
Uma mulher de 41 anos morreu após ser encontrada pela filha algemada e ferida a facadas dentro de casa no bairro Cidade Ariston, em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, na tarde dessa quarta-feira (29/7). O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima. Ele é procurado pelas polícias Civil e Militar.
Segundo a Polícia Militar, Lilian Marçal Aurora Novaes foi encontrada pela filha, de 24 anos, com sinais de tortura. Além de algemada, a vítima teve o cabelo cortado e foi golpeada diversas vezes por facadas. A mulher foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (Upa) Bruno Covas, mas não resistiu aos ferimentos.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) contou que a filha da vítima relatou, em depoimento à Polícia Civil, que a mãe tinha um namorado que havia enviado ameaças de morte. O homem foi identificado inicialmente como Matheus Henrique. Ele não foi encontrado pelas polícias.
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Carapicuíba.
Um policial militar deu um soco na cara de uma mulher com uma criança no colo durante uma abordagem em Sorocaba, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em 26 de julho. A corporação investiga o caso.
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Publica) estadual, a PM "instaurou procedimento administrativo para apurar detalhadamente todas as circunstâncias dos fatos, incluindo a análise das imagens divulgadas".
A PM disse que "não compactua com excessos ou desvios de conduta e destacou que adota medidas rigorosas sempre que irregularidades são identificadas".
Uma câmera de segurança registrou o momento da agressão. São cerca de três minutos de gravação. Um grupo de policiais se aproxima do estabelecimento e um deles aborda um dos rapazes que frequentava o local.
Os dois travam uma discussão e o PM o puxa pelo shorts e o leva até o canto da calçada. Outras pessoas intervêm e, neste momento, um dos agentes se dirige até a moto para buscar alguma coisa -as imagens não mostram exatamente o quê.
A mulher, que não foi identificada, é agredida em seguida. O nome do PM não foi divulgado.
O vídeo mostra o PM passando ao lado dela e dando um empurrão no ombro, ao que a mulher reage com um tapa. O policial desfere o soco logo na sequência. Ela cai no chão sem derrubar a criança.
Uma outra mulher reage e tenta conter o PM, que desfere um tapa e derruba o celular dela. Ao se levantar do chão, a mulher agredida pelo PM tira a sandália e bate com ela no capacete do policial. A confusão continua por pouco menos de um minuto até o fim do video.
A Polícia Civil de Sorocaba investiga o caso como resistência, quando alguém se "opõe à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo".
Segundo a SSP, "a vítima já foi ouvida, e a investigação aguarda a conclusão do laudo do exame de corpo de delito para dar continuidade às apurações".
Pesquisadores internacionais analisaram os restos do navio Batavia, da Companhia Holandesa das Índias Orientais, naufragado em 1629 na costa da Austrália. Foram encontrados blocos de pedra, tijolos e o lastro da embarcação, que revelaram detalhes de como era feito o transporte de materiais de construção no século 17.
Os materiais de construção presentes no navio tinham origem em várias pedreiras europeias. Uma vez extraídos, eles eram alocados na embarcação e enviados para o outro lado do mundo, evidenciando uma rede comercial sofisticada para a época.
A pesquisa liderada pelo pesquisador Anthony Clarke, da Universidade Curtin, na Austrália, teve seus resultados publicados no Journal of Archaeological Science: Reports nesta quarta-feira (29/7).
O objetivo dos cientistas era saber a origem das pedras – antigamente, supunha-se que todas vinham do mesmo lugar, o que foi refutado no estudo atual. Para chegar a essa conclusão, foram analisados os minerais de zircão dentro das amostras com uma técnica capaz de rastrear a origem e detalhes ocultos nos materiais.
Por passarem muito tempo no oceano, as pedras pareciam ser idênticas, o que dificultava a identificação da sua origem. No entanto, a técnica aplicada conseguia realizar o rastreio mesmo com a grande semelhança.
Os resultados mostraram que as pedras vinham de ao menos duas áreas de extração diferentes da Alemanha. Acredita-se que, após a obtenção dos materiais, eles tenham sido transportados até a sede fortificada da Companhia Holandesa das Índias Orientais, em Jacarta, na Indonésia.
