
Um juiz federal foi brutalmente assassinado em Kamyshin (Volgogrado, na Rússia) no início da noite de quinta-feira (14). Vasily Vetlugin, de 40 anos, sofreu uma emboscada quando caminhava por uma rua. O pênis foi arrancado e colocado na boca dele. Por trás do crime está Sergei Kibalnikov, de 47 anos, empresário de nacionalidade bielorrussa, segundo o "Moscow Times".
O motivo do crime seria vingança após Sergei ter descoberto que a esposa "tinha um caso extraconjugal" com Vasily. A polícia local acredita que a raiva da traição fez com que o corpo do juiz fosse mutilado. Além disso, Vasily tinha uma faca cravada num olho e ferimentos provocados por disparo de Saiga – uma espingarda russa atualmente proibida nos EUA.
"Ele (Sergei) descobriu que sua esposa estava tendo um caso com um juiz, o emboscou na esquina do tribunal da cidade e atirou com uma carabina. Depois disso, cortou seus genitais e enfiou uma faca em seu olho", disse uma fonte citada pelo site de notícias "V1.RU".

Juiz Vasily Vetlugin foi brutalmente assassinado | Crédito: Reprodução
Após o assassinato, Sergei não se escondeu, "esperou pela polícia e se rendeu". De acordo com o "Moscow Times", ele foi interrogado nesta sexta-feira (15) e confessou ser o autor do crime. O empresário alegou o relacionamento extraconjugal da esposa como motivo do assassinato brutal.
O caso continua sendo investigado.
O influenciador Hytalo Santos foi preso em São Paulo nesta sexta-feira (15). Ele é investigado por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais. A informação sobre a prisão foi dada pelo site g1.
O caso ganhou repercussão nos últimos dias após denúncias do youtuber Felca sobre casos de "adultização" de crianças e adolescentes.
Desde o dia 6, quando Felca, que tem mais de 4 milhões de inscritos no YouTube, citou em um vídeo a atuação de Hytalo na criação desse tipo de conteúdo com menores, o influenciador foi alvo de medidas da Justiça da Paraíba em resposta a uma ação civil pública do Ministério Público do Estado, além de mandados de busca e apreensão.
Medidas judiciais contra o influenciador:
A Justiça da Paraíba mandou bloquear o acesso de Hytalo às redes sociais dele na terça-feira (12). A promotora do MPPB Ana Maria França solicitou também que os vídeos do influenciador que já estão no ar em diversas redes sociais sejam desmonetizados, ou seja, não possam dar retorno financeiro para o influenciador, e a Justiça também acatou esse pedido.
A decisão da terça também proibiu o influenciador de ter contato com os adolescentes citados nos processos que o investiga pela exposição dos menores em vídeos com conteúdo sexual. A decisão é em caráter provisório.
A Justiça da Paraíba apreendeu um computador e aparelhos celulares na casa do influenciador em João Pessoa nesta quinta-feira (14), segundo informações do juiz Antônio Rudimacy Firmino. Desta vez, os policiais conseguiram acessar o interior do imóvel e tinham autorização para arrombar as portas, em caso de resistência e necessidade.
Na quarta-feira (13), um mandado de busca foi cumprido nesse mesmo endereço, mas encontraram o imóvel fechado, sem ninguém.
O que diz a defesa
De acordo com a defesa do influenciador, ele "não tinha conhecimento da execução de mandado de busca e apreensão em uma das suas residências, até mesmo por tratar-se de medida judicial sigilosa".
Ainda de acordo com a defesa, já foi feito contato com a Justiça, e o influenciador está à disposição para esclarecer o caso e nega todas as acusações. “[Hytalo] reitera que jamais compactuou com qualquer ato atentatório à dignidade de crianças e adolescentes e que tudo restará definitivamente provado no curso da investigação e perante o público que nele confia e o acompanha nas redes sociais”, afirma.
Apuração do MP é anterior a vídeo de Felca
A investigação do MPPB começou em 2024. O caso é dividido em duas promotorias, a de Bayeux e a de João Pessoa:
→ Bayeux: a investigação é da promotora Ana Maria França. A apuração começou no fim de 2024 após denúncias de vizinhos do condomínio de Hytalo de que adolescentes faziam topless e participavam de festas com bebida alcoólica.
