
Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, um exame de fezes baseado na análise de bactérias do intestino pode identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A proposta é oferecer uma forma mais simples e menos invasiva de rastrear a doença, que hoje é diagnosticada principalmente por meio da colonoscopia.
Este câncer é o tipo que mais causa mortes no mundo. Apesar de ser altamente tratável quando detectado cedo, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, em parte porque a colonoscopia pode ser cara e desconfortável, o que leva muitas pessoas a adiar o exame.
No novo estudo, publicado na revista Cell Host & Microbe em agosto de 2025, os cientistas utilizaram aprendizado de máquina para analisar a microbiota intestinal humana. A equipe criou um catálogo detalhado das bactérias presentes no intestino e identificou padrões associados ao câncer colorretal.
Para o pesquisador Mirko Trajkovski, que liderou o estudo, o diferencial da pesquisa foi olhar para um nível mais específico da microbiota.
“Em vez de analisar apenas as espécies bacterianas, focamos nas subespécies. Esse nível intermediário permite captar diferenças importantes no funcionamento das bactérias e na sua relação com doenças”, explica, em comunicado.
A partir desse catálogo microbiano, os pesquisadores desenvolveram um modelo capaz de detectar sinais da doença analisando bactérias presentes em amostras de fezes.
O método foi testado com dados clínicos já disponíveis e conseguiu identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A taxa é próxima à observada em colonoscopias, que detectam aproximadamente 94% dos casos, e superior à de outros testes não invasivos atualmente disponíveis.
“Embora estivéssemos confiantes na abordagem, os resultados foram impressionantes”, afirmou o pesquisador Matija Trickovic, primeiro autor do estudo.
Segundo os cientistas, o teste poderia ser usado como ferramenta de rastreamento inicial. Pessoas com resultado positivo seriam então encaminhadas para colonoscopia, exame que confirmaria o diagnóstico.
A equipe agora prepara um ensaio clínico em parceria com os Hospitais Universitários de Genebra para avaliar melhor quais estágios da doença podem ser identificados com o método.
Os pesquisadores também acreditam que a estratégia pode ser aplicada a outras doenças. Ao analisar com mais precisão as bactérias do intestino, o mesmo tipo de teste pode ajudar a desenvolver ferramentas de diagnóstico baseadas na microbiota.
“O mesmo método poderá ser usado para criar testes não invasivos para várias doenças, todos baseados em uma única análise da microbiota intestinal”, afirma Trajkovski.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em uma publicação na rede Truth Social nesta sexta-feira (10) que os iranianos estão vivos apenas para negociar.
"Os iranianos parecem não perceber que não têm outras cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo contra o mundo através do uso das vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu Trump.
O líder americano afirmou ainda que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de notícias falsas e em "relações públicas" do que em lutar".
Um homem de 59 anos foi preso em Conquista, no Triângulo Mineiro, suspeito de matar o próprio tio, de 76 anos, e depois procurar ajuda para agilizar os serviços funerários e o sepultamento da vítima. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (9/4), após a Polícia Militar ser acionada por uma assistente social que desconfiou da pressa demonstrada pelo sobrinho.
Segundo a ocorrência, o suspeito procurou a mulher pedindo auxílio para providenciar o funeral do tio. Ela então fez contato com o médico plantonista da Santa Casa, que informou que o idoso havia morrido em decorrência de traumatismo craniano. O profissional também relatou que o corpo tinha diversas escoriações e que o sobrinho havia dito que a vítima sofria de epilepsia, tinha dificuldades de locomoção e poderia ter caído dentro de casa.
Diante da suspeita, os militares foram até o imóvel, no bairro Rosário. No local, encontraram respingos de sangue nas paredes do quarto da vítima, além de vestígios na sala e na cozinha. Também havia roupas próximas ao guarda-roupa com sinais de que o idoso teria sido arrastado até a varanda.
Após nova conversa com os policiais, o sobrinho confessou que, na noite anterior, estava no quarto com o tio quando os dois começaram a discutir. De acordo com o relato, ele empurrou o idoso com força contra a parede, fazendo com que a vítima caísse desacordada e com intenso sangramento. Em seguida, arrastou o corpo até a varanda e usou panos para limpar o sangue no interior da residência.
