Um homem identificado como Eduardo Kauã Ferreira dos Santos morreu na madrugada desta terça-feira (7), em Viçosa, após reagir a uma abordagem policial e disparar contra equipes da Polícia Militar (PM). Durante o confronto, dois policiais ficaram feridos, foram socorridos e seguem em acompanhamento médico. O suspeito também foi atingido, levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O episódio começou por volta da meia-noite, quando o Grupamento de Operações com Cães (GOPES) foi acionado pelo COPOM para averiguar denúncia de um indivíduo armado na Rua Vigário Silva, próximo à Passagem de Areia. Havia informações de que o mesmo suspeito teria efetuado disparos no dia anterior, no Povoado Santa Ana.
Ao chegar ao local, com apoio do setor de inteligência, os policiais encontraram Eduardo Kauã sentado na calçada, portando objeto semelhante a uma arma de fogo. Ao perceber a aproximação das guarnições, ele fugiu para dentro de uma residência, desobedecendo à ordem de parada. Durante a entrada no imóvel, o suspeito disparou contra os policiais, que revidaram. Um soldado foi atingido na perna e um sargento na região do quadril. Eduardo Kauã também foi baleado.
No local, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9mm com munições deflagradas e intactas. Todos os envolvidos foram socorridos e encaminhados à unidade hospitalar, onde o óbito do suspeito foi confirmado.
Levantamentos indicam que Eduardo Kauã possuía extensa ficha criminal, incluindo registros por lesão corporal dolosa, descumprimento de medida protetiva, resistência, ameaça, dano, furto qualificado e associação para o tráfico de drogas. Ele também era investigado por participação em tráfico de drogas no município e suspeito de envolvimento em um duplo homicídio recente no Povoado Santa Ana.
O caso foi registrado no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Viçosa e segue sob investigação da Polícia Civil (PC) para apurar todos os detalhes do confronto.
A chegada da menopausa marca uma fase de transformações intensas que exigem atenção redobrada com o corpo. Além dos calorões e mudanças de humor, o sistema circulatório também sofre impactos profundos nesse período.
Muitas mulheres não percebem que a saúde das veias e artérias está diretamente ligada aos hormônios. Entender essa relação é o primeiro passo para garantir mais qualidade de vida e bem-estar futuro.
O papel do estrogênio na saúde dos vasos sanguíneos
O estrogênio atua como um verdadeiro escudo natural para todo o sistema vascular feminino durante anos. Com a chegada da menopausa, a queda desse hormônio faz com que os vasos percam sua elasticidade.
Essa mudança estrutural dificulta a passagem do sangue, gerando maior pressão nas paredes das veias. Segundo o Dr. Herik Oliveira, cirurgião vascular da clínica Angioven, essa proteção é vital para o corpo.
“O estrogênio age como um protetor natural do sistema vascular”, explica o médico especialista em angiologia. Sem esse suporte, as chances de desenvolver quadros de hipertensão, varizes e até tromboses aumentam consideravelmente.
Sinais de alerta na circulação durante a menopausa
Os sintomas de problemas circulatórios podem ser sutis e facilmente confundidos com o cansaço do dia a dia. No entanto, o corpo costuma enviar sinais claros quando a circulação sanguínea não está funcionando perfeitamente.
O inchaço nas pernas ao final do dia é um dos principais indicadores de alerta vascular. Sensações de peso, dores persistentes ou queimação nos membros inferiores também merecem uma investigação médica detalhada.
O Dr. Herik Oliveira ressalta que nem sempre os desconfortos aparecem de forma intensa no início. “A ausência de cuidado pode evoluir para complicações sérias”, alerta o cirurgião sobre os riscos envolvidos.
Sintomas que pedem atenção imediata
Inchaço excessivo: Tornozelos e pés que ficam marcados pelo elástico da meia ou calçado.
Sensação de peso: Pernas que parecem “de chumbo” após períodos sentada ou em pé.
Câimbras frequentes: Contrações musculares involuntárias, principalmente durante o período de repouso noturno.
Vasinhos e varizes: Surgimento ou escurecimento de veias superficiais que antes não eram visíveis.
Alteração na cor: Pele das pernas com aspecto azulado ou avermelhado sem causa aparente.
