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Quase metade dos estudantes brasileiros de 15 anos usa chatbots de inteligência artificial — como o ChatGPT ou Gemini — ao menos uma vez por semana para estudar. É o que revela o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado nesta terça-feira (8/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o levantamento, 48% dos estudantes utilizam ferramentas de IA pelo menos uma vez na semana. A média da OCDE é de 46%. A utilização de chatbots em pesquisas preliminares para aprender sobre um novo tema também são mais frequentes no Brasil, com 40% dos estudantes usando, do que na média da OCDE, de 31%.

Ainda segundo o levantamento:

O Pisa – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, é um estudo comparativo internacional realizado pela OCDE a cada três anos, que apura dados sobre estudantes de 15 anos. Nesta edição o levantamento inclui dados de 91 países e economias – ouvindo mais de 760 mil alunos no total. No Brasil, concluíram a avaliação 30.140 estudantes, de idades entre 15 anos e três meses e 16 anos e dois meses, em 1.053 escolas.

Pesquisadores encontraram, nas páginas de alguns dos documentos mais antigos da Europa, DNA do vírus da varíola ovina, condição letal para ovelhas. A condição é altamente contagiosa, matando especialmente animais jovens até hoje. Os resultados foram publicados na revista Science Advances em 2 de setembro.

O registro mostra que o DNA pode estar preservado em pergaminhos, o que abre portas para análise de outros documentos antigos. Os cientistas esperam encontrar, em outras páginas feitas de pele animal, informações sobre patógenos que causaram grandes surtos no passado.

Por meio da análise, os pesquisadores da University College Dublin, na Irlanda, conseguiram reconstruir mais de 3,5 mil anos da história do vírus da varíola ovina. O patógeno foi encontrado inclusive nas páginas do Evangelho de York, que tem mais de mil anos – o achado mostra que é possível preservar e recolher informações sobre a saúde do animal no momento em que ele morreu, mesmo que há séculos atrás.

“Descobertas tão fascinantes e surpreendentes só são possíveis quando pesquisadores de diversas áreas se unem para compartilhar conhecimentos e dados — uma atitude de generosidade e confiança essencial para a ciência colaborativa”, explica Kevin G. Daly, um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

Análise também incluiu vírus em outros materiais

Os pesquisadores também analisaram dentes de ovelhas da Idade do Bronze, alguns com mais de 3,7 mil anos de idade, mostrando que a varíola já estava presente nos rebanhos da época.

A análise aponta que o vírus da varíola ovina se diferenciou da varíola caprina e a doença da pele modular entre 11,5 mil e 3,7 mil anos atrás. Os dados coincidem com o surgimento da domesticação de animais.

“Pessoas em todo o mundo ainda lutam contra esse patógeno; atualmente, há um surto de varíola ovina na Grécia, causando grandes prejuízos. Genomas antigos podem nos ajudar a entender como evoluíram os patógenos que nos afetam hoje. Descobrimos que, ao contrário do vírus da varíola humana, o genoma do vírus da varíola ovina manteve-se muito estável ao longo dos últimos milênios”, conta o pesquisador Louis L’Hôte.

Os cientistas acreditam que as informações poderão ajudar a combater o vírus da varíola ovina no futuro.

Na manhã desta quinta-feira (03), a prefeitura de Palmeira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e em parceria com a APAE, realizou a entrega de 19 cadeiras de rodas, sendo 16 motorizadas. A solenidade de entrega contou com a presença da prefeita Tia Júlia, da secretária municipal de Saúde Zoé Duarte, da adjunta Ivone Basílio, da diretora do Credefipi Lourdinha Melo, entre outros membros da autoridade municipal.

De acordo com Lourdinha, as entregas desta quinta-feira foram realizadas a pacientes do Credefipi e também de outros municípios. “É importante ressaltar que todas as pessoas que necessitarem de cadeiras de rodas podem e devem procurar o Credefipi com documentações, como RG, CPF, Comprovante de Residência e encaminhamento médico”, declarou.

