
Alunos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Universidade Tiradentes (UNIT) podem usar ferramentas alimentadas por IA para transcrever as palestras em texto, seja durante uma sessão ao vivo ou gravada. No cotidiano acadêmico, especialmente em instituições de ensino superior de prestígio como a UFAL e UNIT, acompanhar o ritmo de aulas e palestras pode ser um desafio constante. É nesse cenário que a transcrição automática surge como uma ferramenta estratégica, permitindo transformar gravações de áudio ou vídeo em texto com rapidez e precisão.
Nos últimos anos, estudantes da UFAL e da UNIT passaram a adotar sistemas de transcrição automática para criar resumos de aulas, organizar estudos e melhorar o desempenho acadêmico. Ao compreender como essa prática está sendo aplicada e quais benefícios ela oferece, abre-se um caminho para que mais alunos e professores explorem a transcrição como aliada no processo de ensino-aprendizagem. A seguir, analisaremos de forma detalhada como essa tecnologia está sendo usada no dia a dia acadêmico, quais recursos se destacam e como ela pode contribuir para a inclusão e a produtividade de diferentes perfis de estudantes.

Como a transcrição automática está transformando o registro de aulas na UFAL e na UNIT?
A transcrição automática está transformando a gravação de aulas na UFAL e na UNIT, capturando todo o conteúdo das aulas, permitindo que os alunos se concentrem na compreensão enquanto o texto é gerado em segundo plano. De acordo com Ndmais, apenas 20% dos alunos de uma escola de ensino médio conseguem acompanhar o ensino remoto. Com transcrições automáticas, as escolas ajudam os alunos que preferem ler a ouvir.
Na UFAL, por exemplo, alunos de cursos como Direito, Engenharia e Medicina têm utilizado aplicativos de transcrição para registrar explicações densas e detalhadas, que muitas vezes não podem ser resumidas adequadamente em anotações manuais. Na UNIT, onde há uma grande comunidade de estudantes trabalhadores, a prática se tornou popular entre aqueles que não conseguem comparecer a todas as aulas presencialmente. Ao receber o arquivo de áudio ou vídeo, o estudante processa o conteúdo em uma ferramenta de transcrição e gera um documento textual, pronto para estudo posterior.
Além disso, a transcrição automática vem ganhando destaque por auxiliar estudantes com deficiência auditiva. Ao converter falas em texto quase em tempo real, ela promove a inclusão e garante que o conteúdo seja acessível a todos, independentemente de limitações sensoriais. Essa aplicação tem sido valorizada em disciplinas que envolvem termos técnicos ou línguas estrangeiras, já que o texto transcrito permite releitura e consulta a dicionários ou glossários.
Principais benefícios observados pelos estudantes:
Quais critérios os estudantes consideram ao escolher uma ferramenta de transcrição automática?
Ao escolher uma ferramenta de transcrição automática, os alunos devem priorizar a facilidade de uso, o custo e, principalmente, a precisão. Segundo o Google, sistemas de aprendizado de máquina raramente são 100% precisos. Você deve avaliar a precisão geral do sistema antes de integrar uma ferramenta de transcrição. Entre alunos da UFAL e da UNIT, há um cuidado real em avaliar cada detalhe antes de definir a plataforma que será usada no dia a dia acadêmico. São eles:
Ao ponderar esses pontos, muitos alunos fazem um teste prático: gravam um trecho de aula denso em conteúdo, processam em diferentes ferramentas e comparam o resultado. Essa verificação prévia reduz frustrações e garante que o investimento, seja em tempo ou dinheiro, seja feito com segurança e assertividade.

Como a transcrição contribui para o desempenho acadêmico e a inclusão estudantil?
A transcrição contribui para o desempenho acadêmico e a inclusão dos alunos, permitindo que eles se envolvam com os materiais em seu próprio ritmo, encontrem informações rapidamente e verifiquem a precisão de suas anotações.
Na prática, estudantes da UFAL e da UNIT relatam que a transcrição permite criar resumos estruturados a partir de conteúdos complexos, como discussões jurídicas, explicações de cálculos avançados ou análises literárias. O texto transcrito pode ser editado, resumido e complementado com anotações pessoais, formando um material de estudo robusto. Isso ajuda na preparação para provas, na elaboração de trabalhos acadêmicos e na participação em seminários.
