Desde o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que produtos do Brasil exportados para o mercado americano serão submetidos a taxação adicional de 50% a partir de 1º de agosto, um dos focos tem sido o possível impacto da medida na Embraer.
A fabricante de aviões é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil e tem nos Estados Unidos seu mercado mais importante.
Na terça-feira (15), em entrevista coletiva para comentar o possível impacto das tarifas, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, lembrou que a empresa está presente nos EUA há mais de 45 anos e sustenta quase 3 mil empregos no país.
Jatos da linha E1 Embraer se enquadram em critérios do mercado americano que fazem com que eles não tenham substitutos diretos. — Foto: Getty images
"As exportações para clientes nos Estados Unidos representam 45% nos jatos comerciais e 70% nos jatos executivos", ressaltou Gomes Neto.
A Embraer tem forte presença no mercado de aviação regional dos EUA, onde muitas rotas domésticas curtas são servidas por aeronaves de menor porte.
De acordo com a empresa brasileira, cerca de um terço dos voos regionais em grandes aeroportos daquele país são operados com aviões da Embraer.
Em meio às incertezas que cercam o anúncio de Trump, ainda é cedo para entender em detalhes como a empresa será afetada.
Mas a preocupação gerada nos últimos dias chama a atenção para a trajetória da Embraer e como ela se tornou referência na indústria aeroespacial.
"Há todo um contexto por trás, envolvendo o que a Embraer pode fornecer para o mercado americano que outras empresas não podem. A Embraer hoje atua quase sozinha nesse mercado nos EUA. Por isso ficou tão dominante", diz à BBC News Brasil o economista Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.
Nascimento e primeiros modelos
A Embraer é hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, atrás da Boeing e da Airbus, e líder mundial no segmento de aeronaves até 150 assentos.
Com sede em São José dos Campos (SP), fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. De acordo com a empresa, em toda a sua história já produziu e entregou mais de 9 mil aeronaves para mais de 100 países.
A empresa foi fundada em 1969, com o apoio do governo brasileiro, após décadas de esforços privados e governamentais para desenvolver uma indústria aeronáutica competitiva no Brasil.
Além de criar um setor industrial de alta tecnologia, havia o objetivo de facilitar a conexão de diferentes partes do país.
As origens da então chamada Empresa Brasileira de Aeronáutica estão ligadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Foram técnicos formados pelo instituto que, em 1965, começaram a trabalhar em um projeto liderado pelo engenheiro aeronáutico e então major da Força Aérea Brasileira (FAB) Ozires Silva.
O projeto envolvia um avião bimotor turboélice com capacidade para cerca de 20 passageiros. Um protótipo da aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo em 1968.
Fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer fabrica aviões militares, comerciais, executivos e agrícolas. — Foto: Getty images
O Bandeirante tinha entre suas vantagens a capacidade de operar em pistas curtas e não pavimentadas, chegando a aeroportos menores, que não tinham estrutura para receber jatos de grande porte. Assim, poderia conectar regiões mais isoladas, impulsionando a aviação regional e a integração do país.
Foi nesse contexto que, em 19 de agosto de 1969, nasceu a Embraer, criada para a produção em série do Bandeirante — inicialmente desenvolvido pelo CTA — e tendo Ozires Silva como presidente.
A partir de 1970 e ao longo daquela década, outras aeronaves desenvolvidas pela empresa ganharam destaque, entre elas o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola.
Também são desse período o EMB-326 Xavante, primeiro avião a jato produzido no Brasil, fabricado sob licença da companhia italiana Aermacchi e usado no treinamento de pilotos militares; e o EMB-121 Xingu, primeiro turboélice pressurizado fabricado pela empresa para uso executivo.
A década de 1980 foi marcada por saltos tecnológicos e uma crescente presença internacional. O Bandeirante passou a ser vendido para vários países e entrou no mercado norte-americano.
Entre outros modelos de destaque lançados nessa época estão o EMB 120 Brasília, com capacidade para 30 passageiros; o EMB 312 Tucano, para a área de defesa e treinamento militar; e o AMX, caça subsônico produzido em parceria ítalo-brasileira.
Altos e baixos
Ao longo de sua trajetória, a Embraer enfrentou altos e baixos. A empresa quase chegou à falência em meio à crise financeira do final da década de 1980.
"Um período mais intenso de turbulência financeira marcou o início da década de 1990 e levou à privatização da Embraer em dezembro de 1994", lembrou a empresa no ano passado, ao comemorar seus 55 anos.
A Embraer foi privatizada no fim do governo do presidente Itamar Franco, depois de um longo processo, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).
