
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem nesta segunda-feira (25), em Pernambuco, acusado de fazer ameaças ao youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.
Segundo a polícia, o suspeito lucra com a venda de vídeos e fotos das vítimas de estupro virtual e, por isso, as ameaças ao Felca.
A prisão de Cayo Lucas é decorrente de uma decisão judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, emitida em caráter de urgência no dia 17 de agosto. O influenciador solicitou ao Google Brasil a quebra de sigilo de dados de um e-mail específico que o ameaçava. A TV Globo tenta contato com a defesa dele.
Felca alega ter recebido ameaças de morte e falsas acusações de pedofilia após publicar o vídeo sobre a "adultização" nas redes sociais, o que configurava um risco concreto à sua segurança pessoal. O tribunal acolheu o pedido e ordenou que o Google fornecesse em 24 horas as informações de identificação do usuário responsável pelo e-mail, incluindo IPs de acesso e dados cadastrais.
O suspeito Cayo Lucas estava acompanhado de outro homem quando foi preso em sua casa em Olinda. No momento da prisão, constatou-se que o computador de Cayo estava aberto na tela de acesso à plataforma de Segurança Pública do Estado de Pernambuco, "circunstância que reforça a gravidade da conduta e será objeto de análise pericial".
Após ser preso, Cayo Lucas foi levado à delegacia responsável, onde os procedimentos legais foram formalizados. Já o outro homem deve ser apresentado à autoridade policial, sob a suspeita de envolvimento no crime previsto no artigo 154-A do Código Penal — que trata de invasão de dispositivo informático — em situação de flagrante.
O que diziam os e-mails
Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais.
Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças.
Seguranças e carro blindado
Felca revelou durante entrevista ao podcast PodDelas que passou a andar com carro blindado e seguranças na capital paulista, onde mora, para se proteger de ameaças depois de publicar vídeos com denúncias.
Ele ganhou destaque ao se posicionar contra o envolvimento de influenciadores com apostas esportivas, conhecidas como bets, criticando a forma como as plataformas são divulgadas nas redes. Em seu vídeo mais recente, intitulado "Adultização", Felca denunciou o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de menores e alertou sobre os riscos das redes para crianças e adolescentes.
"[Estou recebendo] muitas [ameaças], de assuntos delicados. Muitas, muitas. Comecei a andar com carro blindado e segurança. Muitas ameaças, sim. A questão das bets, por exemplo, vieram muitas ameaças. A questão da adultização existe uma ameaça de processo. Provavelmente existe e a gente conta com isso, que vai existir alguns processos aí. Mas é o lado da verdade. Se ninguém fala, ninguém vai falar", afirmou, ao ser questionado se havia recebido ameaças por conta de seus vídeos.
O youtuber também afirmou que levou cerca de um ano para fazer o vídeo e ouviu uma psicóloga para explicar sobre adultização.
"Quando eu tive a ideia de fazer o vídeo, foi há mais de um ano. Esse vídeo demorou muito para fazer, porque a gente teve que procurar psicóloga, a gente teve uma entrevista com a psicóloga falando sobre adultização. É uma psicóloga maravilhosa de São Paulo, especializada em criança", contou.
"Eu realmente mergulhei no lamaçal. Foi muito aversivo fazer esse vídeo. É terrível a gente olhar essas cenas. Dá vontade de chorar, de vomitar, é terrível. Mergulhei no lamaçal. O que a gente está fazendo aqui é uma gota no oceano. Mas, sem essa gota, o oceano seria menor. Então, vale a pena fazer", ressaltou.
O vídeo tem 50 minutos e, nele, o youtuber faz um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças. Também relata como o algoritmo funciona para divulgar esse tipo de conteúdo.
A denúncia de Felca viralizou e reacendeu o debate público sobre a exposição de crianças e os direitos delas na internet.
"A gente fala sobre esses casos e de como algoritmo favorece. Você vê que o público dessa criança, por exemplo, não são pessoas que estão engajadas no conteúdo que a criança está fazendo. É um público de pedófilos. Você vê nos comentários que são pessoas mandando coraçãozinho, falando para mostrar mais. Os pais incentivam isso porque eles entendem que existe o universo de consumidores sobre isso. Os vídeos monetizam, e os pais expõem a criança a isso", afirmou ele na entrevista ao podcast PodDelas.
A juíza alertou que, muitas vezes, a publicação de imagens de crianças e adolescentes nas redes sociais pode facilitar o acesso de criminosos, que utilizam esses conteúdos para cometer crimes.
"Quando um pai e uma mãe postam fotos e vídeos dos filhos pequenos em perfis de redes sociais abertos ou mesmo fechados, eles estão entregando esse material de bandeja para predadores sexuais, para pedófilos", alertou.
Ela também falou sobre o conceito de "sharenting", a exposição de conteúdos pelos pais na internet: "É importante lembrar que a imagem dos filhos pertence aos filhos, não aos pais. Nós não somos donos dos conteúdos dos nossos filhos, e é injusto a gente usar essa imagem só porque eles são pequenos".
Quem é Felca

Felca é natural de Londrina, no norte do Paraná, mas atualmente mora em São Paulo. Ele possui mais de 5,23 milhões de inscritos no canal dele no Youtube, que foi criado em julho de 2017. No Instagram, são mais de 13,7 milhões de seguidores.
