Esses fatores ajudam no ganho de massa muscular e na melhora da firmeza da pele.
3 exercícios para acabar com a flacidez no braço
A seguir, veja três exercícios simples e eficazes para incluir na rotina:
Tríceps banco
Esse é um dos exercícios mais indicados para trabalhar a parte de trás do braço.
Como fazer:
Apoie as mãos em um banco ou cadeira firme.
Estenda as pernas à frente.
Flexione os cotovelos, descendo o corpo.
Retorne à posição inicial.
Faça de 10 a 15 repetições.
Rosca direta
A rosca direta ajuda a fortalecer o bíceps e contribui para a definição do braço.
Como fazer:
Segure halteres ou garrafas com as palmas voltadas para cima.
Flexione os cotovelos, elevando os pesos.
Retorne lentamente.
Repita de 10 a 12 vezes.
Tríceps testa
Esse exercício foca diretamente no tríceps, região mais associada à flacidez.
Como fazer:
Deite-se ou fique em pé com halteres.
Flexione os cotovelos levando o peso em direção à testa.
Estenda os braços novamente.
Faça de 10 a 12 repetições.
Dicas para potencializar os resultados
Além dos exercícios, alguns cuidados ajudam a acelerar os resultados:
Mantenha regularidade nos treinos.
Aumente a carga de forma gradual.
Evite longos períodos sem atividade física.
Priorize boa postura durante os movimentos.
Assim como outros objetivos, reduzir a flacidez no braço exige constância.
Com exercícios adequados e hábitos saudáveis, é possível conquistar braços mais firmes e definidos ao longo do tempo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina Arexvy para adultos a partir de 18 anos. A decisão foi anunciada nessa segunda-feira (13/4) e amplia o público que pode receber o imunizante, antes autorizado apenas para pessoas com 60 anos ou mais.
A vacina é produzida pela farmacêutica GSK e tem como objetivo prevenir infecções do trato respiratório inferior causadas pelo vírus sincicial respiratório, conhecido pela sigla VSR. O vírus é um dos principais responsáveis por quadros de bronquiolite e outras complicações respiratórias.
Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em estudos clínicos adicionais que avaliaram a resposta do organismo à vacina em diferentes grupos etários.
De acordo com a agência, os resultados indicaram que a resposta imunológica em adultos mais jovens não foi inferior à observada em pessoas com mais de 60 anos, faixa etária que originalmente recebeu a indicação do imunizante.
A vacina utiliza a tecnologia de proteína recombinante. Nesse modelo, uma substância semelhante à encontrada na superfície do vírus é produzida em laboratório e utilizada para estimular o sistema imunológico a gerar anticorpos.
O vírus sincicial respiratório pode causar infecções ao longo de toda a vida. Em adultos, especialmente na presença de doenças crônicas ou outras condições de saúde, a infecção pode evoluir para quadros respiratórios mais graves e aumentar o risco de hospitalização.
Com a nova indicação, a vacina passa a ser uma opção de prevenção para uma parcela maior da população adulta.
Ao redor da Terra, todas as noites, milhares de observatórios astronômicos automatizados estão a postos para fotografar estrelas cadentes. Sou um dos cientistas que estudam os meteoros que eles capturam.
A maioria dos filmes e a imprensa se concentram em grandes asteroides que poderiam destruir a Terra. E em seus celulares a cada poucos meses aparecem notícias de que um objeto com “o tamanho de nove máquinas de lavar” vai passar bem perto de nós. Mas as pequenas partículas de poeira e detritos que entram em nossa atmosfera diariamente contam uma história igualmente interessante.
Eu e meus colegas de ciência planetária usamos observações de câmeras automáticas que mapeiam o céu noturno para entender melhor a poeira espacial, os asteroides do tamanho de carros e os detritos de cometas que circulam em nosso Sistema Solar.
Em um estudo publicado em março de 2026, analisei milhões de observações de meteoros coletadas por redes de câmeras de céu inteiro localizadas no Canadá, Japão, Califórnia e Europa e encontrei um pequeno aglomerado recém-formado. Os 282 meteoros associados a esse aglomerado contam a história de um asteroide que se aproximou um pouco demais do Sol.
Formação de meteoros
Quando um fragmento de rocha espacial do tamanho de um grão de areia atinge nossa atmosfera, ele se aquece quase instantaneamente, vaporizando sua camada superficial e transformando-o em um gás eletricamente carregado. Todo o fragmento começa a brilhar — é o que chamamos de meteoro. Se o objeto for maior, como uma pedra, e mais brilhante, é chamado de bólido ou bola de fogo. Em média, esses objetos atingem nossa atmosfera a uma velocidade de mais de 24 km por segundo. Para pequenos objetos do tamanho de poeira ou grãos de areia, todo o processo dura apenas uma fração de segundo antes que eles desapareçam completamente.
A maioria desses fragmentos do tamanho de grãos de areia no Sistema Solar tem origem em cometas – objetos frios e gelados vindos das regiões mais distantes do Sistema Solar. À medida que os cometas passam perto do Sol, seus componentes gelados se transformam em gás, liberando toneladas de poeira. É por isso que os cometas são frequentemente chamados de “bolas de neve sujas” e parecem difusos em imagens telescópicas.