Além disso, a inclusão é um fator determinante. Alunos com deficiência auditiva ou que tenham dificuldades de processamento auditivo encontram na transcrição uma ferramenta que nivela o acesso à informação. Professores, ao perceberem essa necessidade, têm colaborado ao permitir a gravação das aulas e até mesmo ao compartilhar transcrições prontas com toda a turma, promovendo um ambiente mais igualitário.
Conclusão
A adoção de ferramentas de transcrição automática entre estudantes da UFAL e da UNIT não é apenas uma tendência tecnológica passageira, mas uma resposta prática às demandas do ensino superior contemporâneo. Em um cenário onde o volume de informações cresce e o tempo disponível para estudo é cada vez mais limitado, contar com registros precisos e acessíveis transforma a forma de aprender e ensinar.
Para o futuro, é possível que a transcrição automática se torne parte integrante das metodologias de ensino nas universidades alagoanas, integrada a ambientes virtuais de aprendizagem e associada a recursos de inteligência artificial capazes de gerar resumos, mapas mentais e materiais personalizados. Ao adotar essa tecnologia de forma consciente, professores e alunos não apenas acompanham as mudanças, mas também moldam um ambiente educacional mais inclusivo, eficiente e adaptado às realidades da comunidade universitária.
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta sexta-feira (22) para soltar ex-atleta Robson de Souza, o Robinho, que está preso em Tremembé, no interior de São Paulo.
Gilmar defendeu que seja derrubada a decisão do STF que permitiu o cumprimento no Brasil da pena imposta pela Justiça da Itália por estupro coletivo.
O STF retomou nesta sexta a análise de recurso da defesa de Robinho. Os ministros Luiz Fux, relator do caso, e Alexandre de Moraes já apresentaram voto para manter o ex-atleta preso.
Robinho está preso desde março de 2024 em uma penitenciária na cidade de Tremembé, no interior de São Paulo. A sentença estrangeira foi reconhecida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ex-jogador, no entanto, nega as acusações.
O recurso da defesa de Robinho está sob análise no plenário virtual do STF.
Gilmar votou para "assentar a inaplicabilidade do art. 100 da Lei de Migração [que permite a transferência ao Brasil da execução da pena imposta no exterior] ao caso concreto e, por consequência, conceder a ordem de habeas corpus, determinando a cassação da decisão homologatória prolatada pela Corte Especial do STJ nos autos do processo originário (HDE 7.986/IT), com a consequente soltura do paciente, se por outro motivo não estiver preso."
Em 2024, ministro também apresentou voto favorável à tese da defesa de Robinho, durante a análise de outro recurso. Por 9 votos a 2, o STF manteve o ex-atleta preso naquela ocasião.
De acordo com as investigações, Robinho e outros cinco amigos praticaram violência sexual contra uma jovem albanesa em uma boate na Itália, em 2013. No local, segundo a Justiça italiana, a vítima foi embriagada por eles e, inconsciente, levada para o camarim do estabelecimento, onde foi estuprada várias vezes.
O ex-jogador foi condenado em 2017 a nove anos de prisão pelo estupro coletivo. Em 2022, a sentença foi considerada definitiva, sem possibilidade de novos recursos. No Brasil, após o reconhecimento da sentença pelo STJ, a defesa do ex-jogador protocolou dois pedidos de habeas corpus.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta sexta-feira (22), um alerta de vendaval para quatro municípios do Sertão de Alagoas: Água Branca, Delmiro Gouveia, Mata Grande e Pariconha.
O aviso é de grau de severidade “perigo potencial” e vale das 9h às 18h desta sexta. De acordo com o Inmet, os ventos devem variar entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos de árvores.
A orientação do órgão é que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de acidentes e descargas elétricas, além de evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Um homem foi preso e um adolescente foi apreendido após serem apontados como autores do espancamento do homem de iniciais J. M. C. B., que foi abandonado nu, inconsciente e ensanguentado em uma estrada na zona rural do município de Inhapi, no Sertão alagoano. Os dois confessaram o crime em delegacia, nessa quinta-feira (21).