O acordo de privatização garantiu ao governo brasileiro a chamada golden share, ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário — e que permanece em vigor.
Entre os projetos que impulsionaram a recuperação após a reestruturação está o do ERJ-145, jato comercial para até 50 passageiros, além de outros modelos da mesma família.
Também teve papel importante o programa de E-jets de aviões comerciais, focado no segmento de 70 a 120 assentos.
No início dos anos 2000, a Embraer estava entre os maiores exportadores do Brasil.
CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, comparou impacto das tarifas de Trump à pandemia. — Foto: Getty images
A empresa diz que a expansão global "acompanhou uma estratégia de diversificação" e destaca a criação da divisão de aviação executiva — com o lançamento dos jatos da família Legacy 600/650, Phenom 100, Phenom 300, Lineage 1000, e Legacy 450/500, além do EMB-314 Super Tucano na área de defesa.
O processo de internacionalização ganhou força a partir de 2010, incluindo atividades industriais nos EUA, em Portugal e no México. Também nessa década, foram lançados produtos como os E-Jets de segunda geração, os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600 e o C-390.
Boeing e pandemia
Em 2018, foi anunciada a aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing. Pelo acordo, seria criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.
A americana pagaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões na época) pela compra. Com a parceria, a Boeing ganharia vantagens no segmento de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, no qual a Embraer é líder.
No entanto, em abril de 2020, a Boeing anunciou que rescindiu o acordo "após a Embraer não ter atendido as condições necessárias".
A empresa brasileira considerou a rescisão indevida e disse que a americana havia fabricado "falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos".
No ano passado, a Embraer anunciou que iria receber US$ 150 milhões da Boeing em acordo para encerrar processo de arbitragem.
O fracasso da parceria com a Boeing ocorreu em meio à pandemia de covid-19 e ao subsequente encolhimento no mercado de aviões civis, com restrições e proibições de viagens.
Na entrevista coletiva de 15 de julho, o CEO da Embraer lembrou que, durante a pandemia, a empresa teve queda de receita um pouco superior a 30% e precisou reduzir cerca de 20% do quadro de funcionários.
Os possíveis impactos das tarifas
Segundo Gomes Neto, o impacto das tarifas poderá ser comparável ao da pandemia.
O CEO disse que uma taxa de 50% deverá gerar custo adicional de R$ 50 milhões por avião e um impacto de quase R$ 2 bilhões em tarifas apenas neste ano, e de R$ 20 bilhões até 2030.
Entre os possíveis problemas listados por Gomes Neto estão cancelamento de pedidos, postergação de entregas, redução de investimentos, queda de receita e possível ajuste no quadro de funcionários, entre outros.
Ele disse, porém, confiar que o governo brasileiro vai buscar uma solução e que negociações possam reverter a alíquota.
Na linha de jatos executivos da Embraer, alguns modelos têm montagem final na Flórida, o que poderia diminuir o impacto. No entanto, incluem componentes fabricados no Brasil.
Um ponto relevante em relação ao mercado americano é a chamada scope clause, cláusula de contratos entre companhias aéreas e sindicatos de pilotos que determina limites no peso máximo e número de assentos das aeronaves em alguns tipos de voos regionais.
Jatos da linha E1 Embraer se enquadram nos critérios e não têm substituto direto, favorecendo a liderança da empresa no segmento.
Gustavo Cruz, da RB Investimentos, observa que, diferentemente de commodities, aeronaves não são facilmente substituíveis. Por isso, ele afirma que as tarifas também devem prejudicar empresas americanas.
"Não existe a possibilidade de você achar alguém que tenha disponibilidade de entregar um avião com as características específicas necessárias para atuar na aviação regional americana daqui para o final do ano", ressalta.
Poucas fornecedoras
Cruz afirma que companhias aéreas americanas com planos de expansão nos próximos meses e anos estão contando com a entrega das aeronaves da Embraer.
"Seria algo bem inesperado elas terem que arcar, pelo menos com uma parte desse custo a mais, nos próximos anos", salienta.
"Temos a Boeing e a Airbus já com praticamente toda a esteira de pedidos ocupada até 2030. Não é que elas podem chegar a absorver esses aviões que seriam entregues pela Embraer", diz o analista.
"Diante disso, imagino que as próprias companhias aéreas americanas vão pressionar o governo para que não inclua os aviões da Embraer dentro dessa tarifa de 50%."
Cruz destaca que a fabricante brasileira vende para o mundo inteiro.
"A gente vê a Embraer vendendo para praticamente todos os continentes, para muitos países, vários acordos sendo anunciados", afirma.
