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Em 2024, arqueólogos encontraram fragmentos de uma frase escrita em pedra na Turquia — a mensagem datava do ano 480. Porém, o que inicialmente mostrava um possível poema fúnebre se mostrou uma decisão judicial que condenava três pessoas por corrupção. O achado foi divulgado na última semana por pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia.

Para desvendar a mensagem, os cientistas analisaram imagens das inscrições e colocaram o que era possível desvendar em um banco de dados digital. O programa compara as fotografias com outros documentos conhecidos pela ciência para encontrar semelhanças.

“A maior parte deste texto já era conhecida graças a várias cópias que foram preservadas tanto em Stratonicea, de onde provêm os nossos novos fragmentos, como em outras duas cidades: Mylas e Keramos”, explica o professor Paweł Nowakowski, responsável pelo estudo.

Os pesquisadores compararam os fragmentos novamente com os de outras cidades próximas, e descobriram que eles faziam parte de uma decisão judicial emitida em 480. O texto documenta abusos fiscais e corrupção nas propriedades de Placídia, filha do imperador romano Valentiniano III.

“Os funcionários designados para a cobrança de impostos naquela região adotavam práticas muito questionáveis, emitiam certificados de pagamento de impostos (em dinheiro e em espécie) sem especificar o valor ou a unidade de medida do imposto pago”, conta Nowakowski.

Os acusados declaravam uma quantia diferente do que cobravam da população, e embolsavam a diferença. A pesquisa foi mais à fundo, e descobriu que as autoridades romanas já desconfiavam da prática 15 anos antes da decisão judicial.

Os fraudadores ameaçados com pena de morte e o supervisor foi informado que perderia suas posses se não resolvesse a situação de corrupção em três meses.

Como não foram encontradas novas mensagens, os cientistas acreditam que o problema foi resolvido sem óbitos — não era comum matar funcionários por problemas tributários no Império Romano.

A ocitocina é conhecida como o hormônio do amor. Um estudo publicado nessa quarta (12/8) comprova que ele também pode ser a substância da confiança — em homens considerados céticos e desconfiados, a ocitocina aumentou em até 17% o índice de confiança em terceiros.

O time internacional de pesquisadores recrutou 359 homens que tiveram uma nota baixa em confiança nos outros após preencher um questionário. Cerca de metade recebeu um spray de ocitocina aplicado no nariz, e a outra metade, um placebo.

Os homens participaram, então, de um jogo anônimo. Cada um era investidor ou empresário procurando verba para um projeto. Os participantes investidores deveriam escolher quanto dariam para uma pessoa desconhecida, e os empresários precisavam devolver uma quantidade de dinheiro para o investidor.

Os cientistas consideram que, quanto mais dinheiro era transferido, maior a confiança. Homens com pouca disposição a confiar em desconhecidos e que receberam a ocitocina deram 15% mais dinheiro do que os participantes do grupo placebo.

Depois, os dados foram comparados com uma pesquisa anterior, que envolveu 578 homens desconfiados. Os resultados mostram que há um aumento de 17% no comportamento de confiar após a aplicação do hormônio.

Ocitocina não funciona para todos

Apesar de o estudo ser o primeiro a mostrar evidências consideradas robustas sobre o efeito da ocitocina sobre a confiança, os cientistas consideram que não é possível afirmar que o hormônio torna todas as pessoas mais confiantes. Homens com os níveis mais baixos de confiança não foram especialmente afetados.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O médico ortopedista Pedro Rodrigues Gaia Neto, de 74 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (13), em Palmeira dos Índios, após enfrentar um câncer.

Bastante conhecido no município, Pedro Gaia também exerceu mandato de vereador e foi provedor do Hospital Regional Santa Rita. Ele ainda atuou como médico ortopedista do CSE, principal clube de futebol de Palmeira dos Índios.

Pedro Gaia era irmão do locutor esportivo Arivaldo Maia, que morreu em maio de 2024.

O corpo do médico está sendo velado na capela do cemitério Campo Santo Parque do Agreste, em Palmeira dos Índios. O sepultamento está previsto para as 17h desta quinta-feira.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios publicou uma nota de pesar e destacou a trajetória do médico e sua contribuição para a saúde do município e da região.

