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Pesquisadores conseguiram conectar pequenos fragmentos de tecido cerebral humano em laboratório e observar um tipo simples de aprendizado. O estudo, publicado em 28 de setembro na revista Communications Biology, reuniu três organoides cerebrais em um mesmo sistema e mostrou que, quando estimulados repetidamente, eles passaram a diferenciar sinais elétricos.

Os organoides são estruturas cultivadas a partir de células humanas que reproduzem parte da organização e da atividade do cérebro. Eles não formam um cérebro completo, mas permitem estudar processos que não podem ser testados diretamente em pessoas.

No experimento, liderado pelo neurocientista Yoshiho Ikeuchi, da Universidade de Tóquio, no Japão, os cientistas criaram redes com um, dois e três organoides. Depois de um período de crescimento, as estruturas passaram a se conectar por meio de axônios e exibiram atividade elétrica sincronizada.

Como o experimento foi feito

Os organoides foram cultivados a partir de células humanas reprogramadas para um estado semelhante ao de células-tronco. Em seguida, foram colocados sobre chips com eletrodos, que permitiram estimular o tecido e registrar sua atividade.

Durante duas semanas, os pesquisadores aplicaram estímulos elétricos repetidos em pontos específicos e acompanharam as respostas geradas em outras regiões da rede. A ideia era verificar se o tecido aprenderia a distinguir a origem dos sinais.

No início, as respostas elétricas geradas pelos estímulos eram muito parecidas e difíceis de diferenciar. Após as sessões, uma mudança mais clara apareceu apenas nas redes com três organoides.

Nessas redes, o terceiro organoide passou a responder de forma diferente aos estímulos recebidos pelos outros dois. As respostas ficaram mais rápidas, estáveis e fáceis de identificar.

O mesmo não ocorreu nos sistemas com um ou dois organoides, nem nos que não receberam estímulos, o que indica que a organização em rede e a repetição dos sinais foram determinantes para a mudança observada.

Os pesquisadores destacam que se trata de um aprendizado básico, distante do funcionamento de um cérebro humano completo. Ainda assim, o resultado sugere que a forma como o tecido é organizado influencia a capacidade de processar informações.

O que isso significa para a ciência

O cérebro humano é formado por diferentes regiões que se comunicam entre si. A organização permite que funções distintas ocorram de forma integrada. O estudo aponta que esse tipo de arranjo também pode ser importante mesmo em estruturas muito menores.

Com esse modelo, cientistas podem investigar como surgem circuitos neurais e como o cérebro desenvolve a capacidade de distinguir informações. A expectativa é que, em pesquisas futuras, esses sistemas sejam testados com tarefas mais complexas.

Seja por motivos de saúde, seja por razões estéticas, o processo de emagrecimento exige não só a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática de atividade física. Na busca de alcançar o objetivo na balança, o indivíduo também pode parar ou reduzir ao máximo atitudes que atrapalharem a perda de peso.

De acordo com a nutricionista Caroline Campos, entre os hábitos que devem ser cessados por quem almeja emagrecer, constam as dietas extremas e restritivas. “Já ouvi relatos de pacientes que esses planos alimentares seriam a solução para emagrecer, porém o efeito costuma ser reverso”, defende a especialista.

Mulher leva as mãos a cabeça. Alimentação pode ser a chave para a memória - Metrópoles
A nutricionista alerta sobre as dietas restritivas, hábito que tende a atrapalhar o processo de perda de peso

Pós-graduada em nutrição infantil, Caroline destaca que esse tipo de dieta se torna difícil de sustentar por muito tempo  por conta da grande restrição de alimentos. Ela complementa sobre o organismo entrar em uma “espécie de modo de sobrevivência” para poupar a energia do corpo.

Outro hábito importante e listado pela especialista é pular as refeições para compensar o excesso de algum dia livre da dieta. Segundo a expert, essa medida não gera bons resultados e deve ser suspensa do processo de perda de peso.

“Ficar muitas horas sem comer tende a ocasionar o efeito compensatório. Quando as células do corpo começam a ficar resistentes à insulina, a glicose não consegue entrar na célula. Assim, o pâncreas tem o trabalho redobrado e produz uma grande quantidade do hormônio”, esclarece a nutricionista.

 

Foto colorida de mãos amarradas com fita métrica e relógio em cima de prato - Metrópoles
Entre os hábitos citados pela nutricionista, consta pular as refeições

Quanto ao terceiro hábito, Caroline Campos dá um alerta com relação à importância de dormir bem para o emagrecimento: “O sono é fundamental na perda de peso. Quem está sujeito à privação desse descanso faz com que automaticamente reduza a taxa metabólica e a eficácia da queima calórica.”

