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Pesquisadores identificaram como o canabidiol (CBD), pode ajudar a proteger o cérebro contra danos associados à doença de Alzheimer. Experimentos realizados com camundongos mostraram que o composto foi capaz de reduzir o acúmulo de proteínas tóxicas, restaurar conexões entre neurônios e melhorar a memória dos animais.

O estudo conduzido por cientistas da Universidade de Shenzhen, da Academia Chinesa de Ciências e de outras instituições, foi publicado em 19 de março na revista Molecular Psychiatry.

O Alzheimer é caracterizada pela perda progressiva de memória e outras funções cognitivas. O processo está ligado ao acúmulo anormal de proteínas no cérebro, principalmente tau e beta-amiloide, que desencadeiam inflamação e degeneração das células nervosas.

Segundo os pesquisadores, o CBD tem chamado atenção porque é um composto da planta Cannabis sativa que não provoca os efeitos psicoativos associados ao Δ9-tetrahidrocanabinol (THC), tornando-o um candidato mais seguro para estudos clínicos.

Canabidiol pode reduzir danos cerebrais do Alzheimer, sugere estudo - destaque galeria

Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Como o canabidiol atua no cérebro

Para investigar os efeitos do composto, os cientistas utilizaram camundongos geneticamente modificados para desenvolver alterações semelhantes às observadas no Alzheimer, incluindo perda de memória e mudanças comportamentais.

Os animais receberam doses de CBD seis vezes por semana durante 45 dias. Ao final do período, os pesquisadores observaram melhora no desempenho em testes de memória e redução de comportamentos associados à ansiedade.

Análises do cérebro desses animais também indicaram recuperação de estruturas importantes para a comunicação entre os neurônios. As sinapses, que são os pontos de contato entre as células nervosas, apresentaram sinais de restauração após o tratamento.

Os cientistas também investigaram o mecanismo molecular por trás desses efeitos. Eles descobriram que o CBD interage com uma proteína chamada FRS2 e ajuda a ativar uma via de sinalização importante para a sobrevivência e a plasticidade dos neurônios.

“Descobrimos que o CBD não substitui o fator de crescimento BDNF, mas fortalece o sistema de sinalização que ele utiliza”, explicou o pesquisador Xiubo Du, autor sênior do estudo.

Quando os cientistas bloquearam a produção da proteína FRS2 nos animais, o CBD perdeu grande parte de sua eficácia. Nesse cenário, o composto deixou de reduzir o acúmulo de proteínas nocivas e também não conseguiu proteger as conexões entre neurônios.

Os autores destacam que os resultados ajudam a esclarecer como o canabidiol pode atuar no cérebro e indicam novas estratégias para o desenvolvimento de medicamentos. Ainda assim, ressaltam que as conclusões se baseiam em experimentos com animais e que mais pesquisas serão necessárias antes de avaliar o potencial do composto em humanos.

número de mortos no Líbano nos ataques israelenses dessa quarta-feira (8/4) subiu para 303, informou o Ministério da Saúde libanês.

O órgão ainda alertou que este número deve subir, já que o governo continua com operações de resgate em meio aos escombros.

A quarta-feira foi o dia mais intenso de ataques do Exército de Israel ao Líbano. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), foram mais de 100 ataques em 10 minutos. Segundo Israel, foram alvejados apenas alvos do grupo Hezbollah.

Líbano declarou luto nacional nesta quinta-feira.

Os ataques israelenses ao Líbano foram intensificados em 2 de março, em meio à guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Desde então, o número total de mortos passa de 1,8 mil, segundo o governo libanês.

Número de mortos no Líbano em ataque de Israel passa de 300 - destaque galeria

Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 303

Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 303
Número de mortos no Líbano em ataques de Israel nesta 4ª sobe para 303

Cessar-fogo na guerra do Irã

Um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foi acordado nessa terça-feira (7/4), mediado pelo Paquistão. O país mediador afirmou que o Líbano estava incluído no acordo, porém, Estados Unidos e Israel disseram que o cessar-fogo não protege o Líbano.

Representantes dos EUA e Irã irão se reunir nesta sexta-feira (10/4) em Islamabad, capital do Paquistão, para as negociações diplomáticas.

O autismo é uma realidade presente em milhões de lares brasileiros.

Segundo dados do IBGE, a maior concentração de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) está na primeira infância, entre 0 e 4 anos.

Nessa faixa etária, cerca de 2,1% das crianças fazem parte do espectro.

Receber o diagnóstico gera dúvidas e inseguranças nos pais. No entanto, o apoio correto transforma a trajetória do autista.

“Ter um filho com autismo requer o desenvolvimento de habilidades específicas”, afirma Tonny Luccas, profissional da área de neurologia no AmorSaúde. O segredo está na intervenção precoce e no suporte contínuo.

Sinais de alerta na infância

Um diagnóstico seguro costuma ser feito a partir dos 18 meses. Os pais devem ficar atentos a sinais sutis, como:

Ao notar esses sinais, o primeiro passo é buscar um neuropediatra e um fonoaudiólogo. O neurologista fecha o diagnóstico, enquanto o fonoaudiólogo auxilia na evolução da fala.

Entenda os graus de suporte

O neurologista definirá o “grau de suporte” da criança. Esse nível dita quanto auxílio ela precisará ao longo da vida:

O papel da escola e da família

Crianças de grau 1 e 2 podem alcançar grande independência escolar. Para isso, a tríade família, escola preparada e identificação precoce deve funcionar em harmonia. Adaptações pedagógicas previstas em lei são direitos que garantem o aprendizado e a inclusão.

Como apoiar o autista na vida adulta

O suporte não termina na infância. Na fase adulta, o acompanhamento multidisciplinar é o que garante a qualidade de vida. Conheça os profissionais essenciais:

Dicas para os pais:

  1. Reduza estímulos: Ambientes com muito barulho ou luzes intensas podem causar crises sensoriais.

  2. Mantenha a rotina: Autistas sentem-se seguros com previsibilidade.

  3. Cuide de você: O acompanhamento psicológico para os pais é vital para evitar o esgotamento.

  4. Administração medicamentosa: Siga rigorosamente as prescrições médicas para controlar comorbidades.

Apoio que gera autonomia

O autismo não é uma barreira intransponível, mas uma forma diferente de processar o mundo.

