Pela primeira vez no mundo uma equipe médica da Clínica Oftalmológica Universitária do Hospital Molinette, em Turim, na Itália, fez uma cirurgia de autotransplante que devolveu a visão a uma mulher de 67 anos, que não enxergava há mais de cinco anos.
Segundo o professor Michele Reibaldi, diretor da Clínica Oftalmológica de Molinette, o procedimento transplantou de um olho para outro da paciente o segmento anterior completo do olho – parte frontal do globo ocular: córnea, íris, corpo ciliar e cristalino, e a porção central da retina, mácula lútea.
Conforme nota divulgada no site oficial do hospital, a paciente havia perdido a visão total após sofrer um acidente grave de carro, o qual trouxe danos irreversíveis ao nervo óptico do olho esquerdo. Com a lesão ocular, o olho ficou incapaz de transmitir luz ao cérebro, apesar das estruturas permanecerem saudáveis. Já o olho direito da paciente, já afetado por uma degeneração macular – doença que afeta a parte central da retina, quando sofreu o trauma severo teve o comprometendo da retina e da transparência da córnea. Devido à destruição ocular que continha uma parte da célula-tronco, era impossível um transplante convencional.
“Utilizando tecido saudável, porém disfuncional, do olho esquerdo, os médicos removeram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo, composto pela córnea, esclera, conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a porção central da retina (a mácula). Essa “transferência” biológica permitiu a reconstrução de um olho funcional a partir dos dois olhos comprometidos”, diz a nota.
Após a cirurgia, a paciente está respondendo bem ao pós-operatório. Os exames clínicos confirmaram também o sucesso do procedimento. “Este procedimento representa uma nova fronteira na cirurgia oftalmológica”, afirma Reibaldi na nota. “Agora, aguardamos para ver como a retina transplantada funcionará, mas os resultados iniciais são encorajadores. Uma maratona cirúrgica extremamente complexa, com duração de quase seis horas”, acrescentou.
A partir desta terça-feira (28/7), é possível fazer chamadas de vídeo e áudio pelo WhatsApp Web, versão do aplicativo de mensagens utilizada no computador. Com a mudança, a página ganha novidades, incluindo uma nova aba direcionada para ligações.
Veja como fazer uma ligação de vídeo ou áudio pelo WhatsApp Web:
Acesse o WhatsApp Web pelo computador;
Abra uma conversa no aplicativo;
Clique em um dos ícones na parte de cima, do lado direito;
O ícone de câmera serve para chamadas de vídeo, enquanto o de celular, para ligações de áudio;
As chamadas feitas ficarão registradas na aba “Ligações”, do lado esquerdo da tela.
Segundo a plataforma, a atualização está sendo liberada aos poucos e ficará disponível para todos os usuários em breve.
As vacinas já utilizadas contra a variante Zaire do vírus ebola podem oferecer uma proteção parcial contra o vírus Bundibugyo, responsável por surtos registrados atualmente na República Democrática do Congo e em Uganda.
Um estudo publicado em 22 de julho no New England Journal of Medicinemostrou que esses imunizantes são capazes de estimular a produção de anticorpos que também reconhecem essa variante, embora ainda não haja confirmação de que isso seja suficiente para prevenir a doença.
A descoberta pode ser importante porque, até o momento, não existe uma vacina licenciada especificamente para o vírus Bundibugyo. Como o desenvolvimento de um novo imunizante leva anos, pesquisadores investigam se as vacinas já disponíveis podem ser utilizadas enquanto uma alternativa específica não chega.
Na última quarta-feira (22/7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um balanço sobre o surto de ebola declarado em maio na República Democrática do Congo. Segundo a entidade, o país já confirmou 2.473 casos da doença e 999 mortes. Em Uganda, foram registrados 20 casos e duas mortes.
Como o estudo foi feito
Para avaliar se as vacinas existentes poderiam provocar uma resposta contra o vírus Bundibugyo, os pesquisadores analisaram 179 amostras de sangue coletadas anteriormente em um grande estudo realizado na África Ocidental.
As amostras pertenciam a adultos e crianças que haviam recebido um dos dois esquemas de vacinação licenciados contra o ebola Zaire. Os cientistas avaliaram a resposta imunológica 28 dias e três meses após a aplicação das vacinas.
Em vez de vacinar novos participantes, a equipe utilizou um teste laboratorial capaz de verificar se os anticorpos produzidos após a vacinação também conseguiam reconhecer proteínas presentes na superfície do vírus Bundibugyo.
