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Deputado afirma que o programa já demonstrou sua eficiência e defende a ampliação para todos os municípios alagoanos

Foi implantado nesta sexta-feira (3) o programa Ronda no Bairro no município de Arapiraca. A iniciativa de segurança preventiva conta com a atuação do deputado federal Rafael Brito, que defende a expansão da ação como uma das principais políticas públicas de prevenção da violência em Alagoas. Para o parlamentar, investir em segurança de proximidade é fortalecer o diálogo com as comunidades, antecipar conflitos e garantir mais proteção para a população.

Para Rafael Brito, a expansão do programa representa o fortalecimento de um modelo que já vem apresentando resultados positivos em diferentes regiões do estado, atuando de forma complementar ao trabalho ostensivo das forças policiais.

"Esse é um programa que já demonstrou resultados em Alagoas porque aposta na prevenção. O agente de proximidade conhece o território, conversa com a comunidade e ajuda a resolver situações antes que elas se transformem em casos de violência. É esse modelo que precisa continuar crescendo", afirmou o deputado.

A operação em Arapiraca contará com quatro viaturas, nove motocicletas e uma van operacional, além da atuação diária de 66 agentes de proximidade distribuídos em três turnos. O investimento destinado à implantação é de R$ 313.681,26, voltado para recursos humanos, locação de veículos e aquisição de combustíveis.

Rafael Brito destacou que o Ronda no Bairro é uma política pública que vai além do policiamento ostensivo, ao promover a prevenção de conflitos, o acolhimento da população e a construção de uma relação de confiança entre os agentes e as comunidades.

"A ampliação do Ronda no Bairro fortalece uma política pública que já demonstrou sua eficiência em Alagoas. Quanto mais municípios forem contemplados, maior será a capacidade do Estado de atuar de forma preventiva e integrada com a população", ressaltou.

Com a chegada a Arapiraca, o Ronda no Bairro amplia sua atuação em Alagoas e reforça um modelo de segurança pública baseado na proximidade com a população, no diálogo com as comunidades e na prevenção da violência, consolidando uma iniciativa que vem sendo expandida em diferentes regiões do estado.

 

Vem Que Dá Tempo é semifinalista do Prêmio Excelência em Competitividade 2026, entre mais de 404 iniciativas inscritas por governos estaduais de todo o país

O programa Vem Que Dá Tempo, criado durante a gestão do deputado federal Rafael Brito à frente da Educação de Alagoas, conquistou mais um importante reconhecimento nacional. A iniciativa está entre as 15 políticas públicas semifinalistas do Prêmio Excelência em Competitividade 2026, promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), reforçando o impacto da estratégia desenvolvida para ampliar o acesso à educação e reduzir as desigualdades no estado.

Entre mais de 404 iniciativas inscritas por governos estaduais de todo o país, apenas 15 avançaram para a fase semifinal após avaliação técnica de especialistas. O resultado coloca Alagoas em evidência nacional e confirma a relevância de um programa que nasceu com o objetivo de oferecer uma nova oportunidade para jovens e adultos que interromperam os estudos.

Criado na gestão de Rafael Brito como secretário de Estado da Educação, o Vem Que Dá Tempo foi pensado para enfrentar um dos maiores desafios da educação alagoana: garantir que milhares de pessoas que estavam fora da escola pudessem retomar os estudos, concluir a educação básica e construir novas perspectivas de vida.

"Quando criamos o Vem Que Dá Tempo, nosso objetivo era devolver oportunidades a quem precisou interromper os estudos por causa das dificuldades da vida. Esse reconhecimento é, acima de tudo, a prova de que investir em educação e dar uma segunda chance às pessoas transforma vidas. Alagoas mostrou que é possível fazer uma política pública que acolhe, inclui e gera resultados.", afirmou o deputado.

O reconhecimento do CLP reforça a importância de políticas públicas que unem inclusão, oportunidade e transformação social. Desde sua implantação, o programa tem contribuído para reduzir o número de alagoanos sem escolarização adequada, promovendo cidadania e ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho.

Para Rafael Brito, ver o programa entre as melhores iniciativas do Brasil demonstra que investir em educação é o caminho para transformar realidades.

"É motivo de muito orgulho ver um programa que nasceu em Alagoas ganhar reconhecimento nacional. O Vem Que Dá Tempo foi criado para devolver esperança a quem precisou interromper os estudos e mostrar que nunca é tarde para recomeçar. Esse resultado comprova que, quando há planejamento e compromisso com as pessoas, a educação produz resultados concretos", concluiu.

Agora, o programa aguarda o anúncio das seis iniciativas finalistas do prêmio. Os vencedores serão conhecidos em agosto, durante o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, consolidando mais uma oportunidade para que Alagoas seja reconhecida nacionalmente por uma política pública que mudou a vida de milhares de estudantes.

 

Nos últimos anos, o uso de Tadalafila — um medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil — vem crescendo de forma preocupante entre jovens que não têm problemas reais de ereção.

Mas será que isso realmente melhora a performance sexual ou pode trazer riscos desnecessários à saúde?

Vamos analisar de forma direta e baseada em evidências.

Por que jovens sem problemas de ereção estão tomando Tadalafila?

  • Pressão por alta performance sexual — medo de não corresponder às expectativas do(a) parceiro(a).
  • Insegurança em relações casuais — principalmente em encontros com pouca intimidade e maior ansiedade.
  • Influência das redes sociais e amigos — o famoso “efeito moda”, onde a informação (ou desinformação) se espalha rapidamente.

O que é a Tadalafila e como ela realmente funciona?

A Tadalafila pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção apenas quando há estímulo sexual.

  • Não é um “estimulante sexual” ou afrodisíaco.
  • É um vasodilatador que atua na fisiologia da ereção, ajudando pacientes com dificuldade real para obtê-la ou mantê-la.

