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O estresse psicológico acumulado no trabalho pode estar relacionado à piora da função erétil em homens jovens. Uma pesquisa publicada em 9 de setembro no International Journal of Clinical Practice identificou que, entre os participantes submetidos aos maiores níveis de pressão profissional, 54,37% apresentaram disfunção erétil.

O estudo envolveu 826 homens, de 22 a 40 anos, que trabalhavam em período integral e avaliou cinco aspectos da rotina profissional: horas trabalhadas, autonomia para tomar decisões, apoio dos supervisores, relacionamento com colegas e pressão por promoção. Os pesquisadores também analisaram a função erétil e os níveis de cortisol, testosterona e outros hormônios.

Quanto maior o estresse, pior a função erétil

Os participantes foram separados em grupos de acordo com o nível de estresse no trabalho e os resultados mostraram uma relação dose–resposta, na qual a piora da função erétil acompanhava o aumento da pressão profissional.

No grupo com menor estresse, 8,21% dos homens apresentaram disfunção erétil, enquanto a proporção chegou a 54,37% entre os mais estressados. Após considerar outros fatores que poderiam interferir nos resultados, os homens do grupo de maior estresse apresentaram cerca de dez vezes mais chances de ter o problema em comparação aos menos estressados.

A jornada de trabalho também variou entre os grupos. Os participantes com menor estresse trabalhavam, em média, 42,18 horas por semana, enquanto os mais estressados chegavam a 65,32 horas.

Ao mesmo tempo, maior pressão por promoção, menor autonomia, pouco apoio dos supervisores e relações piores com os colegas estavam entre os fatores considerados no índice criado pelos pesquisadores.

Cortisol e testosterona ajudam a explicar relação

Os pesquisadores encontraram ainda alterações hormonais que podem ajudar a compreender a associação. Com o aumento do estresse, os níveis de cortisol, hormônio ligado à resposta do organismo a situações estressantes, subiram, enquanto os de testosterona diminuíram.

Segundo a análise, a elevação do cortisol precedeu a queda da testosterona em duas a quatro semanas, enquanto as mudanças na testosterona apareceram de quatro a seis semanas antes da piora da função erétil. Os autores consideram que a sequência pode indicar uma janela de seis a dez semanas para intervenções precoces.

Entre os fatores profissionais avaliados, jornadas mais longas foram relacionadas à pior função erétil por meio da elevação do cortisol, enquanto o apoio dos supervisores apresentou efeito protetor associado à manutenção dos níveis de testosterona.

Apesar da forte associação encontrada, os resultados não permitem afirmar que o estresse no trabalho seja, sozinho, responsável pela disfunção erétil. Os achados ainda precisam ser confirmados em novos estudos.

Para os autores, combinar a avaliação do estresse psicológico com exames hormonais pode ajudar a identificar homens com maior risco de disfunção erétil psicogênica, reforçando que fatores relacionados à rotina profissional também devem ser considerados na avaliação da saúde sexual masculina.

Reconhecer os sinais de alerta da depressão grave pode ser o primeiro passo para salvar uma vida. É o que explica a psicóloga e especialista em saúde mental Luana Carvalho, que atende pessoas em crise e vê na escuta atenta uma das ferramentas mais poderosas de prevenção ao suicídio.

Segundo Luana, existem algumas formas de ajudar pessoas com pensamentos de autocídio. O primeiro passo é não deixar a pessoa em questão sozinha e levar o sofrimento dela a sério. É importante ouvi-la sem julgamentos e mostrar que ela não precisa enfrentar tudo sozinha.

O segundo passo é encontrar ajuda profissional, seja com um psicólogo ou psiquiatra. “Nesse momento, mais do que tentar encontrar as palavras perfeitas, o importante é estar presente e ajudar a pessoa a chegar até o cuidado adequado”, explica a psicóloga.

Sinais de que algo está errado em cada fase da vida

Alguns sinais precisam de maior atenção, principalmente quando aparecem juntos ou representam uma mudança importante no comportamento. Ações como começar a falar sobre morte, desaparecer, não querer mais viver ou dizer que seria melhor não existir devem acender um alerta.

Também podem aparecer isolamento, desesperança, alterações importantes no sono e no apetite, perda de interesse pelas coisas, despedidas incomuns, organização de assuntos pessoais ou doação de objetos de valor emocional.

A depender da faixa etária, comportamentos específicos podem ser observados. Mesmo que os sinais básicos sejam parecidos, a forma como o sofrimento aparece pode mudar.

Luana explica que, em adolescentes, é comum observar irritabilidade, isolamento, queda no rendimento escolar, mudanças repentinas no comportamento e conflitos mais intensos. Nos adultos, podem aparecer esgotamento, desesperança, afastamento das pessoas, perda de interesse e sensação de que não existe saída para os problemas.

Já nos idosos, é preciso prestar atenção ao isolamento, perda de autonomia, sentimentos de inutilidade, luto, abandono, mudanças no comportamento e falas relacionadas a ser um peso para a família.

“Mas não devemos olhar apenas para a idade, precisamos observar a mudança em relação ao comportamento habitual daquela pessoa”, afirma a psicóloga.