Os resultados mostraram que ambos os esquemas vacinais estimularam a produção de anticorpos capazes de reconhecer o vírus Bundibugyo. A resposta foi menor do que aquela observada contra a variante Zaire, para a qual as vacinas foram desenvolvidas, mas permaneceu detectável.
No caso da vacina rVSV, esses anticorpos foram identificados 28 dias após a vacinação e continuaram presentes três meses depois. Já na vacina Ad26.MVA, a resposta aumentou ao longo desse período.
Os pesquisadores explicam que esse fenômeno é conhecido como resposta cruzada, o que significa que anticorpos produzidos para combater uma variante do vírus também conseguem reconhecer outra variante relacionada.
Ainda não é possível saber se pode proteger contra a doença
Apesar dos resultados, os autores destacam que o estudo foi realizado apenas em laboratório. Os experimentos demonstraram que os anticorpos conseguem se ligar ao vírus Bundibugyo, mas ainda não comprovam que essa resposta seja suficiente para impedir a infecção ou evitar casos graves.
Segundo os pesquisadores, serão necessários novos estudos e ensaios clínicos para confirmar se as vacinas já armazenadas em estoques internacionais podem ser utilizadas durante surtos provocados por essa variante.
Como ocorre a transmissão
Acredita-se que o vírus ebola seja transmitido inicialmente de morcegos frugívoros para seres humanos por meio do contato com animais infectados ou com seus fluidos corporais. Depois que a infecção se instala, o vírus também pode ser transmitido entre pessoas pelo contato com sangue e outros fluidos corporais.
A doença costuma apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, dores no corpo e mal-estar. Nos casos mais graves, pode provocar hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos. Como profissionais de saúde mantêm contato direto com pacientes infectados, também fazem parte dos grupos mais expostos durante os surtos.
Imagens de câmeras instaladas na residência do casal Nayane Gaspar Araújo e Ednilson Jonas podem ajudar a polícia a esclarecer a morte da mulher de 28 anos ocorrida em União dos Palmares, na zona da mata alagoana, no fim de semana.
Ela foi encontrada sem vida na manhã de domingo (26), e as forças de segurança estiveram na casa para os primeiros levantamentos do caso. Até o momento a hipótese é de suicídio, mas a família da jovem denunciou um suposto relacionamento abusivo entre os dois.
O que dizem os parentes
A família de Nayane acusou Ednilson de ser o responsável pela morte da mulher, devido à suposta relação conturbada. O casal conviveu por 12 anos e tinha desavenças frequentes, conforme o relato dos parentes.
"O marido dela chegou às 10h na minha casa, perguntei se foi verdade. E ele disse que foi. Eu perguntei: que horas? Aí ele disse que foi de meia-noite para 1h (de domingo). Eles tiveram uns conflitos, discussões, e ele me falou que ela vinha sofrendo com depressão. Mas qual era a dele? Procurar ajuda para ela ou chegar pra gente como familiar para que a gente procurasse e tirasse ela dessa vida. Mas ele nunca falou para a gente", disse Dayane, irmã da vítima, em entrevista ao Portal BR-104.
A familiar também informou que o cunhado não procurou a família logo depois de encontrar o corpo de Nayane. Segundo ela, os parentes queriam estar na residência do casal e informar aos policiais militares sobre a briga dos dois no dia anterior.
"Ele foi dormir na casa da mãe dele e deixou minha irmã sozinha em casa. E chegou a um ponto desse. Ele encontrou ela morta às 7h da manhã e por que só às 10h veio avisar à família? Os policiais perguntaram se ela tinha família. E ele disse que tem. Disseram: então ligue. Ele não ligou. Eu queria dizer o que tinha acontecido no dia anterior. Mas aí chegou ao ponto da minha irmã tirar a vida dela tão jovem, com 28 anos. Ela não teve coragem de pedir ajuda, mas eu vou até o fim. Ele sabia que a minha irmã estava sofrendo e não veio até os familiares", disse aos prantos.
Esposo nega violência
Ednilson nega ter praticado violência contra a esposa. Segundo o advogado de defesa dele, Alexandre Lima, o casal passou o dia de sábado (25) em harmonia, porém no fim do dia voltou a ter um desentendimento, o que teria sido uma discussão verbal entre os dois.
Ainda de acordo com o advogado, Ednilson e Nayane, nesse momento, optaram pelo fim da relação e o homem deixou a casa por volta das 23h de sábado, para dormir na casa da mãe.
O advogado reforçou que as imagens captadas por câmeras na residência mostraram essa movimentação, da saída de Ednilson até o retorno dele no domingo pela manhã, período do dia em que Naiane foi encontrada morta.
