O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (9/8) que o jornalista da rede de TV Al Jazeera morto por um ataque de drones israelenses era terrorista do Hamas. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reivindicaram a morte de Muhammad Samir Muhammad Washah.
Ainda segundo o governo israelense, Washah era um terrorista do grupo que atua na Faixa de Gaza e operava “sob o disfarce de jornalista”.
“Washah, um terrorista chave no quartel-general de produção de foguetes e armas do Hamas, também esteve envolvido na produção e transferência de armas através de Gaza”, afirmou as IDF.
A morte do repórter foi confirmada, na manhã dessa quarta-feira (8/4), pela Al-Jazeera, que informou que o jornalista teve seu veículo atingido quando estava a caminho da Cidade de Gaza no dia anterior.
Primeiro foi a proteína, agora é a vez da fibra: o “maxxing” conquista as redes sociais, com influencers que insistem que a chave para mais vitalidade e uma transformação radical da saúde intestinal está em consumir certos nutrientes em grandes quantidades.
Mas será que esse fenômeno viral é realmente saudável?
O conceito de “proteinmaxxing” (aumentar o consumo de proteína) defende que “quanto mais, melhor” quando se trata desse macronutriente encontrado em alimentos como carnes, laticínios e castanhas, já que ele é essencial para funções corporais como a reparação de tecidos e o fortalecimento do sistema imunológico.
Mas, em 2026, é a fibra alimentar que desponta como a principal tendência das redes: consumir o máximo possível ajudaria a sentir menos fome e a ter um intestino mais regular, dizem seus defensores na internet, enquanto consomem pratos cheios de sementes de chia e aveia diante das câmeras.
Fibra: a nova aposta da indústria alimentícia
E a indústria percebeu isso. Grandes empresas como PepsiCo e Nestlé, junto com outras mais novas, como a Olipop, aderiram à tendência ao destacar o teor de fibra de seus produtos.
“Considero que a fibra será a próxima proteína”, disse Ramón Laguarta, presidente-executivo da PepsiCo, no fim do ano passado.
Uma pesquisa da consultoria Bain & Company mostrou que cerca de metade dos consumidores dos Estados Unidos tenta ingerir mais proteína.
Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, a moda é impulsionada sobretudo pelos consumidores da Geração Z (nascidos a partir de 2000) e pelos millennials, concluiu o levantamento.
E o mesmo ocorre com a fibra. Cerca de 40% da Geração Z e 45% dos millennials relataram que tentam melhorar a saúde intestinal, segundo a consultoria londrina GlobalData.
Nutricionistas: há verdade na tendência, mas com ressalvas
Andrea Glenn, professora adjunta de nutrição da Universidade de Nova York, classificou o movimento em torno da fibra como “uma tendência de bem-estar bastante moderada em comparação com outras”.
Samanta Snashall, nutricionista registrada do centro médico da Universidade Estadual de Ohio, afirmou que a proteína tem sido “a queridinha” há anos, enquanto a fibra esteve “bastante subvalorizada.
“Fico feliz que agora ela esteja ganhando algum destaque.”
Mas tanto essas especialistas quanto Arch Mainous, professor de saúde comunitária e medicina de família da Universidade da Flórida, que pesquisou o uso das redes sociais na comunicação em saúde, concordam que nem sempre mais é melhor, especialmente quando se trata de proteína.
O risco dos influencers de saúde nas redes sociais
Para Mainous, uma coisa é comer de acordo com os valores nutricionais diários recomendados, mas “se você diz que, se um está bom, cinco é melhor ainda […], eu não concordo muito”. Ele também demonstrou preocupação com a confiança excessiva das pessoas em conselhos generalizados de influencers.
Isso faz parte de uma tendência maior que resultou em “uma falta de confiança nos especialistas em saúde”, afirmou. Uma mentalidade de “vou fazer minha própria pesquisa”, que foi impulsionada, entre outros, pelo secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., que divulga informações falsas sobre vacinas há anos.
Poucos influencers são cientistas com formação adequada, observou Mainous, e muitos têm acordos com marcas ou suas próprias agendas, que incluem vender produtos.
Então, o que as pessoas podem fazer? Primeiro, conversar com seu médico, indicou Mainous.
Quais são as recomendações diárias de fibra e proteína?