Cuidando de quem cuida

É importante que quem é suporte para aqueles que estão passando por depressão e pensamentos de suicídio tenha espaço para viver a própria vida, sem tomar os problemas de outras pessoas para si.

“Familiares e amigos podem acabar assumindo uma responsabilidade muito grande e acreditar que precisam resolver tudo sozinhos. Isso pode gerar ansiedade, culpa, exaustão e até sensação de impotência. É preciso entender que ser uma pessoa de apoio não significa ser o tratamento. Todos podem acolher, mas o cuidado precisa ser compartilhado com profissionais”, explica a psicóloga.

A psiquiatra Elaine Bida, que atende em Brasília, lembra que cuidadores, enquanto rede de apoio, devem se cercar de alternativas de promoção de saúde mental como prática de exercícios, técnicas de meditação, interações sociais e atividades onde possam se sentir úteis e acolhidos.

“Manter a nossa saúde mental em dia é essencial para ajudar quem precisa sem nos sentirmos culpados ou responsáveis. A prevenção é o melhor remédio”, afirma.

*Se você está passando por depressão, tendo pensamentos de suicídio ou conhece alguém nessa situação, procure apoio. Você pode ligar ou conversar pelo chat dos seguintes serviços:

Casas e apartamentos representam, para muitas espécies de pequenos animais e insetos, o ambiente ideal para a sobrevivência. Estar em um local com abrigo, água e restos de alimentos transforma o espaço em um refúgio seguro contra predadores naturais. Mas, para quem vive ali, a presença dessas pragas urbanas gera incômodo e pode trazer riscos à saúde, tanto dos moradores quanto dos animais de estimação.

Entre os tipos mais frequentes no dia a dia, estão baratas, formigas, moscas e mosquitos, insetos bem comuns em boa parte dos domicílios. Porém, podem aparecer também animais peçonhentos, como aranhas, lacraias e escorpiões.

Insetos comuns

O biólogo Yuri Gagarin, professor do Sigma, esclarece que a presença indesejada desses insetos comuns se dá desde as questões higiênico-sanitárias até a facilidade de oferta de alimentos. “Quaisquer animais estão sempre à procura de ambientes que ofereçam a eles condições favoráveis de alimentação, reprodução e abrigo. Nossos lares certamente mostram-se locais que oferecem tudo isso”, relata.

Sobre a atração dessas pragas, o biólogo Sérgio Bocalini, especialista em entomologia urbana, complementa que esses animais encontram o que precisam em pontos de acesso como ralos e pias.  “Manter um ambiente limpo e organizado, com as frestas vedadas, contribui para evitar a presença desses animais. Em determinadas situações, o controle profissional com o uso de produtos químicos pode ser necessário”, reforça.

De acordo com Bocalini, existe também uma diferenciação entre o impacto de cada espécie e uma hierarquia de perigo em relação a eles. “Todos esses insetos e animais podem impactar a saúde, mas alguns podem oferecer maior perigo. Entre o que representa maior risco, acredito que sejam os mosquitos, principalmente o Aedes aegypti”, alerta.

Escorpiões, aranhas e lacraias

Embora o surgimento de insetos comuns cause desconforto, os maiores riscos à saúde humana estão associados a animais peçonhentos capazes de inocular veneno, como escorpiões, aranhas e lacraias.

De acordo com dados do Instituto Butantan e do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de acidentes envolvendo escorpiões no Brasil cresceu de modo expressivo ao longo da última década. Esse aumento nas cidades está diretamente ligado ao crescimento urbano acelerado e às mudanças no clima.

“Dentre os principais fatores, as ocupações urbanas associadas ao desmatamento, a ausência de saneamento básico em diversas regiões e causas sazonais, incluindo a intensificação do efeito estufa, estão contribuindo para as alterações nas taxas populacionais de escorpiões”, alerta Gagarin.

Baratas são o principal sinal de alerta

Por serem cautelosos, animais como escorpiões e aranhas costumam se esconder e raramente aparecem em locais abertos. No entanto, a presença frequente de outro inseto bastante comum, as baratas, serve como um aviso prévio de que o ambiente pode ter a presença de visitantes mais perigosos.

“Diferentemente dos animais peçonhentos, as baratas multiplicam-se rapidamente e buscam ativamente por alimentos. Elas são parte da dieta de escorpiões, e sua presença e aumento populacional constituem um importante sinal de alerta”, explica Gagarin.

Como controlar as pragas sem usar inseticidas

Para combater a presença de insetos e pragas, muitos moradores recorrem imediatamente a venenos e sprays de uso doméstico. Porém, o uso excessivo desses produtos químicos pode trazer complicações à saúde da família e dos pets, pois eles possuem fórmulas com piretroides e organofosforados, que dispõem de maior potencial de intoxicação. Como o metabolismo dos cães e gatos é semelhante ao dos humanos, eles sofrem os mesmos riscos diante da exposição a essas substâncias.

Também é possível prevenir e controlar a presença de insetos com medidas simples, sem a necessidade de aplicar veneno dentro de casa:

“Nossos lares, se limpos com a periodicidade adequada, sem acúmulo de resíduos e com ralos e portas vedados, constituem medidas profiláticas eficazes que não envolvem o uso de inseticidas”, conclui Gagarin.

