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Um homem foi encontrado morto com diversos disparos de arma de fogo na manhã desta quinta-feira (3), no Residencial Jorge Quintela II, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. A identidade da vítima ainda não foi divulgada.

A Polícia Militar foi acionada após populares relatarem disparos de arma de fogo, com uma possível vítima fatal.

Ao chegar ao local, foi constatado que a vítima, um homem de 20 anos, estava caída entre a rua e a calçada, com marcas de tiros na região do tórax, pescoço e perna esquerda. Foram encontrados cinco estojos de munição calibre 9 mm ao lado do corpo do jovem.

familiares relataram que a vítima era usuária de drogas, mas não possuía envolvimento com organizações criminosas.

A Polícia isolou a área para aguardar a chegada das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica, além das equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, que realizaram os procedimentos periciais e o recolhimento do corpo.

 

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Homens com predisposição genética à calvície podem apresentar um risco adicional de 7% de perda de cabelo quando usam medicamentos agonistas de GLP-1, como Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Zepbound, sugere um novo estudo. É o que aponta um novo estudo, liderado por pesquisadores da NYU Langone Health, nos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (3) na revista científica Journal of Investigative Dermatology.

O trabalho encontrou uma associação entre a atividade de um gene chamado GLP1R e a alopecia androgenética, a forma hereditária mais comum de queda de cabelo. Vale salientar, no entanto, que os resultados não significam que todos os homens que usam esses medicamentos enfrentarão, necessariamente, queda dos fios, nem que os remédios sejam, por si só, a causa da calvície. O estudo identificou apenas uma possível conexão biológica que ainda precisa ser investigada.

Gene pode ajudar a explicar a associação

O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose no sangue e do apetite. Os medicamentos que imitam sua ação, conhecidos como agonistas de GLP-1, são usados principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Para investigar uma possível relação com a queda de cabelo, os pesquisadores analisaram o GLP1R, gene relacionado à produção de receptores de GLP-1. A equipe comparou a atividade desse gene com características genéticas associadas à alopecia androgenética em homens. Esse tipo de calvície costuma começar na região frontal e no topo da cabeça e tem forte componente hereditário.

Os pesquisadores encontraram uma maior probabilidade de associação entre a atividade elevada do GLP1R e a presença da alopecia androgenética. Segundo eles, a sobreposição entre os dois perfis genéticos sugere que a ação do GLP-1 e a queda de cabelo podem estar biologicamente relacionadas.

“Nosso estudo fornece a primeira ligação genética entre o uso de GLP-1 e um risco aumentado de calvície de padrão masculino devido à alopecia androgenética, uma associação há muito suspeita, mas até agora não comprovada cientificamente”, afirmou Lynn Petukhova, pesquisadora sênior do estudo e professora da NYU Grossman School of Medicine, em comunicado à imprensa.

Risco não parece depender de outros fatores

Para verificar se o resultado poderia ser explicado por condições já relacionadas à perda de cabelo, os cientistas refizeram a análise levando em conta diferentes fatores. Um deles foi a hipertensão.

A pressão alta é considerada um possível fator de risco para a queda dos fios porque pode prejudicar a circulação sanguínea e, consequentemente, o funcionamento dos folículos capilares. A equipe também considerou a resistência à insulina, associada ao diabetes tipo 2, e níveis reduzidos de testosterona.

Mesmo depois desses ajustes, o aumento de risco relacionado à atividade do GLP1R permaneceu em 7%. O resultado reforçou para os autores a hipótese de que a associação não seja explicada apenas por essas condições.

Queda de cabelo já é relatada por usuários

A queda de cabelo já vinha sendo observada por usuários de medicamentos que atuam sobre o GLP-1, tanto homens quanto mulheres. Até agora, uma das principais explicações levantadas é que o problema estaria relacionado à perda rápida de peso provocada por esses medicamentos.

Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Zepbound atuam sobre mecanismos hormonais que ajudam a controlar a glicemia e a reduzir o apetite. Em algumas pessoas, a perda de peso ocorre de maneira acelerada, e esse processo pode desencadear uma queda temporária dos fios. Em muitos casos, o crescimento capilar volta a ocorrer alguns meses depois que o peso se estabiliza.

O novo estudo amplia essa discussão ao sugerir que, pelo menos em homens geneticamente predispostos, a própria ação do GLP-1 pode estar relacionada ao risco de queda de cabelo. Isso independentemente de fatores como perda de peso ou resistência à insulina.

Próximos estudos podem avaliar risco antes da prescrição

Apesar dos resultados promissores, os autores reconhecem limitações no projeto. “São necessárias mais pesquisas para compreender os mecanismos biológicos que levam o uso do GLP-1 a enfraquecer o crescimento do folículo capilar”, afirma Petukhova.

Uma das possibilidades levantadas pela equipe é avaliar, no futuro, se testes genéticos poderiam identificar homens com maior risco de queda antes do início do tratamento.

“Nossos resultados sugerem que, se experimentos futuros forem bem-sucedidos, alguns homens, e possivelmente mulheres também, poderão ser avaliados quanto ao risco de queda de cabelo antes de receberem prescrição de medicamentos GLP-1”, indica Petukhova.