Como orientação geral, a Associação Americana do Coração afirma que, para muitas pessoas, um dia que inclua uma combinação de alimentos como um copo de leite, uma xícara de iogurte, uma xícara de lentilhas cozidas e uma porção de carne magra ou peixe cozido de aproximadamente o tamanho de um baralho de cartas fica, em média, dentro da meta diária de proteína.
No caso da fibra, para Glenn, entre 25 e 38 gramas, dependendo da idade e do sexo, é um bom objetivo.
Alimentos com alto teor de fibra — como feijão, frutas, verduras, castanhas, aveia e quinoa — estão associados a taxas mais baixas de alguns tipos de câncer e podem ajudar a manter o colesterol e o açúcar no sangue sob controle.
Em geral, segundo Glenn, as pessoas podem comer alguns grãos integrais ou frutas no café da manhã e, depois, tentar preencher metade do prato com legumes e verduras no almoço e no jantar.
Assim, “elas conseguem facilmente atingir o objetivo sem precisar contar meticulosamente quanta fibra consomem”, disse à AFP.
Mas, se uma pessoa não consome muita fibra — e a maioria das pessoas não consome —, o “maxxing” não é o caminho adequado, advertiu Snashall.
Mudar os hábitos de um dia para o outro fará com que o “sistema gastrointestinal tenha uma reação mais forte”, disse.
Glenn ressaltou que nutrientes em pó e outros suplementos não podem substituir alimentos integrais e de verdade.
E talvez o mais importante seja que não existe uma solução definitiva que sirva para todos os casos.
“Acho importante não encarar essas medidas como soluções milagrosas para todos os problemas”, afirmou.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou à CNN que as chances de existência de vida fora da Terra são “bastante altas”, ao comentar os objetivos da exploração espacial durante entrevista sobre a missão Artemis II.
Segundo ele, responder à pergunta sobre se a humanidade está sozinha no Universo é parte central do trabalho da agência. “Isso é inerente em cada um dos nossos esforços científicos".
Estamos sozinhos? Eu diria que as chances de encontrarmos algo, em algum momento, são bem altas. Jared Isaacman, administrador da Nasa
Isaacman ressaltou que, apesar de já ter ido ao espaço, não encontrou indícios de vida extraterrestre até agora. Ainda assim, destacou a dimensão do universo como um fator relevante para essa possibilidade. Ao mencionar a existência de trilhões de galáxias, ele indicou que o cenário amplia significativamente as chances de descoberta no futuro.
Durante a entrevista, o administrador também abordou aspectos operacionais da Artemis II, como o período de perda de comunicação durante o sobrevoo do lado oculto da Lua. Segundo ele, esse tipo de situação é considerado rotineiro em missões espaciais e não representa uma preocupação central para as equipes.
Outro ponto citado foi o funcionamento do banheiro na cápsula Orion. Isaacman afirmou que, historicamente, esse é um dos desafios mais persistentes em voos espaciais. “o banheiro funcionando é quase uma capacidade de recompensa”, disse, ao destacar que, mesmo com avanços tecnológicos, o sistema ainda exige soluções de contingência.
Como está a missão Artemis II
Após o histórico sobrevoo lunar e o início da trajetória de retorno ao planeta Terra, a missão Artemis II entrou no oitavo dia de viagem nesta quarta-feira (8). Parte do dia está reservada para o preparo do corpo humano e da nave para o reencontro com a gravidade terrestre.
Um dos principais objetivos da data é garantir a saúde dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen para a transição de ambientes.
Para isso, a tripulação realizou sessões de exercícios no flywheel, um sistema baseado em cabos que permite tanto treinos aeróbicos quanto movimentos de resistência, como agachamentos e levantamentos de peso, essenciais para evitar a perda de massa muscular e óssea.
Além disso, a equipe iniciou os testes com os trajes de intolerância ortostática. O traje de compressão é utilizado por baixo das roupas de sobrevivência principal e serve para aplicar pressão na parte inferior do corpo.
A chegada está prevista para a noite de sexta-feira (10), quando a cápsula Orion realizará a reentrada na atmosfera — considerada uma das etapas mais críticas da missão.
Dois homens que estavam em uma motocicleta tentaram fugir de uma abordagem e bateram o veículo em uma viatura da Polícia Militar (PM) na madrugada desta quinta-feira (9), no bairro Cidade Universitária, em Maceió.