Os asteroides, por outro lado, são resquícios do início do Sistema Solar que se formaram mais perto do Sol. Eles são secos e rochosos, e não têm os mesmos gelos de diferentes substâncias que conferem aos cometas suas caudas características.
O que significa ser um objeto “ativo”?
Os astrônomos chamam um asteroide ou cometa de “ativo” quando ele libera poeira, gás ou fragmentos maiores. Essa atividade é causada por alguma força externa sobre o objeto no espaço, como o calor do Sol, um pequeno impacto ou quando os asteroides giram muito rápido e se fragmentam.
Entender e identificar esta atividade ajuda os cientistas a compreender melhor como esses objetos mudam ao longo do tempo.
Para os cometas, a sublimação do gelo – quando o gelo sólido se transforma diretamente em gás, pulando a fase líquida – é a principal responsável. Mas, para os asteroides, a razão para a atividade pode variar muito.
Por exemplo, a missão OSIRIS-REx da Nasa, lançada ao espaço para estudar um asteroide chamado Bennu, observou atividade em sua superfície, com o estresse térmico e pequenos impactos entre as principais explicações.
Outras fontes de atividade de asteroides incluem a fragmentação quando um asteroide gira muito rápido, forças de maré que rasgam asteroides durante encontros próximos com um planeta ou liberação de gás.
Pesquisadores geralmente procuram por atividade usando telescópios. Os astrônomos podem procurar por uma “cauda” ou uma névoa ao redor do objeto. Essa cauda é um sinal claro de que há gás e poeira ao redor do corpo. Mas há outra maneira de procurar por atividade – chuvas de meteoros.
Encontrando asteroides escondidos
O asteroide ativo mais famoso atualmente é o 3200 Phaethon. Ele é o corpo progenitor da chuva de meteoros chamada Geminídeas, que ocorre todos os anos em meados de dezembro. Durante aproximações anteriores do Sol, Phaethon liberou grandes quantidades de poeira e fragmentos maiores. Esses fragmentos se espalharam ao longo de toda a sua órbita com o tempo, dando origem à atual corrente de meteoros das Geminídeas.
Cada chuva de meteoros que observamos ocorre quando a Terra atravessa uma dessas correntes de detritos. Portanto, se os astrônomos conseguem detectar chuvas de meteoros, elas também podem ser usadas para localizar objetos ativos no espaço.
No início, os detritos lançados por um asteroide ou cometa viajam muito próximos uns dos outros. Imagine espremer uma única gota de corante alimentício em um fluxo de água em movimento: inicialmente, o corante permanece em uma nuvem compacta e concentrada. Mas, à medida que flui, as correntes giratórias da água puxam o corante, fazendo com que ele se espalhe e desapareça.
No espaço, as forças gravitacionais dos planetas agem como essas correntes. Elas puxam os fragmentos individuais de meteoros de maneiras ligeiramente diferentes, fazendo com que o fluxo antes compacto se disperse gradualmente até se diluir completamente na poeira de fundo do nosso Sistema Solar.
A descoberta de um cometa rochoso
No estudo publicado recentemente no Astrophysical Journal, utilizei milhões de observações de meteoros para buscar atividades recentes e desconhecidas de asteroides próximos à Terra. Encontrei um aglomerado nítido de 282 meteoros que se destacava.
O que torna essa descoberta tão empolgante é que estamos, essencialmente, testemunhando um asteroide ainda desconhecido sendo reduzido a pedaços. Essa corrente de meteoros recém-confirmada segue uma órbita extrema que se aproxima do Sol quase cinco vezes mais do que a órbita da Terra.
Com base na forma como esses meteoros se fragmentam ao atingir nossa atmosfera, podemos concluir que são moderadamente frágeis, mas mais resistentes do que os materiais provenientes de cometas. Essa descoberta nos indica que o intenso calor solar está literalmente rachando a superfície do asteroide, liberando gases aprisionados e fazendo com que ele se desintegre. Essa é provavelmente uma das principais fontes da atividade passada de Phaethon e a principal razão pela qual os meteoritos na Terra são tão diversos.
A busca pela origem
Por que é importante encontrar um asteroide escondidos e em desintegração? As observações de meteoros funcionam como uma sonda excepcionalmente sensível que nos permite estudar objetos completamente invisíveis aos telescópios tradicionais.
Além de resolver mistérios astronômicos, a análise desses detritos nos ajuda a compreender a evolução física de asteroides e cometas em nosso Sistema Solar. Mais importante ainda, ela revela populações ocultas de asteroides próximos à Terra, o que constitui informação vital para a defesa planetária.
O asteroide progenitor da nova chuva de meteoros permanece não detectável. Mas a missão NEO Surveyor, com lançamento previsto para 2027 pela Nasa, oferece uma solução promissora. Este telescópio espacial, dedicado à defesa planetária e à descoberta de asteroides escuros, perigosos e que se aproximam do Sol, será a ferramenta ideal para investigar a origem da chuva.