A pesquisadora também considera que, caso a relação seja confirmada, tratamentos para preservar os fios poderiam eventualmente ser usados junto aos medicamentos para controle do peso ou do diabetes. Entre as possibilidades citadas por ela está o minoxidil, medicamento utilizado no tratamento de alguns tipos de queda de cabelo.

O adolescente Felipe Santos Firmino, de 14 anos, ganhou destaque nas redes sociais. Na última quinta-feira (27/8), ele precisou de atendimento hospitalar de emergência, no Distrito Federal, depois que a mandíbula "caiu" durante um bocejo.

A dor foi tão intensa que Felipe chegou a desmaiar e teve uma crise de vômito. A mandíbula só foi reposicionada no hospital por volta das 17h do mesmo dia. Após o incidente, ele permaneceu de repouso em casa até segunda-feira (31/8) e agora se recupera bem. A história foi registrada por Matteus, irmão do jovem, e compartilhada on-line.

"Ele ainda está com medo de bocejar e cair de novo, que ele lembra da dor. Ele, às vezes, só sente quando abre muito a boca, mas ele está bem agora; voltou a estudar", contou Matteus, ao G1.

Como o acidente aconteceu

Segundo o relato de Matteus, Felipe havia chegado mais cedo da escola e estava com a mãe na sala de casa. Ao deitar no sofá para bocejar, o imprevisto aconteceu.

"Quando ele foi bocejar, a boca dele simplesmente travou. Ele não conseguia falar, apenas gritar", explicou o irmão.

A família levou o adolescente ao Hospital Regional do Paranoá. Lá, ele recebeu uma pulseira de atendimento laranja, indicando urgência, e realizou exames de raio-x e tomografia. No entanto, a unidade não dispunha de um especialista bucomaxilo, profissional habilitado para tratar o problema.

Com a intensificação do quadro, Felipe foi transferido de ambulância para o Hospital de Base, na Asa Sul, que conta com os especialistas necessários. No local, a equipe médica conseguiu colocar a mandíbula no lugar e o jovem conseguiu voltar para casa para iniciar a recuperação de cinco dias.

Irritabilidade sem motivo aparente, cansaço que não passa com descanso, oscilações de humor ao longo do dia. Antes de atribuir tudo ao estresse ou à rotina agitada, vale considerar um ponto que a maioria das pessoas desconhece: a comida que está sendo colocada no prato.

O segundo cérebro que ninguém apresentou direito

O intestino tem um sistema nervoso próprio, com cerca de 500 milhões de neurônios, mais do que a medula espinhal inteira. Não à toa, a ciência passou a chamá-lo de segundo cérebro. E existe uma via de comunicação direta entre ele e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, que funciona por meio do nervo vago, de hormônios e de sinais imunológicos que viajam nos dois sentidos.

Cerca de 90% da serotonina do corpo é produzida no intestino, não no cérebro. A serotonina é o neurotransmissor mais associado ao humor, ao sono e ao bem-estar emocional. Boa parte da dopamina, ligada à motivação e ao prazer, também é produzida ou modulada por microrganismos intestinais.

Isso significa que o estado da microbiota, o conjunto de bactérias que habita o intestino, tem impacto direto sobre como o cérebro funciona e, consequentemente, sobre como a pessoa se sente.

O que uma dieta ruim faz com o humor

Uma alimentação rica em comidas ultraprocessadas, açúcar refinado e gorduras de baixa qualidade alimenta as bactérias intestinais menos favoráveis ao organismo e prejudica as que produzem substâncias benéficas. O desequilíbrio resultante na microbiota provoca inflamação crônica de baixo grau, que não dói nem aparece em exame de rotina, mas que afeta diretamente o funcionamento cerebral.

Dietas ricas em ultraprocessados estão ligadas a um aumento significativo no risco de depressão e ansiedade. Não é uma relação de causa e efeito isolada, porque a saúde mental é multifatorial e envolve genética, contexto de vida, sono e histórico emocional. Mas a alimentação é uma peça real desse quebra-cabeça, e ignorá-la é deixar uma alavanca importante sem uso.

Hambúguer, molhos e batata frita- Metrópoles
Os fast foods são ricos em gordura e, por isso, afetam o funcionamento do organismo

Os picos frequentes de açúcar no sangue provocados por refeições ricas em carboidrato refinado também têm efeito direto no humor. A subida rápida de glicose gera uma sensação momentânea de energia e bem-estar. A queda que vem logo depois provoca irritabilidade, dificuldade de concentração e aquele cansaço de início de tarde que muita gente sente, e tenta rebater com um café.

Os nutrientes que o cérebro mais precisa

O triptofano é um aminoácido essencial que o corpo usa para produzir serotonina. Ele não age sozinho, precisa de vitamina B6, magnésio e zinco para ser convertido. E está presente em ovos, banana, aveia, cacau, frango e oleaginosas como nozes e castanhas.

