
Um menino de 2 anos foi levado às pressas a um hospital de Nova Jersey (EUA) com overdose de cocaína na semana passada.
A criança estava hospedada num imóvel alugado pelo Airbnb para as férias. Alexander T. Moles, de 39 anos, descrito como amigo da mãe da criança, foi preso depois que a polícia encontrou pó branco e canudos na casa alugada.
Alexander deveria cuidar do menino enquanto a mãe dele tomava um banho. Quando a mulher saiu do banheiro, entrou em pânico ao ver que o filho pequeno apresentava dificuldade para respirar e parecia letárgico.
O homem disse a socorristas que o menino poderia ter ingerido analgésicos. No hospital, o menino foi salvo graças a duas doses de spray nasal de naloxona, que reverteram a overdose, segundo o site "NJ.com". A criança testou positivo para cocaína após ser levada a hospital universitário para exame de sangue.
Alexander, que trabalha para o Corpo de Bombeiros de Paterson (Nova Jersey) acabou preso após policiais encontrarem pó branco e canudos na casa alugada.
A polícia não esclareceu que tipo de relação Alexander tem com a mãe da criança.
Os microplásticos são um dos maiores problemas que afetam o meio ambiente na atualidade por se espalharem com facilidade pelo ar e pelos oceanos. Formadas a partir da degradação do plástico, essas partículas minúsculas já foram encontradas, além da natureza, até dentro do nosso organismo.
Como solução para o tema, pesquisadores chineses anunciaram recentemente o desenvolvimento do plástico “vivo”, uma alternativa que contém micróbios dormentes em sua composição que, quando ativados, decompõem o material sem deixar fragmentos menores. Nos testes preliminares, a invenção chegou a se autodegradar em apenas seis dias sem a produção de microplásticos. Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Polymer Materials.
De acordo com especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a inovação representa uma esperança para resolver a questão dos microplásticos, porém ainda não representa uma alternativa definitiva.
“Esse plástico vivo tem propriedades mais interessantes do que outros plásticos vivos que já haviam sido sintetizados. O problema é que essa degradação acontece em ambiente controlado. Não é como se pudéssemos esperar que esse plástico fosse parar no meio ambiente, ficar exposto ao sol e, em seis dias, se decompor. É, sim, um avanço, mas infelizmente ainda não é uma solução”, avalia a professora de química ambiental Juliana Brito, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo.
Além disso, apesar dos cientistas chineses já terem demonstrado que a composição do material pode ser utilizada em produtos, a maioria dos resultados vêm de produção em pequena escala. “Ainda estamos a alguns anos desse processo estar realmente disponível para consumo de forma ampla”, diz Juliana, que também é pesquisadora apoiada pelo Instituto Serrapilheira.
Na avaliação do pesquisador Adalberto Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o problema dos plásticos vai além do design dos materiais e também envolve os padrões de consumo e descarte. O especialista coordenou o relatório “Microplásticos: um problema complexo e urgente”, lançado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) em 2025.
“Toda tecnologia que contribua para reduzir a presença de microplásticos é mais do que bem-vinda e representa um avanço importante. No entanto, é pouco realista imaginar que uma única solução tecnológica seja capaz de substituir, de forma abrangente, os plásticos convencionais no curto prazo. Essa inovação deve ser vista, neste momento, como uma solução complementar”, afirma o vice-presidente da ABC na Região Norte.
Segundo os especialistas, ainda há uma série de desafios a serem superados para, de fato, o plástico “vivo” se tornar uma solução viável. Entre os principais, estão:
“Trata-se de uma inovação promissora, mas que ainda precisa avançar significativamente em termos científicos, tecnológicos e regulatórios para se tornar uma alternativa amplamente viável”, resume Val.
O professor Alexander Turra, da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que, mesmo que o plástico “vivo” supere todas as barreiras, é essencial ter em mente o uso e o descarte correto dos materiais como medidas essenciais para diminuir o número de microplásticos no meio ambiente.
“Os plásticos biodegradáveis podem fazer parte da solução, mas precisam ser utilizados de forma racional e nos contextos adequados. Além disso, não significa que devemos deixar de utilizar plásticos, mas sim que precisamos usá-los com muito mais racionalidade e responsabilidade”, aponta Turra.