Com o suporte adequado em cada etapa, desde a descoberta até a maturidade, o indivíduo com TEA pode desenvolver suas potencialidades e viver com dignidade.

 

 

Imagem colorida mostra aranha infectada por fungo - Metrópoles

Ao realizar buscas por aranhas em áreas de floresta da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, pesquisadores se deparam com uma nova espécie de fungo. Batizado de Gibellula mineira, o exemplar infecta os aracnídeos, manipulando o comportamento deles e deixando-os como “zumbis”.

Quem assiste a série The Last Of Us (2023), sabe que os fungos têm capacidade de causar estragos. Mas para a nossa sorte, na vida real, o mecanismo de tornar os hospedeiros em zumbi ocorre somente em insetos e aranhas.

A descoberta fez parte do mestrado da estudante Aline dos Santos, sob orientação da pesquisadora Thairine Mendes Pereira e do professor Thiago Gechel Kloss, todos da UFV. Os resultados foram publicados na revista Fungal Biology em meados de março.

Fungo “zumbi” na UFV

Inicialmente, as buscas de Aline tinham como objetivo compreender melhor possíveis alterações no comportamento das aranhas, mas acabaram se deparando com uma nova espécie fúngica. As coletas do exemplar foram feitas ainda em 2024. Após passar por comparações com outros indivíduos já conhecidos, além de investigações morfológicas e genéticas, foi confirmado que se tratava de um organismo nunca antes visto.

Arquivo dos pesquisadoresImagem colorida mostra aranha infectada por fungo - Metrópoles
Imagens mostram aranhas com (as de baixo) e sem os fungos (as de cima)

As aranhas atacadas pelo fungo são da espécie Iguarima censoria. Segundo análises, cerca de 25% da população das hospedeiras foram infectadas pelo organismo.

“Outro resultado que surpreendeu os pesquisadores foi que aranhas menores apresentaram maior probabilidade de serem parasitadas, um padrão inesperado que levanta novas questões sobre a dinâmica da interação entre o fungo e suas aranhas hospedeiras”, afirma a UFV em comunicado.

Os pesquisadores ressaltam que o achado ajuda a entender mais detalhes da relação entre fungos e aranhas, além de mostrar que descobertas podem ser feitas em ambientes urbanos também, como no campus de uma universidade.

Uma petição pública em Portugal está gerando debate ao propor a proibição da condução de veículos por pessoas com mais de 75 anos. A iniciativa, criada no início de abril de 2026, pretende reunir assinaturas para ser encaminhada à Assembleia da República.

Nelson Manuel de Oliveira Ferreira, autor do documento, defende que, a partir dessa idade, o envelhecimento traz impactos inevitáveis como declínio cognitivo, visual e motor, capacidades essenciais para a direção.

Segundo o texto da petição, todos os anos “continuam a ocorrer nas estradas portuguesas situações inaceitáveis” como condutores na contramão e outros acidentes evitáveis. Nelson Manuel afirma que esses casos não são isolados, mas indicativos, segundo o autor, de limitações que podem afetar parte dos motoristas idosos

A proposta também critica o modelo de avaliação médica pontual, que pode acarretar em um condutor que, mesmo se tornando incapaz, ainda tenha permissão para seguir dirigindo.

Para o peticionário, um condutor pode ser considerado apto em um momento e, poucos dias depois, já não ter mais condições: “Tempo de reação reduzido, perda de percepção e falhas de julgamento tornam a condução perigosamente imprevisível”.

O texto pede a proibição da condução de veículos motorizados a partir dos 75 anos de idade e a cessação automática da validade da carta de condução nessa idade, mas também sugere a criação de alternativas de mobilidade para a população idosa.

Com 429 assinaturas, a petição está quase na metade do caminho para sua publicação no Diário da Assembleia da República — são necessárias mil assinaturas. Acima de 2500 assinaturas, ela já pode ser apreciada pela comissão parlamentar competente.

Se atingir a marca de 7.500 assinaturas, a petição pública pode ser apreciada pelo plenário e, com base nela, "pode qualquer Deputado ou Grupo Parlamentar apresentar um projeto de lei ou de resolução", diz a Lei n.º 63/2020.

Importante notar que nenhuma dessas metas garante a apreciação, por parte do governo de Portugal, da proposta.

O motorista de aplicativo Francisco Allan Marquês da Silva foi encontrado morto em uma área de mata na noite dessa quarta-feira (8/4), no município de Altos, no Piauí. Ele estava desaparecido desde 30 de março e a família não tinha notícias de seu paradeiro.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí (PCPI), equipes policiais se deslocaram para uma zona rurual em Altos, próxima ao município de Alto Longá, após uma denúncia anônima sobre a possível localização do corpo de Francisco.

No local, agentes vasculharam a área de mata com o apoio de cães farejadores, que indicaram e localizaram de onde vinha o odor.

Ao cavar na área indicada, policiais se depararam com o corpo de Francisco Allan, que estava enterrado em uma cova improvisada e com projéteis próximos ao cadáver. Posteriormente foram realizadas as perícias do local e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal.

De acordo com o delegado da PCPI, Jorge Terceiro, a família identificou e reconheceu o corpo de Francisco Allan. Informações sobre a dinâmica do sumiço da vítima não foram divulgadas. O caso é investigado como homicídio.

Na manhã dessa quarta, a polícia cumpriu mandados de prisão e apreensão contra suspeitos pelo desaparecimento de Francisco. Seis pessoas foram presas, sendo quatro delas alvos da investigação e outras duas que estavam com armas e drogas.

Um professor de Medicina Veterinária de Anápolis (GO) foi preso nessa quarta-feira (8/4) após ser acusado de vazar fotos e vídeos íntimos de uma aluna. O homem foi capturado pela Polícia Militar de Goiás depois que o namorado da estudante foi até o local para tirar satisfação.

