
A Polícia Federal apontou que Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é o líder da organização criminosa que movimentou cerca de R$ 260 bilhões. O cantor de funk foi preso na "Operação Narco Fluxo", contra lavagem de dinheiro, na manhã desta quarta-feira (15).
Segundo as investigações, o artista seria o principal beneficiário econômico da estrutura e teria usado empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
As apurações apontam que Ryan teria usado mecanismos de blindagem patrimonial ao transferir participações societárias para familiares e os chamados "laranjas". A PF constatou que as ferramentas eram utilizadas com o objetivo de distanciar o capital da pessoa física do cantor.
Ainda de acordo com a investigação, os valores, depois de serem processados pelas operadoras, eram convertidos em imóveis de luxo, veículos de alto padrão, joias e outros ativos de valor. O principal operador do grupo é apontado como Rodrigo Morgado, que se autointitula como "contador" e foi preso na "Operação Narco Bet", mesma operação que prendeu o influenciador "Buzeira".
Outra pessoa citada é Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e um dos maiores criadores de conteúdo sobre famosos do Brasil. Segundo a PF, ele seria o grande operador de mídia da organização, ao receber valores para divulgar conteúdos dos artistas e na promoção de plataformas de apostas e rifas.
Escudo de conformidade
O esquema atuava sob o que os investigadores chamam de "escudo de conformidade", que foi definido pela projeção artísitca e o alto engajamento dos envolvidos.
O fator seria determinante para naturalizar as movimentações financeiras, o que, de acordo com as investigações, serviria para mascarar recursos vindos do tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais como receitas legítimas do setor artístico.
Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, é apontado como um elemento central no papel de projeção pública. Os apuradores detalham que a base de seguidores do artista era usada para dar aparência de legalidade ao patrimônio e suavizar alertas de fiscalização.
Conexão com PCC
As informações colhidas nas investigações ainda apontam para uma possível conexão do esquema de lavagem de dinheiro com o PCC (Primeiro Comando da Capital), a maior facção criminosa do país.
O elo entre os dois mundos é apontado como Frank Magrini, indicado como operador financeiro da organização. Segundo as apurações, há indícios de que Magrini teria financiado o começo da carreira de Ryan, em 2014, e que a relação envolvia o pagamento de "mensalidades" sistemáticas por locais comerciais do grupo.
Mecanismos do esquema
Três eixos principais foram identificados nas investigações para ocultar a origem do dinheiro: pulverização, dissimulação e interposição de terceiros.
Entenda a operação
A "Operação Narco Fluxo", segundo a PF, tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior. As ações são fruto de investigações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.
De acordo com a corporação, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular os valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão, segundo as investigações.
Ao todo, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Além disso, também foram realizados
Também foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial, como o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. Além disso, foram apreendidos diversos veículos de luxo. Os valores das apreensões giram em torno de R$ 20 milhões.
O que dizem as defesas
A defesa de Ryan SP afirmou que "até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos."
Veja nota na íntegra:
"A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada."
No relatório que embasou a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, a Polícia Federal (PF) apontou que Daniel Vorcaro parou os pagamentos de propina ao executivo ao saber da investigação.
O relatório cita o acesso que o dono do Banco Master tinha a ações sigilosas da Polícia Federal, por meio de seu “faz-tudo” Felipe Mourão, o “Sicário”, que se matou após ser preso, no início de março.
Segundo o relatório da PF, citado por André Mendonça na decisão em que o ministro do STF autorizou a prisão, Vorcaro acertou pagamentos ao ex-presidente do BRB que somam cerca de R$ 146,5 milhões.
Os valores seria repassados pelo dono do Banco Master a Paulo Henrique por meio de imóveis em São Paulo e no Distrito Federal, onde o então presidente do BRB reside com a família.
Até o momento da investigação, a Polícia Federal identificou seis imóveis adquiridos por meio de fundos de investimento geridos pela Reag e empresas de fachada, no valor de R$ 74 milhões.
Segundo a PF, ao saber da instauração da investigação, que era sigilosa, Vorcaro ordenou que seu operador jurídico, Daniel Monteiro, “travasse tudo” . Monteiro também foi preso nesta quinta-feira.
“De acordo com a Polícia Federal, o procedimento investigativo em questão foi autuado pelo Ministério Público Federal em 30/04/2025 e, logo em seguida, na data de 10/05/2025, DANIEL VORCARO determinou ao seu operador jurídico DANIEL MONTEIRO que ‘travasse tudo’ e que não realizasse mais nenhum pagamento nem prosseguisse com a formalização registral das transações então acordadas com PAULO HENRIQUE”, diz o relatório.