Ainda sem solução definitiva, atualmente, a melhor ação para diminuir a produção de microplásticos continua sendo utilizar itens feitos do material de forma responsável e descartá-los em locais adequados e não na natureza.
Quando se fala em extinção em massa, a maioria das pessoas pensa imediatamente no asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e levou ao desaparecimento dos dinossauros. Mas esse foi apenas um dos cinco grandes episódios que mudaram drasticamente a história da vida no planeta. E, ao contrário do que muitos imaginam, nem foi o mais devastador.
Ao longo de cerca de 4,5 bilhões de anos de existência da Terra, diferentes crises ambientais eliminaram grande parte das espécies e transformaram completamente os ecossistemas. Mas o que faz um evento ser considerado uma extinção em massa e por que esses episódios marcaram tanto a evolução da vida?
Segundo o paleontólogo Julian Silva Junior, da Universidade de São Paulo (USP), uma extinção em massa ocorre quando pelo menos 75% das espécies desaparecem em um intervalo relativamente curto do ponto de vista geológico.
“Além da quantidade de espécies eliminadas, esses eventos têm alcance global, afetam diferentes grupos de organismos e provocam uma reorganização profunda dos ecossistemas. E ‘rápido’, para a geologia, pode significar desde alguns anos até milhares ou centenas de milhares de anos”, explica.
Embora esses eventos tenham provocado perdas gigantescas de biodiversidade, eles não aconteceram pelos mesmos motivos. A paleontóloga Flavia Callefo, pesquisadora do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que a ciência já sabe que não existe uma única causa para todas as extinções em massa.
“As mudanças climáticas aparecem em todos esses eventos, mas elas costumam atuar em conjunto com outros fatores, como grandes episódios de vulcanismo, alterações nos oceanos e, em um único caso, o impacto de um asteroide”, afirma.
Segundo a pesquisadora, grandes erupções vulcânicas liberam enormes quantidades de dióxido de carbono e outros gases capazes de alterar rapidamente o clima. Nos oceanos, essas mudanças podem reduzir a quantidade de oxigênio disponível e aumentar a acidez da água, comprometendo a sobrevivência de diversas espécies marinhas.
Já o famoso impacto de um asteroide, frequentemente associado às extinções em massa, foi exceção, e não regra.
“Ao contrário do que muita gente pensa, impactos de asteroides foram raros. Esse mecanismo explica principalmente a extinção do fim do Cretáceo”, diz Callefo.
Flavia explica que a recuperação após uma extinção em massa costuma levar milhões de anos e nunca devolve ao planeta exatamente os mesmos ecossistemas. “Novas espécies evoluem e ocupam os espaços deixados pelos grupos que desapareceram. A Terra se recupera, mas não volta ao estado anterior”, afirma.
Segundo ela, os ecossistemas começam a se reorganizar entre dezenas e centenas de milhares de anos após a crise. O surgimento de novas espécies pode levar de 1 a 10 milhões de anos e a recuperação de níveis de biodiversidade semelhantes aos anteriores costuma exigir entre 10 e 30 milhões de anos ou até mais.
O Departamento de Polícia de Seattle investiga um tiroteio com múltiplas vítimas feridas registrado na noite deste domingo (26/7), no Seattle Center, no estado de Washington, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo departamento em uma postagem no X.
“A polícia está investigando um tiroteio. Múltiplas vítimas de tiroteio. Tiros disparados no Seattle Center. Mais informações em breve. Por favor, evite a área”, publicou a polícia.
O Seattle Center sediou o festival anual Bite of Seattle neste fim de semana, apresentando centenas de vendedores locais e apresentações de música ao vivo.
De acordo com o jornal Seattle Times, o som de disparos rápidos foi ouvido por volta das 18h (horário local).
Ver sangue, tomar uma injeção ou passar por um procedimento médico pode fazer algumas pessoas perderem a consciência em poucos segundos. Embora a cena pareça dramática, na maioria dos casos o episódio é causado pela síncope vasovagal, uma resposta involuntária do organismo que provoca queda da pressão arterial e da frequência cardíaca, reduzindo temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro.