O TNH1 conseguiu imagens da câmera de segurança. Veja abaixo:
"O casal conviveu por 12 anos, e teve discussão e diferenças normais, como em toda relação. Na noite anterior, eles tinham decidido pela separação e a Nayane ceifou a própria vida. No domingo de manhã ele encontrou a cena. As imagens das câmeras estavam em aplicativo no celular dela e já foram encaminhadas para análise da polícia. O que aconteciam era desavenças mútuas, entre os dois, por causa de ciúmes", disse o advogado.
Invasão de residência
Na noite dessa segunda-feira (27), Ednilson teve a casa invadida e objetos levados. O portão da casa foi depredado e tudo foi revirado enquanto o homem não estava no local. Ainda não se sabe quantas pessoas entraram no imóvel.
O TNH1 procurou o delegado Humberto Cassiano e ele confirmou que as investigações, até o momento, apontam para o suicídio da jovem. ”Até o momento não há conclusão pericial sobre existência de sinais de violência”, afirmou.
Na manhã desta terça-feira (28), o terapeuta de Nayane foi intimado para prestar depoimento à polícia. O caso segue sob investigação.
Um ambulante suspeito de cobrar R$ 8,5 mil de um turista polonês por uma caipirinha, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi preso em flagrante, nesta segunda-feira, por policiais da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat). Geovani Moisés da Silva dos Santos foi localizado na altura do Posto 3.
A vítima relatou que o autor ofereceu uma caipirinha por R$ 40. O pagamento foi feito com um cartão de crédito. Minutos depois de a transação ser feita, o estrangeiro constatou uma cobrança no valor de R$ 8,5 mi. Além disso, foram registradas outras três tentativas de transações recusadas que, somadas, ultrapassavam R$ 34 mil.
De posse das características dos envolvidos, os policiais identificaram e abordaram o autor, que foi reconhecido pela vítima. De acordo com a Polícia Civil, Geovani tem passagens criminais por porte de drogas. Ele foi levado para a sede da Deat e autuado em flagrante por estelionato.
Caso anterior
No último dia 19, a Deat já havia realizado uma prisão por um crime semelhante, também na Praia de Copacabana. Na ocasião, Wellington Tavares Gomes Cardoso foi apontado como responsável por aplicar o chamado "golpe da maquininha" contra um turista francês. Segundo a Polícia Civil, o ambulante ofereceu duas caipirinhas por R$ 80, mas afirmou que não poderia receber o pagamento em dinheiro, aceitando apenas cartão de crédito. Após a compra, a vítima constatou que havia sido cobrada em R$ 8.246,40, em vez dos R$ 80 combinados.
Em depoimento na Deat, o suspeito negou ter aplicado o golpe, segundo a delegada Patrícia Alemany, titular da especializada. Anda de acordo com a policial, ele teve a prisão em flagrante mantida e foi encaminhado à Polinter, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Marquito anunciou nesta terça-feira (28) sua candidatura a deputado estadual em São Paulo.
Marquito está internado em hospital de reabilitação. Ele sofreu um acidente em fevereiro após sofrer mal súbito enquanto pilotava sua moto na Vila Gustavo, na zona norte de São Paulo. Em abril, saiu do hospital e iniciou a reabilitação.
Ele caiu na via e foi atingido por outra motocicleta, conduzida por um enfermeiro. O profissional prestou os primeiros socorros imediatamente, realizou manobras de reanimação ainda no local e acionou o Samu. Marquito teve ferimentos no rosto, quebrou uma costela e passou por duas cirurgias na coluna.
O humorista citou o acidente em seu anúncio de candidatura. "Passei por um acidente que poderia ter encerrado minha história ali. Mas não encerrou. E hoje, quando olho pra trás, entendo que não foi coincidência. Deus tinha um propósito para mim que eu ainda não tinha enxergado por completo", diz o texto postado no Instagram.
No post, ele relembra seu mandato como vereador, entre 2012 e 2016. Marquito não divulgou o partido pelo qual vai concorrer ao cargo na Alesp. Em 2024, ele se candidatou a vereador pelo Republicanos.
Sentir algum desconforto durante a menstruação pode fazer parte da vida. O que não deveria ser considerado normal é precisar faltar ao trabalho, cancelar compromissos, deixar de estudar ou depender de analgésicos fortes todos os meses para suportar a dor.
Mesmo assim, milhões de mulheres convivem durante anos com esses sintomas antes de descobrir que têm endometriose. O diagnóstico da doença ainda demora, em média, cerca de sete anos. Nesse período, a inflamação continua evoluindo e pode afetar não apenas a qualidade de vida, mas também a fertilidade. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de controlar seus efeitos e preservar a saúde reprodutiva.