A perícia foi acionada e realizou os trabalhos no local. Após a confissão e a constatação dos vestígios, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado ao delegado de plantão.
Um homem acusado de violência doméstica foi preso pela Polícia Militar (PM) após ser flagrado com quatro armas de fogo dentro da residência onde mora, nesta sexta-feira (10), no município de Pão de Açúcar, no Sertão de Alagoas. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo 2° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.
No imóvel, equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) localizaram uma pistola e um revólver escondidos dentro de um cofre no quarto do suspeito. Durante a abordagem, o homem confessou que possuía mais dois armamentos em um depósito de gás de sua propriedade.
No segundo endereço indicado, os policiais encontraram duas armas longas de calibre .22, completando o arsenal apreendido na operação.
Diante do flagrante, o suspeito foi conduzido à delegacia de Batalha, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.
Pesquisadores identificaram um possível mecanismo no cérebro que pode ajudar a esclarecer o fato de algumas pessoas seguirem com alta pressão arterial mesmo fazendo uso de medicamentos. O estudo indica que uma pequena região do tronco encefálico, chamada parafacial lateral, pode contribuir para o desenvolvimento de certos casos de hipertensão.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com a Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e publicada na revista Circulation Research em 17 de dezembro de 2025.
No estudo, os cientistas identificaram que a região parafacial lateral, conhecida pela sigla pFL, está ligada ao controle da respiração. Ela participa especialmente de expirações mais intensas, como as que ocorrem durante exercícios físicos, tosse ou riso. Os experimentos indicam que esses neurônios também podem influenciar diretamente o sistema cardiovascular.
Durante os testes em ratos, os pesquisadores observaram que a ativação desses neurônios não apenas altera o padrão respiratório, mas também provoca a contração dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial.
Segundo os autores, essa ligação entre respiração e circulação pode ajudar a entender por que uma parcela significativa de pessoas com hipertensão não conseguem controlar a doença apenas com medicamentos tradicionais.
Para investigar o papel dessa região cerebral, os pesquisadores utilizaram técnicas de engenharia genética que permitem ativar ou desativar neurônios específicos. Ao estimular os neurônios da pFL, eles observaram que circuitos nervosos ligados ao sistema nervoso simpático eram ativados, o que levou ao aumento da pressão arterial nos animais.
O sistema nervoso simpático é responsável pela chamada resposta de luta ou fuga e controla diversas funções do organismo, incluindo a construção dos vasos sanguíneos.
Quando os cientistas reduziram a atividade desses neurônios em ratos com hipertensão, a pressão arterial voltou a níveis considerados normais.
“Descobrimos que, quando essa região do cérebro é desativada em condições de pressão elevada, os níveis de pressão arterial retornam ao normal”, disse o fisiologista Julian Paton, da Universidade de Auckland, em comunicado.
Os resultados também ajudam a esclarecer por que pessoas com apneia do sono apresentam maior risco de hipertensão.
Durante episódios de apneia, o nível de oxigênio no sangue cai e o dióxido de carbono aumenta, condições que podem ativar os neurônios da região parafacial lateral. Isso significa que alterações respiratórias durante o sono podem estimular esse circuito cerebral e contribuir para o aumento da pressão arterial.
Como o estudo foi realizado em modelos animais, ainda será necessário confirmar se o mesmo mecanismo ocorre em humanos.
Mesmo assim, os resultados apontam para uma nova forma de investigar a hipertensão e sugerem que sensores de oxigênio localizados nas artérias do pescoço, conhecidos como corpos carotídeos, podem ser um alvo para futuras estratégias de tratamento.
O controle do diabetes tipo 2 no Brasil enfrenta um desafio crescente: segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024, o diagnóstico da doença entre adultos saltou de 5,5% para 12,9%, um aumento de 135% acompanhado pela alta nos índices de obesidade. Para a nutricionista Bela Clerot, o obstáculo para estabilizar a glicemia não está apenas na falta de acesso a tratamentos, mas na repetição de hábitos que parecem saudáveis, mas mantêm o metabolismo em desequilíbrio.