→ João Pessoa: o responsável pela condução dos trabalhos é o promotor João Arlindo, que disse ao g1 que investiga a possibilidade de um esquema feito pelo influenciador para obter a emancipação desses menores de idade em troca de presentes, como celulares, para os familiares deles. Segundo o promotor, o relatório do inquérito vai ser finalizado na próxima semana.
Em ambos os processos, Hytalo foi ouvido e negou as acusações. Os adolescentes foram ouvidos somente no processo de João Pessoa, que começou primeiro, para que não fossem revitimizados.
🔎 Emancipação é o ato que concede a um menor de idade, entre 16 e 18 anos, a capacidade civil plena, permitindo que ele pratique todos os atos da vida civil como se fosse maior de idade, por exemplo, assinar contratos, comprar e vender bens, entre outros.
Hytalo também é investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A informação foi divulgada na noite desta terça-feira em um vídeo no qual o procurador Flávio Gondim trouxe detalhes sobre a investigação.
O procurador detalhou que as investigações analisaram mais de 50 vídeos publicados nas redes sociais do influenciador e foram colhidos mais de 15 depoimentos de pessoas envolvidas na produção desses conteúdos.
"Foram analisados, de maneira muito criteriosa, mais de 50 conteúdos, 50 vídeos veiculados nas diversas redes sociais mantidas por Hytalo Santos. Foram colhidos mais de 15 depoimentos de pessoas vinculadas ao projeto de produção de conteúdo digital, incluindo pessoas que trabalharam para ele em diversos momentos. Foram analisados diversos documentos.", disse Gondim.
O que era para ser a realização de um sonho terminou em um pesadelo para duas jovens sergipanas que foram até o município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, na última sexta-feira (08), para curtir um show da dupla Henrique e Juliano. As duas denunciaram à TV Atalaia, afiliada da Record em Sergipe, que teriam sido agredidas pelo influenciador digital 'Allef dos Gêmeos' durante o evento.
Segundo o relato de uma das vítimas, elas estavam em uma área VIP do show, quando Allef teria passado e empurrado a mesa que estava próxima a elas. A mulher teria perguntado se tinha algum problema com a localização, quando ele teria se irritado e indagado sobre quem era ela. Em seguida, teria iniciado as agressões.
“Ele jogou um copo de bebida no meu rosto e já veio me agredindo. Ao decorrer da discussão, uma amiga minha foi tentar me puxar. Ele não pensou duas vezes e deu um murro no rosto dela. Ela já caiu desmaiada e ele continuou a me agredir”, conta a jovem.
Ainda de acordo com a mulher, no momento seguinte, os seguranças do evento apareceram e levaram o suspeito até uma área exclusiva que ficava ao lado do palco. No entanto, Allef teria retornado para xingá-las.
“Ele voltou afirmando que quem mandava no local era ele, perguntando quem eu era e me esculhambando. Falando palavras baixas e chulas. E minha amiga no chão sangrando muito. Depois de uns vinte minutos, os bombeiros do evento vieram, ele ainda estava lá e ninguém fez nada”, afirma a sergipana.
“Muito amedrontada”
A mulher que recebeu o soco também concedeu entrevista à TV Atalaia e explicou que estava bastante assustada com a quantidade de sangue que estava no rosto. Além disso, revelou que parou as atividades e está sem sair de casa.
“Eu estava muito tonta, era difícil assimilar o que estava acontecendo, só via muito sangue no meu rosto, estava muito assustada por conta do sangramento constante. Então, eu estou muito amedrontada, muito assustada com tudo ainda. [...] Estou com muito medo, parei minhas atividades, parei do que gosto de fazer”, relatou emocionada.
Representação na Polícia Civil e no Ministério Público
O advogado que está representando as vítimas, Cícero Dantas, esclareceu que elas fizeram um Boletim de Ocorrência (B.O) ainda na cidade de Arapiraca, bem como o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Além da denúncia na delegacia de Arapiraca, o advogado elaborou uma representação criminal e irá protocolar na sede da Polícia Civil de Alagoas em Maceió. Ele disse que também fará uma representação no Ministério Público de Alagoas, na Procuradoria de Proteção às Mulheres, alegando o objetivo do caso ter a devida atenção.
