
Maureen Sideris tem 71 anos e mora em Nova York, nos Estados Unidos.
Em 2008, ela recebeu tratamento de câncer do cólon e precisou passar por uma cirurgia. Seu tratamento foi bem sucedido, mas o processo de recuperação do pós-operatório foi cansativo.
Quatorze anos depois, Sideris foi diagnosticada com câncer do esôfago. Mas, desta vez, seu tratamento, baseado em um teste clínico, parecia radicalmente diferente.
A cada três semanas, ela se dirigia ao Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering, em Nova York, onde recebia infusões de uma droga chamada dostarlimab por 45 minutos.
Após apenas quatro meses de tratamento, o tumor de Sideris desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimio ou radioterapia. E o seu único efeito colateral importante foi insuficiência adrenal, que causa fadiga.
"É inacreditável", relembra ela. "É quase como ficção científica." Mas, ainda assim, é real.
Sideris faz parte de um grupo cada vez maior de pacientes que se beneficiam da imunoterapia para o tratamento de câncer, um método que, agora, acerta o passo após mais de um século de desenvolvimento.
Ele traz consigo a promessa de terapia personalizada, remissão do câncer a longo prazo e menos efeitos colaterais do que outros tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia.
"Fico emocionada e arrepiada", afirma a professora de oncologia cirúrgica Jennifer Wargo, pesquisadora de imunoterapia do Centro do Câncer MD Anderson, no Estado americano do Texas.
"As pessoas estão sobrevivendo e com boa qualidade de vida. Estamos falando de curas", comemora ela.
O corpo tem a capacidade natural de "detectar e eliminar células que parecem não ser você", explica Karen Knudsen, CEO (diretora-executiva) do Instituto Parker para Imunoterapia do Câncer, uma organização americana sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento da imunoterapia.
E, se tudo estiver certo, isso deve incluir as células que se tornaram cancerosas.
Mas, às vezes, as células cancerosas escapam ou ludibriam o sistema, gerando crescimento descontrolado, o que é perigoso. Elas se escondem, à plena vista, sem que sejam diferenciadas das células saudáveis à sua volta.
O objetivo da imunoterapia é desmascarar essas células cancerosas, para que o sistema imunológico possa observá-las como elas são. Ela reforça as defesas do sistema imunológico para poder localizar as células cancerosas e destruí-las, com resultados potencialmente inacreditáveis.
Como a imunoterapia funciona atualmente
Duas das formas mais conhecidas de imunoterapia são as terapias de células CAR-T e os inibidores de checkpoint imunológico.
As células T são as células imunológicas altamente específicas que caçam e matam determinados invasores externos.
As terapias de células CAR-T envolvem a extração de células T do sangue do paciente e sua modificação em laboratório, para que elas possam encontrar e atacar células cancerosas, deixando as células T agirem livremente no corpo.
Estas terapias estão sendo utilizadas atualmente para o tratamento de câncer no sangue.
Já os inibidores de checkpoint imunológico são drogas que "desligam" uma chave embutida no sistema imunológico. Esta proteção tem um propósito importante, pois evita reações imunológicas excessivamente agressivas, que prejudicam as células saudáveis.
Algumas células cancerosas podem desligar essa chave, fazendo com que as células T se afastem sem detectá-las.
Os inibidores de checkpoint imunológico evitam que isso aconteça, fazendo com que as células T identifiquem as células cancerosas como ameaça e deem início a um ataque.
Os cientistas pioneiros desta inovação ganharam o prêmio Nobel em 2018 e as drogas, atualmente, são usadas para combater muitos tipos de câncer. Mas os dois métodos têm limitações.
As pesquisas estão em andamento, mas os cientistas têm dificuldade para fazer as terapias com células CAR-T funcionarem contra tumores sólidos, que representam mais de 90% dos novos diagnósticos (ao contrário dos cânceres no sangue). E a administração do tratamento também é cara e trabalhosa.
Já os inibidores de checkpoint imunológico podem ter um "caleidoscópio de efeitos colaterais", segundo a médica oncologista Samra Turajlic, do Instituto Francis Crick, em Londres.
Isso ocorre porque o desligamento das chaves do sistema imunológico se destina a evitar que o corpo ataque seus próprios tecidos. Por isso, a retirada deste mecanismo de defesa pode colocar em risco células não cancerosas, além dos tumores.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, efeitos colaterais comuns incluem erupções cutâneas, diarreia e fadiga. Mas, em casos raros, o tratamento pode causar inflamações do fígado, coração e pulmões.
Estes efeitos colaterais podem valer a pena, se a droga controlar um câncer agressivo. Mas nem sempre funciona assim.
Um problema importante enfrentado por todo o campo da oncologia, segundo Turajlic, é que nenhuma imunoterapia funciona em 100% dos pacientes.
Existem muitas possíveis razões, que variam da estrutura do tumor, que pode reduzir sua acessibilidade ao sistema imunológico, até as características das próprias células imunológicaS.
De forma geral, 20% a 40% dos pacientes reagem à imunoterapia. Isso significa que muitos pacientes (a maioria deles, na verdade) estão se abrindo aos seus efeitos colaterais, sem mencionar a perda de tempo e de esperança, sem resultados positivos.
Abordagem multifacetada
Como mais pacientes podem se beneficiar da imunoterapia? Os pesquisadores vêm abordando esta questão de muitas formas diferentes.
Embora preliminar, a pesquisa de Wargo indica que os pacientes que seguem dietas com alto teor de fibras podem observar melhores resultados, devido a mudanças da microbiota intestinal que podem afetar o sistema imunológico e o tumor.