O ômega 3, presente em peixes como sardinha, salmão e truta, tem papel documentado na saúde cerebral e na redução de processos inflamatórios que afetam o funcionamento do sistema nervoso. Populações com baixo consumo de peixe tendem a apresentar taxas maiores de depressão, e essa associação aparece em pesquisas de diferentes países e culturas.

Imagem colorida de sardinha - Metrópoles
Sardinha é um dos peixes mais nutritivos consumidos entre as comunidades litorâneas

O magnésio, encontrado em sementes, castanhas, folhas verdes e leguminosas, está relacionado ao controle do estresse e ao relaxamento do sistema nervoso. A deficiência de magnésio, bastante comum e pouco diagnosticada, está associada a maior irritabilidade e dificuldade de lidar com situações de pressão.

O ferro e as vitaminas do complexo B completam esse conjunto: a deficiência de qualquer um deles pode se manifestar como cansaço, falta de foco e indisposição que o organismo interpreta como baixo astral, mas que tem origem nutricional concreta.

O que colocar no prato para sentir a diferença

Imagem colorida de iogurte - Metrópoles
Alimentos fermentados como o iogurte ajudam o nosso intestino a ter bactérias benéficas para a relação com o cérebro

Não existe um cardápio específico para o bom humor, mas existe uma lógica alimentar que favorece o equilíbrio emocional no longo prazo:

A alimentação não substitui tratamento psicológico ou psiquiátrico em casos de depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais.

O que a ciência mostra, com consistência, é que o prato é uma ferramenta complementar de cuidado emocional que a maioria das pessoas ainda subestima. Comer bem não garante bom humor. Mas comer mal cria condições internas que tornam o equilíbrio emocional muito mais difícil de ser conquistado, e mantido.

Uma região pouco explorada do corpo pode estar envolvida na dor crônica. Um estudo liderado por pesquisadores da Harvard Medical School indica que a medula óssea do crânio apresenta sinais de atividade imune aumentada em pessoas com dor persistente.

Os resultados foram publicados nessa terça-feira (2/9) na revista Science Translational Medicine. A análise sugere que essa resposta pode ter relação com a intensidade da dor e com sintomas como ansiedade e depressão.

O que os exames mostram

Os pesquisadores analisaram exames de imagem de 125 adultos com dor crônica, sendo 88 com dor nas costas e 37 com osteoartrite no joelho, e compararam com 22 pessoas sem dor.

Os participantes com dor apresentaram níveis mais altos de uma proteína chamada TSPO em diferentes regiões do crânio, com destaque para as áreas frontal e parietal. A proteína está associada à atividade de células do sistema imune.

Os sinais mais elevados também apareceram associados a relatos de dor mais intensa e maior interferência nas atividades do dia a dia

Ligação com o sistema imune

A medula óssea do crânio produz células de defesa. Estudos anteriores já tinham identificado pequenos canais que conectam essa região ao revestimento do cérebro, criando uma via direta de comunicação. Agora, os dados indicam que essa conexão pode participar de processos ligados à dor crônica.

“Descobertas em outras doenças sugerem que a ativação da medula óssea do crânio pode fazer parte de uma resposta compartilhada por diferentes condições”, afirmam os autores.

Para aprofundar a investigação, os pesquisadores também analisaram tecido do crânio de dois doadores. Um deles tinha histórico de dor crônica. Nesse caso, a medula apresentou mais que o dobro de células em comparação com o controle, além de maior proporção de células associadas à proteína TSPO.

Apesar do número reduzido de amostras, os achados seguem a mesma tendência observada nos exames de imagem.

O que ainda não se sabe

Os pesquisadores destacam que o estudo não permite afirmar se a atividade da medula do crânio causa a dor ou se é uma consequência dela. A hipótese é que sinais do cérebro ativem células imunes nessa região, que por sua vez podem contribuir para processos inflamatórios ligados à dor.

A equipe aponta que novas pesquisas devem investigar esse mecanismo e avaliar se a região pode se tornar alvo de futuras abordagens terapêuticas.

O presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeite as acusações de tráfico de drogas contra ele, invocando sua imunidade como chefe de Estado, após cumprir oito meses de prisão em Nova York.

Maduro argumenta que o tribunal de Nova York responsável pelo seu caso “carece de jurisdição” para julgá-lo ou a sua esposa, Cilia Flores, que também está presa nos Estados Unidos, segundo um documento apresentado por seu advogado, Alvin Hellerstein, ao tribunal de Nova York.

Maduro, de 63 anos, é acusado de quatro crimes, incluindo “narcoterrorismo”. Seu julgamento está marcado para começar em 1º de junho de 2027.

Ele foi capturado junto com Flores em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação militar americana. Desde então, sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, governa a Venezuela de forma interina, sob forte pressão de Washington.

Sentir cansaço durante o dia nem sempre está relacionado apenas à quantidade de horas de sono. A alimentação também pode influenciar a disposição, especialmente quando determinados hábitos se tornam frequentes.

Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que o hábito de pular refeições, consumir excesso de produtos ricos em açúcar ou manter uma alimentação pouco variada são alguns comportamentos que podem contribuir para oscilações de energia ao longo do dia.