Apesar de, em geral, ser considerada uma condição benigna, especialistas alertam que nem todo desmaio tem a mesma origem. Dependendo das circunstâncias, a perda de consciência pode indicar doenças cardiovasculares ou neurológicas que exigem investigação.
Ao ser exposto a um gatilho emocional, como a visão de sangue, o organismo pode ativar exageradamente o nervo vago, responsável por regular funções automáticas do corpo. Como consequência, os batimentos cardíacos diminuem, os vasos sanguíneos se dilatam e a pressão arterial despenca, reduzindo o fornecimento de sangue ao cérebro.
Segundo o cardiologista Gustavo Duque, do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, essa combinação explica a perda temporária da consciência.
“Tanto a frequência cardíaca quanto a pressão arterial despencam rapidamente, fazendo com que menos sangue chegue ao cérebro e aumentando a chance de desmaio”, ensina.
Antes da perda de consciência, é comum surgirem sinais de alerta, como palidez, suor frio, náusea, visão escurecida, zumbido e sensação de fraqueza. Quando a pessoa cai ou se deita, o fluxo sanguíneo para o cérebro é restabelecido e a recuperação costuma ser rápida.
A neurologista Ana Letícia Moraes, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, explica que a síncope vasovagal normalmente apresenta um gatilho bem definido e sintomas que antecedem o episódio, diferente de outras causas de perda de consciência.
“O desmaio vasovagal costuma ter gatilho reconhecível, sinais de alerta antes da perda de consciência e recuperação rápida, com a pessoa orientada em poucos segundos”, afirma.
Já crises epilépticas ou doenças cardíacas podem provocar desmaios sem aviso prévio, durante esforço físico ou mesmo em repouso. Além disso, episódios acompanhados de dor no peito, falta de ar, palpitações, confusão prolongada após o desmaio ou histórico familiar de morte súbita merecem avaliação médica imediata.
Embora a síncope vasovagal seja a causa mais frequente em pessoas jovens e saudáveis, o desmaio também pode ser consequência de arritmias, insuficiência cardíaca, estenose da válvula aórtica e outras doenças cardiovasculares potencialmente graves.
De acordo com o cardiologista Rafael Vilanova, do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), no Rio de Janeiro, alguns sinais indicam a necessidade de procurar um cardiologista.
“Desmaios durante exercício físico, sem sinais de alerta, acompanhados de dor no peito, falta de ar ou palpitações devem ser investigados para descartar doenças cardíacas”, diz.
Os especialistas também orientam que, ao perceber os primeiros sintomas, a pessoa deve se deitar e elevar as pernas ou sentar-se com a cabeça entre os joelhos para evitar a queda e facilitar o retorno do sangue ao cérebro. Manter boa hidratação, evitar jejum prolongado, reconhecer os gatilhos e realizar manobras de contração muscular podem ajudar a prevenir novos episódios de síncope vasovagal.
A escova de dentes começa a acumular bactérias já logo após o primeiro uso, embora isso nem sempre represente um risco imediato para pessoas saudáveis. O contato com saliva, restos de alimentos e microrganismos naturalmente presentes na boca faz com que as cerdas se tornem um ambiente propício para a permanência desses agentes, especialmente quando permanecem úmidas.
Com alguns cuidados simples, porém, é possível reduzir a contaminação e manter a higiene bucal mais segura. Para isso, especialistas explicam quais hábitos fazem diferença no dia a dia e por que a troca periódica da escova é indispensável.
Muita gente acredita que a contaminação acontece apenas depois de semanas de uso, mas isso não é verdade. Segundo a dentista Carine Castro Valle, da Castro Valle Odontologia, em Brasília, a colonização de bactérias nas cerdas ocorre assim que a escova entra em contato com a boca.
“Se a escova permanecer úmida, os microrganismos podem se multiplicar rapidamente.”, explica.
Além da própria microbiota oral, fatores como umidade constante, armazenamento inadequado, contato entre escovas e proximidade com o vaso sanitário favorecem a sobrevivência e o acúmulo de bactérias, fungos e outros microrganismos.
O local onde a escova de dentes fica guardada também faz diferença. Deixar as cerdas úmidas dentro de um protetor ou recipiente fechado cria um ambiente favorável para a permanência de germes.