Um terceiro petroleiro ligado ao Irã estava entrando no Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta terça-feira (14), no primeiro dia completo do bloqueio dos Estados Unidos a embarcações que atracam em portos iranianos, segundo dados de navegação.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou o bloqueio no domingo (12), após as negociações de paz do fim de semana em Islamabad entre os EUA e o Irã não terem resultado em um acordo.
Como as três embarcações que transitavam pelo estreito não se dirigiam a portos iranianos, elas não estão sujeitas ao bloqueio.
O navio-tanque Peace Gulf, de médio porte e com bandeira do Panamá, está a caminho do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da LSEG.
O navio normalmente transporta nafta iraniana, matéria-prima petroquímica, para outros portos do Oriente Médio fora do Irã, para exportação à Ásia, segundo dados da Kpler.
Antes disso, dois petroleiros sujeitos a sanções dos EUA passaram pelo canal.
O petroleiro Handy Murlikishan está a caminho do Iraque para carregar óleo combustível em 16 de abril, de acordo com dados da Kpler. A embarcação, anteriormente conhecida como MKA, já transportou petróleo russo e iraniano.
Outro navio-tanque sancionado, o Rich Starry, seria o primeiro a atravessar o estreito e sair do Golfo desde o início do bloqueio, segundo dados da LSEG e da Kpler.
O navio-tanque e seu proprietário, a Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, foram sancionados pelos Estados Unidos por negociarem com o Irã. Não foi possível contatar a empresa imediatamente para comentar o assunto.
O Rich Starry é um navio-tanque de médio porte que transporta cerca de 250 mil barris de metanol, segundo dados. Ele carregou a carga em seu último porto de escala, Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, conforme mostram os dados.
Os dados mostraram que o petroleiro de propriedade chinesa tem tripulação chinesa a bordo.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta terça-feira (14) que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos é "perigoso e irresponsável", alertando que isso só agravaria as tensões. Não mencionou se navios chineses estavam passando pelo estreito.
Entender o funcionamento do corpo é o primeiro passo para valorizar a nossa saúde. Algumas características humanas são tão impressionantes que parecem saídas de um filme de ficção científica.
Preparado para ver o seu corpo com outros olhos? Confira abaixo 7 curiosidades que vão te deixar de boca aberta!
1. Seus ossos são mais fortes que o aço
Pode não parecer, mas o osso humano é um material de engenharia incrível. Grama por grama, o osso é mais forte que o aço.
Um bloco de osso do tamanho de uma caixa de fósforos pode suportar até 9 toneladas de peso. Isso é quatro vezes mais do que a capacidade do concreto.
A força vem da combinação perfeita entre minerais e proteínas, garantindo resistência e, ao mesmo tempo, flexibilidade.
2. O coração é uma bomba incansável
O coração humano é o músculo que mais trabalha no corpo. Em um dia, ele bate cerca de 100 mil vezes.
Ao longo de uma vida média, o coração bombeia sangue suficiente para encher cerca de três superpetroleiros.
Ele cria sua própria impulsão elétrica, o que significa que pode continuar batendo mesmo se for separado do corpo, desde que tenha suprimento de oxigênio.
3. Você produz luz própria (mas é invisível)
Sim, os seres humanos são literalmente brilhantes! Pesquisas mostram que o corpo humano emite luz visível, mas ela é 1.000 vezes menos intensa do que o nível que nossos olhos conseguem captar.
Esse brilho, conhecido como bioluminescência, é o resultado de reações químicas metabólicas. Curiosamente, o brilho é mais intenso na região das bochechas, testa e pescoço durante o final da tarde.
4. O estômago produz um novo revestimento a cada 3 dias
O ácido gástrico presente no seu estômago é tão corrosivo que pode dissolver lâminas de metal.
Para evitar que o órgão “se digira”, o estômago produz uma nova camada de muco protetor a cada três ou quatro dias.
Se esse processo de renovação parar por qualquer motivo, o ácido causa danos imediatos às paredes estomacais, resultando em úlceras.
5. Sua língua é única, como uma digital
Todo mundo sabe que as impressões digitais são exclusivas de cada indivíduo. No entanto, a língua também possui uma “impressão” própria.
O padrão de saliências, texturas e formas na superfície da língua é único para cada pessoa no mundo.
Além de ajudar na fala e no paladar, sua língua poderia, teoricamente, ser usada para identificação pessoal.
6. O nariz tem uma memória incrível
O olfato humano é um dos sentidos mais ligados às nossas emoções e memórias. O nariz consegue distinguir e lembrar de mais de 50 mil aromas diferentes.
É por isso que um perfume ou o cheiro de uma comida pode te transportar instantaneamente para um momento da infância. Essa “biblioteca de odores” é fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar.
7. Perdemos 600 mil partículas de pele por hora
A renovação celular é constante. A cada hora, você descarta cerca de 600 mil minúsculas partículas de pele. Isso significa que, a cada ano, você perde cerca de 750 gramas de pele morta.
Aos 70 anos, uma pessoa terá perdido aproximadamente 47 quilos de pele. Grande parte da poeira que você encontra em cima dos móveis da sua casa é, na verdade, composta por essas células humanas.