Riscos do uso desnecessário de Tadalafila

  1. Priapismo — ereção prolongada e potencialmente perigosa que pode causar lesões permanentes.
  2. Dependência psicológica — medo de falhar sem o medicamento, mesmo sem problemas orgânicos.
  3. Perda de autoconfiança sexual — condicionamento psicológico que impede relações naturais.
  4. Efeitos colaterais reais — dor de cabeça, congestão nasal, tontura, dor muscular e alterações visuais.

Quando a Tadalafila é realmente indicada?

A prescrição deve ser feita por um urologista, após diagnóstico de:

  • Disfunção erétil orgânica (causas vasculares, neurológicas ou hormonais).
  • Disfunção erétil psicogênica resistente a outras abordagens.
  • Casos específicos de hiperplasia prostática benigna (HPB), quando há indicação médica.

História real de consultório

Um paciente de 24 anos, saudável, começou a usar Tadalafila por insegurança desde a primeira relação sexual aos 18 anos de idade. Desde então vem tomando o medicamento em todas as relações, sem nunca ter tentado uma relação sexual sem o medicamento. Veio me procurar porque gostaria de saber como poderia fazer para conseguir ter relações sem precisar da ajuda da tadalafila.

Com acompanhamento médico e psicológico, conseguimos reverter o quadro e ele recuperou a confiança, abandonando totalmente o uso do medicamento.
Esse é apenas um exemplo de como o uso indevido pode criar um problema que antes não existia.

Conclusão: solução ou risco?

Para jovens saudáveis, os riscos superam os benefícios. O uso sem indicação médica não só pode trazer efeitos colaterais, como também prejudicar a saúde sexual a longo prazo.
Se você tem dúvidas sobre ereção ou desempenho, procure avaliação profissional antes de recorrer a qualquer medicamento.

 

A gordura corporal costuma ser vista apenas como um fator de risco para a saúde. No entanto, pesquisadores descobriram que perder determinados tipos de gordura também pode trazer consequências importantes para o organismo. Um estudo mostrou que a perda de tecido adiposo saudável compromete o funcionamento das células de gordura e pode favorecer o desenvolvimento de diabetes e outras doenças metabólicas.

A pesquisa, publicada no periódico The Journal of Clinical Investigation em novembro de 2025, investigou uma condição rara chamada lipodistrofia parcial familiar tipo 2 (FPLD2), em que a gordura desaparece de algumas regiões do corpo de forma anormal. Apesar de parecer um efeito benéfico à primeira vista, essa perda compromete funções importantes do tecido adiposo e altera o funcionamento do metabolismo.

Segundo os pesquisadores, o tecido adiposo não serve apenas para armazenar energia. Ele também produz hormônios e ajuda a controlar processos relacionados ao metabolismo e aos níveis de açúcar no sangue.

Por que a perda de gordura pode causar diabetes

Para entender o que acontece nesses pacientes, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram amostras de tecido adiposo de pessoas com a doença e desenvolveram um modelo em camundongos com a mesma alteração genética encontrada na síndrome.

A equipe identificou mudanças que impediam as células de gordura de armazenar e processar lipídios corretamente. Além disso, essas células passaram a apresentar um estado inflamatório e tiveram prejuízo no funcionamento das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia.

Segundo os pesquisadores, a combinação desses fatores faz com que o tecido adiposo perca sua capacidade de funcionar normalmente e, com o tempo, desapareça.


Saiba sinais que podem indicar que você tem diabetes


A importância da gordura saudável

Quando o organismo perde tecido adiposo saudável, também perde parte da capacidade de armazenar gordura da forma correta e de produzir hormônios importantes para o metabolismo. Como consequência, aumenta o risco de problemas como diabetes e esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado.

“Isso realmente reforça a importância das gorduras saudáveis para manter o metabolismo intacto e funcional. As pessoas pensam na diabetes tipo 2 como uma doença das células beta, mas, na verdade, ela também envolve as células de gordura”, afirma a endocrinologista Elif Oral, uma das autoras do estudo, em comunicado.

As células beta são responsáveis pela produção de insulina no pâncreas. De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que as células de gordura também desempenham um papel importante no controle da glicose e no equilíbrio do metabolismo.

Próximos passos

Os autores acreditam que as descobertas podem ajudar no desenvolvimento de estratégias para proteger o tecido adiposo antes que ele seja perdido, reduzindo os danos metabólicos associados à doença.

Embora a pesquisa tenha sido feita em uma síndrome rara, ela também amplia a compreensão sobre a importância do tecido adiposo para o funcionamento do organismo e para o desenvolvimento da diabetes. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que ainda serão necessários novos estudos para confirmar esses resultados e avaliar se esse conhecimento poderá ser aplicado no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças metabólicas.

Nem toda afta preocupa. Nem toda rouquidão é motivo de alarme. Uma dor de garganta, muitas vezes, desaparece com o tratamento adequado. O problema é quando esses sintomas deixam de ser passageiros e passam a fazer parte da rotina. É justamente essa mudança de comportamento do organismo que pode indicar um câncer de cabeça e pescoço, doença que ainda chega tardiamente ao consultório por ser confundida com alterações consideradas banais.

A cirurgiã de cabeça e pescoço da Santa Casa de Maceió, Tamires Fraga, explica que a persistência é um dos principais critérios para acender o sinal de alerta. “Se uma afta não cicatriza em até 15 dias, se a rouquidão dura mais de três semanas ou se a dor de garganta persiste mesmo após o tratamento adequado, é importante procurar avaliação médica”, afirma.

