Marquito anunciou nesta terça-feira (28) sua candidatura a deputado estadual em São Paulo.
Marquito está internado em hospital de reabilitação. Ele sofreu um acidente em fevereiro após sofrer mal súbito enquanto pilotava sua moto na Vila Gustavo, na zona norte de São Paulo. Em abril, saiu do hospital e iniciou a reabilitação.
Ele caiu na via e foi atingido por outra motocicleta, conduzida por um enfermeiro. O profissional prestou os primeiros socorros imediatamente, realizou manobras de reanimação ainda no local e acionou o Samu. Marquito teve ferimentos no rosto, quebrou uma costela e passou por duas cirurgias na coluna.
O humorista citou o acidente em seu anúncio de candidatura. "Passei por um acidente que poderia ter encerrado minha história ali. Mas não encerrou. E hoje, quando olho pra trás, entendo que não foi coincidência. Deus tinha um propósito para mim que eu ainda não tinha enxergado por completo", diz o texto postado no Instagram.
No post, ele relembra seu mandato como vereador, entre 2012 e 2016. Marquito não divulgou o partido pelo qual vai concorrer ao cargo na Alesp. Em 2024, ele se candidatou a vereador pelo Republicanos.
Sentir algum desconforto durante a menstruação pode fazer parte da vida. O que não deveria ser considerado normal é precisar faltar ao trabalho, cancelar compromissos, deixar de estudar ou depender de analgésicos fortes todos os meses para suportar a dor.
Mesmo assim, milhões de mulheres convivem durante anos com esses sintomas antes de descobrir que têm endometriose. O diagnóstico da doença ainda demora, em média, cerca de sete anos. Nesse período, a inflamação continua evoluindo e pode afetar não apenas a qualidade de vida, mas também a fertilidade. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de controlar seus efeitos e preservar a saúde reprodutiva.
Dor intensa nunca deveria ser encarada como algo normal
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, provocando um processo inflamatório crônico.
As manifestações variam de uma mulher para outra, mas os sintomas mais frequentes incluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, dor para evacuar ou urinar durante o período menstrual e dificuldade para engravidar.
O grande problema é que essas queixas ainda são frequentemente banalizadas. Muitas mulheres crescem ouvindo que “cólica faz parte da vida” ou que a dor é uma característica natural da menstruação. Essa normalização contribui diretamente para o atraso no diagnóstico.
A fertilidade pode ser preservada, mas o tempo faz diferença
Receber o diagnóstico de endometriose não significa que a mulher seja estéril. A doença é uma causa importante de infertilidade, mas isso não significa que a gravidez seja impossível.
A inflamação provocada pela endometriose pode favorecer aderências nas trompas, comprometer a função dos ovários e dificultar o encontro entre óvulo e espermatozoide. Em alguns casos, também surgem os endometriomas, cistos ovarianos que podem reduzir a reserva ovariana.
Ainda assim, muitas mulheres conseguem engravidar espontaneamente. Outras podem se beneficiar do tratamento clínico, da cirurgia ou das técnicas de reprodução assistida.
O fator tempo, porém, faz diferença. Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maiores são as oportunidades de preservar a fertilidade e planejar a gestação da forma mais adequada.
Hoje o tratamento começa com uma pergunta diferente
A medicina também mudou a maneira de tratar a endometriose. Hoje, a decisão não se baseia apenas na extensão da doença, mas principalmente no projeto de vida da paciente. Ela deseja engravidar em breve? Quer aliviar principalmente a dor? Já teve filhos? Pretende engravidar no futuro? Essas respostas orientam a escolha do tratamento.
Em algumas mulheres, o controle clínico dos sintomas é suficiente. Em outras, a cirurgia pode ser a melhor estratégia. Há ainda pacientes para as quais o encaminhamento precoce para reprodução assistida representa o caminho mais indicado.
Por isso, duas mulheres com endometriose semelhante podem receber tratamentos completamente diferentes.
Nem toda cirurgia é a melhor solução
Outro conceito importante é que cirurgia e cura não são sinônimos. Embora seja uma ferramenta fundamental em muitos casos, ela precisa ser cuidadosamente indicada. Procedimentos repetidos sobre os ovários podem comprometer a reserva ovariana, enquanto cirurgias realizadas sem uma indicação bem estabelecida nem sempre aliviam os sintomas ou melhoram as chances de gravidez.
A decisão deve considerar fatores como idade, intensidade da dor, localização das lesões, reserva ovariana e desejo reprodutivo da paciente. Mais importante do que operar é indicar a cirurgia no momento certo e com objetivos bem definidos.
O maior risco é acreditar que ‘não tem jeito’
O maior desafio da endometriose continua sendo o atraso no diagnóstico. Quanto mais tempo a doença permanece sem tratamento, maiores são as chances de progressão das lesões, de impacto sobre a fertilidade e de prejuízo à qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, os avanços da medicina permitem afirmar que existem diferentes estratégias para controlar os sintomas, preservar a fertilidade e ajudar muitas mulheres a realizar o desejo de engravidar.