 

A Polícia Militar registrou mais sete ocorrências de violência contra a mulher entre a manhã de domingo (13) e a madrugada desta segunda-feira (14). Os casos foram registrados em Maceió, Pilar e Marechal Deodoro e envolveram agressões físicas, ameaças e invasão de residência.

Os novos registros ocorrem um dia depois de a PM contabilizar outros nove casos de violência contra a mulher entre sábado (12) e a madrugada de domingo, conforme matéria publicada anteriormente pelo TNH1. Na ocasião, as ocorrências envolveram agressões e ameaças em Maceió, Marechal Deodoro e Santa Luzia do Norte, com suspeitos presos ou autuados em diferentes situações.

Casos na Chã do Pilar e no Benedito Bentes

A primeira ocorrência foi registrada às 8h49 de domingo, em Chã do Pilar. Segundo a vítima, o companheiro deu tapas em suas costas, causando lesões. O homem foi levado à Central de Flagrantes e autuado por lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino e ameaça, no contexto de violência doméstica.

Em Maceió, uma mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro no Benedito Bentes, por volta das 13h30. Policiais localizaram o suspeito com sinais de embriaguez. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes e autuado por ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.

Invasão de ex em Ipioca

Também durante a tarde, uma ocorrência em Ipioca envolveu a invasão da casa de uma mulher pelo ex-companheiro. De acordo com a polícia, o homem teria feito ameaças, agredido a vítima e causado danos materiais motivado por ciúmes.

O filho da vítima tentou defendê-la e arremessou uma telha contra o homem, que ficou com ferimento na sobrancelha. Mesmo após isso, ele teria danificado a motocicleta de outra pessoa. O suspeito recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde acabou autuado com base na Lei Maria da Penha.

Roupas e sofá queimados na Praia do Francês

Na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, uma mulher relatou ter sido puxada pelos cabelos e empurrada durante uma discussão. Segundo informações da polícia, o suspeito ainda teria colocado fogo nas roupas da vítima e em um sofá.

Ele tentou fugir quando os policiais chegaram, mas foi contido. Na Central de Flagrantes, acabou autuado por vias de fato e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha.

Vítima com criança no colo no Feitosa

Já à noite, no bairro Feitosa, em Maceió, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender a um caso de possível linchamento. No local, o homem apontado como autor confessou ter agredido fisicamente a companheira enquanto ela estava com o filho de colo.

O suspeito recebeu voz de prisão, mas precisou ser levado para atendimento médico devido às lesões sofridas durante o espancamento. Ele foi posteriormente internado no Hospital Geral do Estado (HGE) sob custódia. A mulher foi acompanhada pela equipe policial de volta para casa.

Agressão um dia após soltura na Santa Lúcia

Ainda durante a noite, outra ocorrência foi registrada na Santa Lúcia. Segundo a vítima, o ex-companheiro invadiu a residência e ameaçou matá-la e também a filha. A mulher relatou aos policiais que o homem havia sido liberado na noite anterior após ser conduzido à Central de Flagrantes, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Após ser detido novamente, ele voltou a ameaçar a vítima dentro da viatura policial, na presença dos agentes. Diante da nova ameaça, o homem foi levado mais uma vez à Central de Flagrantes, onde foi lavrado um auto de prisão em flagrante.

Lesão corporal na Jatiúca

O sétimo caso foi registrado já na madrugada desta segunda-feira (14), na Jatiúca. Uma mulher relatou ter sido agredida fisicamente pelo companheiro. O homem recebeu voz de prisão e foi levado à Central de Flagrantes, onde acabou autuado por lesão corporal com base na Lei Maria da Penha.

Onde buscar ajuda

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:

190 — Polícia Militar, em situações de emergência ou quando a violência está acontecendo.

180 — Central de Atendimento à Mulher, serviço nacional gratuito e disponível 24 horas.

181 — Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, que permite denúncias anônimas.

Um homem foi preso após invadir a casa da ex-companheira, ameaçá-la e agredi-la, nesse domingo (13), em Ipioca, em Maceió. Segundo informações da Polícia Militar, o filho da vítima reagiu para defendê-la e arremessou uma telha contra o suspeito.

A guarnição do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM) foi acionada e, segundo o boletim de ocorrência, o homem entrou na residência da ex-companheira, onde causou danos materiais, fez ameaças e a agrediu. A ação teria sido motivada por ciúmes.

Ao perceber a agressão contra a mãe, o filho dela arremessou uma telha contra o homem, causando um corte na sobrancelha. O relato da ocorrência, no entanto, não informa se o rapaz é filho do suspeito.

Mesmo depois disso, segundo a PM, o homem ainda danificou a motocicleta de uma terceira pessoa.

As partes foram detidas, e o suspeito foi levado inicialmente para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Lúcia. Depois, ele foi encaminhado à Central de Flagrantes para os procedimentos necessários.

 

Uma criança morreu e outra ficou ferida após serem atropeladas na calçada de uma casa na Avenida Senador Rui Palmeira, no bairro Vergel do Lago, em Maceió, nesse domingo (13). O motorista com suspeita de embriaguez foi espancado até a morte pela população revoltada.

