
As fintechs que atuam no Brasil passarão a ter o mesmo tratamento tributário dos bancos tradicionais e das instituições do sistema de pagamentos brasileiro. A decisão foi publicada pela Receita Federal no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29).
Fintechs são empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida que bancos tradicionais.
Como isso vai funcionar na prática?
A nova Instrução Normativa da Receita Federal define ações voltadas ao combate de crimes contra a ordem tributária, incluindo aqueles ligados ao crime organizado, como lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes.
Na prática, a proposta é que as fintechs passem a enviar informações por meio do e-Financeira — sistema utilizado há mais de 20 anos pelos bancos para comunicar movimentações financeiras à Receita.
O e-Financeira é uma plataforma da Receita Federal que centraliza dados financeiros enviados por instituições, como informações de clientes, abertura e encerramento de contas, movimentações, operações de previdência privada e pagamentos via PIX, TED, DOC, cartões, entre outros.
De acordo com a Receita, o sistema não exige detalhes de cada transferência bancária, mas apenas os valores totais de débito e crédito consolidados por conta e por contribuinte, mês a mês.
A Instrução Normativa entrou em vigor nesta sexta-feira (29).
Medida já foi alvo de polêmicas
A proposta para ampliar as regras de fiscalização das instituições financeiras já havia sido apresentada no ano passado.
Na ocasião, a Receita buscou ampliar o controle sobre os dados fornecidos pelas instituições financeiras, com o objetivo de identificar irregularidades e garantir o cumprimento das leis tributárias.
A medida, porém, foi alvo de desinformação e gerou confusão entre os contribuintes.
"Em janeiro [de 2025], uma onda enorme de mentiras e fake news, atribuindo uma falsa tributação dos meios de pagamento a essa normatização, acabou prejudicando o próprio uso desses instrumentos, forçando a Receita a dar um passo atrás e revogar a norma", afirmou o Fisco em nota.
"O que faremos agora não é a republicação daquela norma, pois não queremos dar margem para uma nova onda de mentiras", completou a Receita.
Com a nova norma, a Receita pretende diminuir a vulnerabilidade do sistema de pagamentos, aumentar a rastreabilidade das operações financeiras e fortalecer a cooperação entre órgãos de fiscalização, a Polícia Federal e instituições do setor.
A que dados a Receita tem acesso?
A Receita tem acesso a informações fundamentais para cumprir a sua função de órgão do governo responsável por administrar tributos federais, além de atuar no combate à pirataria, à sonegação fiscal, ao tráfico de drogas e ao contrabando.
Entre essas informações estão:
No entanto, segundo a Receita, no repasse das informações pelas instituições financeiras e administradoras de cartão de crédito, não existe "qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados". O segredo das operações é garantido pelo sigilo bancário.
O que a Receita pretende com a mudança nas regras é prender pessoas que buscam ocultar a origem ilícita de recursos, muitas vezes oriunda de crimes como lavagem de dinheiro ou do crime organizado.
Megaoperação contra o crime organizado
A decisão da Receita Federal foi publicada um dia após a megaoperação contra o crime organizado, realizada por uma força-tarefa dos Ministérios Públicos federal e estaduais, das Polícias Federal, Civil e Militar, com apoio da própria Receita.
A operação mirou um esquema bilionário no setor de combustíveis, liderado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e identificou pelo menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, sob gestão do grupo.
Segundo a Receita, as operações eram realizadas no mercado financeiro de São Paulo, por integrantes infiltrados na região da Avenida Faria Lima, polo financeiro de São Paulo.
Um dos alvos é a empresa BK Bank, fintech financeira utilizada para movimentar dinheiro por meio de contas bolsão não rastreáveis.
"Fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro nas principais operações contra o crime organizado, porque há um vácuo regulamentar, já que elas não têm as mesmas obrigações de transparência e de fornecimento de informações a que se submetem todas as instituições financeiras do Brasil há mais de 20 anos", escreveu a Receita em nota enviada nesta quinta (28).
Essa brecha, segundo a Receita, facilitava a movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apoiou a medida e afirmou que a nova regulamentação é um “marco decisivo” no combate ao crime organizado, ao trazer mais equilíbrio entre inovação e segurança no sistema financeiro.
Para a entidade, é essencial que todos os agentes que atuam no setor, autorizados ou não pelo Banco Central, obedeçam às mesmas regras de integridade, monitoramento e comunicação de operações suspeitas.
“A concorrência é saudável e bem-vinda, mas precisa ocorrer em condições de igualdade, com todos submetidos às mesmas normas de prevenção à lavagem de dinheiro”, afirmou a Febraban em nota.
Já a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) afirmou em nota que, com a atualização da medida, a Receita busca "modernizar os atos normativos existentes e acompanhar a evolução do mercado financeiro".
"Trata-se de uma medida relevante e necessária para avançar na supervisão e garantir maior alinhamento regulatório e transparência nas operações", disse.