De acordo com a dentista Geisa Cantelli, da Premura Clinic, o maior problema é a combinação entre umidade e ventilação insuficiente.
“O fator mais importante não é apenas a presença de microrganismos, mas a combinação entre contaminação ambiental e umidade persistente, que favorece o acúmulo progressivo de biofilme nas cerdas”, afirma.
As especialistas orientam enxaguar bem a escova após o uso, retirar o excesso de água e deixá-la secar na posição vertical, em um local limpo e ventilado. Também é recomendado fechar a tampa do vaso sanitário antes da descarga e evitar que as cerdas encostem em outras escovas.
Mesmo quando as cerdas parecem estar em boas condições, a recomendação é substituir a escova de dentes a cada três meses. Com o tempo, além do aumento da carga microbiana, as cerdas perdem eficiência para remover a placa bacteriana.
A troca deve ser antecipada em situações como gripe, resfriado, Covid-19, infecções na garganta, herpes labial ou candidíase oral, reduzindo o risco de contato com microrganismos que permaneceram na escova.
Seguir esses cuidados ajuda a preservar a eficiência da higiene bucal e diminui a possibilidade de contaminação durante a escovação, um hábito realizado diariamente por milhões de brasileiros.
Um homem suspeito de assalto a farmácias em Maceió foi capturado pela polícia nesta sexta-feira (24), no Conjunto Colina dos Eucaliptos, no bairro Santa Amélia. Ele seria integrante de uma quadrilha especializada em roubo de canetas emagrecedoras. Dois crimes investigados foram registrados em estabelecimentos na Jatiúca e Serraria no início do ano. A reportagem completa vai ao ar logo mais no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.
Segundo os levantamentos da polícia, o homem atuou como motorista de fuga do bando nas duas ocasiões. Através dele, a polícia espera chegar ao endereços dos outros investigados, assim como identificar outros delitos praticados pela quadrilha.
Os investigadores já trabalham com imagens captadas por câmeras de segurança. Em uma delas, um homem apareceu com uma máscara de proteção na boca e nariz, e com uma bolsa. Ele foi apontado como um dos autores do roubo na Jatiúca e segue foragido.

A polícia ainda não informou o prejuízo gerado para os dois estabelecimentos e a quantidade de canetas roubadas pelo grupo criminoso.
O preso foi encaminhado à delegacia, onde vai prestar depoimento. Ele está à disposição do Poder Judiciário.
Qualquer informação sobre a quadrilha suspeita de roubo a farmácias na capital alagoana pode ser repassada pelo Disque-Denúncia, de número 181. A identidade do denunciante será preservada.
O Padre Sebastião Firmiano da Silva, de 53 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (23) em um acidente de trânsito na altura do quilômetro 70 da BR-122, em Ibaretama. Ordenado há mais de 20 anos, o pároco atuava na Paróquia Nossa Sra Auxiliadora, no município localizado no interior do Ceará.
Segundo informações preliminares, o religioso estava caminhando quando foi atingido por um veículo. O atropelador se apresentou na Delegacia de Polícia Civil, segundo informações da Polícia Militar do Ceará (PMCE).
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, na noite desta quarta, que a PMCE fez o primeiro atendimento, segue no local, e uma equipe da PRF se desloca para atender a ocorrência. A equipe da PM aguarda a Perícia da PEFOCE, ainda de acordo com a entidade.
Em nota, a Diocese de Quixadá, responsável pela paróquia de Ibaretama, manifestou pesar e solidariedade.
“Neste momento de dor, unimo-nos em oração, confiando sua alma à infinita misericórdia de Deus e manifestando nossa solidariedade aos seus familiares, amigos, ao presbitério diocesano e a todos os fiéis”, expressa trecho de nota da Diocese.
A Paróquia Nossa Sra Auxiliadora também publicou nota de pesar, lembrando as obras do religioso na comunidade.
"Pastor dedicado, homem de fé e incansável servidor do Evangelho, Padre Sebastião marcou a vida de nossa comunidade com seu testemunho de amor, humildade, acolhimento e serviço. Sua missão sacerdotal foi vivida com entrega generosa, conduzindo-nos ao encontro de Deus e deixando um legado de esperança, caridade e compromisso com a Igreja.", diz a nota.