Como prevenir doenças vasculares nesta fase da vida
A prevenção continua sendo a melhor estratégia para atravessar a menopausa com vigor e saúde vascular. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir drasticamente a sobrecarga nas veias e protege o coração de doenças.
Movimentar o corpo diariamente estimula a panturrilha, que funciona como o nosso “segundo coração” no organismo. Além disso, manter uma hidratação adequada facilita a fluidez do sangue e reduz o inchaço sistêmico.
Conforme orienta o Dr. Herik Oliveira, o controle do peso é outro pilar essencial de cuidado. “Cuidar da saúde do coração faz toda a diferença na prevenção de doenças vasculares”, acrescenta o médico.
Passo a passo para melhorar a circulação
Pratique exercícios: Caminhadas de 30 minutos ajudam a bombear o sangue de volta ao coração.
Beba água: A hidratação correta evita a retenção de líquidos e melhora a densidade sanguínea.
Eleve as pernas: Repouse com os pés acima do nível do coração por 15 minutos diários.
Evite o fumo: O tabagismo agride as paredes das artérias e piora muito a saúde vascular.
Use roupas confortáveis: Evite peças excessivamente apertadas que comprimam a região da cintura e pernas.
A importância do acompanhamento médico regular
Muitas mulheres acreditam que problemas de circulação surgem apenas em idades muito avançadas ou após idosos. Contudo, o Dr. Herik Oliveira reforça que a menopausa é, na verdade, um ponto crítico de mudança.
Consultas periódicas com um angiologista ou cirurgião vascular permitem identificar problemas antes que eles se agravem. Exames preventivos, como o Doppler, podem mapear a saúde das veias com precisão e segurança.
Ficar atenta aos sinais do próprio corpo é um gesto de amor e cuidado pessoal essencial. Atravessar esse ciclo com orientação profissional garante que o impacto hormonal seja minimizado com tratamentos adequados.
Sua saúde vascular merece atenção especial para que você mantenha sua autonomia e disposição por muitos anos. Procure um especialista e comece hoje mesmo a cuidar do seu sistema circulatório com dedicação.
Durante a viagem em volta da Lua, os astronautas da missão Artemis II capturaram imagens inéditas do satélite natural. Entre as fotos estão registros do lado oculto da Lua – ou seja, a região que não enxergamos da Terra – e até de um eclipse solar ocorrido no espaço. Os momentos foram divulgados pela Nasa na noite dessa segunda-feira (6/4) e na manhã dessa terça-feira (7/4).
São quatro fotografias ao todo, sendo o maior destaque a imagem que mostra parte do lado oculto da Lua com a Terra ao fundo.
“A humanidade, do outro lado. Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar”, destaca a Nasa, em post divulgado nas redes sociais.
Em outra, a tripulação conseguiu capturar o momento em que na órbita lunar o satélite natural eclipsa o Sol. Já nas duas últimas é possível ambos os lados lunares, tanto o visível da Terra (à direita da imagem) quanto o oculto (à esquerda da imagem, onde há “buracos”. Nelas também há o registro inédito da Bacia de Orientale, uma cratera lunar gigantesca formada há quase 4 bilhões de anos.
“O lado visível da Lua é identificável pelas manchas escuras que cobrem sua superfície, criadas no início da história lunar, quando ela era vulcanicamente ativa. A grande cratera a oeste dos fluxos de lava é a Bacia Orientale, uma cratera com quase 965 quilômetros de diâmetro que se estende pelos lados visível e oculto da Lua”, explica a Nasa.
Após as imagens históricas, a tripulação iniciou os protocolos de retorno à Terra.
“Nesse período, o intestino continua reabsorvendo água, e o bolo fecal vai ficando mais seco e endurecido, o que dificulta a eliminação”, frisa o médico. Ele salienta que o cocô, que poderia sair com facilidade, pode se transformar em uma evacuação dolorosa, demorada e desconfortável.
A saúde do organismo começa pelo intestino, órgão que abriga trilhões de microrganismos responsáveis por regular desde a digestão até as defesas imunológicas. Quando esse ecossistema, conhecido como microbiota, entra em desequilíbrio, o corpo fica vulnerável a inflamações e doenças.