O acesso a informações sigilosas é um dos motivos pelos quais a PF pediu a prisão preventiva de Paulo Henrique e de Daniel Monteiro. Para a corporação, haveria “risco de interferência na instrução e possibilidade de rearticulação” do esquema.
Em meio ao sucesso da missão Artemis II, marcada pela passagem dos astronautas em volta da Lua, a Nasa publicou em 6 de abril o Guia do Usuário da Base Lunar, um documento de nove páginas que apresenta os próximos passos a serem seguidos pela agência espacial com o objetivo de construir uma base na Lua.
O guia mostra, basicamente, o que a Nasa precisa fazer para realizar os planos espaciais propostos pelo programa Ignition. A iniciativa lançada em março pela agência pretende acelerar a dominação no espaço para se alinhar com a política proposta pelos Estados Unidos.
A expectativa é que a partir de 2028 sejam realizados 73 pousos lunares, sendo alguns tripulados e outros não – de acordo com ma agência, 21 não tripulado seriam somente nos próximos três anos. O objetivo é construir uma base lunar de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões, na cotação atual), além de mandar uma espaçonave para Marte daqui há dois anos.
No entanto, tirar do papel o que está sendo proposto não será uma missão fácil. Mesmo com a ida e volta bem sucedidas da Artemis II, ainda há limitações sistêmicas de aterrissagem, habitação e energia, que são pré-requisitos básicos para humanos viverem na Lua e em outros planetas.
Segundo o guia, os 73 pousos lunares acontecerão em três fases. Ainda não se sabe quantos serão tripulados, mas o planejamento é começar com missões robóticas e não tripuladas. A Nasa pretende construir sua base no polo sul lunar. As etapas estão divididas em:
Apesar dos diversos planos, a Nasa tem vários obstáculos para cumpri-los. Além das lacunas tecnológicas, a agência enfrenta um corte orçamentário proposto pelo governo norte-americano de 23%, o que representa cerca de US$ 5,6 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões). A ver como a estatal solucionará os problemas e agirá diante dos empecilhos.
A menstruação costuma apresentar algumas variações ao longo da vida. O volume do fluxo, a duração do ciclo e até o nível de desconforto podem mudar de um mês para outro. Mas você já parou para observar que a cor do sangue menstrual também pode variar?
Do vermelho vivo ao marrom mais escuro, essas mudanças costumam gerar dúvidas e até preocupação. Mas afinal, diferenças na coloração indicam algum problema de saúde?
Segundo especialistas ouvidas pelo Metrópoles, na maioria das vezes essas variações são normais e estão relacionadas a processos naturais do próprio organismo.
A ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que a cor do sangue menstrual pode variar ao longo do ciclo ou entre diferentes meses.
Isso acontece principalmente por causa do tempo que o sangue permanece no útero antes de ser eliminado.
“O sangue mais escurecido sofreu mais oxidação, enquanto o mais avermelhado foi expelido mais recentemente, com menor exposição ao oxigênio”, afirma.
Segundo a médica, fatores como o volume do fluxo e a velocidade com que o sangue é eliminado também influenciam essas mudanças de coloração.
A ginecologista Jéssica Wolff, da Maternidade Brasília, acrescenta que essas variações costumam aparecer em diferentes momentos do ciclo e geralmente não indicam problema de saúde.
De forma geral, o vermelho vivo costuma indicar sangue recém-eliminado. O vermelho mais escuro aparece quando o sangue permanece um pouco mais tempo no útero antes de sair. Já a coloração marrom costuma ser observada no início ou no final da menstruação, quando o fluxo é menor.
Segundo a médica, a cor isoladamente não costuma ser motivo de preocupação. “A cor do sangue menstrual, por si só, não é um bom marcador de doença”, pontua.
Apesar de as mudanças de cor serem comuns, as ginecologistas ressaltam que outros aspectos do ciclo menstrual podem indicar a necessidade de investigação. Alterações importantes no padrão do fluxo são um dos principais sinais de alerta.
“Características que merecem investigação são mudanças na regularidade do ciclo, aumento do volume do fluxo, presença frequente de coágulos ou cólicas intensas”, afirma Helga.
Sangramentos muito volumosos podem levar à queda dos níveis de ferro no organismo e causar anemia. Já sangramentos após a menopausa sempre devem ser avaliados.