Ele ficou famoso ao publicar vídeos de reacts, conteúdos em que pessoas falam sobre as suas reações com produtos ou serviços ou até sobre outros vídeos, e conteúdos humorísticos.
A médica Samira Khouri, agredida pelo ex-namorado Pedro Camilo Garcia em um apartamento em São Paulo, sofreu múltiplas fraturas no rosto e perdeu 50% da visão de um dos olhos. Ela falou pela primeira vez sobre o caso, em entrevista ao Fantástico.
Samira teve fratura no crânio e múltiplas fraturas na face. "Durante as agressões, o Pedro quebrou todas as estruturas que seguram meu globo ocular, além de vários ossos da minha face, principalmente do lado esquerdo", disse a médica.
Foi necessário colocar placas de titânio no rosto, conta Samira. "Eu tive que colocar também placas de titânio onde houve fraturas na minha face. Esse lado esquerdo está com várias placas para estabilizar as fraturas. Tive a maioria dos ossos do nariz quebrados".
Delegada disse que o rosto de Samira "ficou destruído". Segundo Débora Lázaro, as fotos do caso são "tristes de se ver". "Ela está muito agredida. O rosto [ficou] destruído"..
Agressão ocorreu no dia do aniversário de Samira, quando ela e Pedro - que viviam em Santos - estavam em São Paulo para celebrar. Os dois foram a uma festa, onde Samira fez amizade com um casal. "Ficamos eu e mais três meninos, era um casal e um amigo deles também era gay. Ficamos quase a balada inteira juntos."
Pedro viu Samira conversando com outras pessoas, ficou nervoso e foi retirado da festa por seguranças, relembra ela. "Pedro ficou exaltado, quis começar a brigar e os seguranças tiraram ele da balada".
A médica chegou antes ao apartamento onde eles estavam hospedados. "Ele chegou muito nervoso, eu nunca tinha visto assim. Na hora, fiquei com medo. O Pedro me deu um soco, eu caí no chão e não lembro de mais nada."
Samira afirma que perdeu os sentidos; Pedro continuou a agredi-la por cerca de seis minutos. "Quando eu acordei (após perder os sentidos), ele ainda estava me batendo. Ele deu 12 socos quando eu acordei".
A violência das agressões a Samira foi tamanha que Pedro quebrou a mão. Na audiência de custódia, o fisiculturista afirmou que quebrou o metacarpo (osso entre o punho e os dedos) durante "confusão" com a namorada.
Após a agressão, Pedro foi embora do apartamento levando o celular de Samira e dirigindo o carro dela. "Quando ele acabou de me socar, ouvi o barulho da chave do carro. Ele pegou meu celular e foi embora". Imagens gravadas por câmeras de segurança mostram o fisiculturista deixando o prédio mexendo na mão usada nos golpes contra a médica, como se estivesse com dor.
RELEMBRE O CASO
Policiais acharam Samira caída na sala do apartamento em 14 de julho. Foram acionados por um vizinho. Os militares entraram no imóvel depois que tocaram a campainha e não tiveram resposta. Segundo o boletim de ocorrência, eles ouviram um som que parecia o de uma respiração ofegante.
Pedro foi preso dirigindo o carro de Samira e disse não lembrar o que aconteceu naquela madrugada. Em um trecho da audiência de custódia ao qual o UOL teve acesso, o fisiculturista afirmou que quebrou o metacarpo (osso entre o punho e os dedos) durante "confusão" com a namorada.
Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida para preventiva por tentativa de homicídio. "O modus operandi denota covardia, descontrole emocional e periculosidade concreta por parte do custodiado, homem fisiculturista de robusto porte físico, que teria socado intensamente o rosto de sua namorada'', escreveu o juiz Diego de Alencar Salazar Primo na decisão.
Aos policiais, Pedro teria confessado o crime e justificado ciúmes como motivação. Ele disse, segundo a polícia, que tinha visto conversas da mulher com outro homem no celular dela.
O QUE DIZ A DEFESA DE PEDRO
À Justiça, defesa alegou problemas de saúde de Pedro, como Transtorno Alimentar de Bulimia Nervosa. Um relatório psicológico anexado pelos advogados ao processo também cita abuso de anabolizantes, esteroides e medicamentos psiquiátricos. Documento diz ainda que o réu não continuou com o atendimento psicológico.
Qualquer manifestação sobre o caso é prematura, disse o advogado do fisiculturista, à imprensa. Em nota, Danilo Pereira argumenta que ainda faltam etapas burocráticas. "Deverá prevalecer o respeito às partes e seus respectivos familiares, de modo que toda e qualquer manifestação será realizada exclusivamente no bojo dos autos, após franqueada a íntegra da documentação".
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 - Central de Atendimento à Mulher - e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
Um acidente grave registrado na noite desse domingo (24) tirou a vida de Elinaldo da Silva Santos, de 38 anos, morador do Povoado Paldar, em Lagoa da Canoa.
De acordo com informações do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), a vítima seguia de motocicleta para casa, pela Rua da Lagoa da Canoa, quando, ao passar por uma curva na altura do Sítio Cicília, perdeu o controle do veículo e se chocou contra o meio-fio da rodovia.