A nutricionista explica que a questão da falta de sono e o emagrecimento é “bem mais relevante do que se imagina“. “Quando não se dorme bem, o corpo entra em estado de alerta e a vontade de ingerir alimentos calóricos aumenta”, finaliza a expert.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) que não renove nem conceda nova licença de operação a uma pousada localizada em São Miguel dos Milagres enquanto não forem comprovadas medidas efetivas para a recuperação da área de restinga afetada pelo empreendimento.

A medida busca evitar que o empreendimento continue funcionando sob nova licença sem antes cumprir obrigações ambientais já estabelecidas pelo próprio órgão licenciador. Entre as irregularidades apontadas estão a não execução do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a permanência de estruturas fixas e espécies exóticas na área a ser recuperada e a existência de estrutura construída sem autorização ambiental.

A pousada está localizada em Porto da Rua, na faixa de praia inserida na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), unidade de conservação federal. O caso é acompanhado pelo MPF por meio de inquérito civil instaurado para apurar a legalidade da instalação e operação do empreendimento e os danos causados à vegetação de restinga.

Supressão de restinga aumentou

Laudo técnico elaborado pela Perícia do MPF identificou que a supressão da vegetação de restinga passou de 646,68 m², em 2020, para 958,60 m², em 2026. A área atualmente afetada é, inclusive, superior aos aproximadamente 600 m² abrangidos pelo PRAD anteriormente autorizado.

A perícia também concluiu que construções associadas à pousada extrapolam em aproximadamente 500 m² os limites do imóvel constantes da matrícula, com sobreposição parcial a terrenos de marinha.

As constatações se somam às feitas pelo próprio IMA. Em vistoria realizada em abril deste ano, o órgão ambiental verificou que não havia sido iniciada qualquer ação de implantação, manutenção ou monitoramento do PRAD. Também foram constatadas a permanência de estruturas fixas e espécies exóticas e a construção de uma nova estrutura suspensa em madeira na área de restinga, sem autorização ambiental. Diante das irregularidades, o IMA lavrou dois autos de infração.

O PRAD deveria ter sido iniciado após autorização ambiental concedida em dezembro de 2024. Essa autorização venceu em dezembro de 2025 sem que a execução tivesse começado. O empreendimento também havia firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF, comprometendo-se a iniciar a recuperação em até 30 dias após a autorização do órgão ambiental.

Para o procurador da República Lucas Horta, responsável pela recomendação, a renovação do licenciamento deve considerar o cumprimento das obrigações ambientais estabelecidas anteriormente. “A recuperação da área degradada não pode permanecer apenas como uma obrigação prevista no licenciamento. Antes de uma nova licença, é necessário comprovar que as medidas determinadas para reparar o dano começaram efetivamente a ser executadas. A proteção da restinga e da faixa de praia exige medidas concretas, especialmente em uma área ambientalmente protegida como a Costa dos Corais”, afirma.

O que o MPF recomenda

Antes de eventual renovação ou concessão de nova licença, o MPF recomenda que seja apresentado e aprovado um PRAD revisado, contemplando toda a área de restinga suprimida identificada pela perícia. O plano deverá ser submetido também à manifestação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da APA Costa dos Corais.

O IMA deverá verificar, por meio de vistoria, o início efetivo da recuperação, além da retirada das estruturas fixas e espécies exóticas localizadas fora dos limites do imóvel ou nas áreas de restinga e praia. A recomendação inclui expressamente a remoção da estrutura suspensa de madeira identificada na fiscalização de abril.

O MPF também recomendou a apresentação dos relatórios ambientais que estão em atraso, a continuidade dos processos administrativos relativos aos autos de infração e a adoção das medidas administrativas cabíveis, inclusive o embargo da estrutura construída sem autorização.

Outra medida é a realização de fiscalizações trimestrais para acompanhar o cumprimento do PRAD e das condicionantes ambientais, com envio dos relatórios ao MPF.

O IMA tem prazo de cinco dias, a partir do recebimento da recomendação, para informar se acata as medidas e quais providências serão adotadas. O órgão também deverá esclarecer se já houve pedido de renovação da licença, que vence em 25 de outubro de 2026.

Caso a recomendação não seja acatada, o MPF poderá adotar as medidas judiciais cabíveis, inclusive o ajuizamento de ação civil pública.

1.11.000.001173/2021-49

O cantor Netinho, de 60 anos, está internado em um hospital de Salvador após uma nova ocorrência de linfoma não Hodgkin, doença diagnosticada pelo artista em 2025. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30) pela equipe do músico.

Conhecido por sucessos como ‘Milla’, Netinho decidiu interromper temporariamente as atividades nas redes sociais para concentrar a rotina no tratamento. Segundo a assessoria, o artista está dedicado à recuperação e novas informações serão divulgadas conforme houver resultados da terapia.

O cantor foi diagnosticado com o câncer no sistema linfático em março de 2025. Na época, precisou ficar internado por cerca de 25 dias após apresentar dores nas pernas e nas costas e dificuldade para caminhar. O quadro também levou ao cancelamento de compromissos profissionais, incluindo apresentações previstas para o Carnaval daquele ano.