Jéssica acrescenta que o contexto em que a alteração ocorre também faz diferença. A mudança costuma ser considerada normal quando aparece apenas no início ou no final da menstruação ou quando ocorre ocasionalmente entre ciclos, sem outros sintomas associados.
Por outro lado, a avaliação médica é recomendada quando surgem sinais como sangramento intenso ou prolongado, dor pélvica importante, sangramento fora do período menstrual ou odor desagradável.
“O que chama atenção não é a cor isolada, mas a mudança do padrão menstrual associada a outros sintomas”, destaca Jéssica.
Alterações hormonais ao longo da vida também podem influenciar o aspecto do fluxo menstrual. Helga destaca que as primeiras mudanças podem aparecer ainda antes da menopausa.
“O climatério pode começar cerca de oito a dez anos antes da menopausa, e as alterações hormonais desse período podem modificar o fluxo e a coloração do sangue menstrual”, diz.
O uso de anticoncepcionais também pode interferir nesse processo. Como esses métodos costumam reduzir o volume do fluxo, o sangue pode se apresentar mais escurecido.
Além disso, pequenos sangramentos rosados ou avermelhados podem surgir em algumas fases do ciclo, especialmente próximos à ovulação.
Esses episódios ocorrem quando pequenas quantidades de sangue se misturam às secreções vaginais naturais.

Para as especialistas, observar o próprio padrão menstrual é a melhor forma de identificar possíveis alterações. Mais importante do que a cor do sangue é perceber mudanças persistentes no ciclo.
Entre os sinais que devem motivar avaliação médica estão aumento significativo do fluxo, presença frequente de coágulos, sangramento fora do período menstrual, ausência de menstruação ou dor persistente.
Se houver mudança contínua no padrão habitual da menstruação, a recomendação é procurar orientação ginecológica.
A infância e a adolescência representam fases delicadas da formação de uma pessoa: é durante esse período que a personalidade, as habilidades sociais e a resiliência costumam ser desenvolvidas. No entanto, essa efervescência emocional também torna os jovens mais vulneráveis diante de eventos estressores ou traumáticos. E, segundo estudo publicado em março nos Cadernos de Saúde Pública, o Brasil vive um momento crítico de crescimento nos casos de lesões autoprovocadas.
Por meio da análise de registros entre 2013 e 2023 do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), que abrange principalmente dados do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) identificaram que as internações relacionadas a esse tipo de ocorrência aumentaram em 44,3%, enquanto as mortes tiveram uma elevação de 26,3%. No total, o país documentou nessa série histórica 18.382 internações e 261 óbitos.
“Comportamentos autolesivos podem ser compreendidos como uma forma de lidar com um sofrimento emocional intenso, complexo e que não pode ser explicado por uma única causa”, analisa a médica Gabriela Garcia de Carvalho Laguna, que faz residência em Medicina de Família e Comunidade na UFSB e assina como autora correspondente do artigo. Vários fatores podem ter contribuído para o crescimento das internações e óbitos ao longo da década.
Os processos biológicos relacionados à construção da identidade e do senso de pertencimento são apenas a ponta do iceberg. De acordo com a Cartilha para prevenção da automutilação e do suicídio, do Ministério da Saúde, a vulnerabilidade de crianças e adolescentes aos sofrimentos psicológicos pode ser intensificada por negligência parental, conflito familiar, preconceito, exposição à violência (psicológica, física ou sexual), problemas de saúde, abuso de álcool e outras substâncias, privação de sono, transtornos mentais e até uso excessivo das redes sociais.
O acesso facilitado à tecnologia ajuda a aproximar pessoas e estimular conversas. Por outro lado, também pode criar ambientes hostis, marcados por isolamento, pressão estética e agressões recorrentes. “O bullying é muito mais do que ‘zoar’ e ser ‘zoado’. Existe uma violência, não apenas física, mas também psicológica, muito intensa. Há um estado de submissão ao agressor, em que a vítima se sente quase como refém”, pontua o psiquiatra Elton Yoji Kanomata, professor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP), do Einstein Hospital Israelita.
Não à toa, a tendência de aumento das internações foi mantida praticamente durante toda a década. A única exceção é o ano de 2020, reflexo da subnotificação dos registros em meio ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. “Provavelmente, os dados foram defasados pela sobrecarga dos serviços de saúde e pela redução do acesso a cuidados e redes de proteção, como as escolas”, avalia Laguna. “O maior número de mortes nesse ano sugere, porém, que os casos de autolesão foram mais graves, possivelmente associados às dificuldades de lidar com adversidades e gerenciar desafios psicossociais potencializados pela pandemia, incluindo isolamento social, dificuldades econômicas, conflitos interpessoais e maior tempo de uso das redes sociais.”