Com o impacto, Elinaldo caiu e bateu o rosto no asfalto, não resistindo à gravidade dos ferimentos. O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo ainda na noite de ontem, e a necropsia foi realizada na manhã desta segunda-feira (25).

A Polícia Científica esteve no local e realizou perícia para apurar as circunstâncias do acidente. Ainda não foi descartada a possibilidade de participação de outro veículo, mas a principal linha é de que Elinaldo teria perdido o controle da moto sozinho na curva.
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (25) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio do benefício sobe para R$ 671,54. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,19 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,86 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam). Além dele, há um adicional de R$ 50, por filho de 7 a 18 anos, e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Por situações excepcionais, beneficiários de 521 cidades receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, três do Amazonas, quatro do Paraná, seis de Roraima e 11 de Sergipe.
Essas localidades foram afetadas por situações climáticas como chuvas e estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período de reprodução dos peixes.
Regra de proteção
Cerca de 2,63 milhões de famílias estão na regra de proteção em agosto. Segundo a norma, famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebem 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 365,81.
Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.
Auxílio Gás
O Auxílio Gás também será pago nesta segunda-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 6. O valor para este mês foi mantido em R$ 108, o que equivale a 100% do preço médio do botijão de 13 kg.
Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,13 milhões de famílias neste mês. Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Um robô humanoide capaz de carregar um bebê humano parece ter sido desenvolvido na China. Equipado com um útero artificial, o robô teria sido projetado para carregar um feto desde a concepção até o nascimento em um ambiente sintético e controlado. Mas isso pode não ser o que parece.
Segundo uma equipe de cientistas chineses liderados pelo Dr. Zhang Qifeng da Kaiwa Technology em Guangzhou, a tecnologia está em um estágio avançado de desenvolvimento e já foram realizados testes utilizando fluido amniótico sintético e sistemas de fornecimento de nutrientes que mimetizam o funcionamento do cordão umbilical.
No entanto, a Snopes, um site dedicado a verificar notícias e rumores, entrou em contato com a Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), de Singapura, onde Zhang seria listado como um PhD ou professor. Um porta-voz da NTU desmentiu a informação, afirmando que "não há nenhum graduado com o nome 'Zhang Qifeng' com doutorado na universidade", e que o instituto não estava conduzindo nenhum tipo de pesquisa relacionada a "robôs gestacionais".
Mas por que surgiu?
O desenvolvimento desse robô poderia ser uma resposta ao crescente problema da infertilidade e ao desejo de contornar as barreiras legais em torno da "barriga de aluguel", que tem sido um desafio para muitas famílias, especialmente em países com restrições legais rigorosas.
No caso da China, a proibição da gestação por substituição comercial gerou um mercado clandestino, o que torna a proposta do robô de gravidez uma solução inovadora e, ao mesmo tempo, controversa.
Para os cientistas, o robô, com um preço estimado de 100.000 yuan (aproximadamente US$ 14 mil), pode ser uma "opção mais acessível em comparação aos altos custos de gestação por substituição", um fator importante em um país com uma população envelhecendo rapidamente e uma crescente demanda por soluções reprodutivas.
A equipe de Zhang Qifeng projeta que o robô humanoide de gravidez poderá estar pronto para testes de implantação em humanos até 2026.
Mas, para que isso aconteça, uma série de testes clínicos, incluindo a realização de experimentos com animais de grande porte, serão necessários para garantir a segurança da tecnologia. Além disso, a obtenção das autorizações regulatórias e a aprovação ética podem levar mais dois anos, com o primeiro nascimento de um bebê por esse método previsto para 2027.
O cenário da China
A China atravessa uma das maiores crises demográficas de sua história.
A taxa de natalidade do país, que já foi uma das mais altas do mundo, caiu de forma dramática nas últimas décadas. Hoje, a nação enfrenta um dos maiores declínios populacionais do planeta, com a taxa de fertilidade total (TFT) caindo de 2,25 filhos por mulher em 1990 para cerca de 1,00 filho por mulher em 2023, muito abaixo do nível de reposição populacional, que é de 2,1 filhos por mulher.
Em 2024, a taxa de fertilidade teve um leve aumento, chegando a aproximadamente 1,71 filho por mulher, mas permanece abaixo do nível de reposição. Em 2024, nasceram cerca de 9,54 milhões de bebês na China. Mesmo assim a população continuou a cair, com um declínio populacional estimado em torno de 1,39 milhão de pessoas, segundo a Divisão de População das Nações Unidas.
Um dos principais motores para a queda da natalidade na China foi a política do filho único, implementada em 1979 e que vigorou até 2015. A medida foi criada para controlar o crescimento populacional e, apesar de ter sido abandonada, os efeitos dela ainda são sentidos. Durante mais de 30 anos, o governo desencorajou as famílias de terem mais de um filho.
Outro fator que contribuiu para a queda da natalidade foi a mudança nas condições sociais e econômicas. A sociedade chinesa passou por transformações significativas nas últimas décadas. O adiamento do do casamento e da maternidade é um reflexo dessas mudanças. De acordo com dados do governo chinês, a idade média do primeiro casamento passou de 24 anos em 2010 para 28 anos em 2020. Já a idade média da maternidade aumentou de 26 anos para 29 anos no mesmo período.