Vale dizer que dor intensa não deve ser encarada como parte normal da menstruação. Ouvir o próprio corpo e procurar avaliação especializada diante de sintomas persistentes pode fazer toda a diferença no futuro reprodutivo e na qualidade de vida.
O banho quente costuma ser um momento de relaxamento, especialmente nos dias frios, mas o hábito pode trazer consequências para a saúde da pele. Embora a água em alta temperatura não seja uma causa direta do envelhecimento, especialistas alertam que a exposição frequente ao calor excessivo compromete a barreira de proteção natural do organismo, favorecendo o ressecamento, a inflamação e a perda de elasticidade ao longo do tempo.
Com a barreira cutânea fragilizada, a pele perde água com mais facilidade e fica mais vulnerável à ação de agentes externos. O resultado pode ser o surgimento de linhas finas, aspecto opaco, sensibilidade e agravamento de doenças dermatológicas, tornando os sinais do envelhecimento da pele mais evidentes.
Segundo a dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, a principal consequência do banho muito quente é a remoção dos lipídios responsáveis por proteger a pele e manter sua hidratação natural.
“A água muito quente remove os lipídios que formam a barreira cutânea, aumentando a perda de água pela pele. Como consequência, surgem ressecamento, sensibilidade, descamação e maior suscetibilidade a irritações”, explica a especialista.
A médica destaca que esse efeito pode ocorrer em qualquer pessoa, mas tende a ser mais intenso quando o hábito é frequente e prolongado.
Alguns grupos sofrem mais com os efeitos
Quem já apresenta uma barreira cutânea naturalmente mais delicada precisa ter atenção redobrada. Crianças, idosos e pessoas com dermatite atópica, psoríase, rosácea ou pele sensível estão entre os grupos que mais sofrem com a água muito quente.
De acordo com a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, da Clínica InDerm, em Salvador, esses pacientes podem notar rapidamente os efeitos do calor excessivo sobre a pele.
“Os primeiros sinais costumam ser ressecamento persistente, sensação de repuxamento logo após o banho, descamação, coceira e aumento da sensibilidade. Em algumas pessoas, também podem surgir vermelhidão, pequenas fissuras, irritação e piora de doenças como dermatite e psoríase”, afirma.
Como proteger a pele durante o banho
Os cuidados para evitar o envelhecimento da pele começam pela temperatura da água. As especialistas recomendam banhos mornos, entre aproximadamente 34 °C e 37 °C, com duração de cinco a 10 minutos, podendo chegar a, no máximo, 15 minutos.
Também se deve evitar o uso excessivo de sabonetes, principalmente os mais agressivos, secar a pele sem esfregar a toalha e aplicar um hidratante logo após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida. Esses hábitos ajudam a restaurar a barreira cutânea, reduzir a perda de água e preservar a hidratação, contribuindo para manter a pele saudável e minimizar os efeitos relacionados ao envelhecimento da pele.
Segundo o zoologista Fabricio Escarlate, professor do Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub), o escorpião-amarelo é uma espécie que se adaptou bem às transformações provocadas pelo ser humano nas cidades. “Ele se beneficia das modificações que fazemos no ambiente, encontrando abrigo e alimento nas áreas urbanas”, explica.
A presença de escorpiões é perigosa, principalmente para crianças e idosos, e deve ser avaliada com cuidado. A boa notícia é que algumas medidas simples podem diminuir o risco de encontrar os animais em casa.
Limpeza reduz o alimento dos escorpiões
Embora a limpeza não elimine os escorpiões,ela dificulta a permanência deles ao reduzir a oferta de alimento. A especialista em limpeza Vanessa Moia Martins, da Ecoville, orienta manter cozinhas, despensas, lavanderias e áreas de serviço sempre higienizadas, além de armazenar alimentos em recipientes fechados e manter o lixo tampado.
“A limpeza ajuda a evitar a proliferação de insetos, principalmente baratas, que são a principal fonte de alimento dos escorpiões”, destaca.
Também é importante limpar periodicamente caixas de gordura, tubulações e ralos e, sempre que possível, instalar telas de proteção nesses locais.
Organização elimina esconderijos
Além da limpeza, a organização dos ambientes é outra aliada na prevenção aos escorpiões. Depósitos, garagens, sótãos, lavanderias e quintais com entulho, folhas secas, restos de poda, madeiras, telhas ou materiais de construção podem servir de abrigo para os animais.
Segundo Escarlate, os escorpiões procuram locais protegidos, escuros e com pouca movimentação. Buracos em tijolos, frestas e rachaduras oferecem um microambiente favorável para sua permanência.
Vede frestas e saiba como agir ao encontrar um escorpião
Outra medida importante é vedar rachaduras, corrigir frestas em paredes e pisos e instalar telas nos ralos para dificultar o acesso dos animais ao interior dos imóveis.
Também vale criar o hábito de verificar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes do uso, especialmente em regiões onde há registros frequentes de escorpiões.
Caso um animal seja encontrado, a recomendação não é tentar matá-lo. Segundo o zoologista, a atitude aumenta o risco de acidentes, já que o escorpião pode reagir em defesa.