Veja vídeo:

A criança de dois anos que não resistiu ao atropelamento foi identificada como Marcos Antônio. O menino brincava na calçada na companhia de outra criança, a própria irmã de quatro anos. Ela também foi atingida, sofreu escoriações e passa bem.

Segundo informações obtidas pela reportagem do programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara/RECORD, o condutor invadiu a contramão após perder o controle da direção e seguiu até as casas situadas às margens da avenida.

Após o atropelamento das crianças e a destruição em um imóvel, o motorista foi agredido a pedradas e a pauladas pelos moradores da região, e morreu antes da chegada da Polícia Militar. O veículo foi removido por um guincho após os trabalhos da perícia da Polícia Científica.

Além de peritos e de militares, uma equipe do IML foi acionada para o recolhimento dos corpos, e uma da Polícia Civil, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, também esteve no local para iniciar a investigação do caso.

A Polícia Federal (PF) prendeu, nessa quinta-feira (10/9), um brasileiro procurado pela Justiça por estupro de vulnerável. Segundo a investigação, o homem estava na Itália e era alvo de um mandado de prisão em aberto no Brasil.

Além disso, havia sido incluído na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

O crime teria ocorrido entre 2011 e 2018, em Artur Nogueira, no interior de São Paulo.

Após ser localizado no país europeu, ele foi extraditado para o Brasil e colocado à disposição da Justiça brasileira.

Samara Ellen da Silva tinha 26 anos e foi brutalmente assassinada pelo próprio companheiro no dia 11 de julho, na Zona Sul de São Paulo. Segundo as investigações, a jovem, que é natural de Alagoas, foi esquartejada e teve partes do corpo jogadas em uma represa.

O suspeito do crime, um homem identificado como Natan Roberto de Oliveira Silva, também de 26 anos, foi preso nessa quarta-feira (9). De acordo com as investigações, ele já havia cumprido penas por estupro e violência doméstica.

Aos policiais, Natan teria confessado que assassinou a companheira após uma suposta discussão. Ele conta que teria empurrado a vítima, que caiu e bateu com a cabeça ao chão. A versão, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

O homem ainda relatou aos policiais que não soube o que fazer com o corpo da alagoana. Ele teria esquartejado a vítima, colocado as partes do corpo em sacos de lixo e, em seguida, descartado em uma represa que fica localizada na mesma região onde o crime aconteceu.

Natan confessou o crime. Foto: Reprodução

MENSAGENS PARA A MÃE DA VÍTIMA

Segundo informações divulgadas pelo programa Cidade Alerta, da RECORD, o relacionamento entre Natan e a alagoana começou em junho deste ano e durou menos de um mês.

Samara e estava vivendo na capital paulista há cerca de 6 anos, e desapareceu no dia 11 de julho. A família da alagoana teria desconfiado de Natan após a mãe dela ter recebido mensagens estranhas do celular da filha, afirmando que ela havia se tornado garota de programa. A atitude acabou levantando suspeita dos familiares.

Samara tinha 26 anos. Foto: Reprodução

Samara deixou o estado de Alagoas quando tinha apenas 20 anos. De acordo com os familiares, ela trabalhava como faxineira na capital paulista, para onde teria se mudado em busca de oportunidades. A jovem deixou dois filhos, que estão sob os cuidados da avó. 

 

Uma mulher de 30 anos precisou passar por uma cirurgia de emergência após desenvolver uma obstrução intestinal rara poucos dias depois do parto. O caso foi registrado na Etiópia e descrito em um relato publicado na última terça-feira (8/9) no World Journal of Obstetrics and Gynecology.

Ela deu à luz sem complicações, mas, três dias depois, começou a apresentar piora no estado de saúde. A paciente não conseguia evacuar nem eliminar gases, e passou a ter dor abdominal intensa, inchaço e episódios frequentes de vômito.

Quando chegou ao hospital, ela estava em estado crítico, com sinais de desidratação e circulação comprometida. Após estabilização inicial com soro, a equipe médica decidiu realizar uma cirurgia exploratória de urgência.

Nó no intestino causou bloqueio

Durante o procedimento, os médicos identificaram a causa do problema. Uma parte do intestino delgado havia se enrolado ao redor do intestino grosso, formando um nó que bloqueava a passagem do conteúdo intestinal e interrompia o fluxo de sangue.

Sem irrigação adequada, cerca de 60 centímetros do intestino delgado e parte do intestino grosso sofreram necrose. Os cirurgiões também encontraram acúmulo de líquido sanguinolento no abdômen.

Esse tipo de quadro ocorre quando segmentos do intestino se torcem e se prendem uns aos outros. O aperto pode impedir tanto o trânsito intestinal quanto a circulação sanguínea, o que leva à morte do tecido e pode desencadear infecções graves.

Os médicos removeram as partes afetadas e reconstruíram o trajeto intestinal. Uma parte do intestino delgado foi desviada temporariamente para uma abertura no abdômen, com saída para uma bolsa externa.