“A pesquisa destaca a complexidade logística por trás da expansão da Companhia Holandesa das Índias Orientais, incluindo como os materiais de construção eram obtidos, consolidados e transportados por vastas distâncias para sustentar a infraestrutura colonial”, afirma Clarke, em comunicado.
De acordo com os autores, a descoberta demonstra como ainda há muitos segredos e detalhes sobre o passado a serem desvendados nas coleções históricas de naufrágios.
A investigação de um esqueleto de dinossauro escavado em 2018 no Zimbábue rendeu a descoberta de uma nova espécie: a Musango matusadonaensis.
De acordo com as autoridades do país africano, trata-se do quinto dinossauro encontrado por lá. O Musango matusadonaensis viveu há cerca de 210 milhões de anos no Triássico Superior, um período em que eles ainda não eram dominantes na Terra. Os resultados foram publicados no Journal of Systematic Palaeontology nessa terça-feira (28/7).
Apesar de não possuir crânio, o fóssil do animal foi achado com várias partes, incluindo ossos da coluna vertebral, costelas, braços, pernas e pés, preservadas. O estudo indica que, ao contrário dos dinossauros gigantes de pescoço comprido, o novo exemplar era menor, tendo 4,5 metros de comprimento e pesando 222 quilos, semelhante ao peso de um porco moderno adulto.
Descobriu-se também que o bicho tinha oito anos quando morreu e estava em um estágio de desenvolvimento quase completo. Marcas nos ossos sugerem a recuperação de ferimento grave ou infecção. A falta do crânio impediu os pesquisadores de definir como o Musango se alimentava, mas eles acreditam que o animal comia predominantemente plantas.
Além disso, o achado indica que o sul da África era o lar de várias espécies diferentes de dinossauros. Anteriormente, acreditava-se que os exemplares da região pertenciam praticamente todos ao mesmo grupo.
“Isso sugere que o que descobrimos até agora é apenas a ponta do iceberg”, afirma um dos autores do estudo, Paul Barrett, em comunicado. Novos fósseis de dinossauros na região devem ajudar a trazer mais detalhes da fauna antiga do sul africano.
As fibras são conhecidas por ajudar a manter o intestino saudável. Agora, dois estudos indicam que proteínas presentes em alimentos de origem vegetal também podem desempenhar um papel importante. Os pesquisadores descobriram que elas estimulam as bactérias do intestino a produzir substâncias associadas à saúde intestinal e ao bom funcionamento do organismo.
Os trabalhos, publicados nas revistas Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), em 12 de fevereiro, e na Nature Metabolism, em 23 de junho, investigaram como diferentes componentes dos alimentos vegetais influenciam o metabolismo da microbiota intestinal.
Segundo os cientistas, essas proteínas podem atuar em conjunto com as fibras para favorecer um ambiente intestinal mais saudável.
Ao analisar o metabolismo das bactérias intestinais, a equipe observou que fibras e proteínas vegetais não digeríveis alteram o tipo de substância produzida pelos microrganismos. Em vez de favorecer compostos associados a efeitos prejudiciais ao organismo, os nutrientes aumentaram a produção de metabólitos relacionados à saúde intestinal e ao equilíbrio metabólico.
Os pesquisadores chamam essas proteínas de “proteínas que imitam fibras” (Prif), porque elas chegam praticamente intactas ao intestino grosso e servem de alimento para as bactérias da microbiota, de forma semelhante às fibras alimentares.
Os experimentos mostraram que essas proteínas estimulam a formação de compostos derivados da fenilalanina, associados à saúde intestinal e ao controle do peso corporal, ao mesmo tempo em que reduzem a produção de metabólitos derivados da tirosina, relacionados a problemas observados em pessoas com doença renal e alguns tipos de câncer.
“As fibras já são reconhecidas por seus benefícios, mas essas proteínas vegetais pouco estudadas também remodelam a microbiota intestinal e alteram o metabolismo de maneira favorável”, afirmam os autores.