Além disso, a infertilidade tem se tornado uma realidade crescente entre os casais chineses. Em 2023, 18,2% dos casais enfrentavam dificuldades para ter filhos, o que representa quase um em cada seis casais.
Depois de prender o proprietário de uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro na última sexta-feira, 22, a Polícia Civil de Alagoas quer avançar nas investigações para saber se há mais gente envolvida nas denúncias de abuso e violência contra pacientes que eram internados na 'comunidade terapêutica'.
A informação foi divulgada pela delegada Ana Luiza Nogueira, que integra a comissão que investiga a morte da esteticista Cláudia Pollyane Faria de Santa'Anna, de 41 anos.
"Estamos nos debruçando em dois aspectos importantes. Primeiro, no inquérito original, que prendeu a companheira do proprietário pelos crimes de estupro e maus-tratos. E também pela morte da vítima, inclusive, pelas escutas que fizemos, já foram ouvidas mais de 30 pessoas no trâmite do inquérito policial, pelo laudo do exame cadavérico, muito embora estejamos aguardando ainda o laudo toxicológico, há indicativo de, no mínimo, um crime de homicídio culposo", detalhou Ana Luiza em entrevista, na manhã desta segunda-feira, 25, ao Balanço Geral AL, da TV Pajuçara/Record.
"E um outro fato que a polícia tem se debruçado, a reiteração de condutas nas dependências dessa clínica. Há relatos constantes de cometimento de crimes de tortura, maus-tratos, abusos físicos e psicológicos cometidos ali. Esse fato específico que a polícia está diligenciando no dia de hoje e toda a semana para ter um lastro probatório muito forte e proceder à responsabilização penal dessas duas pessoas que estão presas e, porventura, de outras pessoas ou quiçá funcionários que tenham de alguma forma contribuído para todas essas condutas delitivas", acrescentou.
A comissão que investiga o caso é composta pelas delegadas Ana Luiza Nogueira, coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Liana Franca, titular do 17º Distrito Policial de Marechal Deodoro, e Maria Eduarda, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
"É um caso muito grave. Inclusive, com indicativo muito forte de cometimento de crimes de estupro, de maus-tratos, de violência física, de violência psicológica reiterada nas dependências dessa clínica".
A delegada disse também que o proprietário, que foi preso em um motel, negou as acusações, mas que a polícia já tem material robusto na apuração.
"Sim, quando ele foi ouvido, negou a conduta. Mas isso é praxe, a grande maioria de diversos crimes, quando são ouvidos em sede policial, nega a conduta. Porém, isso não tem relevância nenhuma, pois já temos um lastro probatório muito forte nos inquéritos policiais, que são dois. Estamos investigando outras condutas que foram praticadas nas dependências da clínica".
Ainda de acordo com Ana Luiza Nogueira, cerca de 20 pessoas que estavam internadas na clínica em Marechal Deodoro já foram retiradas de lá pelos próprios familiares após repercussão do caso.
"Vejam que ele (proprietário) veio de São Paulo, já tinha, inclusive, indicativo de cometimento de crime de homicídio ocorrido naquela cidade. E também havia uma clínica com o mesmo modus operandi ocorrido aqui na cidade. Daí a gravidade dos fatos e a necessidade de, aqui em Alagoas, apurarmos essa conduta com muito rigor".
O caso - A família da esteticista Cláudia Pollyanne registrou, no dia 9 de agosto, um Boletim de Ocorrência para solicitar exames complementares após ter sido informada na Unidade de Pronto Atendimento de Marechal Deodoro, na região Metropolitana de Maceió, sobre hematomas no corpo da mulher, que morreu no sábado, 9 de agosto.
Ainda no sábado, o representante da clínica também registrou B.O. para informar o óbito às autoridades. A reportagem do TNH1 teve acesso aos dois boletins de ocorrência registrados junto à Polícia Civil.
No relato, o homem diz que a paciente teria entrado em surto de abstinência. Que ela teria sido medicada, jantado e ido dormir. "Ao amanhecer, um colaborador bateu na porta do quarto e foi informado por outras acolhidas que Cláudia Pollyanne não estava bem". O homem afirmou que a levou rapidamente para a UPA de Marechal Deodoro, onde foi constatado o falecimento dela. E que a família foi comunicada.
A família da mulher detalhou no boletim de ocorrência que, ao chegar na UPA, foi informada por uma assistente social e pelo médico de plantão que a vítima já estava em óbito há pelo menos 4 horas e que a Cláudia apresentava hematomas por todo o corpo e olho roxo.
De acordo com a delegada Liana Franco, titular do 17º Distrito Policial, depois da repercussão do caso da esteticista, a polícia passou a receber mais denúncias. Após o resgate de uma adolescente de 16 anos, também paciente da clínica, na noite da quinta-feira, 14, a proprietária da clínica foi presa. A menina contou aos policiais que teria sofrido abusos sexuais praticados pelo dono clínica, marido da proprietária.
Uma vítima contou à polícia que, nos nove meses em que ficou internada na clínica, sofreu abusos, foi dopada e que havia até um cachorro da raça pitbull nas dependências da 'comunidade terapêutica' como forma de intimidação.
O resultado do exame cadavérico feito no corpo da esteticista Cláudia Polllyane Faria de Santa'Anna, de 41 anos, apontou como causa da morte uma insuficiência respiratória aguda. O documento também revelou a presença de diversas lesões traumáticas no corpo da esteticista.