Outra pesquisa surpreendente indica que as estatinas, que são medicamentos acessíveis e de baixo custo para a redução do colesterol, podem aumentar os efeitos da imunoterapia, por meio de mudanças inesperadas da comunicação celular.
O próprio horário do tratamento pode influenciar os resultados. Pesquisas recentes indicam que os pacientes que recebem a dosagem no início do dia apresentam melhores resultados que os tratados mais tarde.
A combinação de imunoterapia com outros tratamentos contra o câncer, como radiação ou ultrassom, pode ser outra forma de aumentar os índices de reação.
"A radiação, na verdade, pode... fazer com que o tumor fique visível para o sistema imunológico", explica Sandra Demaria, do Centro Médico Weill Cornell. Ela pesquisou esta combinação de tratamentos.
Já a terapia com ultrassom, que utiliza ondas sonoras de alta frequência para atacar os tumores, pode fazer o mesmo.
Outros pesquisadores utilizam a capacidade de customização da imunoterapia e selecionam cuidadosamente os pacientes para oferecer o melhor tratamento possível.
A medicina personalizada gera entusiasmo em muitas disciplinas. Mas Knudsen destaca que ela é particularmente importante para a oncologia, considerando a heterogeneidade da doença.
"O câncer não é uma doença", explica ela. "São 200 doenças diferentes e todas elas surgem por diferentes motivos e precisam receber tratamentos diferentes."
Dois pacientes com exatamente o mesmo tipo e estágio de câncer podem ter doenças diferentes em nível celular.
Para Demaria, "este campo se encontra em um ponto de inflexão. Podemos avançar tratando não o câncer, mas o paciente."
Cientistas do Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering já testaram uma estratégia promissora, baseada na descoberta de que os tumores com um perfil genético específico tendem a reagir bem aos inibidores de checkpoint imunológico, como dostarlimab.
Em dois testes pequenos, realizados entre 2022 e 2024, em casos de câncer retal com este perfil, o tratamento erradicou completamente os tumores.
A equipe expandiu sua pesquisa para incluir 117 pacientes com diversos tipos de tumores, incluindo do esôfago, bexiga e estômago, com a mesma assinatura genética.
Dentre as 103 pessoas que terminaram o tratamento, 84 pacientes, incluindo Sideris, observaram o desaparecimento completo dos seus tumores. Apenas dois necessitaram passar também por cirurgia.
Pesquisadores da MD Anderson relataram resultados similares para uma técnica utilizando um inibidor de checkpoint diferente. E outros grupos demonstraram que, mesmo se os pacientes realmente acabarem passando por cirurgia, seus resultados operativos podem ser melhores, pelo menos em alguns casos, se os tumores forem tratados primeiramente com imunoterapia.
Mais pesquisas são necessárias, mas essas descobertas são promissoras. Elas abrem as portas para uma era de tratamentos menos invasivos e altamente eficazes, segundo o chefe de oncologia de tumores sólidos do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, Luis Diaz.
"Precisamos sair da era medieval para os tempos modernos", afirma ele. "Retirar seu reto, estômago ou bexiga — precisamos fazer melhor do que isso."
A ressalva é que apenas cerca de 5% dos tumores possuem a composição genética necessária para que eles sejam adequados para tratamento com imunoterapia livre de cirurgia, segundo estudos de Diaz e seus colegas.
"Os outros 95% precisam de algo tão bom quanto isso", segundo ele.
A promessa de vacinas
Com este objetivo em mente, os pesquisadores continuam buscando novas técnicas de imunoterapia e tentando aprimorar as antigas, como vacinas contra o câncer.
As vacinas tradicionais apresentam ao corpo partes de um patógeno, como um vírus, para que ele possa praticar, produzindo uma reação imunológica à ameaça real.
Um conceito similar pode funcionar para o câncer, segundo Karen Knudsen, mas poderá ser usado para tratar a doença, em vez de evitá-la.
As células cancerosas possuem diversas proteínas de superfície.
Usando a tecnologia de vacinas, os pesquisadores podem conseguir treinar o sistema imunológico do paciente para reconhecer e atacar essas proteínas, acionando forte reação contra seu câncer específico, explica Knudsen.
E já existem evidências preliminares que apoiam esta técnica. Pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, criaram recentemente vacinas personalizadas para nove pessoas com um tipo de câncer renal.
Após a retirada cirúrgica dos seus tumores, os pacientes foram vacinados, para eliminar do corpo eventuais células de tumor remanescentes.
Em uma pesquisa publicada em 2025, a equipe relatou que todos os nove pacientes tiveram reação imunológica contra o câncer e permaneceram livres do tumor por anos após a cirurgia. E as vacinas personalizadas também se mostraram promissoras para o tratamento de melanoma.
"É um mundo totalmente novo", segundo Knudsen. "É a definição da medicina de precisão."
"Talvez possamos, agora, desenvolver estratégias de vacinação contra o tumor específico do paciente com muita rapidez."
Mas, apesar de todo este entusiasmo, existe um longo caminho pela frente.
São necessários mais estudos para respaldar alguns dos métodos encorajadores sendo investigados e chegar a um futuro em que os médicos poderão oferecer aos pacientes, de forma precisa e confiável, tratamentos que funcionarão contra seus cânceres específicos.
"Existem muitos alvos muito promissores e novos agentes que não progrediram além dos testes clínicos de fase inicial", alerta Sandra Demaria.
É possível que um subconjunto de pacientes não reaja a nenhum tipo de imunoterapia, segundo Diaz. Os cânceres têm "superpoderes" diferentes, que permitem seu crescimento e expansão, explica ele, e o sistema imunológico é um oponente melhor para algumas pessoas do que outras.
Mas, para os pacientes que reagem ao tratamento, a imunoterapia já está mostrando que pode salvar e mudar vidas.