Neste mês, foi anunciado que a Scandinavian Airlines (SAS), sediada na Suécia, firmou acordo para comprar 45 jatos E195-E2, com direitos de compra para 10 aeronaves adicionais.
Segundo a Embraer, "excluindo os direitos de compra, o valor do pedido é de aproximadamente US$ 4 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões)", e as primeiras entregas estão previstas para o fim de 2027.
"Como a gente tem um mercado mundial de fabricação de aviões muito pequeno, são poucas as empresas que fornecem. Ela [Embraer] acaba se beneficiando de um excesso de pedidos da Boeing e da Airbus", diz Cruz.
"Você tem milhares de companhias aéreas no mundo e praticamente três fornecedoras. O poder está muito mais na mão da Embraer — e da Boeing e Airbus — do que o contrário", conclui o economista.
Edu Guedes, 51, está de volta a sua casa após quatro cirurgias em 15 dias para retirar um tumor no pâncreas. O apresentador da RedeTV! tem apresentado boa evolução diária, conta com contato diário com os médicos e está aprendendo a lidar com as restrições alimentares.
"Vim para casa, mas eu falo quatro vezes por dia com o médico. Ele quer saber como estou. Tive que fazer adaptações para comer e não posso comer açúcar ou gordura".
Edu Guedes e Ana Hickmann receberam Sônia Abrão em casa para falarem da mudança de vida após o diagnóstico da doença do apresentador. O site Splash/UOL teve acesso exclusivo a parte da entrevista antes da exibição.
No bate-papo, Edu se emocionou ao relembrar os momentos mais delicados do tratamento e agradeceu Ana Hickmann pelo apoio incondicional desde a descoberta do câncer. "Desde que aconteceu tudo, eu tenho que pensar na minha filha, na Ana, na nossa família e tenho que pensar positivo. É lógico que dá medo. A gente chorou junto antes de ir para cirurgia e quando eu voltei da cirurgia. E em alguns momentos choramos de felicidade".
"Quando eu sentia dificuldade, a Ana falava: 'Edu, tem tanta gente torcendo'. E ela me mostrava".
Ana, que é apresentadora do Hoje em Dia" (Record), detalhou que usou as mensagens de apoio enviadas por amigos e fãs para não deixar o companheiro desanimar. "Fui mostrando aos poucos para ele e vi que aquilo estava fazendo muito bem. Falei: 'Edu, está todo mundo junto com você. Todo mundo orando, mandando muito carinho, então você tem que ficar bom logo'".
"Ele percebeu que, com a força dele, com a fisioterapia, com tudo que ele começou a fazer, aquilo ia realmente dando resultado. A evolução é diária. Hoje ainda era para a gente estar lá [no hospital]".
A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma condição séria que pode levar a complicações graves como doenças cardíacas, derrames e problemas renais. Segundo o médico nutrólogo Felipe Gazoni, a alimentação pode ser uma grande aliada no controle desse diagnóstico que, embora seja frequentemente associado ao sedentarismo e ao sobrepeso, também pode afetar pessoas ativas e até mesmo crianças.
Frutas e vegetais que fazem a diferença
“Alimentos ricos em potássio, como bananas, laranjas, espinafre e batatas, são indicados por ajudarem a equilibrar os níveis de sódio no organismo, contribuindo para a regulação da pressão arterial”, explica o médico.
Florinda Meza, intérprete da Dona Florinda, demonstrou indignação com a série "Chespirito: Sem Querer Querendo", que retrata a vida de seu marido, Roberto Gómez Bolaños, criador dos icônicos personagens Chaves e Chapolin.
Em conversa com seguidores nas redes sociais, ela comentou o caso de traição exposto na produção, que revela, em detalhes, que Bolaños teria traído sua então mulher, Graciela Fernández, mãe de seus seis filhos, com Florinda. Na série, sua personagem teve o nome alterado para Margarita Ruíz, e o romance teria começado nos bastidores das gravações do programa.
“Como mulher, você acha certo o que fez?”, questionou um seguidor a Florinda Meza no Instagram.
"Nem sempre podemos fazer as coisas perfeitas. Nem tudo na vida é como gostaríamos. O que posso dizer é que estar com meu Roberto por todos esses anos que podemos desfrutar, valeu a pena" respondeu ela, que foi casada por mais de 27 anos com o criador de Chaves, permanecendo juntos até a morte do ator, em 2014.
Na trama, Margarita (nome fictício para Florinda Meza) está noiva de Mariano Casasola, o diretor da atração, mas acaba se envolvendo com Bolaños durante uma viagem da Turma do Chaves ao Chile. A mulher do comediante chega a desconfiar da relação e deixa claro que não gosta de Margarita. Em um dos episódios, ela confronta a amante do marido.