De acordo com a PM, a dupla percebeu a presença policial e iniciou a tentativa de fuga. A guarnição deu ordens de parada, que não foram obedecidas.
A perseguição terminou quando os suspeitos colidiram com uma viatura. Um dos indivíduos utilizava tornozeleira eletrônica.
A dupla, que não teve as identidades divulgadas, foi levada à Central de Flagrantes com o uso de algemas. Eles permaneceram presos pelos crimes de tráfico de drogas, desobediência e resistência.
Durante a fuga, os suspeitos ainda dispensaram uma sacola, que foi recuperada pela polícia. Dentro dela havia material análogo à maconha, uma balança de precisão e embalagens para acondicionamento de entorpecentes.
Os primeiros meses de 2026 consolidaram uma tendência preocupante no cenário de cibersegurança. Trata-se do aumento expressivo de vazamentos de dados em setores críticos como saúde e serviços financeiros. Esses incidentes não apenas expuseram milhões de registros contendo informações pessoais identificáveis (PII), mas também evidenciaram fragilidades estruturais que vão além de ataques sofisticados, pois envolvem falhas operacionais, erros humanos e lacunas de governança.
No setor de saúde, a natureza altamente sensível dos dados, incluindo históricos médicos, diagnósticos e informações pessoais, torna qualquer incidente significativamente mais grave. Já no segmento financeiro, o vazamento de dados bancários e credenciais amplia riscos de fraude, roubo de identidade e impactos sistêmicos na confiança do mercado.
Relatórios recentes indicam que grande parte desses vazamentos não resulta exclusivamente de ataques avançados, mas de combinações entre configurações inadequadas, ausência de controles robustos e baixa maturidade em práticas de segurança. Em paralelo, cresce a atuação de grupos criminosos na dark web, onde bases de dados são frequentemente comercializadas em “pacotes escalonados”, prática recorrente que facilita a monetização das informações roubadas e amplia o alcance dos danos.
Esse cenário ganha ainda mais relevância diante do endurecimento das regulações de privacidade em 2026. Nos Estados Unidos, novas legislações estaduais ampliam exigências de transparência e responsabilização. Na União Europeia, a evolução das diretrizes relacionadas ao GDPR e ao uso de inteligência artificial reforça o foco em governança de dados e accountability. O resultado é um ambiente de risco regulatório elevado, no qual organizações enfrentam não apenas perdas financeiras e reputacionais, mas também penalidades legais mais severas.
Para gestores, profissionais de compliance e áreas jurídicas, o momento exige uma abordagem mais integrada e proativa. Não se trata apenas de investir em tecnologia, mas de fortalecer cultura organizacional, processos de governança e estratégias de resposta a incidentes. A interseção entre segurança da informação, privacidade e regulação passa a ser um eixo central de sobrevivência institucional.
À medida que o volume e a complexidade dos dados continuam a crescer, a tendência é que incidentes desse tipo se tornem ainda mais frequentes e mais impactantes. Em um ambiente onde a confiança é algo crítico, proteger dados sensíveis deixa de ser apenas uma obrigação técnica e se consolida como um imperativo estratégico.
Fiquem seguros e atenção com nossos dados sensíveis!
* Diretor de Inteligência do Instituto de Defesa Cibernética Especialista em Políticas e Estratégias Cibernéticas
O Conselho Tutelar da Região Leste de Goiânia, emitiu, nessa terça-feira (7/4), uma notificação para a escola onde as duas filhas de Virginia Fonseca estudam. A medida veio após um pronunciamento polêmico do ex-companheiro da influencer, o cantor Zé Felipe, sobre as viagens das filhas e as faltas nas aulas.
A escola tem prazo de sete dias para apresentar o relatório de assiduidade e as justificativas para as ausências.
A notificação exige que a direção detalhe as estratégias pedagógicas adotadas para a reposição de conteúdo.
Segundo o Conselho Tutelar da Região Leste, a investigação fundamenta-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece diretrizes sobre a educação básica.
Pela lei, as instituições de ensino têm o dever legal de monitorar a frequência dos alunos e, em casos de faltas reiteradas sem justificativa, a obrigatoriedade de comunicar o Conselho Tutelar para assegurar o direito à educação.