Usar joelheira pode ser eficaz contra a dor e a limitação funcional em pessoas com osteoartrite do joelho, uma condição crônica degenerativa que provoca a destruição progressiva da articulação. A conclusão é de um ensaio clínico publicado em janeiro no BMJ que avaliou se a inclusão de joelheiras personalizadas ao tratamento padrão da doença traria benefícios adicionais aos pacientes.
Segundo os autores, os maiores ganhos com uso da joelheira foram redução da dor e melhora de atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas e permanecer em pé, especialmente entre quem conseguiu usá-la com mais regularidade. O estudo acompanhou 466 adultos com 45 anos ou mais, diagnosticados com osteoartrite e atendidos pelo sistema público de saúde do Reino Unido (NHS).
Todos os participantes receberam orientações sobre a doença, aconselhamento para o autocuidado e um plano de exercícios. Metade deles também passou a usar uma joelheira escolhida conforme o tipo e a localização do desgaste no joelho, com acompanhamento de fisioterapeutas e mensagens de texto para estimular a adesão ao uso.
Após seis meses, os participantes que utilizaram joelheira relataram menos dor, melhor função física e melhor qualidade de vida em comparação aos que seguiram apenas as orientações e fizeram os exercícios. Ao final de 12 meses, os efeitos positivos ainda estavam presentes, mas foram menores.
Para a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, a joelheira não é uma solução isolada, mas pode funcionar como um complemento útil em alguns casos. “O estudo mostrou que, quando bem indicada e bem utilizada, ela realmente ajuda. Os maiores benefícios aparecem justamente naquilo que mais incomoda o paciente no dia a dia, como caminhar e subir escadas”, analisa.
Em geral, o tratamento da osteoartrite nessa região se baseia em medicações e medidas ligadas ao estilo de vida, como prática de atividade física, fortalecimento muscular, controle do peso e acompanhamento próximo junto a um médico reumatologista.
O termo osteoartrite é sinônimo de osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa. No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de “reumatismos”, é a mais frequente e afeta cerca de um a cada cinco adultos acima dos 45 anos. Mulheres após a menopausa, pessoas com sobrepeso ou obesidade e quem já sofreu traumas no joelho estão entre os grupos mais afetados. O diagnóstico é feito principalmente pela história clínica e pelo exame físico. “A radiografia pode ajudar, mas não determina sozinha a gravidade dos sintomas”, observa Monteiro.
Devo usar joelheira?
O estudo conclui que nem todo paciente se beneficia da mesma forma do uso de joelheira e os ganhos observados tendem a diminuir. “Isso é esperado, porque a osteoartrite é uma doença que evolui ao longo do tempo”, explica a reumatologista. O acessório costuma ajudar mais quem sente dor ao caminhar, tem sensação de instabilidade no joelho ou apresenta artrose leve a moderada. Por isso, em casos muito avançados, o efeito tende a ser menor.
É importante ficar atento na hora de comprar o item, porque existem diferentes modelos e cada um tem uma função específica. Alguns são indicados para dor na parte da frente do joelho, quando o problema está relacionado à região da patela; outros são usados nos casos de artrose localizada no lado interno ou externo da articulação, ajudando a redistribuir a carga. Já as joelheiras estabilizadoras oferecem mais firmeza quando há sensação de instabilidade ou insegurança ao caminhar. “A avaliação individual é fundamental”, frisa Isabella Monteiro.
Em relação à segurança, o estudo não identificou eventos adversos graves. O efeito colateral mais comum foi irritação ou vermelhidão na pele, geralmente leve. Ainda assim, a adesão ao uso da joelheira diminuiu ao longo do tempo. Entre os principais motivos estavam desconforto ou sensação excessiva de calor, dificuldade para colocar e retirar o acessório, tamanho inadequado e falta de orientação sobre como ajustar e utilizar corretamente no dia a dia. “A orientação faz diferença. Quanto melhor for o ajuste e o uso correto, melhores tendem a ser os resultados”, destaca a médica do Einstein em Goiânia.
Mesmo com benefícios discretos, os autores do estudo avaliam que a joelheira pode ser uma alternativa de baixo risco em um plano de tratamento individualizado, sempre como complemento e não substituição de estratégias como exercícios físicos e, quando indicados, medicamentos. “Ela funciona como um apoio adicional em um tratamento que precisa ser combinado e mantido ao longo do tempo”, conclui Monteiro.
Um homem que se passava por policial civil foi preso após causar confusão em um estabelecimento comercial no bairro Jatiúca, em Maceió. O caso foi registrado na noite dessa segunda-feira (13).
Segundo a polícia, a guarnição motorizada da Rotam Comando realizava patrulhamento tático quando foi informada sobre uma possível ocorrência envolvendo arma de fogo. No local, um policial civil de folga relatou que o suspeito portava um simulacro de arma de fogo, se apresentava como policial e adotava comportamento intimidatório, além de proferir ameaças.
Durante a abordagem, os militares encontraram com o suspeito uma quantidade de substância análoga à maconha e três munições calibre .38. Ele resistiu à ação, proferiu insultos e dificultou os procedimentos, sendo necessário o uso de algemas.