O ideal é isolar o local, conter o animal com um balde ou recipiente, se isso puder ser feito com segurança, e acionar o Centro de Controle de Zoonoses ou o serviço responsável do município para a remoção.
Palmeira dos Índios segue como uma das cidades mais bem iluminadas de Alagoas. Hoje, 100% da zona urbana já conta com a iluminação em LED. Diante dos dados apresentados, a prefeita Tia Júlia lançou o Programa Minha Cidade Iluminada.
“80% da zona rural também já tem LED. À medida que estão sendo feitas as melhorias na zona rural, como a chegada do calçamento, a equipe de Iluminação vai colocando o LED”, explicou Otacízio Temistocles, coordenador do setor de Iluminação Pública.
Tia Júlia comemorou a Programa e falou das expectativas sobre o mesmo. “Em Agosto iremos entregar o calçamento do Canaã, em Palmeira de Fora, e é por lá que vamos iniciar o Programa Minha Cidade Iluminada. A iluminação em LED, além de moderna, deixa o local mais bonito e claro. Em breve, Palmeira estará 100% no LED. Isso é modernidade e economia para a população”, disse a prefeita.
O infarto, ou ataque cardíaco, é uma das principais emergências médicas e causas de morte no Brasil, com cerca de 300 mil a 400 mil casos registrados anualmente no país, segundo o Ministério da Saúde. Embora a dor no peito e o formigamento no braço esquerdo sejam alguns dos sintomas clássicos, o cardiologista Roberto Yano reforça que há sinais menos conhecidos que também podem indicar risco elevado de infarto, como indigestão e falta de ar.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista explica que o organismo pode reagir de diferentes formas antes de um infarto. Segundo ele, esses sintomas menos conhecidos são mais frequentes em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.
“O corpo pode emitir sinais mais sutis horas ou até alguns dias antes do infarto”, afirma Yano, ressaltando a importância de reconhecer mudanças no organismo que fogem do habitual.
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração para de repente porque uma artéria ficou entupida
Saiba quais sinais menos observados podem indicar risco de infarto
Apesar de a dor intensa no peito continuar sendo um dos sinais mais conhecidos do infarto, ela não está presente em todos os casos. A combinação de sintomas aparentemente inespecíficos pode indicar que o coração já está em sofrimento.
“O maior erro é esperar que apareça apenas a dor clássica. Sempre que houver sintomas persistentes ou associados, especialmente em pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar, o ideal é procurar atendimento imediatamente”, orienta Roberto.
Sinais atípicos de infarto, muitas vezes, são confundidos com situações do dia a dia, como estresse
Segundo o médico, muitos sinais atípicos acabam confundidos com situações do dia a dia, como estresse, problemas digestivos ou cansaço.
Roberto Yano ressalta que a falta de conhecimento sobre esses alertas iniciais costuma atrasar a procura por atendimento médico.
“O infarto nem sempre começa de forma dramática. O organismo frequentemente apresenta sinais de que o coração está sofrendo antes da obstrução completa da artéria. Quanto mais cedo a pessoa identifica esses sintomas e procura atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir danos ao músculo cardíaco”, aponta.
Cansaço sem explicação
Entre os sintomas que mais dificultam a busca por ajuda está o cansaço sem motivo aparente. Para o médico, a sensação de fadiga intensa após atividades leves ou sem explicação deve ser encarada com atenção.
“Quando o coração começa a ter dificuldade para bombear sangue de forma eficiente, o organismo precisa fazer mais esforço para realizar tarefas simples. Essa sensação incomum de fadiga não pode ser ignorada”, destaca Roberto Yano.
A sensação de fadiga intensa após tarefas simples é um dos indicativos de problemas
Indigestão ou desconforto no estômago
Diferentemente do que muitos pacientes imaginam, a dor relacionada ao infarto nem sempre se manifesta no peito. Um dos sinais atípicos destacados por Roberto Yano ocorre na região do estômago.
“Algumas pessoas relatam sensação de queimação, má digestão, pressão na região do estômago ou desconforto semelhante ao refluxo. Por isso, sintomas digestivos persistentes, principalmente quando acompanhados de outros sinais, merecem atenção”, alerta o médico.
Alguns pacientes relatam sensação de queimação e má digestão
Dor que muda de lugar
Ao perceber que a dor no peito passou a irradiar para outras regiões do corpo, Roberto Yano é enfático: é preciso procurar atendimento médico.
“Quando o desconforto começa a irradiar para ombros, costas, mandíbula, pescoço ou braços, especialmente o esquerdo, é um sinal de alerta importante. Em algumas situações, a dor alterna entre essas regiões, dificultando sua identificação como um problema cardíaco”, esclarece.
Quando a dor no peito irradia para outras regiões o ideal é buscar ajuda profissional
Ansiedade intensa
Em sua prática clínica, Roberto Yano relata que alguns pacientes descreveram um forte sentimento de inquietação, medo ou uma “sensação difícil de explicar de que algo muito ruim estava prestes a acontecer” poucos dias antes do infarto.