O que diz o suspeito
Em nota enviada à imprensa, o influenciador digital Allef Lino disse nunca ter visto as supostas vítimas e que jamais se envolveu em qualquer confusão. Segundo ele, a confusão aconteceu próximo, mas negou participação. Confira a nota completa:
Em razão de notícias inverídicas veiculadas nas redes sociais, envolvendo meu nome em uma suposta agressão ocorrida em um show musical na cidade de Arapiraca, venho a público esclarecer que tais informações não correspondem à verdade.
Assim que tomei conhecimento das falsas alegações, procurei imediatamente minha assessoria jurídica e fui informado sobre a existência de um Boletim de Ocorrência. Ressalto que nunca vi as supostas vítimas e que jamais me envolvi em qualquer tipo de confusão.
A bem da verdade, no dia mencionado, ocorreu uma confusão nas proximidades de onde eu estava no evento. Ao perceber a situação, orientei meus familiares a se retirarem imediatamente do local, sendo que a desordem prosseguiu sem qualquer participação minha.
Diante dessas inverdades, registrei um Boletim de Ocorrência para assegurar a correta apuração dos fatos, a fim de que a verdade prevaleça.
Continuarei, com a graça de Deus, abençoando famílias, enquanto as bênçãos divinas permitirem e o carinho dos meus seguidores permanecer firme.
A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta quinta-feira (14), uma operação em Santana de Ipanema com o objetivo de desarticular o tráfico de drogas na cidade. A ação contou com o trabalho conjunto da Delegacia Regional de Santana de Ipanema, coordenada pela delegada Daniella Andrade, e do 7º Batalhão de Polícia Militar.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, levantados previamente pela equipe da regional. Com base nas informações coletadas, a 17ª Vara autorizou os mandados, identificando indícios de uma organização criminosa atuante na região.
No cumprimento das ordens judiciais, um homem de 19 anos foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. O suspeito permanecerá recolhido no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Santana de Ipanema, aguardando sua audiência de custódia. Os demais cumprimentos de mandados servirão como base para novas investigações e fundamentação de outros inquéritos policiais contra integrantes do tráfico na cidade.
Um homem de 28 anos, identificado como José Eduardo Silvestre da Silva, foi preso em flagrante, na segunda-feira (11), na cidade de Cajueiro, interior de Alagoas, suspeito de torturar o próprio enteado de apenas 3 anos de idade, forçando-o a comer as próprias fezes. O suspeito foi detido depois que a mãe da criança procurou a polícia. Após passar por audiência de custódia, o padrasto teve a liberdade provisória concedida pela Justiça, com imposição de medidas cautelares e protetivas.
De acordo com o depoimento da mãe da criança, colhido no processo, o menino Pedro Henrique estava com quadro de diarreia após fazer uso de remédio para tratar vermes e, ao tentar dar banho no filho, o padrasto se ofereceu para ajudar. Minutos depois, a criança começou a chorar. Ao verificar o que tinha ocorrido, a mulher afirma ter encontrado o filho com fezes no rosto e na boca.
No depoimento, a mãe contou que o suspeito esfregou a fralda suja no rosto do filho e ainda forçou ele a comer. Ela própria relata que retirou fezes da boca da boca da criança.
Após o ocorrido, a mãe procurou a polícia e o homem foi preso em flagrante. Na delegacia, ele confessou os atos durante o depoimento, alegando ter perdido a paciência com a criança.
Na audiência de custódia, realizada nessa quarta-feira (13), ao juiz responsável concedeu liberdade provisória ao suspeito, por entender que não há elementos suficientes, neste momento, que justifiquem a manutenção da prisão.
A decisão levou em conta que o acusado é réu primário, possui trabalho fixo, confessou o crime, e se comprometeu a mudar de endereço, informando o da mãe como nova residência.
No entanto, o suspeito deve cumprir uma série de medidas, como: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno (das 22h às 5h), apresentação bimestral à Justiça e atualização de endereço, proibição de contato com a vítima, a mãe da criança ou qualquer familiar e proibição de frequentar a casa da vítima ou seu local de estudo.