Em depoimento à polícia, a dupla contou que foi convidada por J. M. C. B. para uma confraternização, com bebida alcoolica. Depois, o homem e o adolescente alegaram que a vítima tentou se relacionar sexualmente com eles, momento em que as agressões tiveram início. A polícia aguarda a recuperação do homem ferido para colher a versão dele.
Ainda de acordo com os criminosos, um pedaço de pau à beira da estrada foi usado para atacar o homem. A dupla disse que deu golpe nas pernas e nos braços, porém o estado em que a vítima foi encontrada mostrou que ela também recebeu pancadas na cabeça.
J. M. C. B. está internado em um hospital na cidade de Arapiraca, onde recebe tratamento para as lesões. Ele é marchante e natural da cidade de Mata Grande.
A Polícia Civil contou com o apoio da Guarda Municipal de Inhapi para realizar a prisão e a apreensão. O caso segue em investigação.
Documentos pessoais encontrados no local do crime
Os policiais encontraram, no local do crime, documentos pessoais que identificaram um suspeito. Eles foram esquecidos após o espancamento de J. M. C. B., ocorrido na madrugada da segunda-feira passada.
Além dos registros, a polícia ouviu pessoas próximas à vítima e buscou imagens de câmeras de monitoramento durante esta semana. A ideia foi obter a precisão sobre os agressores. Agora eles estão à disposição do Poder Judiciário alagoano.
O IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) encontrou, em seus últimos monitoramentos na Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, mais de 650 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) encalhados, todos já sem vida e em estágio avançado de decomposição.
À Folha o instituto disse que o número, considerado grande, foi contado desde o dia 15 de agosto.
Devido ao estágio em que os corpos foram encontrados, não é possível chegar à causa exata das mortes, mas o instituto afirma que entre as hipóteses estão os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, quadros infeciosos e a interação com a pesca.
O IPeC pede que a população comunique se encontrar algum animal marinho debilitado na região de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. Os telefones indicados são (13) 3851-1779; 0800-642-3341; e (13) 99691-7851 (WhatsApp).
A organização adverte que, ao avistar um pinguim ou qualquer outro animal marinho encalhado, a população não deve tocá-lo nem oferecer comida, tampouco tentar devolvê-lo ao mar, já que esse tipo de iniciativa pode causar ainda mais estresse ou agravar o estado de saúde do animal.
A orientação é acionar imediatamente autoridades ou equipes técnicas responsáveis pelo atendimento.
Em julho, 43 pinguins-de-magalhães juvenis foram encontrados mortos nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, segundo informações do Instituto Argonauta, responsável regional pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
No caso de julho, ao todo, foram 47 animais achados encalhados. Os 4 que estavam vivos passaram por atendimento veterinário e foram encaminhados para reabilitação em centros especializados.
Os pinguins-de-magalhães, originários da Patagônia, no Chile e na Argentina, costumam aparecer nas praias paulistas entre os meses de junho e setembro. Em uma longa rota migratória, eles partem do sul do continente americano durante o inverno, em busca de alimento e águas mais quentes.
"A presença de juvenis debilitados é esperada neste período de migração, e o trabalho das equipes em campo permite identificar rapidamente os casos e direcionar o atendimento adequado", explicou à época uma das coordenadoras do Instituto Argonauta, Carla Beatriz Barbosa.
AVES MORTAS EM ALAGOAS
Cinco pinguins de espécie semelhante encalharam no litoral alagoano, entre julho e o início de agosto. Um foi resgatado vivo e os outros quatro já foram localizados mortos.
O primeiro animal marinho surgiu com vida no dia 26 de julho, na Praia do Gunga, em Roteiro, Litoral Sul de Alagoas, e depois de atendimentos necessários, foi levado para o aquário de João Pessoa (PB). Na mesma praia, segundo o Biota, um outro pinguim foi achado morto.
No dia 31 de julho, mais um pinguim foi encontrado morto na praia de Riacho Doce, em Maceió. A ave também era da espécie pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus).
