sempre é possível (ou realista) esperar a abstinência, mas dá para minimizar os riscos. Isso inclui o acesso a informações confiáveis sobre os efeitos das substâncias, dosagem segura, combinações perigosas (como álcool e ketamina) e, sobretudo, o que fazer caso algo saia do controle.
Buscar ajuda de profissionais qualificados é fundamental — tanto para obter orientações seguras quanto para tratar eventuais consequências do uso. Serviços como os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) são portas de entrada para esse processo. “Prestar atenção aos próprios limites e refletir sobre a experiência com as substâncias, sobretudo com a ajuda de um profissional, são práticas que ajudam a fazer um uso mais consciente e informado desses produtos”, orienta Marina Del Rei. “Isso pode ajudar a evitar uma relação problemática com as drogas.”

Um adolescente indígena de 13 anos morreu na tarde de terça-feira (15) após ser atingido na cabeça por uma trave de futebol enquanto jogava bola na aldeia Trevo Passo Liso, na Terra Indígena Mangueirinha, em Chopinzinho, no sudoeste do Paraná.
Segundo familiares, o menino Alan José Rodrigues foi atingido pela estrutura metálica, sofreu ferimentos graves e perdeu a consciência.
Outras crianças que estavam no local acionaram o responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), que socorreu a vítima e encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coronel Vivida, mas ela resistiu aos ferimentos.
O corpo foi encaminhado à Polícia Científica de Pato Branco.
A Escola Estadual Jykre Tag, onde Alan estudava, divulgou uma nota de pesar. O Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, da Secretaria Estadual de Educação, também lamentou a morte do aluno.
Em respeito à perda, o cacique da aldeia, José Carlos Gabriel decretou luto oficial em toda a Terra Indígena de Mangueirinha.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (17/7), que o sistema de pagamentos Pix é uma criação de seu governo. Durante visita ao Senado, ele sugeriu que a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil acontece devido ao impacto financeiro que o Pix teria causado aos bancos.
Em entrevistas a jornalistas no Senado na manhã desta quinta, Bolsonaro se colocou à disposição para mediar uma negociação com o presidente norte-americano, Donald Trump, em busca de um acordo para conter o aumento de tarifas contra produtos brasileiros.
“O Pix tem nome: Jair Bolsonaro. Antes do Pix, você usava cartão. Os bancos perderam comigo, com Pix, TED e DOC, mais de R$ 20 bilhões. E eu não taxei o Pix”, afirmou Bolsonaro.
Pix é projeto do governo Temer
O projeto do Pix começou a ser desenvolvido ainda no governo de Michel Temer (MDB), em 2018, sob coordenação do Banco Central.
O sistema de pagamento foi lançado oficialmente em novembro de 2020, durante a gestão de Bolsonaro. No entanto, registros públicos mostram que a concepção do sistema já estava em andamento antes da posse do ex-presidente.
Desejo de mediar a situação
Mesmo assim, Jair reafirmou seu desejo em agir como “mediador”, dizendo que poderia ajudar o Brasil a evitar as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a partir de agosto.
“Acho que teria sucesso numa audiência com presidente Trump. Estou à disposição. Se me derem um passaporte, eu negocio”, disse.
Bolsonaro teve seu passaporte apreendido pela Polícia Federal em fevereiro deste ano, no contexto da investigação sobre tentativa de golpe de Estado.
Veja a matéria completa em Metrópoles

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou os percentuais máximos de reajuste para contratos antigos de planos de saúde vinculados a Termos de Compromisso. Os índices definidos serão aplicados em 2025 e variam entre 6,47% e 7,16%, dependendo da categoria da operadora.
Os termos são acordos criados em 2004 para regular reajustes de contratos antigos aqueles assinados antes de 1998, quando entrou em vigor a lei 9.656, que regulamenta o setor de saúde suplementar no Brasil. Cerca de 400 mil beneficiários ainda possuem contratos sob estes termos.
Para o próximo ano, a ANS determinou um teto de reajuste de 6,47% para operadoras do tipo Medicina de Grupo, que oferecem exclusivamente assistência médica:
- Amil
Também definiu um teto de 7,16% para Seguradoras Especializadas em Saúde, que têm registro na Susep (Superintendência de Seguros Privados):
- Bradesco Saúde
- SulAmérica
- Itauseg
De acordo com a ANS, os índices resultam da combinação entre a variação da despesa assistencial no período (6,06%) e os fatores adicionais previstos na metodologia do teto (0,39% e 1,04%, respectivamente).
Procuradas por email pela reportagem, as operadoras ainda não responderam qual percentual de reajuste será efetivamente aplicado a seus clientes.
Os acordos foram firmados também com as operadoras Golden Coss e Porto Seguro, mas a ANS diz que tais contratos não estão mais vigentes.
A comercialização dos planos sob os Termos de Compromisso não é mais permitida e, segundo a agência reguladora, o número de beneficiários diminui gradualmente. Na época, o objetivo dos acordos foi garantir previsibilidade e transparência aos reajustes, que antes teriam cláusulas ambíguas.
"A decisão da ANS assegura tratamento isonômico entre os contratos, previsibilidade na aplicação dos reajustes e segurança jurídica para todas as partes envolvidas. A medida também reforça a coerência técnica da política de reajustes da agência, promovendo alinhamento entre os contratos antigos e a sistemática vigente para os planos regulamentados", afirma.