Em seguida, após autorização de uma moradora do imóvel onde o suspeito residia, os policiais realizaram buscas e localizaram mais porções de maconha e munições calibre .38 dentro de um guarda-roupa.
O homem foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica e, posteriormente, conduzido à Central de Flagrantes, onde permaneceu preso pelo crime de tráfico de drogas qualificado.
Ao todo, foram apreendidos 63 gramas de maconha, uma balança de precisão, sacos plásticos e duas latas de WD-40.
Um homem apontado como integrante de uma organização criminosa morreu após entrar em confronto com a Polícia Militar (PM) no Povoado Porto da Rua, localizado no município de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte do Estado.
De acordo com informações do Pelotão de Operações Policiais Especiais (Pelopes), da 8ª Companhia Independente, a ação foi desencadeada após o recebimento de uma denúncia anônima indicando que um suspeito estaria escondido em uma residência da região. Com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), as guarnições se deslocaram até o endereço informado para averiguação.
Ao anunciar a presença policial, o homem teria reagido à abordagem efetuando disparos contra os militares. Diante da agressão, houve revide por parte da guarnição, e o suspeito acabou sendo atingido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Material apreendido pela PM. Cortesia PMAL
O indivíduo foi identificado como João Vinicius Santos Nunes, conhecido pelo apelido de “Detona”. Segundo a polícia, ele seria integrante da chamada “Tropa do Klebinho”, ligada à facção criminosa Comando Vermelho. Ainda conforme as informações, o suspeito possuía histórico de envolvimento com o tráfico de drogas e era apontado como autor de um homicídio registrado em 2022.
As autoridades também afirmam que o homem era considerado de alta periculosidade, sendo temido por moradores da região por, supostamente, andar armado e intimidar a população local. Há ainda suspeitas de envolvimento em outros crimes, como sequestro, desaparecimentos e ocultação de cadáveres.
Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais na residência onde o suspeito estava. Entre os itens recolhidos, uma pistola calibre 9 milímetros com numeração suprimida, munições, porções de drogas, uma balança de precisão, embalagens para fracionamento, uma faca, um simulacro de arma de fogo e um aparelho celular.
A ocorrência contou com a participação de equipes do Pelopes, do Subcomando, do serviço de Disque Denúncia 181 e do setor de inteligência da PMAL. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que irão apurar todos os detalhes da ação.
Já imaginou olhar para o céu e ver um asteroide passando? Parece assustador, mas será possível daqui há três anos. Mais precisamente em 13 de abril de 2029, data prevista para que o corpo rochoso apelidado de “Deus do Caos” se aproxime tanto da Terra que possa ser visto a olho nu.
A observação do asteroide será melhor em regiões da Europa, África e Ásia Ocidental.Os cálculos ainda não foram capazes de determinar se a visão será possível do Brasil. Caso seja, o ideal é estar em uma região com pouca iluminação artificial e céu limpo para vê-lo.
O objeto se aproximará a cerca de 32 mil km da Terra, em uma distância semelhante à que os satélites geoestacionários – responsáveis pelas comunicações e meteorologia – ficam do nosso planeta. Estima-se que o ponto mais perto entre o asteroide e a Terra seja atingido às 18h45 (horário de Brasília) – pouco antes, às 17h30, ele chegará a seu brilho máximo.
Por que o asteroide é o “Deus do Caos”?
Oficialmente, o asteroide se chama 99942 Apófis e é inspirado na divindade do Egito em formato de serpente que simboliza o caos e a escuridão – e não é à toa o alarde sobre ele. Quando descoberto em 2004, muitos cálculos apontavam que o objeto rochoso com cerca de 375 metros de diâmetro poderia cair na Terra.
Para a nossa sorte, observações e rastreamentos subsequentes descartaram a possibilidade do choque. Por outro lado, o objeto continua sendo classificado como “potencialmente perigoso”, especialmente devido ao seu tamanho e a proximidade com a Terra.
Quando passar pelo globo terrestre, muitas agências aproveitarão para investigar os detalhes, antes, durante e depois de sua chegada. A missão Ramses, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), tem previsão para ser lançada em 2028 com o objetivo de observá-lo durante a aproximação com a Terra.
Outras expedições espaciais, como a Osiris-Apex, da Nasa, pretendem orbitar o “Deus do Caos” em junho de 2029, dois meses depois de sua passagem. A meta é ver como o asteroide ficou após ter estado tão próximo com o nosso planeta.
A influenciadora Mariana Tavares acusa uma clínica de estética de ter “deformado” seu corpo após uma série de procedimentos realizados nos últimos três anos. A influencer diz ter ficado com cicatrizes e sequelas após as cirurgias e que foi “coagida” pelo cirurgião a não falar sobre o assunto. Em nota, a empresa negou irregularidades e disse que prestou apoio à famosa.
— Foto: Reprodução/Instagram
Entenda
Mariana Tavares, que tem cerca de 4 milhões de seguidores, postou no Instagram imagens de como ficou seu corpo após se submeter a uma lipoaspiração na JK Estética Avançada, que já atendeu outras famosas, como a youtuber Camila Loures.