Para entender a origem desses compostos, os pesquisadores marcaram proteínas vegetais com isótopos estáveis e acompanharam seu percurso durante a digestão em camundongos. Eles observaram que os metabólitos considerados benéficos eram produzidos principalmente a partir das proteínas presentes na alimentação.
Já os compostos associados a efeitos negativos surgiam, em grande parte, quando as bactérias utilizavam proteínas do próprio organismo, presentes no muco que reveste o intestino.
Segundo os pesquisadores, as fibras ajudam a reduzir esse processo, enquanto as proteínas vegetais aumentam a quantidade de nutrientes disponíveis para as bactérias, favorecendo a produção dos metabólitos considerados benéficos.
O segundo estudo trouxe outra descoberta importante. Até agora, acreditava-se que vários compostos derivados do metabolismo dos aminoácidos eram produzidos exclusivamente pelas bactérias intestinais. No entanto, experimentos com camundongos, ratos e células humanas mostraram que o próprio organismo também consegue produzir muitos desses metabólitos.
Os pesquisadores chegaram à conclusão ao observar que diversos compostos permaneceram em níveis parecidos mesmo após o uso de antibióticos, que reduzem significativamente a população de bactérias intestinais.
Por outro lado, substâncias produzidas apenas pela microbiota diminuíram após o tratamento, confirmando que algumas dependem exclusivamente da ação dos microrganismos.
Segundo os autores, os resultados ajudam a compreender melhor como diferentes componentes dos alimentos vegetais influenciam o funcionamento da microbiota e do próprio organismo.
Os autores acreditam que esse conhecimento pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias alimentares mais direcionadas e, no futuro, apoiar novas abordagens para a prevenção e o tratamento de doenças relacionadas ao metabolismo e à saúde intestinal.
Cada vez mais utilizados por mulheres no Brasil, os implantes hormonais devem ser administrados de forma personalizada. No entanto, ainda existem profissionais que os indicam sob o apelo do chamado “chip da beleza” - prática amplamente criticada por especialistas.
Para o ginecologista e professor Walter Pace, “pacientes diferentes respondem de maneiras diferentes aos mesmos tratamentos. A mulher, por exemplo, desde a puberdade até a menopausa, apresenta perfis hormonais diferentes ao longo de sua vida. Em muitos casos, até mesmo dentro de um mesmo ciclo menstrual ocorrem variações importantes. Não podemos desconsiderar essas diferenças”.
Hoje, acrescenta o especialista, “uma das principais evoluções da medicina moderna é o reconhecimento da individualidade biológica”.
De acordo com Walter, mulheres com endometriose - que representam um número expressivo no país, além daquelas com adenomiose, sangramento uterino anormal e outras condições hormonais, dependem de estratégias terapêuticas individualizadas para recuperar sua qualidade de vida. “No dia a dia do consultório, constatamos que muitas pacientes convivem com doenças e condições clínicas que exigem um acompanhamento hormonal individualizado”, reforça.
Nesse sentido, observa o ginecologista, “qualquer debate sobre segurança no tratamento deve considerar os riscos do uso inadequado. Por outro lado, é importante avaliarmos os impactos que eventuais restrições podem causar à continuidade de tratamentos legitimamente indicados por profissionais habilitados.”
Conforme explica Walter, a busca por tratamentos cada vez mais individualizados não surgiu agora. "O Brasil ocupa um lugar de destaque nessa trajetória graças ao trabalho Professor Elsimar Coutinho, médico e pesquisador reconhecido internacionalmente por suas contribuições à contracepção, à saúde da mulher e às terapias hormonais."
Desde a década de 1960, as pesquisas do professor Elsimar ajudaram a ampliar o conhecimento sobre métodos hormonais de longa duração, além de abrir caminho para abordagens terapêuticas mais adaptadas às necessidades individuais de cada paciente. "Não podemos esquecer desse avanço já naquela época, da maior importância da medicina brasileira”, ressalta.