Maureen Sideris, a paciente de Nova York que participou do teste de Luis Diaz, se sente parte de um futuro brilhante para a oncologia.
"Estamos seguindo em uma direção ótima", segundo ela.
"Um dos médicos me disse que, em questão de 10 anos, passar por qualquer tipo de quimio e radioterapia será como fazer sangria: algo muito antiquado."
Na manhã desta terça-feira (14), a prefeita Tia Júlia se reuniu com o representante da Guarda Municipal Adriano Dantas, da Iluminação Pública Otarcizio, do setor de Videomonitoramento Carlos Almeida , além dos secretários municipais de Segurança Pública e Defesa Civil Carlos Guruba, Comunicação Henrique Romeiro e Planejamento Marcos Rêgo, para definir estratégias voltadas ao fortalecimento da segurança em Palmeira dos Índios.
O encontro teve como principal objetivo garantir o bem-estar da população palmeirense, por meio da construção de um plano estratégico integrado, que envolve o uso do videomonitoramento, a ampliação da iluminação pública e o reforço no patrulhamento da Guarda Municipal. A proposta é alinhar ações entre os setores para tornar a atuação mais eficiente e preventiva.
De acordo com o comandante da Guarda Municipal Adriano Dantas, a articulação entre aso equipes é essencial para assegurar resultados efetivos. “A integração entre esses setores é fundamental para que a segurança dos cidadãos seja garantida”, destacou.
Atualmente, o município conta com uma ampla rede de câmeras instaladas em pontos estratégicos, o que contribui diretamente para o monitoramento contínuo das áreas urbanas e para a redução dos índices de criminalidade.
Ao final da reunião, a prefeita Tia Júlia reforçou o compromisso da gestão com a segurança pública. “Estamos trabalhando de forma integrada, com planejamento e responsabilidade, para garantir mais tranquilidade à nossa população. Segurança se faz com união, estratégia e presença nas ruas”, afirmou a gestora.
O câncer de intestino, ou colorretal, é um dos tipos mais comuns entre os brasileiros. A boa notícia é que muitos fatores de risco estão ligados ao nosso estilo de vida.
Pequenas escolhas diárias podem ser verdadeiras vilãs para a saúde do seu sistema digestivo. Conheça os principais pontos de atenção.
Alimentos como salsicha, presunto, salame e bacon são considerados carcinogênicos pela Organização Mundial da Saúde. Eles contêm substâncias que agridem as paredes do intestino.
O consumo frequente desses itens aumenta consideravelmente as chances de inflamações graves. Priorize proteínas frescas e preparos mais naturais no seu dia a dia
As fibras funcionam como uma “vassoura” que limpa o intestino e acelera o trânsito intestinal. Elas evitam que substâncias tóxicas fiquem paradas no órgão por muito tempo.
Dietas ricas em farinha branca e açúcar deixam o intestino preguiçoso e vulnerável. Aposte em frutas com casca, legumes e grãos integrais em todas as refeições.
A gordura abdominal gera um estado de inflamação constante no corpo humano. Esse cenário favorece o surgimento de células anormais que podem virar tumores.
A prática regular de exercícios físicos ajuda a regular os hormônios e o metabolismo. Tente caminhar pelo menos 30 minutos por dia para reduzir os riscos.
O cigarro e as bebidas alcoólicas são toxinas que danificam o DNA das células intestinais. O consumo combinado desses dois hábitos potencializa ainda mais o perigo.
Não existe um nível totalmente seguro para o fumo quando o assunto é câncer. Reduzir ou eliminar o álcool é um passo essencial para a prevenção.
Muitas vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Procure um médico se notar:
Mudança no hábito intestinal: diarreia ou prisão de ventre que não passa;
Sangue nas fezes: qualquer sinal de sangue deve ser investigado rapidamente;
Cansaço e anemia: podem indicar perda de sangue invisível no sistema digestivo;
Perda de peso sem motivo: emagrecer rápido demais sem dieta é um sinal de alerta.
Lembre-se: A colonoscopia é o principal exame de prevenção e deve ser feita regularmente após os 45 anos.
Você já sentiu aquele “branco” no meio do dia ou dificuldade para se concentrar em tarefas simples?
A solução pode estar na sua próxima refeição. O que você come influencia diretamente a agilidade do seu raciocínio.
Mirtilo, chocolate amargo e café são mais que apenas delícias. Eles são fontes de polifenóis e cafeína. Esses compostos bioativos melhoram o fluxo sanguíneo cerebral.
Eles também protegem seus neurônios contra o envelhecimento precoce. Conheça agora como esses três aliados funcionam no seu corpo.
O mirtilo é famoso por sua cor azul-escura vibrante. Essa cor vem das antocianinas. Elas são antioxidantes poderosos que combatem a inflamação cerebral.
Diferente de outros alimentos, os compostos do mirtilo cruzam a barreira hematoencefálica. Eles se instalam em áreas ligadas ao aprendizado.
O consumo regular ajuda a manter a mente ágil. Ele é especialmente indicado para prevenir o declínio cognitivo leve.
Para o cérebro, não serve qualquer chocolate. O ideal é o amargo com 70% de cacau ou mais. Ele é rico em flavonoides, catequinas e epicatequinas.
A ciência comprova esses benefícios. Uma meta-análise de 2023, publicada na Phytotherapy Research, associou o cacau à melhora nas habilidades verbais.
Além disso, o chocolate amargo contém teobromina. Essa substância oferece um estímulo suave ao sistema nervoso sem causar picos de ansiedade.
O café é a bebida favorita de quem precisa de energia. A cafeína bloqueia os receptores de adenosina no cérebro. Isso reduz a fadiga e aumenta o estado de alerta.