A solução para “blindar” o sistema digestivo pode estar no consumo dos chamados “ouros brancos”: alimentos fermentados ricos em probióticos. Segundo especialistas, a inclusão estratégica desses itens na dieta é capaz de regenerar a flora intestinal de forma natural e sustentável.
Entenda
Função dos probióticos: bactérias vivas que equilibram a microbiota e facilitam a absorção de nutrientes.
Trio de ferro: iogurte natural, kefir e chucrute são as principais fontes naturais desses microrganismos.
Uso estratégico: o consumo é essencial após o uso de antibióticos ou em quadros de constipação e diarreia.
Constância: o benefício real para a imunidade vem da ingestão regular e não de doses isoladas.
De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, os probióticos atuam como uma barreira protetora. “Eles ajudam a manter o equilíbrio das bactérias que vivem no nosso trato digestivo, o que é fundamental para o controle de inflamações e o bom funcionamento do sistema imunológico“, explica a médica.
O iogurte auxilia positivamente o funcionamento do intestino e no emagrecimento
Os aliados da microbiota
Dentre a vasta lista de alimentos, três se destacam pelo alto potencial de regeneração intestinal:
Iogurte natural: é a opção mais acessível. Para garantir os benefícios, deve-se priorizar as versões integrais e sem adição de açúcares, que preservam as bactérias benéficas originais.
Kefir: considerado superior ao iogurte em diversidade, o kefir é uma bebida fermentada que contém uma complexa colônia de bactérias e leveduras, oferecendo um espectro mais amplo de proteção.
Chucrute: o repolho fermentado é um potente probiótico de origem vegetal. Aline ressalta que ele deve ser consumido em sua forma não pasteurizada, pois o calor do processo industrial pode matar os microrganismos vivos que beneficiam o intestino.
Existem probióticos com várias finalidades diferentes
Como inserir na rotina
A introdução desses alimentos deve ser gradual para evitar desconfortos. O iogurte e o kefir podem ser facilmente combinados com frutas e fibras no café da manhã. Já o chucrute funciona bem como acompanhamento nas refeições principais.
“O mais importante é manter a regularidade. O benefício é fruto do uso contínuo, não de uma quantidade exagerada consumida em um único dia”, pontua a especialista
Quando o auxílio médico é indispensável
Apesar dos benefícios nutricionais, a automedicação com suplementos de probióticos ou mudanças drásticas na dieta exigem cautela. Aline Amaro alerta que sintomas persistentes como dor abdominal, distensão (inchaço) frequente ou alterações bruscas no ritmo intestinal devem ser avaliados por um profissional.
“Cada pessoa possui uma microbiota única. O que funciona para um paciente pode não ser o ideal para outro, especialmente em casos de imunidade comprometida ou doenças intestinais pré-existentes”, conclui a coloproctologista, reforçando a importância de uma estratégia individualizada.
A Marinha do Brasil resgatou um pescador que estava desaparecido na região da foz do Rio São Francisco, no município de Piaçabuçu, em Alagoas. A operação foi concluída na manhã dessa segunda-feira (6), após a embarcação apresentar falhas mecânicas em alto-mar.
O pescador havia saído de Piaçabuçu com destino a Maceió, na manhã do sábado (4). Desde então, não havia retornado, o que mobilizou equipes de busca após o alerta feito por outros pescadores da região.
Na noite desse domingo (5), a equipe de plantão da Área de Proteção Ambiental (APA) foi acionada e realizou buscas pela Praia do Pontal do Peba, seguindo até as proximidades da foz do Velho Chico. Durante a operação, os agentes conseguiram avistar as luzes da embarcação, o que foi fundamental para a localização.
Já na manhã seguinte, uma embarcação foi deslocada até o ponto indicado, realizando o reboque do pesqueiro até a praia. Em seguida, uma equipe da Agência Fluvial de Penedo realizou a inspeção da embarcação para identificar as causas da pane.
O pescador foi encontrado em boas condições de saúde e não precisou de atendimento médico.
Um fator decisivo para o sucesso da ação foi a integração entre diferentes instituições e a comunidade local. A atuação conjunta entre a Marinha, o ICMBio e pescadores da região do Pontal do Peba reforça a importância da cooperação em operações de busca e salvamento.