“A alimentação fornece os nutrientes e a energia necessários para o funcionamento do organismo. Quando a rotina alimentar é inadequada ou pouco equilibrada, algumas pessoas podem perceber maior indisposição, dificuldade de concentração e sensação de cansaço”, afirma.

Abaixo, ela lista hábitos alimentares que podem estar relacionados à sensação de cansaço durante o dia. Confira!

1. Pular refeições com frequência

Passar muitas horas sem comer pode dificultar a manutenção de uma rotina alimentar equilibrada. Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome intensa, queda de disposição e dificuldade para manter a concentração. Além disso, chegar às refeições principais com muita fome pode favorecer escolhas alimentares menos equilibradas e o consumo exagerado de determinados alimentos.

2. Exagerar no consumo de açúcar

Alimentos e bebidas com grande quantidade de açúcares adicionados podem proporcionar energia rapidamente, mas não devem ser utilizados como principal estratégia para combater o cansaço. Quando o consumo desses produtos é frequente e substitui refeições ou alimentos mais nutritivos, a alimentação pode ficar pobre em fibras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento adequado do organismo.

3. Fazer refeições com pouca variedade

Repetir constantemente os mesmos alimentos pode reduzir a variedade de nutrientes presentes na dieta. Uma alimentação equilibrada deve incluir diferentes grupos alimentares, como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteínas.

“A variedade é importante porque cada alimento apresenta uma composição nutricional diferente. Quanto mais diversificada for a alimentação, maiores são as possibilidades de fornecer diferentes nutrientes ao organismo”, explica a especialista.

Mulher de cabelos castanhos, usando uma camiseta rosa, está sentada em uma cozinha e bebe água em um copo de vidro. Ao fundo, há armários, prateleiras e utensílios de cozinha.
A ingestão adequada de água ao longo do dia faz parte dos cuidados com a alimentação (Imagem: Lordn | Shutterstock)

4. Consumir pouca água ao longo do dia

Embora não seja propriamente um hábito alimentar, a ingestão de líquidos faz parte da rotina de cuidados com a alimentação. Beber pouca água pode contribuir para sintomas como dor de cabeça, boca seca e sensação de indisposição, especialmente em situações de maior perda de líquidos. Por isso, manter uma hidratação adequada ao longo do dia é importante para o funcionamento do organismo.

5. Apostar frequentemente em refeições muito pesadas

Refeições muito volumosas ou com grande quantidade de gordura podem provocar sensação de estufamento e desconforto após comer. Para algumas pessoas, isso pode vir acompanhado de sonolência ou redução da disposição.

A composição e o tamanho das refeições devem considerar as necessidades individuais e o momento do dia, especialmente quando a pessoa precisa trabalhar, estudar ou realizar atividades logo depois de comer.

6. Substituir refeições por produtos ultraprocessados

Trocar regularmente refeições completas por biscoitos, salgadinhos, bebidas açucaradas ou outros produtos ultraprocessados pode reduzir a variedade nutricional da alimentação. Além de geralmente apresentarem menor quantidade de fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, essas escolhas podem contribuir para uma rotina alimentar menos equilibrada quando consumidas em excesso.

Alimentação contribui para a disposição

Uma alimentação variada e nutritiva contribui para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a disposição. “Outra dica ainda é, em vez de buscar um alimento específico para combater o cansaço, observar a qualidade geral da alimentação, priorizando variedade, equilíbrio e regularidade, de acordo com as necessidades individuais”, orienta Waleska Nishida.

No entanto, a sensação de cansaço não deve ser atribuída automaticamente à alimentação. “Sono insuficiente, estresse, sedentarismo, excesso de atividades e diferentes condições de saúde também podem estar relacionados à falta de disposição. Se o cansaço é frequente, intenso ou aparece mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação adequada e uma rotina de sono satisfatória, é importante buscar avaliação profissional para investigar outras possíveis causas”, finaliza a profissional.

Uma mulher trans, de 19 anos, foi hospitalizada na noite desta última quarta-feira (2) após provocar uma grave lesão na região genital ao arrancar os próprios testículos, em Santa Rita, município da Região Metropolitana de João Pessoa (PB).

De acordo com informações divulgadas pela TV Arapuan, afiliada da Band, a jovem teria realizado o procedimento por conta própria com o objetivo de agradar o namorado, que, segundo o relato não gostava do órgão genital.Após a autoextração, a mulher teria colocado os testículos retirados dentro de um copo e levado o material até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tibiri, onde recebeu os primeiros atendimentos.

Em virtude do quadro grave ocasionado pelos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permaneceu sob cuidados médicos. O caso deve ser acompanhado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

 

Ações voltadas à reciclagem e ao fortalecimento da coleta seletiva ganharam um novo reforço em Palmeira dos Índios. Nesta quarta-feira (2), o Governo de Alagoas realizou a concessão de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), equipamentos que contribuirão para ampliar a destinação correta dos resíduos e melhorar as condições de trabalho das catadoras do município.

A agenda contou com a participação do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Igor Costa, da prefeita Tia Júlia e da secretária municipal de Recursos Hídricos, Adelaide França, além de secretarios municipaise técnicos das duas secretarias, da presidente a Associação de Catadores e Recicladores do município dona Maria de Fátima e associadas. O encontro também serviu para discutir novas melhorias para a Associação responsável pelo trabalho de reciclagem.