A equipe foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça em frente a uma faculdade. No local, a vítima relatou à polícia que chamou o namorado após pedir ajuda ao professor para acessar um aplicativo acadêmico, durante uma aula de monitoria. Ela entregou o celular ao docente e, ao pegá-lo de volta, percebeu que algumas fotos íntimas estavam em uma pasta oculta e haviam sido compartilhadas via AirDrop para outro dispositivo.

Ainda segundo o relato, a estudante procurou o professor e a coordenação para comunicar o ocorrido.

O docente, por sua vez, negou qualquer envolvimento e afirmou que apenas auxiliou na instalação de um aplicativo solicitado pelas alunas, destacando que não houve acesso indevido aos conteúdos pessoais.

Diante da situação, os envolvidos foram conduzidas à Central de Flagrantes de Anápolis para a adoção das medidas cabíveis. O caso foi registrado como ameaça e será apurado pelas autoridades competentes.

Em meio a volta para a Terra, os astronautas da Artemis II conversaram com uma tripulação localizada na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Mesmo com todos presentes no espaço, o sistema de comunicação sofisticado e a infraestrutura da Nasa fizeram o papo acontecer.

Um dos momentos mais marcantes da conversa foi quando a astronauta localizada na ISS, Jessica Meir, perguntou para a colega espacial da Artemis, Christina Koch, como sua perspectiva da Terra mudou após enxergá-la do espaço.

“O que mudou para mim ao olhar para a Terra foi que me vi percebendo não apenas a beleza do planeta, mas também a escuridão que o cercava, e como isso o tornava ainda mais especial. Isso realmente enfatizou o quanto somos parecidos, como a mesma coisa mantém cada pessoa no planeta Terra viva”, afirma Christina.

A astronauta afirmou que a visão ampla do nosso planeta a fez refletir sobre a Terra. “Evoluímos no mesmo planeta, compartilhamos algumas coisas sobre como amamos e vivemos que são simplesmente universais, e a singularidade e o valor disso ficam ainda mais evidentes quando percebemos quanta coisa existe ao nosso redor”, conclui.

A conversa no espaço ocorreu enquanto a tripulação da Artemis segue de volta para a TerraA previsão é que eles cheguem em solo terrestre nessa sexta-feira (10/4), às 21h07 (horário de Brasília). A cápsula responsável por levar a tripulação deve cair no mar, próximo à costa da cidade norte-americana de San Diego.

 

 

Ela parecia ter tudo: foi uma criança privilegiada, recebeu boa educação e mantinha um vasto círculo de amigos.

Mas Jasveen Sangha guardava um obscuro segredo. E alguns dos seus amigos

Sangha tem dupla nacionalidade, britânica e americana. Ela fornecia substâncias controladas para pessoas ricas e famosas de Hollywood e administrava um "ponto de venda" de drogas como cocaína, Xanax, comprimidos falsos de Adderall e cetamina.

Seu negócio e a ilusão da sua vida encantada chegaram a um final abrupto quando ela forneceu 50 ampolas de cetamina que acabaram vendidas ao ator da série de TV Friends Matthew Perry (1969-2023). Entre elas, estava a dose que causou a morte do astro, dois anos atrás.

Sangha e mais cinco pessoas, incluindo dois médicos, se declararam culpados de delitos relacionados à morte de Perry.

Na quarta-feira (08/04), Sangha, de 42 anos, foi condenada a 15 anos de prisão pelo crime.

Bill Bodner era o agente especial encarregado do escritório da Administração de Controle de Drogas (DEA, na sigla em inglês) em Los Angeles, no momento da morte de Perry.

Ele declarou à BBC que Sangha era "uma pessoa de alta formação, que decidiu ganhar a vida traficando drogas e usar o dinheiro do narcotráfico para financiar sua personalidade de influenciadora nas redes sociais".

Bodner afirma que ela dirigia "uma operação de narcotráfico considerável, que atendia a elite de Hollywood".

Os promotores ressaltaram que Perry tomava quantidades legais e prescritas de cetamina para seu tratamento contra a depressão, até que começou a desejar mais do que os seus médicos permitiam.

Os documentos judiciais relacionados à investigação federal demonstram como isso levou o ator a fazer contato com vários médicos e, por fim, com um distribuidor, que obtinha a droga para Sangha por meio de um intermediário.

O advogado de Sangha, Mark Geragos, declarou que ela assumiu a responsabilidade, mas nega que ela realmente conhecesse Perry. O ator era conhecido por interpretar o personagem Chandler Bing na popular série cômica de TV Friends (1994-2004).

"Ela se sente muito mal. Se sente muito mal desde o primeiro dia", contou Geragos aos jornalistas, quando ela se declarou culpada no processo. "Foi uma experiência horrível."

Vida dupla

Semanas antes da morte de Perry, Sangha falou por telefone com seu velho amigo Tony Marquez.

Ele e outras pessoas conversaram com a BBC e a apresentadora Amber Haque para um documentário de TV investigando as circunstâncias em torno da morte de Perry. Foi a primeira vez em que amigos falaram abertamente sobre a mulher que ficou conhecida mundialmente como a "rainha da cetamina".

Sangha e Marquez se conhecem desde a década de 2010. Ele conta que chegou a conhecer sua família.

Como Sangha, Marquez era frequentador habitual do circuito de festas de Los Angeles. Ele também enfrentou problemas relacionados às drogas com a Justiça e já foi condenado anteriormente por narcotráfico.

Embora eles tivessem uma longa história em comum, Marquez conta que Sangha nunca sinalizou que estaria em problemas sérios.

Mas, há apenas alguns meses, a casa dela em North Hollywood (que os promotores chamaram de "ponto de drogas") foi invadida pela polícia.

Jash Negandhi estudou com Sangha na Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, em 2001. Eles foram amigos por mais de 20 anos.

"Ela estava bem estabelecida no cenário da música dance", recorda ele. "Ela adorava dançar e se divertir."

Negandhi conta que ficou surpreso quando soube que sua amiga era traficante de drogas.