— Foto: Reprodução/Instagram
“Meu sonho virou pesadelo”, disse Mariana em uma das postagens. “Me deixaram cheia de cicatrizes e sequelas físicas e psicológicas. Que sirva de alerta para todas as mulheres/pessoas. Meu corpo e os traumas que ficaram nunca mais serão revertidos, ninguém tem coragem de expor, tudo é perfeito aqui na internet, mas a realidade é sempre mais embaixo”, escreveu a influencer.
A ingestão de vitamina D em quantidades elevadas pode causar prejuízos ao organismo e levar a complicações importantes. Uma revisão clínica publicada em 2023 no StatPearls, disponível na base do National Center for Biotechnology Information (NCBI), descreve os efeitos da toxicidade da vitamina e alerta para os riscos do consumo excessivo, especialmente por meio de suplementos.
Embora a vitamina D seja essencial para a saúde óssea e para o funcionamento do organismo, o uso sem orientação pode provocar um quadro chamado hipervitaminose D, caracterizado pelo acúmulo da substância no corpo.
De acordo com o estudo, a vitamina D é lipossolúvel, o que significa que é armazenada principalmente no fígado e no tecido adiposo. Quando há ingestão acima do necessário, ocorre acúmulo progressivo, ultrapassando a capacidade de controle do corpo.
O principal efeito associado à toxicidade é a hipercalcemia, ou seja, o aumento excessivo de cálcio no sangue. A condição pode afetar diferentes órgãos e comprometer o equilíbrio do organismo.
A revisão também destaca que a toxicidade não costuma ocorrer por exposição ao sol ou pela alimentação, sendo mais frequentemente relacionada ao uso inadequado de suplementos ou a erros na prescrição e no acompanhamento.
Quando há níveis elevados de vitamina D no organismo, o excesso de cálcio no sangue pode desencadear uma série de efeitos adversos. Entre os principais estão náuseas, fraqueza, alterações cognitivas e problemas renais.
Em situações mais graves, a condição pode levar à formação de cálculos renais e ao comprometimento da função dos rins. Como a vitamina D é armazenada no corpo, a eliminação do excesso não ocorre de forma rápida, o que pode prolongar os sintomas e dificultar o tratamento.
Na prática, o consumo exagerado pode transformar um nutriente essencial em um fator de risco à saúde, principalmente quando não há acompanhamento médico.
Quando a suplementação é indicada
A vitamina D continua sendo fundamental para o organismo. Ela participa da absorção de cálcio, da manutenção dos ossos e de funções metabólicas importantes.
A suplementação, no entanto, deve ser indicada apenas em casos de deficiência comprovada ou situações específicas, sempre com orientação médica e monitoramento por exames laboratoriais. A medida permite manter níveis adequados e evitar tanto a deficiência quanto o excesso.
A vitamina D traz benefícios quando utilizada de forma adequada, mas o consumo excessivo pode gerar efeitos adversos relevantes. Diante do aumento do uso de suplementos, a recomendação é seguir a orientação profissional para garantir segurança e evitar riscos associados ao uso indiscriminado.
Nesta segunda-feira (13), em mais uma ação de fiscalização, a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa), apreendeu 2.500 kg de produtos impróprios para consumo em um estabelecimento comercial. Na inspeção que aconteceu no bairro da Levada, parte baixa da capital, quando foram identificados alimentos com prazo de validade vencido e irregularidades que comprometem a segurança do consumidor.
Entre os produtos estragados, foram identificados fígados, linguiças e carnes de charque, que estavam disponíveis para a comercialização. Segundo Airton Santos, chefe especial da Visa Maceió, durante a fiscalização foi identificada irregularidades que comprometem a qualidade e a segurança alimentar.
“Retiramos os produtos de circulação para evitar riscos à saúde da população. “A Vigilância Sanitária reforça que as ações de fiscalização são contínuas e têm como objetivo garantir a segurança dos alimentos comercializados e proteger a saúde do consumidor", destacou Airton Santos.
O estabelecimento foi autuado e deverá responder a processo administrativo sanitário, cuja penalidade pode incluir multa entre R$ 180,00 a R$ 38 mil reais, podendo ser aplicada conforme a gravidade da infração e em caso de reincidência.
Como denunciar
Ao constatar, em qualquer estabelecimento, irregularidades que causam riscos à saúde da população, entre em contato com a Visa de Maceió pelo telefone (82) 3312-5496, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h; ou pelo WhatsApp (82) 98752-2000, que funciona 24 horas, todos os dias. As denúncias são anônimas, garantindo o sigilo do denunciante.
O consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de desenvolver ansiedade, depressão e outros transtornos de humor ao longo do tempo. Conforme um estudo realizado com mais de 400 mil pessoas, beber cerca de duas a três xícaras por dia esteve associado aos menores índices desses problemas de saúde mental.
A pesquisa, publicada em dezembro de 2025 no Journal of Affective Disorders, foi conduzida por cientistas da Universidade de Fudan, na China, que analisaram dados do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados médicos do mundo. Os participantes foram acompanhados por uma média de 13,4 anos.