Segundo a especialista, o foco excessivo em medicações e o consumo de substitutos “naturais” do açúcar criam uma falsa sensação de segurança que impede a remissão da doença.
Ilusão do remédio: muitos pacientes acreditam que a medicação anula o impacto de uma dieta inadequada, ignorando que o estilo de vida é o verdadeiro pilar do tratamento.
Armadilha do “natural”: substituir açúcar por mel, tâmaras ou sucos não reduz o impacto glicêmico para quem já possui resistência à insulina.
Frequência alimentar: o hábito de “beliscar” ou comer a cada três horas sem necessidade pode sobrecarregar o metabolismo e gerar picos constantes de glicose.
Visão limitada: focar apenas no valor da glicose em exames isolados é um erro; o diagnóstico completo exige análise de insulina, hemoglobina glicada e HOMA-IR.
Um dos maiores mitos combatidos por Bela Clerot é a ideia de que o diabetes tipo 2 é uma sentença progressiva e irreversível. “A doença não tem cura, mas pode entrar em remissão com mudanças consistentes. Achar que o destino é apenas aumentar a dose do remédio desmotiva o paciente”, explica.
Para a nutricionista, a chave está em entender que a medicação ajuda, mas não educa o organismo. “A gente controla o diabetes pela boca”, resume, reforçando que o uso de fármacos como eixo único do tratamento costuma falhar a longo prazo.
Outro ponto crítico são os produtos ultraprocessados rotulados como “diet” ou “zero”. A especialista alerta que adoçantes culinários e itens industriais frequentemente escondem maltodextrina ou outros carboidratos que elevam a glicemia tanto quanto o açúcar refinado. O mesmo vale para as substituições caseiras: frutas muito maduras ou receitas “fit” podem carregar uma carga glicêmica alta que o corpo do diabético não consegue processar eficientemente.
Além da qualidade do que se come, a periodicidade das refeições entrou no radar da nutrição moderna. Para quem tem alterações metabólicas, a ingestão constante de alimentos mantém a insulina alta o dia todo, dificultando a estabilização. No entanto, Bela ressalta a importância da individualização: pacientes que usam certos medicamentos precisam de acompanhamento rigoroso para evitar crises de hipoglicemia.
A nutricionista conclui que o tratamento eficaz exige menos “atalhos” e mais análise clínica. Antes de trocar qualquer componente da dieta ou alterar a rotina, é fundamental alinhar a estratégia com um profissional que avalie o histórico completo, incluindo triglicerídeos e HDL, para garantir que o corpo esteja, de fato, recuperando sua saúde metabólica.
Na madrugada desta sexta-feira (10), no bairro Alto do Cruzeiro, em Palmeira dos Índios, a Polícia Militar conseguiu efetuar a apreensão de 669 pedras de crack, 726 pinos de cocaína, 54 trouxinhas de cocaína, 14 munições intactas 0.38, 3 celulares, e R$ 863 em espécie.
De acordo com o relatório de ocorrências, a guarnição rural 01 - pertencente ao 10º BPM - estava em patrulhamento ostensivo e preventivo pela rua São Miguel, no bairro Alto do Cruzeiro, em Palmeira dos Índios, quando percebeu que um individuo estava entregando entorpecentes a outro homem, em frente a uma residência.
De acordo com a PM, a guarnição conseguiu abordar o individuo que comprou a droga - tratava-se de substância análoga a cocaína, acondicionada em pinos.
Diante do flagrante de venda de drogas, a guarnição adentrou na residência e localizou uma grande quantidade de substâncias análogas a cocaína e crack, já acondicionados para comercialização, além de 14 munições intactas e dinheiro em espécie. O individuo envolvido na venda dos entorpecentes se evadiu pelos fundos da residência e não foi localizado.
Todo o material apreendido ilícito foi apreendido e encaminhada até o CISP de Palmeira dos Índios, onde foi registrado o fato pela Polícia Civil como apreensão de drogas.