"Eu não sabia de nada", afirma ele. "Absolutamente nada. Ela nunca havia me falado disso."

A maioria dos amigos de Sangha acreditava que ela não precisasse do dinheiro.

"Ela sempre tinha dinheiro", relembra Marquez. "Viajava por toda parte em um jato particular, muito antes de que tudo fosse revelado."

Os avós de Sangha eram multimilionários do comércio de moda no leste de Londres, segundo o jornal The Times.

Sangha é filha do empresário Nilem Singh e da médica Baljeet Singh Chhokar. Ela estava destinada a herdar a fortuna da família.

Sua mãe se casou novamente duas vezes e se mudou para Calabasas, na Califórnia, onde Sangha foi criada. A casa da família em Los Angeles é "bela" e "grande", segundo Marquez.

"Fazíamos churrascos ou festas na piscina na casa dos pais dela", ele conta. "Eles são muito atenciosos, muito carinhosos e nos tratavam como se fôssemos seus filhos."

Sangha passou algum tempo em Londres depois do Ensino Médio e se formou com MBA na Escola Internacional de Negócios Hult de Londres, em 2010.

Em fotos, ela aparece sorrindo docemente para a câmera, com um elegante vestido preto e cabelos castanhos alisados durante uma visita ao jornal Financial Times em 2010.

"Não dava a impressão de ser desonesta", destaca um antigo colega de classe. Sangha era amistosa, embora um pouco distante.

Ela comparecia às aulas com roupas de grife e gostava de socializar. Não havia boatos de que estivesse envolvida em drogas.

"Se tivesse usado drogas em Hult, provavelmente teríamos ficado sabendo", afirma o colega.

Sangha voltou a Los Angeles pouco depois de terminar seu MBA.

Sua mãe e o padrasto administravam franquias da rede de lanchonetes KFC na Califórnia. A empresa os processou em 2013, pedindo mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 271 mil, pelo câmbio atual), segundo documentos judiciais. Eles foram acusados de não pagar royalties para a empresa pelo uso da marca.

O padrasto de Sangha declarou falência antes da conclusão do caso. Mas, se a família estava atravessando dificuldades financeiras naquele período, ela não revelou para muitas pessoas.

"Não ouvi nada sobre isso", disse Negandhi.

Sangha parecia querer conquistar o mesmo sucesso empresarial dos pais.

Ela abriu um salão de manicure chamado Stiletto Nail Bar, que durou pouco tempo. E falava com amigos sobre suas ambições, como ser proprietária de uma franquia de restaurantes.

Festas que duravam dias

Mas seu verdadeiro interesse, aparentemente, eram as festas

Ela tinha um círculo de amigas muito unidas em Los Angeles, chamado de Kitties ("gatinhas"), segundo Marquez. Era um grupo composto principalmente por mulheres que gostavam de organizar festas com a presença de celebridades.

Elas se reuniam frequentemente em Avalon, um teatro histórico no coração de Hollywood, que promove concertos e eventos de música eletrônica. Suas festas duravam até altas horas da madrugada.

Marquez afirma que elas tomavam comprimidos e cetamina. Às vezes, suas festas duravam vários dias, em diferentes partes da Califórnia.

"Nós viajávamos até o lago Havasu, alugávamos uma mansão antiga e levávamos nossos DJs e todos os nossos sistemas de som. E, todas as noites, tínhamos uma festa temática só para nós", contou Marquez.

O lago Havasu fica na fronteira entre os Estados da Califórnia e do Arizona, a quase 500 km de Los Angeles.

"Nós nos vestíamos elegantemente e fazíamos uma festa de branco, uma festa de trajes brilhantes. Tivemos uma festa de cogumelos."

Estas festas "sempre incluíam cetamina", segundo Marquez.

Sangha tinha muitos apelidos nesse grupo de amigos, mas ninguém a conhecia como "rainha da cetamina".

"Ninguém a chamava assim", segundo ele.

O grupo estava preocupado com a contaminação do fornecimento ilegal de drogas com o opioide mortal fentanil. Por isso, eles fizeram esforços extraordinários para obter grandes quantidades de cetamina de alta qualidade.

"Se fôssemos consumir cetamina, queríamos consegui-la da fonte", conta Marquez.

Os amigos supostamente usavam mensageiros para ir até o México recolher a droga de veterinários e farmácias corruptas no outro lado da fronteira. A cetamina é utilizada para sedação durante cirurgias.

"Não sei dizer se Jasveen fazia isso", afirma Marquez. "Mas se tínhamos acesso? Se tínhamos gente que fazia? Sim."

Marquez conta que nunca suspeitou que Sangha fosse traficante de drogas. "Posso dizer que é surpreendente."

"Conheci essa pessoa por muitos anos. Conheço sua família. Sei como ela atua, sei do que ela é capaz. Sei de onde ela vem. Não consigo acreditar até hoje que isso esteja acontecendo."

Olhando para trás, Marquez suspeita que Sangha tenha se tornado "dependente" do status social atingido ao ser traficante de drogas para os ricos e famosos.

"Acredito sinceramente que Jasveen era dependente dessa vida de vender drogas para celebridades", afirma ele. "Ela era dependente desse círculo social e de ser procurada por celebridades que as pessoas viram na televisão a vida inteira."

Marquez acredita que ela nunca tenha sido "chefe" do tráfico, nem uma grande traficante, e que simplesmente entrou nos negócios porque "adorava consumir cetamina, como todos nós".

Mas as ações de Sangha sugerem um caráter mais impiedoso.

Sóbria

Os promotores declararam que, em 2019, Sangha vendeu cetamina a um homem chamado Cody McLaury. Ele sofreu overdose e morreu.

Após sua morte, sua irmã enviou uma mensagem de texto para Sangha, dizendo que as drogas que ela havia vendido para seu irmão o haviam matado.

"Naquele momento, qualquer pessoa sensata teria procurado as autoridades e, certamente, qualquer pessoa com um mínimo de coração teria suspendido suas atividades e não continuaria distribuindo cetamina para outras pessoas", afirma o ex-promotor-geral do Distrito Central da Califórnia, Martin Estrada. Ele apresentou as acusações federais contra Sangha, em agosto de 2024.