Dor intensa nunca deveria ser encarada como algo normal
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, provocando um processo inflamatório crônico.
As manifestações variam de uma mulher para outra, mas os sintomas mais frequentes incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, dor para evacuar ou urinar durante o período menstrual e dificuldade para engravidar.
O grande problema é que essas queixas ainda são frequentemente banalizadas. Muitas mulheres crescem ouvindo que “cólica faz parte da vida” ou que a dor é uma característica natural da menstruação. Essa normalização contribui diretamente para o atraso no diagnóstico.
A fertilidade pode ser preservada, mas o tempo faz diferença
Receber o diagnóstico de endometriose não significa que a mulher seja estéril. A doença é uma causa importante de infertilidade, mas isso não significa que a gravidez seja impossível.
A inflamação provocada pela endometriose pode favorecer aderências nas trompas, comprometer a função dos ovários e dificultar o encontro entre óvulo e espermatozoide. Em alguns casos, também surgem os endometriomas, cistos ovarianos que podem reduzir a reserva ovariana.
Ainda assim, muitas mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Outras podem se beneficiar do tratamento clínico, da cirurgia ou das técnicas de reprodução assistida.
O fator tempo, porém, faz diferença. Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maiores são as oportunidades de preservar a fertilidade e planejar a gestação da forma mais adequada.
Hoje o tratamento começa com uma pergunta diferente
A medicina também mudou a maneira de tratar a endometriose. Hoje, a decisão não se baseia apenas na extensão da doença, mas principalmente no projeto de vida da paciente. Ela deseja engravidar em breve? Quer aliviar principalmente a dor? Já teve filhos? Pretende engravidar no futuro? Essas respostas orientam a escolha do tratamento.
Em algumas mulheres, o controle clínico dos sintomas é suficiente. Em outras, a cirurgia pode ser a melhor estratégia. Há ainda pacientes para as quais o encaminhamento precoce para reprodução assistida representa o caminho mais indicado.
Por isso, duas mulheres com endometriose semelhante podem receber tratamentos completamente diferentes.
Nem toda cirurgia é a melhor solução
Outro conceito importante é que cirurgia e cura não são sinônimos. Embora seja uma ferramenta fundamental em muitos casos, ela precisa ser cuidadosamente indicada. Procedimentos repetidos sobre os ovários podem comprometer a reserva ovariana, enquanto cirurgias realizadas sem uma indicação bem estabelecida nem sempre aliviam os sintomas ou melhoram as chances de gravidez.
A decisão deve considerar fatores como idade, intensidade da dor, localização das lesões, reserva ovariana e desejo reprodutivo da paciente. Mais importante do que operar é indicar a cirurgia no momento certo e com objetivos bem definidos.
O maior risco é acreditar que ‘não tem jeito’
O maior desafio da endometriose continua sendo o atraso no diagnóstico. Quanto mais tempo a doença permanece sem tratamento, maiores são as chances de progressão das lesões, de impacto sobre a fertilidade e de prejuízo à qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, os avanços da medicina permitem afirmar que existem diferentes estratégias para controlar os sintomas, preservar a fertilidade e ajudar muitas mulheres a realizar o desejo de engravidar.
Vale dizer que dor intensa não deve ser encarada como parte normal da menstruação. Ouvir o próprio corpo e procurar avaliação especializada diante de sintomas persistentes pode fazer toda a diferença no futuro reprodutivo e na qualidade de vida.
O banho quente costuma ser um momento de relaxamento, especialmente nos dias frios, mas o hábito pode trazer consequências para a saúde da pele. Embora a água em alta temperatura não seja uma causa direta do envelhecimento, especialistas alertam que a exposição frequente ao calor excessivo compromete a barreira de proteção natural do organismo, favorecendo o ressecamento, a inflamação e a perda de elasticidade ao longo do tempo.
Com a barreira cutânea fragilizada, a pele perde água com mais facilidade e fica mais vulnerável à ação de agentes externos. O resultado pode ser o surgimento de linhas finas, aspecto opaco, sensibilidade e agravamento de doenças dermatológicas, tornando os sinais do envelhecimento da pele mais evidentes.
Segundo a dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, a principal consequência do banho muito quente é a remoção dos lipídios responsáveis por proteger a pele e manter sua hidratação natural.
“A água muito quente remove os lipídios que formam a barreira cutânea, aumentando a perda de água pela pele. Como consequência, surgem ressecamento, sensibilidade, descamação e maior suscetibilidade a irritações”, explica a especialista.
A médica destaca que esse efeito pode ocorrer em qualquer pessoa, mas tende a ser mais intenso quando o hábito é frequente e prolongado.