Apesar da gravidade, a paciente se recuperou bem. Ela recebeu alta seis dias depois e, em um segundo momento, passou por nova cirurgia para reverter o desvio.

O que pode levar ao quadro

Os autores do relato apontam que o problema costuma estar ligado a características anatômicas. Em alguns casos, o intestino delgado tem maior mobilidade, o que facilita que ele se enrole sobre outras partes.

Também existe a hipótese de que períodos prolongados sem alimentação seguidos por refeições maiores possam favorecer o movimento que leva à torção. No entanto, a teoria não foi confirmada neste caso.

A influência da gravidez e do pós-parto no quadro ainda não está clara. Alterações hormonais podem reduzir o movimento do intestino e favorecer a prisão de ventre. A paciente, porém, não tinha histórico desse tipo de problema.

Quadro é raro, mas exige atenção

Esse tipo de ocorrência é incomum. A maioria dos casos descritos envolve homens, e há poucos registros durante a gravidez ou após o parto.

Os sintomas podem ser confundidos com outras formas de obstrução intestinal. Ainda assim, sinais como dor abdominal que piora, inchaço, vômitos repetidos e incapacidade de evacuar ou eliminar gases exigem avaliação médica.

As taxas de mortalidade variam bastante, especialmente quando há atraso no tratamento ou necrose extensa. No caso descrito, o atendimento rápido e a cirurgia foram decisivos para a recuperação da paciente.

Setembro é o mês que costuma concentrar campanhas de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Nesse contexto, reconhecer sinais de sofrimento emocional passa a ser um passo importante para buscar ajuda e evitar a piora do quadro.

Tristeza, ansiedade, medo e estresse fazem parte da vida e, isoladamente, não indicam um transtorno. O que diferencia uma reação comum de um sofrimento que merece atenção está na forma como essas emoções se apresentam ao longo do tempo.

“Mais do que perguntar há quanto tempo a pessoa está triste ou ansiosa, é preciso observar intensidade, persistência e impacto no funcionamento”, explica a psicóloga Marcelle Passarinho Maia, coordenadora de psicologia do Hospital Santa Lúcia.

Segundo ela, o alerta aparece quando há uma mudança no padrão habitual. Emoções que se tornam muito intensas, se repetem ou passam a interferir no sono, no apetite, na concentração e nas relações do dia a dia devem ser observadas com mais cuidado.

Sinais que podem passar despercebidos

Nem sempre o sofrimento emocional é evidente. Em muitos casos, ele aparece em mudanças pequenas no comportamento. Irritabilidade maior que o habitual, impaciência, isolamento, dificuldade de concentração, esquecimentos e queda de produtividade estão entre os sinais mais comuns. Alterações no sono e no apetite, cansaço frequente e perda de interesse por atividades também podem indicar que algo não vai bem.

“A mudança de comportamento é um ponto importante. Uma pessoa comunicativa que passa a se isolar ou alguém organizado que deixa de dar conta de tarefas simples merece atenção”, afirma Marcelle.

Ela ressalta que manter a rotina não significa estar bem. “Algumas pessoas continuam funcionando, mas com um esforço emocional muito grande”, diz.

Por que é difícil reconhecer o problema

Mesmo diante desses sinais, muitas pessoas demoram a perceber que estão em sofrimento. Em parte, isso está ligado a mecanismos de defesa.

“Alguns tendem a minimizar o que sentem ou pensar que é apenas uma fase. A negação e a racionalização podem surgir, especialmente quando reconhecer o sofrimento é visto como fraqueza”, destaca o psiquiatra Matheus Cheibub, do Hospital Sírio-Libanês. O estigma em torno dos transtornos mentais também contribui para o atraso na busca por ajuda.

Quando procurar avaliação

Não existe um único critério baseado apenas no tempo. A avaliação envolve a intensidade dos sintomas, a frequência e o impacto na vida da pessoa. “Quando há sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou familiar, é importante considerar uma avaliação”, explica Cheibub.

A orientação é não esperar o quadro se agravar. A identificação precoce permite intervir antes que o sofrimento aumente.

“Procurar ajuda não deve ser uma medida apenas para situações graves. O cuidado em saúde mental também pode ser preventivo”, alerta Marcelle.

Entre os sinais que indicam a necessidade de buscar apoio estão sintomas persistentes, aumento da intensidade, impacto na qualidade de vida, dificuldade nas relações, queda no autocuidado e uso de álcool ou outras substâncias como forma de lidar com emoções.

Uma área vasta do centro-norte da Amazônia registrou um aumento de ao menos 3,2 ºC nas temperaturas máximas da estação seca desde 1981. É o que encontrou um novo estudo realizado por 53 cientistas internacionais e nacionais. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment nessa quinta-feira (10/9).

A preocupação com a descoberta se dá justamente pela região ser uma das áreas de floresta mais distantes do arco do desmatamento. Ainda segundo a pesquisa, a área do centro-norte, que tem mais de 700 mil quilômetros quadrados, teve uma elevação na temperatura de, no mínimo, 0,75 °C por década – um ritmo superior ao aumento de 0,2 ºC por década visto na temperatura média anual da Amazônia.