Além disso, com base na Lei Henry Borel, foi fixado o pagamento de pensão alimentícia no valor de 30% do salário-mínimo à criança, por no mínimo um ano, visando amparar as necessidades da vítima e da mãe.
A Justiça também determinou que a criança seja acompanhada pelo CREAS de Cajueiro, com suporte psicológico e assistencial, além do acompanhamento do Conselho Tutelar.
Rússia e Ucrânia trocaram, nesta quinta-feira (14), 84 prisioneiros de guerra, anunciou o Ministério da Defesa russo, na véspera de uma reunião de cúpula entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo americano, Donald Trump. Segundo a pasta, “84 militares russos voltaram do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, 84 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas foram entregues”.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, confirmou a troca, e disse que incluiu tanto militares quanto civis. “Entre as pessoas libertadas hoje estão civis detidos pelos russos desde 2014, 2016 e 2017, além de soldados que participaram da defesa da cidade portuária de Mariupol”, cercada pelo Exército russo em 2022, destacou. Zelensky disse que os Emirados Árabes Unidos desempenharam um papel de mediação na troca, assim como em operações similares anteriores.
As trocas de prisioneiros e corpos de soldados mortos são um dos últimos âmbitos em que Moscou e Kiev continuam cooperando, mais de três anos e meio após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia.
As partes trocaram milhares de prisioneiros este ano, após acordos alcançados durante três rodadas de negociações diretas em Istambul, de maio a julho. As trocas foram o único resultado concreto das reuniões. No último encontro sob este formato, em julho, as duas delegações constataram o “distanciamento” de suas posições para encerrar o conflito.
Uma policial militar foi expulsa da corporação três anos depois de ser acusada de envolvimento com o tráfico de drogas e armas. Ela foi presa quando era lotada no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) após ser alvo da operação denominada "Rastro", que combateu um grupo criminoso que atuava na capital alagoana.
A decisão da Polícia Militar foi publicada no Boletim Geral Ostensivo da última segunda-feira (11). Segundo a PM, a medida foi tomada depois da conclusão do Conselho de Disciplina, que entendeu a atitude como "conduta incompatível com a função que exercia". Veja a nota a seguir:
A Polícia Militar esclarece que o Conselho de Disciplina instaurado para analisar a condição de permanência da investigada decidiu pela exclusão da policial, por conduta incompatível com a função que exercia.
A medida administrativa foi corroborada pelo Comando da Instituição e publicada no Boletim Geral Ostensivo do dia 11 de agosto. A decisão tem como base uma operação deflagrada em 2022, que indicou a participação da militar em uma organização criminosa.
A Corporação, por meio de seu comandante-geral, coronel Paulo Amorim, reitera que não compactua com desvios de conduta por parte de seus agentes, aplicando, com o rigor da lei, as punições às ilicitudes comprovadas.
No dia da operação, em 24 de agosto de 2022, as equipes de Segurança Pública prenderam 13 pessoas. Além da policial, que era cabo no BPRv, um outro PM, da patente de tenente do 1º Batalhão, também foi detido. Ao todo, 19 pessoas, todas envolvidas nos mais variados crimes, foram investigadas.
O QUE DIZ A DEFESA DA MILITAR
Também em nota, a defesa da policial, representada pelo advogado Napoleão Junior, declarou que a exclusão da militar da corporação deve seguir uma série de critérios. Ele considerou a decisão ilegal e disse que vai recorrer judicialmente. Confira abaixo o posicionamento:
"A decisão administrativa de exclusão de militar dos quadros da corporação, embora possível do ponto de vista jurídico, deve seguir uma série de critérios.
No caso da Militar Polianna Crespo, entendemos que ocorreu um desligamento extemporâneo das fileiras da corporação, isso porque, não houve a observância do princípio da vinculação da sentença penal ao ato administrativo, embora a constituição da república considere a independência entre os poderes executivo e judicial.
Ainda que condenada, a militar Polianna Crespo, interpôs recursos nas instâncias superiores da justiça brasileira e portanto não ocorreu o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, o que a mantém com status de inocência.