Tarciana Moreira do Vale, de 37 anos, foi executada a tiros por dois adolescentes faccionados enquanto subia em um ônibus, em maio deste ano, em Fortaleza (CE). A vítima foi morta a mando de um chefe de facção criminosa, supostamente por causar incômodo no bairro onde morava devido aos transtornos mentais que enfrentava. A presença constante de autoridades no local teria irritado os criminosos.
A informação consta em denúncia apresentada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) contra Rafael Ferreira de Castro, conhecido como “Boquinha”, apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) no bairro Monte Castelo, na capital cearense. Ele está preso desde 4 de maio, dois dias após o crime.
Entenda o caso
Segundo a denúncia, Tarciana tinha transtornos mentais e era usuária de drogas. Nessas ocasiões, costumava apresentar comportamento agressivo e causar confusões na vizinhança. A Polícia Militar do Ceará (PMCE) era frequentemente acionada para atender às ocorrências envolvendo a vítima.
Com a presença constante da polícia no bairro, Rafael teria se irritado e ordenado que Tarciana deixasse a região. Ele também passou a ameaçá-la de morte, de acordo com o MPCE.
A vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o líder da facção. Em resposta, Rafael teria determinado que dois adolescentes executassem Tarciana.
A mulher foi assassinada por dois menores, de 15 e 17 anos, instantes após embarcar na linha 220 – Antônio Bezerra/Sargento Hermínio. Ela foi atingida por diversos disparos, principalmente na cabeça, e morreu ainda no local.
Após o crime, os adolescentes fugiram, mas foram capturados pelos militares, junto com Rafael, em uma casa de praia em São Gonçalo do Amarante. Segundo as investigações, o grupo foi ao local para “comemorar” a execução de Tarciana.
Júri popular e passagens criminais
O MPCE pede que Rafael seja julgado por homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menores. A Justiça do Ceará decidiu que ele irá a júri popular.
Tarciana tinha antecedentes por lesão corporal, roubo e furtos. Rafael já havia sido condenado por tráfico de drogas e agora poderá responder também pelos novos crimes. Os dois adolescentes envolvidos foram autuados por ato infracional análogo ao homicídio.
A reportagem não localizou a defesa de Rafael Ferreira. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Veja a matéria completa em Metrópoles

Um homem foragido da Justiça de Alagoas, acusado de tráfico de drogas, foi preso durante uma abordagem veicular na parte alta de Maceió, nessa quarta-feira (16). A abordagem ocorreu na Avenida Pratagy, no bairro Benedito Bentes.
Os levantamentos do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) identificou atitudes suspeitas do condutor do veículo. Durante a averiguação, foi constatado que o homem abordado não era o proprietário do Volkswagen Gol, de cor prata, e, por isso, foi solicitado que o dono do carro comparecesse ao local.
O proprietário, um homem de 30 anos, também foi abordado pelas equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar e agentes do Ronda no Bairro. Na consulta ao sistema, foi verificado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele pelo crime de tráfico de entorpecentes, expedido pela 15ª Vara Criminal da Capital.
Diante da constatação, o suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, no bairro Tabuleiro do Martins, para o cumprimento da decisão judicial. O homem já havia sido reeducando do Sistema Prisional de Alagoas e possui outras ocorrências de tráfico em seu histórico.
O condutor do veículo foi liberado após a verificação. A ação foi resultado de uma operação integrada entre a SSP, a Polícia Militar e o Programa Ronda no Bairro, vinculado à Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev-AL).