Em entrevista à revista estadunidense People nessa quinta-feira (28/8), o autor de livros sobre integrantes da família real Robert Lacey revelou a tática adotada pelo príncipe William e Kate Middleton com o primogênito, o príncipe George, atualmente com 12 anos. Segundo o biógrafo, o casal teria “adiado” contar ao filho mais velho que ele um dia se tornaria rei do Reino Unido.
À publicação, Lacey comentou que William e Kate tomaram essa atitude com o objetivo de “proteger a infância” de George. Por ser o primogênito do casal, o garoto é o herdeiro direto do trono britânico. Ele está na segunda posição da linha sucessória da Coroa, ficando atrás apenas do pai. Conforme o escritor, os príncipes de Gales postergaram “até o último momento possível”.
Leia a matéria completa em metrópoles.com.
O Exército israelense declarou nesta sexta-feira (29) que a Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa de Gaza, agora é “uma zona de combate perigosa” e suspendeu um corredor humanitário que estabeleceu na cidade há cerca de um mês.
O anúncio é mais um passo rumo à tomada da cidade, no que Israel diz compor esforços para a "vitória total" sobre o grupo terrorista Hamas. Israel disse já controlar os arredores da Cidade de Gaza, e que está atuando "com grande intensidade" nessas regiões.
“A partir de hoje (sexta-feira), às 10h00 (4h no horário de Brasília), a pausa tática local nas atividades militares não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que passa a constituir uma zona de combate perigosa”, disse o Exército em comunicado, referindo-se a pausas diárias nos combates e um corredor humanitário estabelecido na cidade, no final de julho, para aumentar a distribuição de comida.
Israel também anunciou nesta sexta-feira que recuperou o corpo do refém Ilan Weiss e "evidências relacionadas a outro refém morto", que não foi identificado, durante uma operação na quinta. O governo Netanyahu acredita que ainda há cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, sendo por volta de 20 ainda vivos.
Cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza, segundo a ONU, sendo que alguns deles chegaram ao local após serem forçados a fugir da guerra entre Israel e Hamas, que dura quase dois anos. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que uma ampla ofensiva na cidade terá consequências catastróficas.

Nos últimos dias, o Exército de Israel tem pedido que os moradores evacuem a Cidade de Gaza, e o porta-voz Avichay Adraee afirmou na quarta-feira que esse é um processo "inevitável". Ao mesmo tempo, segundo Adraee, cada família que evacuar a cidade para o sul "receberá a maior assistência humanitária possível", com uma estrutura de tendas, futuros novos complexos de distribuição de ajuda humanitária e uma rede de água.
Israel busca tomar a Cidade de Gaza como próximo grande passo na guerra contra o grupo terrorista Hamas —posteriormente, o objetivo é controlar todo o território palestino, segundo o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O Exército israelense reiterou nesta sexta-feira que já iniciou os "primeiros estágios" da tomada da cidade.
Milhares de palestinos já fugiram da cidade, mas líderes religiosos disseram nesta semana que permaneceriam no local, porque deixar a cidade e tentar fugir para o sul seria “nada menos que uma sentença de morte”.
Fotos da agência de notícias AFP tiradas na região na quinta-feira mostraram filas de pessoas deixando suas casas rumo ao sul em vans e carros carregados de colchões, cadeiras e sacolas. A ONU afirma que o deslocamento forçado em massa de palestinos, como o que pode ocorrer na Cidade de Gaza, pode configurar um crime de guerra.
A guerra desencadeou uma grave crise humanitária em Gaza, e nesta semana a ONU disse ter identificado o estado de fome generalizada na Cidade de Gaza, a 1ª vez que isso ocorre no Oriente Médio.
A evacuação da Cidade de Gaza e o preparo para a ampla ofensiva militar é amplamente criticada pela comunidade internacional. Nesta sexta-feira, Espanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Eslovênia condenaram veementemente a operação, e anteriormente dezenas de outros países já repudiaram ações israelenses dessa natureza.
Bombardeada desde o início da guerra, a Cidade de Gaza enfrenta um aumento nos ataques aéreos de Israel desde o dia 8 de agosto, quando o governo Netanyahu aprovou os planos para tomar a cidade. Tanques israelenses avançam cada vez mais sobre a cidade, com bombardeios a casas em diferentes bairros, segundo agências de notícias. Moradores dos bairros periféricos de Ebad-Alrahman e Zeitoun relataram ataques e bombardeios intensos.
Diversos países da comunidade internacional e o papa Leão XIV fizeram apelos nos últimos dias para Israel parar com a guerra e aceitar uma proposta de cessar-fogo com libertação de alguns reféns em poder do Hamas, aceita pelo grupo terrorista em meados de agosto. Netanyahu, no entanto, afirmou que tomará a Faixa de Gaza de qualquer maneira e seu objetivo agora é obter a libertação de todos os reféns de uma vez.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, prometeu na semana passada destruir a Cidade de Gaza caso o Hamas não aceite o fim da guerra sob as condições do país.