Após a exibição do sétimo e penúltimo episódio, na última quinta-feira, 17, Florinda Meza declarou que a série retrata inverdades e classificou a produção como um “melodrama fictício que busca escândalo para vender".
“As mentiras não são sobre mim, são sobre tudo o que aconteceu. Eles mancharam um capítulo lindo, no qual nada do que dizem realmente aconteceu. As mentiras mostradas na série são sobre o Roberto, sobre o programa e, o pior: sobre um episódio tão especial e lembrado, como o de Acapulco”, afirmou.
Ela ainda afirmou que sempre teve uma boa relação com os filhos do marido:
"Quer dizer que sabem o quanto amei o Roberto, que dediquei a minha vida inteira a ele e que também tratei muito bem os seus filhos, ajudei-os a todos em diferentes momentos da sua vida e sempre estive de olho na sua ex-mulher, para que recebesse o que Roberto lhe dava sem falta todos os meses e qualquer coisa extra que pudesse precisar".
Chiquinha detona Dona Florinda
Na série da Max, o caso extraconjugal entre Bolaños e Florinda passa a impactar o ambiente nos bastidores do seriado, especialmente quando Margarita começa a interferir nos rumos do programa, o que incomoda a personagem Chiquinha, que chega a brigar com Margarita (Dona Florinda) em outros episódios, mostrando que as duas estrelas de "Chaves" não tinham uma boa relação.
"Ela é a nova chefe. Quem ela pensa que é? Se não tomar cuidado, vai acabar manipulando o Roberto. Eu reconheço uma bajuladora de longe. Sei bem o que elas querem. E a Margarita vai acabar ferrando todo mundo", dispara Chiquinha em uma das cenas. "Ela é uma bruxa e vai afundar a todos", concorda Seu Madruga.
O sétimo episódio, lançado na última quinta-feira, 17, mostra o momento em que os intérpretes de Chaves e Dona Florinda ficam juntos pela primeira vez, durante a turnê da Turma do Chaves, em um hotel no Chile. Ele trai a mulher beijando Dona Florinda no bar do hotel e depois passa a noite com ela. A cena é testemunhada por Chiquinha, que vê Florinda deixando o quarto de Bolaños pela manhã.
O episódio narra o início do romance, mostra Florinda terminando o noivado com diretor do programa "Chaves", a mulher de Bolaños sofrendo ao confirmar a traição do marido e sendo confortada por Chiquinha, e ele dividido entre manter o casamento ou assumir o novo relacionamento.
"Chegando na capital, eu tomo uma decisão", promete Bolaños a Margarita (Dona Florinda) quando a Turma do Chaves deixa as gravações em Acapulco. O oitavo e último episódio da série estará disponível no dia 24 de julho.
Como se sabe, Roberto Gómez Bolaños foi casado com Graciela Fernández, de 1956 a 1977. Ela morreu em 2013. Em seguida, o intérprete de Chaves se casou com Florinda Meza, com quem permaneceu até sua morte, em 2014.
Florinda Meza, que teve seu nome alterado na série, se posicionou contra a produção da Max. Em 2024, por meio das redes sociais, ela declarou que o conteúdo da trama “não condiz com a verdade” e afirmou que a produção não demonstrou respeito nem por ela nem por Bolaños. “Essa série causaria uma grande dor ao Roberto. As pessoas não se importam com a autorização ou a opinião de alguém que já se foi”, afirmou a atriz.
Uma distribuidora de suco de laranja nos Estados Unidos acionou a Justiça contra a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil anunciada pelo presidente Donald Trump.
A sobretaxa está prevista para ser implementada em 1º de agosto. A empresa Johanna Foods argumenta que o republicano usou um argumento na divulgação das taxas que não justifica a aplicação da sobretaxa sem a autorização do Congresso americano.
A ação foi protocolada na última sexta (18) e pede uma medida cautelar para impedir que as sobretaxas entrem em vigor.
Na carta endereçada ao presidente Lula (PT), Trump diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofre uma "caça às bruxas" no julgamento de que é alvo no Brasil acusado de tramar um golpe de Estado, entre outros.
A razão apontada, que é política, e não comercial, é ilegal na visão de diversos economistas americanos, que já previam uma contestação em tribunais.
A companhia argumenta que, caso as sobretaxas entrem em vigor, ela teria os gastos com suco de laranja não concentrado importado do Brasil ampliados em cerca de US$ 68 milhões R$ 380 milhões) no próximo ano, segundo o despacho a que a Bloomberg teve acesso.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Brasil é hoje o maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, vendendo 95% de sua produção para o Exterior. Desse volume, 42% tem os Estados Unidos como destino.