Para o senhor Antônio Luiz, de 73 anos, ter recebido uma cadeira motorizada foi a realização de um sonho. “Com esta cadeira, eu terei mais autonomia para realizar as minhas tarefas diárias sem precisar de alguém o tempo todo”, esclareceu.

Para a prefeita Tia Júlia, a entrega das cadeiras simboliza o compromisso da Administração Pública com o bem-estar da população. “É um grande prazer poder compartilhar este momento com a população, que necessita tanto deste suporte”, disse a gestora municipal.

Um homem de 44 anos foi assassinado a tiros dentro de casa no centro de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, na noite dessa quinta-feira (03). A vítima foi identificada como Ivan Lucas da Silva Júnior, conhecido como “Júnior do Buggy”.
Conforme o relato da esposa à polícia, ela estava deitada na cama com o marido quando um homem magro, vestido de preto e encapuzado invadiu o imóvel. O criminoso teria ordenado que a mulher cobrisse o rosto e, em seguida, efetuado vários disparos contra Ivan.
Após o ataque, o suspeito fugiu do local. A vítima morreu antes da chegada do socorro.
Policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar foram acionados e encontraram o homem já sem vida. No imóvel, foram encontradas cápsulas de munição calibre 9 mm.
Equipes realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi localizado. Após a perícia, o corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió.
A motivação do homicídio ainda é desconhecida. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Informações que possam ajudar na identificação do autor podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido.

 

Um bebê recém-nascido, ainda com cordão umbilical e coberto em placenta, foi resgatado após ser abandonado em lata de lixo em banheiro no Aeroporto Internacional de Penang, em Bayan Lepas (Malásia), em 31 de agosto.

O bebê foi abandonado logo após o nascimento. Em vídeo feito por agente de segurança do terminal se ouve o bebê chorando alto enquanto é retirado da lixeira e é levado até uma pia próxima. O vídeo viralizou nas redes sociais da Malásia.

Segundo o "Sun", um funcionário da limpeza encontrou a criança após ouvir choros vindos de dentro da lixeira. A criança foi levada ao hospital para receber cuidados, mas não há informações sobre o seu estado de saúde.

Uma mulher malaia de 23 anos e um homem de Mianmar de 22 anos foram detidos como parte da investigação sobre o incidente.

O chefe de polícia do distrito de Southwest, Anuwal Ab Wahab, afirmou que os agentes identificaram a mulher após analisarem as imagens das câmeras de segurança. Ela foi presa no Kompleks Bukit Jambul, um shopping center próximo ao aeroporto. Investigações posteriores levaram a polícia ao cidadão de Mianmar, que trabalha como segurança, mas não possuía documentos de viagem válidos.

Os dois seriam os pais do bebê abandonado.

O aborto na Malásia só é legal se representar risco de vida para a mãe.

Um composto presente em cogumelos alucinógenos pode ajudar a evitar um dos efeitos mais comuns da quimioterapia. Em testes com animais, a psilocibina impediu o desenvolvimento de neuropatia, condição que causa dor, formigamento e perda de sensibilidade em mãos e pés.

O estudo, publicado nessa quinta-feira (3/9) na revista Science, analisou o efeito da substância antes da quimioterapia. A neuropatia associada ao tratamento oncológico pode atingir até 60% dos pacientes, especialmente em terapias com drogas à base de platina.

Como a neuropatia se desenvolve

A neuropatia surge quando a quimioterapia danifica neurônios sensoriais responsáveis por captar estímulos na pele. Dentro dessas células, estruturas que produzem energia precisam percorrer longas distâncias até as extremidades dos nervos. Alguns quimioterápicos interrompem esse transporte. Com menos energia disponível, as terminações nervosas se degradam, o que reduz a sensibilidade e pode gerar dor persistente.