Outro achado importante foi a percepção de que o clima na floresta amazônica apresenta mudanças heterogêneas. Isso porque, enquanto o sul tem um aquecimento médio acelerado, o centro-norte tem temperaturas extremas e déficit hídrico avançando com mais rapidez.

Para as descobertas, os pesquisadores dividiram a Amazônia em áreas e, por meio de dados de alta resolução sobre temperatura e precipitação vindos de satélites e estações meteorológicas locais, conseguiram identificar os períodos secos específicos de cada uma delas. Também foram utilizados outros métodos tecnológicos para encontrar os resultados.

A análise dos achados demonstra que o aumento de temperatura na Amazônia não ocorre somente devido à perda florestal, mas também pela influência das alterações climáticas no mundo. Com a ocorrência do El Niño, a preocupação com o aumento de calor e secas extremas na floresta se eleva ainda mais entre os cientistas.

“A parte central e norte da Amazônia enfrenta poucos distúrbios antrópicos [causados pela ação humana], como desmatamento e queimadas, quando comparada às frações leste e sul. Os resultados da pesquisa têm implicações para a busca de soluções, com estratégias de adaptação e mitigação para atingir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa”, alerta um dos autores do estudo, Luiz Aragão, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em entrevista à Agência Fapesp.

De acordo com os autores, o trabalho evidencia a urgência de diminuir as emissões de gases de efeito estufa e implementar ações de mitigação e adaptação em todo o mundo para evitar que parte da Amazônia seja atingida por mais efeitos das mudanças climáticas.

Apesar de parecer algo incomum, planetas podem diminuir de tamanho, e é exatamente o que está acontecendo com Mercúrio, um planeta vizinho da Terra. De acordo com um novo estudo que analisou as rugas na superfície do Planeta Veloz, ele está encolhendo entre 10% e 30% mais rápido do que se estimava anteriormente.

Segundo cálculos dos pesquisadores, até o momento, Mercúrio já perdeu cerca de 19 quilômetros de diâmetro total desde quando foi formado, há 4,5 bilhões de anos. A pesquisa, liderada pelo Instituto de Pesquisa Espacial do Centro Aeroespacial Alemão (DLR, na sigla em alemão), foi publicada na revista Geophysical Research Letters nessa quinta-feira (10/9).

Determinar de fato o tamanho da contração do planeta também ajuda a compreender mais detalhes sobre como o seu interior é composto.

“Uma maior contração significa que Mercúrio poderá ter um núcleo metálico maior, menos elementos leves como o silício misturados ao núcleo metálico ou uma temperatura inicial mais alta”, explica o líder do estudo, Gaku Nishiyama, em comunicado.

Como se descobriu o encolhimento de Mercúrio?

Em seu processo de formação, Mercúrio sofreu com impactos de rochas e asteroides turbulentos que passavam pelo Sistema Solar. As batidas geraram calor e, com o passar do tempo, à medida que o interior do planeta esfriou, ele perdeu temperatura, o que o fez encolher – foi esse processo que criou as rugas em formato de escarpas e cristas nas camadas rochosas externas de Mercúrio.

No estudo atual, para descobrir a extensão do encolhimento, os pesquisadores optaram por combinar mapas antigos da geologia de Mercúrio com novas observações da rugosidade do planeta feitas por uma sonda da Nasa.

Ao analisar os resultados, percebeu-se que os terrenos com mais crateras tinham menos sinais de contração. Segundo os pesquisadores, os impactos de rochas e asteroides criaram crateras e espalharam detritos que esconderam algumas das rugas de encolhimento, tornando a missão de acompanhar a contração de Mercúrio mais difícil.

Por isso, os cientistas decidiram observar as cristas e escarpas em locais menos atingidos pela dispersão de detritos, para estimar de fato o quanto Mercúrio encolheu. De acordo com a análise, as características escondidas pelas áreas acidentadas podem representar uma contração de 10% a 30% maior.

A expectativa é que novas missões à superfície de Mercúrio possam revelar mais detalhes do planeta e trazer respostas mais definitivas sobre o ritmo real em que o vizinho da Terra está encolhendo.

Juntos “até que a morte os separe” ou até os conflitos na divisão de bens. Quando um casamento chega ao fim, uma das principais dúvidas costuma envolver a divisão do patrimônio construído pelo casal. Afinal, tudo o que está no nome de um dos cônjuges precisa ser dividido? E uma herança recebida durante o casamento? E aquele imóvel comprado antes da união?

A resposta depende, entre outros fatores, do regime de bens escolhido pelo casal. No regime de comunhão parcial, que é o mais comum quando não há pacto antenupcial estabelecendo outro modelo, a legislação determina que, em regra, os bens adquiridos de forma onerosa durante o casamento integram o patrimônio comum. Há, porém, exceções importantes, explica Natália Neri, advogada e professora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera.

O Código Civil estabelece alguns bens que são excluídos da comunhão. Para ajudar a esclarecer o assunto, a especialista destaca três exemplos de bens que podem ficar fora da partilha. Confira!

1. Bens que já pertenciam ao cônjuge antes do casamento

Segundo a advogada, “um imóvel, veículo ou outro patrimônio adquirido antes do casamento, em regra, permanece como bem particular de quem já era proprietário. Isso significa que ele não entra automaticamente na divisão no momento do divórcio quando o casal está submetido à comunhão parcial”, explica Natália Neri.