O proprietário da clínica era considerado foragido desde o dia 15 de agosto - data em que a polícia prendeu a esposa dele, que também é proprietária da clínica. Ele foi preso escondido em um motel, no dia 22 de agosto, em Jacarecica, Litoral Norte de Maceió.
Um homem apontado como suspeito de estelionato foi preso após ameaçar as vítimas do golpe e ainda tentar subornar policiais no momento da detenção, nesse domingo (24), no bairro do Clima Bom, em Maceió.
Segundo a Polícia Militar, o suposto criminoso se dirigiu ao trabalho de uma das vítimas para ameaçá-la. No entanto, ele foi contido por populares e os militares foram acionados para capturá-lo.
O homem que estava no trabalho relatou ter sido vítima do suposto estelionatário, porém não deu mais detalhes do golpe. Já outro presente informou que foi envolvido na fraude como “laranja”, e que ainda foi ameaçado após acionar os policiais,
O suspeito foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Lúcia, para avaliação médica, mas não foram constatadas lesões. Durante o caminho para a delegacia, o homem tentou subornar os agentes de segurança, porém a quantia não foi revelada.
O suspeito foi autuado por estelionato e corrupção ativa. Ele segue à disposição do Poder Judiciário alagoano.
Um idoso foi preso nesse domingo (24), em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, após oferecer R$ 5 mil a policiais para não ser responsabilizado criminalmente. Ele é acusado de ter envenenado alimentos e deixado os produtos na rua para atrair cachorros, resultando na morte de quatro animais.
De acordo com o chefe de operações da Delegacia de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, a tentativa de suborno ocorreu no momento em que o suspeito foi levado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).
“Além de responder por maus-tratos a animais, ele também foi autuado em flagrante por corrupção ativa”, explicou o policial.
O crime veio à tona depois que câmeras de segurança registraram o homem circulando pelas ruas com uma sacola contendo salsichas e outros alimentos misturados a uma substância venenosa, identificada como chumbinho.
Nas imagens, é possível ver o momento em que ele abandona os produtos na calçada para atrair os cães. Pouco tempo depois, quatro morreram.
A repercussão do caso mobilizou a população e levou equipes da Polícia Civil e da Guarda Municipal a iniciarem buscas pelo autor. Ele foi encontrado ainda nas proximidades do local do crime, usando as mesmas roupas vistas nas filmagens.
O idoso permanece detido e passará por audiência de custódia nesta segunda-feira (25).
A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, tenta realizar o 10º voo de teste da Starship, nave mais poderosa do mundo. O lançamento está marcado para este domingo (24), às 20h30 (horário de Brasília).
Assim como nos experimentos anteriores, esta será uma missão não tripulada. Para este voo, a SpaceX pretende fazer a cápsula (a parte de cima do veículo espacial) retornar para a plataforma de lançamento. Já o propulsor (a parte debaixo) deve fazer um pouso no Golfo do México.
A SpaceX adiou o novo lançamento da Starship, nave mais poderosa do mundo. "Desistindo do 10º voo da Starship hoje para dar tempo de solucionar um problema com os sistemas terrestres", disse, em comunicado.
A empresa ainda não informou a nova data para o teste.
Após a adiar o 10º voo da Starship ontem, a SpaceX agora informa em seu site que a decolagem da maior nave do mundo deve acontecer nesta segunda-feira (25), a partir das 20h30 (horário de Brasília).
O príncipe Andrew foi vítima de abuso sexual na infância e tem vício em sexo, segundo o biógrafo Andrew Lownie. A afirmação é feita no livro "Entitled: The Rise and Fall of The House of York" (Intitulado: A Ascensão e Queda da Casa de York), o mais vendido da semana no Reino Unido e considerado "a biografia real mais devastadora já lançada".
Em entrevista a Splash, o autor deu detalhes da alegação. "Minha fonte é alguém que trabalha muito perto do príncipe Andrew, acredito que seja confiável. Mas é algo muito chocante e incomum".

O que diz o livro
Andrew teria tido sua "primeira experiência sexual" aos oito anos e perdido a virgindade aos 11. O pai de um amigo teria contratado duas prostitutas para os meninos em um hotel no bairro de West End, em Londres.
A fonte afirma que foi nesse momento que ele se tornou "obcecado por mulheres" e com a "experiência penetrativa". "Ele admitiu que sua segunda experiência sexual aconteceu antes dos 12 e que, aos 13, já havia dormido com meia dúzia de garotas", diz a obra.
"Essa história foi corroborada por colegas de escola que têm histórias similares de Andrew tendo relações sexuais com funcionárias quando era muito jovem", contou Andrew Lownie, a Splash.
Essa seria a "raiz" dos problemas de Andrew em relação ao sexo, segundo a fonte em questão. "Eu acredito que ele foi uma vítima de abuso sexual quando era muito novo. Isso explica o porquê de ele ter passado a vida adulta toda com um alto risco de autoabuso, depressão e encontros sexuais arriscados. São efeitos de um trauma sexual na infância", diz, em relato ao autor.
"Isso explicaria essa abordagem muito sexualizada da vida e o fato de que ele não consegue manter relacionamentos por muito tempo. De certa forma, parece que pode ser verdade. Espero que, com a publicação do livro, outras pessoas se manifestem e falem a verdade".