No experimento, ratos receberam duas doses de psilocibina antes de cada ciclo de quimioterapia. Nos animais que não receberam o composto, houve perda de sensibilidade e alterações nas fibras nervosas. Já nos tratados previamente, a estrutura dos nervos e a resposta ao toque foram preservadas. A equipe também observou que a substância não interferiu na ação da quimioterapia contra os tumores.

O que acontece nas células

Os pesquisadores identificaram que a psilocibina atua em receptores presentes nas fibras nervosas. A ativação desencadeia reações que mantêm o transporte de energia dentro dos neurônios. “Estamos demonstrando uma eficácia significativa não no tratamento, mas na prevenção da dor”, afirmou o oncologista Moran Amit, coautor do estudo, à Nature.

Em testes, os cientistas também usaram uma substância chamada tabernanthalog, que age nos mesmos receptores, mas não provoca efeitos alucinógenos. O composto também evitou danos nos nervos, com resultados semelhantes aos da psilocibina.

Indícios também em tecido humano

Para verificar se o efeito também aparece fora dos animais, os cientistas analisaram amostras de tecido nervoso humano. A quimioterapia reduziu o movimento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia dentro das células. Quando esse tecido foi exposto à psilocibina, esse movimento foi preservado.

Os autores planejam iniciar um estudo clínico para avaliar segurança e eficácia em pacientes com câncer. A proposta é testar o uso do composto antes da quimioterapia. Se os resultados se confirmarem, a estratégia pode ajudar a reduzir a neuropatia, um efeito colateral que limita o tratamento e afeta a qualidade de vida após a remissão.

Geralmente, após o relógio marcar 12h, a maioria dos brasileiros almoça arroz, feijão, salada e uma proteína, como carne bovina, frango, peixe ou ovo. Depois da refeição, alguns optam por saborear um doce de sobremesa, enquanto outros preferem comer uma fruta por ser mais saudável.

De acordo com a nutricionista Caroline Campos, as frutas, em geral, fazem bem para o organismo e ajudam a manter uma dieta equilibrada. À coluna, a especialista explica que kiwi, mamão, abacaxi e maçã são “ótimas opções para serem consumidas após uma refeição, como o almoço.”

A expert em nutrição infantil destaca que essas quatros frutas englobam propriedades que auxiliam na digestão e podem contribuir para o aproveitamento de nutrientes da refeição. Segundo Caroline, o abacaxi contém bromelina, enzima conhecida por favorecer especialmente a digestão de proteínas.

O consumo do mamão após a refeição é indicado devido a presença da papaína, considerada uma enzima proteolítica, conforme esclarece a nutricionista: “Essa substância tem a capacidade de quebrar a proteína para um polipeptídeo, seguindo para peptídeos menores e, por fim, torna-se um aminoácido.”

 

Mamão papaya - Metrópoles
O consumo do mamão após a refeição é indicado devido a presença da papaína

Esse processo decorrente da ingestão do mamão beneficia a microbiota intestinal. Já o kiwi dispõe de actinidina, composto com potencial de contribuir com a digestão de proteínas.

“A actinidina passou a ser estudada especialmente em relação à digestão de alimentos, como carnes e laticínios”, reforça.

A especialista enfatiza que a maçã apresenta teor de polifenóis e uma quantidade significativa de antioxidantes. “Vale ressaltar que principalmente na casca da fruta, encontra-se um grande volume de fibras, nutrientes que ajudam a absorção de carboidratos”, conclui Caroline.