Tomada da Cidade de Gaza

A tomada da cidade, que prevê uma ampla operação terrestre com tanques, soldados e intensos bombardeios, integra plano para captura total do território palestino aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no início de agosto, e vem sendo preparado pelas Forças Armadas desde então.
Também nesta quarta-feira, o gabinete do Netanyahu ordenou ao Exército a "redução dos prazos" para assumir o controle de redutos do Hamas e derrotar o grupo terrorista palestino. O comunicado do governo, no entanto, não especificou quais são as novas datas.
Segundo Defrin, a nova ofensiva entrou em seus "primeiros estágios" após um confronto com o grupo terrorista Hamas, porém não deu mais detalhes. Israel ainda se prepara para lançar a ofensiva com força total, e para isso convocou outros 60 mil reservistas nesta quarta.
A operação militar na Cidade de Gaza e seus arredores será "progressiva, precisa e seletiva", explicou um comandante militar israelense nesta quarta. "Alguns destes locais são zonas nas quais não operamos anteriormente, onde o Hamas ainda mantém capacidade militar", detalhou. A operação "vai continuar até 2026", antecipou a rádio militar.
Algumas horas depois do anúncio israelense, o Hamas se pronunciou e afirmou que o plano de conquista de Gaza mostra o "desrespeito flagrante" de Israel pelos esforços de mediação. Há dois dias, o grupo terrorista concordou com a proposta de cessar-fogo proposta pelo Egito e pelo Catar.
Há alguns dias, a Cidade de Gaza vem sendo alvo de intensos bombardeios, a exemplo dos bairros de Zeitun e Al Sabra, atingidos nas últimas horas, segundo relatos os moradores a agências de notícias.
A tomada total e gradual de Gaza ocorre após o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o tenente-general Eyal Zamir, ter discordado de Netanyahu sobre qual seria o próximo passo para buscar a vitória total contra o Hamas.
Zamir tinha receios de que uma investida expandida contra a Cidade de Gaza colocaria em perigo as vidas dos reféns que ainda estão sob poder do Hamas, porém, disse na semana passada que governo e Exército estão unidos em prol do objetivo.
Intitulado Educação Toda Hora, o novo programa visa resgatar jovens e adultos que abandonaram os estudos há pelo menos dois anos
O deputado federal Rafael Brito (MDB-AL) aprovou na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2532/2024, que amplia o programa alagoano, Vem que Dá Tempo, para todo o Brasil. Com o nome “Educação Toda Hora”, o programa resgata jovens e adultos que abandonaram os estudos há pelo menos dois anos, oferecendo oportunidade de certificação, cursos preparatórios e incentivos financeiros para estimular o retorno às salas de aula.
Segundo Rafael Brito, a proposta responde a uma realidade preocupante no Brasil. Cerca de 41% dos jovens entre 14 e 29 anos deixam a escola para trabalhar, e a taxa de escolarização despenca após os 18 anos. “Estamos dando um passo fundamental para garantir que milhares de brasileiros tenham a chance de concluir seus estudos, ampliar oportunidades de emprego e melhorar sua qualidade de vida. Educação é direito e também instrumento de transformação social”, afirmou o parlamentar.
O modelo alagoano que inspirou o projeto já mostrou sua eficácia. Antes do programa “Vem que Dá Tempo”, entre 2017 e 2019, apenas 4,2 mil pessoas se inscreviam para a prova de certificação do ensino fundamental. Com a implementação do programa, em apenas 13 meses, o número saltou para 44 mil inscritos e 42,6 mil aprovados, um índice de sucesso de 97%.
O projeto “Educação Toda Hora” mantém diretrizes semelhantes do “Vem que Dá Tempo”, a exemplo da expansão da oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA); dos cursos preparatórios para exames de certificação e incentivo financeiro aos aprovados, que poderá ser utilizado para compra de material escolar e apoio ao reingresso no ensino.
“O que foi exitoso em Alagoas precisa ser expandido. Esse é o sentido do meu projeto: garantir a oportunidade de um futuro melhor para quem ficou para trás, mas não perdeu o direito de sonhar com a educação”, concluiu Rafael Brito.
Essa é a segunda iniciativa exitosa de Alagoas, criada pelo deputado do MDB, que será ampliada para todo Brasil. A primeira foi o Cartão Escola 10, que serviu de inspiração para o programa Pé de Meia, do Governo Federal. O incentivo financeiro-educacional repassa o valor de R$ 200 mensais, aos alunos que mantêm, pelo menos, 80% de presença nas aulas.
O PL de Rafael Brito tramita apensado a projeto da deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que também trata do fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As duas propostas são complementares, a deputada do PSOL defende o fortalecimento estrutural da EJA e políticas públicas voltadas à universalização. Rafael Brito apoia o estímulo prático e imediato, com comprovação de resultados, para que o aluno não apenas retorne, mas conclua a formação escolar.
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, condenar a Colgate-Palmolive ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos pela prática de propaganda enganosa na divulgação do creme dental Colgate Total 12.