Já no dia 7 de agosto, o quarto pinguim encalhou sem vida na areia da Praia do Xaréu, em Maragogi, Litoral Norte do Estado. A quinta ave apareceu morta no dia 11, na Praia de Ponta de Mangue, em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas.
OS PINGUINS-DE-MAGALHÃES
As fêmeas dos pinguins-de-magalhães colocam dois ovos de outubro a novembro, sendo que a maioria deles se desenvolve de meados de novembro ao início de dezembro. Depois do nascimento, os pais revezam-se na alimentação dos filhotes durante três a quatro semanas.
Após um mês, os pais vão juntos em busca de alimentos, enquanto os filhotes são deixados sozinhos, começando a formação de grupos de filhotes próximos aos ninhos e sem a presença dos pais.
Os pinguins jovens vão para o mar com aproximadamente três meses de idade, permanecendo nele durante cinco anos e voltando para o continente apenas para fazer a troca de penas. Após esse grande período ao mar, eles voltam para suas colônias para iniciar seu ciclo reprodutivo.
Ainda que não seja considerada ameaçada de extinção, a população da espécie vem diminuindo. Entre os principais fatores de risco estão a poluição marinha, a sobrepesca e os efeitos das mudanças climáticas sobre suas rotas migratórias e áreas de alimentação.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva militar na Faixa de Gaza continuará, independentemente de um eventual acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas. A afirmação reforça a posição do governo israelense de manter a incursão terrestre, que já está em andamento com tanques se aproximando da Cidade de Gaza. Netanyahu foi enfático ao dizer que Israel “não voltará atrás” com a operação, aprovada há dez dias pelo Conselho de Segurança Nacional do país. A decisão visa desmantelar o que Israel considera o último grande reduto do Hamas. A posição do governo, no entanto, gera divisões dentro de Israel, onde familiares de reféns temem que a escalada do conflito represente uma “sentença de morte” para os sequestrados.
Paralelamente à intensificação militar, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou oficialmente um cenário de fome em larga escala na Faixa de Gaza, o primeiro a ser registrado no Oriente Médio. A classificação, feita em conjunto com a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), baseia-se em critérios técnicos severos:
Ao menos 20% da população enfrenta escassez extrema de alimentos.
30% das crianças sofrem de desnutrição aguda.
A taxa de mortalidade por inanição atinge duas pessoas para cada 10 mil habitantes diariamente.
O governo de Israel nega as acusações de que esteja impedindo a entrada de ajuda humanitária e acusa a ONU de ter alterado seus critérios com um “viés anti-sionista” para fazer a declaração. A combinação da ofensiva militar contínua com a crise humanitária agrava a situação dos civis na região.
*Com informações de Luca Bassani
Francisca da Silva de Souza, de 72 anos, mora na periferia de Fortaleza, capital do Ceará, é analfabeta, viúva, pensionista do INSS e complementa sua renda com pequenos serviços de manicure.
Formalmente, no entanto, Francisca é presidente de uma entidade que tinha quase 492 mil associados, em maio de 2024, e descontava mensalidades diretamente das aposentadorias deles, recebendo milhões de reais por mês.
A Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen), na qual Francisca figura como presidente, é uma das cerca de 30 entidades suspeitas de fazer descontos em pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem autorização dos beneficiários.
O esquema todo pode ter gerado prejuízos de até R$ 6 bilhões a milhares de aposentados, segundo as estimativas iniciais da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que deflagraram uma operação contra as fraudes em abril deste ano.
Nesta semana, o Congresso instalou a CPI mista da Fraude do INSS, para apurar o escândalo.
Na terça-feira (20), a Defensoria Pública do Ceará ajuizou uma ação na Justiça estadual apontando uma fraude dentro da fraude: Francisca "foi indevidamente inserida como dirigente de uma entidade da qual jamais participou ativamente, não exercendo qualquer função de gestão ou controle".
Como responsável legal da Aapen, a idosa começou a receber centenas de cartas de cobrança de pessoas lesadas pela entidade. Há mais de 200 processos contra ela na Justiça.
"Resta evidente que não se trata de presidente ou administradora de qualquer associação, mas sim de uma hipervulnerável enganada por pessoas inescrupulosas, assumindo, em razão da sua falta de informação, a condição de 'laranja'", afirma a Defensoria no processo.