Caso os esclarecimentos confirmem o excesso de faltas sem amparo legal, Virginia Fonseca será notificada para comparecer à sede do órgão. Na ocasião, a genitora deverá prestar esclarecimentos presenciais sobre a gestão da rotina das menores e o cumprimento da carga horária obrigatória.
“Estou numa saudade dos meus filhos hoje. Daqui sete dias, a gente vai estar juntinho e aí acabou. Acabou esse negócio de viajar. Sem Copa do Mundo, sem viagem. É estudar, estudar, rotina”, declarou.
Em nota, a assessoria de Virginia e Zé Felipe informaram que não se manifestar sobre a situação pois envolvem menores de idade.
“Questões legais que envolvem menores de idade são, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tratados sob sigilo(segredo de justiça). Diante disso, Zé Felipe e Virginia não irão se manifestar sobre o tema, permanecendo, contudo, à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos necessários”, informa a nota da assessoria.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, nesta quarta-feira (08), dois homens investigados por crimes distintos, em ações realizadas no sertão do estado.
No município de Piranhas, equipes da 1ª Delegacia Regional de Polícia (1ª DRP), coordenadas pelo delegado Rodrigo Cavalcante, titular da unidade, localizaram e prenderam um homem de 61 anos, suspeito de uma tentativa de feminicídio ocorrida em Santana do Ipanema.
“O suspeito teria atentado contra a vida da própria companheira e, em seguida, fugido do local”, informou o delegado.
Já em outra ação, a Polícia Civil prendeu um homem de 28 anos, investigado por porte ilegal de arma de fogo e outros crimes. Ele estava foragido e vinha sendo monitorado por meio de trabalho de inteligência policial.
“Inicialmente, o suspeito estava escondido no bairro Bom Sossego, em Delmiro Gouveia, mas posteriormente mudou de local. Após levantamentos, os policiais conseguiram identificá-lo em um povoado da região, onde foi localizado e preso”, concluiu o delegado.
Os dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, onde permanecerão à disposição da Justiça e serão submetidos à audiência de custódia.
Ataques de Israel ao Líbano deixaram ao menos 254 mortos e 1.165 feridos nesta quarta-feira (8/4), segundo a Defesa Civil do Líbano. É a maior onda de ataques ao território libanês desde o início da guerra.
Nessa terça (7), Estados Unidos e Irã acordaram em um cessar-fogo na guerra do Oriente Médio. Inicialmente, o Paquistão, mediador do acordo, informou que o Líbano estava incluído. No entanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegaram que o cessar-fogo não protege o Líbano.
Número de mortos nesta 4ª, segundo a Defesa Civil libanesa:
Beirute: 92 mortos e 742 feridos
Subúrbio no sul de Beirute: 61 mortos e 200 feridos
Balbeque: 18 mortos e 28 feridos
Hermel : 9 mortos e 6 feridos
Nabatieh: 28 mortos e 59 feridos
Distrito de Aley: 17 mortos e 6 feridos
Sidon: 12 mortos e 56 feridos
Tiro: 17 mortos e 68 feridos
Assim, o número total nesta quarta-feira (8/4) subiu para 254 mortos e 1.165 feridos.
A área mais afetada por ataques foi Beirute. Um vídeo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostra a destruição de áreas residenciais da capital libanesa.
Veja:
As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que realizaram mais de 100 ataques em 10 minutos contra o Líbano. O Exército israelense alega que alvejou apenas locais utilizados pelo grupo terrorista Hezbollah.
Após os bombardeios contra o Líbano nesta quarta, o Irã voltou a ameaçar fechar o Estreito de Ormuz. O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse no X que os EUA devem escolher “o cessar-fogo ou continuar a guerra por meio de Israel”.
Desde 2 de março, mais de 1,7 mil libaneses morreram em ataques israelenses.
Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo o governo local, é de dezenas de mortos e feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.
O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região.
Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo "em todos os lugares" onde há conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo.
O Exército de Israel informou ter feito uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o "maior ataque" à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 112 pessoas foram mortas, incluindo 12 profissionais de saúde, e que 837 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.
Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar "as frentes de resistência" no Líbano, no Iêmen e no Iraque.
O Hezbollah afirmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.
O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.
A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.
O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.