Alguns grupos sofrem mais com os efeitos
Quem já apresenta uma barreira cutânea naturalmente mais delicada precisa ter atenção redobrada. Crianças, idosos e pessoas com dermatite atópica, psoríase, rosácea ou pele sensível estão entre os grupos que mais sofrem com a água muito quente.
De acordo com a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, da Clínica InDerm, em Salvador, esses pacientes podem notar rapidamente os efeitos do calor excessivo sobre a pele.
“Os primeiros sinais costumam ser ressecamento persistente, sensação de repuxamento logo após o banho, descamação, coceira e aumento da sensibilidade. Em algumas pessoas, também podem surgir vermelhidão, pequenas fissuras, irritação e piora de doenças como dermatite e psoríase”, afirma.
Como proteger a pele durante o banho
Os cuidados para evitar o envelhecimento da pele começam pela temperatura da água. As especialistas recomendam banhos mornos, entre aproximadamente 34 °C e 37 °C, com duração de cinco a 10 minutos, podendo chegar a, no máximo, 15 minutos.
Também se deve evitar o uso excessivo de sabonetes, principalmente os mais agressivos, secar a pele sem esfregar a toalha e aplicar um hidratante logo após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida. Esses hábitos ajudam a restaurar a barreira cutânea, reduzir a perda de água e preservar a hidratação, contribuindo para manter a pele saudável e minimizar os efeitos relacionados ao envelhecimento da pele.
Segundo o zoologista Fabricio Escarlate, professor do Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub), o escorpião-amarelo é uma espécie que se adaptou bem às transformações provocadas pelo ser humano nas cidades. “Ele se beneficia das modificações que fazemos no ambiente, encontrando abrigo e alimento nas áreas urbanas”, explica.
A presença de escorpiões é perigosa, principalmente para crianças e idosos, e deve ser avaliada com cuidado. A boa notícia é que algumas medidas simples podem diminuir o risco de encontrar os animais em casa.
Limpeza reduz o alimento dos escorpiões
Embora a limpeza não elimine os escorpiões,ela dificulta a permanência deles ao reduzir a oferta de alimento. A especialista em limpeza Vanessa Moia Martins, da Ecoville, orienta manter cozinhas, despensas, lavanderias e áreas de serviço sempre higienizadas, além de armazenar alimentos em recipientes fechados e manter o lixo tampado.
“A limpeza ajuda a evitar a proliferação de insetos, principalmente baratas, que são a principal fonte de alimento dos escorpiões”, destaca.
Também é importante limpar periodicamente caixas de gordura, tubulações e ralos e, sempre que possível, instalar telas de proteção nesses locais.
Organização elimina esconderijos
Além da limpeza, a organização dos ambientes é outra aliada na prevenção aos escorpiões. Depósitos, garagens, sótãos, lavanderias e quintais com entulho, folhas secas, restos de poda, madeiras, telhas ou materiais de construção podem servir de abrigo para os animais.
Segundo Escarlate, os escorpiões procuram locais protegidos, escuros e com pouca movimentação. Buracos em tijolos, frestas e rachaduras oferecem um microambiente favorável para sua permanência.
Vede frestas e saiba como agir ao encontrar um escorpião
Outra medida importante é vedar rachaduras, corrigir frestas em paredes e pisos e instalar telas nos ralos para dificultar o acesso dos animais ao interior dos imóveis.
Também vale criar o hábito de verificar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes do uso, especialmente em regiões onde há registros frequentes de escorpiões.
Caso um animal seja encontrado, a recomendação não é tentar matá-lo. Segundo o zoologista, a atitude aumenta o risco de acidentes, já que o escorpião pode reagir em defesa.
O ideal é isolar o local, conter o animal com um balde ou recipiente, se isso puder ser feito com segurança, e acionar o Centro de Controle de Zoonoses ou o serviço responsável do município para a remoção.
Palmeira dos Índios segue como uma das cidades mais bem iluminadas de Alagoas. Hoje, 100% da zona urbana já conta com a iluminação em LED. Diante dos dados apresentados, a prefeita Tia Júlia lançou o Programa Minha Cidade Iluminada.
“80% da zona rural também já tem LED. À medida que estão sendo feitas as melhorias na zona rural, como a chegada do calçamento, a equipe de Iluminação vai colocando o LED”, explicou Otacízio Temistocles, coordenador do setor de Iluminação Pública.
Tia Júlia comemorou a Programa e falou das expectativas sobre o mesmo. “Em Agosto iremos entregar o calçamento do Canaã, em Palmeira de Fora, e é por lá que vamos iniciar o Programa Minha Cidade Iluminada. A iluminação em LED, além de moderna, deixa o local mais bonito e claro. Em breve, Palmeira estará 100% no LED. Isso é modernidade e economia para a população”, disse a prefeita.