A Marinha recomenda a adoção de medidas preventivas, como a verificação das condições da embarcação antes da saída, consulta à previsão do tempo e comunicação prévia do trajeto.
Ferramentas como o aplicativo NAVSEG também podem contribuir para aumentar a segurança, permitindo maior controle e agilidade em situações de emergência.
*Com informações da Marinha do Brasil
Ao sentir dor nas costas, dor de cabeça ou muscular, a reação é automática: tomar um remédio. Muitas vezes, o fármaco em questão é um anti-inflamatório, que até alivia o incômodo, mas não sem risco. Esse hábito aparentemente banal pode ser prejudicial, especialmente para rins e coração.
A automedicação é muito comum no país. Segundo pesquisa de 2024 do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), cerca de nove em cada 10 brasileiros tomam medicamentos por conta própria, e uma fatia significativa desses remédios pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno.
O risco pode ser ainda maior quando anti-inflamatórios são usados com certos medicamentos, algo comum entre pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” envolve anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina.
Cada um desses fármacos interfere em uma parte do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados juntos, podem reduzir drasticamente a pressão necessária para que os órgãos funcionem, de modo que eles simplesmente param de filtrar o sangue de forma adequada.
Outras combinações também podem afetar os rins, como AINEs com inibidores de SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina, canagliflozina), medicamentos utilizados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, usado para tratar e prevenir episódios de mania e depressão no transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicado para tratar doenças autoimunes e inflamatórias graves, como psoríase, dermatite atópica, artrite reumatoide, síndrome nefrótica e uveíte.
A combinação também pode diminuir o efeito das medicações anti-hipertensivas, o que afeta o tratamento de quem tem pressão alta. Os AINEs podem ainda potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando o risco de sangramentos e hemorragia.
O que acontece nos rins
Os rins atuam como um sistema contínuo de filtração do sangue, funcionando 24 horas por dia. Para realizar esse trabalho, eles necessitam de uma pressão interna adequada. Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias que funcionam como “mantenedoras da pressão” dentro dos rins, mantendo os vasos sanguíneos abertos e bem irrigados.
“Quando essas prostaglandinas são bloqueadas, os vasos que levam sangue ao rim se contraem. O rim recebe menos sangue e filtra menos. Em pessoas saudáveis, isso geralmente é temporário e reversível, mas em quem já tem algum problema renal, pressão alta, diabetes ou idade avançada, essa redução pode ser suficiente para causar danos graves”, explica a nefrologista Patricia Taschner Goldenstein, do Einstein Hospital Israelita.
Um estudo transversal realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revelou que 14,8% dos pacientes com doença renal crônica utilizavam AINEs, muitos deles por automedicação. As principais razões eram dores reumáticas e musculoesqueléticas, que frequentemente levam ao uso repetido desses medicamentos.
Nesses grupos, os rins funcionam com “margem de segurança” reduzida. Em pessoas com hipertensão ou diabetes, por exemplo, os pequenos vasos renais frequentemente já apresentam lesões, um processo chamado microangiopatia. Os rins ainda funcionam, mas têm menos reserva para enfrentar situações de estresse.
Já em idosos, há um declínio natural da função renal relacionado à idade. A partir dos 40 anos, estima-se uma perda de cerca de 10% da função renal por década, embora possa variar. Uma pessoa de 70 anos pode ter apenas 70% da função renal de um jovem, mesmo sendo aparentemente saudável.
Nesses casos, até uma dose única de anti-inflamatório é capaz de desencadear insuficiência renal aguda, quando o órgão para de funcionar de forma repentina, mas ainda pode se recuperar se o fármaco for suspenso rapidamente. No entanto, se o uso for prolongado, pode levar à nefropatia crônica, quando o rim desenvolve lesões permanentes, com fibrose e cicatrizes no tecido, podendo evoluir para doença renal terminal, exigindo diálise ou transplante.
“O uso prolongado é perigoso até para rins saudáveis, com aumento do risco de desenvolver doença renal crônica, mesmo em pessoas sem fatores de risco prévios como diabetes, pressão alta, obesidade e idade avançada”, alerta Goldenstein.