Há, contudo, situações que exigem análise específica. Benfeitorias realizadas durante o casamento em um bem particular, por exemplo, podem integrar a comunhão, assim como frutos desse patrimônio percebidos durante a união. O próprio Código Civil estabelece que as benfeitorias em bens particulares e determinados frutos entram na comunhão.

2. Heranças e doações recebidas individualmente

Outro patrimônio que pode ficar fora da partilha é aquele recebido por apenas um dos cônjuges por meio de herança ou doação durante o casamento. “A legislação considera esses bens particulares, desde que tenham sido destinados individualmente ao beneficiário. A regra destaca que, na comunhão parcial, ficam excluídos da divisão os bens adquiridos individualmente por doação ou sucessão”, salienta a especialista.

É importante, porém, diferenciar uma herança ou doação destinada exclusivamente a um dos cônjuges daquela feita em favor de ambos. Quando a doação, herança ou legado é destinado aos dois, o Código Civil prevê que o patrimônio pode integrar a comunhão.

No centro da imagem há uma pequena maquete de uma casa branca de dois andares, com telhado inclinado em tom cinza e detalhes escuros nas janelas, portas e estrutura. Em primeiro plano, diante da casa, há um martelo de juiz preto com detalhes dourados, acompanhado de sua base circular. Os objetos estão apoiados sobre uma superfície de madeira marrom. Ao fundo, aparecem estantes com livros desfocados, criando a aparência de um ambiente de escritório, biblioteca ou escritório jurídico.
A origem do dinheiro utilizado na compra de um patrimônio pode influenciar a partilha (Imagem: chayanuphol | Shutterstock)

3. Bens comprados com dinheiro exclusivamente particular

Também pode ficar fora da partilha um patrimônio adquirido durante o casamento, mas pago integralmente com recursos que pertenciam exclusivamente a um dos cônjuges e que substituíram um bem particular. “Um exemplo é o de uma pessoa que possuía um imóvel antes do casamento, vende esse patrimônio durante a união e utiliza exclusivamente o dinheiro da venda para comprar outro imóvel. Nessa hipótese, pode haver a chamada sub-rogação, mantendo o caráter particular do patrimônio”, completa.

Nome no documento não é o único fator determinante

Uma dúvida bastante comum é acreditar que o patrimônio pertence exclusivamente a quem aparece como proprietário na escritura ou no documento de compra. Na comunhão parcial, entretanto, a aquisição onerosa realizada durante o casamento pode integrar o patrimônio comum mesmo que o bem esteja registrado apenas no nome de um dos cônjuges.

Por isso, a análise da origem dos recursos, da data de aquisição e do regime de bens é fundamental para definir o que efetivamente será partilhado. É importante observar a origem e a evolução do patrimônio. Na comunhão parcial, podem ser comunicados os frutos percebidos durante a união e a evolução patrimonial correspondente, além de ser possível recorrer à sobrepartilha para bens que tenham sido sonegados ou que eram desconhecidos no momento da partilha.

“A partilha não deve ser analisada apenas a partir de quem está registrado como proprietário do bem. É necessário verificar quando e como aquele patrimônio foi adquirido, qual foi a origem dos recursos e qual era o regime de bens adotado pelo casal. Pequenos detalhes documentais podem fazer diferença na definição do que é patrimônio comum e do que permanece particular”, conclui a advogada.

 

Moradores de comunidades rurais de Palmeira dos Índios estão mais próximos de ver um antigo problema ser amenizado: a dificuldade de acesso à água. Por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Palmeira e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), 14 poços artesianos já foram perfurados em diferentes localidades do município.

Nesta quinta-feira (10), a prefeita Tia Júlia acompanhou de perto o andamento dos trabalhos e visitou algumas das comunidades beneficiadas, entre elas Lagoa dos Veados, Mandacaru de Baixo e Mandacaru de Cima.

A iniciativa busca garantir mais segurança hídrica para as famílias que convivem há anos com os efeitos da estiagem e da escassez de água. Após a perfuração, os poços passarão pelas etapas de instalação dos equipamentos e preparação para que possam entrar em funcionamento e atender aos moradores.

Em Mandacaru de Cima, a agricultora dona Quitéria comemorou a ação. “Agradeço a todos os que estão trabalhando na perfuração desses poços, à prefeitaTia Júliae ao DNOCS. Isso representa uma conquista importante para nós das comunidades rurais. Enfrentamos muitas dificuldades provocadas pela falta de água mas, agora, esses poços vão fazer uma diferença enorme nas nossas vidas e de muitas famílias”, agradeceu.

Durante a visita, a prefeita Tia Júlia destacou que o trabalho representa mais do que a perfuração de poços: significa levar uma condição básica para melhorar a vida de quem vive e trabalha no campo. “Estamos percorrendo a zona rural para acompanhar de perto mais um poço perfurado pelo DNOCS. Agora, vamos avançar com a instalação dos equipamentos para que, em breve, ele esteja pronto para atender às famílias desta região. Sabemos o quanto a água é importante para quem vive no campo, para o consumo das famílias e também para a produção. Água é vida, é dignidade e é uma necessidade que não pode esperar”, reforçou a prefeita.