Um dos ataques atingiu Corniche al-Mazraa, uma das principais vias da capital. Segundo relatos, o clima era de pânico nas ruas. Na cidade de Sidon, no sul libanês, prédios residenciais foram destruídos. Imagens da Reuters mostram dezenas de moradores e socorristas vasculhando os escombros.
O coordenador do Médicos Sem Fronteiras no Líbano, Christopher Stokes, disse que os ataques são inaceitáveis. Médicos da organização estão recebendo um grande fluxo de pacientes na capital. "Um paciente chegou ao hospital sem as duas pernas. A situação é caótica", afirmou.
Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área. A cidade de Nabatieh, no sul, também foi atacada.
Em pronunciamento, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo não incluirá o Hezbollah. Em relação ao Irã, disse que o urânio enriquecido será removido do país por "acordo ou pela força". E acrescentou que, mesmo durante a trégua, Tel Aviv mantém o "dedo no gatilho".
Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é "inaceitável" que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.
A Organização das Nações Unidas (ONU) também condenou os bombardeios israelenses. Já o Irã prometeu retaliar após o que chamou de "massacre brutal" contra Beirute.
Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que "uma civilização inteira" morreria naquela noite.
Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua Teerã disse que o fará por duas semanas "em coordenação com as Forças Armadas" iranianas.
O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.
Belo Horizonte – A morte de uma criança de um ano, com suspeitas de maus tratos será investigada pela Polícia Civil. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), na noite de terça-feita (7/4), por volta das 22h30, os militares que estavam na base do bairro Betânia, receberam um homem, de 32 anos, que estava com uma criança nos braços, alegando que ela estava engasgada. Ele se identificou como padrasto da criança.
Os militares colocaram o homem e a criança na viatura e partiram em direção à Unidade de Pronto Atendimento (Upa), da região oeste, no bairro Barroca, e durante o trajeto foram fazendo as manobras de primeiros socorros, para que os sinais vitais da criança voltassem, pois ela se encontrava desacordada.
Ao chegarem na Upa, a médica que os atendeu constatou o óbito. E de acordo com ela, pela temperatura do corpo, já havia no mínimo uma hora da morte. A médica também relatou que havia muitos hematomas pelo corpo da criança, inclusive próximo aos olhos. Havia também sangramento no nariz e na região das nádegas. A médica classificou a morte como suspeita e com isso a Polícia Civil foi acionada.
Padrasto foi liberado
Ao chegar à Upa, o padrasto começou a passar mal, foi atendido e liberado. Ele relatou aos militares que a mulher dele entrou em trabalho de parto e foi para uma maternidade e ele ficou na residência acompanhando os enteados. Por volta das 19h, ele teria solicitado a uma pessoa do sexo masculino que ficasse na residência com as crianças, enquanto ele iria visitar a companheira.
Ao chegar em casa, por volta das 22h, encontrou a criança passando mal e soube que a criança teria vomitado. Com isso foi até a vizinhança para solicitar ajuda para chegar até a base da PMMG.
Investigação
O corpo da criança foi encaminhado para o Instituo Médico-Legal para necropsia. E diante dos indícios de autoria o homem foi levado à delegacia onde foi ouvido e liberado, mas segue sendo investigado.
“A PCMG instaurou Inquérito Policial para a devida apuração do caso e a instituição aguarda a conclusão de laudo pericial que possa atestar as circunstâncias e a causa da morte”, segundo nota.
Durante coletiva de imprensa, Leavitt disse que autoridades iranianas têm adotado discursos distintos em público e nos bastidores. Segundo ela, apesar de relatos sobre um possível fechamento da via marítima, houve aumento recente no tráfego de embarcações.
“Este é um caso em que o que eles dizem publicamente é diferente”, afirmou. “Em conversas privadas, observamos um aumento no tráfego no estreito hoje.”
Leavitt ressaltou que a disposição do presidente Donald Trump em negociar com o Irã está diretamente condicionada à manutenção da rota aberta “sem limitações ou atrasos”.
De acordo com a Casa Branca, até mesmo a eventual cobrança de pedágios por Teerã seria considerada uma restrição inaceitável.
As negociações entre os dois países, classificadas como “extraordinariamente delicadas e complexas”, devem ocorrer a portas fechadas ao longo das próximas duas semanas, desde que o fluxo no estreito seja mantido.
Cessar-fogo sob pressão
As declarações ocorrem um dia após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, mediado pelo Paquistão.