Ainda, segundo o ginecologista, os debates sobre terapias hormonais não podem ser conduzidos com generalizações artificiais e que não acompanham a realidade da medicina contemporânea. O foco, destaca, “deve estar sempre na avaliação clínica, no diagnóstico correto, na escolha adequada da terapia e no acompanhamento permanente do paciente, uma vez que a segurança não se constrói com simplificações, mas com ciência, responsabilidade e critérios bem definidos”.
Um terminal de gás natural no Egito foi atacado nesta quarta-feira (29) por drones, que atingiram dois navios, inclusive um dos Estados Unidos. As embarcações e instalações do porto de Damietta pegaram fogo e a operação no local foi suspensa, mas os incêndios foram controlados e não houve vítimas.
Ninguém assumiu inicialmente a autoria da ação. O ataque ocorreu no dia seguinte à retomada dos ataques entre Irã e EUA, que haviam sido suspensos por uma pausa qualificada pelo presidente Donald Trump de abertura diplomática para "conversas amigáveis".
Teerã negou tal disposição, e na noite de terça (28) voltou a atacar bases americanas na região e ao menos três petroleiros no contestado estreito de Hormuz. Já os EUA se uniram de forma inédita à Arábia Saudita para atacar rebeldes pró-Irã no Iraque, e Trump prometeu um ataque duro à teocracia.
Segundo a Fox News, o americano sou expressões de baixo calão para definir seu curso de ação: "Vamos arrebentar eles para c...". Com a tensão, o preço do petróleo, que vinha caindo desde o fim de semana, subiu mais de 6% nesta quarta.
As explosões em Damietta reabrem o temor de alastramento regional da guerra. O Mediterrâneo viu ação de forma pontual desde que EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, e, em resposta, drones e mísseis de Teerã voaram contra instalações da Otan em Chipre e na Turquia.
Mas o incidente desta terça é inédito, e a distância mais curta para bases de lançamento de drones no Líbano faz as suspeitas recaírem sobre o Hezbollah, aliado do Irã, que não se manifestou. Foram atingidos, além de depósitos no porto, os navios Energos Winter e Gaslog Salem. O primeiro tem bandeira das Ilhas Marshall, território associado aos EUA, e é operado por empresas americanas e egípcias.
Já o segundo tem bandeira de Bermuda, mas é controlado por gregos. Ambos funcionam como estação de regaseificação junto ao porto, recebendo o gás liquefeito vindo de outros países e o preparando para ser vendido na forma gasosa no Egito.
Segundo a empresa de segurança marítima britânica Ambrey, drones foram vistos atingindo Damietta e as embarcações.
O porto é altamente estratégico, não só pela presença maciça de investimento americano no negócio da regaseificação. Ele está junto ao canal de Suez, via que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, sendo a rota principal do comércio entre a Europa e a Ásia.
No local há um centro de distribuição em que vários dos navios gigantes vindos, por exemplo, da China descarregam seus contêineres, que são então levados por embarcações menores para portos europeus e no norte da África.
Com isso, mais um foco de problema marítimo se insinua na guerra. O primeiro foi Hormuz, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do conflito. O estreito foi virtualmente fechado pelo Irã.
O cessar-fogo de 17 de junho com os EUA previa 60 dias de trânsito livre, mas Teerã buscou assegurar sua posição de força. O país quer a instalação de uma rota de duas mãos na região, uma em suas águas territoriais e outra, controlada em parceria com Omã, que controla a outra margem de Hormuz.
Os iranianos pretendem cobrar pela carga que por lá passar, e os omanis buscam uma saída alternativa. Nenhuma das opções, contudo, agrada aos EUA, e depois que a teocracia mostrou força atacando petroleiros, Trump cancelou a trégua, em 8 de junho.
De lá para cá, os ataques voltaram, de forma ora comedida, ora escalatória. Os eventos desde terça mostram que há pouca certeza sobre o que irá acontecer. Por Hormuz, na terça passaram 12 navios, ante 140 pré-conflito, segundo o monitor MarineTraffic.
Por lá está valendo também um bloqueio naval americano aos portos do Irã que, segundo os EUA, já desviou até terça 18 navios, parou 2 e desabilitou outros 2 com tiros.