"Ela continuou e observamos que, vários anos depois, a continuação da sua conduta resultou na morte de outra pessoa, o sr. Perry", prossegue ele.

Outro amigo, de um círculo diferente que costumava ir a festas com Sangha na década de 2010, também recorda sua surpresa com a notícia. Ele contou à BBC que conhecia Sangha desde o Ensino Médio e que socializava muito com ela, na mesma época que Marquez.

O amigo não quis ser identificado, para poder falar com franqueza sobre a mulher que ele conheceu e que, agora, "é acusada de ser narcotraficante".

"Sempre estávamos em festas, quase todas as noites", relembra ele. "Durante muitos e muitos anos. Ela nunca me ofereceu nada."

Ele recorda que Sangha levava seu tio Paul Sing com ela para quase toda parte.

"Realmente, não é o comportamento de uma narcotraficante. E não é que ela simplesmente permitia que ele a acompanhasse. Ele estava sempre vestido na moda."

Paul Sing aparece em fotos de eventos ao lado de Sangha e esteve presente no tribunal para ouvi-la se declarar culpada, no dia 3 de setembro.

Marquez conta que, em algum momento da década de 2020, Sangha esteve em reabilitação.

Nos documentos judiciais apresentados no mês passado, seu advogado Mark Geragos afirmou que ela estava sóbria há 17 meses. E, em seu último contato com Negandhi, eles conversaram sobre o futuro.

"Nós dois já estávamos na casa dos 40 anos e você começa a se autoavaliar quando chega a essa idade", ele conta. "E começa a pensar: o que queremos fazer agora, que chegamos a esta etapa?"

"Ela estava muito emocionada por ter ficado sóbria por bastante tempo e simplesmente esperava muitas coisas da vida." Sangha não mencionou que havia sido presa recentemente.

"Eu não tinha ideia de que ela estava passando por tudo isso quando nos falamos", afirma Negandhi. "Ela não revelou nada disso."

Estreito de Ormuz está com o tráfego de embarcações praticamente parado nesta quinta-feira (9/4). Apenas seis navios atravessaram a passagem nas últimas 24 horas, segundo o site de monitoramento Hormuz Strait Monitor.

Antes da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, cerca de 130 navios que atravessava diariamente o canal, segundo órgãos internacionais que monitoram o trânsito marítimo.

Estreito de Ormuz está com tráfego praticamente parado. Veja - destaque galeria

Estreito de Ormuz às 9h de 9 de abril (horário de Brasília)

O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Veja:

 

Após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, a expectativa era de que o canal marítimo fosse reaberto e a rota por onde passa 20% do petróleo mundial voltasse a fluir.

No entanto, ataques do Exército israelense ao Líbano que deixaram mais de 250 mortos nessa quarta-feira (8/4) fizeram com que o Irã bloqueasse novamente o canal.

Enquanto o Paquistão, mediador do acordo, e o Irã alegam que o cessar-fogo negociado incluía o Líbano, Estados Unidos e Israel afirmam o contrário.

Nesta sexta-feira (10/4), autoridades norte-americanas e iranianas se reunirão em Islamabad, no Paquistão, para negociações diplomáticas.

Um estudo inédito no Brasil pretende avaliar se levar a profilaxia pré-exposição ao HIV para espaços comunitários pode aumentar o acesso à prevenção entre jovens. A pesquisa, chamada COMPrEP, será lançada nesta sexta-feira (10/4) em Salvador e envolve pesquisadores de diversas instituições brasileiras e internacionais.

A proposta é oferecer a PrEP também fora das unidades de saúde, levando a estratégia de prevenção para ambientes frequentados por jovens em territórios periféricos e espaços de convivência. O estudo vai acompanhar participantes entre 15 e 24 anos, com foco em grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV, como homens que fazem sexo com homens, travestis e pessoas trans.

A pesquisa será realizada em Salvador e São Paulo e deve envolver cerca de 1,4 mil participantes. Os voluntários serão divididos em dois modelos de cuidado. Um grupo receberá acompanhamento tradicional em serviços de saúde. O outro terá acesso à profilaxia por meio de iniciativas comunitárias, com apoio de educadores pares.

Esses educadores serão jovens das próprias comunidades, capacitados para orientar os participantes sobre o uso da PrEP, acompanhar a estratégia de prevenção e compartilhar informações sobre HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

A ideia é criar vínculos de confiança e reduzir barreiras que muitas vezes afastam jovens dos serviços tradicionais de saúde. Os participantes serão acompanhados por até 12 meses, período em que os pesquisadores vão observar indicadores como início do uso da profilaxia, adesão ao tratamento e continuidade da estratégia.

Estudo testa oferta de PrEP em comunidades para prevenir HIV - destaque galeria

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Segundo o pesquisador Laio Magno, da Fiocruz Bahia e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a iniciativa reconhece o papel das comunidades no enfrentamento da epidemia.

“A expectativa é que os resultados ajudem a aprimorar as políticas públicas de prevenção ao HIV no Brasil, com estratégias mais acessíveis para populações em maior vulnerabilidade”, afirma, em comunicado.

O estudo é financiado pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, e envolve pesquisadores da Fiocruz Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade do Estado da Bahia, Universidade de São Paulo e Universidade do Alabama. A iniciativa conta ainda com a parceria do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil.

Nos últimos anos, o uso extensivo de antibióticos para controlar doenças resultou nas superbactérias: microrganismos resistentes a medicamentos que tornam infecções comuns mais difíceis de tratar e assombram profissionais da área da saúde ou pacientes que precisam passar por intervenções cirúrgicas.

A ciência segue em busca de uma resposta ao problema das superbactérias. E nossa equipe da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do campus Toledo, tem trabalhando nesse enfrentamento, com o desenvolvimento de um hidrogel com alto poder antimicrobiano.