Durante a atividade, Adelaide França destacou que o município pretende avançar gradativamente na estrutura oferecida às trabalhadoras. Entre as medidas previstas está a construção de um muro para aumentar a segurança do espaço.
“Vamos melhorando as condições da Associação. Providenciaremos um muro para deixar o local mais seguro. O que o município pode fazer, ele faz, mas precisamos da ajuda da Secretaria de Estado para colocar a Associação para a frente e oferecer melhores condições e mais conforto para as trabalhadoras e para que homens também comecem a trabalhar aqui”, afirmou a secretária.

A prefeita Tia Júlia ressaltou a importância da parceria com o Governo de Alagoas e defendeu que a educação ambiental comece ainda na infância. “Precisamos cada vez mais conscientizar as crianças sobre a importância de reciclar o lixo para que se tornem adultos conscientes. Vamos melhorar o ambiente, limpar tudo e oferecer melhores condições de trabalho”, destacou.

Segundo a Tia Júlia, a prefeitura já disponibiliza combustível e caminhão para apoiar as atividades da Associação, mas outras conquistas ainda são necessárias.
“Nós ofertamos o combustível e o caminhão para que elas façam o trabalho com dignidade, mas é preciso que elas tenham outras conquistas. Ajudaremos no que for necessário. Contamos com a ajuda de todas as secretarias para este trabalho de conscientização e de levar o lixo para o seu devido lugar”, afirmou Tia Júlia.

O secretário Igor Costa informou que o Estado também deverá ampliar o suporte à coleta seletiva no município. De acordo com ele, uma prensa será cedida à Associação e um caminhão, que está em processo de licitação, deverá ser destinado às atividades de coleta. “Os PEVs destacam a importância das ações da coleta de lixo, mas vamos ceder a prensa e o caminhão, que já está em fase de licitação, que serão adequados para a coleta e para aumentar a renda e o número de catadores”, explicou.

Igor Costa também elogiou a atuação da prefeitura no apoio à Associação e afirmou que novas ações na área de recursos hídricos estão sendo avaliadas. “Me sinto muito feliz em estar aqui em nome do governador Paulo Dantas para ajudar nas melhorias do local. Parabenizo a prefeita pela dedicação, pois não é toda prefeitura que dá combustível e transporte às associações. Além disso, também pretendemos garantir mais estrutura hídrica para o município”, garantiu o secretário.

A entrega dos PEVs representa mais uma iniciativa para incentivar a separação e a destinação adequada dos resíduos, fortalecer a reciclagem e contribuir para a geração de renda das trabalhadoras que atuam na coleta seletiva em Palmeira dos Índios.

 

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou em depoimento ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que fica "desconfortável" em oferecer uma nova proposta de delação premiada porque tinha uma relação "cordial" com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

"Entrou o advogado novo, a gente queria construir uma nova colaboração, me sinto desconfortável de propor uma colaboração, em que a gente tem um diretor da Polícia Federal, com quem eu tinha... um diretor‐geral com quem eu tinha uma relação. Que frequentou eventos, que participou de todo esse crescimento do banco e relação de eventos de participação em que ele esteve presente em diversas outras situações que eu gostaria de narrar. Não tem a menor chance disso se viabilizar e dar certo", afirmou Vorcaro em depoimento.

"Pelo meu entendimento, não há possibilidade de eu prestar uma colaboração cujos fatos envolvam as pessoas que estão escutando a corroboração", completou o ex-banqueiro em outro trecho da oitiva.

A audiência, revelada pela colunista Bela Megale, do GLOBO, durou cerca de 1h40, ocorreu em 27 de agosto e não contou com a presença de nenhum integrante da PF. A interlocutores, Andrei Rodrigues afirmou que só esteve com Vorcaro uma vez e nega uma relação de proximidade.

No depoimento, Vorcaro alegou ter sofrido ameaças durante sua prisão porque, nos últimos dois anos, tinha uma "relação do núcleo de poder atual, incluindo a própria Polícia Federal". Indagado pelo juiz do gabinete de Mendonça que conduziu o procedimento sobre o diretor-geral da PF, Vorcaro respondeu que teve uma "relação cordial" com Andrei, que "não chegou a ser uma amizade".

"Uma relação de estar em eventos conjuntos, de estar em eventos de charuto, juiz, de ter uma tratativa cordial, amistosa, de ir com família em eventos do banco, convites para eventos de Fórmula 1, de outras coisas", sustentou.

No depoimento, o banqueiro afirmou que tem informações sobre irregularidades praticadas por pessoas que fazem parte do "atual governo". Pessoas próximas a Vorcaro têm propalado a ideia de este é o motivo pelo qual a direção da PF não demonstraria interesse em firmar o acordo, sobretudo em período eleitoral.

Investigadores da PF refutam essa tese, dizendo que ele não relatou nenhum fato novo ou indicou meios de prova que justificassem a utilidade da colaboração premiada.