Portanto, a decisão que não prestigia o princípio da presunção de inocência é considerada teratológica e ilegal".
No mês anterior à entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde. Em julho, foram embarcadas 313.682 toneladas, crescimento de 15,6% em relação a junho e de 17,2% na comparação com julho de 2024 (267.885 toneladas). Em termos de valores, as vendas de carne bovina renderam US$ 1,67 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes(Abiec), que reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.
A China liderou com folga as compras no mês, com 160,6 mil toneladas (51,2% do total), que somaram US$ 881,9 milhões, alta de 18,1% sobre junho e de 16,7% frente a julho de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas (US$ 119,9 milhões), seguidos por México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).
Segundo a Abiec, a carne bovina in natura concentrou 88,27% dos embarques, com 276,9 mil toneladas, avanço de 14,8% sobre junho e de 16,7% em relação a julho de 2024. A exportação de miúdos respondeu por 6,23% do total, e a venda de industrializados, 3,27%. Essas duas categorias registraram crescimentos expressivos em relação ao mês anterior.
De janeiro a julho, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, gerando US$ 8,9 bilhões em receitas. Isso representa alta de 14,1% em volume e de 30,2% em valor na comparação com o mesmo período de 2024.
A China continua na liderança anual, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões, seguida por Estados Unidos (199,7 mil toneladas; US$ 1,16 bilhão), Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões).
Em relação ao crescimento no acumulado do ano, as maiores variações em volume foram registradas em mercados como México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Também registraram altas expressivas Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%).
Em 2025, segundo a Abiec, o Brasil vendeu carne bovina para aproximadamente 160 mercados, consolidando-se como o maior exportador mundial. Além dos destinos tradicionais, houve aumento relevante da presença em mercados estratégicos no Oriente Médio, Sudeste Asiático e Leste Europeu.
Na avaliação da Abiec, os resultados reforçam a competitividade da carne bovina brasileira e o trabalho integrado da cadeia produtiva para atender a diferentes perfis de consumo no mundo. Apesar de a carne ter sido incluída na tarifa de 50% do governo de Donald Trump, a entidade estima que o cenário continuará positivo no segundo semestre, com expectativa de manutenção da demanda e de novas oportunidades comerciais.
Um artigo publicado em uma revista médica norte-americana alerta para o caso de um homem que desenvolveu bromismo - uma condição clínica rara - influenciado pelo uso de Inteligência Artificial (IA).
Segundo o artigo publicado na Annals of Internal Medicine, em 5 de agosto, e noticiado pelo The Guardian, o homem, de 60 anos, queria substituir o consumo de sal de mesa na sua dieta e, para isso, consultou o ChatGPT.
De acordo com os autores, da Universidade de Washington, em Seattle, o homem foi a um hospital, onde alegou que um vizinho o poderia estar envenenando. Relatou ter várias restrições alimentantes e, apesar de estar com sede, demonstrou paranoia quando lhe ofereceram água.
O paciente ainda tentou fugir da unidade hospitalar cerca de 24 horas depois de ter sido internado e, quando finalmente foi estabilizado, relatou vários sintomas - acne facial, sede excessiva e insônia - que levaram os médicos a diagnosticá-lo com bromismo, uma intoxicação por ingestão excessiva de substâncias compostas com bromo. Esta é uma condição rara que era especialmente reconhecida no início do século XX e, segundo destaca o The Guardian, teria contribuído para quase um em cada dez internamentos psiquiátricos nessa época.
De acordo com o artigo científico, intitulado 'A Case of Bromism Influenced by Use of Artificial Intelligence' ('Um Caso de Bromismo Influenciado pelo Uso da Inteligência Artificial'), o homem acabou por contar aos médicos que, após ler acerca dos efeitos negativos do cloreto de sódio, ou sal de mesa, decidiu consultar o ChatGPT para o eliminar da sua dieta. Assim, começou a tomar brometo de sódio durante três meses.
Como não tiveram acesso ao registo de conversas do paciente no ChatGPT, os autores não conseguiram determinar o conselho que o homem recebeu, no entanto, ao consultarem o 'chatbot' sobre o que podia substituir cloreto, a resposta incluiu brometo e não forneceu qualquer aviso específico sobre saúde.