Como o produto ainda não passou por uma regulamentação, não é possível aplicá-lo em pessoas, mas a pesquisa em laboratório mostrou grande potencial para ser usado como substituto do álcool em gel e como agente de limpeza para esterilização de ambientes hospitalares. Os próximos passos incluem escalonar o material. Estamos em busca de empresas parceiras para dar seguimento às pesquisas.

Uma das vantagens do nosso gel está no fato de se apresentar como um agente germicida mais eficaz quando aplicado na pele, como mostraram os nossos experimentos. Outros álcoois em gel, apesar de terem agentes antimicrobianos, não apresentam atividade residual persistente e podem permitir o crescimento lento de bactérias após seu uso.

O desenvolvimento do hidrogel

Em 2022, durante o meu pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Processos Químicos e Biotecnológicos (PPGQB-Toledo), coordenado pelo pesquisador Ricardo Schneider, iniciamos o desenvolvimento de um hidrogel composto de vidro de borofosfato (uma espécie de ‘vidro bioativo’) e carbopol (um agente gelificante utilizado na formulação do álcool em gel e que usamos como desinfetantes para as mãos).

O borofosfato é chamado de ‘vidro’ porque, estruturalmente, é um material vítreo, ou seja, amorfo, não cristalino. Mas ele é diferente do vidro de janela, que é feito principalmente de areia de sílica.

A composição química do vidro de borofosfato parte do fosfato de potássio. Ele é solúvel (ou seja, pode ser diluído na água) e composto por tipos de reagentes específicos. Usamos esse material para fazer uma síntese que chamamos de fusão e resfriamento e, assim, formar esse material ‘vítreo’.

O termo ‘vidro bioativo’ não está ligado à sua composição química, mas ao comportamento do material quando entra em contato com um sistema biológico. Isto porque ele interage ativamente com o meio fisiológico.

Criamos um hidrogel feito de carbopol e incorporamos nele o vidro de borofosfato já em forma aquosa (depois de diluído). O vidro é nosso princípio ativo, responsável por matar as bactérias.

Além do alto poder antimicrobiano e da ausência de metais como a prata, outra grande vantagem do produto desenvolvido e patenteado na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Toledo (Unioeste) é que o hidrogel não é inflamável como o álcool em gel, que tem etanol em sua composição.

Em relação ao uso de agentes antibacterianos residuais, como a prata ou o triclosan, várias alternativas têm sido estudadas por cientistas a partir da nanotecnologia, para evitar o surgimento de bactérias mais resistentes a longo prazo.

Se você estiver analisando rótulos para consumo, verifique a lista de ingredientes (Composition/INCI). Se não houver termos como “Silver”, “Colloidal Silver” ou “Silver Citrate”, o produto não contém o metal.

Os estudos para o nosso hidrogel levaram cerca de um ano, entre 2022 e 2023, e resultaram no depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Este prazo é considerado curto quando o assunto é produção científica.

Em 2023, nosso grupo assinou e publicou um artigo na International Journal of Pharmaceutics, a terceira revista científica mais citada na área, apresentando as diferenças entre o hidrogel e o álcool em gel. O trabalho foi desenvolvido por mim e pelos alunos do mestrado Iago Assis (PPGBio/UTFPR) e Jaqueline Saracini (Unioeste), orientados pelos professores Ricardo Schneider e Cleverson Busso.

Pela inovação no desenvolvimento desse gel com alto poder antimicrobiano para uso em ambientes hospitalares, fui selecionada para integrar a edição de 2025 do livro “25 Mulheres na Ciência América Latina” e a plataforma on-line do programa. A publicação trará o nosso trabalho desenvolvido no Paraná, servindo de inspiração à próxima geração de mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

A busca por ativos na liquidação do Banco Master ganhou capítulo importante por meio de decisão da Justiça norte-americana que dificulta a proteção de valores desviados do Brasil, inclusive, em paraísos fiscais.

Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, com isso, as autoridades brasileiras conseguirão ter alcance maior na investigação sobre o real patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesta semana, o juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA), autorizou o rastreio para identificar se o dinheiro do empresário foi convertido em bens de difícil acesso ou foi movimentado para evitar os credores.

O magistrado norte-americano deu sinal verde para que a EFB Regimes Especiais de Empresas, uma das entidades responsáveis pela liquidação, inicie varredura de bens possivelmente ocultados.

O advogado criminalista Gustavo Scandelari explica que a possibilidade de que a liquidante do Banco Master faça apuração patrimonial ampla é fundamental para o sucesso dos processos no Brasil.

“Os credores devem poder ter conhecimento da extensão dos ativos que poderão vir a compor as dívidas para solucionar pendências financeiras. Mais do que isso, as investigações criminais brasileiras certamente se beneficiarão com a revelação de potenciais novas fraudes, como imóveis em nomes de terceiros, valores discrepantes dos reais e pagamentos sem lastro”, afirmou.

Isso permite as intimações de um ecossistema de alto padrão que inclui galerias de arte, casas de leilão e varejistas.

Scott posicionou a Justiça norte-americana como instância que vai responder a pedidos de cooperação jurídica brasileira de maneira mais direta.

A decisão dos EUA se apoia em um entendimento central aceito pela Corte de que, sob a lei brasileira, as partes estão sujeitas a ordens automáticas do congelamento.

Veja os principais argumentos

Ressarcimento

A defesa de Daniel Vorcaro tentou barrar o pedido da liquidante nos EUA, classificando as solicitações da EFB como vagas, e apelou ao direito à privacidade.

No entanto, o tribunal entendeu que não houve comprovação de causa justa para impedir o acesso às informações, pois o interesse da administração da massa falida prevalece sobre as objeções apresentadas.

Caso seja confirmado pelas investigações um esquema de fraude, essa ferramenta contribuiria significativamente para o ressarcimento dos supostos prejuízos causados.

“O principal impacto para a investigação é a ampliação da capacidade de rastreamento. Isso permite identificar com mais precisão onde supostamente foram aplicados os valores e como a estrutura de uma suposta fraude foi organizada”, aponta o advogado Luís Felipe Chaves Machado, especialista em administração judicial de recuperação e falência de empresas.