Nas últimas décadas, a humanidade conquistou mais tempo e mais qualidade de vida graças, sobretudo, aos avanços tecnológicos na saúde. O desenvolvimento de novas vacinas, cirurgias menos invasivas, unidades de terapia intensiva muito mais modernas e pesquisas na área de genética têm papel preponderante nessa evolução. No entanto, foram duas áreas, em particular, que contribuíram decisivamente para um processo de reconfiguração dos cuidados médicos: os exames de imagem, que revolucionaram a medicina diagnóstica, e novas gerações de medicamentos, que vêm evitando mortes precoces e garantindo o melhor controle de doenças.
Nos últimos 50 anos, as inovações na radiologia já vinham mostrando a importância da tecnologia e da convergência de outras áreas, como a física e a engenharia, na busca de precisão dos exames. Não custa lembrar que os primeiros tomógrafos datam da década de 1970 e que os aparelhos de ressonância magnética se popularizariam nos anos 1980.
A telemedicina, que teve suas primeiras aplicações com os voos espaciais tripulados, ganharia corpo na década de 1990, embora só tenha experimentado expansão no Brasil com a pandemia de Covid-19, em 2020-21. Na virada do milênio, a inteligência artificial (IA) começava a adentrar a área de saúde e, dez anos depois, já era usada em larga escala, dando início a uma mudança de paradigma.
Hoje já podemos falar em transformação digital na saúde, com teleconsultas, monitoramento remoto de pacientes e, particularmente, com o uso da IA, que faz a análise automática de exames e imagens e, de modo geral, reduz a possibilidade de erro em toda a cadeia da saúde.
Seu uso é essencial nas terapias personalizadas e na medicina de precisão baseada em genômica, que hoje representam avanços promissores, pois permitem analisar grandes volumes de dados genéticos e clínicos, identificar mutações relevantes, prever a resposta individual a medicamentos e descobrir biomarcadores que orientam tratamentos específicos.
Parte importante da evolução tecnológica é a interoperabilidade entre os sistemas, que garante a padronização e a segurança no intercâmbio de informações. Também nisso a IA é importante porque ajuda na organização de dados vindos de fontes diversas, na detecção de inconsistências, na integração entre informações clínicas, genômicas e de dispositivos vestíveis e na transformação desse fluxo de dados em conhecimento útil para médicos e gestores. Na ponta do lápis, a interoperabilidade pode trazer uma redução de 15% no custo saúde.
Nosso grande desafio hoje é tornar a inovação acessível ao maior número de pessoas. A tecnologia chega gradualmente, mas sua introdução é mais lenta no SUS (Sistema Único de Saúde), o que se explica pela desigualdade de distribuição de recursos. Nosso sistema público é universal, mas subfinanciado em tudo o que pretende oferecer. Inexistem condições financeiras para a incorporação acelerada de tecnologias, situação agravada pela judicialização, na medida em que o sistema é obrigado a alocar montantes significativos para situações que extrapolam as margens de previsibilidade.
Em um país de mais de 200 milhões de habitantes, dos quais 75% dependem da rede pública, o cobertor já é curto em condições normais – e vale dizer que, mesmo em países desenvolvidos, que têm mais dinheiro, sistemas universais não conseguem oferecer todo tipo de tecnologia a seus pacientes. Para sua incorporação em larga escala, é essencial o processo de avaliação e comprovação de eficácia.
Independentemente da judicialização, as barreiras econômicas são evidentes: cerca de 55% de tudo o que se gasta em saúde beneficia apenas 25% da população, que tem acesso ao setor privado, enquanto os 45% restantes atendem 75% dos brasileiros, que dependem do sistema público. A conta não fecha. É flagrante o desequilíbrio, agravado por desigualdades regionais e pela ineficiência administrativa.
Em muitas regiões, a infraestrutura é precária: 40% da população do país não tem acesso a saneamento básico – e não custa lembrar que, para cada real investido em saneamento, quatro ou cinco são economizados em saúde. Além disso, em vários locais, pacientes com câncer e outras doenças não têm acesso a diagnóstico e a hospitais para tratamentos de alta complexidade. Os tomógrafos estão concentrados na região Sudeste, e os aparelhos de ressonância magnética, em quantidade menor, predominam em clínicas particulares. No SUS, quando há equipamentos, o paciente enfrenta meses em uma fila.