Segundo ele, as ilhas de Lavan e Siri, no Golfo Pérsico, foram alvo de bombardeios ao longo do dia. Teerã não atribuiu oficialmente a autoria das ações.
Em conversa com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, Pezeshkian condenou as violações e defendeu o respeito ao acordo.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou que o país aceitou o cessar-fogo como base para encerrar o conflito, mas manteve o tom de pressão sobre Washington.
Segundo ele, os Estados Unidos precisam escolher entre sustentar o acordo ou permitir a continuidade das hostilidades por meio de aliados.
A situação do Estreito de Ormuz segue como ponto crítico da crise. Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo mundial e seu fechamento, ainda que temporário, já provocou impactos no mercado energético global nas últimas semanas.
Diante da escalada militar, o Irã chegou a ameaçar bloquear novamente a passagem, o que aumentou a pressão internacional.
Apesar do cenário volátil, a Casa Branca indicou que houve avanço nas negociações. Segundo Leavitt, uma proposta inicial apresentada pelo Irã foi rejeitada por ser considerada “inaceitável”, mas uma versão revisada foi considerada como uma base viável.
A depender do local, a queda de um raio na Terra pode provocar estragos, mas você já imaginou o que aconteceria se a força dele fosse 100 vezes maior? Para nossa sorte, a situação não ocorre por aqui, mas em Júpiter, sim. O potencial energético das descargas do gigante gasoso foi descoberto em um novo estudo.
Os pesquisadores conseguiram chegar à conclusão com a ajuda das observações da missão Juno, da Nasa, que foi lançada em 2011 e chegou a Júpiter cinco anos depois.
O trabalho foi liderado pelo cientista Michael Wong, do Laboratório de Ciências Espaciais da Universidade da Califórnia, Berkeley (UC Berkeley), nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista científica AGU Advances em meados de março.
Investigação sobre os raios de Júpiter
A novidade não é que Júpiter tem raios, mas sim a descoberta de detalhes sobre eles. No entanto, estudá-los não é nada fácil, pois as tempestades no gigante gasoso ocorrem ao mesmo tempo, dificultando uma análise individualizada.
O estudo só foi possível devido a um período de mais calmaria nas tempestades durante 2021 e 2022. Assim, os pesquisadores conseguiram estudar várias delas de forma individualizada. Para encontrá-las, eles usaram as ondas de rádio captadas pela sonda Juno, imagens feitas pelo Telescópio Espacial Hubble e por astrônomos não profissionais.
“Durante esse período, a sonda Juno sobrevoou 12 tempestades isoladas e, em quatro delas, chegou perto o suficiente para medir a estática de micro-ondas proveniente de raios”, afirma a UC Berkeley em comunicado.
Ao todo, foram medidos 613 pulsos de raio. Após calcular a potência deles, os pesquisadores chegaram à conclusão de que as descargas elétricas de Júpiter tinham potência variando em cerca de 100 vezes ou mais de um raio terrestre.
No entanto, ainda serão necessários novos estudos para confirmar se realmente os raios do gigante gasoso têm tamanha potência, visto que as particularidades de Júpiter ainda pouco estudadas podem afetar as descargas elétricas.
Redes sociais da Meta, como WhatsApp, Instagram e Facebook estão fora do ar nesta quarta-feira (08). Segundo a plataforma Downdetector, que monitora o status de serviços online, o WhatsApp é o app mais afetado e acumula mais de 1800 notificações às 13h54. Além disso, de acordo com o Google Trends, site que registra o aumento no volume de buscas por determinados termos, usuários estão pesquisando frases como "meta instabilidade" e "whatsapp caiu?". Nas próximas linhas, confira mais detalhes sobre a falha.
Aplicativos da Meta estão fora do ar na tarde desta quarta-feira (08). No Downdetector, por volta de 14h, o WhatsApp acumula mais de 1800 notificações de erro, o Instagram 314 relatos e o Facebook 195.
A plataforma ainda indica que 40% das falhas no WhatsApp ocorrem na versão Web e 35% no app. Já os erros no Instagram envolvem a navegação no site e aplicativo (28% e 37% respectivamente), além da conexão com servidor (22%).
O Facebook Messenger, por sua vez, apresenta erros principalmente na versão web (37%), conexão com o servidor (35%) e app (20%).