A decisão da 11ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça acolheu parcialmente o pedido feito em ação civil pública movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que questionava a presença da substância Triclosan na fórmula do produto e a campanha publicitária que prometia “proteção completa por 12 horas, não importa o que você faça”.
Na ação, a Comissão de Defesa da Alerj alega que se trata de uma propaganda enganosa, o que poderá vir a causar problemas de saúde em seus usuários, pois os consumidores entendem, através da propaganda veiculada, que o produto protege a boca mesmo após as refeições.
Em outro trecho, a ação ressalta que, além de gerar a ilusão de proteção, o produto ainda apresenta na fórmula a substância Triclosan, "a qual, segundo informações colhidas na internet em anexo, pode vir a causar câncer."
Em relação ao Triclosan, a 11ª Câmara rejeitou a tese de risco à saúde dos consumidores. O colegiado baseou-se em laudo pericial e em informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permitem o uso da substância dentro da concentração de 0,3%, limite também aceito por autoridades sanitárias dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e Japão. Assim, não ficou configurado o dever de alerta sobre supostos riscos de câncer, como alegava a comissão parlamentar.
Indução ao erro
Os desembargadores reconheceram que a publicidade da Colgate extrapolou os limites científicos ao prometer proteção absoluta contra problemas bucais durante 12 horas, mesmo após refeições. Para o relator do processo, desembargador Marcos Alcino de Azevedo Torres, a mensagem “sugere equivocadamente que a escovação dental após comer ou beber seria desnecessária, em claro desserviço à saúde pública”.
Os estudos apresentados pela fabricante, de acordo com a decisão, apenas compararam a eficácia do produto com pastas sem Triclosan em situações de jejum parcial, mas não sustentavam a afirmação de proteção “completa” independentemente da alimentação.
A fixação da indenização em R$ 500 mil por dano moral coletivo, conforme o entendimento do colegiado, leva em conta a ampla penetração do produto no mercado brasileiro e o potencial lesivo da mensagem publicitária.
A Agência Brasil entrou em contato com a Colgate-Palmolive e aguarda retorno da empresa.
O Grupamento Tático do Interior (GTI) da Polícia Penal de Alagoas promove o I Nivelamento Tático de Operações Penitenciárias (NTOP), que terá a aula inaugural às 9 horas do dia 8 de setembro, no auditório da Defensoria Pública, em Arapiraca.
O NTOP será realizado de 08 a 13 de setembro de 2025 e contará com instrutores das corporações Rotam/PM (Ronda Ostensiva Tática Motorizada), Copes/PM (Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão da Polícia Militar) e Core/PC (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil de Alagoas).
O secretário de Estado da Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, destaca a importância de mais uma iniciativa que qualificará os integrantes das forças de segurança. “É meta da Seris e do Governo de Alagoas apoiar toda e qualquer iniciativa que vise especializar ainda mais nossos servidores que atuam na linha de frente do combate à violência no estado”, disse o secretário.

O curso de Nivelamento Tático de Operações Penitenciárias é direcionado aos policiais penais do Presídio do Agreste, mas também contará com a participação de policiais militares de Alagoas, que serão alunos das turmas formadas. Além disso, terá duração de seis dias e contará com 23 profissionais, sendo 21 policiais penais e dois policiais militares.
A meta do curso é aprimorar técnicas operacionais em patrulhamento urbano e rural, incursões, controle de distúrbios e operações de alta complexidade. Assim como, visa assegurar que os profissionais atuem dentro da legalidade e ética, simulando cenários reais para aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
“Além disso, busca-se capacitar os participantes no uso e manutenção de armamentos e equipamentos, desenvolver habilidades de tomada de decisão sob pressão, treinar condutas em situações de risco e reforçar tanto o condicionamento físico e psicológico quanto o trabalho em equipe, disciplina e liderança em campo”, destaca o policial penal Glauber Melo, da Chefia Especial das Unidades Prisionais do Interior (Ceupi).
O entregador Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, de 29 anos, está em coma após ter recebido, por engano, uma substância usada para limpeza de máquinas durante uma sessão de hemodiálise em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A família denuncia que ele foi intoxicado por ácido peracético e registrou ocorrência na polícia.
Segundo o pai, Márcio Luiz Alves dos Santos, Bruno era um jovem ativo, apesar de ser portador de doença renal crônica.
"Quem olha ele na rua não sabe que é doente renal. Ele anda de moto, joga videogame, vê televisão, é muito ativo", contou.
Na quarta-feira passada (20), Bruno chegou à Clínica Nice Diálise, conveniada ao SUS, para mais uma sessão de hemodiálise. Enquanto os pais aguardavam do lado de fora, perceberam uma movimentação incomum.
"Ele entrou por volta de seis e meia. Quando deu sete e meia, a gente viu um tumulto. Achamos que fosse algum paciente idoso com pressão alterada. Mas ninguém falou nada com a gente. Quando minha esposa olhou, a maca estava saindo com meu filho já inchado, sangrando e intubado", lembrou Márcio.