Do ponto de vista demográfico, o levantamento mostra que adolescentes de 15 a 19 anos, moradores das regiões Sul e Sudeste, foram os mais atingidos. Embora as internações tenham sido mais comuns entre o sexo feminino, os óbitos ocorreram com maior frequência entre os meninos, o que indica diferenças no padrão e na gravidade das tentativas de mutilação e suicídio. Verificou-se ainda que pretos e pardos lideravam tanto os números de internações quanto os de mortes. Experiências de racismo, desigualdades socioeconômicas, desemprego parental e falta de acesso a direitos básicos, como saúde, educação, moradia e alimentação, foram diretamente relacionados ao sofrimento mental dessa população.
Alterações de humor — marcadas, sobretudo, por episódios de ansiedade, irritabilidade e tristeza —, isolamento social, perda de vínculos de amizades, recusa em sair de casa, queda no rendimento escolar, diminuição de energia e aumento no tempo de consumo de telas são alguns dos sintomas típicos apresentados por pessoas em sofrimento psicológico. E merecem atenção.
Não existe um “passo a passo” para identificar se alguém está passando por algum tipo de vulnerabilidade emocional que pode levar a práticas de autolesão. Cada pessoa tem suas particularidades e, por isso, deve ser acompanhada considerando suas características específicas. Daí a importância da presença e participação de pais e mães no desenvolvimento infantil. “Devemos respeitar a privacidade e estimular a autonomia e a independência dos jovens, mas isso não significa não saber nada sobre a vida deles”, observa Kanomata.
Quando o sofrimento já é perceptível, mas não parece afetar a rotina, é recomendado que os responsáveis procurem conversar com professores e a coordenação pedagógica da escola. Assim, a instituição pode ficar mais atenta às dinâmicas do aluno frente à sala de aula e aos seus colegas.
Já quando o quadro apresenta maior gravidade, deve-se buscar ajuda profissional na área da saúde mental. Não existe um fluxo único a ser seguido: pode-se procurar por um psiquiatra ou um psicólogo. O ideal é que ambos sejam acionados, não necessariamente ao mesmo tempo.
“O direcionamento de políticas públicas para estratégias de prevenção na atenção primária pode contribuir para reduzir as internações hospitalares por autolesão, além de melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos jovens”, ressalta Gabriela Laguna. “Precisamos investigar situações de vulnerabilidade, como o bullying, e intervir precocemente, antes que a autolesão se estabeleça como mecanismo de enfrentamento.”
Também é essencial fortalecer a capacitação profissional para o acolhimento e manejo desses quadros, bem como ampliar programas de tratamento aos comportamentos autolesivos. Isso inclui, por exemplo, expandir o acesso ao suporte médico, psicológico e à psicoeducação, além de integrar iniciativas intersetoriais envolvendo escolas, organizações não governamentais e instituições privadas.
“Sofrimento emocional todos nós enfrentamos. O grande desafio é diferenciar quando esse problema se torna desproporcional, gera dor intensa e leva à disfuncionalidade”, aponta o médico do Einstein “A partir do momento em que surgem sinais, é fundamental existir um canal de comunicação aberto entre pais e filhos, afinal, são eles que podem oferecer rede de apoio e auxiliar na busca por ajuda adequada.”
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) apreendeu o celular de um jovem de 18 anos suspeito de armazenar e compartilhar conteúdos digitais de violência extrema. A ação foi realizada nesta quarta-feira (16), no município de Atalaia, durante uma operação de alcance nacional.
A apreensão foi realizada pela Polícia Civil do Estado de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), com atuação da Seção de Crimes Cibernéticos, durante a Operação Bulwark, integrada à Operação Escola Segura.
No estado, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do jovem, onde os agentes localizaram e recolheram um aparelho celular. De acordo com as investigações, o suspeito estaria envolvido no armazenamento e possível compartilhamento de conteúdos relacionados à violência extrema no ambiente digital.
O material apreendido será encaminhado para análise pericial, que deve subsidiar o avanço das investigações e a eventual responsabilização criminal do investigado.
A Operação Bulwark ocorre de forma simultânea em diversos estados e tem como foco prevenir e reprimir práticas ilícitas no ambiente virtual que possam representar risco à segurança pública. Entre os alvos estão conteúdos com potencial de incitar violência no mundo real, incluindo ameaças em ambientes escolares e a disseminação de materiais sensíveis.