Problemas estruturais e de má gestão de recursos limitados convivem com outro gargalo, o da formação médica. Temos excelentes universidades no país, mas muitas outras de péssima qualidade, como vimos recentemente nos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Há décadas, busca-se a quantidade, não a qualidade – e o resultado dessa política são muitos recém-formados com conhecimentos insuficientes. O poder público tem responsabilidade na qualidade dos médicos que entram no mercado: maus profissionais são um ônus para toda a sociedade.
As universidades devem ser pilares de inovação, verdadeiros centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e de produtos que possam contribuir para melhorar a saúde da população. O investimento em instituições de qualidade é, por isso mesmo, estratégico. Os nossos talentos é que podem fazer o país deixar de depender em excesso de soluções importadas e caras. Nas universidades de ponta, o ensino tem acompanhado as transformações na saúde, mas infelizmente essas ainda são exceções, não a regra.
Temos muitos desafios a enfrentar na área da saúde, sobretudo para assegurar acesso equitativo a tratamentos modernos e de melhor qualidade. Tecnologias acessíveis podem melhorar esse quadro, reduzindo as desigualdades, e aumentar a eficiência do sistema como um todo, gerando economia. Ainda que dificilmente o setor público venha a alcançar o patamar da saúde privada no quesito inovação, temos a oportunidade de reduzir o custo saúde com mais inclusão.
Estamos em um momento de descoberta das potencialidades da IA, que, à primeira vista, podem fazer parecer que a figura do médico é substituível por algoritmos. Esse é um erro de perspectiva: não se deve confundir uma ferramenta, ainda que poderosa, com aquele que a põe em movimento. Os profissionais devem continuar oferecendo empatia e escuta ativa aos pacientes, pois o processo de cura e enfrentamento de uma doença sempre está inserido em um conjunto de condições particulares de vida. A inteligência artificial já mudou o paradigma da saúde, mas os princípios éticos e de respeito ao paciente como pessoa, que conhecemos desde Hipócrates, vão continuar norteando a prática médica.
A prefeita Tia Júlia recebeu nesta quinta-feira (9) representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) para dar continuidade às discussões da mesa permanente de negociações, mantida pelo município há nove anos.
O encontro foi realizado no gabinete da prefeita e teve como foco o alinhamento de pautas consideradas importantes para os profissionais da educação municipal. Durante a reunião, foram debatidos temas de interesse da categoria e tratadas ações que deverão ser anunciadas em breve pela administração municipal em conjunto com a entidade sindical.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão com o diálogo contínuo entre o poder público e os representantes dos trabalhadores do município. “Seguimos mantendo o diálogo aberto e respeitoso com os profissionais da Educação, porque acreditamos que a valorização da categoria é essencial para o fortalecimento do ensino em nosso município”, destacou Tia Júlia.
E continuou. “A mesa permanente de negociações é uma conquista importante, construída com diálogo ao longo dos anos, e continuaremos trabalhando com responsabilidade para atender às demandas da categoria e avançar cada vez mais na educação da nossa cidade”, finalizou a prefeita.
A reunião contou com a presença de secretários municipais e representantes do Sinteal de Palmeira dos Índios e Maceió.
Uma equipe de cientistas identificou um novo tipo de célula que surge apenas durante a gravidez e pode ter papel direto na conexão entre mãe e bebê. A descoberta foi publicada nesta quarta-feira (8/4) na revista Nature e liderada por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos.
O achado faz parte de um estudo amplo que mapeou, com alto nível de precisão, as células presentes na interface entre o útero e a placenta onde está o feto, região essencial para a formação da placenta e para o desenvolvimento saudável da gestação.
Os pesquisadores analisaram centenas de milhares de células ao longo da gravidez para entender como o corpo da mulher se adapta à presença do feto. Durante a investigação, eles identificaram um tipo celular que não havia sido descrito anteriormente.