Outro problema é que a doença renal crônica costuma evoluir em silêncio. “Estima-se que cerca de 90% das pessoas nos estágios iniciais não sabem que têm a doença”, relata a nefrologista. “Quando alguém com os rins já comprometidos toma anti-inflamatórios regularmente, está acelerando a perda de função renal sem perceber.”
Quando os sintomas aparecem, podem incluir urina espumosa, redução do volume urinário, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos, náuseas, falta de apetite e cansaço inexplicado. Em muitos casos, o primeiro alerta só surge quando a função renal já está comprometida, o que inclui também sinais como sangue na urina e confusão mental.
Impactos no coração e em outros órgãos
Os efeitos do uso prolongado dos anti-inflamatórios não esteroides não se limitam aos rins. Do ponto de vista cardiovascular, eles estão longe de ser inofensivos. “O uso de anti-inflamatórios geralmente leva a uma retenção maior de sal e água, e isso pode levar a um aumento da pressão arterial”, observa o cardiologista Carlos Eduardo Montenegro, vice-presidente do departamento de Cardiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A própria piora da função renal também traz esse efeito, impactando o coração.
Em pessoas com doenças cardíacas, o risco pode ser ainda mais sério. “É muito comum que o uso por um tempo um pouco maior do que alguns dias leve a descompensações de doença coronariana, como eventos de angina ou até infarto agudo do miocárdio”, relata Montenegro.
A utilização prolongada pode atingir ainda órgãos como estômago e fígado, podendo levar a úlceras e hepatites, principalmente em pessoas idosas ou com complicações prévias. Por isso, o uso de AINEs deve ser feito com cautela, na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível.
Por outro lado, há alternativas mais seguras quando usadas corretamente. Paracetamol e relaxantes musculares são alguns exemplos. “A escolha do tratamento ideal depende do tipo de dor, das condições clínicas do paciente e de uma avaliação individualizada”, orienta Patricia Goldenstein. Mas o ponto principal não é apenas trocar de remédio. “O mais importante é identificar a causa da dor. Tratar a origem do problema é sempre melhor do que apenas suprimir o sintoma com medicamentos indefinidamente”, aconselha a médica do Einstein.
Após percorrer o entorno da Lua, a cápsula Orion começou sua trajetória de volta para a Terra. Além de marcar o retorno dos humanos ao satélite após mais de 50 anos, a tripulação da Artemis II se tornou a equipe que viajou a maior distância da Terra até o momento.
De acordo com a Nasa, assim que contornar o satélite natural por inteiro e sair da zona de influência lunar, a espaçonave contará com o campo gravitacional Terra-Lua para iniciar o trajeto de retorno ao nosso planeta.
“Três pequenas manobras de correção de trajetória ao longo do caminho garantirão que a tripulação esteja preparada para um pouso seguro na água. A última das três manobras ocorrerá no décimo dia de voo, cinco horas antes da interface de reentrada, após a tripulação ter iniciado os preparativos para o retorno”, explica a agência norte-americana em comunicado.
Posteriormente, o módulo de serviço da Orion, responsável por guiar e impulsionar o veículo no espaço, se separará do módulo da tripulação, a região onde ficam os astronautas. O momento deixará o escudo térmico da nave exposto – a estrutura é projetada para protegê-los de temperaturas extremas da reentrada na Terra.
Ao se aproximar da atmosfera terrestre, o módulo será rodeado por plasma superaquecido – é nesse momento que o escudo térmico começa a entrar em ação. Estima-se que a cápsula será aquecida em temperaturas em torno de 1650 ºC. Considerada um momento crítico, durante a reentrada os sistemas de comunicação são bloqueados pelo plasma.
Após sair do calor, a cápsula chega em alta velocidade. Por isso, são acionados paraquedas em diferentes momentos para reduzir a aceleração até 27 km/h e diminuir os impactos da queda. A expectativa é que a cápsula caia no mar, próximo à costa da cidade de San Diego, na sexta (10/4), às 21h07.
“O módulo da tripulação pode pousar na posição vertical, de cabeça para baixo ou de lado. Uma vez na água, um sistema de cinco airbags laranja inflará ao redor da parte superior da espaçonave e a colocará na posição vertical, para que a tripulação possa sair em segurança”, explica a Nasa.