Um avião que partiu da Flórida com destino a Virgínia, nos EUA, precisou fazer um pouso de emergência depois que um passageiro afirmou que seu laptop era uma bomba.
Identificado como Taj Taylor, de 27 anos, teria dito a outro passageiro que o computador que carregava era um explosivo. A situação ocorreu no dia 6 de julho durante o voo 1023 da companhia aérea Allegiant, com destino a Roanoke, na Virgínia, conforme o Gabinete do Xerife do Condado de Pinellas.
Assustado, o homem falou imediatamente aos comissários de bordo sobre o que havia ouvido de Taylor. Segundos os investigadores, várias outras testemunhas no avião também teriam escutado o suspeito fazer a afirmação.
O voo, com 177 passageiros e seis tripulantes, voltou ao aeroporto de St. Pete-Clearwater. O retorno ocorreu cerca de 40 minutos após a decolagem, segundo informações da imprensa americana.
Policiais entraram no avião para revistar os pertences dele, mas não encontraram nada ameaçador. A aeronave decolou novamente assim que o suspeito foi retirado e preso pela equipe policial por crimes de graves ameaças e informações falsas.
O homem foi liberado sob custódia do FBI, que continua investigando o caso. Em depoimento à corporação, ele não admitiu ter falado sobre a bomba, e disse que recebeu alta recentemente de uma instituição psiquiátrica. Relatou ainda que sofria de ''falta de clareza'' por ter se medicado na noite anterior ao voo

A Netflix anunciou nesta quinta-feira (17/7) os atores que vão integrar na nova minissérie brasileira Brasil 70, A Saga do Tri. A produção, que será gravada no Brasil e no México, vai falar sobre a campanha da equipe nacional brasileira de futebol rumo ao tricampeonato no mundial de 1970.
Segundo a Netflix, a produção vai “recriar, de forma imersiva, lances clássicos e momentos de bastidores que ajudaram a construir o legado de uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos”.
O elenco da produção será estrelado, contando com atores para viver grandes nomes do futebol brasileiro. Rodrigo Santoro será João Saldanha, Bruno Mazzeo, Zagallo, e Lucas Agrícola será Pelé. Outros jogadores como Tostão, Félix, Carlos Alberto, Jairzinho, Gérson e Rivellino também serão representados na produção.
O enredo se desenrola em um dos momentos mais marcantes tanto do futebol quanto da história política brasileira, em meio à fase mais dura do regime militar, enquanto a equipe demonstra sua genialidade em campo sob a enorme pressão de representar um país inteiro.
A produção ainda não tem data de estreia definida.
Veja a matéria completa em Metrópoles

O que parecia ser um crime brutal envolvendo o sequestro e incêndio de um motorista por aplicativo em Maceió, acabou sendo desmascarado como uma tentativa frustrada de golpe contra a seguradora. Segundo a Polícia Civil, o próprio motorista incendiou o veículo numa área rural do bairro Benedito Bentes, na última sexta-feira (11), com o objetivo de receber o valor de R$ 50 mil do seguro. O plano, porém, deu errado, e Josivaldo dos Santos da Silva acabou se queimando no processo.
A reviravolta foi apresentada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (17). "A princípio, parecia um crime bárbaro, que causou grande comoção. Mas, após investigação, verificamos que todos os fatos foram forjados. Ele comprou combustível, foi até um local ermo, ateou fogo no carro e acabou ferido. Tudo para aplicar um golpe no seguro", explicou o delegado Igor Diego, diretor da Dracco.
Imagens de câmeras de segurança e inconsistências no depoimento foram cruciais para desvendar a farsa. Os delegados constataram que o homem parou em um posto de combustível pouco antes do suposto sequestro. Após confrontá-lo com as provas, ele confessou.
De acordo com a polícia, o veículo estava com decisão judicial de busca e apreensão, e o motorista enfrentava sérias dívidas bancárias. “Ele admitiu que estava com dificuldades financeiras e pensou nessa ‘solução’. Comprou combustível, entrou em um canavial, tentou incendiar o carro, mas o fogo se alastrou e ele acabou sendo atingido, detalhou João Marcelo.
O homem será indiciado por estelionato, comunicação falsa de crime e falsidade ideológica, devido ao boletim de ocorrência mentiroso. A seguradora foi notificada e bloqueou qualquer pagamento referente ao sinistro.
Apesar da tentativa de fraude, o motorista não possuía antecedentes criminais. Ele trabalhava anteriormente em supermercados e havia iniciado recentemente na atividade como motorista de aplicativo. A polícia confirmou que ele agiu sozinho.
A investigação será finalizada nos próximos dias, e o inquérito encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.