Foto colorida de kiwis fatiados - Metrópoles

Uma mulher foi presa em flagrante suspeita de causar uma confusão em uma pizzaria localizada no bairro Primavera, em Arapiraca, na noite dessa quinta-feira (03).
De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava no interior do estabelecimento quando teria quebrado objetos e ameaçado clientes e funcionários, portando uma navalha.
Durante a abordagem, segundo os policiais, a mulher se recusou a obedecer às ordens para colocar as mãos sobre a cabeça e dificultou a realização da busca pessoal. Ainda conforme o relato, ela teria ofendido uma policial militar durante o procedimento, chamando a agente de “fuleira” e “fraca”, além de afirmar que ser levada para a delegacia “não daria em nada”.
A mulher também teria ameaçado os policiais, dizendo que iria “atrás dos policiais” e que iria “matar a família da praça”. Aos militares, ela disse ainda ter feito uso de drogas e ingerido bebida alcoólica antes da ocorrência.
Diante da resistência e das ameaças, os policiais utilizaram técnicas de contenção e imobilização e colocaram a mulher sob algemas. Durante o deslocamento na viatura, ela informou que estaria grávida.
Por causa da informação, a mulher foi encaminhada à UPA Noel Macedo, onde recebeu atendimento médico. Após ser liberada, foi conduzida à Central de Polícia Civil, junto com as demais partes envolvidas.
Na delegacia, foram registrados um boletim de ocorrência, um auto de prisão em flagrante e um auto de exibição e apreensão. A mulher foi autuada pelos crimes de resistência, desobediência e desacato.

A dor é um mecanismo natural de proteção. Ao pisarmos em um objeto pontiagudo, terminações nervosas detectam a agressão e transmitem essa informação ao sistema nervoso, que desencadeia uma resposta de defesa e nos faz retirar o pé. Existe uma ameaça, o organismo a reconhece e reage.

Na dor crônica, porém, esse sistema pode ficar desregulado. Em algumas pessoas, mesmo depois de a lesão inicial ter melhorado ou sido tratada, as vias responsáveis por transmitir e processar a dor podem permanecer excessivamente sensibilizadas ou podem ter sido lesionadas. É como um alarme de incêndio que continua disparando mesmo quando o fogo já foi controlado.

Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes continuam sofrendo, apesar de medicamentos, fisioterapia, infiltrações ou cirurgias. Nesses casos, tratar apenas o local da dor pode não ser suficiente. É preciso compreender também como o sistema nervoso transmite e processa essa informação.

Neuromodulação: interferência sem destruição

Diferentemente de procedimentos que interrompem ou lesionam vias nervosas, como algumas rizotomias e neurólises químicas, a neuromodulação procura modificar seu funcionamento sem destruí-las. Pequenos impulsos elétricos interferem de forma controlada nos circuitos relacionados à dor. Em vez de “cortar o fio”, busca-se mudar a maneira como essa informação circula pelo sistema nervoso.

Uma das técnicas mais utilizadas é a estimulação da medula espinhal. Por meio de finos eletrodos posicionados próximos à medula, impulsos elétricos modulam a transmissão dos sinais dolorosos. É uma espécie de “marca-passo para a dor”, programado de acordo com o tipo de dor e a resposta de cada paciente.

Há também formas mais direcionadas, como a estimulação do gânglio da raiz dorsal (DRG). Essa estrutura abriga os corpos celulares dos neurônios sensitivos e participa do processamento das informações antes de sua entrada na medula. Em situações selecionadas, permite concentrar a terapia em territórios pequenos, como em algumas dores neuropáticas do pé ou do tornozelo.

Dispositivos cada vez mais inteligentes

Os sistemas mais antigos utilizavam predominantemente a estimulação tônica, geralmente acompanhada de formigamento. Hoje, existem diferentes padrões de estimulação, muitos imperceptíveis para o paciente, e dispositivos capazes de adaptar a terapia com maior precisão.

Um exemplo é o padrão Burst, que utiliza sequências específicas de impulsos elétricos. Além de modular a transmissão da dor, estudos sugerem que esse padrão pode influenciar circuitos relacionados à dimensão afetiva da experiência dolorosa — não apenas à intensidade do sinal, mas também à forma como ele é vivenciado.

Nos sistemas de circuito fechado, ou closed-loop, o implante não apenas estimula: ele também mede a resposta do sistema nervoso ao estímulo. Com essa informação, ajusta automaticamente a intensidade da estimulação, compensando variações ao longo do dia, inclusive com mudanças de posição. É um dispositivo que, de certa forma, “fala” e também “escuta” o sistema nervoso.