Mas o benefício vai além da energia. O café possui ácido clorogênico e quercetina. Esses componentes protegem as células cerebrais contra danos oxidativos.
Estudos sugerem que o consumo moderado pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas no futuro.
A moderação é o segredo do sucesso. O excesso de cafeína ou açúcar pode causar insônia e agitação. Veja as recomendações dos especialistas:
| Alimento | Quantidade recomendada | Dica de consumo |
| Mirtilo | Meia xícara (75g) | Fresco, congelado ou em vitaminas. |
| Chocolate Amargo | 20 a 30 gramas | De 3 a 4 quadradinhos por dia. |
| Café | Até 4 xícaras (coado) | Evite o consumo após as 16h. |
Lembre-se: nenhum alimento faz milagre sozinho. Os benefícios para o cérebro aparecem quando você combina dieta com sono de qualidade e exercícios físicos.
Se você tem sensibilidade à cafeína ou problemas gástricos, procure um nutricionista.
Adaptar as quantidades à sua realidadegarante que seu cérebro receba apenas os bônus desses superalimentos. Cuide da sua mente começando pelo que você coloca no prato!
Um grupo de físicos do Instituto de Tecnologia de Israel, localizado na cidade de Haifa, observou um fenômeno raro e contra as expectativas habituais da física: minúsculos “pontos de escuridão” que parecem se mover mais rápido que a luz.
O resultado foi descrito em um estudo publicado em março de 2026 na revista científica Nature. Apesar da aparência surpreendente, o trabalho não contradiz as leis da física conhecidas.
Na prática, o que os cientistas registraram não foi o deslocamento de partículas ou energia em velocidade superluminal, mas o comportamento extremo de estruturas chamadas de singularidades de fase óptica — regiões específicas de um campo de luz onde a intensidade é nula.
As chamadas singularidades de fase óptica são pontos onde a luz, em vez de iluminar, se anula completamente. Ao redor dessas regiões, a onda luminosa apresenta uma organização complexa, com propriedades bem definidas, como carga topológica.
No experimento, os pesquisadores acompanharam o movimento dessas singularidades em um sistema controlado. Para isso, utilizaram membranas ultrafinas de nitreto de boro hexagonal (hBN), um material conhecido por permitir a propagação de ondas híbridas de luz e vibração chamadas fônon-polaritons.
Com o auxílio de técnicas avançadas de microscopia eletrônica ultrarrápida, foi possível registrar a dinâmica desses pontos com resolução temporal e espacial extremamente alta.
As medições mostraram que, pouco antes de desaparecerem (em um processo chamado aniquilação), essas singularidades aceleram rapidamente. Em alguns casos, a velocidade calculada ultrapassa o limite da velocidade da luz no vácuo.
O ponto central é que essa velocidade é apenas aparente. Não há transporte de matéria, energia ou informação nesses pontos. O que se move é a posição da singularidade dentro do campo de onda — uma característica geométrica do sistema.
A teoria da relatividade, formulada por Albert Einstein, estabelece que nenhuma informação pode viajar mais rápido que a luz. Como o fenômeno observado não envolve transmissão de informação, não há violação das leis físicas.
O comportamento extremo está ligado às propriedades das ondas no material utilizado. No caso do hBN, os fônon-polaritons apresentam velocidades de grupo muito baixas, o que amplifica efeitos geométricos e permite acelerações aparentes intensas das singularidades.
Além disso, o estudo analisou a distribuição conjunta entre distância e velocidade dessas estruturas, mostrando que a aceleração cresce de forma abrupta à medida que os pontos se aproximam da aniquilação.
Em termos simples, o sistema cria uma situação em que a “marca” da ausência de luz se desloca rapidamente, sem que algo físico esteja viajando naquela velocidade.
A descoberta ajuda a aprofundar o entendimento sobre a dinâmica de campos de luz complexos e abre caminho para novas aplicações em óptica avançada.
Os resultados podem contribuir, por exemplo, para o desenvolvimento de tecnologias em manipulação de luz em escala nanométrica, sistemas de imagem de alta precisão e sensores ópticos mais sensíveis.
A ideia de algo “mais rápido que a luz” costuma sugerir uma quebra das leis do universo. No entanto, o trabalho mostra que a realidade pode ser mais sutil.
Ao observar estruturas que se movem de forma extrema dentro de campos de onda, os cientistas mostraram como efeitos geométricos e propriedades da luz podem produzir comportamentos surpreendentes — sem alterar as regras fundamentais da física.
longo do DNA em 39 participantes de dois ambientes muito diferentes: os Andes equatorianos, representados pelos kichwa, e a bacia amazônica, representada pelos ashaninca.
Em qualquer outro contexto, consumir água com uma concentração de arsênio muito acima dos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) representaria um sério risco à saúde. Mas em San Antonio de los Cobres, no altiplano do noroeste argentino, a mais de 3,7 mil metros de altitude, essa tem sido, durante séculos – e provavelmente milênios –, uma condição cotidiana de vida.
Antes da instalação de um sistema de filtragem em 2012, a água da localidade continha cerca de 200 microgramas de arsênio por litro. Detalhe: o limite recomendado pela OMS é de apenas 10. Ainda assim, trata-se de uma região ocupada por seres humanos há pelo menos 7 mil anos, talvez até 11 mil. A pergunta inevitável é: como isso é possível?
O arsênio não é exatamente um veneno de risco desprezível. A exposição crônica está associada a câncer, lesões cutâneas, malformações congênitas e morte prematura. Uma vez no organismo, ele é processado por enzimas que o transformam em diferentes compostos químicos.