Estruturas que armazenam gordura dentro das células podem desempenhar um papel muito mais importante do que se imaginava. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade La Trobe, na Austrália, mostra que essas pequenas reservas ajudam o organismo a identificar infecções virais e a ativar rapidamente a resposta do sistema imunológico.
Os resultados, publicados na revista Nature Communications em 5 de junho, indicam que essas estruturas, chamadas de gotículas lipídicas, podem ajudar no desenvolvimento de novos antivirais que reforçam as defesas naturais do organismo, em vez de atacar diretamente os vírus.
“A pesquisa demonstra que elas são centros de controle vitais e ativos para nos defender contra vírus”, afirma a professora Karla Helbig, uma das responsáveis pelo estudo, em comunicado.
As gotículas lipídicas são pequenas estruturas presentes no interior das células e, até pouco tempo atrás, eram vistas apenas como depósitos de gordura. O novo estudo mostra que elas também participam da defesa do organismo logo nos primeiros momentos de uma infecção.
Durante os experimentos, os pesquisadores observaram que, ao detectar um vírus, essas estruturas mudam sua composição e passam a concentrar determinados ácidos graxos e proteínas ligadas ao sistema imunológico, criando um ambiente que dificulta a multiplicação do vírus e favorece a produção de moléculas antivirais.
Em testes com gotículas lipídicas produzidas em laboratório, a inclusão de dois ácidos graxos específicos, o ácido araquidônico e o ácido eicosapentaenoico, reduziu a replicação viral e aumentou a produção de interferons — proteínas fundamentais para a resposta do sistema imunológico
Segundo Helbig, essa estratégia pode oferecer uma vantagem importante em relação aos antivirais atuais.
“Em vez de atacar os próprios vírus, o que muitas vezes leva à resistência aos medicamentos, esta pesquisa aponta maneiras de fortalecer o mecanismo antiviral do próprio corpo”, explica.
Os pesquisadores acreditam que esse mecanismo poderá ajudar no desenvolvimento de medicamentos capazes de agir contra diferentes vírus, sem depender das características de um único agente infeccioso. “Ao manipular gotículas lipídicas ou administrar gorduras antivirais específicas, pode ser possível desenvolver antivirais que funcionem contra muitos tipos diferentes de vírus”, afirma Helbig.
Para Ebony Monson, coautora do estudo, a descoberta também pode contribuir para melhorar a preparação diante de futuras pandemias.
“Dependemos em grande parte das vacinas, mas elas levam tempo para ser desenvolvidas e protegem contra vírus específicos. Como os vírus sofrem mutações rapidamente, essa proteção pode diminuir com o tempo”, diz.
Segundo a pesquisadora, estimular uma via de defesa já existente no organismo pode tornar a resposta mais rápida diante do surgimento de novos vírus. “Esperamos que nossa pesquisa contribua para respostas mais rápidas e resilientes a ameaças virais emergentes e melhore significativamente a preparação global para pandemias”, conclui.
Uma iguaria francesa mundialmente conhecida e, vale ressaltar, muito valorizada no mundo da gastronomia, o foie gras agora é proibido no Brasil. Feita com fígado de pato ou ganso, a receita não pode mais ser produzida ou comercializada no país por ser obtida por métodos que podem configurar maus-tratos aos animais.
Entenda
A ONG internacional Animal Equality celebrou a medida em uma publicação no Instagram. “Essa conquista só foi possível graças ao engajamento de milhares de pessoas e ao trabalho conjunto de outras organizações de proteção animal que fizeram parte dessa luta”, diz o texto.
A chef vegana Renata Dias ressalta que a comunidade vegana recebe a notícia com muita alegria. “Além da crueldade da gavagem, que é mais comentada, existe o horror do abate. Essas aves são mortas por meio de sangrias ou choque elétrico. É um processo horrível“, comenta.
“Com certeza foi uma vitória o fim dessa crueldade , mas ainda temos um longo caminho a percorrer para que outras crueldades animais tenham fim . Esse é só o começo da nossa luta, mas definitivamente uma vitória enorme a ser celebrada!”, disse ao Metrópoles.