Para quem é indicado?

A neuromodulação não é uma solução para todo tipo de dor crônica. Antes de considerar um implante, é fundamental identificar o mecanismo da dor, avaliar os tratamentos já realizados e selecionar cuidadosamente os pacientes com maior possibilidade de benefício.

Mais do que “desligar” a dor, a neuromodulação representa uma mudança de estratégia. Quando tratar apenas a origem do problema já não é suficiente, pode-se atuar também sobre a maneira como o sistema nervoso transmite e processa esses sinais.

Para pacientes bem selecionados, isso pode significar redução da dor, melhora da capacidade funcional e retomada de atividades limitadas pela dor crônica, com o objetivo de devolver autonomia e qualidade de vida.

Na última semana de agosto uma avalanche devastadora atingiu o Himalaia, na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete. Provocado por tremores relacionados a um “colapso glacial”, o desastre deixou mais de mil mortos e milhares de desaparecidos.

De acordo com especialitas, o ocorrido acende um alerta para o risco de tragédias semelhantes em outras regiões do planeta, especialmente diante do agravamento da crise climática.

O professor e pesquisador Saulo Rodrigues Filho, da Universidade de Brasília (UnB) e da Rede Clima, diz que a tragédia do Himalaia pode se repetir. “Temos estudos que mostram o risco de esse tipo de evento ocorrer também nos Alpes europeus e nos Andes, na América do Sul”.

Ele relata que, com a elevação das temperaturas médias da Terra (já próximas de 1,5 °C) e dos oceanos, áreas permanentemente congeladas, chamadas de permafrost, tornaram-se instáveis e soltas.

Rodrigues acrescenta que o aumento das temperaturas globais, impulsionado por fenômenos como o El Niño — com projeções de recordes de calor observados em 2024 e previstos até 2027 —, acelera ainda mais o derretimento do gelo.

O climatologista José Marengo, coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, esclarece que eventos como o do Nepal podem ocorrer outras regiões montanhosas do planeta.

Ele explica que, na região do Himalaia especificamente, o processo de aquecimento global iniciou um retrocesso das geleiras, deixando-as instáveis e mais soltas.

“Com o enfraquecimento do gelo, que ficou solto, a massa que se criou despencou sob a ação da gravidade arrastando vegetação, areia e outros materiais. Ao atingirem o leito dos rios, esses blocos geraram bloqueios e causaram ondas de lama que provocaram inundações e mortes”, pontua.

A diretora do Instituto Reva, Marina Hirota, reforça que a crise climática global atua como um gatilho inicial para desastres catastróficos.

“Essa combinação entre o evento climático, o relevo inclinado e a presença de vilas situadas no sopé das montanhas cria o cenário para tragédias de proporções catastróficas. A extrema velocidade e o caráter imprevisível desse fluxo deixam as populações locais sem tempo de resposta ou chance de evacuação”, complementa.

Monitoramento dessas regiões

De acordo com Marina, atualmente não existem monitoramentos sistematizados para o descolamento de geleiras, restando apenas iniciativas pontuais e testes locais — diferentemente do que ocorre no Brasil para a medição de chuvas e enchentes.

O professor da UnB compartilha que, para prevenir perdas humanas, agências internacionais defendem a criação de sistemas de alerta precoce e mapeamento de riscos para monitorar as geleiras, o que, segundo ele, pode ser feito via satélite, com o acompanhamento do seu retrocesso.

Além disso, ele defende o uso de sismógrafos para detectar a movimentação inicial das massas de terra e gelo. Porém, ele pondera que o principal obstáculo para a eficácia desses alertas é a extrema velocidade com que ocorre o fenômeno.

Diante do aumento de possíveis ameaças de avalanches como a do Nepal, os especialistas apontam que há uma necessidade urgente de realizar estudos aprofundados, criar redes de monitoramento contínuo, desenvolver sistemas de alerta e estabelecer planos de contingência e prevenção junto às populações vulneráveis.