“Além disso, diante do cenário recente de liquidação de instituições financeiras no Brasil, a decisão se mostra importante para consolidar um entendimento que fortalece as investigações, possibilita a responsabilização dos envolvidos em possíveis fraudes e amplia o alcance sobre o patrimônio utilizado em práticas supostamente fraudulentas”, acrescenta.

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

 

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (8) que as candidaturas do partido em Minas Gerais vão reforçar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. A declaração foi dada em evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), em Brasília.

“Obviamente, todas as nossas candidaturas aqui, Flávio, vão te servir para você realmente derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o Lula, ninguém aguenta mais a esquerda”, disse Nikolas ao lado do senador.

O deputado mineiro pregou unidade na direita e minimizou diferenças internas. “Nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, e o objetivo é só um, é vencer, porque o Brasil de fato está em jogo”, afirmou Nikolas.

Ele também destacou a importância de ampliar o alcance eleitoral para além das bases já consolidadas. Segundo ele, a estratégia de campanha deve mirar o eleitor fora da militância organizada, as “pessoas que, no fim das contas, acabam decidindo esse jogo”.

O deputado citou a margem de 50 mil votos que separou o ex-presidente Jair Bolsonaro do chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Minas Gerais, em 2022, como argumento para a necessidade de cada voto.

O deputado compartilhou o conteúdo do evento em suas redes sociais. A aproximação pública com Flávio ocorre após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro acusar Nikolas de colocar o irmão em uma “espiral do silêncio” e de apenas simular apoio à sua candidatura.

Na segunda-feira (6), Flávio já havia sinalizado distensão ao classificar a postura de Eduardo como “não inteligente”. O senador disse que o momento exige deixar de lado a disputa por quem tem razão. “É uma questão de sobrevivência do nosso país”, afirmou.

Primeiro foi a proteína, agora é a vez da fibra: o “maxxing” conquista as redes sociais, com influencers que insistem que a chave para mais vitalidade e uma transformação radical da saúde intestinal está em consumir certos nutrientes em grandes quantidades.

Mas será que esse fenômeno viral é realmente saudável?

O conceito de “proteinmaxxing” (aumentar o consumo de proteína) defende que “quanto mais, melhor” quando se trata desse macronutriente encontrado em alimentos como carnes, laticínios e castanhas, já que ele é essencial para funções corporais como a reparação de tecidos e o fortalecimento do sistema imunológico.

Mas, em 2026, é a fibra alimentar que desponta como a principal tendência das redes: consumir o máximo possível ajudaria a sentir menos fome e a ter um intestino mais regular, dizem seus defensores na internet, enquanto consomem pratos cheios de sementes de chia e aveia diante das câmeras.

Fibra: a nova aposta da indústria alimentícia

E a indústria percebeu isso. Grandes empresas como PepsiCo e Nestlé, junto com outras mais novas, como a Olipop, aderiram à tendência ao destacar o teor de fibra de seus produtos.

“Considero que a fibra será a próxima proteína”, disse Ramón Laguarta, presidente-executivo da PepsiCo, no fim do ano passado.

Uma pesquisa da consultoria Bain & Company mostrou que cerca de metade dos consumidores dos Estados Unidos tenta ingerir mais proteína.

Nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, a moda é impulsionada sobretudo pelos consumidores da Geração Z (nascidos a partir de 2000) e pelos millennials, concluiu o levantamento.

o mesmo ocorre com a fibra. Cerca de 40% da Geração Z e 45% dos millennials relataram que tentam melhorar a saúde intestinal, segundo a consultoria londrina GlobalData.

Nutricionistas: há verdade na tendência, mas com ressalvas

Vários nutricionistas dizem que há um fundo de verdade na febre da fibra.

Andrea Glenn, professora adjunta de nutrição da Universidade de Nova York, classificou o movimento em torno da fibra como “uma tendência de bem-estar bastante moderada em comparação com outras”.

Samanta Snashall, nutricionista registrada do centro médico da Universidade Estadual de Ohio, afirmou que a proteína tem sido “a queridinha” há anos, enquanto a fibra esteve “bastante subvalorizada.

“Fico feliz que agora ela esteja ganhando algum destaque.”

Mas tanto essas especialistas quanto Arch Mainous, professor de saúde comunitária e medicina de família da Universidade da Flórida, que pesquisou o uso das redes sociais na comunicação em saúde, concordam que nem sempre mais é melhor, especialmente quando se trata de proteína.

O risco dos influencers de saúde nas redes sociais

Para Mainous, uma coisa é comer de acordo com os valores nutricionais diários recomendados, mas “se você diz que, se um está bom, cinco é melhor ainda […], eu não concordo muito”. Ele também demonstrou preocupação com a confiança excessiva das pessoas em conselhos generalizados de influencers.

Isso faz parte de uma tendência maior que resultou em “uma falta de confiança nos especialistas em saúde”, afirmou. Uma mentalidade de “vou fazer minha própria pesquisa”, que foi impulsionada, entre outros, pelo secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., que divulga informações falsas sobre vacinas há anos.

Poucos influencers são cientistas com formação adequada, observou Mainous, e muitos têm acordos com marcas ou suas próprias agendas, que incluem vender produtos.

Então, o que as pessoas podem fazer? Primeiro, conversar com seu médico, indicou Mainous.

Quais são as recomendações diárias de fibra e proteína?

Como orientação geral, a Associação Americana do Coração afirma que, para muitas pessoas, um dia que inclua uma combinação de alimentos como um copo de leite, uma xícara de iogurte, uma xícara de lentilhas cozidas e uma porção de carne magra ou peixe cozido de aproximadamente o tamanho de um baralho de cartas fica, em média, dentro da meta diária de proteína.

No caso da fibra, para Glenn, entre 25 e 38 gramas, dependendo da idade e do sexo, é um bom objetivo.

Alimentos com alto teor de fibra — como feijão, frutas, verduras, castanhas, aveia e quinoa — estão associados a taxas mais baixas de alguns tipos de câncer e podem ajudar a manter o colesterol e o açúcar no sangue sob controle.