Os investigadores defendem que o caso mostra "como o uso da Inteligência Artificial pode potencialmente contribuir para o desenvolvimento de resultados adversos à saúde que poderiam ser evitados" e alertaram que este tipo de aplicativos podem "gerar imprecisões científicas, carecer da capacidade de discutir criticamente os resultados e, em última análise, alimentar a disseminação de desinformação".
Vale destacar que a publicação deste artigo surge em uma altura em que a OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou uma nova versão - o GPT-5 - que seria melhor a responder a questões relacionadas com saúde. No entanto, a empresa destacou que o 'chatbot' não substitui a ajuda profissional.
Na semana passada, a OpenAI anunciou que o ChatGPT iria atingir 700 milhões de utilizadores ativos semanais, representando um crescimento anual de mais de quatro vezes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (13), a apreensão de um lote falsificado do Gel Lubrificante Íntimo K-Med 2 em 1, fabricado por empresa desconhecida.
A decisão foi tomada após a verdadeira empresa detentora do registro identificar um produto semelhante ao seu, do lote L2407415, sendo comercializado no site de vendas on-line da Shopee.
O produto falso traz informações sobre a data de fabricação e de validade diferentes do produto original.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (13), a apreensão de um lote falsificado do Gel Lubrificante Íntimo K-Med 2 em 1, fabricado por empresa desconhecida.
A medida, de acordo com a entidade, atinge apenas o lote L2407415 e proíbe o seu armazenamento, a sua comercialização, a sua distribuição, a sua propaganda e o seu uso.
A decisão foi tomada após a verdadeira empresa detentora do registro identificar um produto semelhante ao seu, do lote L2407415, sendo comercializado no site de vendas on-line da Shopee.
O produto falso traz informações sobre a data de fabricação e de validade diferentes do produto original.
COMO DIFERENCIAR
O lote verdadeiro do produto tem como data de fabricação 03/2023 e validade até 03/2026. Dessa forma, qualquer unidade do lote L2407415 com datas diferentes está irregular e não deve ser utilizada em nenhuma hipótese.
Os consumidores que identificarem unidades falsas podem comunicar o fato à Anvisa pelos Canais de Atendimento, ou à Vigilância Sanitária (Visa) local, por meio dos canais disponíveis para consulta no portal da Anvisa.
Horas antes de ser atingida por disparos de arma de fogo, a manicure Jéssica Sales publicou um story no Instagram em que mencionava o endereço onde mora, no bairro do Vergel do Lago, parte baixa de Maceió.
O crime aconteceu na noite dessa quarta-feira (13), e a vítima foi socorrida por populares até o Hospital Geral do Estado (HGE).
No vídeo, Jéssica aparece falando com clientes sobre manutenção de unhas e, ao final da gravação, revela a localização da sua residência. “Fica próximo à praça Padre Cícero, perto do Colégio Kennedy”, disse ela no story.

A mãe da vítima informou à polícia que Jéssica havia deixado o envolvimento com o tráfico de drogas há cerca de dez dias. Ainda segundo o relato, dois homens não identificados foram até a residência dela e efetuaram os disparos.
Segundo a PM, a vítima possui um registro criminal por embriaguez ao volante.
Também nas redes sociais, o sargento Peixoto, que esteve no local da ocorrência, chamou atenção para os riscos da superexposição digital. “No final do vídeo ela fala o endereço. Então, que sirva de exemplo: tomem muito cuidado com o que vocês postam na internet”, alertou.
A tentativa de homicídio será investigada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL).
Uma mulher de 28 anos foi agredida pelo ex-companheiro enquanto dormia na madrugada desta quinta-feira (14), em Palmeira dos Índios. Segundo a Polícia Militar (PM), o homem utilizou um celular para golpear a vítima e também a atingiu com socos.
No momento da chegada da guarnição da RP-06, do 10º Batalhão, o suspeito estava trancado dentro da residência com a filha do casal, de 6 anos. Após negociação, ele saiu do imóvel e foi abordado pelos policiais. Não foram encontrados objetos ilícitos em sua posse.