A Polícia Civil de Alagoas investiga se uma suposta dívida com traficantes de drogas teria motivado a morte de Maycon Douglas Lopes do Santos, de 34 anos, registrada na madrugada desta sexta-feira (4), no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió.

De acordo com o relato da esposa do vendedor ambulante, dois homens teriam chegado ao local em um motocicleta. Antes de cometerem o crime, a dupla, que estava de capacete, teria quebrado uma câmera de segurança que fica na entrada do imóvel.

Ao perceber o barulho, a vítima teria se dirigido para verificar o que estava acontecendo, momento em que foi surpreendida pelos autores, que efetuaram disparos de arma de fogo contra ela. Após o crime, os suspeitos também teriam subtraído o aparelho celular da vítima.

Segundo a PC, as primeiras diligências investigativas foram realizadas. Equipes estiveram no local do crime para os levantamentos iniciais e a coleta de informações que possam contribuir para o esclarecimento do crime.

Até o momento, o suspeitos ainda foram identificados.

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (4), a a Operação Polaridade, com o objetivo de apurar a atuação de um grupo suspeito de fraudar procedimentos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), no âmbito do sistema Sinarm-CAC.

A ação cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nos municípios de Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral, no estado do Rio de Janeiro, e em Vila Velha, no Espírito Santo.

As investigações foram iniciadas após a identificação de inconsistências em processos analisados na PF. As apurações apontam que um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental, teria aprovado requerimentos desprovidos de documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais.

Foram encontrados, ainda, indícios de repetição de documentos entre diferentes requerentes, de documentos falsificados e da ausência de documentos indispensáveis à instrução dos pedidos, além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos.

As apurações também revelaram possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas de fogo posteriormente apreendidas em uma ação policial

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

Se reconhecer um relacionamento amoroso disfuncional nem sempre é uma tarefa fácil, e entender os sinais de uma amizade tóxica pode ser ainda mais desafiador. Limites ultrapassados, favores unilaterais e medir palavras para evitar conflitos estão entre alguns dos sinais de que uma relação de amizade deixou de ser saudável e precisa de novos combinados.

Ouvida pela coluna, a psicóloga Candice Galvão explica que, antes de determinar se uma amizade é ou não tóxica, é preciso observar os sentimentos e comportamentos presentes na relação. Conflitos, ciúmes, frustrações e até períodos de afastamento podem fazer parte de amizades de longa data. O problema surge quando esses episódios deixam de ser pontuais e passam a se repetir como um padrão.

“Uma amizade pode se tornar profundamente prejudicial quando existe, por exemplo, desrespeito sistemático aos limites, manipulação, controle, humilhação, desqualificação, chantagem emocional ou uma cobrança constante que coloca uma pessoa em posição de dívida afetiva”, lista a psicóloga.

 

Observar o sentimento que uma amizade produz é uma das estratégias para identificar se uma amizade é tóxica ou não

Como identificar uma amizade tóxica

De acordo com a profissional, ter as conquistas constantemente diminuídas, ter sentimentos invalidados e se sentir drenada ou emocionalmente esgotada após encontros estão entre os comportamentos que podem aparecer em relações tóxicas.

Além disso, apesar de o nível de troca entre os indivíduos ser, muitas vezes, um parâmetro para avaliar o quanto uma amizade é saudável, a psicóloga destaca que esse aspecto, isoladamente, não deve ser determinante para classificar uma relação como tóxica.

Observar o sentimento que uma amizade produz é uma das estratégias para identificar se uma amizade é tóxica ou não

“Amizade não significa fazer tudo na mesma proporção o tempo inteiro, porque as pessoas atravessam fases diferentes. Mas uma relação saudável pressupõe alguma possibilidade de troca, cuidado e reconhecimento mútuo”, completa a profissional.

Outro ponto importante é olhar para si antes de analisar apenas o comportamento do outro. Para a psicóloga, é valido observar como determinadas atitudes afetam a própria pessoa.