Mas nem todos têm o mesmo efeito. O composto monometilado, ou MMA, é particularmente tóxico, enquanto o dimetilado, conhecido como DMA, é mais facilmente eliminado pela urina. O problema é que, na maioria das pessoas, o metabolismo do arsênio gera proporções relativamente altas desse composto intermediário mais nocivo antes de transformá-lo na forma que o organismo consegue excretar com mais facilidade.
Em meados da década de 1990, um estudo identificou na população feminina dessa região um processamento incomum do arsênio: o organismo acumulava menos do derivado mais tóxico e avançava com maior eficiência para a forma eliminável pela urina. Em outras palavras, o metabolismo do arsênio era excepcionalmente eficiente entre as mulheres estudadas.
Durante anos, o fenômeno permaneceu como uma curiosidade bioquímica. Mas, em 2015, uma equipe liderada pelas biólogas evolutivas Carina Schlebusch e Lucie Gattepaille, da Universidade de Uppsala, publicou na revista especializada Molecular Biology and Evolution uma possível explicação genética.
Para investigar, os cientistas analisaram o DNA de 124 mulheres de San Antonio de los Cobres e compararam os dados com os de populações do Peru e da Colômbia. O que encontraram foi revelador.
Os cientistas concentraram uma parte central da explicação em torno do AS3MT, um gene essencial no metabolismo do arsênio. Em seu entorno, detectaram variantes cuja presença se relacionava a um processamento biológico mais eficiente do metaloide. Essas variantes apareciam com muito mais frequência nos habitantes de San Antonio de los Cobres do que em populações geneticamente semelhantes do Per
u e da Colômbia, regiões onde os níveis ambientais de arsênio são muito menores, segundo o estudo.
A análise revelou ainda sinais claros do que os geneticistas chamam de “varredura seletiva”, a marca deixada pela seleção natural quando um traço é rapidamente favorecido em uma população. Em termos simples, esse padrão sugere que as variantes protetoras do gene AS3MT podem ter conferido uma vantagem em ambientes com altos níveis de arsênio. Com o passar das gerações, essa vantagem teria feito com que tais variantes se tornassem cada vez mais frequentes na população.
“A adaptação para tolerar o arsênio como fator de estresse ambiental provavelmente impulsionou um aumento na frequência de variantes protetoras de AS3MT”, escreveu a equipe em seu estudo, que classificou o achado como “a primeira evidência de adaptação humana a uma substância química tóxica”.
Trata-se de um caso isolado? Os dados sugerem que não. Um estudo posterior, publicado
na Chemosphere em 2022, examinou populações indígenas dos Andes bolivianos – grupos aimará-quéchua e uru – e encontrou sinais igualmente fortes de seleção positiva perto do mesmo gene. De fato, os bolivianos apresentavam a maior frequência já registrada de alelos associados a um metabolismo eficiente do arsênio, e o sinal de seleção estava entre os 0,5% mais intensos de todo o genoma.
Tudo isso aponta para o fato de que a adaptação ao arsênio não é um fenômeno local nem pontual, mas um processo evolutivo que pode ter ocorrido em paralelo em diferentes comunidades andinas expostas durante gerações ao mesmo veneno natural. Quando a pressão ambiental persiste por séculos, a evolução pode favorecer adaptações semelhantes em populações submetidas a pressões ambientais comparáveis.
A evolução humana, no entanto, nem sempre implica mudanças diretas no DNA. Além d
as mutações hereditárias, existem os chamados mecanismos epigenéticos, que modificam a forma como os genes são ativados ou silenciados em resposta ao ambiente. Essas alterações não mudam a sequência genética e podem ser mais flexíveis, já que nem sempre são transmitidas de forma estável entre gerações.
Alguns geneticistas passaram a olhar justamente nessa direção, enquanto outros buscavam respostas no código do genoma. Mais recentemente, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Emory se perguntaram se a adaptação andina à altitude – um enigma em si, já que os povos andinos não possuem o mesmo “gene da altitude” identificado nos tibetanos – poderia estar escrita não tanto no DNA, mas na forma como ele se expressa.
Para explorar essa hipótese, eles examinaram as marcas epigenéticas distribuídas ao
O estudo, publicado na revista Environmental Epigenetics, detectou mudanças epigenéticas em genes relacionados ao funcionamento do sistema vascular e do músculo cardíaco, além de sinais na via PI3K/AKT, um circuito biológico envolvido em processos como o crescimento muscular e a formação de novos vasos sanguíneos.
Segundo os pesquisadores, essas diferenças epigenéticas poderiam ajudar a explicar alguns traços fisiológicos característicos das populações andinas de grande altitude, como o espessamento das paredes arteriais e o aumento da viscosidade do sangue. Ambos poderiam estar relacionados à adaptação fisiológica à hipóxia – a escassez de oxigênio típica da altitude –, embora também tenham sido associados a um risco maior de hipertensão pulmonar.
“Os achados são particularmente interessantes porque não estamos vendo esses sinaisfortes no genoma, mas quando observamos o metiloma, essas mudanças aparecem”, explica John Lindo, professor de antropologia da Emory e autor principal do estudo, em um comunicado da instituição.
Além do caso específico, as mudanças epigenéticas podem constituir uma resposta mais flexível ao ambiente e nem sempre são transmitidas de forma estável entre gerações. O fato de essas modificações aparecerem em populações cuja presença nas terras altas andinas remonta a quase 10 mil anos levanta uma questão importante: até que ponto a epigenética desempenha um papel constante na adaptação humana a ambientes extremos?
Para compreender melhor como os seres humanos se adaptam à vida em grandes altitudes, vale observar outro laboratório natural da evolução: o planalto tibetano. Ali, a evolução parece ter seguido um caminho diferente.