Uma mulher pode passar boa parte da vida sem saber que nasceu com um útero de formato diferente. A descoberta, muitas vezes, acontece por acaso durante um ultrassom ou somente quando surgem dificuldades reprodutivas ou complicações na gravidez. Entre as chamadas malformações uterinas congênitas estão o útero unicorno e o bicorno.

As alterações surgem ainda durante o desenvolvimento embrionário. Na formação do sistema reprodutor feminino, duas estruturas chamadas ductos de Müller precisam se desenvolver e se unir adequadamente. Quando alguma etapa não ocorre por completo, o útero pode adquirir formatos diferentes.

“É importante reforçar que a mulher já nasce com essa alteração. Ela não desenvolve um útero bicorno ou unicorno ao longo da vida”, explica Grazielly Teles, ginecologista especialista em endometriose e saúde integral da mulher, em Campinas e Atibaia (SP).

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as malformações uterinas atingem cerca de 3% a 5% da população geral. A frequência exata é difícil de determinar justamente porque muitas mulheres não apresentam sintomas.

Unicorno e bicorno: entenda a diferença

No útero unicorno, um dos ductos de Müller não se desenvolve adequadamente. Na prática, forma-se predominantemente apenas um lado do órgão, que tende a ser menor e assimétrico. Algumas mulheres também apresentam uma pequena estrutura do outro lado, chamada corno rudimentar.

No bicorno, os dois lados se desenvolvem, mas não se unem completamente. A parte superior do útero fica dividida em duas porções, formando dois “cornos” e adquirindo uma aparência frequentemente comparada à de um coração.

Nem sempre há sinais de que algo está diferente. “Muitas mulheres são completamente assintomáticas e podem passar anos sem saber que possuem uma malformação uterina. Algumas descobrem por acaso durante um ultrassom ou outro exame ginecológico”, acrescenta a médica.

Dá para engravidar naturalmente?

Sim. Ter útero unicorno ou bicorno não significa automaticamente infertilidade. Muitas mulheres conseguem engravidar naturalmente, embora a anatomia uterina possa influenciar tanto a vida reprodutiva quanto a evolução da gestação.

“Tanto o útero unicorno quanto o útero bicorno podem dificultar a gravidez, seja em relação à dificuldade para engravidar ou durante a própria gestação. Em ambas as condições, isso pode ocorrer. E mais: muitas mulheres, na verdade, a grande maioria, engravidam naturalmente mesmo com essas condições”, afirma Tatiana Berlinsky, ginecologista do Instituto Gilberto Kocerginsky, de Curitiba (PR).

 


O que é importante saber


modelo de útero-ovário de mãos dadas. Metrópoles
Com dois “cornos” no bicorno e apenas um lado desenvolvido no unicorno, alterações podem ser descobertas somente na vida adulta

A Febrasgo também destaca que as anormalidades uterinas não necessariamente dificultam a concepção e a implantação. O maior impacto pode aparecer ao longo da gravidez, dependendo do tipo de malformação e da anatomia de cada paciente.

Embora muitas mulheres consigam engravidar, a gestação merece acompanhamento mais próximo. O espaço e o formato da cavidade uterina podem interferir no desenvolvimento da gravidez.

“São gestações em que o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro também é maior. Esses eventos são mais frequentes e prevalentes nesse tipo de paciente, exigindo o acompanhamento por um especialista em pré-natal e um obstetra especializado em gestação de alto risco, até o fim da gravidez”, afirma Tatiana.

Nem toda malformação precisa de cirurgia

O primeiro passo para definir a conduta é saber exatamente qual alteração a mulher apresenta. O ultrassom ginecológico pode levantar a suspeita, enquanto a ultrassonografia tridimensional e a ressonância magnética ajudam a visualizar melhor a cavidade e o contorno externo do útero.

Um cuidado particularmente importante é não confundir útero bicorno com útero septado. No bicorno, existe uma alteração também no formato externo do órgão. No septado, o contorno externo pode ser próximo do normal, mas uma parede de tecido divide parcial ou completamente a cavidade.