Na prática, o corpo costuma dar outros avisos que também acabam sendo negligenciados. Feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade ou dor para engolir, um caroço no pescoço, sangramentos na boca, dor de ouvido sem causa aparente e obstrução nasal em apenas um lado são sintomas que merecem investigação quando permanecem por duas ou três semanas. “Principalmente quando não existe uma explicação clara para eles”, acrescenta a especialista.

Durante muito tempo, o câncer de cabeça e pescoço esteve associado quase exclusivamente a homens fumantes, consumidores frequentes de álcool e em idade mais avançada. Esse cenário, porém, já não representa todos os pacientes que chegam aos serviços especializados.

O aumento dos tumores relacionados ao HPV tem mudado esse perfil. “Hoje vemos um crescimento dos casos em pacientes mais jovens, que muitas vezes nunca fumaram. Isso mostra que não podemos mais tratar essa doença como exclusiva de fumantes ou idosos”, destaca Tamires Fraga.

O papilomavírus humano, conhecido pela sigla HPV, é transmitido principalmente por contato sexual e está relacionado aos cânceres de orofaringe, região que inclui estruturas como as amígdalas e a base da língua. Embora a maior parte das pessoas elimine o vírus naturalmente, em alguns casos a infecção permanece silenciosa durante anos e pode favorecer o surgimento do tumor. Daí a importância da vacinação, do sexo seguro e da atenção aos sinais que o organismo apresenta.

A médica ressalta que descobrir a doença precocemente muda completamente o percurso do tratamento. Além de elevar as chances de cura, o diagnóstico nas fases iniciais permite preservar funções que fazem parte da vida cotidiana, como falar, mastigar, engolir e respirar.

“Quanto menor o tumor no momento do diagnóstico, maior a possibilidade de tratamentos que preservem os órgãos e suas funções. Nos casos mais avançados, muitas vezes são necessárias cirurgias maiores ou tratamentos mais intensos, que podem trazer impactos importantes na fala, na deglutição e até na respiração”, explica.

Por isso, ela reforça que prevenção não se resume a evitar o câncer, mas também a reduzir as consequências que a doença pode provocar. Não fumar, moderar o consumo de bebidas alcoólicas, manter a vacinação contra o HPV em dia, usar protetor solar nas áreas expostas e observar alterações persistentes na boca, garganta e pescoço são medidas capazes de reduzir o risco e favorecer um diagnóstico mais cedo.

O conselho da especialista é simples e, ao mesmo tempo, decisivo. “Conheça o seu corpo e não ignore sintomas persistentes. Muitas vezes não será nada grave. Mas, quando é uma doença mais séria, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença.”

SANTA CASA 175 ANOS – Em setembro, a Santa Casa de Maceió celebra 175 anos de fundação. Reconhecida como um dos maiores complexos hospitalares de Alagoas, a instituição foi recertificada em 2026, com o selo internacional Qmentum Diamante, reconhecimento que atesta a excelência em qualidade assistencial e segurança do paciente.

O complexo reúne unidades como a Santa Casa Farol, a Santa Casa Nossa Senhora da Guia e a Santa Casa Cancer Center, referência no diagnóstico e tratamento oncológico no estado, além de oferecer ambulatórios, pronto atendimento 24 horas, centro de diagnósticos, unidades de terapia intensiva, e cirurgias de alta complexidade.

 

 

O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (27) que os Estados Unidos suspenderam os ataques ao Irã após um pedido do regime do país, mas alertou que retomaria as ofensivas caso não seja possível chegar a um acordo de cessar-fogo.

"Eles nos pediram de forma muito gentil: 'Por favor, parem, vamos nos reunir'. E é nessa situação que estamos agora: vamos ver o que acontece. Se não fizermos um acordo, voltamos à mesma situação de antes", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, o avião oficial da Presidência americana.

A pausa nas hostilidades ocorre após quase duas semanas de ataques ao Irã, enquanto o presidente americano e seus assessores avaliam as opções militares restantes.

A CNN havia noticiado anteriormente que o vice-presidente JD Vance e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, expressaram preocupações quanto à intensificação da campanha militar, em parte devido a receios sobre os estoques de munição dos EUA e outras possíveis consequências negativas.

Trump reconheceu nesta segunda que o governo americano gostaria de ter mais munições, mas pontuou que possui o necessário para a guerra.

"Estamos em uma situação muito boa. Mas, quanto a alguns dos itens mais sofisticados, certamente gostaríamos de ter mais", disse.

Drones ucranianos mataram cinco pessoas, incluindo uma criança, na cidade de Rostov-no-Don, no sul da Rússia, em um ataque ocorrido durante a noite, informou o governador regional Yuri Slyusar nesta segunda-feira (27), acrescentando que prédios de apartamentos, armazéns e um abrigo para pessoas em situação de rua foram danificados.

Slyusar afirmou que as forças de defesa aérea haviam abatido cerca de 50 drones ucranianos sobre seu território e que Kiev visou as cidades de Rostov e Taganrog, bem como quatro distritos da região.

Oito pessoas ficaram feridas em Rostov, uma delas em estado crítico, afirmou ele em um comunicado.

Na cidade portuária de Taganrog, situada no Mar de Azov e que abriga diversas instalações industriais e um terminal de grãos, ele informou que uma unidade de produção não especificada foi danificada.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse mais cedo, nesta segunda-feira (27), que suas forças atingiram um terminal de exportação russo na região de Rostov, bem como instalações petrolíferas em outras duas regiões durante a noite.

Os dois países intensificaram as atividades militares no Mar Negro e no Mar de Azov, bem como em seus arredores, nas últimas semanas, com ambos os lados atacando dezenas de navios, incluindo petroleiros e cargueiros.

Kremlin não vê novas propostas de paz para a Ucrânia

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (27) que não havia visto nenhuma informação específica sobre novas propostas para um acordo de paz na Ucrânia, antes de uma reunião em Washington entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy

Os dois presidentes devem realizar conversas em Washington na terça-feira (28).