Depois da alta, Netinho continuou o tratamento e retomou gradualmente as atividades profissionais. Em 2026, o artista revelou que a doença havia retornado e que precisaria iniciar novamente sessões de quimioterapia.

Agora, diante da nova etapa do tratamento, o cantor optou por se afastar da exposição pública. A equipe afirmou que novas atualizações sobre o estado de saúde serão divulgadas quando houver informações sobre a resposta ao tratamento.

 

 

A partir desta quinta-feira (1º) mais pessoas poderão estar aptas a doar sangue. Entra em vigor a Portaria GM/MS nº 11.685/2026 do Ministério da Saúde que revisa diferentes situações que anteriormente impediam a doação por períodos mais longos ou até de forma definitiva, tornando as regras mais específicas para determinados casos e ampliando a possibilidade de participação de voluntários, sem abrir mão da segurança transfusional.

A atualização inclui mudanças na avaliação clínica dos candidatos, nos períodos de inaptidão e na análise de situações relacionadas a medicamentos, procedimentos, doenças e viagens.

Entre as mudanças está a liberação de algumas condições clínicas que anteriormente resultavam em inaptidão definitiva. No caso das neoplasias, por exemplo, a nova regulamentação estabelece inaptidão definitiva para melanoma e neoplasias do sistema hematopoiético, como linfomas, leucemias e mielomas. Para outras neoplasias, a doação poderá ser realizada cinco anos após o término do tratamento, desde que o candidato esteja em remissão e sem doença ativa. Histórico de carcinoma in situ de colo uterino e carcinoma basocelular de pele também deixa de impedir a doação após o tratamento concluído.

A revisão também reduz períodos de inaptidão em diversas situações. Quem recebeu transfusão de sangue ou teve um novo parceiro sexual, por exemplo, passa de um período de 12 meses sem doar para quatro meses. Para quem teve resfriado comum, sem febre, o prazo após o desaparecimento dos sintomas passa de sete para três dias, desde que a pessoa não esteja utilizando medicamentos.


				Doação de sangue passa a ter novas regras a partir de hoje; veja o que muda
Cada bolsa de sangue possui 450 ml. Marina Silva/CORREIO

Procedimentos como tatuagem e maquiagem definitiva também tiveram seus prazos revisados. Quando realizados em local que possa ser avaliado e esteja de acordo com as normas sanitárias, o período de inaptidão passa de 12 meses para um mês.

Para piercing, acupuntura e procedimentos estéticos invasivos, como botox, preenchimentos e microagulhamento, o período passa a ser de sete dias, desde que seja possível avaliar as condições de segurança do procedimento. Caso essa avaliação não seja possível, permanecem períodos maiores de inaptidão.

Também houve mudanças relacionadas a medicamentos. O uso de agonistas de GLP-1 injetáveis, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, passa a exigir um período de inaptidão de 14 dias após o início do tratamento ou mudança de dose, desde que o paciente não apresente sintomas de desidratação. O compartilhamento do medicamento, entretanto, determina inaptidão de quatro meses.

No caso dos anabolizantes e hormônios injetáveis, o período de inaptidão passa de seis meses para quatro meses. Quando houver prescrição médica, o candidato deve apresentar a documentação durante a triagem para avaliação da possibilidade de liberação antes desse prazo.

Tomar vitaminas, minerais ou produtos para melhorar o desempenho nos treinos não é uma necessidade de todas as pessoas, nem significa um compromisso para o resto da vida.

A indicação e a duração da suplementação dependem da alimentação, das condições de saúde e do motivo do uso, com acompanhamento para avaliar a necessidade.

Segundo o endocrinologista Renato Zilli, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), uma pessoa saudável, com alimentação equilibrada e sem fatores de risco, muitas vezes não precisa suplementar nada.

Quando há indicação, o uso pode ser temporário, até a correção de uma deficiência e o tratamento da causa. “O importante é não transformar uma indicação de alguns meses em um uso eterno por conta própria”, afirma o médico.

A avaliação começa pela alimentação

Os suplementos ajudam a complementar nutrientes que não estão sendo obtidos adequadamente pela alimentação. O tratamento de uma deficiência confirmada, como a de ferro ou vitamina B12, exige uma intervenção direcionada, com dose e duração definidas, explica Zilli.

Para a nutricionista Adriana Fanaro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva em São Paulo, a escolha do produto deve vir depois da avaliação da alimentação, da rotina, dos medicamentos e do histórico de saúde. Exames laboratoriais podem ajudar, mas não são necessários em todas as situações.

“O suplemento serve para completar o que falta, e só dá para saber o que falta depois de olhar o que a pessoa já come”, afirma.