O órgão pede para que a Justiça determine a retirada de Francisca dos registros e da direção da Aapen, livrando-a de qualquer responsabilidade pelas supostas fraudes que a associação praticou.
Francisca foi 'enganada'
Segundo a Defensoria, Francisca foi procurada em 2023 por uma mulher, chamada Liduína, que disse que ela tinha direito a um empréstimo.
🖊️Essa mulher apresentou à idosa um grupo de advogados que a fizeram assinar documentos para receber o suposto empréstimo. Foi então que ela virou presidente da Aapen.
Para comprovar que foi enganada, a idosa anexou ao processo trocas de mensagens e áudios com esses advogados.
Em uma das conversas, em maio deste ano, Francisca se queixa das cobranças que tem recebido e diz temer que seu CPF seja cancelado. Um dos advogados responde que não existe esse risco.
A Aapen já foi presidida por uma advogada do Ceará, Cecilia Rodrigues da Mota, uma das investigadas pela PF na Operação Sem Desconto, contra as fraudes no INSS. Cecilia também presidiu, concomitantemente com a Aapen, uma outra entidade suspeita, a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).
"O escritório profissional de Cecilia recebeu valores de associações investigadas e remeteu-os a pessoas jurídicas pertencentes a familiares de servidores do INSS", diz a investigação policial.
Em um relatório do inquérito que apura se servidores públicos ganharam propina das entidades, a própria Polícia Federal já havia apontado indícios de que os presidentes de dez associações podiam ser laranjas. Um dos nomes citados pela PF era o de Francisca da Silva de Souza.
O g1 não conseguiu localizar a advogada Cecilia Rodrigues da Mota nem os atuais representantes da Aapen.
Um dos advogados que trocou mensagens com Francisca, Ricardo Santiago, afirmou que o áudio apresentado pela idosa na ação judicial contra a Aapen "foi tirado de contexto" e que ele "não tem nenhuma ligação com os fatos alegados".
Balanço
Atualmente, há 13 inquéritos na PF para apurar as fraudes nos descontos associativos. Essas investigações correm em São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Sergipe e Distrito Federal.
Segundo dados da PF, foram apreendidos bens no valor de R$ 176,7 milhões e contas bancárias foram bloqueadas. Dois investigados estão presos preventivamente.
As indústrias madeireira, calçadista e de armamentos, que registram queda nas vendas por causa do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, adotaram férias coletivas como primeira medida para conter custos. Sem uma reversão das sobretaxas aplicadas pelo presidente Donald Trump ou a abertura de novos mercados, os setores pedem apoio do governo brasileiro para evitar demissões em massa.
Empresas do setor de madeira acumulam estoque sem as vendas para os EUA. A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), que reúne fabricantes de compensados, pisos, molduras, pallets e outros, relata que a operação do setor está travada, pois os contratos de vendas para o mercado norte-americano foram congelados ou rescindidos. Algumas empresas não têm mais espaço para armazenamento das mercadorias já fabricadas e que seriam destinadas aos EUA.
Muitas companhias estão tendo que remanejar os funcionários. Por exemplo: a Millpar, que é a segunda maior empresa do setor no Brasil e fabrica molduras e partes de portas, primeiro deu férias coletivas aos funcionários da sua unidade em Quedas do Iguaçu (PR). Com a continuidade da crise, encerrou as atividades dessa unidade na última terça-feira (19) para concentrar a produção em Guarapuava (PR).
"Estamos tomando decisões extremamente difíceis, mas necessárias para manter a sustentabilidade do negócio e preservar parcela significativa dos postos de trabalho", diz Ettore Giacomet Basile, presidente da empresa.
Paulo Pupo, superintendente da Abimci, afirma que as demissões ainda são pontuais. Segundo ele, na maioria das empresas, as férias coletivas continuam em vigor. O setor calcula que ainda tem um fôlego de mais uma ou duas semanas antes que as companhias evitem decisões mais radicais.