Andrew era muito amigo do pedófilo Jeffrey Epstein (1953-2019) e fez um acordo após ser acusado de abuso sexual por uma das vítimas do bilionário. Virginia Giuffre, que cometeu suicídio em abril deste ano, afirmava que tinha 17 anos quando foi traficada por Epstein e sua "ajudante", Ghislaine Maxwell, e forçada a fazer sexo com Andrew nos Estados Unidos, em Londres e na ilha particular do bilionário. Ela tinha como prova uma foto ao lado do príncipe e de Ghislaine.
O Egito apresentou, nessa quinta-feira (21/8), vestígios de uma cidade submersa em frente à costa de Alexandria, que incluem edifícios, tumbas, tanques para peixes e um cais, todos com mais de 2.000 anos de antiguidade.
Segundo as autoridades, o sítio, localizado na baía de Abu Qir, pode corresponder a um pedaço da antiga cidade de Canopo, importante centro da dinastia ptolemaica — que governou o Egito por quase três séculos.
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A Antártida mostra cada vez mais sinais do impacto poluente do turismo e das atividades científicas, segundo revela um estudo publicado nesta quarta-feira (20) na revista Nature Sustainability.
Nas áreas visitadas da península Antártida, foram detectados metais pesados poluentes em uma quantidade dez vezes maior do que há 40 anos, segundo a pesquisa que aborda o impacto desses elementos sobre a neve.
Nas últimas duas décadas, o número de turistas aumentou de cerca de 20 mil para cerca de 120 mil, de acordo com a Associação Internacional de Operadores Turísticos da Antártida (IAATO em inglês).
"O aumento da presença humana na Antártida gera preocupações sobre os poluentes derivados da queima de combustíveis fósseis em embarcações, veículos, aviões (...) que incluem partículas que contêm elementos como cromo, níquel, cobre, zinco e chumbo", indica a pesquisa.
Consultado pela AFP, Raúl Cordero, cientista da Universidade de Groningen e coautor do estudo "Vestígios de metais pesados na neve antártica provenientes da pesquisa e do turismo", assegura que como consequência há um derretimento mais rápido da neve.
"A neve está derretendo mais rápido na Antártida devido à presença de partículas poluentes em áreas frequentadas por turistas", explicou o cientista em uma entrevista telefônica à AFP de Santiago.
De acordo com o especialista, um único turista "pode contribuir para acelerar o derretimento de cerca de 100 toneladas de neve".
Uma equipe de pesquisadores de países como Chile, Alemanha e Países Baixos percorreu durante quatro anos cerca de 2 mil quilômetros na Antártida medindo a presença desses materiais.
Os metais também aumentaram devido às expedições científicas, cujas estadias mais prolongadas podem impactar até 10 vezes mais que a de um turista, afirma Cordero.
No estudo, os autores reconheceram "avanços" na proteção da Antártida, como a proibição de óleo combustível pesado, um derivado do petróleo, ou o uso de embarcações que combinam eletricidade e combustíveis fósseis.
No entanto, é necessário "acelerar a transição energética e minimizar o uso de combustíveis fósseis, especialmente perto de locais sensíveis", afirma o relatório.
A Antártida está perdendo sua massa de gelo e neve rapidamente também como resultado do aquecimento global. Segundo a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), o continente branco perde 135 bilhões de toneladas de neve e gelo por ano desde 2002.
A pergunta "de onde veio a água da Terra?" é um dos maiores quebra-cabeças da ciência. Uma das hipóteses mais quentes envolve a presença de rochas espaciais vindas de outros cantos do universo. Uma nova pesquisa, que analisou o chamado "Cometa do Diabo" colabora para essa ideia. O estudo publicado na revista científica Nature Astronomy em 8 de agosto revela que a água encontrada no cometa 12P/Pons-Brooks é "praticamente indistinguível" da água dos nossos oceanos. Essa é a evidência mais robusta até hoje de que cometas foram cruciais para viabilizar a vida no nosso planeta.
A impressão digital química da água
A chave para rastrear a origem da água está em sua assinatura isotópica. Os cientistas analisam a proporção entre deutério (hidrogênio "pesado", com um nêutron extra) e hidrogênio comum (a chamada razão D/H) na água. É como uma impressão digital química única para diferentes corpos do sistema solar.
A equipe usou o conjunto de telescópios ALMA, no Chile, e o Infrared Telescope Facility (IRTF), da Nasa, para analisar essa proporção no vapor de água liberado pelo núcleo do Cometa 12P/Pons-Brooks. Eles mediram tanto a água comum (H₂O) quanto a água "pesada" (HDO), que contém deutério.
"Nosso novo resultado fornece a evidência mais forte até agora de que pelo menos alguns cometas do tipo Halley carregavam água com a mesma assinatura isotópica encontrada na Terra", disse o astrofísico molecular Martin Cordiner, principal autor do estudo, em comunicado. "Isso apoia a ideia de que os cometas podem ter ajudado a tornar nosso planeta habitável".
Por que essa descoberta é tão importante?