Segundo a Polícia Civil, o combate aos crimes cibernéticos é fundamental para interromper a circulação de conteúdos ilegais, identificar os autores e garantir a proteção da sociedade diante de ameaças digitais.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) recapturou, nessa quarta-feira (15), em Arapiraca, um homem de 62 anos condenado pela morte da estudante de enfermagem Vitória Karyne da Silva, de 19 anos. Ele estava foragido do sistema prisional após cumprir apenas seis meses da pena de 11 anos e três meses de prisão.
A prisão foi realizada por equipes do 52º Distrito Policial (52º DP) de Arapiraca, com apoio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), em cumprimento a mandado expedido pela 5ª Vara Criminal do município.
O crime ocorreu no dia 22 de abril de 2024, na região do Lago da Perucaba. De acordo com as investigações, o homem conduzia um veículo sob efeito de álcool e drogas quando colidiu frontalmente com duas motocicletas. Em uma delas estavam duas jovens, incluindo Vitória Karyne, que seguia na garupa.
Com o impacto, a estudante foi arremessada contra a calçada, sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. A condutora da motocicleta e o piloto da outra moto envolvida tiveram apenas ferimentos leves.
Logo após o acidente, moradores conseguiram conter o suspeito e o levaram até a Central de Polícia Civil de Arapiraca, onde ele foi preso em flagrante. Posteriormente, acabou condenado pela Justiça.
Segundo informações da polícia, o homem permaneceu no sistema penitenciário por cerca de seis meses, período após o qual conseguiu fugir e passou a ser considerado foragido. Desde então, seu paradeiro era desconhecido até a recaptura realizada nesta semana.
Após ser localizado e preso, ele foi encaminhado novamente ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.
Dois suspeitos identificados como Guegueu e Cristiano morreram após confronto com equipes da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) durante a Operação Nexus, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16), na região da Rota dos Milagres. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), em parceria com a PMAL.
Segundo as informações iniciais, os dois indivíduos reagiram à abordagem policial durante o cumprimento de mandados judiciais e a apuração de denúncias anônimas. Eles foram atingidos, chegaram a ser socorridos pelas equipes, mas não resistiram aos ferimentos.

A operação contou com efetivos do Comando de Missões Especiais (CME), BOPE, ROTAM, Diretoria de Inteligência da PMAL (Dint) e da Agência de Inteligência da 8ª Companhia Independente, além do Comando de Policiamento da Região da Zona Norte e Zona da Mata (CPRZN).
Durante a ação, as equipes apreenderam uma carabina calibre 9 mm, diversas munições e uma quantidade de entorpecentes. Todo o material foi encaminhado para

A Operação Nexus tem como foco o cumprimento de mandados judiciais e o combate a crimes relacionados ao tráfico de drogas e à posse ilegal de armas. A iniciativa integra uma ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizada em todo o território nacional.
As forças de segurança informaram que as ações continuam ao longo do dia e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento da operação.
A cidade de Palmeira dos Índios deu mais um passo rumo ao fortalecimento da comunicação local com a articulação para implantação do Projeto Plural, iniciativa do Governo de Alagoas voltada ao incentivo do jornalismo comunitário e independente.
A proposta foi discutida durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (15) entre representantes da Secretaria de Estado da Comunicação (SECOM/AL) e gestores municipais. Participaram do encontro o secretário de Estado da Comunicação Wendel Palhares, acompanhado da equipe técnica formada pelo assessor de Governança Antônio Medeiros, o gerente administrativo Júnior Madeira e pelo gerente do Projeto Plural Júnior Calheiros.
A Prefeitura de Palmeira dos Índios foi representada pelo secretário municipal de Comunicação Henrique Romeiro, o secretário de Planejamento Marcos Rêgo e pela cerimonialista Luciana Gonzaga.
Com a chegada do Projeto Plural, Palmeira dos Índios passa a integrar a estratégia estadual de interiorização das políticas públicas de comunicação, além de promover mais oportunidades para comunicadores e fortalecer o acesso à informação na região.
Durante o encontro, foram alinhadas as estratégias necessárias para colocar em prática a incubadora de comunicação no município. “O projeto busca enfrentar os chamados ‘desertos informacionais’, ampliando o acesso da população a conteúdos de qualidade e incentivando a produção jornalística nas comunidades”, explicou o secretário de Estado Wendel Palhares.