Embora a ansiedade possa ter diversas causas, quando surge de forma súbita e acompanhada de outros sintomas físicos, também pode estar relacionada ao sofrimento cardíaco.
“O coração e o cérebro estão intimamente conectados. Alterações cardiovasculares podem provocar respostas importantes do sistema nervoso, fazendo com que algumas pessoas experimentem uma ansiedade intensa pouco antes do infarto”, alerta.
Alterações cardiovasculares podem provocar respostas importantes do sistema nervoso
Falta de ar
Sentir dificuldade para respirar também pode ser um sinal que antecede o infarto. Segundo Roberto Yano, a falta de ar durante atividades habituais ou até mesmo em repouso merece atenção.
“Isso acontece porque o coração passa a bombear sangue com menos eficiência, comprometendo a oxigenação adequada do organismo”, conclui.
Servidores públicos do município de Murici são alvo da Operação Delivery, deflagrada nesta terça-feira (28), pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL). A investigação apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos federais envolvendo obras de construção e reforma de escolas e quadras esportivas no município. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Murici e Maceió.
Por determinação da Justiça, servidores investigados foram afastados de suas funções e, também, foi autorizado o sequestro de bens e valores que somam R$ 1.301.762,59.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem por corrupção ativa. Ele foi abordado transportando R$ 270 mil em espécie, fato que deu origem às diligências que revelaram indícios de um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Investigação aponta suspeita de cobrança de propina por agentes públicos para favorecer empresas em licitações. Assessoria
As apurações indicam que servidores municipais teriam solicitado propina e recebido percentuais sobre contratos de obras públicas em troca do fornecimento de informações privilegiadas e do favorecimento de empresas em processos licitatórios e contratos administrativos.
Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu R$ 123 mil em dinheiro, além de US$ 1.697, 7.345 euros e 550 libras esterlinas, totalizando R$ 178.048,31 em valores apreendidos.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e associação criminosa.
Um homem identificado como David Alves de Lima, apontado pela Polícia Militar (PM) como suspeito de envolvimento em homicídios e de integrar uma organização criminosa, foi preso no Conjunto Maceió I, no bairro Cidade Universitária, em Maceió, na madrugada desta terça-feira (28). A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe da Força Tática do 12º Batalhão recebeu uma denúncia anônima informando que o suspeito, que atuaria na Grota do Rafael, no bairro Jacintinho, estaria escondido na região do Conjunto Maceió I.
Ao chegar ao local indicado, os policiais encontraram o homem caminhando em uma via pública. Conforme o registro da ocorrência, ao perceber a presença da equipe policial, ele mudou bruscamente de direção, levantando suspeita e motivando a abordagem.
Durante a consulta aos sistemas policiais, foi constatada a existência de três mandados de prisão preventiva em aberto contra David Alves de Lima. De acordo com a PM, as ordens judiciais eram relacionadas a homicídios distintos e ao crime de organização criminosa.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
Ainda segundo a Polícia Militar, David Alves de Lima possui antecedentes por fuga de preso, cumprimento de mandado, homicídio, vias de fato, receptação e posse irregular de arma de fogo.
O americano Kai Sato, 39, foi resgatado perto do Havaí após passar mais de um mês à deriva no oceano Pacífico. As informações são do jornal britânico The Guardian e do Hawaii News Now.
Sato saiu das ilhas Catalina, na Califórnia, em um veleiro, no dia 7 de junho. O velejador tinha a esperança de completar sua primeira travessia solo do oceano Pacífico, conforme relatou ao Hawaii News Now.
Ele, no entanto, perdeu o controle da embarcação. O mastro quebrou duas semanas após o início da viagem e a bateria de seu telefone, que Sato usava para orientar a navegação, descarregou.
Sato disse que inicialmente tentou voltar para a costa a motor, mas ficou sem gasolina. "Eu era um alvo fácil, sendo levado para o sul pela correnteza e desviando-me completamente da rota", disse à TV havaiana.
O americano ficou fora das rotas marítimas e relatou dias de desespero no barco. "Chorei durante uma semana inteira, à deriva rumo ao sul, completamente miserável."
Depois de cinco dias, ele decidiu consertar a embarcação com tubos de PVC e remos de caiaque. O improviso permitiu que Sato voltasse lentamente à rota entre a Califórnia e o Havaí.
Sato se alimentou de aveia que restava no barco, além de peixes e lulas levados pelas ondas até a embarcação. Para beber, encheu baldes com água do mar e os fechou com sacos plásticos para coletar as gotículas da condensação: "Eu simplesmente lambia para sobreviver".
Um navio porta-contêineres que seguia para o Havaí encontrou o velejador na terça-feira passada, 22 de julho. Sato está na casa de um familiar e já planeja viajar de barco para as Filipinas em uma embarcação maior.