Em pessoas saudáveis, melhorar a quantidade e a variedade dos alimentos pode ser suficiente. Quem acredita precisar de whey protein, por exemplo, pode atingir a necessidade de proteína distribuindo ovos, feijão, carnes e laticínios ao longo do dia.

Foto colorida de mão masculina segurando recipientes com pílulas que imitam suplementos alimentares - Metrópoles.

Quando o uso pode durar mais tempo

A suplementação pode ser necessária quando a alimentação não atende às necessidades, há uma demanda maior ou existe dificuldade para absorver nutrientes. A duração depende da permanência de cada condição. Entre as situações citadas pelos especialistas estão:

Mesmo no uso prolongado, doses e produtos precisam ser revistos. A indicação de manter um nutriente não significa que qualquer combinação de suplementos seja adequada.

Quem pode orientar e prescrever suplementos

Especialistas em saúde podem indicar suplementos dentro das atribuições de cada profissão. O nutricionista, por exemplo, avalia a alimentação e as necessidades nutricionais, enquanto a investigação médica é fundamental diante de suspeita de doença, deficiência importante ou sintomas sem causa definida.

Cansaço, queda de cabelo e dificuldade de concentração não bastam para justificar vitaminas por conta própria. As manifestações podem ter diferentes causas, e suplementar sem investigar pode atrasar o diagnóstico.

Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças renais ou hepáticas precisam de uma avaliação mais cuidadosa. Para quem tem doença renal, Fanaro destaca a necessidade de conversar com o médico antes de usar whey ou creatina, produtos que não são obrigatórios para quem pratica exercícios.

MagnificFoto colorida de pílulas de cor amarela em recipientes brancos - Metrópoles
Combinar suplementos sem orientação pode levar ao excesso de nutrientes e prejudicar a saúde

Combinar produtos pode levar ao excesso

Usar um multivitamínico junto com fórmulas para cabelo, pele ou imunidade pode somar doses do mesmo nutriente sem que a pessoa perceba. O excesso de vitamina D pode elevar o cálcio no sangue e causar lesão renal, enquanto doses altas de vitamina B6 por muito tempo estão associadas a formigamento e dormência.

Também há possíveis interferências com medicamentos e exames. Ferro e cálcio podem prejudicar a absorção de remédios, como a levotiroxina, e a biotina pode alterar resultados laboratoriais.

Os especialistas recomendam levar à consulta a lista dos produtos utilizados e conferir ingredientes, quantidade por porção e advertências. A Anvisa orienta buscar um profissional de saúde, respeitar a dose e o tempo recomendados e comunicar efeitos inesperados. O acompanhamento permite decidir se o suplemento deve ser mantido, ajustado ou suspenso.

Uma mulher do Tennessee que havia sido condenada à pena de morte por assassinato sobreviveu a duas injeções letais e foi hospitalizada nesta quinta-feira (1), anunciaram seus advogados, a segunda execução fracassada no estado em poucos meses.

Poucas horas antes, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia autorizado a execução de Christa Pike, de 50 anos, que se tornaria a primeira mulher a ser submetida à pena de morte no estado do sul do país em 200 anos. Mas a execução não funcionou.

“Este fato é o pior que já vimos e não se parece com nenhuma outra execução fracassada na era moderna”, declarou Robin Maher, diretora da ONG Centro de Informações sobre a Pena de Morte, ao jornal New York Times. “Não há precedentes”, insistiu.

O Departamento Penitenciário do Tennessee afirmou que “seguiu cada etapa do protocolo de execução legal estabelecido pelo estado” e acrescentou que Christa foi levada para um centro médico fora da prisão.

Segundo os advogados, a detenta foi transferida para um hospital próximo, mas a defesa não foi informada sobre seu estado de saúde.

“Esta noite, o estado do Tennessee mais uma vez falhou em realizar uma execução legal”, anunciou sua equipe de defesa em um comunicado.

Em maio, o Tennessee foi forçado a suspender a execução por injeção letal do condenado Tony Carruthers porque a equipe médica não conseguia encontrar uma veia para aplicar o procedimento.

Após a tentativa de execução fracassada, o governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou a suspensão de outra execução prevista para este ano e solicitou uma “revisão integral por parte de terceiros” do que ocorreu com Christa, segundo a imprensa local.

A detenta deveria ser executada às 10h00 locais (12h00 de Brasília) na Instituição de Segurança Máxima Riverbend, onde várias testemunhas, incluindo jornalistas, estavam presentes para observar a administração das injeções.

“Parece que não aconteceu como se acreditava que deveria acontecer”, disse o jornalista investigativo John North, da WBIR, que presenciou a cena. “Quando saímos do prédio, até onde sabíamos, ela provavelmente ainda estava viva”, acrescentou.

Sete repórteres que estavam na sala para presenciar a execução disseram, em uma transmissão ao vivo, que a mulher cantava e se mexia em alguns momentos, reclamou de dor no braço após a injeção e estava claramente viva e roncando antes que os agentes penitenciários os retirassem do local.