O segundo gargalo marítimo afetado pela guerra é o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o sul do mar Vermelho ao oceano Índico, dando continuidade ao corredor que passa pelo porto atacado nesta quarta.
Lá, os rebeldes pró-Irã houthis do Iêmen reagiram à renovação das hostilidades na sua guerra civil contra o governo desalojado do oeste do país atacando os fiadores dos rivais, a Arábia Saudita.
Decretaram um embargo a terminais petrolíferos de Riad no mar Vermelho, mas, com efeito restrito até porque o trânsito lá é mais variado: 41 navios transitaram na terça pelo estreito, ante uma média de cerca de 70 usualmente.
A combinação entre gordura abdominal e deficiência de vitamina D pode mais do que dobrar o risco de morte em pessoas com mais de 50 anos. A conclusão é de um estudo publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism em 6 de maio, que acompanhou mais de 5,5 mil adultos durante seis anos.
Os pesquisadores verificaram que, embora cada condição já aumente o risco de mortalidade de forma isolada, a associação entre as duas representa um risco ainda maior.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London, no Reino Unido, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A pesquisa acompanhou 5.520 participantes com 50 anos ou mais que fazem parte do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), um dos maiores estudos sobre envelhecimento do mundo.
Os resultados mostraram que pessoas com obesidade abdominal e deficiência de vitamina D apresentaram um risco de morte 123% maior do que aquelas que não tinham nenhuma dessas condições. Quando avaliadas separadamente, a obesidade abdominal elevou o risco de morte em 47%, enquanto a deficiência de vitamina D aumentou esse risco em até 81%.
Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que as duas condições potencializam seus efeitos quando ocorrem ao mesmo tempo.
De acordo com o coordenador do estudo, Tiago Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar, a gordura acumulada na região abdominal dificulta a ação da vitamina D no organismo.
Isso acontece porque parte da vitamina fica armazenada nas células de gordura e deixa de circular pelo sangue, onde desempenha funções importantes para diferentes órgãos.
Além disso, pessoas com obesidade apresentam menor atividade de enzimas responsáveis pelo metabolismo da vitamina D, reduzindo ainda mais sua disponibilidade.
“A obesidade abdominal reduz a vitamina D circulante e essa deficiência, por sua vez, prejudica o sistema imunológico, agravando a inflamação crônica já causada pelo excesso de gordura e elevando drasticamente o risco de mortalidade”, explica Alexandre em comunicado.
Os pesquisadores destacam que esse quadro é ainda mais preocupante após os 50 anos, quando o organismo já passa naturalmente por um processo de inflamação crônica de baixa intensidade relacionado ao envelhecimento.
Segundo os autores, a vitamina D participa da regulação da pressão arterial, da frequência cardíaca, do sistema imunológico, do sistema nervoso e do sistema endócrino.
Em estudos anteriores, a mesma equipe já havia mostrado que a deficiência do hormônio está associada à perda de força muscular, redução da velocidade da caminhada, maior dependência nas atividades do dia a dia e aumento do risco de declínio cognitivo.
Os pesquisadores afirmam que acompanhar os níveis de vitamina D e controlar o excesso de gordura abdominal pode ajudar a reduzir o risco de complicações relacionadas ao envelhecimento.
Segundo a equipe, novos estudos ainda serão importantes para compreender melhor como essa interação contribui para o desenvolvimento de doenças e para avaliar as melhores estratégias de prevenção.
O homicídio de Kelson Vieira de Oliveira, de 22 anos, ocorrido no bairro Benedito Bentes, em Maceió, foi praticado por aproximadamente dez homens encapuzados depois de o grupo ter acesso a uma publicação da vítima na rede social, que a ligava a uma organização criminosa. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (29), pela Polícia Civil de Alagoas.
De acordo com os levantamentos iniciais, após voltar para casa, Kelson foi surpreendido pelos criminosos com os rostos cobertos por balaclavas. O grupo questionou sobre uma suposta comercialização de entorpecentes e exigiu que a vítima mostrasse o próprio perfil em rede social.