À época da aprovação do Projeto de Lei 15.475, agora sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cristina Diniz, diretora da Sinergia Animal Brasil, afirmou que a alimentação forçada causa sofrimento inegável sua proibição é essencial para garantir o bem-estar animal. “Proteger os animais é um passo fundamental para construir uma sociedade mais ética e justa para todas as formas de vida”, acrescenta.

O foie gras tem sabor amanteigado e textura cremosa e aveludada e, embora não sejam iguais ao original, existem alternativas ao prato, muitas vezes chamadas de “faux gras”, que priorizam o bem-estar animal. O personal chef francês Lionel Ortega cita o terrine de vegetais, por exemplo.
Há também opções como patês de castanha de caju, cogumelos, lentilhas ou missô. Um vídeo no Youtube ensina a preparar um foie gras sem ingredientes de origem animal. A receita leva apenas nozes e itens ricos em umami, como cogumelos, missô e extrato de tomate.
Para Lionel Ortega, é possível conciliar tradição gastronômica e ética animal. “A gastronomia está sempre evoluindo. Podemos buscar técnicas com mais transparência na produção. Os chefs podem evoluir sem perder a tradição.”
Você provavelmente já ouviu falar ou se deparou com alguém praticando hyrox rolando o seu feed das redes sociais. A modalidade começou a invadir as academias e boxes em 2025 e. este ano, provou que veio para ficar, tornando-se a nova “obsessão” de quem ama treinos intensos e com alto gasto calórico.
A modalidade teve início em 2017, na Alemanha. Logo passou a ser praticada nos Estados Unidos e na Europa. Em 2025, foi a vez do Brasil conhecer e se apaixonar pela prática multidisciplinar.
“O brasileiro ama esportes e desafios. Além disso, o formato padronizado mundialmente é um diferencial enorme – você pode competir em São Paulo e comparar seu tempo com alguém de Nova York. Isso cria uma conexão que vai atrair muita gente”, contou Edward Dier, representante do Hyrox Brasil, ao Metrópoles.
Embora tenha essa cara de “competição”, a prática visa a inclusão e o lema “cada um no seu ritmo”. A máxima é agregar, e não excluir.

Como trabalha o corpo todo, os benefícios vão desde melhora do sistema cardiovascular até turbinar a definição muscular.
Outra vantagem está na saúde mental: como é uma prática “social”, ajuda a mente e favorece trocas que vão além do simples levantar pesos.
“Tudo isso contribui para diminuir o estresse, melhorar o sono e ajudar no controle do peso. É o tipo de esporte que não é só sobre competir, mas também sobre se superar e se divertir no processo”, emendou Edward Dier.
A Secretaria Municipal de Saúde promoverá, no próximo dia 7 de agosto, um mutirão de triagem para cirurgia de catarata, com o objetivo de identificar pacientes que necessitam do procedimento e ampliar o acesso ao tratamento da doença, uma das principais causas de perda de visão entre a população idosa.
De acordo com a diretora de Média e Alta Complexidade Rebeca Araújo, a princípio, a ação é voltada para pessoas a partir de 60 anos de idade, mas aqueles abaixo da faixa etária poderão ter acesso à ação, desde que apresentem encaminhamento médico. “Durante a triagem, os participantes serão avaliados por profissionais de saúde, que irão verificar a indicação para a realização da cirurgia”, explicou.
Já a diretora de Controle e Avaliação Eneida Cavalcante disse que os interessados devem comparecer ao local portando documento oficial de identificação e comprovante de residência. “O mutirão será realizado no Hospital Regional Santa Rita, oferecendo à população uma oportunidade de acesso ao atendimento especializado e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que necessitam do procedimento”, disse .
A secretária municipal de Saúde Zoé Duarte reforça a importância da participação do público-alvo e orienta que os interessados compareçam no dia da ação com toda a documentação necessária para agilizar o atendimento. “Esta é uma oportunidade ímpar para tratar de um bem muito precioso todos nós: a nossa visão”, declarou.