Durante a transmissão ao vivo, foi possível observar uma ambulância com as luzes acesas saindo do local da execução. Não ficou claro se transportava a condenada.

O procedimento de execução aconteceu algumas horas após a Suprema Corte americana determinar que poderia seguir adiante, apesar da discordância das juízas liberais Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson.

‘Doença mental grave’

A última execução de uma mulher nos Estados Unidos foi a de Amber McLaughlin, em 2023, no Missouri, que também foi a primeira mulher transgênero executada no país.

Nos Estados Unidos, apenas 18 mulheres foram executadas desde 1976, segundo o Centro de Informação sobre a Pena de Morte.

A execução de Christa Pike deveria ser a de número 30 desde o começo do ano nos Estados Unidos, 16 delas somente na Flórida. Todas foram realizadas por meio de injeção letal.

Christa Pike foi condenada à pena capital pelo homicídio de uma colega de turma, há três décadas, quando tinha 18 anos.

Ela e o namorado espancaram e mataram Colleen Slemmer em um acampamento de formação profissional para jovens. Seu namorado, então com 17 anos, foi condenado à prisão perpétua.

O assassinato, em 1995, chamou a atenção nacional depois que o corpo de Colleen foi encontrado com uma estrela de cinco pontas gravada no peito, símbolo que costuma ser associado ao satanismo.

“Ela tinha 18 anos quando cometeu o crime e sofria de uma doença mental grave”, escreveram seus advogados em um pedido de clemência ao governador do Tennessee, que se recusou a intervir.

Christa Pike sofria de transtorno bipolar e estresse pós-traumático desde a infância, mas só foi diagnosticada após a condenação à morte, segundo os advogados. “Ela era uma menina que suportou estupros reiterados, violência sexual, abandono e traumas profundos”, afirmam.

A Suprema Corte já havia rejeitado na terça-feira um pedido para suspender a execução.

Um grupo de especialistas da ONU havia pedido ao governo dos Estados Unidos e às autoridades do Tennessee para “interromper imediatamente” a execução e comutar a sentença de morte.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o tavapadon, medicamento para o tratamento da doença de Parkinson em adultos. O produto será comercializado com o nome Juvmo pela farmacêutica AbbVie.

A decisão foi divulgada em 25 de setembro e o remédio deve chegar ao mercado norte-americano neste mês de outubro. No Brasil, ainda não há previsão de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como o medicamento funciona

O tavapadon atua sobre receptores de dopamina no cérebro — substância ligada ao controle dos movimentos. A doença de Parkinson está associada à perda de neurônios que produzem esse neurotransmissor.

Diferente de tratamentos tradicionais, o novo medicamento foi desenvolvido para agir de forma mais direcionada. Ele se liga principalmente aos receptores D1 e D5, que têm relação direta com a função motora.

Já terapias mais antigas, como a levodopa, aumentam os níveis de dopamina de forma mais ampla no cérebro ou se ligam a diferentes tipos de receptores. Essa diferença pode explicar parte dos efeitos observados com cada abordagem.


O que é o Parkinson?


A aprovação se baseia em um conjunto de estudos clínicos de fase 3 que avaliaram o uso do tavapadon em pacientes com diferentes estágios da doença.

Os resultados indicaram melhora dos sintomas motores em pessoas que usaram o medicamento isoladamente. Em pacientes que já utilizavam levodopa, o tratamento combinado também ajudou a reduzir oscilações nos movimentos ao longo do dia.

Opção para tratamento

O medicamento pode ser usado uma vez ao dia, sozinho ou em associação com a levodopa, que segue como base do tratamento da doença. A proposta é oferecer uma nova alternativa terapêutica com ação mais específica no cérebro, o que pode ajudar no controle dos sintomas motores.

 

Uma operação de combate ao tráfico de drogas terminou com dois homens presos em flagrante e a apreensão de cerca de 2 quilos de entorpecentes, nessa quarta-feira (30), em Olho d’Água das Flores, no Sertão de Alagoas.

A ação foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da equipe da Delegacia do 35º Distrito Policial (35º DP), sob coordenação do delegado Rubens Barros. A operação contou ainda com o apoio da Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão (COPES/Caatinga), da Polícia Militar (PM).

Os presos têm 18 e 42 anos e, segundo a Polícia Civil, foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Durante as diligências, os policiais localizaram, aproximadamente, 2 kg de entorpecentes, entre maconha, crack e cocaína. Além das drogas, foram apreendidos uma balança de precisão, dois frascos contendo essência e dois recipientes com solvente químico.


				Operação contra o tráfico termina com dois presos e apreensão de maconha, crack e cocaína

De acordo com as informações levantadas durante a operação, os produtos químicos encontrados estariam relacionados ao preparo de cocaína.