Um estudo publicado recentemente na revista PNAS, liderado pela antropóloga Cynthia Beall, da Universidade Case Western Reserve, analisou 417 mulheres tibetanas entre 46 e 86 anos, vivendo a altitudes entre 3 mil e 4 milmetros no Alto Mustang, no Nepal. O objetivo era identificar quais características fisiológicas se associavam a maior sucesso reprodutivo, um dos indicadores mais diretos de adaptação evolutiva.
O resultado não foi o que muitos esperavam. As mulheres com mais filhos – algumas chegaram a ter 14 – não apresentavam níveis excepcionalmente altos de hemoglobina. Pelo contrário, mantinham níveis próximos da média, mas com maior saturação de oxigênio no sangue.
Essa combinação está associada a uma maior eficiência no transporte de oxigênio sem engrossar o sangue, evitando assim a sobrecarga do coração. Além disso, as mulheres mais fecundas apresentavam maior fluxo sanguíneo para os pulmões e ventrículos cardíacos mais largos, características que melhoram a eficiência do sistema circulatório em condições de hipóxia.
Parte dessa adaptação tem uma origem inesperada. Uma variante do gene EPAS1, que regula a concentração de hemoglobina e é característica das populações tibetanas, parece ter sido herdada dos denisovanos, uma espécie humana extinta que viveu na Sibéria há cerca de 50 mil anos. Seus descendentes a teriam disseminado ao migrar para o planalto tibetano.
“A adaptação à hipóxia em grande altitude é fascinante porque o estresse é grave, todos o experimentam da mesma forma em uma determinada altitude e ele é quantificável”, explicou Beall à publicação Science Alert. “É um belo exemplo de como e por que nossa espécie apresenta tanta variação biológica.”
Considerados em conjunto, esses estudos traçam um panorama que desafia a ideia de que a evolução humana seja um processo encerrado. Pelo contrário, sugerem que nossa espécie continua a se adaptar aos ambientes em que vive.
Nos Andes, populações expostas durante milhares de anos a toxinas naturais e à escassez de oxigênio desenvolveram respostas genéticas, epigenéticas e fisiológicas distintas. No Tibete, diante do mesmo desafio da hipóxia, a evolução seguiu uma via genética diferente. A biologia humana, ao que tudo indica, continua negociando com o ambiente.
A Polícia Civil prendeu, durante a Operação Lealdade Corrompida, dois policias penais suspeitos de participação no furto de entorpecentes em Campo Grande (MS).
A ação foi deflagrada entre segunda (13/4) e terça-feira (14/4) e investiga um grupo que teria se passado por agentes públicos para subtrair drogas de uma residência.
Entre os presos estão o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos e o policial militar Lucas Villegas, apontados como suspeitos de envolvimento direto no esquema. Além deles, outros investigados foram detidos temporariamente.
André Luiz Ramos Santa Cruz, acusado de matar a namorada, Anne Larissa Nepomuceno Silva, em outubro de 2024, no bairro Feitosa, em Maceió, vai sentar no banco dos reús nesta quinta-feira (16), no Fórum do Barro Duro. O júri popular terá início às 8h e será conduzido pelo juiz Yulli Roter.
De acordo com os autos, o corpo de Anne foi encontrado com sinais de estrangulamento dias depois de uma discussão entre ela e André Luiz. Testemunhas relataram que Anne sofria ameaças do namorado e já pensava em terminar o relacionamento.
André Luiz foi capturado em uma ilha situada nos canais que ligam Maceió a Marechal Deodoro, próximo ao bairro do Pontal da Barra, em cumprimento de um mandado expedido pela Justiça de Alagoas.
Ele foi interrogado e negou envolvimento no crime. No entanto, acabou pronunciado em novembro do ano passado e será julgado por feminicídio.
A análise de provas digitais, imagens de câmeras de videomonitoramento e depoimentos de testemunhas foi fundamental para a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluir que a denúncia de estupro coletivo em Rio Largo era falsa.
O caso teve início no dia 10 de março, quando uma jovem de 18 anos afirmou que havia sido atraída até uma residência por uma conhecida e mantida em cárcere privado por vários dias, período em que relatou ter sofrido abusos físicos e sexuais, incluindo estupro coletivo.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam), que tratou o caso como prioritário. À época, duas pessoas — um homem e uma mulher — chegaram a ser presas em flagrante, com as prisões posteriormente convertidas em preventivas.
No entanto, ao longo da apuração, a Polícia Civil teve acesso a conteúdos extraídos de celulares dos acusados, analisou imagens de locais onde a jovem esteve e ouviu diversas testemunhas, incluindo pessoas que tiveram contato com ela durante o período em que alegava estar em cárcere.
De acordo com a delegada Zenilda Pinheiro, o conjunto de provas revelou inconsistências na versão apresentada. Ao ser confrontada com os elementos reunidos, a própria jovem confessou que havia feito uma denúncia falsa.
O inquérito foi concluído na segunda-feira (13), com a decisão pelo não indiciamento dos acusados. O caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar os próximos desdobramentos.
A motivação para a falsa denúncia não foi esclarecida. "O episódio mobilizou a estrutura pública e é considerado grave, especialmente pelo impacto que pode gerar na credibilidade de vítimas reais de violência", destacou a delegada.
Um jacaré da espécie papa-amarelo foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (15), às margens do Riacho Piauí, no bairro Jardim Tropical, em Arapiraca.
O animal havia sido visto na noite anterior caminhando pela marginal da rodovia, em uma área próxima ao Anel Viário. Imagens registradas por pessoas que faziam caminhada no local circularam nas redes sociais.