O infarto, ou ataque cardíaco, é uma das principais emergências médicas e causas de morte no Brasil, com cerca de 300 mil a 400 mil casos registrados anualmente no país, segundo o Ministério da Saúde. Embora a dor no peito e o formigamento no braço esquerdo sejam alguns dos sintomas clássicos, o cardiologista Roberto Yano reforça que há sinais menos conhecidos que também podem indicar risco elevado de infarto, como indigestão e falta de ar.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista explica que o organismo pode reagir de diferentes formas antes de um infarto. Segundo ele, esses sintomas menos conhecidos são mais frequentes em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.
“O corpo pode emitir sinais mais sutis horas ou até alguns dias antes do infarto”, afirma Yano, ressaltando a importância de reconhecer mudanças no organismo que fogem do habitual.
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração para de repente porque uma artéria ficou entupida
Saiba quais sinais menos observados podem indicar risco de infarto
Apesar de a dor intensa no peito continuar sendo um dos sinais mais conhecidos do infarto, ela não está presente em todos os casos. A combinação de sintomas aparentemente inespecíficos pode indicar que o coração já está em sofrimento.
“O maior erro é esperar que apareça apenas a dor clássica. Sempre que houver sintomas persistentes ou associados, especialmente em pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar, o ideal é procurar atendimento imediatamente”, orienta Roberto.
Sinais atípicos de infarto, muitas vezes, são confundidos com situações do dia a dia, como estresse
Segundo o médico, muitos sinais atípicos acabam confundidos com situações do dia a dia, como estresse, problemas digestivos ou cansaço.
Roberto Yano ressalta que a falta de conhecimento sobre esses alertas iniciais costuma atrasar a procura por atendimento médico.
“O infarto nem sempre começa de forma dramática. O organismo frequentemente apresenta sinais de que o coração está sofrendo antes da obstrução completa da artéria. Quanto mais cedo a pessoa identifica esses sintomas e procura atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir danos ao músculo cardíaco”, aponta.
Cansaço sem explicação
Entre os sintomas que mais dificultam a busca por ajuda está o cansaço sem motivo aparente. Para o médico, a sensação de fadiga intensa após atividades leves ou sem explicação deve ser encarada com atenção.
“Quando o coração começa a ter dificuldade para bombear sangue de forma eficiente, o organismo precisa fazer mais esforço para realizar tarefas simples. Essa sensação incomum de fadiga não pode ser ignorada”, destaca Roberto Yano.
A sensação de fadiga intensa após tarefas simples é um dos indicativos de problemas
Indigestão ou desconforto no estômago
Diferentemente do que muitos pacientes imaginam, a dor relacionada ao infarto nem sempre se manifesta no peito. Um dos sinais atípicos destacados por Roberto Yano ocorre na região do estômago.
“Algumas pessoas relatam sensação de queimação, má digestão, pressão na região do estômago ou desconforto semelhante ao refluxo. Por isso, sintomas digestivos persistentes, principalmente quando acompanhados de outros sinais, merecem atenção”, alerta o médico.
Alguns pacientes relatam sensação de queimação e má digestão
Dor que muda de lugar
Ao perceber que a dor no peito passou a irradiar para outras regiões do corpo, Roberto Yano é enfático: é preciso procurar atendimento médico.
“Quando o desconforto começa a irradiar para ombros, costas, mandíbula, pescoço ou braços, especialmente o esquerdo, é um sinal de alerta importante. Em algumas situações, a dor alterna entre essas regiões, dificultando sua identificação como um problema cardíaco”, esclarece.
Quando a dor no peito irradia para outras regiões o ideal é buscar ajuda profissional
Ansiedade intensa
Em sua prática clínica, Roberto Yano relata que alguns pacientes descreveram um forte sentimento de inquietação, medo ou uma “sensação difícil de explicar de que algo muito ruim estava prestes a acontecer” poucos dias antes do infarto.
Embora a ansiedade possa ter diversas causas, quando surge de forma súbita e acompanhada de outros sintomas físicos, também pode estar relacionada ao sofrimento cardíaco.
“O coração e o cérebro estão intimamente conectados. Alterações cardiovasculares podem provocar respostas importantes do sistema nervoso, fazendo com que algumas pessoas experimentem uma ansiedade intensa pouco antes do infarto”, alerta.
Alterações cardiovasculares podem provocar respostas importantes do sistema nervoso
Falta de ar
Sentir dificuldade para respirar também pode ser um sinal que antecede o infarto. Segundo Roberto Yano, a falta de ar durante atividades habituais ou até mesmo em repouso merece atenção.