A nova célula apresenta características únicas e aparece exclusivamente durante a gestação, o que indica um papel específico no processo reprodutivo. Segundo os autores, a descoberta não foi isolada.
A nova célula faz parte de um “atlas celular” da gravidez, que permite observar como diferentes tipos de células interagem ao longo do desenvolvimento fetal.
Embora ainda não exista uma resposta definitiva para qual é a função da célula, os dados so estudo indicam que ela pode ter um papel importante na formação da placenta — órgão responsável por nutrir o bebê durante a gestação.
A hipótese dos cientistas é que ela ajude a controlar a invasão das células da placenta no útero, um processo natural e necessário para garantir a circulação adequada de sangue entre mãe e feto.
Além disso, a célula possui receptores ligados a substâncias chamadas canabinoides, que atuam em diferentes funções do organismo. Esse detalhe levanta a possibilidade de que fatores externos, como o uso de cannabis, possam interferir no mecanismo durante a gravidez — embora mais estudos ainda sejam necessários para confirmar essa relação.
A gestação é um processo complexo, no qual o corpo da mulher precisa se adaptar rapidamente para sustentar o desenvolvimento de um outro organismo. Mesmo com avanços da medicina, muito mecanismos ainda não são completamente compreendidos.
O lobo frontal é uma das regiões mais importantes do cérebro humano e está diretamente ligado à capacidade de tomar decisões, controlar impulsos e planejar o futuro. Embora muitas pessoas associem a vida adulta aos 18 anos, do ponto de vista neurológico o cérebro continua em desenvolvimento por mais tempo, especialmente a área responsável pelas chamadas funções executivas.
Especialistas explicam que o lobo frontal costuma atingir maturação completa apenas por volta dos 25 anos. Até lá, o cérebro passa por mudanças importantes que influenciam comportamento, emoções e escolhas ao longo da juventude.
Segundo a neurologista Andreia Lamberti, da Doctoralia, plataforma de saúde digital, o desenvolvimento cerebral acontece de forma gradual e pode variar entre os indivíduos.
“A maturação plena geralmente ocorre até os 25 anos. Em pacientes com alterações do neurodesenvolvimento, como o TDAH, esse processo pode ser mais lento e exigir acompanhamento especializado, com tratamento, medicação em alguns casos e suporte da neuropsicologia”, explica.
O lobo frontal é responsável por funções como planejamento, organização de pensamentos, tomada de decisões e controle inibitório, a capacidade de frear impulsos.
A imaturidade do lobo frontal ajuda a explicar comportamentos mais impulsivos durante a adolescência e início da vida adulta. De acordo com a psiquiatra Renata Krelling, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, há um descompasso no desenvolvimento do cérebro nessa fase.
“Os sistemas ligados à recompensa e à emoção amadurecem mais cedo, enquanto o córtex pré-frontal, responsável pelo controle e regulação do comportamento, amadurece mais tardiamente”, afirma.
Esse desequilíbrio favorece maior busca por novidades, decisões baseadas em emoção e dificuldade de avaliar consequências a longo prazo.
Com o passar dos anos, o desenvolvimento do lobo frontal também contribui para maior estabilidade emocional. Segundo Renata, a maturação do córtex pré-frontal melhora a regulação das emoções e reduz comportamentos impulsivos.
Isso ocorre porque há maior integração entre áreas cerebrais responsáveis pelas emoções e pelo pensamento racional, permitindo respostas mais equilibradas diante de situações de estresse ou conflito.
Embora o desenvolvimento cerebral seja influenciado por fatores biológicos e genéticos, o estilo de vida também tem papel importante nesse processo.
Para Andreia, hábitos saudáveis funcionam como um estímulo para o cérebro criar novas conexões. “Exercícios físicos, leitura, aprendizado constante e alimentação equilibrada são fundamentais para a consolidação de novas sinapses e para o desenvolvimento das funções cognitivas”, afirma.
A especialista destaca que a nutrição adequada em todas as fases da vida é essencial para manter o bom funcionamento do cérebro e favorecer o amadurecimento das capacidades mentais.