A filha de sete anos da policial militar Gisele Alves Santana, vítima de feminicídio, passará a receber o pagamento da pensão prevista em lei para dependentes menores de 18 anos de servidores falecidos. O valor, no entanto, será oito vezes menor que a quantia recebida pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto --marido da PM e acusado de seu assassinato--, que se aposentou após a prisão.
O benefício para a menina foi solicitado pela família junto ao Instituto São Paulo Previdência (SPPrev), com base na Lei Complementar 1.354/2020, que regula a previdência dos servidores públicos estaduais. Pelas regras, a pensão deve ser paga de acordo com o tempo de contribuição da mãe à corporação, o que garante um salário mínimo e meio para a criança, cerca de R$ 2.500.
O valor é discrepante em comparação ao que será pago ao tenente-coronel Geraldo Leite, que conseguiu a aposentadoria integral pouco depois de ser preso pelo crime. Na última quinta-feira, 5, a corporação publicou uma portaria de inatividade que diz que, pela lei, ele tem o direito à aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais.
Na prática, o policial foi mandado para a reserva e continuará recebendo o salário que, no mês de fevereiro de 2026, antes da prisão, foi de R$ 28,9 mil brutos, segundo o site da Transparência do Governo de São Paulo. Com os descontos, ele deve receber perto de R$ 21 mil.
Em nota ao Terra na última semana, o advogado Eugênio Malavasi declarou que o acusado alcançou o tempo de serviço e devida contribuição previdenciária para tal feito. “O tenente-coronel tomou uma decisão particular, após ter cumprido, com êxito, sua missão na salvaguarda dos cidadãos, bem como alcançado o tempo de serviço e a devida contribuição previdenciária”.
O PM já possui mais de 30 anos de contribuição previdenciária e, por isso, pôde recorrer à Justiça para receber a aposentadoria pela São Paulo Previdência. Segundo o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, o coronel da Polícia Militar Henguel Ricardo Pereira, o salário do policial foi suspenso após a prisão.
À reportagem, o advogada da família da policial Gisele Alves, José Miguel da Silva Junior, confirmou que o pagamento dos valores destinados à filha dela já foi realizado. "Entretanto, os montantes pagos são incompatíveis com o esperado, revelando-se extremamente baixos", declarou.
Entenda o caso
Réu nas Justiças Militar e comum, ele é o principal suspeito de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, no apartamento onde os dois viviam, no Brás, centro de São Paulo. O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto.
O tenente-coronel nega que tenha matado a esposa e alega que ela atentou contra a própria vida com um tiro na cabeça. Geraldo Neto contou à polícia que a mulher se suicidou depois que ele manifestou a ela o desejo do divórcio.
A polícia afirma que a versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, foi vítima de feminicídio. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.
Entre as evidências estão marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele; manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto; a maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima e o modo como o corpo da policial estava disposto no chão, indicando uma provável
Outro importante elemento explorado pelos investigadores foi a relação do casal. A Polícia Civil extraiu as mensagens trocadas por Geraldo Neto e Gisele, e o que eles encontraram foi o retrato de um casal que vivia com constantes brigas, instabilidade, mas também o de uma mulher submetida a um casamento de muito controle, submissão e ciúmes.
Para a polícia, esses diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele e era Geraldo quem impunha uma resistência a esse término.
A corregedoria da Polícia Militar também abriu uma investigação e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido no dia 18 de março e aguarda julgamento.
A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarhpi), prepara uma grande ação de limpeza ambiental no Rio Lunga, marcada para o próximo dia 15 de abril, a partir das 8h, na comunidade Lages do Caldeirão, na divisa com o município de Belém.
A iniciativa surge diante do cenário de degradação identificado na região, provocado principalmente pelo descarte irregular de resíduos às margens e no leito do rio, situação que tem gerado impactos ambientais e riscos à saúde da população local..
Além da limpeza, a ação também busca promover a conscientização dos moradores sobre práticas sustentáveis e o descarte correto de resíduos para fortalecer o compromisso do município com a preservação ambiental.
A secretária de Meio Ambiente Adelaide França reforçou a necessidade desta conscientização. “Estamos enfrentando um problema sério de descarte irregular de lixo. Essa ação é um passo importante, mas é essencial que a população compreenda o seu papel na preservação dos nossos recursos hídricos”, ressaltou.