Na manhã seguinte, o jacaré foi encontrado sem vida. No local, havia marcas de sangue, o que levanta a possibilidade de atropelamento, já que a via tem fluxo intenso de veículos. Também foram observadas marcas na região da barriga do animal, semelhantes a cortes, mas a causa da morte ainda não foi confirmada.
A polícia das Ilhas Canárias (Espanha) está debruçada sobre um mistério ainda difícil de explicar: a morte da influencer húngara e estrela de reality Annabella Lovas.
Investigadores vão juntando novas peças ao quebra-cabeça. Uma nova pista sobre a morte misteriosa surgiu após a descoberta dos pertences de Annabella.
O corpo sem vida de Annabella Lovas foi encontrado em uma piscina natural no ano passado. A polícia, empenhada em solucionar o caso, obteve um avanço importante no início deste mês, após a jovem de 32 anos ser identificada por meio de registros dentários analisados pela Interpol.
Uma nova e intrigante reviravolta surgiu depois que um pastor encontrou a mochila de Annabella contendo o seu passaporte e alguns pertences pessoais.
A descoberta foi feita na noite de sexta-feira (10/4) em um mirante remoto no sul da ilha de Gran Canaria, próximo a um aterro sanitário ilegal fechado no fim do ano passado. Peritos forenses isolaram o local para que pudessem remover a mochila para análises laboratoriais.
Os detetives agora estão vasculhando a área na tentativa de reconstituir os últimos passos de Annabella. O chefe de polícia Pablo Fernandez Sala descreveu os esforços para identificar a mulher encontrada morta como "árduos e intensos", de acordo com o "Sun".
Buscas anteriores na área de difícil acesso onde seu corpo foi encontrado, utilizando drones e helicópteros, antes de sua identificação, não haviam encontrado nenhum vestígio de seus pertences.
Na piscina natural, o cadáver da húngara estava nu da cintura para baixo. Autoridades espanholas acreditam que ela tenha permanecido ali por pelo menos três semanas. A vítima tinha tatuagens no ombro e nas costas, mas não apresentava impressões digitais, pois as pontas dos dedos haviam sido destruídas durante o tempo em que permaneceu sem vida na água.
Peritos forenses também não conseguiram determinar a causa exata da morte nem extrair DNA conclusivo.
Embora a polícia ainda não saiba exatamente como Annabella morreu, ela descartou a hipótese de morte violenta e não está tratando o caso como crime. Acredita-se que ela tenha morrido em outro local de Gran Canaria antes que uma enchente repentina causada por tempestades levasse seu corpo até o local remoto onde foi encontrado.
Annabella fez sucesso na versão húngara de 2021 do programa The Bachelor e havia se mudado de seu país natal para Gran Canaria após uma batalha contra o câncer, que, segundo relatos, deixou sequelas psicológicas. A húngara foi descrita como uma "pessoa vulnerável".
A água inglesa é um composto fitoterápico muito antigo e popular no Brasil.
Frequentemente passada de geração em geração, ela é conhecida principalmente por suas propriedades digestivas e tonificantes.
Apesar de ser um produto de venda livre, a água inglesa não é apenas uma “água comum”. Ela é um extrato de plantas medicinais, sendo a Quina (Cinchona calisaya) seu principal ingrediente.
Por conter substâncias ativas, seu uso deve ser consciente para evitar efeitos colaterais indesejados.
O segredo da água inglesa está no sabor amargo. Além da Quina, muitas fórmulas comerciais incluem outras ervas como carqueja, camomila, calumba e erva-doce.
Essas plantas possuem princípios ativos que estimulam as funções básicas do sistema digestivo.
O sabor amargo dessas ervas serve para “avisar” o corpo que a digestão precisa começar.
Quando as papilas gustativas sentem o amargor, o cérebro envia sinais para aumentar a produção de saliva e suco gástrico.
Isso prepara o estômago para receber e processar os alimentos de forma mais eficiente.
A água inglesa é muito utilizada por pessoas que sofrem com falta de apetite ou má digestão.
Ao estimular as glândulas digestivas, ela ajuda a reduzir aquela sensação de estufamento e peso após as refeições. Ela funciona como um tônico para o estômago.
Este é o uso mais famoso da água inglesa. Muitas mulheres utilizam o composto após o parto com o objetivo de ajudar na limpeza do útero.
Acredita-se que as substâncias amargas ajudem na eliminação de coágulos e resíduos pós-parto. Atenção: Embora seja uma tradição, esse uso deve ter acompanhamento médico.
Por conter ervas como a carqueja, a água inglesa auxilia nas funções do fígado.
Isso ajuda o organismo a eliminar toxinas de forma mais rápida, sendo muitas vezes procurada após períodos de excessos alimentares.
Nem todo mundo pode consumir a água inglesa. Por ser um estimulante gástrico, ela é contraindicada para pessoas com:
Gastrite ou úlceras: O aumento do ácido gástrico pode piorar a dor e a inflamação.
Gravidez: Algumas ervas da composição podem estimular contrações uterinas.
Amamentação: As substâncias amargas podem passar para o leite e alterar o sabor ou afetar o bebê.
Epilepsia: Algumas formulações podem conter álcool ou componentes que interferem em distúrbios neurológicos.
Geralmente, a recomendação é ingerir um pequeno cálice (cerca de 30 ml) antes das principais refeições.
No entanto, o tempo de uso não deve ser prolongado. O uso contínuo pode causar irritação gástrica ou desequilíbrios no paladar.
O ideal é não ultrapassar 14 dias de uso sem uma pausa. Lembre-se que fitoterápicos são medicamentos e podem interagir com outros remédios que você já toma.
Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de iniciar o uso.
A Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO, sigla em inglês) define a infecção pela bactéria Helicobacter pylori — mais conhecida como H. pylori — como “grande problema de saúde mundial, causando morbilidade e mortalidade consideráveis devido à doença da úlcera péptica e câncer gástrico”. Em um artigo, a entidade pontuou que a condição “recai desproporcionalmente sobre as populações com menos recursos.”
Membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a gastroenterologista Maria Júlia Colossi destaca que a infecção pela H. pylori tem 40% de prevalência mundial. De acordo com a mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), esse micro-organismo apresenta uma estrutura complexa, especializado em colonizar o revestimento do estômago.
Segundo a especialista em endoscopia digestiva e colonoscopia, quando um indivíduo está com H. pylori, surgem alguns sinais. “Os principais sintomas da infecção são a dispepsia tipo dor no estômago e no meio do abdômen relacionada ou não à alimentação e a dispepsia como empachamento pós-prandial, que é aquela sensação de ficar saciado precocemente durante uma refeição”, detalha a médica.
Outro indício de infecção pelo micro-organismo é a anemia por deficiência de ferro ou de vitamina B12 “não explicada por outros sinais e sintomas”. A gastroenterologista menciona ainda a perda de peso não intencional e hemorragia digestiva com úlceras gástricas ou duodenais na endoscopia. A pessoa também tende apresentar plaquetas baixas de forma persistente.
Conforme Maria Júlia Colossi, massa abdominal palpável deve ser avaliada como possibilidade de infecção por H. pylori ou até progressão para algo mais grave. A especialista esclarece que o contágio decorre do contato interpessoal através de saliva (oral-oral), fluidos gástricos (gastro-oral) e resíduos fecais (fecal-oral), que são os veículos da bactéria.

O combate ao câncer do colo do útero ganhou um reforço histórico no Brasil. O SUS (Sistema Único de Saúde) incorporou oficialmente o teste de DNA-HPV para o rastreamento da doença.
Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), esse câncer mata uma mulher a cada 90 minutos no país. A nova tecnologia promete transformar esse cenário preocupante em algo evitável.
Diferente do Papanicolaou tradicional, o novo teste molecular identifica o DNA do vírus antes mesmo das lesões surgirem. Isso antecipa o diagnóstico de forma drástica.
De acordo com dados da Roche Diagnóstica, essa tecnologia permite identificar o risco biológico com até 10 anos de antecedência. Na prática, isso aumenta em quatro vezes a detecção de lesões pré-cancerosas.
Para a patologista e diretora do departamento de anatomia e genômica do A.C.Camargo Câncer Center, Dra. Louise De Brot, o teste molecular representa um marco científico.
“A introdução do teste de DNA para HPV representou uma das transformações mais profundas na história da prevenção”, afirma a especialista.
Segundo a médica, o rastreamento deixou de ser uma observação microscópica da consequência celular. Agora, o foco é a identificação objetiva do risco biológico.
Uma das maiores barreiras do SUS é o acesso de mulheres em áreas remotas ou com traumas médicos. O novo teste permite que a própria mulher colha sua amostra.
Usando um swab (semelhante a um cotonete), a paciente pode realizar a coleta com privacidade. Isso democratiza o combate à doença e aumenta a adesão aos programas preventivos.
A tecnologia vai além de dizer se o vírus está presente. Ela revela exatamente qual tipo de HPV a paciente carrega no organismo.
“A genotipagem revelou que os tipos virais não têm o mesmo potencial oncogênico”, ressalta a Dra. Louise.
Distinguir os vírus de maior risco permitiu criar algoritmos clínicos mais refinados. Isso torna o tratamento muito mais direcionado e eficaz para cada caso.
A vacina contra o HPV continua sendo indispensável como prevenção primária. No entanto, ela precisa estar aliada ao rastreamento molecular para ser totalmente eficaz.
Segundo a especialista, essa união lança uma era onde a eliminação desse câncer passou a ser uma meta factível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda este método como prioritário.
Fique atenta: Com o diagnóstico precoce, o câncer de colo de útero é amplamente prevenível. Procure o posto de saúde para saber como acessar essa nova tecnologia.
As inscrições para a formação do Conselho Municipal de Saúde de Palmeira dos Índios, biênio 2026-2028, encerram nesta quarta-feira (15). A eleição do novo grupo acontece na quinta-feira, 16 de abril.
Os interessados podem se inscrever das 8h às 14h, na sala do Conselho de Saúde, situada na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Podem concorrer ao processo eleitoral as entidades e instituições que atuam na área da saúde e afins, de âmbito municipal, que sejam trabalhadores de saúde ou usuários do SUS. Ao todo, são eleitos 12 membros titulares e 12 membros suplentes.
A eleição será realizada no dia 16 de abril, no Auditório do Cesmac Campus Sertão, das 8h às 12h.
Para mais informações, confira o edital abaixo.
Ao menos 16 pessoas ficaram feridas após um homem armado invadir uma escola de ensino médio na Turquia, nesta terça-feira (14), e atirar contra estudantes e funcionários.
Segundo informações iniciais, o responsável pelo atentado é um homem de 19 anos, ex-aluno da instituição. Ele entrou no prédio armado com um rifle de caça e se matou após abrir fogo “aleatoriamente” no pátio, informou a polícia.
O ataque aconteceu na Escola Secundária Técnica Profissional Siverek Ahmet Koyuncu, no sudoeste do país. Entre os feridos estão 10 alunos e quatro professores.
Segundo a mídia local, forças especiais de segurança, que foram enviadas à escola no distrito de Siverek, na província de Sanliurfa, retiraram os alunos da instituição. As autoridades tentaram convencer o atirador a se render.
Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver os estudantes correndo para fora da escola. Outros feridos são carregados por agentes.