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, disse que se a nova alíquota for levada adiante, representaria um aumento de 533% nos tributos.
A justificativa legal de Trump para aplicar as tarifas baseia-se na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977. A norma, historicamente utilizada para sanções e embargos, tornou-se peça central na estratégia de Trump para aplicar sobretaxas a diversos países e já é alvo de contestação na Justiça.
A IEEPA autoriza o presidente a agir diante de uma "ameaça incomum e extraordinária" vinda do exterior. Trump, no entanto, vem estendendo essa definição para justificar tarifas generalizadas, inclusive alegando que déficits comerciais ameaçam a prontidão militar americana.
No caso específico do Brasil, a transgressão teria ficado mais evidente, na opinião de analistas, por ele deixar claro a motivação política na retaliação comercial.
O argumento é que Trump teria excedido as prerrogativas que a legislação lhe confere para aplicar tarifas sem precisar do aval do Congresso Nacional.
Cade, de apenas 7 anos, deixou os pais em pânico ao descrever a própria morte em detalhes. Durante uma entrevista ao "The ghost inside my child", programa de TV americano, o menino disse que morreu durante os ataques terrorista ao World Trade Center, em Nova York (EUA), em 11 de setembro de 2001.
Nesta semana, o caso voltou a viralizar, trazendo o relato chocando do menino à tona. A família aponta que Cade sempre foi uma criança diferente, mas foi o relato dos pais que chamaram a atenção.
"Eu poderia estar na cama e ele começava a chorar no meio da noite. Ele acordava gritando sobre trabalhar em um prédio alto, e que podia ver a Estátua da Liberdade de seu escritório", relembra a mãe, Molly, sem esconder o quanto fica assustada.
Ele inventou tudo?
Ainda mais, de acordo com o pai, Rick, o menino não pode ter inventado a história, já que ele não frequentava a escolha quando falou sobre o assunto pela primeira vez. "Nós não o mostramos nada. Não tem como ele ter sabido, foi antes de entrar na escola. Ninguém da minha família conhece alguém envolvido no World Trade Center e ele nunca foi a Nova York", disse.
O choque dos pais aconteceu quando Cade narrou algo que teria acontecido com ele. "Ele disse que estava em um prédio que foi atingido e explodiu, e que ele tinha caído. Tudo se conectou: 'Essa pessoa estava no World Trade Center'", disseram. E Cade completou: "Enquanto eu caía, ainda estava vivo. Então todos os destroços me atingiram. Não senti nada, porque morri"
Após compartilhar os relatos, o menino passou a ter medo de aviões e prédios altos. Além disso, ele lida com o afastamento de outras crianças, já que alguns pais não querem que os filhos fiquem perto dele.
Oito crianças e dois adolescentes, com idades entre 1 e 12 anos, foram encontrados pela Guarda Municipal de Leopoldina sozinhos em uma casa, em condições insalubres e perigosas, no último fim de semana. Mãe e filha, de 51 e 26 anos, foram presas por abandono de incapaz.
A equipe chegou à residência, localizada no distrito de Tebas, zona rural da cidade, no sábado (19), após a denúncia de uma vizinha, que relatou que uma das crianças de 3 anos saiu na rua e disse que estava com fome.
No local, foram encontrados dez menores, incluindo um com deficiência. Segundo o órgão, a residência estava em condições insalubres e perigosas, com risco de vazamento de gás, incêndio e outros fatores que comprometiam a integridade física e psicológica das crianças e adolescentes.
Com o apoio do Conselho Tutelar, a entrada no imóvel foi autorizada. A mulher de 51 anos chegou em seguida e disse que saiu para trabalhar às 7h e deixou os três filhos menores aos cuidados da filha, de 26 anos, que é mãe de outras quatro das crianças.
Cerca de uma hora depois, a filha chegou à casa, enquanto a Guarda Municipal ainda estava no local. As duas foram detidas por abandono de incapaz e levadas para a Delegacia de Polícia Civil, que apura o caso.
Outras duas mulheres, também filhas da mulher de 51 anos e mães de outras três crianças que estavam na casa, não foram encontradas para prestar esclarecimentos.
Os menores foram encaminhados para instituições de proteção no município. O g1 tentou contato com o Conselho Tutelar por telefone, mas foi informado que o caso é sigiloso.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher de 26 anos foi encaminhada para o presídio. Já a de 51 foi ouvida e liberada.