Denúncia

A ação policial foi desencadeada após uma denúncia recebida por meio do Disque-Denúncia da Polícia Civil. A partir das informações repassadas, os policiais realizaram diligências que levaram à localização dos suspeitos e à apreensão do material.

Após a prisão, os dois homens foram conduzidos para os procedimentos legais. Com a formalização da ocorrência, eles foram encaminhados ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Santana do Ipanema.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos cabíveis.

O câncer de mama é o tumor mais comum entre as mulheres brasileiras. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de mais de 78 mil novos casos por ano até 2028. Quando o diagnóstico chega, uma das perguntas que costuma aparecer é: “Como a alimentação pode ser aliada no tratamento?”.

Alimentação não substitui tratamento, mas faz diferença

Nenhum alimento cura câncer. Porém, uma boa alimentação ajuda o corpo a tolerar melhor a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia, reduz o risco de interrupções no tratamento e acelera a recuperação.

O objetivo principal nessa fase é preservar músculos e manter o peso estável. Perder massa muscular deixa a paciente mais fraca e vulnerável. Ganhar muito peso também preocupa, e é mais comum do que se imagina, principalmente com o uso de corticoides e da terapia hormonal.

Proteína é prioridade

Ovos, frango, peixe, carne magra, iogurte, queijos, feijão, lentilha e grão-de-bico precisam aparecer em todas as refeições.

Se o apetite estiver baixo, vale fazer porções menores, mais vezes ao dia, e investir em preparações fáceis de engolir, como caldos, purês, omeletes e vitaminas.

Quando o enjoo aparece

Náusea, boca seca, feridas na boca e alteração do paladar são efeitos comuns. Algumas estratégias ajudam:

E a soja?

Esse é um mito antigo. Durante anos, mulheres com câncer de mama foram orientadas a cortar a soja por medo dos fitoestrogênios. Hoje, estudos observacionais mostram o contrário: o consumo de alimentos à base de soja, como tofu, edamame e leite de soja, são seguros para mulheres em tratamento, inclusive em casos de tumores sensíveis a hormônio. A ressalva vale para cápsulas concentradas de isoflavona, que não têm a mesma segurança.

Outros cuidados importantes

Durante a quimioterapia, a imunidade pode cair. Por isso, é prudente evitar carnes e ovos crus ou malpassados, leite não pasteurizado e alimentos de procedência duvidosa. O álcool também deve sair de cena: além de ser fator de risco para o câncer de mama, pode interagir com medicamentos.

A atividade física, sempre liberada pela equipe médica, ajuda a combater a fadiga e a preservar os músculos.

Informação também é cuidado

O Outubro Rosa lembra a importância do diagnóstico precoce. No entanto, para quem já está em tratamento, a mensagem é outra: o prato é aliado, não inimigo, e merece a mesma atenção que os exames. Com acompanhamento profissional, e longe das dietas milagrosas, a alimentação vira parte do caminho de volta à saúde.

Uma noite de reconhecimento, valorização e celebração ao trabalho de quem transforma a educação todos os dias. Esse momento foi realizado através da parceria entre a Prefeitura de Igaci e o Instituto Superar, fortalecendo ações que contribuem para uma educação cada vez mais forte e de qualidade.

💙 Juntos, construindo novos caminhos para a educação!

 

A transição para a menopausa está associada a mudanças nas proteínas do sangue que também se relacionam ao envelhecimento cerebral e ao risco de Alzheimer. Publicado em 22 de setembro na revista Nature Medicine, um estudo identificou alterações em processos ligados à inflamação, ao metabolismo e à comunicação entre os neurônios durante o período.

A pesquisa, assinada por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, ajuda a investigar como as mudanças hormonais da meia-idade podem se conectar à saúde cerebral nos anos seguintes.

O que mudou no sangue

Na primeira etapa, os pesquisadores analisaram 80 mulheres de 43 a 58 anos divididas entre os períodos anterior à menopausa, de transição e posterior à última menstruação. Outros 36 participantes, todos homens com idades semelhantes, foram incluídos para comparação.

Das 118 proteínas avaliadas, 16 apresentaram níveis mais elevados após a menopausa, mesmo ao considerar a idade. A equipe reuniu as alterações em uma pontuação, que aumentou progressivamente ao longo da transição e acompanhou mais fortemente os níveis hormonais do que a idade das participantes.

O padrão esteve associado à redução do estradiol, um dos principais estrogênios, e ao aumento do FSH, hormônio envolvido no funcionamento dos ovários. Mulheres que relataram suores noturnos também apresentaram níveis mais elevados de algumas proteínas inflamatórias.

A análise de outras 2.814 mulheres de 45 a 60 anos, do UK Biobank, no Reino Unido, confirmou parte dos achados. Modelos baseados nas proteínas do sangue também identificaram sinais de maior envelhecimento biológico, inclusive do cérebro, nas participantes após a menopausa em comparação com mulheres de idades semelhantes.