A diferença muda a indicação de tratamento. De acordo com a Febrasgo, mulheres com útero unicorno normalmente não são candidatas à correção cirúrgica. No bicorno, a cirurgia para unificar os cornos fica reservada a casos selecionados, principalmente quando há abortamentos recorrentes sem outra causa identificada. Já a retirada do septo uterino por histeroscopia pode ser indicada em situações específicas.

Por isso, descobrir uma malformação não significa precisar de cirurgia nem recorrer automaticamente à reprodução assistida. O diagnóstico correto permite avaliar a anatomia, o histórico reprodutivo e os planos da mulher para definir o acompanhamento mais adequado — inclusive antes de uma futura gravidez.

 

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu nesta quarta-feira (12) uma nova remessa de medicamentos para reforçar o estoque da Farmácia Central do Povo e garantir a continuidade da assistência à população.

Entre os medicamentos recebidos estão itens de controle especial, como sertralina 50 mg, clonazepam 0,5 mg e 2 mg, além da risperidona em comprimidos de 1 mg e 2 mg, uma das medicações mais aguardadas pelos usuários da rede pública.

A remessa também inclui metformina 850 mg, utilizada no controle do diabetes, e paracetamol 500 mg, analgésico amplamente utilizado no atendimento à população.

De acordo com a farmacêutica Karênia Rocha, diretora da Farmácia Central do Povo, a chegada dos medicamentos amplia a disponibilidade no estoque. “Recebemos uma nova remessa com medicamentos importantes para os nossos usuários, incluindo a risperidona, que era muito aguardada. Esse abastecimento amplia a disponibilidade no estoque e reforça o compromisso da gestão municipal com o acesso da população aos medicamentos ofertados pelo SUS”, destacou Karênia.

Um ex-professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais do Paraná, está sendo investigado pelo crime de assédio sexual por pedir a uma aluna fotos dela nua. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

Prints de mensagens divulgados pela polícia mostram que, após a menina de 15 anos negar as imagens, ele a chantageou com a possibilidade de ser reprovada e chegou a perguntar para a aluna se ela queria "decepcionar a família" com o mau desempenho no colégio.

"Eu tô mandando! Você não tem escolha, ou você quer reprovar, hein?! Vai querer decepcionar toda a sua família? Não, né?! Então manda logo a foto que eu quero, e não demore", diz a mensagem enviada pelo homem.

Polícia divulgou prints de mensagens enviadas pelo professor à aluna (Foto: Cedida pela Polícia Civil)

 

Como a investigação ainda não foi finalizada, nem o nome do colégio e nem o nome do homem foram divulgados.

Segundo a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o crime aconteceu quando o homem era professor da adolescente. Depois de ela relatar o caso, o docente passou por um processo administrativo e foi afastado.

Em nota, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa da Secretaria de Estado de Educação do Paraná (Seed-PR) confirmou que o docente não integra mais o quadro da rede estadual de ensino e disse que permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação, fornecendo as informações eventualmente solicitadas pelos órgãos competentes.

"Por se tratar de investigação conduzida pela Polícia Civil, em procedimento que tramita sob segredo de Justiça, eventuais informações sobre o caso devem ser obtidas junto à corporação responsável", completou.

Na sexta-feira (7) a casa dele, que fica no Bairro Uvaranas, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

"Durante a diligência, que contou com o apoio da Polícia Científica do Paraná, foram apreendidos o aparelho celular, notebook e pendrives do investigado, os quais serão devidamente encaminhados à perícia visando comprovar ainda possível ocorrência de outro crime: o armazenamento de imagens pornográficas de adolescentes", afirma a delegada.

Segundo a delegada, o homem responde ao inquérito em liberdade porque, quando a denúncia foi feita, já havia passado o tempo necessário para ser considerado flagrante.

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), desenvolveram um dispositivo microscópico capaz de cultivar células em três dimensões e submetê-las a testes em condições mais próximas das encontradas no organismo. A tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos, na avaliação da toxicidade de materiais e na redução do uso de animais em pesquisas.

O estudo foi publicado em 10 de julho na revista científica ACS Measurement Science Au. A plataforma utiliza microfluídica, técnica que controla pequenas quantidades de líquidos em canais microscópicos e permite regular o fluxo de nutrientes, oxigênio e substâncias durante os experimentos.