A iniciativa também prevê a capacitação de profissionais, com treinamentos técnicos, formação em gestão e estímulo à inovação digital. “Além disso, está prevista a implantação de uma estrutura física equipada, incluindo um espaço dedicado à produção de conteúdos multimídia, como podcasts, contribuindo para a modernização e profissionalização da comunicação local”, disse o secretário municipal Henrique Romeiro.
A coluna apurou, com exclusividade, que o cantor Marlon Brendon Coelho Couto Silva, mais conhecido como MC Poze do Rodo (foto em destaque), foi levado para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), após ser preso em operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15/4).
Ele chegou à penitenciária no início da tarde desta quarta (15).
Poze foi preso durante a megaoperação que investiga esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
A prisão ocorre no contexto de investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor e circulação de dinheiro em espécie.
De acordo com a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.
As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
Mais de 200 policiais federais participam da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e são cumpridas em diversas unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
Esta é a terceira vez que o artista vai parar na prisão. Em 2019, ele foi detido durante um show por apologia ao crime. Em 2024, voltou a ser alvo de investigação na Operação Rifa Limpa, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
Em maio de 2025, Poze foi preso sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e apologia ao crime. As investigações apontaram que o artista utilizava sua imagem para se associar a membros do Comando Vermelho (CV), promovendo mensagens consideradas como incentivo à facção.
Belo Horizonte – Um homem de Caratinga, na Zona da Mata, foi indiciado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e extorsão mediante privação de liberdade, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a vítima ficou cerca de seis dias impedida de sair da residência, sob constante vigilância e com barreiras físicas que dificultavam qualquer tentativa de fuga.
Durante o período de privação de liberdade, a mulher sofreu agressões físicas graves, incluindo esganadura, golpes com objeto perfurante, socos e ameaças de morte. Exames periciais confirmaram as lesões corporais. O agressor condicionava a libertação ao pagamento de valores relacionados a uma suposta dívida de drogas.
As investigações começaram após o Ministério Público receber denúncias de que a vítima estava sendo agredida e mantida em cárcere privado desde o dia 27 de março. Diante das informações, a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica da Polícia Militar realizou uma operação e resgatou a mulher, que foi retirada pela janela do imóvel. O suspeito foi preso em flagrante.
As apurações revelaram ainda que familiares da vítima já haviam feito pagamentos anteriores para conseguir a libertação dela em outras ocasiões, sugerindo a repetição da conduta criminosa.
A vítima conseguiu pedir socorro à família por meio de mensagens enviadas de forma discreta, o que foi decisivo para a intervenção rápida das autoridades.
Com base em depoimentos, laudos periciais e registros audiovisuais, a Polícia Civil concluiu as apurações e indiciou o investigado pelos crimes cometidos no âmbito da violência doméstica. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Conforme indica estudo, uma dieta rica em sal pode estar associada a perda mais rápida de memória em homens. A conclusão foi publicado em 23 de fevereiro de 2026 na revista científica Neurobiology of Aging, que acompanhou 1.208 adultos ao longo de seis anos para investigar a relação entre o consumo de sódio e o declínio cognitivo.
Os resultados mostram que homens com maior ingestão de sal no início da pesquisa apresentaram uma queda mais acelerada na memória episódica — tipo de memória responsável por lembrar experiências do dia a dia. Entre as mulheres, não foi observada associação significativa.
A pesquisa analisou dados de adultos sem comprometimento cognitivo no início do acompanhamento. O consumo de sódio foi estimado por meio de questionários alimentares, ferramenta comum em estudos populacionais para avaliar padrões de dieta ao longo do tempo.
Durante os seis anos de seguimento, os participantes passaram por avaliações cognitivas periódicas. Os testes incluíram medidas de memória episódica, função executiva e outras habilidades relacionadas ao funcionamento do cérebro.
Além disso, os pesquisadores também consideraram fatores que podem influenciar os resultados, como idade, nível educacional e condições de saúde, para reduzir o risco de distorções na análise.
De acordo com os autores, a associação entre alto consumo de sódio e declínio cognitivo foi observada especificamente na memória episódica em homens. A equipe ressalta que os dados indicam uma associação, e não uma relação direta de causa e efeito.
Em comunicado à imprensa, os pesquisadores destacaram que a alimentação pode desempenhar um papel importante no envelhecimento cerebral.
“Nossos achados sugerem que a ingestão elevada de sódio pode estar relacionada a um declínio mais rápido da memória em homens ao longo do tempo”, afirmaram.
Apesar do estudo não ter investigado diretamente os mecanismos biológicos, os autores apontam caminhos que podem ajudar a entender a relação observada.