Se, para preservar uma amizade, é necessário se calar constantemente, esconder partes de si ou agir sempre com receio da reação do outro, pode ser um sinal de que a relação precisa ser reavaliada.

“Uma relação pode até nos confrontar, e isso pode ser saudável. Uma boa amiga pode discordar, nos chamar à responsabilidade, apontar algo que não queremos enxergar. A diferença é que confrontar não é humilhar, discordar não significa controlar e colocar limite não é punir”, destaca.

Terminar uma amizade tóxica

Ao reconhecer uma amizade tóxica, a decisão de encerrá-la deve ser tomada de forma consciente.

Antes de mais nada, é importante compreender que o fim de uma amizade também pode envolver um processo de luto — e que ele não necessariamente precisa acontecer por meio de uma grande ruptura.

A decisão de encerrar uma amizade tóxica deve ser avaliada individualmente

Em alguns casos, a relação pode ser reconstruída a partir de conversas francas e do estabelecimento de novos limites.

“Existem aquelas em que o afastamento é necessário justamente porque qualquer tentativa de estabelecer limites é recebida com mais controle, agressividade ou manipulação. Além disso, é importante abandonar a ideia de não poder ir embora devido aos anos de amizade. Na verdade, pode sim”, afirma a psicóloga.

Beber café regularmente pode trazer benefícios para a saúde, mas, em excesso, a situação pode ser outra. Um estudo que analisou 10 mil mulheres com mais de 65 anos por 10 anos descobriu que exagerar na bebida pode enfraquecer os ossos.

As voluntárias participaram do Estudo de Fraturas Osteoporóticas e foram acompanhadas durante o período. Os cientistas faziam perguntas sobre o consumo de bebidas como café e chá e mediram a densidade óssea média no quadril e pescoço femoral (onde o fêmur se une ao quadril).

Mulheres que bebiam entre duas e três xícaras de café por dia não tiveram prejuízo na saúde dos ossos. Porém, as participantes que tomavam mais de cinco xícaras diárias tinham densidade óssea menor.

As que bebiam mais álcool e tomavam mais café tiveram efeitos ainda piores nos ossos. Em contrapartida, mulheres que bebiam chá com frequência tinham boa saúde óssea, principalmente as com obesidade.

Chá tem resultados melhores do que o café

Os pesquisadores explicam que o chá é uma boa opção por ser rico em catequinas, substâncias que promovem a formação de ossos e diminuem a fragilidade.

“Em contrapartida, estudos laboratoriais demonstraram que o teor de cafeína do café interfere na absorção de cálcio e no metabolismo ósseo, embora esses efeitos sejam pequenos e possam ser compensados ​​pela adição de leite”, afirma o pesquisador Ryan Liu, da Universidade Flinders, na Austrália, em comunicado à imprensa.

A pesquisa foi publicada em 2025 na revista Nutrients. Os resultados são modestos, mas os cientistas apontam que, quando se fala em perda óssea, qualquer alteração é digna de nota.

A recomendação dos pesquisadores não é abandonar de vez o café e beber litros de chá todos os dias. O segredo está no equilíbrio.

“Embora o cálcio e a vitamina D continuem sendo fundamentais para a saúde óssea, o conteúdo da sua xícara de chá também pode desempenhar um papel importante. Para mulheres mais velhas, desfrutar de uma xícara de chá diária pode ser mais do que um ritual reconfortante; pode ser um pequeno passo em direção a ossos mais fortes”, afirma Liu.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade relativa do ar para Alagoas nesta sexta-feira (4). De acordo com o órgão, os índices podem chegar a 20% em algumas regiões do estado, aumentando o risco de queimadas e podendo causar impactos à saúde da população.

O alerta, de cor amarela, que indica “Perigo em Potencial”, abrange 16 municípios alagoanos e permanece válido até as 23h desta sexta-feira (4).

O Inmet recomenda que a população mantenha-se bem hidratada, ingerindo bastante líquido ao longo do dia.