Do jeito que começou, se mantém o relacionamento de Rayssa Leal, de 18 anos, com Duda Winkler, de 21. A skatista e a influenciadora estão namorando há cerca de três meses. As duas passaram os últimos dias juntas e não fizeram questão de esconder que o namoro é real, mas que não pretendem expor a intimidade delas.
O casal está em Florianópolis, em Santa Catarina, e aproveitou pegar uma praia. Elas evitaram posar juntas, mas compartilharam registros do local com pouco tempo de diferença, além da mesma foto da mesa de almoço. O casal ainda foi ao cinema. A influenciadora contou que estavam indo assistir ao filme "Devoradores de estrelas" e mostrou o balde de pipoca. Já Rayssa, publicou um registro da tela.
Outro detalhe que chamou atenção é que a atleta e Duda usam um anel muito parecido com detalhe em pedra, no dedo anelar, o que significa que o namoro está firme e forte.
Em Florianópolis, a skatista realizou sessões de fisioterapia após sofrer uma queda e ser diagnosticada com contusão óssea. Há dois anos, ela também foi para a cidade realizar tratamentos.
A aproximação entre ela e Duda se deu, como com a maioria dos famosos dessa geração, pelo direct do Instagram. A mineira, abertamente gay, estava solteira após um namoro de quatro anos quando conheceu Rayssa.
Apesar a distância geográfica, as duas estão conseguindo se encontrar sempre que podem. A skatista mora em Imperatriz, no Maranhão, e Duda em São Paulo com a prima, a cantora e herdeira bilionária Vivi Wanderley, ex de Juliano Floss, que está no “BBB 26”.
O novo casal compartilha gostos em comum, como amar comida mineira e roupas de street wear, e viagens. Há cerca de seis meses, Duda, que ficou famosa no TikTok, onde soma cerca de 700 mil seguidores, disse em entrevista ao “Pod Delas”, que se inscreveria num programa para arrumar uma namorada.
Uma operação conjunta entre as forças de segurança de Alagoas e São Paulo resultou, nessa quinta-feira (9), na prisão de um homem de 56 anos condenado pelo crime de estupro de vulnerável. O foragido foi localizado pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol) da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) no município de Maravilha, no Sertão do Estado, encerrando uma fuga que já durava anos.
O crime, que choca pela crueldade e quebra de confiança, ocorreu em 2015, na cidade de Louveira, no interior paulista. Na época, a vítima tinha apenas seis anos de idade. Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades paulistas, a mãe da criança confiava no suspeito e deixava a filha sob seus cuidados enquanto saía para trabalhar. O homem aproveitava esses momentos de vulnerabilidade e ausência de vigilância para cometer os abusos.
Após o devido processo legal, o réu foi condenado a uma pena rigorosa de 10 anos e 10 meses de reclusão. No entanto, ele conseguiu evadir-se do sistema antes do início do cumprimento da sentença, tornando-se alvo de um mandado de prisão expedido pela Comarca de Louveira.
A captura foi viabilizada por um levantamento de dados realizado pela Dinpol, sob a coordenação do delegado Thales Araújo. Com o apoio estratégico da Polícia Militar de São Paulo, os agentes conseguiram rastrear o paradeiro do condenado, que foi abordado em frente a uma residência em Maravilha. Sem chances de nova fuga, ele foi detido e conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Santana do Ipanema.
Agora sob o crivo da Polícia Civil alagoana, o homem aguarda a audiência de custódia e os trâmites legais para ser transferido ao sistema prisional, onde deverá cumprir a pena imposta pela Justiça.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, na tarde dessa quinta-feira (9), um homem foragido da Justiça da Paraíba por estupro de vulnerável. O suspeito, que era procurado pelas autoridades paraibanas após cometer o crime em Campina Grande, foi localizado e detido enquanto vivia em situação de rua no centro de Maceió.
A captura foi resultado de uma operação de inteligência integrada entre a 10ª Delegacia Regional de Novo Lino, sob comando dos delegados Paulo Cerqueira e Renata Clark, e a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande, coordenada pela delegada Renata Dias Aureliano. A ação contou ainda com o suporte operacional da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).