Serviço:
O quê?: Mutirão Ver Melhor
Onde: Hospital Regional Santa Rita
Horário: a partir de 7h
Mais informações: pessoas a partir de 60 anos ou até 59 anos (mas neste caso devem estar com encaminhamento médico). Para participar da triagem, é preciso levar documentos de identificação originais e cópias
Imagine finalmente encontrar aquela casa com a qual você sempre sonhou. Tyler e Lauren Bouldin acreditaram que isso havia acontecido com eles, até visitarem o imóvel que compraram e descobrirem um detalhe inesperado: centenas de cobras vivendo na propriedade.
Em 2020, o casal arrematou em um leilão a casa, construída em 1830, na pequena cidade de Pine Grove (Pensilvânia, EUA). O município tem cerca de 2 mil habitantes.
Com mais de 500 m², seis quartos e cinco banheiros, o imóvel foi comprado por US$ 460 mil (aproximadamente R$ 2,3 milhões ) após permanecer abandonado por mais de uma década.
"Quando compramos nossa casa, não percebemos que também estávamos comprando uma grande população de cobras", brincou Tyler em um vídeo publicado no TikTok.
Na gravação, é possível ver centenas de cobras de diferentes espécies circulando pela propriedade, inclusive na varanda, na piscina, no lago e pelo jardim.
“Se você se encontrar nessa situação, a resposta correta não é incendiar toda a propriedade, como muitas pessoas sugeriram”, brinca Tyler.
Para enfrentar a infestação, o casal começou destruindo a piscina. Depois, passou a preencher sistematicamente as rachaduras na fundação da casa e a remover os tocos de árvores da propriedade, locais onde as cobras costumam fazer ninhos.
Os dois também adotaram dois gatos para caçar roedores, que são a principal fonte de alimento das serpentes que vivem no imóvel.
A maioria das cobras é inofensiva, mas Tyler afirma já ter encontrado serpentes-cabeça-de-cobre e cascavéis-da-floresta. Por isso, decidiu comprar um 'pegador de cobras'.
Apesar dos animais, a família Bouldin não desistiu de se mudar para a "Forge House", nome dado à construção.
Há anos, Tyler compartilha em seu perfil no TikTok a rotina de reformas e reparos na residência. A página já reúne mais de 2 milhões de seguidores.
O deputado estadual Delegado Leonam (União Brasil) apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), um Projeto de Lei que propõe a identificação visual, na cor rosa, das tornozeleiras eletrônicas utilizadas por agressores de mulheres submetidos a medidas protetivas ou cautelares determinadas pela Justiça.
A proposta abrange casos de violência doméstica e familiar, violência de gênero, perseguição (stalking), assédio, violência sexual e outras situações em que houver determinação judicial para o uso do equipamento.
Segundo o projeto, a identificação terá caráter administrativo e não representará uma punição adicional ao monitorado. A regulamentação ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, que deverá definir critérios de aplicação e situações excepcionais em que a medida poderá ser dispensada por decisão judicial.
O texto também estabelece que a medida não poderá gerar custos ao monitorado nem causar exposição vexatória ou violação da dignidade humana.
De acordo com o parlamentar, a iniciativa busca facilitar a identificação dos monitorados pelas forças de segurança, reforçar a fiscalização das medidas protetivas e ampliar a proteção das vítimas.
"O objetivo é fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência, oferecendo mais segurança e melhores condições para o trabalho das forças de segurança, sem desrespeitar direitos e garantias individuais", afirmou Delegado Leonam.
Entender como será a evolução do nível do mar ao longo dos anos é essencial para que governos de áreas costeiras possam se planejar. Por guardar uma quantidade imensa de gelo, a Antártida é uma peça central para avaliar o cenário. Quanto mais ela derrete, maior será o volume de água nos mares – o que tem ocorrido com o avanço do aquecimento global.
Em um novo estudo, cientistas avaliaram se é possível prever com confiança a quantidade de gelo que a Antártida poderá perder nos próximos 30 a 50 anos. De acordo com as investigações, até o meio do século os resultados serão confiáveis. No entanto os prognósticos se tornarão menos seguros a partir disso.
A afirmação vem de um estudo liderado pela pesquisadora Felicity McCormack, da Universidade Monash, na Austrália. Os resultados foram publicados na revista Nature em meados de junho.