A ligação com o Alzheimer

Os cientistas investigaram, então, quatro grupos de mulheres mais velhas, com 11.925 participantes no total. Pontuações mais altas se associaram a resultados menos favoráveis nas avaliações cognitivas, que medem habilidades como memória e raciocínio.

Em um dos grupos, formado por 11.059 mulheres acompanhadas por uma média de 15,7 anos, o padrão esteve associado a um maior risco de demência por Alzheimer. A associação foi considerada relativamente pequena e não estatisticamente significativa para demência vascular, frontotemporal ou para o conjunto de todas as demências.

O que falta esclarecer

A amostra inicial era pequena, e as proteínas e os hormônios foram medidos em um único momento. Os sintomas também foram relatados pelas participantes, enquanto as proteínas do sangue podem vir de diferentes tecidos, dificultando atribuir as alterações diretamente ao cérebro.

Por isso, os autores defendem estudos que acompanhem as mesmas mulheres ao longo da transição menopausal. O objetivo é esclarecer os mecanismos envolvidos e investigar possíveis marcadores e alvos de tratamento para a saúde cerebral.

O câncer de mama está entre os tipos de tumor mais comuns entre mulheres no Brasil e no mundo. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos por ano no país entre 2026 e 2028. Diante desse cenário, identificar sinais precoces segue sendo uma das principais formas de melhorar o prognóstico.

Embora o nódulo seja o sinal mais conhecido, ele não é o único indicativo da doença. Em alguns casos, o câncer pode se manifestar de outras formas, mais sutis, e que acabam passando despercebidas.

Sinais que vão além do nódulo

Alterações na pele da mama estão entre os principais sinais de alerta. Vermelhidão, inchaço com aspecto de “casca de laranja” e retrações na pele, na aréola ou no mamilo podem indicar alterações que precisam ser investigadas

O mastologista Amilcar Assis, do Hospital Sírio-Libanês, explica que esses sinais não devem ser ignorados. “O câncer de mama pode se manifestar de outras formas. Alterações na pele como nódulos na axila ou na região da clavícula também merecem atenção”, afirma.

Outro ponto que exige cuidado é a saída de secreção pelo mamilo. Nem sempre ela indica câncer, mas algumas características acendem o alerta. “A secreção que ocorre espontaneamente, de um único lado e com aspecto transparente ou sanguinolento é a que mais preocupa”, destaca Assis.

Mudanças no formato e no tamanho

Mudanças recentes no tamanho ou no formato de uma das mamas também podem estar relacionadas à doença, especialmente quando não fazem parte do padrão habitual da mulher.

A mastologista Fernanda Labre, do Centro Médico Ipanema, no Rio de Janeiro, destaca que nem toda alteração é sinal de câncer, mas a evolução do quadro faz diferença.

“Uma mudança que surge de forma recente, persiste ou continua progredindo deve ser investigada, principalmente quando foge do padrão daquela mulher”, explica.

Ela ressalta que alterações na pele também podem ter causas benignas, como infecções, mas precisam de avaliação quando não melhoram com o tratamento. “Se a vermelhidão, o inchaço ou a retração continuam evoluindo mesmo após o uso de antibióticos, é importante aprofundar a investigação”, afirma.

Quando procurar avaliação

Diante de qualquer mudança nas mamas, a orientação é buscar avaliação médica. Segundo o ginecologista e mastologista Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, a análise deve considerar tanto os sinais atuais quanto o histórico da paciente.

“Qualquer modificação deve ser avaliada por um especialista. É importante levar informações sobre histórico familiar e exames anteriores, como mamografia e ultrassom, para comparação”, orienta.

A partir dessa avaliação, podem ser indicados exames de imagem e, se necessário, biópsia para esclarecer a causa da alteração.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tornou réu o soldado da Polícia Militar (PM) Vinicius Costa Silva, de 26 anos, suspeito pela morte da esposa Larissa da Cruz Morata, de 29. Preso desde 7 de setembro, Vinicius também teve a prisão temporária convertida em preventiva.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no último dia 28. Procurada pelo Metrópoles, a defesa do soldado ainda não respondeu. O espaço permanece aberto. O processo tramita na 3ª Vara de Embu das Artes e está sob segredo de justiça.

Larissa foi encontrada morta no dia 6 de setembro, na residência em que o casal morava em Embu das Artes, na Grande São Paulo, com um tiro na cabeça. O soldado alega que a técnica em radiologia teria cometido suicídio.

Ele foi preso no dia seguinte à morte, no velório da esposa, após a Polícia Civil ter acesso a elementos de ordem pericial que divergiam da versão inicialmente apresentada por ele.