No início do estudo, todos apresentavam boa saúde mental. Ao longo do acompanhamento, mais de 18 mil novos casos de transtornos de humor e estresse foram registrados, o que permitiu avaliar a relação entre o consumo de café e esses problemas.
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que existe uma faixa de consumo associada a melhores resultados para a saúde mental.
Como o café pode influenciar o humor?
A cafeína, principal composto ativo do café, atua no cérebro bloqueando a adenosina, uma substância relacionada à sensação de cansaço. O mecanismo aumenta o estado de alerta e pode influenciar o humor.
Em quantidades moderadas, a cafeína também estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer, motivação e aprendizado.
“Baixos níveis de dopamina costumam estar associados a fadiga e desânimo, por isso o aumento dessa substância pode contribuir para uma sensação de bem-estar”, explicam os autores do estudo.
Nem pouco, nem em excesso
A análise dos dados mostrou que a relação entre café e saúde mental segue um padrão em forma de J. Isso significa que o benefício aparece em níveis moderados de consumo e diminui quando a ingestão é muito baixa ou muito alta.
Participantes que consumiam entre duas e três xícaras de cerca de 250 ml por dia apresentaram o menor risco de transtornos de humor. Já aqueles que bebiam cinco ou mais xícaras diárias tiveram uma associação maior com esses problemas.
Os pesquisadores também investigaram se diferenças genéticas que influenciam a forma como o corpo metaboliza a cafeína poderiam alterar os resultados. No entanto, essa variação biológica não mudou significativamente a associação observada entre consumo de café e saúde mental.
Mesmo com os resultados, os cientistas destacam que o café não funciona da mesma forma para todas as pessoas. Algumas podem apresentar sintomas como nervosismo, inquietação ou palpitações mesmo com quantidades relativamente pequenas da bebida.
Ser mamífero e botar ovo parecia uma exclusividade dos ornitorrincos, mas, ao analisar um fóssil de 250 milhões de anos do Lystrosaurus, um vertebrado herbívoro ancestral da classe, pesquisadores descobriram que ele fazia a mesma coisa.
O animal conseguiu resistir e até prosperar durante a extinção em massa ocorrida no período Permiano-Triássico por fenômenos climáticos extremos que abalaram a Terra. O estudo liderado pelo professor Julien Benoit, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, teve os resultados publicados na revista Plos One na última quinta-feira (9/4).
Ancestral de mamífero que botava ovos
O fóssil se trata de um ovo e foi achado em 2008. Análises posteriores indicaram se tratar de um embrião de Lystrosaurus. Os pesquisadores investigaram o fragmento através de técnicas de raio X, encontrando detalhes microscópicos sem destruir o material.
Um dos exames revelou que a mandíbula do animal embrionário não estava formada completamente. Segundo os pesquisadores, o achado é uma pista de que o vertebrado morreu antes da eclosão do ovo.
Ao contrário dos ovos de dinossauro, que facilmente se fossilizam, os de casca mole, como o do Lystrosaurus, são mais complicados de serem preservados, o que coloca a descoberta em um patamar de raridade alta.
As análises indicaram também detalhes de como era estratégia reprodutiva dos Lystrosaurus: indo de encontro com os mamíferos atuais, eles não produziam leite e os filhotes tinham um desenvolvimento maior ao sair do ovo, conseguindo rapidamente se alimentar individualmente, fugir de ataques e maturar sexualmente.
Como à época da extinção em massa a Terra estava extremamente seca, os ovos do animal eram mais resistentes à falta de umidade.
“A estratégia reprodutiva pode ter desempenhado um papel crucial em sua resiliência e dominância ecológica após a extinção em massa do Permiano-Triássico”, escrevem os pesquisadores no artigo.
Além de descobrir mais detalhes do fóssil raro, os cientistas ressaltam que o achado elucida melhor como os animais se adaptaram às condições extremas do planeta à época da extinção em massa.
A brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, ex-modelo e ex-esposa de Paolo Zampolli -- amigo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump -- publicou uma série de mensagens no X em que afirmou que pretende "derrubar todo o sistema" e revelar "tudo o que sabe" sobre o republicano, a quem se referiu como "pedófilo", e sobre a primeira-dama, Melania Trump, "mesmo que seja a última coisa que faça na minha vida".
Ela voltou a repercutir nas redes sociais neste sábado, 11, após publicar os desabafos e ameaças em resposta a um vídeo de Melania. A primeira-dama dos Estados Unidos negou qualquer ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, mas Amanda afirmou que esteve “ao redor” do casal Trump por duas décadas e declarou que pretende adotar medidas legais contra Melania e Trump. Desde então, o perfil da primeira-dama foi arquivado, e as postagens da ex-modelo acabaram sendo removidas.
“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim -- não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (...) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema -- tome cuidado comigo, sua idiota”, afirmou Amanda.
“Você sabia que eu estava detida no ICE [polícia de imigração americana]. Você esteve presente na minha vida -- todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou -- porque eu tenho caráter”, acrescentou a ex-modelo em referência a quando foi deportada pelo ICE em 2025.