Cenário adverso alcançou também empresas de outros setores. O ramo de calçados decretou férias aos profissionais. Já a Polimetal, uma subsidiária e fornecedora de peças para a fabricante de armamentos Taurus, colocou 33 dos 50 funcionários em férias coletivas em São Leopoldo (RS). Em nota, a Taurus afirma que a providência faz parte da estratégia de transferir parte da produção para os EUA para "minimizar os impactos da taxação" imposta às armas nacionais.
Férias coletivas parciais ou totais representam a ação inicial das empresas. Essa medida ajuda a solucionar o problema imediato, que são os custos de produção elevados sem vendas, e a pensar com mais calma no longo prazo. Além disso, barateia as rescisões dos trabalhadores, porque, se não tiradas, as férias precisam ser pagas em dinheiro quando da demissão.
Próxima etapa é a demissão de funcionários, dizem os setores. Essa é a saída sem a reversão das tarifas, a abertura de mercados para escoar as vendas que iriam aos EUA ou medidas do governo como a autorização para a suspensão temporária dos contratos de trabalho, de acordo com os empresários. No entanto, trata-se de uma opção que gera grandes custos trabalhistas com verbas rescisórias e indenizações.
Existe ainda a possibilidade de uso do banco de horas, de antecipação de feriados e de fechar acordos diretamente com os sindicatos como alternativas prévias às demissões. A legislação trabalhista não contempla casos especiais como pandemias ou tarifaços.
Programas de demissão voluntária (PDV) também entram no radar. A criação de um planejamento para desligar os trabalhadores que desejam a mudança evita problemas com a Justiça, porque o funcionário que assina um PDV não pode ingressar com ação judicial depois.
Setores cobram apoio do governo para manter os funcionários. Os representantes dos segmentos mais afetados pelo tarifaço elogiam os termos do plano de contingência apresentado pelo governo federal na semana passada, mas pedem ações mais efetivas para manter seus colaboradores, como as adotadas durante a pandemia do novo coronavírus, que começou em 2020.
A medida provisória publicada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva libera R$ 30 bilhões em crédito para compensar os prejuízos dos exportadores com o tarifaço, exigindo, como contrapartida, o compromisso de não demitir trabalhadores. Também prevê benefícios tributários. Mas muitos detalhes sobre como vai funcionar a ajuda não foram decididos.
"A estrutura do poder público é determinante para a preservação dos empregos. Na pandemia, os funcionários ficaram em casa e receberam uma bolsa auxílio do governo. Os sindicatos não têm poder para isso", diz Giovanni Cesar, advogado e professor de direito do trabalho.
A Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) apresentou propostas ao governo federal. Em parecer encaminhado na última sexta-feira (15) ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), a associação solicitou a adoção de mecanismos de redução temporária de jornada e salário proporcionais. Também sugeriu a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho por até 90 dias e o uso de recursos da União para arcar com um auxílio aos funcionários.
"Estamos trabalhando para a criação de medidas de proteção similares às que tivemos durante a pandemia, para mitigar os efeitos desse adicional de tarifa até o problema ser resolvido", afirma Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados.
A influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, foi presa preventivamente nesta sexta-feira (22), em um condomínio de alto padrão em Araguaína, na região norte do Tocantins. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
Estão sendo cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora, autorizados pela 1ª Vara Criminal de Araguaína. O g1 entrou em contato com a defesa dela, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Conforme a Polícia Civil, as investigações apontam que Karol utilizava o próprio perfil nas redes sociais, onde tem mais de 1,5 milhão de seguidores, para a exploração ilegal de jogos de azar através de parceria com diversas casas de apostas.
A operação FRAUS é conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Palmas), com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de equipes da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Uma cena incomum chamou a atenção na manhã desta sexta-feira (22) em Piaçabuçu, litoral sul de Alagoas. Um pescador encontrou um filhote de baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae), macho, medindo cerca de 5 metros, já sem vida.
O animal apresentava várias marcas de mordidas de tubarão na cauda, indício de que teria morrido em alto-mar e, depois, levado pelas correntes até a costa.





De acordo com informações do chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Piaçabuçu, Mário Macedo, que acompanha o caso, trata-se da segunda baleia encontrada na região, somente neste mês.
Equipes do Instituto Biota também estão no local para avaliar o encalhe e realizar o enterro da carcaça, a fim de evitar riscos ambientais e sanitários.