Desde então, a família se reveza no hospital em São Gonçalo, onde Bruno permanece em estado gravíssimo.

"A gente fica 1 hora com ele e 23 horas de agonia. O telefone toca, a gente fica desesperado. Mas acreditamos muito em Deus, e muita gente está orando por ele", disse o pai.
O que diz o laudo médico
De acordo com o laudo do pronto-socorro, Bruno deu entrada após apresentar rebaixamento do nível de consciência durante a sessão, “secundária à infusão acidental de ácido peracético”. O documento aponta ainda que ele sofreu hemorragia com edema cerebral.
O ácido peracético é usado para desinfecção das máquinas de hemodiálise, mas não pode entrar em contato direto com o paciente.
Investigação
O pai de Bruno registrou boletim de ocorrência por lesão corporal. O documento também cita que havia resíduos do ácido na máquina utilizada para filtrar o sangue do entregador.
"Já fiz o boletim, já denunciei aos órgãos reguladores e espero que a clínica pague pelo que fez. Não foi só erro da profissional, foi uma sucessão de erros. E poderia ter acontecido com qualquer outro paciente naquele dia", disse Márcio.
A família afirma ainda que, no dia do incidente, a técnica de enfermagem responsável pelo atendimento havia sido trocada.
A TV Globo esteve na clínica em São Gonçalo, mas não encontrou responsáveis. Vizinhos contaram que o espaço só abre às segundas, quartas e sextas-feiras.
A equipe de reportagem entrou contato com a Nice Diálise e aguarda posicionamento.
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo informou que a fiscalização dos serviços prestados cabe à Vigilância Sanitária Estadual, que já foi notificada sobre o ocorrido.
A Polícia Civil investiga o caso.

Um homem foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (28) no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal. A filha dele, de 6 anos de idade, foi baleada na cabeça. O crime aconteceu dentro da casa da família.
De acordo com a Polícia Militar, dois homens em uma moto chegaram ao local e atiraram contra o homem. Ele foi atingido por dois tiros e morreu no local. A filha dele foi baleada na cabeça.
A criança foi socorrida inicialmente ao Hospital Santa Catarina e, em seguida, transferida em estado gravíssimo para o Hospital Walfredo Gurgel, onde permanece internada na UTI pediátrica.
Segundo informações médicas, o tiro provocou uma hemorragia interna. Após ser estabilizada, ela passou por uma descompressão intracraniana durante a madrugada. O quadro de saúde ainda é considerado grave.
A Polícia Civil e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) foram acionados para os procedimentos de investigação e recolhimento do corpo. O caso será apurado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os responsáveis pelos disparos e a motivação do ataque.
Muito se fala sobre os benefícios da creatina para o ganho de massa muscular e desempenho físico. Mas e quando o assunto é o coração? Segundo o cardiologista Marcelo Bergamo, o suplemento também pode atuar no músculo cardíaco — com algumas particularidades importantes.
“O coração é um músculo que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, e tem uma demanda energética muito específica. Ele usa o sistema da creatina-fosfocreatina para gerar energia de forma rápida e eficiente”, explica.
De acordo com o especialista, diferentemente dos músculos esqueléticos, nos quais a creatina atua em exercícios de alta intensidade e curta duração, no coração ela serve como uma espécie de bateria de emergência, garantindo estabilidade energética contínua, especialmente em momentos de maior esforço.
Bergamo destaca que, em pacientes com insuficiência cardíaca, os níveis de creatina e fosfocreatina podem cair até 70%, o que compromete a capacidade do coração de gerar energia. “Isso contribui para a fadiga cardíaca, a redução da força de contração, dificultando o bombeamento de sangue e agravando sintomas como cansaço, falta de ar, inchaço e a progressão da doença.”
O médico ressalta que estudos em humanos, ainda que preliminares, apontam resultados promissores no uso do suplemento por parte desses pacientes: melhora da capacidade de exercício, alívio dos sintomas, aumento da função ventricular e até redução de arritmias. “Alguns pacientes apresentaram de 10 a 15% de melhora na capacidade de se exercitar, relataram mais qualidade de vida e menos necessidade de hospitalização. Exames como o ecocardiograma também mostraram ganhos”, comenta.
Além disso, segundo o médico, há indícios de que a creatina possa ajudar na redução dos níveis de triglicérides, melhorar o colesterol HDL (conhecido como “bom”) e diminuir processos inflamatórios nos vasos sanguíneos. Também pode atuar positivamente no controle glicêmico e na sensibilidade à insulina.
Apesar dos benefícios potenciais, Bergamo ressalta que o uso do suplemento, especialmente por pacientes cardiopatas, deve ser sempre acompanhado por um médico. “É fundamental pelo risco de interações medicamentosas, principalmente com diuréticos e remédios para pressão alta, além de possível sobrecarga renal”, alerta.
Veja a matéria completa em Metrópoles
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) divulgou mais detalhes sobre a Operação Farmácia do Crime, que desarticulou uma organização criminosa responsável pela venda de anabolizantes e canetas emagrecedoras de forma ilegal.