Por que cultivar células em 3D?

Nos testes convencionais, células costumam crescer sobre superfícies planas. Na plataforma, elas formam estruturas tridimensionais chamadas esferoides, que reproduzem melhor algumas características dos tecidos.

O estudo trabalhou com modelos celulares 3D e demonstrou que a plataforma pode ser utilizada tanto para cultivar as estruturas quanto para testar substâncias sob fluxo contínuo. Os principais avanços apresentados são:

Dispositivo pode ser aberto após os testes

Um dos diferenciais está no design reversível. Ao contrário de plataformas permanentemente seladas, o dispositivo pode ser aberto depois do experimento, permitindo retirar os modelos celulares para análises complementares.

“Desenvolvemos um protocolo simples e reprodutível, que permitirá o uso da plataforma por pesquisadores de diferentes áreas. Além disso, a possibilidade de recuperar os modelos celulares após os ensaios amplia significativamente as análises que podem ser realizadas”, afirmou Iris Renata Sousa Ribeiro, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano-CNPEM) e primeira autora do estudo, à Agência Fapesp.

Outro avanço é a possibilidade de manter um fluxo contínuo de líquidos. A circulação procura reproduzir de maneira mais próxima o movimento de nutrientes e moléculas observado nos organismos vivos.

Tecnologia pode reduzir uso de animais

A plataforma poderá ser aplicada em estudos de medicamentos, nanomateriais, novos materiais e poluentes. A proposta não significa que testes em animais possam ser completamente substituídos, mas oferece uma ferramenta que pode contribuir para reduzir a dependência de modelos animais e aprimorar experimentos feitos em laboratório.

A equipe pretende disponibilizar a plataforma até o início de 2027 para pesquisadores de universidades, institutos e empresas.

“Queremos que pesquisadores de todo o país possam utilizar essa tecnologia para desenvolver ensaios de toxicidade mais precisos e mais próximos das condições reais encontradas em organismos vivos”, explicou Iris.

 

 

A polícia descobriu que a carcereira Jai Gascoyne mantinha muito mais do que um caso com o detento Dil Nawaz, um chefe de quadrilha de tráfico de drogas condenado a 12 anos de prisão, que estão sendo cumpridos na penitenciária HMP Buckley Hall, no noroeste da Inglaterra.

Agentes prisionais encontraram na cela do presidiário um cartão de Dia dos Namorados (Valentine's Day, celebrado no Reino Unido em 14 de fevereiro) de Jai para Dil.

No cartão, Jai caprichou no romantismo e no comprometimento ao traficante.

"Feliz Dia dos Namorados, D. Um brinde ao primeiro de muitos dias juntos para sempre — mal posso esperar pelo futuro", escreveu ela.

Jai Gascoyne e o detento Dil Nawaz: 'amor proibido' — Foto: Reprodução
Reprodução

O cartão foi encontrado durante uma revista na cela de Nawaz, realizada após agentes de combate à corrupção do sistema prisional receberem informações de inteligência, noticiou nesta quarta-feira (12/8) o jornal "The Sun".

"Qualquer um pode dizer 'eu te amo', mas nem todos conseguem esperar e provar isso", continuou a carcereira, que acabou presa.

Os agentes também encontraram o detento, de 30 anos, usando uma pulseira de prata gravada com a letra "J" — uma peça que fazia par com um colar com a letra "D" usado por Jai no momento em que ela foi revistada após ter o seu caso com o traficante descoberto. Ela também portava um segundo colar com uma inscrição em árabe (origem de Dil), cujo significado ela não soube explicar. O Tribunal da Coroa de Manchester foi informado de que a inscrição seria uma oração islâmica de proteção.

Mais tarde, investigadores descobriram que a agente havia encomendado duas pulseiras e dois colares com pingentes na Amazon.

A mesma investigação revelou que o irmão de Nawaz, Haq Nawaz, de 32 anos, mantinha um relacionamento amoroso com outra agente penitenciária, Elle Walton, de 27.

Elle Walton viveu romance com traficante que cumpre pena na Inglaterra — Foto: Reprodução

De acordo com a polícia, os irmãos Nawaz foram responsáveis pela distribuição de crack e heroína avaliados em cerca de R$ 20 milhões num período de 12 meses na Inglaterra.