A expectativa é que, com a conclusão das etapas de instalação e funcionamento dos sistemas, as comunidades beneficiadas tenham mais tranquilidade para enfrentar os períodos de estiagem e melhores condições para desenvolver as atividades no campo.

 

O magnata sul-coreano do setor de videogames Kwon Hyuk-bin foi condenado por um tribunal da Coreia do Sul a entregar à ex-mulher, Lee Hwa-jin, bens avaliados em 2,55 trilhões de won, o equivalente a cerca de R$ 9,7 bilhões. A decisão estabelece o maior acordo de divórcio da história do país.

Pela sentença, Lee receberá uma participação de 35% na Smilegate, avaliada em aproximadamente 2,5 trilhões de won, além de 65 bilhões de won em dinheiro. Antes da decisão, Kwon controlava integralmente a empresa.

Quem é Kwon Hyuk-bin

Kwon fundou a Smilegate, apontada como a terceira maior empresa de videogames da Coreia do Sul, e é conhecido como um dos homens mais ricos do país. A Bloomberg estima seu patrimônio em aproximadamente US$ 3 bilhões.

Entre os principais jogos da companhia estão o título de tiro em primeira pessoa CrossFire e o RPG de ação Lost Ark.

Kwon e Lee se casaram em 2001, um ano antes da criação da Smilegate

Ao pedir o divórcio, Lee reivindicou 50% da Smilegate. Seus advogados sustentaram que ela ajudou a financiar a empresa quando foi criada, de acordo com a Bloomberg. Lee também afirmou ter dedicado mais de 20 anos à criação dos filhos do casal e aos cuidados da casa.

Kwon apresentou uma versão diferente e argumentou que Lee não havia investido na Smilegate nem trabalhado na companhia. No início deste ano, a própria empresa divulgou um comunicado afirmando que todo o capital inicial havia sido fornecido por Kwon.

O que diz a Smilegate

Procurado sobre a decisão, um porta-voz da Smilegate se recusou a “comentar sobre questões pessoais do principal acionista”.

Em comunicado citado pelo The Chosun Daily, a empresa afirmou: "Continuaremos cumprindo fielmente nossas funções normalmente".

As duas partes ainda podem contestar a decisão.

Novo recorde de divórcio na Coreia do Sul

O valor determinado no caso de Kwon supera em mais de duas vezes o recorde anterior de indenização em um divórcio na Coreia do Sul. A marca anterior pertencia ao magnata da tecnologia Chey Tae-won, que havia sido condenado a pagar 944 bilhões de won à ex-mulher.

Chey, presidente do conglomerado SK Group, foi condenado em julho deste ano. Na ocasião, o valor era considerado a maior indenização por divórcio da história do país.

Posteriormente, porém, a Suprema Corte anulou a decisão ao apontar um erro de cálculo que havia elevado o valor dos bens do casal. O tribunal determinou que o caso fosse analisado novamente.

Uma perícia do IML (Instituto Médico Legal) no corpo da técnica de radiologia Larissa da Cruz Morata, 29, morta com um tiro na cabeça no domingo (6) em Embu das Artes, na Grande São Paulo, apontou diversas lesões.

O soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, 26, marido de Larissa, foi preso temporariamente na tarde de segunda-feira (7). Ele nega o crime. A trajetória do tiro levantou dúvidas entre policiais civis, que pediram sua prisão.

Conforme o laudo, o projétil entrou pela região temporal esquerda e transfixou o crânio, com trajeto de trás para frente e da esquerda para a direita.

O exame necroscópico identificou lesões arroxeadas na lateral da mão esquerda, no dorso da mão direita, no dorso dos pés direito e esquerdo, cinco no joelho direito e duas no esquerdo, cinco na perna esquerda e uma no quadril. O perito também encontrou uma escoriação no pescoço.
O legista registrou ainda a presença de diversos fios de cabelo soltos, grudados à calça da vítima, sem manchas de sangue.

Nesta quinta-feira (10), policiais civis fizeram busca e apreensão relacionada à irmã do policial militar. Em depoimento anterior, ela afirmou que estava em casa. Ela disse ter ouvido um barulho; o filho do casal também estava no imóvel.

Procurado nesta quinta, o advogado de Vinícius, Roberto Montanari, disse que iria até a delegacia apurar a busca e apreensão e que, posteriormente, enviaria uma nota.

Em depoimento, o PM afirmou que Larissa cometeu suicídio —versão contestada pela família da vítima e sobre a qual a Polícia Civil diz haver "dúvida razoável". O caso é tratado como morte suspeita, mas a investigação também trabalha com a hipótese de feminicídio.

"[Havia] dúvida razoável quanto a se tratar de suicídio, em razão daquilo que foi apurado no local, da perícia técnica e de todos os elementos colhidos pelos investigadores", diz Bruna Caracho Crippa, delegada de Embu das Artes.

Montanari afirmou à Folha que Vinícius "desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida".

"Trata-se de uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal", disse.

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