Um dos fatores envolve o impacto do sódio na pressão arterial. O consumo elevado de sal está associado ao aumento da pressão, o que pode comprometer a circulação sanguínea no cérebro ao longo dos anos.
Além disso, alterações nos vasos sanguíneos podem afetar o fornecimento de oxigênio e nutrientes para o tecido cerebral, contribuindo para a piora gradual das funções cognitivas.
Um dos pontos altos do estudo é que esse tipo de efeito foi observado apenas em homens, e os pesquisadores ainda investigam as razões para isso. Segundo os autores, fatores como diferenças hormonais, padrões alimentares e maior consumo médio de sódio entre homens podem ajudar a explicar o resultado.
No entanto, mais estudos são necessários para confirmar essas hipóteses. O estudo reforça a importância da alimentação como fator que pode influenciar a saúde do cérebro ao longo da vida.
As recomendações de saúde indicam limitar o consumo de sódio a cerca de 2.000 mg por dia — o equivalente a aproximadamente uma colher de chá de sal.
Como a dieta é um fator modificável, reduzir a ingestão de sal pode ser uma estratégia importante para a saúde cardiovascular e também para a saúde da memória relacionada ao envelhecimento.
Com a popularização das inteligências artificiais (IAs) generativas, cada vez mais pessoas recorrem aos chatbots para consultas e aconselhamentos médicos. O estudo publicado nesta quarta (15/4) pela revista científica BMJ Open aponta que cerca de 50% das respostas sobre saúde fornecidas por ferramentas como ChatGPT, Gemini, Meta AI, Grok e Deepseek não são confiáveis e podem ser prejudiciais e até problemáticas.
Um dos pontos mais críticos destacados pelo relatório é o excesso de confiança das máquinas. Mesmo ao fornecerem dados imprecisos, os chatbots raramente admitem dúvida. Das 250 perguntas feitas pelos pesquisadores, houve apenas duas recusas de resposta — ambas feitas pela Meta AI.
Do total de respostas analisadas, quase 20% foram classificadas como altamente problemáticas e 50% como problemáticas. O estudo observou que as ferramentas demonstram maior precisão em perguntas “fechadas” sobre temas consolidados, como câncer e vacinas. Por outro lado, o desempenho é considerado imprudente em temas que envolvem nutrição, performance atlética e células-tronco.
De acordo com os pesquisadores dos EUA, Canadá e Reino Unido, o perigo mora na base de dados. As IAs são treinadas com textos públicos da internet, o que inclui desde redes sociais até fóruns como o Reddit.
O resultado é o chamado “falso equilíbrio”: a ferramenta coloca uma opinião sem fundamento científico no mesmo patamar de uma descoberta médica sólida, apenas porque ambos os textos circulam na rede. Além disso, nenhum chatbot foi capaz de produzir uma lista de referências bibliográficas totalmente completa ou precisa.
Os principais perigos de consultar pela IA, de acordo com a pesquisa, são os diagnósticos sem fundamento, as orientações baseadas em dados genéricos, e as citações fabricadas, onde os robôs inventam fontes e livros que não existem. A linguagem inacessível também é um risco quando exige um nível de compreensão equivalente ao de um universitário veterano.
As IAs generativas não são licenciadas para fornecer aconselhamento médico e não possuem o discernimento clínico para diagnósticos. Elas podem servir como ponto de partida para pesquisas acadêmicas ou curiosidades, mas especialistas reforçam: a tecnologia não substitui a consulta com profissionais de saúde, especialmente em casos que exigem análise individualizada.
Apesar dos avisos de especialistas, o mercado segue em rápida expansão. Semanalmente, mais de 200 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde e bem-estar ao ChatGPT, segundo a OpenAI. Em janeiro, a empresa anunciou o “ChatGPT Health”, voltado para usuários e profissionais. No mesmo mês, o Claude, da Anthropic, também lançou ferramentas focadas no setor.
Pesquisadores identificaram anticorpos capazes de bloquear a infecção pelo vírus Epstein-Barr, um dos patógenos mais comuns do mundo e associado a diversos tipos de câncer e outras doenças crônicas. Em testes com animais, um desses anticorpos conseguiu impedir completamente que o vírus infectasse células do sistema imunológico.
O vírus Epstein-Barr infecta cerca de 95% da população mundial ao longo da vida. Em muitos casos ele permanece silencioso no organismo, mas também pode estar ligado ao desenvolvimento de algumas doenças, incluindo certos tipos de linfoma e condições inflamatórias e neurológicas.