Na última sexta-feira (7/8), Jai foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão. Elle pegou pena de 1 ano e 1 mês de detenção.

Os estudantes suspeitos de envolvimento em denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, foram suspensos pela Secretaria de Educação. A medida é por tempo indeterminado.

Duas alunas, de 14 anos, denunciaram ter sido vítimas de violência sexual em ocasiões diferentes, durante o intervalo das aulas. Segundo a defesa das adolescentes, cinco estudantes estariam envolvidos nos crimes.

A identidade dos suspeitos e das vítimas não foi divulgada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, os adolescentes não frequentam a escola desde a semana passada. O caso está sob investigação da Polícia Civil e também é acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

As duas adolescentes receberam atendimento inicial de profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de um projeto vinculado à Secretaria Municipal de Educação.

A prefeitura informou ainda que as jovens e as mães deverão receber acompanhamento terapêutico em um serviço especializado no atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência. As estudantes também serão transferidas para outras escolas da rede municipal.

Como os abusos teriam acontecido

Segundo a advogada Luanny Porto, que representa as adolescentes, os episódios ocorreram dentro de uma sala de aula enquanto as vítimas estavam sozinhas durante o intervalo.

O caso mais recente teria acontecido em 3 de agosto. Conforme o relato da defesa, uma das estudantes decidiu permanecer na sala durante o intervalo para fazer um lanche quando foi surpreendida pelos suspeitos.

A advogada afirma que os adolescentes teriam apagado a luz, agredido fisicamente a vítima e cometido a violência sexual. Segundo ela, os jovens também teriam feito ameaças para impedir que a adolescente contasse o que havia acontecido.

O Conselho Tutelar foi acionado após a denúncia. Desde então, as duas estudantes deixaram de frequentar as aulas.

Segunda denúncia

Depois que o primeiro caso veio à tona, a outra adolescente também decidiu procurar ajuda e relatou ter passado por uma situação semelhante no início de julho.

De acordo com a defesa, o segundo episódio também ocorreu dentro da sala de aula e durante o intervalo. A advogada afirma que a jovem costumava permanecer no local nesse período.

"Foi o mesmo modus operandi. Essa outra jovem também costuma comer na sala por sofrer bullying. Ela, inclusive, tem histórico de automutilação, algo de que a escola tem ciência, mas não fez nada. Registramos o boletim de ocorrência e fomos ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde as duas passaram por exames sexológicos", contou a advogada.

As denúncias são investigadas pela Polícia Civil. O caso também é acompanhado pelo Conselho Tutelar da Regional 1, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, e pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do município, vinculada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

As regras para doar sangue no Brasil vão mudar a partir de 30 de setembro. Uma nova portaria do Ministério da Saúde reduz o tempo que algumas pessoas precisam esperar para fazer a doação, incluindo quem fez tatuagem, colocou piercing ou passou por derteminados procedimentos médicos.

A Portaria GM/MS nº 11.685/2026 atualiza normas que estavam em vigor desde 2017. O objetivo é adequar os critérios de seleção dos doadores às evidências atuaias, mantendo a segurança de quem doa e de quem recebe o sangue.

A mudança foi publicada em julho, mas ainda não está valendo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que os hemocentros têm até 30 de setembro para adaptar os procedimentos às novas regras.


Veja o que muda na doação de sangue


A portaria também estabelece uma regra para quem compartilha canetas ou outros dispositivos usados para aplicar medicamentos injetáveis, incluindo remédios agonistas de GLP-1: será necessário aguardar quatro meses para doar.

Por que existe um período de espera?

Os prazos existem para diminuir o risco de que uma infecção ainda não identificada em exames seja transmitida pelo sangue. Por isso, antes de cada doação, o candidato passa por uma entrevista de triagem na qual são avaliados procedimentos recentes, doenças, medicamentos e outras situações que possam interferir na segurança da doação.

A Anvisa publicou uma nota técnica para orientar hemocentros e vigilâncias sanitárias durante a adaptação às novas regras. Até 29 de setembro, portanto, continuam valendo os critérios atuais.