O 12P/Pons-Brooks é um cometa do tipo Halley, com um período orbital de 71 anos. Medições anteriores da água em outros cometas dessa mesma classe, como o Halley e o Hyakutake, mostraram uma razão D/H muito mais alta que a da Terra. Esses resultados lançavam uma sombra de dúvida sobre a teoria, sugerindo que talvez os asteroides, e não os cometas, fossem os principais responsáveis por trazer água.
Esta nova análise do "Cometa do Diabo" quebra esse paradigma. Ele prova que pelo menos alguns cometas da nuvem de Oort (a origem dos cometas de longo período como este) carregam água com a assinatura isotópica perfeita para ser a fonte da nossa. A descoberta indica que a população de cometas é mais quimicamente diversa do que se imaginava, e que uma parcela deles tinha exatamente o "tipo certo" de água para abastecer a Terra.
Um mapa sem precedentes
A técnica usada foi inovadora. "Ao mapear H₂O e HDO na cabeleira do cometa, podemos dizer se esses gases vêm do gelo congelado dentro do corpo sólido do núcleo, em vez de se formarem a partir de processos químicos ou outros na cabeleira gasosa", explicou Stefanie Milam, cientista do projeto da Nasa e coautora do estudo.
Isso significa que os pesquisadores não apenas mediram a água, mas mapearam sua distribuição com um detalhe sem precedentes, confirmando que ela é ejetada diretamente do gelo primordial do cometa - um verdadeiro fóssil congelado da formação do sistema solar.
A imagem está ficando mais clara: a água que forma nossos oceanos, preenche nossos rios e compõe nossos corpos muito provavelmente começou sua jornada muito longe daqui, congelada no núcleo de um cometa, até ser entregue em um impacto cataclísmico que, ironicamente, permitiu que a vida florescesse.
A primeira dama de Maceió, Marina Candia, e o prefeito JHC anunciaram, em suas redes sociais, na manhã deste sábado (23), o nascimento de José Henrique, o segundo filho deles, que já são pais de Maria Helena.
Na postagem, ela aparece com o prefeito e o bebê, que usa uma touca do Hospital da Cidade, unidade pública municipal que foi inaugurada por JHC.
"Senhor, coloco diante de Ti o meu filho. Que ele venha ao mundo envolto em Tua graça, com saúde abundante, e que cresça para ser Teu servo fiel nesta terra, cumprindo o propósito que Tu tens para ele", diz a legenda da postagem.
Nos comentários, os seguidores deram as boas-vindas ao novo membro da família e ressaltaram o fato dele nascer em uma maternidade pública.
Com quase dois mil projetos inscritos em todo o país, a 8ª edição do prêmio Histórias de Quem Atende celebrou histórias inspiradoras de colaboradores que fazem do atendimento do Sebrae uma referência nacional em excelência. Entre os destaques, os profissionais do Sebrae Alagoas conquistaram reconhecimento em quatro categorias, incluindo a de Melhor NPS (Net Promoter Score) para a agência sede e para a agência de atendimento integrada de Arapiraca.
Em clima de celebração e expectativa, os colaboradores do Sebrae Alagoas se reuniram, na tarde desta sexta-feira (22), para acompanhar a transmissão ao vivo da premiação pelo canal oficial do Sebrae Nacional no YouTube. O desempenho do estado já chamava atenção desde a fase de inscrições, quando o Sebrae Alagoas conquistou a 4ª posição no ranking nacional, com 137 histórias enviadas.
Duas agências de Alagoas foram reconhecidas entre as cinco melhores do país na categoria NPS Agência, índice que mede a satisfação do cliente. A agência de atendimento integrada de Arapiraca ficou em 1º lugar, enquanto a agência sede, em Maceió, ficou entre as cinco vencedoras do país, e, com isto, já acumula quatro vitórias consecutivas na categoria.

O reconhecimento se estendeu também aos colaboradores. Na Modalidade NPS Atendimento, a analista Stheffany Lóz, de Arapiraca, venceu em 1º lugar entre os cinco melhores profissionais do Brasil, junto ao analista Carl Broad, de Maceió, finalista da categoria que já figura entre os destaques nacionais há quatro edições consecutivas do projeto.
“É muita emoção! Receber o reconhecimento do Sebrae Nacional e do nosso Sebrae AL, é indescritível. Ser premiado quatro vezes entre os cinco melhores do Brasil na categoria NPS é simplesmente demais. Sou muito grato aos meus clientes, porque são eles que nos dão as respostas, que votam e nos colocam no pódio. Também agradeço à minha diretoria e à minha gerente, que tornam tudo isso possível”, comemorou Carl Broad.
O Sebrae Alagoas também se destacou em outras categorias. Na categoria “Perrengues de Quem Atende”, a finalista foi a analista Mirela Souza, com a história “A tenda desabando e MEI virando herói”. Já na categoria “Rede de Atendimento Próprio”, a analista Susylane Ferreira foi finalista com a história “Da formalização ao salão de artesanato de SP em menos de 1 mês”. O grande destaque nessa mesma categoria foi a vitória da analista Sidartha Reis, que conquistou o 1° lugar entre mais de 800 histórias, com o projeto “Zureta das ideias”.
Emocionada com o resultado, Fátima Aguiar, gerente da Unidade de Relacionamento Empresarial (URE), destacou a dedicação e o trabalho coletivo da equipe do Sebrae Alagoas na conquista dos reconhecimentos nacionais em atendimento.