Diante do flagrante de lesão corporal, nos termos da Lei Maria da Penha, o homem recebeu voz de prisão. Ele foi algemado por estar agitado e oferecer risco à guarnição e terceiros.
A vítima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios para atendimento médico, que confirmou as lesões. Após os procedimentos, ambos foram conduzidos ao CISP, onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado. O suspeito permanece sob custódia da Polícia Civil à disposição da Justiça.
Rayane Figliuzzi, de 27 anos de idade, anunciou nas redes sociais que o juiz lhe concedeu a guarda de seu filho Zion, de 4 anos. A influenciadora e atual namorada do cantor Belo, de 51 anos, vinha travando uma disputa judicial com o pai da criança, Juninho Navarro, que recentemente fez acusações contra ela.
“Depois de muitas mentiras e acusações, o juiz me deu a guarda do Zion, e o pai pode visitá-lo nos fins de semana, sem tirar ele da rotina. Tive que vir a São Paulo buscar o Zion hoje porque ele não queria me devolver, mesmo eu deixando ele passar o Dia dos Pais sem problemas nenhum. Quero deixar bem claro que eu nunca quis privar meu filho do convívio com o pai, mas me ver feliz e prósperando incomoda demais a ele”, afirmou Rayane nesta quarta-feira (13).
A influenciadora ainda ressaltou que optou por manter silêncio durante os ataques nas redes sociais: “Naquela semana de ataques, preferi me calar e suportar todo o lixamento virtual em silêncio, mesmo querendo mostrar ao mundo quem eu sou e minha verdade”.
"Hoje, entendo que a paciência é o melhor caminho. A decisão do juiz foi favorável para mim porque preciso provar apenas a ele (o juiz) o quanto meu filho é amado e bem cuidado, e o quanto prosperei desde que escolhi minha paz. Sou muito grata a Deus, pois até quem vem para atrapalhar acaba ajudando”, escreveu.
Relembre o caso
No final de julho, Juninho Navarro usou suas redes sociais para acusar Rayane de negligência, alegando que o filho teria ficado sob os cuidados de uma jovem de 15 anos. Ele também divulgou áudios e prints de conversas, criticando a influenciadora.
Em resposta, Rayane se manifestou e compartilhou os problemas que enfrentou durante seu relacionamento anterior com Juninho: “Eu era muito jovem, tinha 24 anos, emocionalmente imatura, sem base familiar no Rio de Janeiro, e me deixei levar por uma paixão avassaladora. Me vi em um buraco profundo, do qual ainda venho lutando para sair. E só não consegui sair totalmente porque, dessa relação destrutiva, nasceu a maior bênção da minha vida: meu filho”.
A influenciadora também falou sobre o período de depressão pós-parto e as dificuldades em criar o filho sozinha, explicando que ainda realiza acompanhamento psicológico e faz uso de medicamentos: “Até hoje tenho sequelas das agressões vividas antes, durante e depois do nascimento do meu filho. As pessoas me veem sempre bonita nas redes sociais, mas não sabem os remédios que preciso tomar para esquecer tudo que vivi”.
Sobre o atual relacionamento, Rayane enfatizou o apoio de Belo: “Hoje, sou acompanhada de um parceiro que é mais do que namorado. É amigo, é apoio, é escuta, é cumplicidade. E lamento profundamente que o nome do Belo, um homem que já enfrentou tantas coisas na vida, esteja sendo envolvido em mais uma polêmica, desta vez por minha causa”.
Em relação à declaração de que Zion chama Belo de pai, Rayane esclareceu: “Não diminui ninguém. Disse, inclusive, que, se o pai do meu filho desejar que ele tenha esse mesmo vínculo afetivo, eu também não vejo problema. Isso não é sobre ego, é sobre o bem-estar da criança”.
O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), é alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (14) que investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Prefeitura da cidade, que fica na Grande São Paulo.
A PF chegou a requerer a prisão dele, mas a Justiça negou o pedido. No entanto, determinou o afastamento do cargo por um ano e o uso de tornozeleira eletrônica.
O atual presidente da Câmara Municipal da cidade e primo do prefeito, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), também é alvo da política, assim como o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB).