A descoberta foi feita por cientistas do Fred Hutch Cancer Center, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica Cell Reports Medicine em 17 de fevereiro. Para encontrar possíveis formas de bloquear o vírus, a equipe utilizou camundongos geneticamente modificados capazes de produzir anticorpos humanos.
Segundo o bioquímico Andrew McGuire, um dos autores do estudo, desenvolver anticorpos eficazes contra o vírus tem sido um desafio porque ele consegue se ligar com facilidade às células do sistema imunológico.
“Encontrar anticorpos humanos que impeçam o vírus Epstein-Barr de infectar nossas células tem sido particularmente difícil”, afirmou o pesquisador, em comunicado.
Os cientistas concentraram a investigação em duas proteínas presentes na superfície do vírus, a gp350 e a gp42. A primeira ajuda o patógeno a se ligar às células humanas, enquanto a outra permite que ele se funda à célula e consiga entrar nela.
Ao estudar essas estruturas, os pesquisadores identificaram vários anticorpos capazes de reconhecer as proteínas. Nos testes realizados em laboratório e em modelos animais, um anticorpo direcionado a uma dessas proteínas bloqueou completamente a infecção pelo vírus, enquanto outro apresentou proteção parcial.
A descoberta também mostrou pontos vulneráveis do vírus que podem orientar o desenvolvimento de futuras vacinas ou terapias baseadas em anticorpos.
Os pesquisadores acreditam que esse tipo de terapia pode ser especialmente útil para pessoas que passam por transplantes de órgãos ou de medula óssea. Os pacientes precisam usar medicamentos que reduzem a atividade do sistema imunológico, o que pode permitir que o vírus se reative ou se espalhe com mais facilidade.
Em alguns casos, essa reativação pode provocar doenças linfoproliferativas associadas ao Epstein-Barr, uma forma grave de linfoma que pode surgir após o transplante.
“A prevenção da replicação do vírus tem grande potencial para reduzir essas complicações e melhorar os resultados dos transplantes”, afirmou a médica infectologista Rachel Bender Ignacio, do Fred Hutch e da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.
Segundo os cientistas, a ideia é que no futuro os anticorpos possam ser administrados por infusão para prevenir a infecção ou a reativação do vírus em pessoas com maior risco. Antes disso, ainda serão necessários mais estudos para avaliar a segurança e a eficácia da estratégia em humanos.
Belo Horizonte – Dois homens, de 22 e 28 anos, foram presos em flagrante na manhã desta quarta-feira (15/4) em ação de combate ao tráfico de drogas, desencadeada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Eles estavam com aproximadamente 200 quilos de maconha. A dupla foi abordada no bairro Novo Progresso, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A droga foi localizada no interior de um veículo – após denúncia anônima – interceptado pelos policiais da 2ª Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico (Decna), unidade vinculada ao Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) da PCMG.
Em pesquisas nos sistemas policiais, foi verificado que os presos já possuem registros por crimes como roubo qualificado, receptação, adulteração de sinal identificador veicular e tráfico de drogas.
As investigações continuam, com o objetivo de identificar outros integrantes e desarticular a organização criminosa.
Sara Monteiro (foto em destaque), de 26 anos, conhecida como Miss Universe Uberlândia 2025, foi presa temporariamente durante a Operação Luxury deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (15/4).
A ação investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A miss é apontada como esposa de um dos chefes da organização criminosa e tinha atuação no núcleo de finanças do grupo.
Segundo informações da PF, ela era beneficiária direta da movimentação financeira da facção e aproveitava de recursos obtidos com o tráfico. Além disso, ela participava do processo de ocultação da origem do dinheiro.
Durante o cumprimento do mandado de prisão contra Sara, alguns celulares e um notebook pertencentes a ela foram apreendidos.
A miss pode responder por crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa.
Operação Luxury
A ação ocorreu simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o sequestro de bens que podem chegar a R$ 61 milhões.
Investigação foi iniciada em abril de 2025, após a apreensão de cerca de 1,1 tonelada de maconha na cidade de Frutal, no interior mineiro.
A partir desse flagrante, os investigadores conseguiram ampliar o alcance das apurações e identificar uma estrutura criminosa mais ampla. Ao longo das diligências, a polícia vinculou os suspeitos a outras remessas de drogas, o que levou à apreensão de aproximadamente 5,9 toneladas de maconha em diferentes municípios.
A investigação aponta que os envolvidos utilizavam empresas de fachada e terceiros para dissimular os recursos.