Importância da Artemis II
Marcada por momentos históricos, a missão Artemis II serviu para testar na prática os sistemas da cápsula Orion, a espaçonave desenvolvida pela Nasa para explorar o espaço profundo, e de lançamento do veículo.
A ida e o retorno bem sucedidos deixam a agência norte-americana mais próxima de seu objetivo: voltar a pousar na superfície lunar. O sucesso da missão mostra capacidade e segurança para realizar novas missões tripuladas com sucesso e sem riscos de acidentes graves durante o trajeto ao espaço.
Além do lado científico, o sucesso da Artemis II também é mais um passo que os Estados Unidos dão em meio à corrida espacial com a China. O objetivo de ambos os países é “dominar” a Lua e, quem sabe, até construir uma base lunar.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, nessa segunda-feira (6), um homem suspeito de participação no homicídio de Laudemir da Silva, de 48 anos, ocorrido nas primeiras horas de ontem, na Barra de São Miguel, no Litoral Sul do Estado.
A prisão se deu em meio à investigação de uma sequência de crimes violentos registrados no município, em um intervalo de apenas 24 horas. Ao todo, três pessoas foram assassinadas e uma ficou ferida em ataques ocorridos em diferentes pontos da cidade.
O primeiro caso foi a morte de Laudemir da Silva, na Rua José Vieira de Andrade, no Centro. Segundo informações da polícia, criminosos chegaram ao local se passando por policiais, chamaram pela vítima e, após arrombarem a porta, invadiram a residência e efetuaram disparos de arma de fogo.
Outro homicídio foi registrado na Rua 16 de Setembro, na região do Barra Mar. A vítima, João Paulo de Almeida Silva Filho, de 23 anos, também foi executada após os suspeitos utilizarem a mesma estratégia para se aproximar.
Já a terceira ocorrência envolveu duas mulheres. Uma delas foi morta dentro de uma residência após ser atingida por disparos, enquanto a outra foi baleada, socorrida e sobreviveu.
De acordo com as investigações, os crimes podem estar relacionados à disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas na região. O uso do disfarce de policiais tem chamado a atenção das autoridades pela ousadia e pelo impacto causado na população.
O delegado Sidney Tenório destacou que esse tipo de crime está ligado a conflitos entre grupos rivais. “O tráfico atua de forma estruturada, e muitas vítimas acabam sendo escolhidas por vínculos ou dívidas com facções. É um ciclo de violência que precisa ser interrompido”, afirmou.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos nos crimes e reforça que denúncias anônimas podem ajudar no avanço das apurações.
Na madrugada desta terça-feira (7/4), as Forças de Defesa de Israel orientaram os iranianos a não usarem os trens do país para não colocarem suas vidas em risco.
“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos gentilmente que se abstenham de usar e viajar de trem em todo o Irã a partir de agora até as 21:00, horário iraniano. Sua presença em trens e perto de trilhos ferroviários coloca sua vida em risco”, disse o comunicado. O alerta é válido até as 14h30 pelo horário de Brasília.
Publicação ocorre ao mesmo tempo em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã. O norte-americano disse que pode destruir o país inteiro em uma noite e ameaçou atacar usinas de energia e pontes.
Trump definiu as 20h, (21h no horário de Brasília), desta terça-feira (7) como o prazo final para um acordo.
Mais cedo, o vice-ministro da Juventude e Esportes do Irã, Alireza Rahimi, convocou os jovens iranianos a formarem correntes humanas em usinas de energia em todo o país como forma de protesto contra as ameaças de Trump.
“Convido todos os jovens, figuras culturais e artísticas, atletas e campeões para a campanha nacional ‘Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante’”, escreveu Alireza Rahimi nas redes sociais.
Ações da Polícia Militar de Alagoas resultaram na prisão de três pessoas por tráfico de drogas, nesse último domingo (5), no interior de Alagoas.
De acordo com a polícia, a primeira ocorrência foi registrada pelo 11° Batalhão de Polícia Militar (BPM), que flagrou tráfico de drogas em Penedo. Um indivíduo de 21 anos foi preso e, com ele, a PM apreendeu um veículo, um aparelho celular, 232 gramas de maconha, 882 gramas de cocaína, cinco papelotes de material análogo à cocaína, um triturador, uma mochila e outros itens.