O exército israelense lançou, nesta segunda-feira (21), uma ofensiva terrestre no centro da Faixa de Gaza, enquanto 25 países pediam o fim da guerra no território palestino, devastado após mais de 21 meses de conflito. “A guerra em Gaza deve parar imediatamente”, escreveram em um comunicado conjunto os ministros das Relações Exteriores desses países, entre eles Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal, Canadá e França. Os ministros apontaram que “o sofrimento dos civis em Gaza atingiu novos níveis” e denunciaram “a recusa do governo israelense em proporcionar assistência humanitária essencial à população civil”.
A Defesa Civil de Gaza e testemunhas relataram disparos de artilharia em Deir al Balah, onde Israel anunciou nesta segunda que ampliaria suas operações militares. O exército indicou que atuaria inclusive em “uma zona onde nunca havia intervindo antes” durante sua guerra contra o grupo terrorista Hamas, e instou os habitantes a abandonar o local. Segundo o Gabinete da Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha), entre 50.000 e 80.000 pessoas se encontravam nesta área.
Famílias inteiras começaram a se deslocar carregando seus pertences em carroças puxadas por burros até o sul, segundo correspondentes da AFP. “Durante a noite escutamos fortes explosões”, relatou Abdallah Abu Slim, um habitante de 48 anos desta área, sobre os disparos de artilharia. “Tememos que o exército israelense prepare uma operação terrestre em Deir al Balah e nos acampamentos do centro da Faixa de Gaza onde ficam centenas de milhares de deslocados”, acrescentou.
Hamdi Abu Mughsib, de 50 anos, declarou que ele e sua família fugiram para o norte ao amanhecer, após uma noite de bombardeios pesados. “Não há nenhum lugar seguro na Faixa de Gaza. Não sei onde podemos ir”, destacou. “Recebemos ligações de famílias sitiadas na área de Baraka, em Deir al Balah, por causa do fogo dos tanques israelenses”, disse o porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmoud Basal.
“Há vários feridos mas ninguém pode voltar ao local para evacuá-los”, acrescentou. Segundo ele, ao menos 15 pessoas morreram em diferentes setores da Faixa desde o amanhecer. Mai Elawawda, responsável de comunicação em Gaza para a ONG britânica Medical Aid for Palestinians, qualificou a situação como “extremamente crítica”.
Carolina Dieckmann contou como foram os últimos momentos de vida de Preta Gil.
"Ela não sentiu dor e estava com muito amor"
O depoimento foi dado em entrevista ao Estúdio i, da Globo News, na tarde desta segunda-feira (21). A atriz esteve com Preta nos últimos quatro dias de vida da cantora. Preta morreu neste domingo (20), durante tratamento de câncer no intestino.
"Passei os últimos dia fazendo carinho nela. Foi a gente debruçada sobre ela. Amando profundamente em todos os minutos", contou Carolina, que se emocionou bastante durante seu depoimento.
"Ela viveu o que ela pode. Ela viveu muito intensamente. A Preta era isso, qualquer brecha que a doença desse pra ela, ela aproveitava com muito amor", seguiu a atriz.
Carolina disse também que Preta "foi até onde ela pode [no tratamento contra a doença]. Ela não desistiu."
A atriz encerrou a entrevista dizendo: "Ela partiu com muito amor".
A criança de seis anos baleada na cabeça durante uma festa infantil, na noite desse domingo (20/7), morreu na manhã desta segunda (21/7), no Hospital da Restauração (HR), onde estava internada, em estado grave.
Emilly Vitória Guimarães, de seis anos, estava em um aniversário infantil no bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, quando tudo aconteceu. Segundo informações de testemunhas, um homem de 49 anos, principal suspeito do crime, teria entrado na festa e efetuado disparos de arma de fogo. Emile foi atingida na cabeça.
Uma equipe do Grupo de Patrulhamento Tático da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma apreensão de drogas durante fiscalização no km 677 da BR-116, na tarde do dia 17 de julho, em abordagem a um ônibus interestadual que fazia o trajeto entre São Paulo (SP) e Palmeira dos Índios (AL), transportando passageiros e encomendas.
A apreensão do material ilícito se deu no município de Jequié, interior da Bahia, durante a verificação do compartimento de bagagens, onde foram localizadas cinco caixas.
Ao abrirem os volumes, os agentes encontraram 100 tabletes de substância com características semelhantes à maconha, totalizando cerca de 90 quilos. Também foram apreendidos 58 papelotes e 157 pinos contendo substância análoga ao cloridrato de cocaína, com peso aproximado de 30 g e 190 g, respectivamente.
Papelotes com pasta de cocaína. Foto: Ascom/PRF
Uma das passageiras foi identificada como responsável pelas encomendas. Ela declarou que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte das drogas de São Paulo até o destino final em Alagoas.