Cães e gatos podem ter um papel na circulação de uma das bactérias mais resistentes aos antibióticos já conhecidas. Um estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology em 15 de junho encontrou forte semelhança genética entre cepas da bactéria Acinetobacter baumannii isoladas de animais de estimação e de pacientes humanos, sugerindo que pode haver transmissão entre as duas espécies.
Conhecida por causar infecções graves, principalmente em hospitais, a A. baumannii é considerada um patógeno de prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à resistência a diversos antibióticos. Nos últimos anos, cientistas também passaram a investigar sua capacidade de circular entre animais e pessoas.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, do Instituto de Tecnologia de Wuhu e da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing.
O que os pesquisadores encontraram
O trabalho começou após a identificação da bactéria em embriões de galinhas e patos que morreram antes da eclosão.
Ao comparar esse material com centenas de amostras coletadas em outros animais e em humanos, os pesquisadores perceberam que as aves e os animais de produção carregavam cepas bem diferentes das encontradas em pessoas.
Já as bactérias isoladas de cães, gatos e cavalos eram praticamente idênticas às que circulavam em hospitais das mesmas regiões.
Ao todo, os cientistas analisaram 509 amostras da bactéria coletadas em 17 países, envolvendo 33 espécies animais, e compararam esses dados com milhares de amostras obtidas de pacientes.
Segundo a equipe, as cepas encontradas em animais de estimação apresentavam mais de 99% de semelhança genética com as isoladas em humanos. Em alguns casos, essa similaridade ultrapassava 99,5%.
Além disso, cães e gatos carregavam genes que tornam a bactéria resistente aos carbapenêmicos, antibióticos considerados uma das últimas opções de tratamento para infecções graves. Esses genes não foram identificados nas amostras de aves, animais silvestres ou de criação.
“Nossos resultados sugerem que a A. baumannii tem maior potencial de transmissão entre animais de companhia e humanos do que entre humanos e animais de produção, aves ou animais silvestres. Esse potencial pode estar relacionado ao contato próximo entre pets e seus tutores”, escreveram os autores.
Apesar dos resultados, o estudo não comprova que um cão ou gato tenha transmitido a bactéria diretamente para uma pessoa.
Os pesquisadores explicam que a análise encontrou apenas evidências genéticas indicando que as bactérias circulam entre humanos e animais, mas ainda não foi possível demonstrar exatamente quando, como ou em que direção essa transmissão ocorreu.
Próximos passos
Segundo os autores, serão necessárias novas pesquisas para acompanhar a circulação da bactéria em animais e pessoas e entender com que frequência essa transmissão realmente acontece.
Esse conhecimento pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para reduzir a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos, um dos principais desafios atuais da saúde pública mundial.
Médicos apresentaram os dois casos na 26ª Conferência Internacional Sobre Aids, que acontece no Rio de Janeiro. Os pacientes receberam transplante de células-tronco para tratar outras condições e já estão há pelo menos um ano sem usar medicamentos antiretrovirais para controlar o HIV.
O paciente do Kansas, como está sendo identificado um deles, é um homem de 21 anos que tinha HIV e uma forma agressiva de leucemia. Ele passou por um transplante de células-tronco de uma doadora compatível que tinha a mutação rara CCR5-delta32, que evita que o HIV entre nas células.
O jovem teve complicações, recebeu mais um transplante, e os médicos suspenderam o uso de antirretrovirais em fevereiro de 2025. Pelo menos 14 meses depois, o HIV continuou sem ser encontrado no sangue e também não foram achadas células infectadas que pudessem recomeçar a infecção.
Já o outro paciente tinha duas formas do HIV e passou por um transplante de células-tronco de um doador que também tinha a mutação CCR5-delta32. Quatro anos após a intervenção, os medicamentos antirretrovirais foram suspensos. Um ano depois, exames laboratoriais não conseguiram encontrar vírus HIV que pudesse se multiplicar.
O que é o HIV e sua diferença para a aids?
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Quando não é tratado, ele pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV.
Embora não exista a cura para a aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável.
O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.
O HIV é transmitido principalmente através de fluidos corporais específicos, durante o sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante o parto, quando não for bem assistido.
Beijos, suor, ou qualquer outra forma de contato íntimo, incluindo o sexo feito com preservativo, não transmite o HIV.
O SUS disponibiliza testes rápidos para o HIV e também o tratamento preventivo com a profilaxia pré-exposição (PrEP), com o uso de um remédio diário. Procure um serviço de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP.
Cura do HIV é complicada
Apesar de apresentar remissão por mais de um ano, médicos e pesquisadores ainda evitam falar em cura do HIV.
O vírus pode estar escondido em células de defesa que ficam adormecidas e não são atingidas pelos antirretrovirais, assim como em unidades do intestino e do sistema nervoso. Por isso, os pacientes seguem sendo acompanhados por anos.
Todos os pacientes considerados em possível remissão até hoje passaram por transplantes de células-tronco para lidar com outras condições, como leucemia, linfoma e outras doenças do sangue. Apesar de ótimos resultados, o procedimento não é considerado uma opção para curar a doença em larga escala — os riscos do transplante ainda são muito mais expressivos que os benefícios.