No período de julho a novembro, é comum a ocorrência da baleia jubarte na costa brasileira. A espécie encontra-se em seu período reprodutivo e vem para a costa do Brasil acasalar e ter seus filhotes.
Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, debilitados ou mortos, o contato pode ser realizado pelo telefone 0800 079 3434.
A influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, foi presa preventivamente nesta sexta-feira (22), em um condomínio de alto padrão em Araguaína, na região norte do Tocantins. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
Estão sendo cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora, autorizados pela 1ª Vara Criminal de Araguaína. O g1 entrou em contato com a defesa dela, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Conforme a Polícia Civil, as investigações apontam que Karol utilizava o próprio perfil nas redes sociais, onde tem mais de 1,5 milhão de seguidores, para a exploração ilegal de jogos de azar através de parceria com diversas casas de apostas.
A operação FRAUS é conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Palmas), com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de equipes da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Uma mulher se tornou alvo de investigação por suspeita de perseguir e difamar um padre que rejeitou suas investidas amorosas, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.
Mulher persegue o padre há cerca de um ano. Ela conheceu o sacerdote após buscar ajuda espiritual no Santuário de Nova Veneza, na região sul de Santa Catarina, segundo o delegado Márcio Neves. A identidade dela não foi revelada.
Após conhecer o padre, ela se apaixonou. A investigação aponta que a mulher demonstrou interesse em se envolver amorosamente com o religioso, que sempre a rejeitou por princípios católicos. A igreja católica não permite que padres mantenham relações amorosas ou sexuais.
Rejeitada, ela começou uma campanha de difamação contra o sacerdote. O padre se tornou alvo de divulgação de vídeos e prints com conversas adulteradas, que tiveram repercussão negativa para sua imagem, segundo a polícia. A mulher chegou a criar um perfil falso no WhatsApp em que se passava pelo religioso, além de ter inventado que ele havia desviado recursos da igreja.
No começo deste mês, a Polícia Civil esteve na casa dela e apreendeu três celulares usados na campanha difamatória. A mulher foi indiciada por perseguição, mas fez um acordo com a Justiça de Santa Catarina para não responder ao processo criminal.
Mulher concordou em pagar o valor de R$ 40 mil à diocese de Criciúma. Ela está proibida de se aproximar do padre, de mencionar o nome dele ou comparecer às missas e eventos religiosos realizados pela diocese. Se desobedecer as regras estabelecidas no acordo, ela pagará multa no valor de 20 salários mínimos.
Como o padre e a mulher não tiveram as identidades reveladas, não foi possível localizá-los para pedir posicionamento. A diocese de Criciúma não se manifestou publicamente sobre o assunto.
A partir das 10h desta sexta-feira (22), cerca de 1,9 milhão de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano acertarão as contas com o Leão. Nesse horário, a Receita Federal liberará a consulta ao quarto dos cinco lotes de restituição de 2025. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões. A maior parte do valor, informou o Fisco, irá para contribuintes sem prioridade no reembolso, que declararam perto do fim do prazo.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
1.454.509 contribuintes sem prioridade;
312.915 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
72.434 contribuintes de 60 a 79 anos;
22.841 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
13.515 contribuintes acima de 80 anos;
7.821 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano. No entanto, a maior parte das restituições a esse público foi paga nos três lotes anteriores.
A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito em 29 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) <https://cav.receita.fazenda.gov.br/> e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
Um ataque, classificado como terrorista por autoridades da Colômbia como terrorismo, atingiu as proximidades de uma base militar em Cali. A ação aconteceu nesta quinta-feira (21/8).
Segundo autoridades locais, a explosão nas imediações da base área Marco Fidel Suárez foi provocada por um caminhão, que estaria carregado com bombas.
O prefeito de Cali, Alejandro Eder, afirmou que o ataque deixou mortos e feridos. Os números exato, porém, ainda não foram divulgados. Até o momento ainda não se sabe quem realizou a ação. Uma recompensa de US$ 400 milhões foi anunciada por informações que levem a prisão de pessoas envolvidas na explosão.