Após verificar uma publicação com a expressão "Fé em Deus", acompanhada de uma referência a uma facção criminosa, o bando disparou várias vezes contra o homem. A polícia encontrou ao menos 11 marcas de tiros no corpo do jovem.
Informações obtidas pelos investigadores apontam também que Kelson fazia uso frequente de drogas, possuía envolvimento com o tráfico e mantinha vínculo com organização criminosa.
O caso inicialmente foi atendido pela Unidade de Atendimento a Local de Crime 1 da Polícia Civil e segue sob investigação. Quem tiver informações sobre o crime pode fornecê-las através do número de telefone 181, do Disque-Denúncia. O anonimato é garantido ao denunciante.
A advogada Cláudia Félix, de 51 anos, prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha, foi morta a tiros dentro da própria casa, no município de Itororó, no interior da Bahia.
Bastante conhecida na cidade, ela teria passado a ser alvo de um grupo criminoso por causa de uma dívida atribuída a um familiar. As informações foram divulgadas pelo Cidade Alerta, da Record, nessa terça-feira (28/7).
O que aconteceu
De acordo com a reportagem, o parente vinha sendo ameaçado por integrantes do grupo devido a um débito de alto valor.
Na tentativa de quitar a dívida, a família chegou a vender dois veículos, mas, segundo a apuração, a quantia exigida aumentava a cada pagamento, configurando esquema de extorsão.
Ainda conforme o jornalístico, Cláudia passou a ser o principal alvo das ameaças e estaria sendo monitorada pelos criminosos. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado homens rondando a residência da advogada dias antes do crime.

Vítima chegou a acionar a polícia
Na madrugada do ataque, os suspeitos invadiram o imóvel. Cláudia percebeu a movimentação e conseguiu acionar a polícia, mas os agentes não chegaram a tempo de impedir o assassinato.
Ela foi atingida por diversos disparos dentro de casa, diante de familiares.
A Polícia Civil trabalha para identificar e localizar os envolvidos. A investigação deverá contar com informações do familiar que era alvo das cobranças, além da análise de mensagens, transferências bancárias e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e chegar aos responsáveis.
O caso provocou forte comoção em Itororó, onde Cláudia Félix era conhecida e querida pela população. Até o momento, Mara Maravilha não se pronunciou publicamente sobre a morte da prima.
As circunstâncias do desaparecimento e da morte do caminhoneiro Wanderson Carlos de Oliveira Lemos, 27 anos, ainda estão cercadas de mistérios. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga o caso, com o objetivo de esclarecer as causas.
Após dois dias desaparecido, o homem foi encontrado sem vida preso às ferragens do veículo, em uma ribanceira, na zona rural de Cristalina (GO), no Entorno do Distrito Federal. O corpo foi localizado, na última sexta-feira (24/7), quando familiares que resolveram refazer o trajeto que Wanderson costumava fazer e encontraram o caminhão tombado.
Poucas queixas são tão comuns e tão pouco levadas a sério quanto a dor muscular. Como costuma não aparecer em ressonâncias, ultrassonografias ou exames de sangue, ela acaba rotulada como “dor menor”, daquelas que passam sozinhas. Quem convive com ela sabe que não é bem assim: atrapalha o sono, o trabalho, o treino, o humor e até a confiança no próprio corpo.
Suas origens são muitas: do esforço mal dosado e do movimento repetitivo ao estresse, ao sono ruim, à inflamação sistêmica, a infecções e a doenças crônicas como a fibromialgia. Por isso, antes de tratar, é preciso entender a história – quando começou, onde dói, para onde irradia, o que faz piorar, se há fraqueza, inchaço ou febre. Em quadros simples, ajustar a carga, descansar, dormir bem, hidratar-se e voltar ao movimento aos poucos, com apoio da fisioterapia e da medicação quando indicada, já resolve boa parte. Mas nem toda dor é assim.