Parte do material foi encontrada durante busca pessoal, incluindo a quantia de R$ 352. O restante do material foi encontrado na busca veicular, no interior do porta-malas., O caso foi encaminhado à Polícia Civil no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo para a adoção das medidas cabíveis.
Mais drogas foram apreendidas em duas ocorrências em Olho D’Água das Flores pelo 7º BPM. A primeira, por volta das 10h30, ocorreu no Conjunto Santo Antônio e resultou na apreensão de 63 pedras de crack, 18 bombinhas de maconha e R$ 124,00 em dinheiro, além de embalagens plásticas para armazenamento dos entorpecentes. Um suspeito tentou fugir, mas foi localizado.
Às 21h30, outra pessoa foi presa, e com ela, o 7º BPM apreendeu 82 pedras de crack, um papelote de maconha e a quantia de R$ 305,60 em dinheiro. Assim como na ocorrência anterior, autores e materiais foram encaminhados à Polícia Civil.
No município de Roteiro, a 1ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPM/I) apreendeu 69 pedras de crack, 11 papelotes de cocaína, um tablete de maconha e nove papelotes da mesma droga, além de um balança de precisão. Também foram apreendidos cinco aparelhos celulares, duas facas, R$ 155 em dinheiro e embalagens. Uma mulher de 40 anos foi presa.
Na chegada da equipe, quatro indivíduos correram, e um deles tentou se esconder em uma residência. A proprietária foi presa em flagrante e encaminhada à 6ª Delegacia Regional de São Miguel dos Campos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6) que o Irã poderia ser "derrubado" em uma noite e que isso poderia acontecer nesta terça-feira (7).
"O país inteiro poderia ser derrubado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite", disse o presidente.
Trump alertou que os EUA podem atacar usinas de energia, pontes e outras infraestruturas no Irã se o país não chegar a um acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz, uma importante via de passagem para o petróleo.
No fim de semana, ele disse que o Irã tem até terça-feira às 20h (horário do leste dos EUA) para fechar um acordo.
Pessoas que vivem em regiões de grande altitude costumam apresentar taxas menores de diabetes. Um novo estudo ajuda a explicar por que isso pode acontecer.
Pesquisadores observaram que, em ambientes com pouco oxigênio, os glóbulos vermelhos passam a consumir mais glicose no sangue e a transformá-la em uma molécula que facilita a liberação de oxigênio nos tecidos.
“O trabalho destaca o importante papel que os glóbulos vermelhos podem desempenhar na regulação da diabetes. Esse é o conceito que devemos explorar no futuro”, afirma a bioquímica Isha Jain, dos Institutos Gladstone e da Universidade da Califórnia em São Francisco, principal autora do estudo, publicado na revista Cell Metabolism em 3 de março.
Como o baixo oxigênio altera o metabolismo
Há anos pesquisadores observam que populações que vivem em regiões como os Andes ou o Himalaia apresentam menor incidência de diabetes. Em 2023, um estudo já havia mostrado que camundongos expostos a níveis reduzidos de oxigênio também apresentavam queda na glicose sanguínea, mas não estava claro para onde esse açúcar estava indo.
Para investigar a questão, os cientistas mantiveram um grupo de camundongos em câmaras com apenas 8% de oxigênio, condição semelhante à encontrada em grandes altitudes. Outro grupo permaneceu em ar normal, com cerca de 21% de oxigênio. Após algumas semanas, os animais receberam glicose e tiveram os níveis de açúcar no sangue monitorados.
Os camundongos expostos ao baixo oxigênio apresentaram picos muito menores de glicose, indicando que conseguiam remover o açúcar da circulação mais rapidamente. O efeito continuou mesmo depois que voltaram a respirar ar normal.
Exames mostraram que a glicose desaparecida não estava sendo absorvida apenas por músculos ou órgãos como o fígado, o que levou os pesquisadores a investigar se as próprias células do sangue poderiam estar consumindo o açúcar.
O papel dos glóbulos vermelhos
Experimentos adicionais mostraram que os glóbulos vermelhos eram os responsáveis pela redução da glicose. Quando os pesquisadores diminuíram a quantidade dessas células em camundongos expostos ao baixo oxigênio, o efeito desapareceu. Já a transfusão de glóbulos vermelhos em animais que respiravam ar normal reduziu os níveis de açúcar no sangue.