Uma variante genética extremamente rara pode ajudar algumas pessoas a acumular menos gordura e manter um metabolismo mais saudável. Um estudo com mais de 1 milhão de participantes identificou alterações no gene FNIP1 associadas a menos gordura corporal e no fígado, melhor distribuição da gordura e níveis mais baixos de açúcar no sangue.

A pesquisa, publicada em 5 de agosto na revista Nature, analisou o exoma — parte do DNA que contém as instruções para produzir proteínas — de 1.032.116 pessoas das Américas, Europa e Ásia. Os cientistas buscavam alterações genéticas relacionadas à forma como o organismo armazena e utiliza energia.

A análise encontrou 59 genes relacionados a um marcador do metabolismo baseado na proporção entre triglicerídeos e HDL, conhecido como “colesterol bom”. Entre eles, o FNIP1 chamou a atenção pelos benefícios associados à perda de função do gene.

O que muda nos portadores

As alterações no FNIP1 são ultrarraras. Segundo o estudo, elas apareceram com frequência alélica de cerca de 0,01%. Na comparação com pessoas sem as variantes, os portadores apresentaram um conjunto de características metabólicas mais favoráveis. O estudo encontrou associação com:

Entre as doenças analisadas estavam doença arterial coronarianaa diabetes tipo 2, doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) e cirrose.

O resultado não significa que os portadores estejam protegidos contra essas doenças. A pesquisa encontrou uma associação genética com menor risco, e outros fatores, como alimentação, atividade física e condições de saúde, que continuam influenciando o metabolismo.

Por que o gene pode ter esse efeito?

O FNIP1 participa do controle do gasto de energia e do funcionamento das mitocôndrias, estruturas das células responsáveis por grande parte da produção de energia. Os resultados indicam que reduzir a atividade da via ligada ao gene pode fazer o organismo aumentar a quebra de gordura.

Para testar a hipótese, os pesquisadores diminuíram a atividade do FNIP1 em células humanas do fígado cultivadas em laboratório. A intervenção aumentou processos relacionados à quebra de lipídios.

Experimentos em camundongos reforçaram o mecanismo. A redução da atividade do FNIP1 e de genes da mesma via no fígado protegeu os animais contra ganho de peso, diminuiu a gordura hepática e melhorou a sensibilidade à insulina quando eles receberam uma dieta rica em gordura.

Variante pode inspirar novos medicamentos

A descoberta abre caminho para estudar o FNIP1 como possível alvo de tratamentos contra doenças metabólicas. A ideia seria desenvolver medicamentos capazes de reproduzir parte do efeito observado naturalmente nos portadores das variantes.

Ainda não há tratamento aprovado com tal finalidade. Além disso, os cientistas alertam que a perda completa da função do FNIP1 pode provocar problemas de saúde, incluindo alterações no sistema imunológico.

Por isso, uma eventual terapia precisaria reduzir a atividade da via de maneira controlada, possivelmente concentrada no fígado. Os resultados ainda precisam avançar para estudos que comprovem segurança e eficácia em humanos.

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (12), no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes bancários e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo causou um prejuízo de R$ 200 mil a uma servidora pública de Alagoas.

As prisões ocorreram durante a Operação Falsa Gerente, realizada pelas Polícias Civis de Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Os suspeitos utilizavam falsas identidades de funcionários de instituições financeiras para convencer as vítimas a permitir o acesso aos dispositivos eletrônicos.

No Espírito Santo, dois homens foram presos. Um deles, Roberto Vasconcelos da Cunha, de 50 anos, foi localizado em um hospital de Itaoca, em Itapemirim, onde trabalhava. Ele é funcionário da Prefeitura de Itapemirim e foi autuado por furto qualificado. Em nota, a prefeitura informou que não tinha conhecimento da prisão e que não havia sido comunicada oficialmente sobre o caso.

O outro preso foi identificado como Michael Enderson de Freitas, de 42 anos. Ele foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes. Um cartão bancário e um celular foram apreendidos. O homem também foi autuado por tráfico de drogas e posse de arma.

Servidora de Alagoas perdeu R$ 200 mil

De acordo com a investigação, a vítima recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como gerente bancária. Ela informou que havia uma suposta movimentação suspeita na conta da servidora.