Integrantes da PF ainda classificaram as declarações sobre "intimidação psicológica" como "fantasias" que fazem parte de uma estratégica dele de fechar uma delação sem a presença da corporação.

Procurada, a Polícia Federal disse que não irá se pronunciar. Procurados, os advogados Daniel Bialski e Sergio Leonardo, que representam Vorcaro, afirmaram que não vão se manifestar.

Em nota, o gabinete de Mendonça disse que o depoimento aconteceu por "requerimento expresso da defesa” de Vorcaro. Segundo o texto, os advogados dele pediram a oitiva sob o pretexto de que ele “relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”. O gabinete do ministro afirmou que não comentaria o conteúdo da audiência, que “é resguardado por sigilo legal”.

“A presença de representante do Ministério Público em audiências dessa natureza é exigência legal, e foi observada. Quanto à Polícia Federal, as normas do Conselho Nacional de Justiça consagram, como garantia de incolumidade física e psicológica do depoente, o afastamento da equipe policial responsável pela investigação nos atos em que ele é ouvido. Tratando-se de depoimento motivado por relato de graves intimidações, a não convocação de agentes policiais seguiu essa mesma diretriz de proteção, e não qualquer escolha de conveniência do gabinete”, diz a nota enviada pelo gabinete de Mendonça.

No dia seguinte ao depoimento ao gabinete de Mendonça, em 28 de agosto, Vorcaro prestou depoimento de cerca de quatro horas à PF por meio de videoconferência. Na ocasião, ele foi perguntado sobre fatos relacionados ao inquérito que investiga o suposto pagamento de propina a ex-diretores do Banco Central para evitar a liquidação do Master. Vorcaro negou que tenha pagado favores indevidos aos ex-servidores.

Em Keremeos (Canadá) o adolescente Landen Spittal, de 15 anos, foi vítima de um erro perigoso cometido pelo pai, Colin, que culminou em uma picada de cobra venenosa. Enquanto cuidavam do jardim da família na semana passada.

Colin encontrou um réptil e, acreditando tratar-se de uma simples cobra-liga — espécie inofensiva com a qual o filho costumava brincar —, decidiu pegá-lo. O que ele não notou é que, na verdade, segurava uma cascavel. A picada na mão do jovem foi instantânea e o desfecho, quase fatal.

Colin, que cresceu na Escócia e não tinha familiaridade com as espécies locais, relatou que viu a cobra se aproximando enquanto utilizava um aparador de grama, contou reportagem no jornal "The Province".

"Eu a agarrei porque estávamos brincando com cobras-liga", explicou.

O animal, que não emitiu nenhum sinal sonoro, atacou Landen assim que o rapaz se aproximou para ver o bicho.

A mãe, Andrea, que estava em casa quando o acidente aconteceu, precisou agir com rapidez ao ser informada sobre a emergência médica.

A situação escalou drasticamente a caminho do hospital. Na ambulância, a mão de Landen começou a inchar e a ficar arroxeada, enquanto o jovem apresentava formigamento na boca e dormência. Ao chegar ao centro médico de Penticton, a gravidade era evidente.

Segundo Andrea, a equipe médica estava em alerta máximo:

"Um médico estava em pânico total, pois sabia da gravidade da situação".

O jovem precisou ser internado na UTI por três dias, onde recebeu cerca de 14 ampolas de soro antiofídico.

A família, que agora compartilha a história como um alerta, admite que a falta de informação foi determinante para o acidente. Andrea, que foi criada na região onde a cascavel-do-pacífico-norte é comum, lamenta não ter discutido os perigos antes.

"Cometemos alguns erros e aprendemos muito. Não queremos que isso aconteça com mais ninguém", declarou ela.

De acordo com a Wildsafe BC, a cascavel-do-pacífico-norte é uma espécie protegida na região e nem sempre faz o característico som de chocalho antes de atacar. Embora a organização estime cerca de cinco mordidas por ano na província, a família acredita que o número real possa ser maior, dado o susto que enfrentaram.

A lição deixada por Andrea para quem encontrar esses animais é direta:

"Não peguem em nenhuma cobra, principalmente as que fazem barulho de chocalho."

O mercado de beleza movimenta bilhões prometendo retardar o tempo e “frear” o envelhecimento. Mas existe um processo que acontece silenciosamente dentro do organismo, acelerado pela alimentação do dia a dia, que nenhum creme anti-idade consegue reverter por fora se não for combatido por dentro. Esse processo se chama glicação, e ele começa sempre que o açúcar circulante no sangue encontra proteínas como o colágeno e a elastina, as estruturas responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele.

Entenda

Quando essa reação acontece, são formados compostos chamados AGEs, sigla em inglês para produtos finais de glicação avançada. O colágeno afetado pelos AGEs fica rígido, frágil e perde a capacidade de se renovar normalmente. O resultado visível são rugas, flacidez e perda de elasticidade antes do tempo.

Uma analogia ajuda a entender: é como caramelizar açúcar numa frigideira. O processo é irreversível. Quando o açúcar reage com a proteína, a estrutura original não volta. E isso acontece aos poucos, ao longo de anos de alimentação, sem dor e sem sinal imediato.