Na dor aguda, as lesões musculares pedem atenção especial. Às vésperas de uma Copa, as lesões dos atletas nos lembram de algo que vale para todos: o músculo precisa cicatrizar bem antes de voltar a acelerar, saltar e frear. Neste caso, sim, os exames de imagem mostram o grau da lesão e direcionam o tratamento, em princípio conservador: proteger, controlar a dor, recuperar mobilidade e força e só então liberar o retorno. Aliviar a dor não é o mesmo que estar pronto para a carga máxima.
É aqui que a medicina regenerativa deve entrar com maturidade. O plasma rico em plaquetas (PRP) vem sendo estudado nas lesões agudas e, em casos selecionados, pode encurtar o retorno ao esporte, embora a evidência ainda peça cautela. O plasma pobre em plaquetas (PPP) também desperta interesse, com uso clínico menos definido. O propósito não é estimular a qualquer custo, e sim regenerar com qualidade: tecido funcional, alinhado e resistente, que devolva segurança ao movimento.
Quando a dor se cronifica, como na síndrome dolorosa miofascial, entram em cena pontos-gatilho, bandas tensas, um sistema nervoso sensibilizado e fáscias alteradas – esses tecidos que envolvem músculos, nervos e vasos. Horas sentado, telas, sedentarismo e estresse perpetuam o quadro. O diagnóstico é sobretudo clínico: depende de uma boa escuta e de mãos que examinam e localizam com precisão.
Seja na lesão aguda ou na dor que se arrasta, o tratamento será sempre multimodal: educação, exercício, ergonomia, terapia manual, sono, manejo do estresse e correção dos fatores metabólicos que alimentam a dor, somados, quando preciso, a agulhamento, infiltrações, hidrodissecção fascial, toxina botulínica ou terapias regenerativas. A dor muscular não merece ser banalizada. Entendida a fundo e tratada a sério, ela quase sempre pode ser superada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, conhecidos como canetas emagrecedoras. Os fármacos são indicados para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29/7).
Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar a dieta e exercícios.
Os medicamentos são:
A semaglutida atua como se fosse um hormônio produzido no intestino, o GLP1. Ela melhora o funcionamento da insulina no organismo, o que leva a uma sensação maior de saciedade após as refeições.
Desde junho de 2025, as farmácias precisam reter as receitas médicas para a venda dos agonistas de GLP-1. No ano passado, a Anvisa também proibiu a prescrição de versões manipuladas desses medicamentos.

Ao menos três cidades do Rio Grande do Sul foram atingidas por um tornado no início da noite dessa terça-feira (28/7). De acordo com Defesa Civil do estado, o tornado atingiu o interior dos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho.
O tornado ocorreu após uma sequência de tempestades que já havia provocado estragos em diferentes regiões
do Rio Grande do Sul. As ocorrências causadas pelo fenômeno ainda são contabilizadas pelas autoridades locais.
Segundo a prefeitura de Giruá, as informações preliminares indicam que residências sofreram danos severos, com feridos. Ainda foram registradas quedas de árvores e prejuízos envolvendo animais.
O tornado atingiu principalmente as comunidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo.
Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, com base nos dados de radar, o tornado ocorreu por volta de 18h25, associado a uma supercélula, um tipo de tempestade que tem uma corrente ascendente giratória.
As supercélulas, geralmente, causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e, em algumas ocasiões, tornados.
O órgão emitiu, pela noite, “alerta muito alto” para inundação do Rio Taquari entre as cidades de Lajeado e Cruzeiro do Sul, com validade até às 12h desta quarta-feira (29/7).
Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, ao menos 30 municípios reportaram danos relacionados às fortes chuvas na última semana.
Durante o maior evento brasileiro de Nutrição Estética e Saúde da Mulher, uma frase chamou minha atenção e resume perfeitamente uma preocupação que cresce entre os profissionais da saúde:
"Quando o emagrecimento não preserva músculo, osso e saúde, ele deixa de ser emagrecimento e passa a ser envelhecimento."
Os análogos do GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras", representam um dos maiores avanços no tratamento da obesidade dos últimos anos. Quando bem indicados e acompanhados, eles podem transformar a saúde de muitas pessoas, reduzindo peso, melhorando o controle glicêmico e diminuindo o risco de diversas doenças.