Mais cedo, um helicóptero Black Hawk UH-60, utilizado pela Policia Nacional, também foi atacado, e derrubado por um drone na região de Amalfi. A aeronave tentava resgatar policiais que atuavam em solo, alvos de uma emboscada enquanto atuavam no combate ao cultivo ilegal de coca.
De acordo com o presidente Colômbia, Gustavo Petro, oito policiais foram mortos após o helicóptero militar ser abatido. A 36ª Frente do Estado-Maior Central (EMC) — um dos grupos dissidentes das FARC — seria responsável pela ação, informou o líder colombiano.
Atualmente, a Colômbia enfrenta sua maior onda de violência da última década. Os conflitos envolvem forças governamentais, dissidentes das FARC e outras organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.
A jovem Leticia Paul, de 22 anos, morreu após sofrer um choque anafilático - uma reação alérgica grave - durante a realização de uma tomografia com contraste em um hospital de Rio do Sul, cidade no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A causa da morte foi informada por familiares.
Leticia chegou a ser entubada após o exame, feito no Hospital Regional Alto Vale, mas não resistiu e morreu na quarta-feira (20). O óbito aconteceu menos de 24 horas depois do procedimento, relatou a tia Sandra Paul ao g1.
Segundo a tia, a jovem de Lontras, cidade vizinha de 12,8 mil habitantes, tinha histórico de pedras nos rins e fazia o exame com rotina. Leticia era formada em direito e fazia pós-graduação em Direito e Negócios Imobiliários.
O corpo foi velado ao longo da quinta-feira (21) na Casa Mortuária Jardim Primavera, em Rio do Sul. Em seguida, foi levado ao Crematório Vaticano, em Balneário Camboriú.
Em nota, o hospital informou que "lamenta a perda e se solidariza com a família".
"Aproveitamos para reafirmar nosso compromisso com a ética, a transparência e a segurança assistencial, destacando que todos os procedimentos são conduzidos em conformidade com os protocolos clínicos recomendados", diz o texto.
Os contrastes são substâncias químicas geralmente usadas em exames de ressonância, tomografia e radiografia, sempre com indicação médica, com função de realçar áreas específicas do corpo.
Ao g1 Goiás, o médico Murilo Eugênio Oliveira, especialista em radiologia e diagnóstico por imagem, disse que o método é seguro e que existem muitos estudos comprovando a eficácia nos diagnósticos por imagem.
Reações adversas ao uso da substância existem, mas são raras, principalmente as consideradas graves, como o caso da jovem Leticia Paul, segundo o especialista.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) deu parecer contrário à incorporação dos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida no SUS. Entre os pontos apontados estão o alto custo das medicações.
A Conitec é o órgão responsável por decidir, após análises técnicas e consulta pública, se um tratamento deve ou não ser incluído no sistema público de saúde do país.
Nesta semana, o grupo técnico analisava dois pedidos:
O uso da semaglutida, feito pela farmacêutica Novo Nordisk, para o tratamento de pacientes com obesidade grau II e III, acima de 45 anos e com doença cardiovascular. Ela está em canetas como Ozempic e Wegovy;
O uso da liraglutida para o tratamento de pacientes com obesidade e diabete tipo 2, que está em canetas como a Saxenda.
Ambos os medicamentos são aprovados no Brasil para esses tratamentos e têm custo estimado de R$ 1 mil por caneta aplicadora.
Durante a discussão, o principal ponto levantado pela comissão foi a restrição orçamentária imposta pelo alto custo do tratamento.
De acordo com relatórios do Ministério da Saúde, o custo estimado para atender à demanda de pacientes no SUS seria de R$ 4,1 bilhões em cinco anos. Em casos que exigem tratamento contínuo, o valor poderia chegar a R$ 6 bilhões no mesmo período.
A comissão também destacou a necessidade de uso contínuo com o medicamento, o que impactaria o orçamento. Além disso, apontou que SUS já oferece uma alternativa para a obesidade, a cirurgia bariátrica. Com isso, decidiu-se pela não incorporação dos medicamentos na rede pública.
A decisão faz com que os medicamentos permaneçam fora do escopo de tratamentos oferecidos pelo SUS, apenas acessíveis na rede particular.