Uma fonte ucraniana afirmou, na semana passada, que autoridades dos EUA e da Ucrânia vinham discutindo uma proposta de cessar-fogo aéreo para apresentar às contrapartes russas, como parte de uma nova rodada de negociações de paz.

"É verdade que essa informação surgiu há alguns dias, mas, até o momento, não passa de especulação da mídia. Não há detalhes específicos sobre o assunto, nem sobre quaisquer novas propostas ou sugestões", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas.

Peskov também se recusou a comentar uma afirmação de Zelensky de que Moscou estava se preparando para receber 30 mil soldados norte-coreanos na região russa de Voronezh.

"Não acho necessário comentar sobre elas (as declarações de Zelensky)", disse o porta-voz. "Não cabe a Zelensky falar sobre nossos planos."

Apesar de os partos serem proibidos em Fernando de Noronha, uma mulher deu à luz no Hospital São Lucas, neste domingo (26). Segundo a Administração da Ilha, a gestante chegou à unidade de saúde sem informar que estava grávida (veja vídeo acima). Ela já estava em trabalho de parto avançado, o que impediu a transferência para o Recife. O nome da mãe não foi divulgado.

A reportagem do g1 esteve no hospital, mas a mãe preferiu não conceder entrevista. O bebê nascido em foi transferido para o Recife em UTI aérea nesta segunda-feira (27).

O governo não informou quando havia ocorrido o último nascimento de um morador na ilha. Levantamento do g1 mostram que os últimos partos na ilha aconteceram em 2021, quando uma turista deu à luz.

Antes disso, o outro nascimento havia sido registrado em 2018, após 12 anos sem partos. Na ocasião, a camareira Jamylla Gomes Ribeiro da Silva, de 22 anos, teve uma filha.

Segundo nota divulgada pela Administração de Fernando de Noronha, durante o atendimento inicial, a paciente negou a possibilidade de estar grávida. Como havia suspeita de gestação, a equipe médica realizou um exame de Beta HCG, que confirmou a gravidez de 41 semanas.

O parto foi realizado pela equipe multiprofissional do Hospital São Lucas, seguindo os protocolos de atendimento.

A paciente é moradora temporária de Fernando de Noronha e trabalha em uma pousada. O hospital informou que a mãe e o recém-nascido estão em estado clínico estável e passam bem.

Como medida preventiva, o Grupamento Tático Aéreo (GTA) foi acionado e permanece de sobreaviso para uma possível transferência da mãe e do bebê para uma unidade de referência no Recife, caso a equipe médica considere necessário.

Proibição de partos

Fernando de Noronha tem apenas um hospital de média complexidade, o Hospital São Lucas. A ilha não possui maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No último parto registrado em Noronha, o Governo de Pernambuco informou que o Ministério da Saúde determina que os partos sejam realizados apenas em maternidades com equipes especializadas.

Por isso, as gestantes precisam deixar Fernando de Noronha quando completam 28 semanas de gravidez. A Administração da Ilha custeia a hospedagem no continente até o nascimento do bebê.

Não há uma lei que proíba expressamente o nascimento de crianças no arquipélago. No entanto, o protocolo em vigor determina que as gestantes moradoras de Fernando de Noronha sejam transferidas para o Recife ao completarem 28 semanas de gestação, o equivalente a 7 meses.

Desde então, o governo de Pernambuco custeia as passagens aéreas, a hospedagem e a alimentação da gestante e de um acompanhante durante o período fora de Noronha.

A restrição começou a valer em 2004, quando foram desativados os serviços de parto na ilha, que hoje tem 3.167 habitantes. Até então, havia apenas uma maternidade em funcionamento, no Hospital São Lucas. A medida motivou a produção de um documentário chamado "Proibido Nascer no Paraíso".

Isolamento e altos custos

Parte da explicação para isso está no isolamento geográfico de Fernando de Noronha, que possui apenas um hospital de média complexidade, o São Lucas, inaugurado na década de 1960. A ilha não possui maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para mães e recém-nascidos.

Segundo o governo estadual, o Ministério da Saúde determina que os partos sejam realizados em maternidades com equipe especializada para garantir a segurança da gestante e do bebê. Com isso, conforme a Administração da ilha, os custos para assegurar os equipamentos e realizar as operações se tornam muito altos em relação aos serviços de saúde do continente.

O g1 perguntou ao governo de Pernambuco quanto custaria adequar o Hospital São Lucas às exigências do Ministério da Saúde para a realização de partos na ilha.

Também questionou quanto o estado gasta com o transporte, a hospedagem e a alimentação das gestantes transferidas para o Recife, mas as perguntas não haviam sido respondidas até a última atualização desta reportagem.

Polêmica e documentário

A proibição de partos em Fernando de Noronha divide opiniões. Moradoras questionam o direito de terem os filhos na ilha. O tema abordado no documentário "Proibido Nascer no Paraíso", lançado em 2021.

A proibição de partos em Fernando de Noronha divide opiniões. Moradoras questionam o direito de terem os filhos na ilha, tema abordado no documentário "Proibido Nascer no Paraíso".

Em maio de 2020, a empresária Alyne Dias Luna foi levada ao Aeroporto de Fernando de Noronha por policiais após se recusar a deixar a ilha para dar à luz. Ela afirmou que temia contrair Covid-19 durante a viagem e, por isso, queria ter a filha em Noronha (veja vídeo acima).

Mesmo sem o consentimento da gestante, o Governo de Pernambuco fretou uma aeronave para transferi-la ao Recife, onde o parto foi realizado.

Uma grávida que se dirigia a uma consulta pré-natal em 16 de julho, em Cáli (Colômbia), foi sequestrada, morta a facadas e teve o bebê arrancado do seu útero.