Vista lateral de jovem mulher asiática com preenchimento labial e seringa ao fundo - Metrópoles
A reação do açúcar com o colágeno endurece as proteínas da pele e causa flacidez, acelerando o processo irreversível de envelhecimento

O açúcar não é o único culpado, mas é o principal

A glicação acontece naturalmente com o envelhecimento. O que a alimentação faz é acelerar ou desacelerar esse processo. E a dieta moderna, com excesso de açúcar refinado, carboidratos processados e alimentos ultraprocessados, cria um ambiente interno altamente favorável à formação de AGEs.

Cada pico de glicose no sangue provocado por uma refeição rica em açúcar ou carboidrato refinado é uma oportunidade para mais glicação acontecer. Quanto mais frequentes esses picos, mais AGEs se acumulam nos tecidos, e mais rápido o colágeno se degrada.

O açúcar consumido não é a única fonte de AGEs. Eles também chegam prontos de fora, por meio de alimentos preparados em altas temperaturas: frituras, carnes muito grelhadas, alimentos tostados e ultraprocessados submetidos a processamento intenso de calor. Quanto mais dourado e crocante, mais AGEs o alimento tende a conter.

Rosto de mulher jovem
Dietas ricas em produtos industrializados criam uma inflamação silenciosa que afeta tanto a firmeza do rosto quanto a saúde das artérias

A inflamação crônica que envelhece por dentro

Dietas ricas em ultraprocessados, gordura trans, açúcar e pobre em fibras e antioxidantes alimentam esse estado inflamatório crônico. E a inflamação crônica está associada não só ao envelhecimento da pele, mas ao envelhecimento biológico de forma mais ampla, incluindo o declínio cognitivo, a rigidez arterial e a maior vulnerabilidade a doenças que costumam ser atribuídas simplesmente à idade. Ela simplesmente existe, em nível baixo e constante, corroendo células e tecidos ao longo do tempo.

Foto colorida de mulher segurando copo de refrigerante coca - Metrópoles
Refrigerantes, frituras e carnes processadas, como bacon e salsicha, acumulam fatores de destruição celular em uma única refeição

Os alimentos que mais aceleram esse processo

Açúcar refinado e xarope de milho de alta frutose são os maiores promotores de glicação na dieta. Refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos, bolos e sobremesas são as fontes mais óbvias, mas o açúcar escondido em ultraprocessados salgados também conta.

Gordura trans, presente em margarinas, salgadinhos, biscoitos recheados e fast food, está entre os compostos mais pró-inflamatórios disponíveis na alimentação e foi tão associada a danos celulares que muitos países já restringiram ou proibiram seu uso industrial.

Carnes processadas, como salsicha, presunto, bacon e mortadela, combinam gordura saturada, sódio elevado, conservantes e processo de cozimento em altas temperaturas, acumulando múltiplos fatores de envelhecimento em um único alimento.

Álcool em excesso gera estresse oxidativo, desidrata os tecidos e prejudica o sono, que é quando o organismo realiza boa parte dos processos de reparo celular.

Foto de alguns abacates dentro de uma tigela acima de um pano - Metrópoles
Alimentos ricos em ômega 3 e antioxidantes, como abacate, azeite e uva roxa, ajudam a blindar e frear a degeneração das células

A boa notícia é que a alimentação trabalha nos dois sentidos. Da mesma forma que certos alimentos aceleram o envelhecimento, outros o desaceleram de forma concreta.

O ômega 3, a vitamina C, os antioxidantes presentes em frutas vermelhas, uva roxa, cúrcuma, azeite extravirgem, chá verde e o abacate são alimentos altamente nutritivos e eficientes para conter o processo de degeneração das células.

fotografia colorida de mulher aplicando creme hidratanteno rosto
Nenhum suplemento ou creme caro consegue reverter os danos estéticos causados por anos de má alimentação

A equação que ninguém gosta de ouvir

Envelhecer é inevitável. Envelhecer mais rápido do que o necessário não é. E a diferença entre os dois costuma ser construída ao longo de anos de escolhas alimentares que parecem pequenas no dia a dia mas que se somam de forma silenciosa nos tecidos.

Nenhum suplemento de colágeno vai resolver o que o excesso de açúcar está desfazendo. A lógica mais eficiente é a oposta: reduzir o que provoca a degradação e aumentar o que favorece a proteção.

No Brasil, o período de maio a outubro — durante o outono e o inverno — marca a temporada de seca, que afeta principalmente as regiões Centro-Oeste e Sudeste. Nessas localidades, a população já se prepara para o impacto do clima montando uma espécie de arsenal para diminuir a sensação desconfortável que a época traz.

A médica pneumologista Gilda Elizabeth, do Hospital Brasília, explica que, na seca, a baixa umidade do ar aumenta a perda de água das vias respiratórias e da pele, favorecendo a concentração de poeira, poluentes e partículas de fumaça no ar.

“Entre os principais riscos do período estão o ressecamento e a irritação das mucosas do nariz e da garganta, que podem causar tosse, pigarro, rouquidão, sensação de garganta seca e sangramento nasal. A seca também pode agravar quadros de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), rinite e outras doenças respiratórias”, pontua.