Quem é a ex-modelo brasileira
Amanda Ungaro chegou ao Brasil em outubro de 2025 depois de ser deportada pela polícia de imigração dos Estados Unidos, o ICE, após 23 anos vivendo no país. Em entrevista exclusiva ao GLOBO em fevereiro, ela atribuiu essa deportação à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.
Uma publicação do New York Times corroborou a versão da brasileira, indicando que Zampolli teria, de fato, acionado um alto funcionário da imigração com o objetivo de levá-la a um centro de detenção do ICE antes de sua liberação sob fiança. Segundo o jornal, a intenção dele seria recuperar a guarda do filho, Giovanni, de 15 anos, que é alvo de disputa judicial entre os dois.
"Policiais entraram na nossa casa às seis da manhã, me jogaram de pijama no corredor, com o rosto voltado para a parede, e pegaram nossos passaportes. Algemaram a mim e ao meu atual marido na frente do Giovanni (seu filho), que também foi levado à delegacia porque é menor e eu não tinha com quem deixá-lo", relatou Amanda durante a entrevista ao GLOBO.
Natural de Milão, Zampolli é acusado pela ex-modelo de abuso sexual e violência doméstica. Ele se mudou para Nova York em meados da década de 1990, período em que conheceu Donald Trump. A parceria entre ambos começou oficialmente em 2004, mas foi a partir das eleições presidenciais de 2016 que a relação entre eles se fortaleceu e passou a ser marcada por maior alinhamento político.
A influência do ex-marido no governo Trump
A imprensa passou a levantar dúvidas, após a defesa de Trump por políticas migratórias mais rígidas, sobre a situação do visto da esposa, Melania, quando ainda atuava como modelo nos Estados Unidos, antes de conhecer o atual presidente. Foi nesse contexto que Zampolli afirmou ter sido o responsável pela documentação da futura primeira-dama, alegando que usou sua posição como agente de modelos para viabilizar o visto de trabalho dela. Em 1996, ano em que o documento foi emitido, ele trabalhava na agência americana Metropolitan Models. No ano seguinte, criou a própria empresa, a ID Models.
Para Amanda, Zampolli representava uma persona ostentatória que se encaixava no gosto de Trump: almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de aniversário luxuosas com filhotes de tigre entre as atrações e um círculo social marcado por modelos, champanhe e presença constante na imprensa.
Durante os 19 anos em que viveram juntos, ela relata que o empresário a levou a festas promovidas pelo rapper e produtor americano Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por transportar mulheres para prostituição, além de eventos em iates com listas de convidados que reuniam celebridades e membros da realeza europeia. Segundo seu relato, nessas ocasiões Zampolli chegava a levar o próprio garçom consigo para garantir que ninguém adulterasse sua bebida.
O caso Epstein
Entre os nomes ligados ao círculo social de Zampolli e Trump também aparece Jeffrey Epstein, financista morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Em Nova York, a agência de modelos de Zampolli, a ID Models, recebia visitas frequentes de Epstein, e os dois chegaram a tentar comprar juntos, em 2004, a Elite Models, uma das maiores agências do mundo. O nome de Zampolli surge dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Convocada a colaborar com as investigações, Amanda já foi convidada -- embora ainda não intimada -- a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso americano. Ela afirma ter encontrado Epstein em 2002, quando embarcou no “Lolita Express”, um dos aviões do financista, em um voo de Paris para Nova York, onde participaria de um casting. Na ocasião, viajava com seu agente, o francês Jean-Luc Brunel, conhecido como o “olheiro” de Epstein no Brasil. Mais tarde naquele mesmo ano, Amanda voltaria a se encontrar com Zampolli em Nova York.
“Tinham mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo”, conta Amanda.
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante durante o velório da própria mãe em Santa Maria da Serra, interior de São Paulo, no último sábado (11/4). Segundo a investigação da Polícia Civil, ele mesmo matou a mulher e amputou o dedo da vítima para desbloquear o celular dela e realizar transferências bancárias.
A mãe, de 53 anos, foi encontrada morta dentro de casa com sinais de violência e sem um dos dedos da mão direita. Uma equipe da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba iniciou a investigação e identificou um casal, que seria o filho da vítima e uma outra mulher, entrando e saindo da residência na noite anterior.
A dupla também foi flagrada pegando um táxi até a rodoviária de São Pedro, onde solicitou um motorista de aplicativo para ir até Piracicaba. Eles ficaram hospedados em um hotel até a manhã do sábado, quando retornaram à rodoviária e pegaram um ônibus com destino a Campinas.
Segundo a polícia, ainda no sábado, o suspeito notou que a morte da mãe, servidora municipal, estava repercutindo nas redes sociais. Então, ele fez postagens dizendo que tinha poucas informações sobre o ocorrido e mentiu que estaria na cidade de São Paulo a caminho de Santa Maria da Serra.
As autoridades abordaram o homem no velório, onde ele confessou o crime. Com ele, foram apreendidos objetos roubados da residência da mãe e dinheiro. O jovem foi detido e encaminhado à Delegacia de São Pedro, onde o caso foi registrado como latrocínio e captura de procurado.