María Camila Potosí, que estava grávida de oito meses, foi dada como desaparecida pelo marido após sair para a consulta e não retornar.

O corpo da jovem, que tinha 21 anos, foi encontrado em 20 de julho enrolado em lençóis e sob uma pilha de cobertores, a cerca de seis quilômetros da sua casa. Quando policiais levantaram a pilha, viram que María Camila havia sido esfaqueada várias vezes — e que o bebê que ela carregava havia sido retirado do seu útero e estava desaparecido.

As mãos e os pés da vítima estavam amarrados, e havia sinais visíveis de tortura no corpo.

A colombiana foi vista pela última vez na garupa de uma motocicleta pilotada por uma mulher que conhecera dois meses antes, por meio de um programa local de apoio a gestantes. Essa mulher teria apresentado versões contraditórias aos investigadores e continua sendo um foco central da investigação.

A polícia ainda busca pela criança desaparecida.

A mãe de María, Alba Gomez, pediu aos assassinos que devolvessem sua neta, a quem ela deu o nome de Alahia, segundo o veículo de notícias colombiano RCN Noticias:

"A única coisa que peço com este apelo, e com a fé esperançosa de que minha bebê esteja viva, é que ela seja encontrada."

Por mais de uma década, algo estranho vem acontecendo em um lago que fica na fronteira entre Vermont, nos Estados Unidos, e Quebec, no Canadá. O lago Memphremagog abriga bagres-cabeça-de-touro-marrons, e, em 2012, pescadores começaram a perceber que alguns deles estavam cobertos por crescimentos pretos e aveludados. Biólogos especializados em vida selvagem determinaram posteriormente que os peixes tinham câncer de pele.

Os chamados melanomas são extremamente raros em bagres, porém mais de um terço dos peixes da espécie apresentava os tumores. Agora, pesquisadores acreditam saber o motivo: uma forma contagiosa de câncer está se espalhando pelo lago, segundo eles relataram na última quarta-feira.

O surto começou com um único bagre, acreditam os cientistas. Ele desenvolveu um tumor que liberou células cancerígenas na água. Essas células invadiram outros bagres, dando início, na prática, a uma epidemia.

Pesquisadores já encontraram tumores contagiosos em apenas um pequeno conjunto, aparentemente aleatório, de espécies: cães, diabos-da-tasmânia e alguns tipos de mariscos e outros moluscos. Mas essas descobertas foram suficientes para levantar uma série de questões provocativas.Alguns cientistas afirmam que os cânceres transmissíveis são novas espécies por si só. Outros chegaram a argumentar que algumas espécies animais podem ter surgido, milhões de anos atrás, a partir de células cancerígenas.

A descoberta do primeiro câncer transmissível em peixes agora está levando cientistas a questionarem o quanto esse fenômeno pode ser realmente disseminado.

— Isso é realmente tão raro quanto pensamos ou simplesmente não estamos procurando? — pergunta Julie Dragon, geneticista da Universidade de Vermont e autora do novo estudo.
Dragon não começou sua pesquisa tentando encontrar um câncer contagioso. Em 2014, biólogos do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Vermont a convidaram para ajudar a descobrir por que os bagres-cabeça-de-touro-marrons do lago Memphremagog estavam ficando doentes.

A luz ultravioleta é uma causa comum de melanomas. Mas parecia improvável que bagres, que vivem na lama do fundo do lago e são ativos principalmente à noite, sofressem com níveis astronomicamente altos de melanomas.

Dragon e seus colegas investigaram várias outras possibilidades, incluindo os efeitos da poluição causada por um aterro sanitário próximo e a infecção por microrganismos, que às vezes podem desencadear câncer. Mas os níveis de poluentes nos peixes eram baixos, e não havia evidências de vírus ou bactérias causadores de câncer.

Dragon decidiu analisar de perto o DNA dos bagres, assim como o DNA mutado presente em seus tumores. Certas variações genéticas podem tornar animais (e pessoas) altamente vulneráveis ao câncer.

Ela esperava que cada célula cancerígena fosse geneticamente mais semelhante ao bagre de onde havia surgido. Em vez disso, todas as células cancerígenas eram muito próximas umas das outras, mas não dos animais nos quais os tumores estavam crescendo.

— Eu disse: "Nós cometemos um erro. Isso não pode estar certo — lembra Dragon. Os pesquisadores reiniciaram toda a análise e chegaram ao mesmo resultado. Os tumores não haviam surgido dos próprios bagres que os carregavam.

Cada vez que analisavam o DNA de um novo peixe, esse padrão ficava ainda mais evidente. Os cientistas começaram a considerar uma possibilidade perturbadora: os bagres eram vítimas de uma forma contagiosa de câncer.

Já no Renascimento, estudiosos especulavam que os cânceres poderiam ser contagiosos. Em 1603, o médico português Rodrigo de Castro imaginou tumores “exalando um vapor horrível” capaz de transmitir câncer para novas vítimas.

Quando cientistas modernos descobriram que o câncer geralmente surge de mutações no nosso próprio DNA, a ideia de “pegar” câncer perdeu força. Só no início dos anos 2000 surgiram evidências sólidas de que alguns cânceres transmissíveis eram reais.

Cães são hospedeiros de um deles, conhecido como CTVT, sigla em inglês para tumor venéreo transmissível canino. Durante o sexo, essas células cancerígenas podem passar de um cão para outro. Estudos do DNA desses tumores sugerem que todas as formas da doença descendem de um único cão que viveu há milhares de anos.

O CTVT raramente é fatal. O mesmo não acontece com um câncer contagioso que se espalha entre os diabos-da-tasmânia.

Essa doença, chamada de tumor facial do diabo-da-tasmânia, se aproveita das frequentes brigas com mordidas e sangramentos entre esses animais. Quando um diabo-da-tasmânia morde um tecido tumoral de outro, as células cancerígenas viajam pelo corpo e chegam ao próprio rosto.