De acordo com a corporação, os produtos eram comercializados por meio de anúncios na internet, principalmente nas redes sociais. A polícia disponibilizou prints desses anúncios para reforçar a investigação e orientar a população.

A ação teve como objetivo interromper a venda ilegal de produtos prejudiciais à saúde e responsabilizar os envolvidos.
Veja lista de medicamentos ilícitos comercializados:

Nos dias atuais, para você desbloquear o celular faz uso da digital ou com a imagem de seu rosto, além disso a biometria também permite validar uma transação bancária ou pagar uma compra sem senha. A naturalidade que observamos com nossa biometria nos transmite a sensação de praticidade e até de segurança, mas por trás da conveniência existe um debate mais profundo: até que ponto estamos dispostos a abrir mão da nossa privacidade e do controle sobre dados que, diferentemente de senhas, não podem ser substituídos?
Quando usamos a biometria, entregamos muito mais do que um código de acesso, nós cedemos parte da nossa identidade física e única. A impressão digital, o parâmetro do nosso rosto ou a íris dos nossos olhos não podem ser trocados caso sejam comprometidos por um criminoso cibernético. Esse é o cerne do dilema ético. Muitas vezes, o consentimento dado para o uso desses dados é apenas uma formalidade, já que a escolha costuma se resumir a “aceite ou não use o serviço”, o que levanta dúvidas sobre a liberdade dessa decisão. Além disso, o risco da vigilância velada é real: o mesmo dado que garante praticidade pode ser usado para monitorar cidadãos em massa, mapear rotinas e restringir liberdades individuais. Há ainda a questão dos vieses algorítmicos, já que sistemas de reconhecimento facial têm mostrado falhas que afetam de maneira desproporcional gêneros e etnias, gerando falsos positivos que podem impactar diretamente a vida de quem é injustamente confundido com outra pessoa.
Do ponto de vista da segurança, a biometria impõe um desafio ainda mais crítico. Senhas podem ser trocadas, mas características físicas não. Um banco de dados biométrico comprometido significa um dano irreversível, e por isso a forma como esses dados são armazenados é tão relevante quanto o próprio uso. Modelos matemáticos criptografados são preferíveis a imagens simples, pois reduzem as chances de reconstrução e vazamento. Mesmo assim, criminosos têm explorado falhas em sistemas de autenticação, especialmente quando não existe um mecanismo robusto de detecção de vivacidade. Em muitos casos, fotos, vídeos ou até máscaras sofisticadas conseguem enganar sistemas, explorando a confiança quase cega dos usuários nessa forma de autenticação.
Se isso já seria problemático por si só, o cenário se torna ainda mais perigoso com o avanço da Inteligência Artificial e dos deepfakes. Hoje é possível criar imagens e vídeos extremamente realistas de um rosto, capazes de enganar até sistemas avançados. Essa realidade transforma o que antes era um recurso de segurança em um ponto vulnerável. Além da falsificação de identidades, a engenharia social continua sendo um aliado dos criminosos: muitas vezes, o problema não está apenas na tecnologia, mas na forma como as pessoas são induzidas a fornecer materiais que podem ser manipulados, como selfies e gravações de voz aparentemente inofensivas inseridas nas nossas mídias sociais.
A resposta, portanto, não está em abandonar a biometria, mas em repensar seu uso com senso crítico. Ela deve ser pensada apenas como uma parte de um processo mais amplo de autenticação, combinada a outras camadas de segurança, como tokens físicos, senhas ou códigos temporários. Investimentos em tecnologias de detecção de vivacidade mais sofisticadas, capazes de identificar manipulações e movimentos artificiais, também se tornam indispensáveis. Do lado das empresas, a transparência sobre como esses dados são armazenados e protegidos deve ser uma obrigação, enquanto os usuários precisam compreender que o risco não vem apenas de hackers distantes, mas também de interações cotidianas que parecem inocentes.
No fim, a biometria é uma aliada poderosa contra fraudes e uma facilitadora da vida moderna, mas ela não é neutra. Ao mesmo tempo em que traz praticidade, pode reforçar desigualdades, abrir brechas para crimes e alimentar sistemas de vigilância invasivos. O dilema não é apenas técnico, mas também ético. O futuro da biometria dependerá menos da inovação tecnológica em si e mais da forma como nós decidimos equilibrar conveniência e liberdade, praticidade e privacidade, proteção e controle.
Fiquem seguros e tenham atenção com as selfies!
Na manhã desta quinta-feira (28), a prefeita Tia Júlia, acompanhada de sua equipe de governo, prestigiou a entrega de novos ônibus escolares, no modelo Agrale Marruá, que passam a integrar a frota de transportes do município de Palmeira dos Índios.
Os veículos têm capacidade para 15 alunos e contam com tração 4×4, o que garante maior segurança e mobilidade, especialmente nas áreas de difícil acesso da zona rural. A aquisição representa um importante reforço para o transporte escolar, assegurando melhores condições para que os estudantes cheguem às escolas com mais conforto e segurança.