Veja, abaixo, os municípios listados no alerta.

Município Geocode UF
Canapi 2701605 AL
Carneiros 2701803 AL
Delmiro Gouveia 2702405 AL
Inhapi 2703304 AL
Maravilha 2704609 AL
Mata Grande 2705002 AL
Olho d'Água do Casado 2705804 AL
Ouro Branco 2706109 AL
Pariconha 2706422 AL
Piranhas 2707107 AL
Poço das Trincheiras 2707206 AL
Pão de Açúcar 2706406 AL
Santana do Ipanema 2708006 AL
Senador Rui Palmeira 2708956 AL
São José da Tapera 2708402 AL
Água Branca 2700102 AL

Aos 19 anos, a californiana Grace Jamison perdeu a visão dos dois olhos após contrair uma ameba pela lente de contato, enquanto tomava banho. O episódio aconteceu há cerca de um ano, quando ela se mudou para a República Dominicana em uma missão da igreja.

Ela foi diagnosticada com ceratite por acanthamoeba, uma infecção grave e rara da córnea, causada pelo microrganismo acanthamoeba.

Com uma vida ativa e independente, ela teve que modificar toda a sua rotina depois da perda de visão e precisou da ajuda do noivo e da família para desenvolver as rotinas diárias que antes eram completamente normais e automáticas.

“Eu não sabia onde as coisas estavam e, de repente, tive que reaprender coisas que sempre considerei óbvias”, contou à revista People.

Infecção pela ameba

Desde que começou a usar lentes de contato aos 14 anos, Grace sempre teve o hábito de colocá-las de manhã, usar durante o dia — às vezes tomava banho com elas — e as retirar para dormir. Há cerca de um ano ela se mudou para a República Dominicana por conta de uma missão da igreja que frequenta e, em uma certa noite, como já havia feito anteriormente, tomou banho com as lentes.

Alguns dias depois percebeu que tinha algo de errado com seus olhos. Primeiro ficaram secos e coçavam, depois ficaram vermelhos e extremamente sensíveis à luz. Cerca de uma semana depois sua visão ficou turva, algo que piorou ao longo dos dias até ela não conseguir enxergar direito com os dois olhos.

“Antes disso acontecer, ninguém nunca tinha me dito que eu não deveria usar lentes de contato no chuveiro. Eu sabia que não era recomendado nadar com lentes de contato, mas nunca pensei que a água do chuveiro pudesse ser prejudicial para elas”, lembra.

De acordo com a editora de periódicos científicos MDPI, a acanthamoeba pode ser encontrada na água em diversas regiões do mundo.

Diagnóstico e tratamento

O primeiro médico que consultou Grace acreditou que se tratava de um tipo de infecção por herpes no olho, prescrevendo-lhe colírio com esteroides — tratamento que poderia ter piorado ainda mais sua condição, conforme ela soube mais tarde.

Por quase um mês a jovem foi a consultas oftalmológicas quase diárias, enquanto médicos investigavam seus sintomas.

Então, veio o diagnóstico da infecção rara: ceratite por acanthamoeba. Ao saber que poderia perder a visão, já que a maioria das pessoas com essa infecção perde, ela ficou arrasada.

“Uma parte de mim esperava que isso não acontecesse comigo, mas, no fundo, acho que sabia da gravidade da situação”, relatou.

Aos 20 anos, Grace chegou a perder totalmente a visão dos dois olhos, mas agora, com o tratamento que continua fazendo com colírios, seu olho esquerdo teve um avanço e, com a ajuda de óculos, ela voltou a enxergar com esse olho.

Após compartilhar sua história no TikTok, ela teve mais de um milhão de visualizações e, desde então, tem compartilhado suas novas experiências na rede social.

“Continuo sendo eu mesma. Continuo buscando meus objetivos, criando conteúdo, estudando e vivendo minha vida. Minha cegueira faz parte da minha história, mas não define quem eu sou”, diz ela.

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