As estimativas foram feitas por meio da realização de projeções de modelos de calotas polares gerados a partir de dados históricos e fórmulas matemáticas. Assim, foi possível identificar que nos próximos 30 a 50 anos, a perda de gelo será altamente previsível e consistente, pois os modelos climáticos são suficientes para estimar os cenários desse intervalo.
“Se os modelos de calotas polares reproduzirem com precisão as taxas de perda de gelo que observamos, podemos ter confiança em usar esses mesmos modelos para prever com segurança a contribuição da Antártida para a elevação do nível do mar nos próximos 30 a 50 anos. Prever com precisão e rapidez o quanto o nível global do mar subirá oferece informações vitais para o planejamento costeiro futuro e para as políticas governamentais”, aponta Felicity em comunicado.
Por outro lado, a pesquisadora mostra que a mesma consistência e confiança não foi detectada em previsões para o final do século atual. O problema de previsibilidade tem a ver com a existência de fenômenos climáticos que podem acelerar o derretimento de forma mais rápida que os modelos de simulação podem identificar.
Felicity diz que a solução é aprimorar os modelos o mais rápido possível. “Ao aprimorarmos a forma como os modelos de calotas polares representam os processos físicos críticos que levam ao rápido recuo das calotas polares, podemos reduzir a grande incerteza que prejudica a confiabilidade das projeções de longo prazo sobre a elevação do nível do mar”, afirma a cientista.
Como as previsões do nível do mar para as próximas três décadas estão bem definidas, outras medidas sugeridas pelos cientistas para se preparar visando consequências futuras é colocar em prática ações climáticas que retardem o derretimento de gelo, além da criação de políticas públicas para proteger as populações mais vulneráveis.
A praia costuma ser sinônimo de descanso, mas a combinação de sol forte, vento, areia e água do mar também representa um desafio para a saúde dos olhos. Sem os cuidados adequados, a exposição prolongada pode causar desde irritações temporárias até lesões na córnea e aumentar o risco de doenças oculares ao longo da vida.
Além do desconforto imediato, especialistas alertam que os danos provocados pela radiação ultravioleta (UV) são cumulativos e podem favorecer o desenvolvimento de catarata, pterígio (conhecido popularmente como “carne no olho”), e outras alterações na visão.
Segundo o oftalmologista Diogo Bezerra, da plataforma Doctoralia, diversos fatores presentes na praia atuam ao mesmo tempo sobre a superfície ocular. A radiação ultravioleta pode provocar fotoceratite, uma espécie de queimadura na córnea causada pela exposição intensa ao sol.
O vento acelera a evaporação da lágrima, favorecendo ressecamento, ardor e vermelhidão. Já a areia pode provocar pequenos arranhões na córnea, especialmente quando a pessoa esfrega os olhos após o contato com os grãos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência
“Pequenos cuidados durante um dia de lazer ajudam a evitar problemas imediatos e reduzem os danos cumulativos causados pela exposição solar ao longo da vida”, destaca Bezerra.
O especialista também orienta procurar um oftalmologista caso haja dor intensa, vermelhidão persistente, visão embaçada, secreção ou sensação de corpo estranho que não melhora após a lavagem dos olhos com água limpa ou soro fisiológico.
Para o oftalmologista Evandro Schapira, do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo, a qualidade da água também merece atenção. Em praias impróprias para banho, a presença de bactérias, vírus e outros microrganismos pode favorecer conjuntivites e outras infecções oculares.
O médico ainda alerta para o uso de lentes de contato durante o passeio. O contato das lentes com água do mar, areia e microrganismos aumenta o risco de irritações e infecções, especialmente quando há manipulação inadequada.
Outro erro comum é utilizar óculos escuros sem proteção contra raios UVA e UVB. Nesses casos, a pupila dilata por causa da redução da luminosidade, permitindo que uma quantidade ainda maior de radiação alcance o interior dos olhos.
“Sempre que possível, recomenda-se utilizar óculos de sol com proteção UV certificada e ter cautela com o uso de lentes de contato em ambientes de praia”, orienta Schapira.
Esses cuidados simples ajudam a reduzir o risco de lesões, infecções e doenças oculares associadas à exposição solar.