A secretária municipal de Educação Renilda Pereira destacou que o investimento faz diferença no dia a dia dos estudantes: “Esses novos ônibus chegam para dar mais tranquilidade às famílias e para garantir que nossos alunos possam frequentar a escola com dignidade. É a educação avançando em cada canto do município”, afirmou.
A prefeita Tia Júlia ressaltou que os investimentos em educação continuarão sendo prioridade em sua gestão: “Estamos trabalhando para oferecer cada vez mais condições para que nossos alunos tenham acesso à escola com segurança e qualidade. Esse é um compromisso da nossa administração e não vamos medir esforços para cuidar do futuro das nossas crianças e jovens”, disse a prefeita.
Três suspeitos de tentativa de homicídio no município de Porto Real do Colégio, no Baixo São Francisco alagoano, foram presos por policiais militares nessa quinta-feira (28). Um foi reconhecido pela vítima, o que ajudou na localização do endereço dele.
Os policiais do 11º Batalhão apreenderam um revólver de calibre 38, munições, facas, rádios de comunicação e fones de ouvido. Além disso, uma quantidade de drogas foi recolhida.
Um dos detidos havia sido preso há 17 dias por outro delito. O trio e o material apreendido foram levados à delegacia. Os suspeitos estão à disposição da Justiça.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (28), as novas estimativas populacionais de 2025. Os dados, com referência em 1º de julho, mostram que a população de Alagoas é de 3.220.848 habitantes — número praticamente estável em relação ao ano anterior.
Apesar da estabilidade no total populacional do estado, 57 cidades registraram pequenas quedas em relação às estimativas de 2024, o que corresponde a mais da metade dos municípios de Alagoas.
O município de Campo Alegre, no interior do estado, lidera a lista, com redução de 156 habitantes em apenas um ano.
Confira o ranking das maiores quedas populacionais em Alagoas (2024 x 2025):
Campo Alegre: -156 pessoas (-0,48%)
Atalaia: -50 pessoas (-0,13%)
Joaquim Gomes: -44 pessoas (-0,25%)
Boca da Mata: -38 pessoas (-0,18%)
Colônia Leopoldina: -34 pessoas (-0,21%)
Cajueiro: -33 pessoas (-0,20%)
Anadia: -26 pessoas (-0,18%)
Flexeiras: -22 pessoas (-0,23%)
Inhapi: -21 pessoas (-0,14%)
Mata Grande: -21 pessoas (-0,09%)
De acordo com o levantamento, a maioria dos municípios alagoanos apresentou variações mínimas, reforçando o quadro de estabilidade demográfica no estado.

Poucas estradas no mundo oferecem uma experiência tão singular quanto a Overseas Highway, que percorre 182 quilômetros sobre o oceano e conecta as ilhas da região de Florida Keys, no sul da Flórida. Construída a partir das estruturas da antiga ferrovia Overseas Railroad, destruída por um furacão em 1935, a rodovia se consolidou como uma das obras de engenharia mais emblemáticas dos Estados Unidos. O traçado, sustentado por uma sucessão de pontes que se estendem sobre águas de tonalidade turquesa, transforma a travessia em uma paisagem em constante mutação, em que horizonte e mar se confundem.
Entre os trechos mais emblemáticos está a Seven Mile Bridge, inaugurada no início do século 20 e considerada, à época, uma das maiores pontes do mundo. Hoje, sua versão mais recente acomoda o tráfego de veículos, enquanto a estrutura original foi convertida em passarela para pedestres e ciclistas, oferecendo uma perspectiva privilegiada da geografia local.
Ao longo do percurso, que atravessa 44 ilhas, sucedem-se diferentes nuances da vida costeira americana. Em Key Largo e Islamorada, centros dedicados ao mergulho e à pesca esportiva, a estrada se abre para a vida subaquática. Em Big Pine Key, a travessia permite vislumbrar áreas de preservação ambiental que abrigam espécies ameaçadas. E, no ponto final, em Key West, a chegada é marcada pela arquitetura histórica e pelo ambiente cultural que fez da cidade refúgio de artistas e escritores.
Mais do que interligar territórios, a Overseas Highway revela uma forma particular de relação entre infraestrutura e paisagem. Reconhecida como All-American Road, título concedido a rotas que se destacam pelo valor cênico e cultural, ela não se limita a conduzir viajantes de um ponto a outro: propõe uma leitura contínua do território, em que a própria estrada se torna destino.
As canetas contra a obesidade transformaram um mercado que era repleto de produtos de baixa eficácia e dietas mirabolantes, mas essas medicações não chegaram isentas de dúvidas e desinformação. O uso indiscriminado por uma ilusão do emagrecimento fácil, o custo elevado e as dificuldades de mudança no estilo de vida são barreiras que a comunidade médica tenta reverter.