A passageira e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Jequié. A ocorrência será investigada para apurar possíveis conexões com o tráfico interestadual de entorpecentes.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) encontrou, neste domingo (20/7), o corpo da professora que estava desaparecida no bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Segundo a corporação, a vítima, identificada como Soraya Tatiana Bomfim Franca, de 56 anos, foi achada seminua, com sangramento na região íntima e com marcas semelhantes a queimaduras nas coxas.
Entenda o caso
Na última sexta-feira (18/7), ao notar que as mensagens enviadas à mãe não estavam sendo entregues, o filho de Soraya conversou com uma tia, moradora do mesmo prédio, para verificar o que havia acontecido. Como a professora não foi localizada, a família recorreu a um chaveiro para abrir o apartamento.
Dentro do imóvel, não havia sinais de arrombamento ou de violência. O carro de Soraya permanecia na garagem, mas o celular, os óculos e as chaves dela não foram encontrados. O filho ainda tentou rastrear a localização da mãe pelo telefone, mas não obteve sucesso.
Ainda no dia do desaparecimento, o filho da professora registrou um boletim de ocorrência. Soraya lecionava história no Colégio Santa Marcelina e era bastante conhecida na comunidade escolar, que se mobilizou nas redes sociais em busca de informações.
No domingo, os militares chegaram até o local após uma denúncia que indicava a presença de um corpo abandonado nas proximidades de um viaduto.
O corpo estava coberto por um lençol, perto um viaduto do município. No local, os militares localizaram uma armação de óculos, mas não havia nenhum documento que permitisse a identificação imediata da professora. Ela vestia uma roupa cinza, sendo que apenas a parte superior foi encontrada.
A perícia foi acionada e, após consulta nos sistemas da polícia, surgiu a suspeita de que o cadáver fosse o de Soraya. Uma tatuagem e a armação dos óculos contribuíram para a identificação da vítima.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), onde a confirmação oficial foi feita pelo filho da professora.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está proibido de conceder entrevistas que sejam transmitidas ou transcritas em plataformas de redes sociais de terceiros. A decisão reforça as restrições impostas ao ex-presidente no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
De acordo com o despacho, caso Bolsonaro descumpra a ordem judicial, poderá ter prisão decretada imediatamente.
A nova determinação se soma a medidas cautelares já impostas por Moraes na semana passada, quando o ministro decidiu que Bolsonaro deve usar tornozeleira eletrônica e permanecer em recolhimento domiciliar entre 19h e 6h. Além disso, o ex-presidente está proibido de acessar redes sociais, de manter contato com o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e de se comunicar com diplomatas ou visitar embaixadas.
As medidas atendem a um pedido da Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Acusações e investigação
Bolsonaro é alvo de investigações por suspeitas de coação, obstrução de Justiça e atentado à soberania nacional. As acusações surgiram após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando que a decisão teria sido tomada em defesa de Bolsonaro, o que foi confirmado pelo próprio ex-presidente brasileiro.
Na decisão, Moraes afirmou que as ações de Bolsonaro evidenciam uma atuação dolosa e consciente, com o objetivo de agir de forma ilícita em conjunto com seu filho, Eduardo Bolsonaro. O ministro do STF considerou que há tentativa de submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal à influência de um Estado estrangeiro, por meio de atos classificados como hostis.
“Ousadia criminosa parece não ter limites, com as diversas postagens em redes sociais e declarações na imprensa atentatórias à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário”, escreveu Moraes.
Segundo o ministro, não restam dúvidas quanto à materialidade e autoria dos crimes atribuídos a Bolsonaro, no âmbito da investigação sobre tentativa de golpe de Estado. Ele aponta que o ex-presidente atua, por meio de declarações, publicações e apoio direto — inclusive financeiro — para induzir, instigar e auxiliar iniciativas que visam interromper de forma ilegítima o processo judicial em curso sobre sua responsabilidade penal.
Aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos durante a fraude do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e aderiram ao plano de ressarcimento do governo irão começar a receber os valores nesta quinta-feira (24).
Os pagamentos serão feitos em lotes diários de 100 mil pessoas até que todos os casos sejam concluídos. O pagamento seguirá a ordem cronológica da adesão ao acordo, ou seja, aqueles que aderiram primeiro ao acordo vão receber primeiro.
O prazo para adesão vai até 14 de novembro, com possibilidade de extensão se for necessário, segundo o governo.
Podem aderir ao plano de ressarcimento os beneficiários que fizeram a contestação dos descontos e não obtiveram resposta das entidades.
O acordo permite que aqueles que sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025 recebam o valor de volta sem precisar entrar na Justiça.