“Isso acontece porque o coração passa a bombear sangue com menos eficiência, comprometendo a oxigenação adequada do organismo”, conclui.
Servidores públicos do município de Murici são alvo da Operação Delivery, deflagrada nesta terça-feira (28), pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL). A investigação apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos federais envolvendo obras de construção e reforma de escolas e quadras esportivas no município. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Murici e Maceió.
Por determinação da Justiça, servidores investigados foram afastados de suas funções e, também, foi autorizado o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem por corrupção ativa. Ele foi abordado transportando R$ 270 mil em espécie, fato que deu origem às diligências que revelaram indícios de um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Investigação aponta suspeita de cobrança de propina por agentes públicos para favorecer empresas em licitações. Assessoria
As apurações indicam que servidores municipais teriam solicitado propina e recebido percentuais sobre contratos de obras públicas em troca do fornecimento de informações privilegiadas e do favorecimento de empresas em processos licitatórios e contratos administrativos.
Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu R$ 123 mil em dinheiro, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando R$ 178.048,31 em valores apreendidos.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa.
Um homem identificado como David Alves de Lima, apontado pela Polícia Militar (PM) como suspeito de envolvimento em homicídios e de integrar uma organização criminosa, foi preso no Conjunto Maceió I, no bairro Cidade Universitária, em Maceió, na madrugada desta terça-feira (28). A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe da Força Tática do 12º Batalhão recebeu uma denúncia anônima informando que o suspeito, que atuaria na Grota do Rafael, no bairro Jacintinho, estaria escondido na região do Conjunto Maceió I.
Ao chegar ao local indicado, os policiais encontraram o homem caminhando em uma via pública. Conforme o registro da ocorrência, ao perceber a presença da equipe policial, ele mudou bruscamente de direção, levantando suspeita e motivando a abordagem.
Durante a consulta aos sistemas policiais, foi constatada a existência de três mandados de prisão preventiva em aberto contra David Alves de Lima. De acordo com a PM, as ordens judiciais eram relacionadas a homicídios distintos e ao crime de organização criminosa.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
Ainda segundo a Polícia Militar, David Alves de Lima possui antecedentes por fuga de preso, cumprimento de mandado, homicídio, vias de fato, receptação e posse irregular de arma de fogo.
O americano Kai Sato, 39, foi resgatado perto do Havaí após passar mais de um mês à deriva no oceano Pacífico. As informações são do jornal britânico The Guardian e do Hawaii News Now.
Sato saiu das ilhas Catalina, na Califórnia, em um veleiro, no dia 7 de junho. O velejador tinha a esperança de completar sua primeira travessia solo do oceano Pacífico, conforme relatou ao Hawaii News Now.
Ele, no entanto, perdeu o controle da embarcação. O mastro quebrou duas semanas após o início da viagem e a bateria de seu telefone, que Sato usava para orientar a navegação, descarregou.
Sato disse que inicialmente tentou voltar para a costa a motor, mas ficou sem gasolina. "Eu era um alvo fácil, sendo levado para o sul pela correnteza e desviando-me completamente da rota", disse à TV havaiana.
O americano ficou fora das rotas marítimas e relatou dias de desespero no barco. "Chorei durante uma semana inteira, à deriva rumo ao sul, completamente miserável."
Depois de cinco dias, ele decidiu consertar a embarcação com tubos de PVC e remos de caiaque. O improviso permitiu que Sato voltasse lentamente à rota entre a Califórnia e o Havaí.
Sato se alimentou de aveia que restava no barco, além de peixes e lulas levados pelas ondas até a embarcação. Para beber, encheu baldes com água do mar e os fechou com sacos plásticos para coletar as gotículas da condensação: "Eu simplesmente lambia para sobreviver".
Um navio porta-contêineres que seguia para o Havaí encontrou o velejador na terça-feira passada, 22 de julho. Sato está na casa de um familiar e já planeja viajar de barco para as Filipinas em uma embarcação maior.
Cães e gatos podem ter um papel na circulação de uma das bactérias mais resistentes aos antibióticos já conhecidas. Um estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology em 15 de junho encontrou forte semelhança genética entre cepas da bactéria Acinetobacter baumannii isoladas de animais de estimação e de pacientes humanos, sugerindo que pode haver transmissão entre as duas espécies.
Conhecida por causar infecções graves, principalmente em hospitais, a A. baumannii é considerada um patógeno de prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à resistência a diversos antibióticos. Nos últimos anos, cientistas também passaram a investigar sua capacidade de circular entre animais e pessoas.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, do Instituto de Tecnologia de Wuhu e da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing.