Esse câncer surgiu apenas nas últimas décadas, mas já levou os diabos-da-tasmânia à beira da extinção.

Em 2015, nas costas do Atlântico do Canadá e dos Estados Unidos, pesquisadores encontraram amêijoas-de-casca-mole e outras espécies devastadas por um câncer semelhante à leucemia. Descobriu-se que as amêijoas infectadas liberavam células cancerígenas na água do mar, e os animais saudáveis próximos absorviam essas células.

Mais recentemente, cientistas encontraram câncer transmissível em moluscos no Pacífico e também em águas europeias. Agora, Dragon e seus colegas acreditam ter encontrado um novo câncer contagioso em um hospedeiro completamente diferente.

Eles estão convencidos de que todos os tumores do lago Memphremagog vieram de uma única célula cancerígena ancestral. As estratégias reprodutivas dos bagres-cabeça-de-touro-marrons podem ter dado às células de melanoma uma oportunidade de se espalhar, já que os peixes se agrupam em águas rasas para desovar.

— Eles ficam todos uns sobre os outros — diz Dragon. Nesses agrupamentos, os bagres durante a reprodução podem morder ou arranhar uns aos outros, e seus ferimentos podem expô-los às células cancerígenas que flutuam na água.

Michael Metzger, que estuda cânceres contagiosos em moluscos no Instituto de Pesquisa do Noroeste do Pacífico, em Seattle, observou que esta é a primeira vez que um câncer transmissível foi descoberto se espalhando em água doce. As células normalmente sobrevivem apenas em fluidos salgados.

— Isso nos faz repensar como essas coisas funcionam — diz Metzger.

Dragon também encontrou indícios de que bagres em outras partes do nordeste dos Estados Unidos podem ter sofrido do mesmo câncer. Algumas dessas pistas vieram dos diários do século XIX do naturalista Henry David Thoreau.

Thoreau afirmou que frequentemente encontrava bagres em rios de Massachusetts cobertos por manchas. Em 1858, ele descreveu um que viu durante uma visita ao rio Assabet: “Quase metade da cabeça, do focinho para trás em diagonal, está coberta por uma espécie de lepra negra como tinta, semelhante a um líquen incrustado”, escreveu.

Dragon e seus colegas agora estão procurando cânceres transmissíveis em bagres além do lago Memphremagog. Os cientistas também gostariam de receber relatos de pescadores e biólogos que tenham capturado bagres com tumores pretos e elevados.

Eles podem enviar imagens do peixe inteiro, junto com seus crescimentos, além de informações sobre onde o animal foi capturado, para o e-mail [julie.dragon@med.uvm.edu]. Dragon também pede que, se possível, o peixe inteiro seja congelado. Caso ela e seus colegas queiram examinar o animal, eles providenciarão o recebimento.

— É difícil dizer se toda mancha preta é o nosso tumor, mas não saberemos até testá-las — diz Dragon.

Peter Emerson, outro autor do estudo e biólogo especializado em pesca do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Vermont, recomendou que pescadores evitem comer bagres com tumores.

Não temos nenhuma evidência de que os peixes sejam inseguros para consumo. Nós apenas preferimos ser cautelosos — afirma.

Por enquanto, há poucas pesquisas indicando que cânceres contagiosos estejam circulando entre humanos. Mas é possível que um deles surja algum dia, disse Elizabeth Murchison, especialista em cânceres transmissíveis da Universidade de Cambridge:

— Essa descoberta reforça a ideia de que cânceres transmissíveis podem surgir em qualquer lugar, incluindo na nossa própria espécie.

A prefeita Tia Júlia acompanhou, neste fim de semana, a fase final das obras de pavimentação do Loteamento Canaã, no bairro Palmeira de Fora, em Palmeira dos Índios. A intervenção já mudou a rotina dos moradores, que passaram a contar com ruas mais acessíveis e seguras.

Entre as famílias beneficiadas está a de dona Elímia Amaral da Silva. Há três anos, o irmão dela, José Cândido da Silva, sofreu um AVC e perdeu a capacidade de caminhar. “Antes, a gente precisava colocá-lo sentado em uma cadeira comum e vários homens ajudavam a levá-lo até a ambulância, que ficava logo abaixo esperando, por não poder subir. Agora, estamos muito mais confiantes para subir e descer a ladeira com a cadeira de rodas, sem o risco de escorregar e cair”, relatou Elímia.

Ao todo, seis ruas do Loteamento Canaã já receberam pavimentação, deixando para trás os problemas causados pela lama no período chuvoso e pela poeira nos dias secos.

Durante a visita, Tia Júlia destacou a importância de levar infraestrutura para as comunidades e afirmou que a obra atende a uma reivindicação dos moradores. “Esta é uma obra que representa muito mais do que uma rua pavimentada. É dignidade, segurança e qualidade de vida para as famílias. A dona Elímia nos procurou, apresentou essa necessidade e nós assumimos o compromisso de atender.”, explicou a prefeita.

E continuou. “Hoje, ver esta obra chegando à etapa final e saber que os moradores já sentem a diferença nos deixa muito felizes. Agradeço aos engenheiros Lucas e João por todo o trabalho. Vamos continuar trabalhando para transformar as comunidades de Palmeira dos Índios”, afirmou a prefeita Tia Júlia.

Limitar a alimentação a uma janela de oito a nove horas por dia pode trazer benefícios para o cérebro durante o envelhecimento, além daqueles já proporcionados pela perda de peso. É o que sugere um estudo apresentado na NUTRITION 2026, encontro anual da Sociedade Americana de Nutrição, realizado entre os dias 25 e 28 de julho, nos Estados Unidos.