Deputado afirma que o programa já demonstrou sua eficiência e defende a ampliação para todos os municípios alagoanos
Foi implantado nesta sexta-feira (3) o programa Ronda no Bairro no município de Arapiraca. A iniciativa de segurança preventiva conta com a atuação do deputado federal Rafael Brito, que defende a expansão da ação como uma das principais políticas públicas de prevenção da violência em Alagoas. Para o parlamentar, investir em segurança de proximidade é fortalecer o diálogo com as comunidades, antecipar conflitos e garantir mais proteção para a população.
Para Rafael Brito, a expansão do programa representa o fortalecimento de um modelo que já vem apresentando resultados positivos em diferentes regiões do estado, atuando de forma complementar ao trabalho ostensivo das forças policiais.
"Esse é um programa que já demonstrou resultados em Alagoas porque aposta na prevenção. O agente de proximidade conhece o território, conversa com a comunidade e ajuda a resolver situações antes que elas se transformem em casos de violência. É esse modelo que precisa continuar crescendo", afirmou o deputado.
A operação em Arapiraca contará com quatro viaturas, nove motocicletas e uma van operacional, além da atuação diária de 66 agentes de proximidade distribuídos em três turnos. O investimento destinado à implantação é de R$ 313.681,26, voltado para recursos humanos, locação de veículos e aquisição de combustíveis.
Rafael Brito destacou que o Ronda no Bairro é uma política pública que vai além do policiamento ostensivo, ao promover a prevenção de conflitos, o acolhimento da população e a construção de uma relação de confiança entre os agentes e as comunidades.
"A ampliação do Ronda no Bairro fortalece uma política pública que já demonstrou sua eficiência em Alagoas. Quanto mais municípios forem contemplados, maior será a capacidade do Estado de atuar de forma preventiva e integrada com a população", ressaltou.
Com a chegada a Arapiraca, o Ronda no Bairro amplia sua atuação em Alagoas e reforça um modelo de segurança pública baseado na proximidade com a população, no diálogo com as comunidades e na prevenção da violência, consolidando uma iniciativa que vem sendo expandida em diferentes regiões do estado.
Vem Que Dá Tempo é semifinalista do Prêmio Excelência em Competitividade 2026, entre mais de 404 iniciativas inscritas por governos estaduais de todo o país
O programa Vem Que Dá Tempo, criado durante a gestão do deputado federal Rafael Brito à frente da Educação de Alagoas, conquistou mais um importante reconhecimento nacional. A iniciativa está entre as 15 políticas públicas semifinalistas do Prêmio Excelência em Competitividade 2026, promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), reforçando o impacto da estratégia desenvolvida para ampliar o acesso à educação e reduzir as desigualdades no estado.
Entre mais de 404 iniciativas inscritas por governos estaduais de todo o país, apenas 15 avançaram para a fase semifinal após avaliação técnica de especialistas. O resultado coloca Alagoas em evidência nacional e confirma a relevância de um programa que nasceu com o objetivo de oferecer uma nova oportunidade para jovens e adultos que interromperam os estudos.
Criado na gestão de Rafael Brito como secretário de Estado da Educação, o Vem Que Dá Tempo foi pensado para enfrentar um dos maiores desafios da educação alagoana: garantir que milhares de pessoas que estavam fora da escola pudessem retomar os estudos, concluir a educação básica e construir novas perspectivas de vida.
"Quando criamos o Vem Que Dá Tempo, nosso objetivo era devolver oportunidades a quem precisou interromper os estudos por causa das dificuldades da vida. Esse reconhecimento é, acima de tudo, a prova de que investir em educação e dar uma segunda chance às pessoas transforma vidas. Alagoas mostrou que é possível fazer uma política pública que acolhe, inclui e gera resultados.", afirmou o deputado.
O reconhecimento do CLP reforça a importância de políticas públicas que unem inclusão, oportunidade e transformação social. Desde sua implantação, o programa tem contribuído para reduzir o número de alagoanos sem escolarização adequada, promovendo cidadania e ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho.
Para Rafael Brito, ver o programa entre as melhores iniciativas do Brasil demonstra que investir em educação é o caminho para transformar realidades.
"É motivo de muito orgulho ver um programa que nasceu em Alagoas ganhar reconhecimento nacional. O Vem Que Dá Tempo foi criado para devolver esperança a quem precisou interromper os estudos e mostrar que nunca é tarde para recomeçar. Esse resultado comprova que, quando há planejamento e compromisso com as pessoas, a educação produz resultados concretos", concluiu.
Agora, o programa aguarda o anúncio das seis iniciativas finalistas do prêmio. Os vencedores serão conhecidos em agosto, durante o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, consolidando mais uma oportunidade para que Alagoas seja reconhecida nacionalmente por uma política pública que mudou a vida de milhares de estudantes.
Nos últimos anos, o uso de Tadalafila — um medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil — vem crescendo de forma preocupante entre jovens que não têm problemas reais de ereção.
Mas será que isso realmente melhora a performance sexual ou pode trazer riscos desnecessários à saúde?