“É uma alegria enorme para todos nós. Manter-se no pódio não é fácil. Chegar lá já é um desafio, e se manter exige ainda mais dedicação. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, não é de um, é de todos. Cada colaborador tem plena consciência da importância do NPS para refletir a qualidade do atendimento do Sebrae Alagoas, e a celebração de todo nosso esforço foi maravilhosa”, declarou a gerente.
O prêmio Histórias de Quem Atende celebra o comprometimento dos colaboradores que, com dedicação e excelência, transformam o atendimento em uma ferramenta de impacto para o empreendedorismo no Brasil. Mais do que reconhecer histórias individuais ou coletivas, o projeto valoriza práticas ágeis, acessíveis e resolutivas, capazes de fortalecer os pequenos negócios, estimular mudanças positivas na sociedade e consolidar a educação empreendedora como pilar do desenvolvimento sustentável do país
A paisagem gelada da Antártida esconde pistas de um passado muito diferente. Pesquisadores brasileiros identificaram o fóssil de um peixe que viveu há mais de 66 milhões de anos, pertencente a uma espécie até então desconhecida. O exemplar também sugere que o continente já teve mares com temperatura mais amena.
O estudo foi conduzido por cientistas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles publicaram os resultados no dia 11 deste mês na revista Scientific Reports. O trabalho contou com colaboração de pesquisadores da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) e recebeu financiamento da Faperj, da Capes e dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia.
A coleta do fóssil se deu na Ilha James Ross durante uma expedição do projeto Paleoantar realizada no verão de 2018-2019.
Batizado de Antarctichthys longipectoralis, o espécime media de 8 a 10 centímetros e possuía nadadeiras peitorais excepcionalmente longas. A espécie pertence a um grupo encontrado tanto em água doce quanto na marinha e que hoje é visto principalmente em regiões tropicais e subtropicais.
"Ao analisar as imagens, a gente foi ficando animado com as estruturas anatômicas. Começamos uma análise de parentesco e aí vimos que esse grupo sempre ocorre mais ao norte. Então, como ele apareceu aqui [mais ao sul], foi ainda mais interessante", diz a bióloga Valéria Gallo, professora titular do Departamento de Zoologia da UERJ e uma das autoras do estudo.
"Academicamente, a gente sabe quando um artigo científico tem impacto. Uma descrição nova é importante, mas essa ocorrência na Antártida traz um impacto diferente para o nosso trabalho", acrescenta a pesquisadora.
A análise do fóssil foi realizada por meio de microtomografia computadorizada no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), que gerou mais de 2.000 tomogramas usados para reconstrução 3D.
"A microtomografia é extremamente eficaz para espécimes pequenos e permite acessar estruturas internas da matriz rochosa ou do próprio osso. Conseguimos informações em alta resolução sobre o volume e formato das estruturas. Provavelmente, sem essa técnica, não conseguiríamos nomear a espécie", afirma o paleontólogo Arthur Souza Brum, pós-doutorando do Departamento de Zoologia da UERJ. Ele também assina o artigo.
A pesquisa revelou que o Antarctichthys longipectoralis possuía nadadeiras peitorais extremamente longas, a ausência de dentes e a existência de uma conexão otofísica no neurocrânio --estrutura que liga o ouvido interno e crânio, relacionada à condução sonora e ao equilíbrio.
Essas particularidades sugerem que o peixe se alimentava por filtração, retirando partículas da água, e que suas nadadeiras longas ajudavam na flutuabilidade, já que o grupo perdeu a vesícula gasosa presente em peixes modernos.
"É tudo inferência. Pela estrutura anatômica podemos deduzir que ele usava a nadadeira para manobras rápidas ou para subir e descer na coluna d'água", afirma Gallo.
"Quando você olha para o peixe, consegue relacioná-lo a espécies atuais", diz a pesquisadora, referindo-se à reconstrução artística da espécie. "Isso facilita explicar para uma criança ou para alguém que não é da nossa área. A gente compara com peixes que existem hoje, olha as formas, a nadadeira longa, a cabeça alongada... você consegue mostrar que não é algo tão distante, como um dinossauro de 40 metros, que não tem nenhum equivalente atual."
O fóssil também fornece informações sobre o clima e a vida marinha na Península Antártica durante o Cretáceo. A região não possuía a cobertura de gelo atual e estava geograficamente mais próxima da América do Sul, mantendo conexões marinhas que permitiam maior biodiversidade.
"Podemos inferir, a partir do peixe e de outros fósseis da formação geológica, como tubarões, moluscos, crustáceos e algas, que havia mares abertos, clima ameno e ecossistemas ricos. Era um ambiente bem mais ameno do que hoje", diz Gallo.
O estudo levou cerca de cinco anos, período marcado por obstáculos como o incêndio no Museu Nacional em 2018, que destruiu grande parte do acervo, e a pandemia de Covid-19. A preservação excepcional do peixe se deve à concreção em que foi encontrado, com uma camada sedimentar que protege o fóssil, mantendo ossos e vértebras articulados.
"Tivemos muita dificuldade. O material estava empacotado e, quando desempacotamos, já não existia mais o Museu Nacional. A gente examinava com máscara, no microscópio, tentando tirar o material e triá-lo. Teve muito desânimo, mas a gente sabia que conseguiria completar o trabalho", lembra Gallo.