Os cientistas também acompanharam o destino da glicose dentro do organismo. Os resultados mostraram que os glóbulos vermelhos produzidos em condições de pouco oxigênio absorviam muito mais glicose e a convertiam em uma molécula que se liga à hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio, o que facilita a sua liberação nos tecidos quando o ar está rarefeito.
Essas células também apresentavam níveis mais altos de uma proteína chamada GLUT1, responsável por transportar glicose para dentro da célula. Nos experimentos, os glóbulos vermelhos adaptados ao ambiente de baixo oxigênio tinham aproximadamente o dobro dessa proteína e absorviam cerca de três vezes mais glicose do que células normais.
Possíveis implicações para novos tratamentos
Os pesquisadores também testaram um composto experimental chamado HypoxyStat, desenvolvido para simular no organismo os efeitos de um ambiente com pouco ar. Nos camundongos tratados, o medicamento produziu mudanças semelhantes às observadas nas condições de hipóxia, incluindo alterações no metabolismo da glicose.
Mesmo assim, autores destacam que são necessários muitos estudos antes que essa estratégia possa ser testada em humanos, pois ainda não está claro se os mesmos mecanismos ocorreriam no organismo humano.
Após bater recorde de tripulação a ir mais longe da Terra, a missão Artemis II continua a viagem. A expectativa da Nasa é que a cápsula Orion chegue a 406.777,789 quilômetros da Terra, cerca de seis quilômetros além da Apollo 13, que detinha o recorde anterior.
Os astronautas orbitarão a Lua a cerca de 6 quilômetros da superfície. Nesta distância, eles enxergarão o satélite do tamanho de uma bola de basquete a um braço de distância. No fim do dia, por volta das 22h20, os astronautas devem começar a enviar algumas das imagens feitas para a equipe em solo.
“Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a passagem próxima, as condições devem criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, declives e bordas de crateras que geralmente são difíceis de detectar sob iluminação total”, explica a agência espacial americana.
Vagner Vinícius enfatiza que “não é algo isolado” que compromete o órgão. “A convivência com esse conjunto de fatores e hábitos pouco saudáveis afetam o coração, o cérebro e os vasos sanguíneos a médio e longo prazos”, salienta.
O SUV Jeep Compass do atacante John Kennedy, do Fluminense, foi roubado nesse sábado (4) no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro. A Polícia Militar recuperou o automóvel horas depois no Complexo do Lins. A PM localizou o carro sem placa quando o automóvel dentro da comunidade. O homem que dirigia o carro roubado foi abordado pela polícia.
O condutor afirmou aos policiais que havia ido até a comunidade para recuperar o automóvel a pedido de John Kennedy. Um representante do atleta compareceu à unidade policial e confirmou a versão apresentada pelo homem aos oficiais.
Carro roubado não estava com John Kennedy
O atacante do Fluminense não estava no veículo no momento do crime. O carro estava emprestado a um amigo do atleta, que estava acompanhado do pai durante o roubo. Nenhuma das duas vítimas ficou ferida.
No momento do crime, John Kennedy estava no Paraná, para o jogo entre Fluminense e Coritiba. Por conta disso, o estafe do jogador preferiu não se pronunciar sobre o assunto e entende que o problema já foi solucionado.
Como foi Coritiba x Fluminense?
Em um jogo franco no segundo tempo, Coritiba e Fluminense ficaram no empate por 1 a 1 na noite deste sábado (4), em Curitiba. Tiago Cóser marcou para os donos da casa, enquanto John Kennedy empatou para os visitantes, em jogo válido pela 10ª rodada do Brasileirão.
Com o resultado, o Fluminense caiu uma posição, e com 20 pontos ocupa a terceira colocação na tabela. O Coritiba, por sua vez, ocupa provisoriamente a sexta colocação, com 15. O tricolor carioca volta a campo na terça-feira (7), a partir das 19h (de Brasília), quando encara o Deportivo La Guaira, em Caracas, pela primeira rodada da Libertadores. Os paranaenses, por sua vez, terão a semana livre.