Na sequência, outra integrante do grupo teria entrado em contato, dizendo trabalhar no setor de Tecnologia da Informação do banco. Com o argumento de que seria necessário solucionar o problema, os criminosos conseguiram acesso remoto ao celular ou computador da vítima.

A partir desse acesso, R$ 200 mil foram transferidos para uma empresa utilizada pelo grupo.

Empresa movimentou mais de R$ 5 milhões

A análise financeira realizada durante a investigação identificou que uma empresa ligada ao grupo movimentou mais de R$ 5 milhões.

De acordo com a polícia, a empresa teria sido utilizada para receber dinheiro obtido por meio de golpes aplicados em diferentes estados e para ocultar a origem dos valores.

Os investigadores também identificaram três pessoas que disponibilizavam suas contas bancárias para receber e movimentar o dinheiro das fraudes. Esses integrantes são chamados de "conteiros".

A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 5 milhões relacionados às atividades investigadas.

Os quatro presos poderão responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante a investigação.

Belo Horizonte – Um homem de 27 anos morreu carbonizado e o irmão dele, de 31 anos, ficou ferido em um incêndio na manhã desta quarta-feira (12/8), por volta das 7h10. O caso ocorreu em um apartamento na Rua BB, 65, no Conjunto Água Branca, em Contagem, Região Metropolitana de BH.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), ao chegar ao local a equipe encontrou o homem de 31 anos ferido, fora do apartamento, com cerca de 40% do corpo queimado, com queimaduras de segundo grau. Após os primeiros atendimentos, a vítima foi encaminhada para o hospital pela Unidade de Suporte Avançado do Samu.

O outro homem de 27 anos foi encontrado dentro do apartamento e já estava em óbito, com o corpo carbonizado.

No total, duas viaturas atenderam o chamado. As chamas foram debeladas e os militares fizeram o rescaldo no local, para evitar novos focos de incêndio.

Segundo informações do solicitante, foi possível ouvir o barulho de uma explosão e um cheiro muito forte de gás de cozinha antes do apartamento pegar fogo.

A Defesa Civil e a perícia da Polícia Civil foram acionadas para o local da ocorrência, para iniciarem os procedimentos investigativos sobre o que ocasionou o incêndio.

Um homem de 53 anos ligou para o 911 (serviço de emergência dos EUA) para confessar que matou a tiros os quatro filhos pequenos e a esposa, nessa terça-feira (11/8), em Winfield, no estado do Kansas. Após encerrar a ligação, o suspeito teria apontado a arma para si mesmo e se matado.

Segundo o Departamento de Investigação do Kansas, Ronald Williams acionou o 911 na manhã dessa terça. Após a ligação, que encerrou às 8h50, a corporação enviou os policiais à residência, situada na região central de Winfield.

Ao chegarem no local, os oficiais ouviram um tiro e se posicionaram para fazer um cerco policial, que durou até 10h57, quando invadiram a casa e encontraram seis pessoas com ferimentos por tiros.

O Serviço Médico de Emergência foi acionado e constatou que Ronald Williams, sua esposa e os quatro filhos morreram no local

“O homem afirmou [ao 911] que havia matado toda a sua família e que estava se preparando para se matar”, afirmou o chefe de polícia de Winfield, Robbie DeLong, durante coletiva de imprensa sobre o caso.

Os mortos foram identificados como: Kelly L. George, 44 anos (esposa); Carol A. Williams, 9 (filha); Ronald H. Williams Jr., 7 (filho); Sarah K. Williams, 5 (filha); e Kelly M. Magee-Williams, 3 (filha).

Investigação continua

A polícia acionou a perícia para realizar a vistoria na residência da família. A hipótese do Departamento de Investigação do Kansas é que o homem matou toda a família antes de fazer o chamado.

“Acredita-se que Williams matou os cinco membros da família antes de fazer o chamado e morreu devido a um ferimento por tiros pouco depois da chegada da polícia”, informou.

A corporação ressaltou que a investigação está em andamento e nenhuma outra informação sobre o caso será divulgada no momento.