Na pesquisa, mulheres com sobrepeso ou obesidade que concentraram todas as refeições nesse intervalo tiveram melhor desempenho em alguns testes cognitivos do que aquelas que distribuíram a alimentação ao longo de cerca de 12 horas por dia.

Segundo os pesquisadores, a estratégia pode contribuir para preservar funções como planejamento e resolução de problemas.

Como o estudo foi feito

O estudo acompanhou 47 mulheres com idades entre 50 e 79 anos durante seis meses. Todas participaram de um programa de emagrecimento e receberam orientação para reduzir o consumo diário em 500 calorias.

Desse total, 26 participantes também foram orientadas a consumir todos os alimentos em um período inferior a nove horas por dia. Na prática, a maioria fazia as refeições entre 10h e 18h. As demais mantiveram uma rotina mais comum, distribuindo a alimentação ao longo de aproximadamente 12 horas.

Ao final do estudo, as participantes dos dois grupos perderam praticamente a mesma quantidade de peso, cerca de 7 kg em média.

Diferença apareceu nos testes cognitivos

Embora o emagrecimento tenha sido semelhante, as mulheres que restringiram o horário das refeições apresentaram melhor desempenho em testes que avaliavam planejamento espacial e resolução de problemas. Elas também cometeram menos erros em avaliações relacionadas à memória e ao aprendizado. Nesse caso, porém, a diferença não foi suficiente para ser considerada estatisticamente significativa.

Já os testes de tempo de reação e multitarefa não mostraram diferenças entre os grupos.

“A simples perda de peso já ajuda a retardar parte do declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento, e esses dados sugerem que pode haver benefícios adicionais se você parar de comer quatro horas antes de dormir e reduzir a ingestão de alimentos para oito a nove horas por dia”, afirmou a pesquisadora Sue Shapses, da Universidade Rutgers.

Por que isso pode acontecer

Os pesquisadores ainda não sabem exatamente por que concentrar as refeições em menos horas pode beneficiar o cérebro. Uma das hipóteses é que o horário da alimentação influencie processos relacionados ao relógio biológico, à inflamação, ao metabolismo e à forma como o organismo utiliza os nutrientes.

Apesar dos resultados, a equipe ressalta que o estudo envolveu um número pequeno de participantes. Além disso, a pesquisa foi apresentada em um congresso científico e ainda não passou pela revisão por pares exigida para publicação em uma revista científica.

Segundo os autores, serão necessários estudos maiores para confirmar se a estratégia realmente ajuda a preservar a função cognitiva durante o envelhecimento.

Quando se fala em transplantes, é comum imaginar que os países mais ricos lideram esse tipo de tratamento. Mas pouca gente imagina que o Brasil seja uma das maiores potências mundiais em transplantes. Com cerca de 6 mil transplantes renais realizados por ano, o país é o segundo em número absoluto de procedimentos, atrás apenas dos Estados Unidos, e possui o maior programa público de transplantes do planeta, financiado majoritariamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse é um motivo de orgulho para a medicina brasileira. Todos os anos, milhares de pessoas recebem uma nova oportunidade de vida graças ao transplante de rim, fígado, coração, pulmão e outros órgãos.

Mas existe um paradoxo. Apesar dessa estrutura consolidada, milhares de brasileiros continuam aguardando por um transplante de rim, muitos deles dependentes de hemodiálise enquanto aguardam pela ligação que pode transformar suas vidas. O principal obstáculo não é a capacidade de realizar transplantes. A medicina dispõe de profissionais experientes, tecnologia e centros altamente qualificados. O que ainda falta, na maioria das vezes, é o órgão que pode salvar aquela vida. Em outras palavras, a medicina está pronta. O desafio continua sendo ampliar a doação de órgãos e transformar a solidariedade em mais uma oportunidade para quem espera.

Um sistema eficiente, que depende da doação

O transplante só é possível quando existe um órgão disponível. E esse continua sendo o maior desafio. A maior parte dos transplantes renais é realizada com órgãos provenientes de doadores falecidos. Para isso, é necessário que seja confirmado o diagnóstico de morte encefálica, uma condição caracterizada pela perda completa e irreversível de todas as funções do cérebro. Este diagnóstico segue protocolos rigorosos, definidos pela legislação brasileira e realizados por profissionais altamente habilitados. Não há espaço para dúvidas: a morte encefálica é um diagnóstico de morte.

Mesmo quando todos os critérios médicos e legais são cumpridos, a doação depende da autorização da família. É neste momento que enfrentamos os maiores obstáculos. Muitas famílias recusam a doação por insegurança, falta de informação ou porque nunca conversaram sobre este tema com seu familiar.

É importante esclarecer que a morte encefálica não é o mesmo que o coma. No coma, o cérebro mantém alguma atividade e pode existir a possibilidade de recuperação. Na morte encefálica, todas as funções do cérebro cessaram de forma definitiva e irreversível.

Quando a família compreende esse processo e conhece o desejo da pessoa em vida, a decisão costuma ser mais segura. Um único doador pode beneficiar várias pessoas, oferecendo uma nova oportunidade de vida a pacientes que aguardam por um transplante de rim e outros órgãos.

Por que a fila para um rim é mais longa?

Para quem convive com a doença renal crônica em estágios avançados, o transplante renal representa muito mais do que o fim da diálise.

A diálise é um dos melhores avanços da medicina. Ela substitui parte das funções renais e mantém milhares de pessoas vivas todos os dias. No entanto, para a maioria dos pacientes que não apresentam contraindicações, o transplante renal continua sendo o melhor tratamento disponível, proporcionando maior sobrevida, melhor qualidade de vida, mais liberdade no dia a dia e menor risco de diversas complicações.