As investigações apontam que o homem buscava o anonimato das ruas da capital para se esconder das forças de segurança. No entanto, o intercâmbio de informações entre as polícias dos dois Estados permitiu o monitoramento e a identificação precisa do foragido. Após ser detido em via pública, ele não ofereceu resistência.
O preso foi encaminhado para a Central de Flagrantes e permanece agora à disposição do Poder Judiciário. Ele será transferido para o sistema prisional paraibano, onde responderá pelo crime cometido.
Uma mulher, de 51 anos, que não teve a identidade divulgada, foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) nesta quarta-feira (8/4) por suspeita de maus-tratos contra um casal de gêmeos, de 8 meses, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
De acordo com a delegada Amanda Andrade, a suspeita atuava como técnica de enfermagem e havia sido contratada pelos pais dos bebês para cuidar deles em casa há, aproximadamente, cinco meses.
As investigações tiveram início após os pais notarem mudanças significativas no comportamento dos filhos. Segundo os relatos, durante os fins de semana, período em que a cuidadora não estava presente, os bebês apresentavam quadros de intensa agitação e irritabilidade.
“Os pais decidiram analisar imagens de câmeras de segurança instaladas na casa, e os vídeos revelaram que a profissional agredia fisicamente os bebês, proferia xingamentos e os dopava durante o turno de trabalho”, contou a delegada.
Segundo as imagens analisadas pela polícia, a cuidadora retirava comprimidos do bolso e colocava na mamadeira dos bebês.
A PCRS aguarda exames toxicológicos para saber ao certo qual era a substância utilizada pela mulher, que ficou em silêncio durante depoimento na delegacia.
A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Quando células de determinada região do corpo passam a crescer e se multiplicar de forma descontrolada e desordenada, o quadro é classificado como câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 781 mil novos casos da doença deverão ocorrer por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
Apesar do cenário preocupante, o oncologista Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or e uma das maiores referências em oncologia do país, afirma que a adoção de três hábitos simples são essenciais para prevenir o desenvolvimento de novos casos: ter uma alimentação rica em fibra; praticar exercícios físicos com regularidade; e se expor ao Sol.
“Há diversos estudos consolidados mostrando que muitos tipos de câncer estão associados ao estilo de vida. Podemos afirmar sim que a adoção de hábitos de vida saudáveis é uma das principais aliadas na prevenção de tumores”, diz Hoff em entrevista ao Metrópoles.
Por outro lado, o oncologista ressalta que, em alguns casos, fatores de risco como a herança genética e o envelhecimento, podem aumentar a incidência de câncer, mesmo com a adoção dos hábitos. “Esses fatores estão fora do nosso controle individual”, afirma.
Segundo Hoff, a alimentação rica em fibras ajuda o intestino a funcionar melhor. Como consequência, a mucosa intestinal tem um tempo de contato menor com substâncias potencialmente cancerígenas, além de auxiliar no equilíbrio da microbiota.
“Uma dieta rica em fibras está associada, principalmente, à redução do risco de câncer colorretal. Junto com a prática regular de atividade física, ambas ações auxiliam no controle do peso. Hoje a obesidade é um dos principais fatores de risco comprovado para diversos tipos de câncer”, afirma o oncologista.
Além de ajudar a reduzir a obesidade – um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença – a prática de exercícios físicos regulares é uma ação importante para diminuir a inflamação do organismo e regular hormônios importantes para o funcionamento do corpo, como a insulina e o estrogênio. “Em níveis elevados, esses hormônios podem favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como de mama e endométrio”, alerta Hoff.

Quando feito de forma moderada e responsável, a exposição diária ao Sol serve para produzir vitamina D, um ativo no organismo importante na regulação do crescimento celular e sistema imunológico.
“É importante frisar que é uma exposição moderada, nunca deixando de usar o protetor solar. O câncer de pele permanece como o mais comum no Brasil, representando cerca de 30% do total de casos”, recomenda o médico.