No entanto, o medicamento, sozinho, não garante um emagrecimento saudável.
A perda de peso acelerada pode vir acompanhada de uma perda significativa de massa muscular e, em alguns casos, até de massa óssea. É justamente isso que explica por que algumas pessoas percebem mais flacidez corporal, perda de volume facial e um aspecto mais envelhecido após emagrecer.
O problema não é o medicamento em si. O problema é quando o tratamento acontece sem estratégia.
Um bom acompanhamento nutricional busca garantir ingestão adequada de proteínas, vitaminas e minerais, além de ajustar a alimentação para que o organismo utilize preferencialmente a gordura como fonte de perda, preservando ao máximo a massa muscular.
Da mesma forma, o treinamento de força é indispensável durante esse processo. Músculos são fundamentais para manter o metabolismo ativo, preservar a funcionalidade, proteger os ossos e favorecer um envelhecimento saudável.
Outro ponto importante é lembrar que esses medicamentos não são indicados para todas as pessoas. Sua utilização deve ser individualizada e acompanhada pelo médico, enquanto a alimentação e a estratégia nutricional precisam ser conduzidas por um nutricionista.
O verdadeiro sucesso de um tratamento não está apenas no número que aparece na balança. Está em reduzir gordura corporal, preservar músculos, proteger os ossos e melhorar a saúde como um todo.
Emagrecer não deve significar envelhecer. Quando o processo é bem conduzido, é possível reduzir gordura corporal, cuidar da saúde e envelhecer com mais saúde e qualidade de vida.
Muito comum no inverno e no tempo seco, a gripe costuma melhorar em poucos dias com repouso e hidratação. Em algumas pessoas, porém, a infecção pode evoluir para pneumonia, uma complicação que aumenta o risco de internação e pode exigir tratamento imediato.
A evolução acontece quando o vírus provoca lesões nas vias respiratórias ou alcança diretamente os pulmões, favorecendo a entrada de bactérias. Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos estão entre os grupos mais vulneráveis.
Segundo o pneumologista Fabricio Sanches, do Hospital Santa Lúcia (HSL), em Brasília, a gripe normalmente fica restrita às vias aéreas superiores, mas o vírus pode comprometer as defesas naturais do organismo e abrir caminho para infecções mais graves.
“O patógeno causa uma lesão no tecido respiratório e altera temporariamente o sistema imune local. Isso facilita a adesão e a proliferação de bactérias que já habitam nossas vias aéreas”, explica.
Além da chamada pneumonia bacteriana secundária, alguns pacientes podem desenvolver pneumonia viral, quando o próprio vírus atinge o tecido pulmonar. O risco é maior entre idosos, crianças menores de 2 anos, gestantes, pessoas com doenças pulmonares, diabetes, doenças cardíacas, insuficiência renal, pacientes em tratamento oncológico, transplantados, pessoas vivendo com HIV e fumantes.
A infectologista Gabriela Leite Camargo, do Pró-Cardíaco, da Rede Américas, explica que é importante ficar atento ao desenvolvimento da infecção.
“Chamamos atenção ao chamado ‘duplo agravamento’: o paciente melhora da gripe por alguns dias e, em seguida, volta a apresentar febre, piora da tosse e do estado geral. Este é um quadro sugestivo de pneumonia bacteriana secundária”, afirma.
Outros sintomas que exigem avaliação médica incluem falta de ar, dor no peito ao respirar ou tossir, febre persistente ou que retorna após um período de melhora, tosse com aumento da secreção, queda da saturação de oxigênio e confusão mental, principalmente em idosos.
Para o pneumologista William Schwartz, do Hospital Santa Lúcia (HSL), em Brasília, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de pneumonia após uma gripe.
“Tudo começa com a vacinação. A vacina da gripe todo ano reduz a chance de complicações e fortalece o organismo contra formas graves da doença”, lembra.
Além da imunização anual contra o influenza, especialistas recomendam que os grupos indicados mantenham a vacinação contra o pneumococo em dia. Também faz diferença controlar doenças crônicas, evitar o tabagismo, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, dormir bem e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou piora do quadro respiratório.