A prefeita Tia Júlia destacou a importância do engajamento coletivo para o sucesso da iniciativa. “Cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós. Essa ação no Rio Lunga é fundamental não só para preservar a natureza, mas também para proteger a saúde da nossa população. Contamos com a participação ativa da comunidade”, afirmou a prefeita.
A recuperação após um acidente vascular cerebral (AVC) envolve muito mais do que medicamentos e fisioterapia. A alimentação também desempenha um papel importante nesse processo, ajudando o organismo a recuperar forças, preservar a massa muscular e reduzir o risco de novas complicações.
O AVC, também chamado de derrame cerebral, ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe. Sem oxigênio e nutrientes suficientes, parte do tecido cerebral pode sofrer danos, provocando sequelas motoras, cognitivas ou de fala.
Depois da alta hospitalar, a nutrição passa a ser um dos pilares da recuperação. Segundo a nutricionista Viviane Macedo, coordenadora de nutrição do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, manter uma alimentação equilibrada é essencial para apoiar a reabilitação.
Ela explica que dietas muito restritivas podem prejudicar o processo. “Caso a alimentação seja muito restritiva, a pessoa que sofreu o AVC pode perder massa magra e não terá força necessária para realizar as atividades. Um equilíbrio na alimentação ajuda a evitar essas perdas”, afirma.
Do ponto de vista neurológico, a alimentação também contribui para o funcionamento do cérebro e para o processo de recuperação das funções afetadas.
A neurologista Luciana Barbosa, coordenadora da Neurologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, explica que o organismo precisa de nutrientes adequados para favorecer a reabilitação.
Segundo ela, proteínas, carboidratos, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais ajudam tanto na manutenção da massa muscular quanto no processo de neuroplasticidade, quando o cérebro tenta reorganizar suas funções após a lesão.
“A alimentação balanceada ajuda a manter a massa muscular e a saúde geral do organismo. Isso contribui para que o paciente tenha mais força e disposição para realizar a reabilitação, melhorar o equilíbrio e recuperar movimentos”, explica.
Adaptações na alimentação
Em alguns casos, pacientes que sofreram AVC podem apresentar dificuldade para mastigar ou engolir, condição conhecida como disfagia.
Quando isso acontece, a alimentação precisa ser adaptada. Segundo a nutricionista, a avaliação de um fonoaudiólogo é essencial para definir a consistência adequada dos alimentos. Dependendo da situação, os alimentos podem precisar ser oferecidos em forma pastosa ou com líquidos engrossados para evitar riscos de engasgo.
Confira 5 dicas essenciais para uma boa recuperação pós AVC
1 – Controle da pressão arterial
Reduzir o consumo de sal é uma das medidas mais importantes. A recomendação é evitar alimentos ultraprocessados, como embutidos, enlatados, macarrão instantâneo e temperos industrializados. No preparo das refeições, o ideal é priorizar temperos naturais e especiarias.
2 – Boa hidratação
Manter uma ingestão adequada de água ajuda no funcionamento do organismo e na recuperação geral. De forma geral, recomenda-se cerca de 35 mililitros de água por quilo de peso por dia, quando não há contraindicações médicas. Também é importante reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
3 – Controle do consumo de açúcar
Doces, refrigerantes e produtos feitos com farinha branca devem ser consumidos com moderação, especialmente em pacientes com diabetes ou risco de alterações na glicose.
4 – Escolha de gorduras mais saudáveis
A recomendação é reduzir frituras e carnes gordurosas, dando preferência a carnes magras, peixes e frango sem pele. Alimentos ricos em gorduras boas, como azeite de oliva, também podem fazer parte da alimentação.
5 – Priorizar alimentos naturais
Frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas devem compor o cardápio diário. Feijão, lentilha, grão-de-bico, aveia, quinoa e arroz integral são exemplos de alimentos que ajudam na saúde cardiovascular.
Segundo Viviane, um padrão alimentar semelhante ao da dieta mediterrânea costuma ser o mais indicado para pessoas que passaram por um AVC.
“Esse tipo de alimentação ajuda a melhorar a saúde dos vasos sanguíneos, reduzir a inflamação e controlar fatores de risco como pressão alta, colesterol elevado e diabetes”, explica.