O que os pesquisadores encontraram
O trabalho começou após a identificação da bactéria em embriões de galinhas e patos que morreram antes da eclosão.
Ao comparar esse material com centenas de amostras coletadas em outros animais e em humanos, os pesquisadores perceberam que as aves e os animais de produção carregavam cepas bem diferentes das encontradas em pessoas.
Já as bactérias isoladas de cães, gatos e cavalos eram praticamente idênticas às que circulavam em hospitais das mesmas regiões.
Ao todo, os cientistas analisaram 509 amostras da bactéria coletadas em 17 países, envolvendo 33 espécies animais, e compararam esses dados com milhares de amostras obtidas de pacientes.
Segundo a equipe, as cepas encontradas em animais de estimação apresentavam mais de 99% de semelhança genética com as isoladas em humanos. Em alguns casos, essa similaridade ultrapassava 99,5%.
Além disso, cães e gatos carregavam genes que tornam a bactéria resistente aos carbapenêmicos, antibióticos considerados uma das últimas opções de tratamento para infecções graves. Esses genes não foram identificados nas amostras de aves, animais silvestres ou de criação.
“Nossos resultados sugerem que a A. baumannii tem maior potencial de transmissão entre animais de companhia e humanos do que entre humanos e animais de produção, aves ou animais silvestres. Esse potencial pode estar relacionado ao contato próximo entre pets e seus tutores”, escreveram os autores.
Apesar dos resultados, o estudo não comprova que um cão ou gato tenha transmitido a bactéria diretamente para uma pessoa.
Os pesquisadores explicam que a análise encontrou apenas evidências genéticas indicando que as bactérias circulam entre humanos e animais, mas ainda não foi possível demonstrar exatamente quando, como ou em que direção essa transmissão ocorreu.
Próximos passos
Segundo os autores, serão necessárias novas pesquisas para acompanhar a circulação da bactéria em animais e pessoas e entender com que frequência essa transmissão realmente acontece.
Esse conhecimento pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para reduzir a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos, um dos principais desafios atuais da saúde pública mundial.
Médicos apresentaram os dois casos na 26ª Conferência Internacional Sobre Aids, que acontece no Rio de Janeiro. Os pacientes receberam transplante de células-tronco para tratar outras condições e já estão há pelo menos um ano sem usar medicamentos antiretrovirais para controlar o HIV.
O paciente do Kansas, como está sendo identificado um deles, é um homem de 21 anos que tinha HIV e uma forma agressiva de leucemia. Ele passou por um transplante de células-tronco de uma doadora compatível que tinha a mutação rara CCR5-delta32, que evita que o HIV entre nas células.
O jovem teve complicações, recebeu mais um transplante, e os médicos suspenderam o uso de antirretrovirais em fevereiro de 2025. Pelo menos 14 meses depois, o HIV continuou sem ser encontrado no sangue e também não foram achadas células infectadas que pudessem recomeçar a infecção.
Já o outro paciente tinha duas formas do HIV e passou por um transplante de células-tronco de um doador que também tinha a mutação CCR5-delta32. Quatro anos após a intervenção, os medicamentos antirretrovirais foram suspensos. Um ano depois, exames laboratoriais não conseguiram encontrar vírus HIV que pudesse se multiplicar.
O que é o HIV e sua diferença para a aids?
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Quando não é tratado, ele pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV.
Embora não exista a cura para a aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável.
O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.
O HIV é transmitido principalmente através de fluidos corporais específicos, durante o sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante o parto, quando não for bem assistido.
Beijos, suor, ou qualquer outra forma de contato íntimo, incluindo o sexo feito com preservativo, não transmite o HIV.
O SUS disponibiliza testes rápidos para o HIV e também o tratamento preventivo com a profilaxia pré-exposição (PrEP), com o uso de um remédio diário. Procure um serviço de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP.
Cura do HIV é complicada
Apesar de apresentar remissão por mais de um ano, médicos e pesquisadores ainda evitam falar em cura do HIV.
O vírus pode estar escondido em células de defesa que ficam adormecidas e não são atingidas pelos antirretrovirais, assim como em unidades do intestino e do sistema nervoso. Por isso, os pacientes seguem sendo acompanhados por anos.
Todos os pacientes considerados em possível remissão até hoje passaram por transplantes de células-tronco para lidar com outras condições, como leucemia, linfoma e outras doenças do sangue. Apesar de ótimos resultados, o procedimento não é considerado uma opção para curar a doença em larga escala — os riscos do transplante ainda são muito mais expressivos que os benefícios.