O desafio é que a necessidade de transplantes cresce mais rapidamente do que a disponibilidade de órgãos. Por isso, o rim permanece como o órgão com maior número de pacientes em lista de espera no Brasil.

Uma alternativa importante é o transplante com doador vivo. Como é possível viver de forma saudável com apenas um rim, pessoas cuidadosamente selecionadas podem doar para um familiar ou outra pessoa com quem tenham vínculo, desde que permitido pela legislação brasileira. Além de reduzir o tempo de espera, o transplante com doador vivo costuma apresentar excelentes resultados e pode ser realizado de forma planejada, beneficiando tanto o receptor quanto a organização do tratamento.

Informação também salva vidas

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um dos programas de transplantes mais eficientes do mundo. O investimento na formação de equipes e na logística de captação e distribuição de órgãos permitiu que milhares de pessoas recebessem uma nova oportunidade de vida.

Mas este sistema só funciona quando existe um doador. Por isso, a informação e conscientização da população continuam sendo tão importantes quanto os avanços da medicina.

Conversar sobre doação de órgãos em família é uma atitude simples, mas que pode fazer toda a diferença. Como a decisão final cabe aos familiares, conhecer o desejo da pessoa em vida torna este momento menos difícil e aumenta as chances de que sua vontade seja respeitada.

O Brasil já mostrou que tem competência para realizar transplantes de excelência. Agora, o maior desafio é garantir que mais pessoas tenham a oportunidade de recebê-los. A medicina já sabe como salvar muitas dessas vidas. O próximo passo começa com uma conversa em família sobre doação de órgãos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã não permitirá que os Estados Unidos “determinem o momento da paz e da guerra” e que, após cinco meses de conflito, os americanos estão “presos no pântano que eles mesmos criaram”.

Defenderemos nossos interesses sempre que isso exigir e, sempre que sentirmos necessidade de usar a diplomacia, certamente a utilizaremos“, disse ele, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (27).

O representante iraniano também comentou a participação de países da região na agressão contra o Irã e alertou que isso “não pode ser ignorado”. “Esperamos que esses países não continuem cooperando com os EUA em ações contra o Irã”, afirmou.

Trégua frágil

As declarações de Baghaei ocorrem em meio a uma trégua nos ataques entre Teerã e Washington. Não foram registrados ataques dos EUA neste fim de semana, após 13 dias consecutivos de intensos bombardeios no Estreito de Ormuz, e um alto funcionário iraniano disse que o país interromperá as ofensivas enquanto os EUA mantiverem a pausa.

Sobre o Estreito de Ormuz, Baghaei afirmou que as negociações entre Irã e Omã sobre a gestão da importante rota marítima têm sido positivas e que continuarão, sem dar mais detalhes. Ainda assim, ele disse que a situação em Ormuz não mudou e que o estreito permanece fechado.

Uma mulher morreu espancada logo após se envolver em uma briga, em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, na noite do último sábado (26). A vítima foi identificada como Nátalia Barbosa da Silva, de 24 anos.

De acordo com a Polícia Militar de Alagoas, testemunhas relataram que Natália teria se envolvido em uma situação de briga com um indivíduo antes de ter sido encontrada morta pela própria esposa.

Ainda segundo os relatos, a mulher, que seria usuária de drogas, teria saído do local após a discussão para fumar. Pouco depois, foi encontrada caída, com diversos ferimentos na região da cabeça, compatíveis com agressões provocadas por golpes de madeira.

Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para os trabalhos de perícia e recolhimento do corpo, respectivamente.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre a autoria do crime.

Um fóssil de cobra encontrado no interior de São Paulo pode ajudar a definir em qual local surgiram as primeiras serpentes. Atualmente, existe um debate sobre se elas evoluíram no mar, no subsolo ou na superfície terrestre. Ao analisar a peça achada em 2020, os pesquisadores brasileiros detectaram estruturas anatômicas compatíveis com a vida subterrânea.

A cobra, batizada de Tametara mirim, é o primeiro fóssil de cobra articulado do Brasil e foi encontrado em uma região de pedreira de Presidente Prudente. A rocha onde os ossos foram achados é do Cretáceo Superior e tem idade estimada entre 85 e 75 milhões de anos.

A análise foi liderada pelos pesquisadores Tiago Simões, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Nicolas Di-Poï, da Universidade de Helsinque, na Finlândia, e Annie Hsiou, da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados foram publicados na revista Nature nessa quarta-feira (22/7).

Com aproximadamente 42 cm e cerca de 80 milhões de anos, os ossos do animal foram completamente preservados desde sua morte. Outras serpentes do período Cretáceo recuperadas contavam apenas com vértebras.

Para preservar o fóssil raro, os cientistas utilizaram a microtomografia computadorizada, uma técnica semelhante à dos exames hospitalares de raios X. Os resultados demonstraram que a anatomia endocraniana e o ouvido interno combinavam mais com os de um animal de vida subterrânea.

Ao realizar a mesma análise no fóssil da espécie argentina Dinilysia patagonica, que viveu em uma época próxima ao exemplar brasileiro, foi identificado que os dois tinham diferenças estruturais consideráveis. A serpente extinta da Argentina se assemelha mais a um bicho de vida terrestre.

“Quase tudo o que sabemos sobre a origem das serpentes se baseia em um número muito restrito de fósseis bem preservados do Mesozoico. Cada nova espécie dessa época e com esse grau de preservação apresenta um enorme potencial para esclarecer perguntas sobre suas origens”, afirma Simões, que é o primeiro autor do estudo, em entrevista à Agência Fapesp.

Apesar de não trazer uma resposta definitiva sobre o assunto, a descoberta evidencia que linhagens próximas na árvore evolutiva viveram em ambientes distintos e tinham hábitos diversos, demonstrando que espécies subterrâneas, terrestres e marinhas já coexistiam desde o período Cretáceo.

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