Procurada, a gestão do prefeito Marcelo Lima (Podemos) não havia dado retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também tenta localizar a defesa do vereador e do suplente.
Com o afastamento do prefeito, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante.
Apreensão de R$ 14 milhões
De acordo com a PF, a investigação começou no mês passado a partir da apreensão de R$ 14 milhões e US$ 500 mil em espécie na posse de um servidor público considerado o operador do esquema.
Na época, o assessor não chegou a ser preso, mas os agentes se debruçaram na análise do celular dele e descobriram uma relação muito próxima e direta com o prefeito da cidade.
Ao todo, a Operação Estafeta cumpre duas prisões preventivas, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e incluem ainda afastamento de cargos públicos e monitoramento eletrônico de investigados.
Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.
O governo dos Estados Unidos voltou a subir o tom contra o Brasil e anunciou novas sanções que atingiram nomes ligados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, duas figuras relacionadas ao programa Mais Médicos tiveram seus vistos norte-americanos cancelados.
Novas sanções
Em um comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o país tomou medidas contra funcionários dos governos de Brasil, Cuba, Granada e nações africanas envolvidos no programa Mais Médicos. Além disso, servidores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foram alvo da sanção.
No Brasil, foram sancionados Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral da COP30. Os dois integravam o órgão federal responsável pela saúde pública quando o programa foi implementado no Brasil.
Apesar de ter suprido a escassez de médicos em regiões remotas do Brasil, os EUA classificaram o Mais Médicos como um “esquema de exportação de trabalho forçado” por parte de Cuba.
Ao anunciar as sanções, o Departamento de Estado dos EUA disse que o programa foi utilizado para driblar o embargo econômico norte-americano contra Cuba, em vigor desde a década de 1960 e alvo de críticas internacionais.
Isso porque o acordo que trouxe o programa para o país, ainda na administração de Dilma Rousseff, previa que a remuneração dos profissionais não era feita diretamente pelo Brasil. Os salários eram enviados pelo governo federal à OPAS, que repassava as quantias ao governo de Cuba, responsável pelos contratos e pagamento final dos médicos.
Muitos profissionais de saúde que atuaram no Brasil alegaram, na época, que não recebiam o valor integral pago pelo país ao governo cubano – que ficava com parte dos salários.
“Esses indivíduos [alvos das sanções] foram responsáveis ou ajudaram o esquema coercitivo de exportação de mão de obra do regime cubano, que explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o regime cubano corrupto e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais”, disse Rubio ao anunciar a retaliação.
Padilha defende o Mais Médicos
Logo após o anúncio da retaliação que atingiu os servidores brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, saiu em defesa do Mais Médicos.
De acordo com Padilha, o programa salva vidas e “é aprovado por quem mais importa: a população brasileira”. Em uma publicação no X, o ministro ainda afirmou que o Brasil não vai se curvar a quem ataca “as vacinas, os pesquisadores e a ciência”.
Nova rodada de cancelamentos
A nova rodada de cancelamento de vistos parece não ter ligação com a retaliação que atingiu oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em julho deste ano, na tentativa de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desta vez, porém, a sanção contra os brasileiros foi um “acerto pessoal” de Rubio contra Cuba, conforme apurou a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.
Filho de imigrantes cubanos, o atual chefe da diplomacia norte-americana tem um histórico de críticas contra o regime cubano desde que atuava no Congresso dos EUA.
Um homem foi preso, nessa quarta-feira (13), suspeito de atirar contra um adolescente no município de Cajueiro, no interior de Alagoas. Além do mandado de prisão, também foram cumpridos outras três ordens de busca e apreensão contra o suposto autor.
De acordo com informações da Polícia Civil, o alvo da ação teria cometido o atentado com uma arma de fogo, mas a data do ocorrido e a motivação do crime não foram divulgadas.
As equipes da Delegacia de Homicídios da 9ª Região, sob a coordenação do delegado Thiago de Bastos, realizaram a captura do suspeito. "A unidade especializada iniciou as investigações assim que tomou conhecimento da ocorrência, reunindo informações e evidências que embasaram a representação pela prisão preventiva", disse o delegado.