O período pode causar ainda mal-estar, especialmente em idosos e em pessoas com doenças cardiovasculares. Os grupos mais vulneráveis são crianças pequenas, idosos, pessoas com asma, DPOC, rinite ou outras doenças respiratórias, além de pacientes com doenças cardiovasculares e pessoas que trabalham ou praticam atividades físicas ao ar livre, complementa Gilda.

A exposição à fumaça de queimadas, à poluição, à poeira e a outros materiais particulados também pode contribuir para a ocorrência de inflamação das vias aéreas e agravar os sintomas em pessoas vulneráveis.


Medidas importantes no período seco


O clínico geral Guilherme Miguel Hanna, da Clínica Vittá Goiânia, reforça que a estação faz com que as mucosas fiquem mais ressecadas, afetando principalmente o nariz, a garganta e os olhos.

“Durante esse período, sintomas como irritação, ardência, tosse, coriza e sensação de garganta seca são mais comuns. Outro problema importante é a desidratação. Com o calor associado ao tempo seco, perdemos mais líquido, principalmente pelo suor e pela respiração. Se a ingestão de água não for suficiente, podem surgir dor de cabeça, tontura, fraqueza, boca seca e, em casos mais graves, alterações da pressão e do funcionamento dos rins”, reforça Hanna.

De acordo com o clínico geral, a recomendação para o período é manter uma boa hidratação, antes mesmo de sentir sede. “É importante distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, principalmente nos períodos mais quentes. Também é importante evitar atividades físicas intensas nos horários de maior calor e, quando possível, evitar ficar exposto ao sol por períodos prolongados”, orienta.

O que pode amenizar os riscos da seca

Os especialistas destacam que, para aliviar o ressecamento dos olhos, lágrimas artificiais podem ajudar, principalmente para quem passa muito tempo em ambientes com ar-condicionado. Manter a casa limpa, evitando poeira e fumaça, também é recomendado.

“Umidificadores podem ser utilizados com cuidado, principalmente quando a umidade está muito baixa, mas é fundamental fazer a higienização adequada do aparelho para evitar a proliferação de fungos e bactérias”, diz Hanna.

O médico faz um conselho importante: evitar queimadas e fumaça de cigarro é fundamental, pois essa combinação pode aumentar a irritação das vias respiratórias.

A pneumologista complementa que lavar o nariz com soro fisiológico a 0,9% é uma das estratégias mais eficazes. “A lavagem hidrata a mucosa, fluidifica as secreções, reduz a presença de alérgenos e melhora o funcionamento do sistema natural de limpeza do nariz. Pode ser feita de duas a quatro vezes ao dia”, indica.

Para testar a eficácia de seis medicamentos indicados no tratamento de insuficiência cardíaca que estão atualmente em fase de pesquisa, cientistas desenvolveram, em placas de Petri, modelos de células do músculo cardíaco a partir de células-tronco.

O estudo conduzido pela Universidade de Saúde Fujita, no Japão, foi publicado na revista Cell Stem Cell em 6 de agosto. Acredita-se que os testes executados com tecidos cultivados em laboratório podem ser mais precisos e confiáveis.

A equipe de pesquisa induziu a formação do tecido cardíaco a partir de células-tronco pluripotentes induzidas humanas. Foram criados tecidos cardíacos 3D maduros, com base em colágeno derivado de corações suínos. Para testar os medicamentos, também foi criado um modelo de tecido cardíaco humano com insuficiência cardíaca.

Análise dos medicamentos para insuficiência cardíaca

Usando o modelo criado no laboratório, os cientistas testaram a eficácia dos medicamentos e descobriram que, entre eles, a empagliflozina, um medicamento inibidor do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2i) e antidiabético, foi o único capaz de prevenir parcialmente o desenvolvimento de insuficiência cardíaca diastólica.

Os autores do estudo acreditam que o modelo pode ser aplicado para desvendar a fisiopatologia da condição e para pesquisas sobre envelhecimento.

“Esperamos que esse estudo sirva como base de pesquisa que contribuirá para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos, a avaliação da eficácia de medicamentos e a medicina personalizada para pacientes individuais, abrindo caminho para futuras pesquisas”, conclui o professor Shugo Tohyama, em comunciado.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online, as bets.

As investigações do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) mostram que os denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza dissimularam e ocultaram ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões.

A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e centro do Rio, além dos estados do Paraná e de Goiás.

A pedido do MPRJ, a Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações. As buscas fora do Rio de Janeiro contaram com o apoio dos ministérios públicos do Paraná e de Goiás. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio.

De acordo com a denúncia, recursos provenientes da contravenção eram inseridos na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações S/A. Para viabilizar o esquema, o grupo utilizava diferentes empresas, entre elas a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas como laranjas.

O rastreamento financeiro identificou que, em 6 de maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada, um proveniente de João Eric e outro da Apoio Consultoria Financeira, de titularidade dos denunciados Ana Paula e João Victor. No mesmo dia, a Lema transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) como pagamento da outorga necessária à exploração de apostas de cota fixa.

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