Investigação

No dia 10 de setembro, a Polícia Civil ouviu cinco testemunhas, familiares de Larissa Morata. No mesmo dia, cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Thamires Costa Mathias, irmã de Vinicius. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Thamires agora é investigada no caso.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, a jovem de 19 anos estava na residência do casal quando Larissa foi baleada. Ela afirma que cuidava do sobrinho, de dois anos, filho de Larissa e Vinicius.

Também no dia 10/9, a investigação teve acesso ao laudo necroscópico da técnica em radiologia. O exame do Instituto Médico-Legal (IML) identificou ao menos 17 lesões no corpo dela, incluindo roxões nas mãos e pernas de Larissa e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo.

O documento ainda confirmou que o disparo que matou Larissa da Cruz Morata foi efetuado de trás para frente e da esquerda para a direita. O projétil entrou na parte de trás e mais acima da orelha esquerda e saiu pela região da têmpora direita.

A legista responsável também observou a presença de fios de cabelos soltos grudados na calça da jovem, sem manchas de sangue.

O laudo necroscópico é considerado fundamental para esclarecer pontos que podem elucidar o caso e determinar se Larissa foi vítima de feminicídio ou se cometeu suicídio, como alega a defesa de Vinicius Costa Silva.


Entenda


Defesa fala em “fatalidade” e reforça versão de suicídio

Em nota enviada ao Metrópoles anteriormente, a defesa do soldado da PM classificou a morte da mulher como “fatalidade” e destacou que, “desde o primeiro momento, Vinicius relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida”. “Trata-se de uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal”, diz o texto.

Segundo o comunicado, o casal terminou no dia do ocorrido, mas “Vinicius jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa, pois, apesar do término no dia dos fatos, mantinham uma boa relação e tinham em comum o cuidado e o afeto pelo filho, sem qualquer histórico de violência anterior”.

A defesa destaca ainda que a irmã de Vinicius estava na residência no momento dos fatos, “sendo importante testemunha que já esclareceu as circunstâncias em seu depoimento à autoridade policial”. Conforme o advogado, ao perceber o ocorrido, acionou o 190 e o atendimento de emergência, além de ter comunicado à família de Larissa e permanecido no local até a chegada das autoridades, e comparecido à delegacia.

“A investigação também terá acesso a conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius nas quais ela manifestava pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual ruptura do relacionamento. A defesa considera esse material relevante para a adequada compreensão do contexto e para o esclarecimento dos fatos”, diz o texto.

O advogado menciona ainda que “Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais, as conversas anteriormente mencionadas e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa”.

O WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (30) novos controles para que pais e responsáveis acompanhem parte da atividade de adolescentes no aplicativo. Eles poderão receber avisos quando o filho entrar ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele participa crescer significativamente.

Os responsáveis também poderão definir quem vê a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos. Para tornar essas configurações menos restritivas, o jovem precisará da aprovação de um responsável por meio de um PIN, uma senha numérica definida na ativação dos controles.

WhatsApp anuncia novos controles parentais para adolescentes no Brasil (Foto: Divulgação / WhatsApp)

 

As novas ferramentas incluem escolhas sobre o uso de canais e das atualizações de status: os pais poderão limitar quais status o adolescente vê e quem pode ver os publicados por ele.
Na Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, será possível optar entre a configuração padrão para maiores de 13 anos e uma opção mais restritiva, chamada "Conteúdo limitado". O WhatsApp não detalhou quais respostas da ferramenta seriam bloqueadas nessa segunda opção.

A adesão será opcional. Segundo a empresa, pais e adolescentes poderão configurar os controles juntos, e os responsáveis poderão ajustá-los ou desligá-los depois.

Os avisos sobre grupos não darão aos pais acesso ao conteúdo das conversas: mensagens pessoais e ligações continuarão protegidas por criptografia de ponta a ponta, afirma o WhatsApp.

A novidade é diferente das contas gerenciadas para menores de 13 anos, anunciadas em março. Naquele modelo, voltado a pré-adolescentes, os responsáveis podem decidir quem entra em contato com a conta e de quais grupos ela participa. O anúncio desta quarta-feira trata de controles para adolescentes e acrescenta, entre outras opções, os alertas sobre grupos e as escolhas relativas à Meta AI.

As medidas são apresentadas em meio à implementação do ECA Digital, em vigor desde 17 de março. A lei exige que serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes ofereçam ferramentas de supervisão parental e adotem medidas para prevenir riscos a esse público.

Também prevê proteção elevada nas configurações padrão. Por isso, a existência de controles opcionais, por si só, não permite concluir que todas as exigências da legislação estejam atendidas.

A proteção de menores depende ainda de medidas tomadas pela própria plataforma. Em seu primeiro relatório de transparência exigido pelo ECA Digital, o WhatsApp informou ter banido 61.115 contas brasileiras no primeiro semestre por infrações relacionadas à exploração sexual infantil. Esse número registra ações de moderação da empresa e não indica quantas crianças foram atingidas.

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