A Folha de S.Paulo consultou os endocrinologistas Sérgio Vencio, assessor científico da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), e Cynthia Valerio, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), para responder a algumas dúvidas sobre esses medicamentos.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1- QUE TIPO DE PROFISSIONAL DEVO CONSULTAR PARA COMEÇAR O TRATAMENTO?
O mais indicado é o endocrinologista, preparado para tratar condições como diabetes e obesidade. Clínicos gerais e outros especialistas que tenham experiência no tratamento da obesidade, como cardiologistas, também podem ser consultados. Por ser uma condição causada por diversos fatores, a obesidade pode demandar acompanhamento multidisciplinar, com a participação de nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.
2- QUAIS SÃO OS MEDICAMENTOS DISPONÍVEIS NO MERCADO?
Hoje, há três medicações injetáveis aprovadas no Brasil: a liraglutida (uso diário), a semaglutida e a tirzepatida (ambas de uso semanal). Essas moléculas são comercializadas em diferentes dosagens, preços e marcas, como Saxenda, Olire, Wegovy, Ozempic e Mounjaro.
3- COMO AS MEDICAÇÕES FUNCIONAM?
Elas agem simulando substâncias que o corpo produz após a ingestão de alimentos, aumentando a sensação de saciedade. Normalmente, quem faz o tratamento tem menos vontade de comer, então come menos e perde peso. A liraglutida e a semaglutida são da classe de medicamentos análogos do hormônio GLP-1, enquanto a tirzepatida é um análogo duplo, que age nos receptores de GLP-1 e GIP - hormônios gastrointestinais que regulam o apetite e o nível de glicose no sangue.
4- PARA QUAIS CASOS AS CANETAS EMAGRECEDORAS SÃO INDICADAS?
Para o tratamento de diabetes tipo 2 e para o controle do peso em pessoas com obesidade ou com sobrepeso associado a pelo menos uma complicação, como hipertensão, colesterol alto, apneia do sono ou doença cardiovascular. A obesidade é diagnosticada pelo índice de massa corporal (IMC) acima de 30 kg/m2, e o sobrepeso, pelo IMC acima de 27. As canetas não são indicadas para pacientes com menos de 12 anos. A receita médica é obrigatória para comprar todas essas medicações.
5- QUANTO PESO É POSSÍVEL PERDER?
O emagrecimento varia conforme o remédio usado, a dose e a duração de cada tratamento. Os estudos indicam, em média, uma perda de 8% do peso corporal com a liraglutida após 56 semanas de tratamento, de 14% com a semaglutida após 72 semanas e de 20% com a tirzepatida após esse mesmo período. Vale ressaltar que nem todos os pacientes vão perder peso, mesmo seguindo as instruções.
6- QUEM NÃO PODE USAR?
Pessoas com alergia às substâncias, histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide e portadoras de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (uma síndrome genética) não devem usar essas medicações.
7- QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?
Os mais comuns são gastrointestinais, como náusea, constipação, diarreia e vômito, mas também podem ocorrer dor de cabeça, fraqueza e cansaço, entre outros sintomas. A flacidez da pele pode ser um efeito do emagrecimento acelerado associado a desidratação e déficit nutricional, especialmente se o paciente não tiver uma alimentação adequada ou não praticar exercícios de força regularmente.
8- COMO É REALIZADA A APLICAÇÃO? DÓI?
É subcutânea (na camada de gordura sob a pele), com auxílio de uma caneta aplicadora. Como a agulha tem só cerca de 4 mm, os pacientes não costumam relatar dor durante a injeção.
9- QUANTO TEMPO DURA O TRATAMENTO?
Depende do paciente. O tratamento pode ser contínuo ou o medicamento pode ser suspenso após a estabilização do peso - que leva de 6 a 12 meses em média - ou dos níveis de glicose em pacientes com diabetes.
10- O USO DAS CANETAS DISPENSA A NECESSIDADE DE MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA?
Não. Elas devem ser vistas como ferramentas para auxiliar as pessoas a adotar uma alimentação equilibrada, e não como alternativas milagrosas. Manter bons hábitos alimentares e atividade física regular é a melhor forma de evitar o reganho de peso - o chamado "efeito sanfona", comum quando os pacientes interrompem o tratamento abruptamente ou não efetivam mudanças no estilo de vida.
11- AS VERSÕES GENÉRICAS OU SIMILARES SÃO EFICAZES?
Hoje, apenas a liraglutida possui medicamento similar aprovado no Brasil. Os especialistas afirmam que a tecnologia e a eficácia são semelhantes às do remédio de referência. A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, deve expirar em 2026, e laboratórios nacionais se preparam para a produção de medicamentos similares.
12- ESTÃO DISPONÍVEIS PELO SUS (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE)?
Não estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a nível nacional. A liraglutida faz parte de protocolos de tratamento de casos específicos e graves de obesidade em centros de saúde do ES, GO, RJ, SP e DF. Recentemente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) recomendou ao Ministério da Saúde não incorporar a semaglutida e a liraglutida no sistema público, sobretudo pelo alto custo das medicações.