Em geral, segundo Glenn, as pessoas podem comer alguns grãos integrais ou frutas no café da manhã e, depois, tentar preencher metade do prato com legumes e verduras no almoço e no jantar.

Assim, “elas conseguem facilmente atingir o objetivo sem precisar contar meticulosamente quanta fibra consomem”, disse à AFP.

Mas, se uma pessoa não consome muita fibra — e a maioria das pessoas não consome —, o “maxxing” não é o caminho adequado, advertiu Snashall.

Mudar os hábitos de um dia para o outro fará com que o “sistema gastrointestinal tenha uma reação mais forte”, disse.

Glenn ressaltou que nutrientes em pó e outros suplementos não podem substituir alimentos integrais e de verdade.

E talvez o mais importante seja que não existe uma solução definitiva que sirva para todos os casos.

“Acho importante não encarar essas medidas como soluções milagrosas para todos os problemas”, afirmou.

 

O Líbano decretou dia de luto nacional nesta quinta‑feira (9/4) após a onda de ataques de Israel contra o país na quarta‑feira (8/4).

Considerada a pior ofensiva desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, a ação pode comprometer o cessar‑fogo entre o Irã e os Estados Unidos, segundo o secretário‑geral da ONU, António Guterres.

A ofensiva deixou ao menos 203 mortos e mil feridos, de acordo com um balanço provisório do Ministério da Saúde do Líbano.

Os ataques israelenses representam um “grave perigo para o cessar‑fogo e para os esforços em favor de uma paz duradoura e abrangente na região”, afirmou Guterres em comunicado divulgado por seu porta‑voz.

A ofensiva de Israel no Líbano é “intolerável”, declarou nesta quinta‑feira o chanceler francês, Jean‑Noël Barrot, à rádio France Inter. Ele ressaltou que a França se associa “plenamente” ao dia de luto nacional no país.

“Nós condenamos firmemente esses ataques maciços que, em dez minutos, causaram mais de 250 mortes, somando‑se às 1.500 vítimas desse conflito iniciado pelo Hezbollah contra Israel em 2 de março”, disse Barrot. “Esses ataques são ainda mais intoleráveis porque fragilizam o cessar‑fogo temporário alcançado ontem entre os Estados Unidos e o Irã”, acrescentou.

“Sim, o Irã deve parar de aterrorizar Israel por intermédio do Hezbollah, que precisa ser desarmado e entregar suas armas ao Estado libanês. Mas não, o Líbano não deve ser vítima de um governo contrariado pelo fato de um cessar‑fogo ter sido firmado entre os Estados Unidos e o Irã”, acrescentou.“Hoje é dia de luto nacional no Líbano, e nós nos associamos plenamente a ele”, concluiu o ministro.

Para o presidente francês, Emmanuel Macron, a interrupção das operações no Líbano é necessária para que a trégua seja “crível e duradoura”.

“Essas violações minam o espírito do processo de paz”, afirmou na quarta‑feira o primeiro‑ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mediador do conflito no Oriente Médio. Segundo ele, a trégua se aplica “a toda a região, inclusive ao Líbano”.

A declaração foi desmentida por Tel Aviv e Washington.

“Se o Irã quiser que essa negociação fracasse por causa de um conflito no Líbano, que nada tem a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram fazer parte do cessar‑fogo, essa é uma escolha deles”, reagiu nesta quarta‑feira o vice‑presidente dos EUA, JD Vance.

Ataques surpreendem moradores

Os ataques de Israel na quarta foram realizados sem aviso prévio contra áreas residenciais de Beirute, segundo autoridades libanesas. De acordo com o Exército israelense, a operação foi o “maior ataque coordenado” contra o Hezbollah desde o início da guerra.3

No bairro de Basta, “crianças morreram, outras tiveram os braços arrancados”, declarou Yasser Abdallah, comerciante da região. O Exército israelense manteve os ataques no sul do país nesta quinta‑feira, deixando pelo menos cinco mortos em Abassiyé, vilarejo próximo a Tiro, segundo a Defesa Civil.

No sul do Líbano, Israel bombardeou três vezes, de quarta para quinta‑feira, os arredores de uma ponte estratégica que liga o norte e o sul do rio Litani, na região de Tiro, bloqueando parcialmente o tráfego.

Outro bombardeio atingiu pela manhã um bairro da periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah, abandonado pela maior parte dos moradores. O Hezbollah anunciou ter atingido o norte de Israel durante a noite, em reação à “violação do cessar‑fogo”.

“Essa retaliação continuará até o fim da agressão de Israel e dos EUA contra o nosso país e o nosso povo”, afirmou o movimento pró‑iraniano, que não reivindicava ataques desde o anúncio da trégua entre Irã e Estados Unidos, na noite de terça para quarta‑feira.

Nova reunião no Paquistão

A comunidade internacional pressiona para que o cessar‑fogo entre Estados Unidos e Irã seja ampliado à região, mas Israel e os EUA afirmam que o Líbano não está incluído na trégua.

Para o Irã, o fim dos combates no Líbano é uma das “condições essenciais” do acordo com Washington, afirmou na quarta‑feira o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, segundo a agência Isna.

JD Vance afirmou que levará no sábado (11) a delegação americana ao Paquistão, depois de Islamabad anunciar que receberá na sexta‑feira representantes iranianos, em tentativa de alcançar um cessar‑fogo mais duradouro.

Donald Trump manteve a pressão ao anunciar na madrugada, em sua rede Truth Social, que as tropas dos EUA permanecerão mobilizadas nas proximidades do Irã até um “acordo real”. Caso contrário, advertiu, “responderão com mais força do que jamais se viu”.

O presidente americano disse estar disposto a “discutir a retirada das sanções” que sufocam a economia iraniana, mas garantiu que não haverá “qualquer enriquecimento de urânio”.

Para o primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu, o cessar‑fogo “não é o fim da campanha” contra o Irã, e Israel está “pronto para retomar os combates a qualquer momento”.

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