Indígenas da comunidade Wassu Cocal interditaram, na manhã desta quarta-feira (12), um trecho da BR-101, em Joaquim Gomes, Zona da Mata alagoana. A manifestação faz parte de uma mobilização nacional dos povos indígenas contra o marco temporal e em defesa da demarcação de terras.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia está interditada e, até o momento, não há previsão para a liberação do trecho. A situação provoca impactos no tráfego da região, uma das principais ligações rodoviárias de Alagoas.

Mais cedo, indígenas também bloquearam um trecho da BR-423, na região do povoado Maria Bode, em Água Branca, no Alto Sertão de Alagoas.

Participam da mobilização povos como Katokinn, Karuazu e Jiripankó, de Pariconha; Koiupanká, de Inhapi; Kalankó, de Água Branca; e Kraunã, de Olho d’Água do Casado. Em Joaquim Gomes, a mobilização ocorre na comunidade Wassu Cocal em parceria com os povos Xukuru-Kariri de Palmeira dos índios.

Além da defesa da demarcação dos territórios, os indígenas reivindicam mudanças na forma como o processo relacionado ao marco temporal vem sendo conduzido. As lideranças defendem que as discussões sejam realizadas de forma presencial, e não virtual, como vêm ocorrendo.

O atual julgamento e recursos sobre o marco temporal no Supremo Tribunal Federal (STF) teve início dia 7 deste mês de agosto e deve ir até o dia 18.

O marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas teriam direito à demarcação apenas das terras que ocupavam ou que estavam em disputa judicial na data de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal.

 

 

Levantamento divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (12/8) aponta que vegetação nativa caiu de 79% para 65% do território brasileiro em 41 anos.

Os dados mostram que, apesar da redução do desmatamento registrada nos anos mais recentes, as mudanças acumuladas desde 1985 alteraram uma parcela expressiva do território.

Neste mesmo período, a área destinada à agropecuária aumentou de 18% para 32% do território nacional.


Dados do desmatamento


Uso da terra

Cerca de um terço do Brasil teve ao menos uma mudança de cobertura ou de uso da terra ao longo dos 41 anos analisados.

Na comparação direta entre 1985 e 2025, 241 milhões de hectares apresentam uma classificação diferente, e 56% dessa área corresponde à conversão de vegetação nativa para usos agropecuários.

As maiores perdas absolutas de vegetação nativa ocorreram na Amazônia e no Cerrado, com redução de 53,9 milhões e 51,7 milhões de hectares, respectivamente.

Proporcionalmente, porém, Cerrado e Pampa tiveram as maiores quedas dentro de seus próprios territórios, de 34% e 32%. A Mata Atlântica continua sendo o bioma com a menor proporção de vegetação nativa, com 32% em 2025.

A transformação também aparece na maior parte dos estados. Entre 1985 e 2025, 25 estados e o Distrito Federal reduziram a participação da vegetação nativa.

O Rio de Janeiro foi a única exceção apontada pelo levantamento, com aumento de 1% no período.

Rondônia teve uma das mudanças mais acentuadas: a parcela do estado coberta por vegetação nativa passou de 92% para 59%.

Agricultura

Entre os usos que ganharam espaço, a agricultura passou de 18,6 milhões para 66,5 milhões de hectares. A soja respondeu por boa parte dessa expansão: saltou de 4,5 milhões de hectares em 1985 para 44,2 milhões em 2025.

As pastagens chegaram a 165,6 milhões de hectares e ainda representam mais da metade da área agropecuária brasileira.

A nova coleção também cruza as mudanças no uso da terra com dados de chuva durante três episódios fortes de El Niño — 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024.

Na Amazônia, o último desses eventos teve o maior déficit de precipitação entre os biomas analisados: nas áreas agropecuárias, foram 178 milímetros de chuva abaixo da média climatológica entre setembro e novembro.

Cerrado e norte da Mata Atlântica também registraram agravamento da redução das chuvas entre os episódios analisados.

No Sul, o comportamento foi diferente. Os eventos de El Niño estiveram associados a excesso de chuva, principalmente no Pampa e na porção sul da Mata Atlântica.

Segundo o MapBiomas, a comparação ajuda a mostrar como regiões com diferentes tipos de cobertura e uso da terra respondem de formas distintas aos extremos de precipitação.

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