É necessário aceitar a proposta pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. A adesão é gratuita e não é preciso enviar documentos adicionais, segundo o governo.
Veja o passo a passo para aderir à proposta de ressarcimento dos valores no aplicativo Meu INSS:
Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
Selecione “Consultar Pedidos” e selecione “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
Role a tela até o último comentário, leia com atenção e selecione “Sim” no campo “Aceito receber”;
Selecione “Enviar”
Após a adesão, o valor será depositado automaticamente na conta onde o aposentado ou pensionista já recebe o benefício previdenciário.
Segundo o governo, até o momento, mais de 714 mil aposentados e pensionistas já aderiram ao acordo. O número representa 36% do total de beneficiários aptos a assinar a adesão, cerca de 1,9 milhão de pessoas.
O crédito extraordinário é um recurso que o governo pode usar para despesas inesperadas, fora do orçamento aprovado, sem afetar o limite fixado para os gastos ou a meta fiscal.
O investigador da Polícia Civil Rafael Moura da Silva, baleado por três tiros no dia 11 de julho, morreu na última quarta-feira, após três dias internado.
Rafael foi atingido dentro da favela do Fogaréu, no Campo Limpo, por um policial militar da Rota. As equipes da Rota e da Polícia Civil atuavam no mesmo local sem saber da presença uma da outra, em busca de suspeitos de um caso de latrocínio.
O Fantástico teve acesso, com exclusividade, a imagens da câmera corporal de um policial militar da Rota que atirou e matou o agente da Polícia Civil em uma favela em São Paulo.
Um outro policial civil, Marcos Santos de Sousa, também foi ferido de raspão na ação.
A família de Rafael cobra a divulgação das imagens da câmera corporal. "Ele sempre falava comigo, sempre fazia chamada de vídeo para mostrar que tesava bem. Mas, naquele dia, ele não me atendeu", diz Kátia Santos Dias, esposa de Rafael.
Renata Moura da Silva, irmã da vítima, disse que ele era "um exemplo para a comunidade", e que ser policial era "o sonho dele desde pequeno".
"No bairro em que a gente cresceu ele era um exemplo de pessoa."
A defesa de Marcus Augusto diz que Rafael estava à paisana e que o PM agiu em legítima defesa numa situação entendida como ameaça.
"[Para] O policial militar que está na rua, que combate a criminalidade, é normal ele se envolver em ocorrência com morte. Principalmente o policial atuante, que combate a criminalidade em áreas periféricas", disse o advogado do sargento Marcus Augusto, Fabio Galves.
No entanto, imagens de um vídeo gravado pelo policial civil Marcos, antes da ação, mostram que o distintivo de Rafael estava visível.
Na sequência dos disparos, a câmera corporal permite acompanhar os policiais da Rota chamando o resgate quando percebem o engano. É possível ver os policiais da Rota fazendo o primeiro atendimento médico a Rafael.
A Justiça de São Paulo decretou o afastamento cautelar de Marcus Augusto e de outro policial da Rota, Robson Santos Barreto. Embora ele não tenha atirado, ele estava junto de Marcus Augusto um mês antes, em outra ocorrência a 500 metros do local onde Rafael foi atingido. Um homem não identificado morreu nesse episódio anterior.
O Fantástico pediu um posicionamento à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
"Exigir uma comunicação por parte da Polícia Civil, num caso como esse, não me parece razoável. Assim como a incursão dos policiais militares se deu diante de uma suspeita inicialmente que estamos investigando para verificar todo o contexto", afirmou Emerson Massera, chefe de comunicação da Polícia Militar de SP.
Uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP indicou uma queda no preço dos ovos na primeira quinzena de julho. A baixa demanda, influenciada pelas férias escolares e pelas temperaturas mais amenas, é um dos principais fatores para a redução dos valores. De acordo com o levantamento, a menor procura pelo produto pressiona os produtores a negociarem preços mais baixos. Apesar dessa queda momentânea nos preços, o setor avícola demonstra preocupação com o futuro, especialmente em relação às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem entrar em vigor em 1º de agosto.
Segundo dados do Cepea, os Estados Unidos foram o destino de 61% do volume de ovos exportados pelo Brasil no primeiro semestre de 2025. A exportação para o mercado norte-americano tem crescido consistentemente, com um aumento expressivo de 1.274% nos últimos cinco meses em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O volume de ovos exportado representa menos de 1% da produção nacional. Ou seja, o impacto direto no mercado interno tende a ser limitado. Entretanto, o setor pode sentir os impactos das novas taxas de forma mais gradual. No momento, o cenário é de maior tranquilidade, mas a iminente aplicação das tarifas gera incerteza para os produtores brasileiros.