Vamos analisar de forma direta e baseada em evidências.
Por que jovens sem problemas de ereção estão tomando Tadalafila?
Pressão por alta performance sexual — medo de não corresponder às expectativas do(a) parceiro(a).
Insegurança em relações casuais — principalmente em encontros com pouca intimidade e maior ansiedade.
Influência das redes sociais e amigos — o famoso “efeito moda”, onde a informação (ou desinformação) se espalha rapidamente.
O que é a Tadalafila e como ela realmente funciona?
A Tadalafila pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), medicamentos que aumentam o fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção apenas quando há estímulo sexual.
Não é um “estimulante sexual” ou afrodisíaco.
É um vasodilatador que atua na fisiologia da ereção, ajudando pacientes com dificuldade real para obtê-la ou mantê-la.
Riscos do uso desnecessário de Tadalafila
Priapismo — ereção prolongada e potencialmente perigosa que pode causar lesões permanentes.
Dependência psicológica — medo de falhar sem o medicamento, mesmo sem problemas orgânicos.
Perda de autoconfiança sexual — condicionamento psicológico que impede relações naturais.
Efeitos colaterais reais — dor de cabeça, congestão nasal, tontura, dor muscular e alterações visuais.
Quando a Tadalafila é realmente indicada?
A prescrição deve ser feita por um urologista, após diagnóstico de:
Disfunção erétil orgânica (causas vasculares, neurológicas ou hormonais).
Disfunção erétil psicogênica resistente a outras abordagens.
Casos específicos de hiperplasia prostática benigna (HPB), quando há indicação médica.
História real de consultório
Um paciente de 24 anos, saudável, começou a usar Tadalafila por insegurança desde a primeira relação sexual aos 18 anos de idade. Desde então vem tomando o medicamento em todas as relações, sem nunca ter tentado uma relação sexual sem o medicamento. Veio me procurar porque gostaria de saber como poderia fazer para conseguir ter relações sem precisar da ajuda da tadalafila.
Com acompanhamento médico e psicológico, conseguimos reverter o quadro e ele recuperou a confiança, abandonando totalmente o uso do medicamento.
Esse é apenas um exemplo de como o uso indevido pode criar um problema que antes não existia.
Conclusão: solução ou risco?
Para jovens saudáveis, os riscos superam os benefícios. O uso sem indicação médica não só pode trazer efeitos colaterais, como também prejudicar a saúde sexual a longo prazo.
Se você tem dúvidas sobre ereção ou desempenho, procure avaliação profissional antes de recorrer a qualquer medicamento.
A gordura corporal costuma ser vista apenas como um fator de risco para a saúde. No entanto, pesquisadores descobriram que perder determinados tipos de gordura também pode trazer consequências importantes para o organismo. Um estudo mostrou que a perda de tecido adiposo saudável compromete o funcionamento das células de gordura e pode favorecer o desenvolvimento de diabetes e outras doenças metabólicas.
A pesquisa, publicada no periódico The Journal of Clinical Investigation em novembro de 2025, investigou uma condição rara chamada lipodistrofia parcial familiar tipo 2 (FPLD2), em que a gordura desaparece de algumas regiões do corpo de forma anormal. Apesar de parecer um efeito benéfico à primeira vista, essa perda compromete funções importantes do tecido adiposo e altera o funcionamento do metabolismo.
Segundo os pesquisadores, o tecido adiposo não serve apenas para armazenar energia. Ele também produz hormônios e ajuda a controlar processos relacionados ao metabolismo e aos níveis de açúcar no sangue.
Por que a perda de gordura pode causar diabetes
Para entender o que acontece nesses pacientes, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram amostras de tecido adiposo de pessoas com a doença e desenvolveram um modelo em camundongos com a mesma alteração genética encontrada na síndrome.
A equipe identificou mudanças que impediam as células de gordura de armazenar e processar lipídios corretamente. Além disso, essas células passaram a apresentar um estado inflamatório e tiveram prejuízo no funcionamento das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia.
Segundo os pesquisadores, a combinação desses fatores faz com que o tecido adiposo perca sua capacidade de funcionar normalmente e, com o tempo, desapareça.
Saiba sinais que podem indicar que você tem diabetes
Sensação de cansaço e irritabilidade.
Visão turva
Sede excessiva.
Fome frequente.
Boca seca.
Doença periodontal.
Feridas que demoram para cicatrizar.
Formigamento nos pés e mãos.
Perda de peso.
Coceira ao redor do pênis ou vagina, ou episódios recorrentes de candidíase.
Vontade excessiva de urinar.
Coceira na pele.
Manchas escuras na pele.
Infecções frequentes.
A importância da gordura saudável
Quando o organismo perde tecido adiposo saudável, também perde parte da capacidade de armazenar gordura da forma correta e de produzir hormônios importantes para o metabolismo. Como consequência, aumenta o risco de problemas como diabetes e esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado.
“Isso realmente reforça a importância das gorduras saudáveis para manter o metabolismo intacto e funcional. As pessoas pensam na diabetes tipo 2 como uma doença das células beta, mas, na verdade, ela também envolve as células de gordura”, afirma a endocrinologista Elif Oral, uma das autoras do estudo, em comunicado.
As células beta são responsáveis pela produção de insulina no pâncreas. De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que as células de gordura também desempenham um papel importante no controle da glicose e no equilíbrio do metabolismo.
Próximos passos
Os autores acreditam que as descobertas podem ajudar no desenvolvimento de estratégias para proteger o tecido adiposo antes que ele seja perdido, reduzindo os danos metabólicos associados à doença.
Embora a pesquisa tenha sido feita em uma síndrome rara, ela também amplia a compreensão sobre a importância do tecido adiposo para o funcionamento do organismo e para o desenvolvimento da diabetes. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que ainda serão necessários novos estudos para confirmar esses resultados e avaliar se esse conhecimento poderá ser aplicado no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças metabólicas.
Nem toda afta preocupa. Nem toda rouquidão é motivo de alarme. Uma dor de garganta, muitas vezes, desaparece com o tratamento adequado. O problema é quando esses sintomas deixam de ser passageiros e passam a fazer parte da rotina. É justamente essa mudança de comportamento do organismo que pode indicar um câncer de cabeça e pescoço, doença que ainda chega tardiamente ao consultório por ser confundida com alterações consideradas banais.
A cirurgiã de cabeça e pescoço da Santa Casa de Maceió, Tamires Fraga, explica que a persistência é um dos principais critérios para acender o sinal de alerta. “Se uma afta não cicatriza em até 15 dias, se a rouquidão dura mais de três semanas ou se a dor de garganta persiste mesmo após o tratamento adequado, é importante procurar avaliação médica”, afirma.
Na prática, o corpo costuma dar outros avisos que também acabam sendo negligenciados. Feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade ou dor para engolir, um caroço no pescoço, sangramentos na boca, dor de ouvido sem causa aparente e obstrução nasal em apenas um lado são sintomas que merecem investigação quando permanecem por duas ou três semanas. “Principalmente quando não existe uma explicação clara para eles”, acrescenta a especialista.
Durante muito tempo, o câncer de cabeça e pescoço esteve associado quase exclusivamente a homens fumantes, consumidores frequentes de álcool e em idade mais avançada. Esse cenário, porém, já não representa todos os pacientes que chegam aos serviços especializados.
O aumento dos tumores relacionados ao HPV tem mudado esse perfil. “Hoje vemos um crescimento dos casos em pacientes mais jovens, que muitas vezes nunca fumaram. Isso mostra que não podemos mais tratar essa doença como exclusiva de fumantes ou idosos”, destaca Tamires Fraga.
O papilomavírus humano, conhecido pela sigla HPV, é transmitido principalmente por contato sexual e está relacionado aos cânceres de orofaringe, região que inclui estruturas como as amígdalas e a base da língua. Embora a maior parte das pessoas elimine o vírus naturalmente, em alguns casos a infecção permanece silenciosa durante anos e pode favorecer o surgimento do tumor. Daí a importância da vacinação, do sexo seguro e da atenção aos sinais que o organismo apresenta.
A médica ressalta que descobrir a doença precocemente muda completamente o percurso do tratamento. Além de elevar as chances de cura, o diagnóstico nas fases iniciais permite preservar funções que fazem parte da vida cotidiana, como falar, mastigar, engolir e respirar.
“Quanto menor o tumor no momento do diagnóstico, maior a possibilidade de tratamentos que preservem os órgãos e suas funções. Nos casos mais avançados, muitas vezes são necessárias cirurgias maiores ou tratamentos mais intensos, que podem trazer impactos importantes na fala, na deglutição e até na respiração”, explica.
Por isso, ela reforça que prevenção não se resume a evitar o câncer, mas também a reduzir as consequências que a doença pode provocar. Não fumar, moderar o consumo de bebidas alcoólicas, manter a vacinação contra o HPV em dia, usar protetor solar nas áreas expostas e observar alterações persistentes na boca, garganta e pescoço são medidas capazes de reduzir o risco e favorecer um diagnóstico mais cedo.
O conselho da especialista é simples e, ao mesmo tempo, decisivo. “Conheça o seu corpo e não ignore sintomas persistentes. Muitas vezes não será nada grave. Mas, quando é uma doença mais séria, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença.”
SANTA CASA 175 ANOS – Em setembro, a Santa Casa de Maceió celebra 175 anos de fundação. Reconhecida como um dos maiores complexos hospitalares de Alagoas, a instituição foi recertificada em 2026, com o selo internacional Qmentum Diamante, reconhecimento que atesta a excelência em qualidade assistencial e segurança do paciente.
O complexo reúne unidades como a Santa Casa Farol, a Santa Casa Nossa Senhora da Guia e a Santa Casa Cancer Center, referência no diagnóstico e tratamento oncológico no estado, além de oferecer ambulatórios, pronto atendimento 24 horas, centro de diagnósticos, unidades de terapia intensiva, e cirurgias de alta complexidade.