
A advogada Dayana Karol Moreira, apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) como uma das principais responsáveis por dar aparência legal ao patrimônio milionário do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, foi presa nesta quinta-feira (30/7) durante a Operação Replay. Segundo as investigações, ela integrava o núcleo financeiro da facção e teria papel estratégico na lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas, movimentando recursos por meio de empresas, contas bancárias de terceiros e aquisição de bens de alto valor.
Além da advogada, foram presos os jogadores de futebol amador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”, investigados por atuarem como operadores do esquema financeiro da organização criminosa. Para a Polícia Civil, o trio prestava suporte direto à estrutura comandada pelo faccionado Paulo Witter Farias, o “WT”, considerado uma das principais lideranças da facção no estado.
As investigações revelaram que o grupo era responsável por ocultar a origem ilícita de grandes quantias de dinheiro provenientes do tráfico. Conforme a polícia, a organização utilizava uma complexa rede de movimentações financeiras, incluindo contas em nome de terceiros, aquisição de imóveis, veículos e outros patrimônios registrados em pessoas sem capacidade financeira compatível com os bens adquiridos.
Veja imagens da advogada presa por lavar dinheiro para o CV:
A Operação Replay é desdobramento de uma sequência de investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Mesmo após as ofensivas anteriores, a análise de dados telemáticos demonstrou que o núcleo financeiro permaneceu em atividade, adaptando sua estrutura para continuar movimentando recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
Durante a ação desta quinta-feira, a Justiça determinou o bloqueio de um patrimônio estimado em R$ 32,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 17,2 milhões correspondem ao sequestro de imóveis de alto padrão, terrenos e veículos localizados em Mato Grosso e Santa Catarina. Outros R$ 15,3 milhões foram bloqueados em ativos financeiros supostamente vinculados ao esquema criminoso.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e autorizadas quebras de sigilo de dispositivos eletrônicos, medida que poderá ampliar o alcance das investigações e identificar novos integrantes da rede responsável por lavar dinheiro para a facção.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da ofensiva é atingir o patrimônio da organização criminosa, interrompendo o fluxo financeiro que sustenta as atividades do Comando Vermelho. As investigações prosseguem para localizar outros operadores financeiros e identificar novos bens que possam ter sido adquiridos com recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.
A sexta-feira, 31, deve ter chuva passageira e temperatura entre 19ºC e 32ºC em algumas regiões de Alagoas, prevê a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Confira abaixo:
Maceió: possibilidade de chuva pela manhã, períodos curtos de sol intercalados com períodos de nuvens à tarde e possibilidade de chuva à noite.
Litoral: possibilidade de chuva pela manhã, períodos curtos de sol intercalados com períodos de nuvens à tarde e possibilidade de chuva à noite.
Zona da Mata: possibilidade de chuva pela manhã, períodos curtos de sol intercalados com períodos de nuvens à tarde e possibilidade de chuva à noite.
Agreste: períodos curtos de sol intercalados com períodos de nuvens pela manhã, sol entre poucas nuvens à tarde e possibilidade de chuva à noite.
Baixo São Francisco: possibilidade de chuva pela manhã, períodos curtos de sol intercalados com períodos de nuvens à tarde e possibilidade de chuva à noite.
Sertão: sol entre poucas nuvens durante o dia e variação de nebulosidade à noite.
Sertão do São Francisco: sol entre poucas nuvens durante o dia e variação de nebulosidade à noite.
Reduzir o consumo de sal continua sendo uma das principais recomendações para controlar a pressão alta. Mas um novo relatório publicado em 1º de julho no American Journal of Clinical Nutrition sugere que essa estratégia pode ser mais eficaz quando acompanhada por um aumento na ingestão de potássio.
Segundo os autores, as recomendações de saúde pública deveriam considerar os dois nutrientes em conjunto, já que eles atuam de forma complementar na regulação da pressão arterial.
A hipertensão afeta mais de 1,28 bilhão de adultos em todo o mundo e está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.
O relatório revisa estudos sobre a relação entre sódio, potássio e pressão arterial e conclui que o consumo excessivo de sódio e a ingestão insuficiente de potássio são dois dos principais fatores ligados ao desenvolvimento da hipertensão.
Segundo os pesquisadores, aumentar o consumo de potássio pode potencializar os benefícios obtidos com a redução do sal.
“Cada vez mais evidências mostram que aumentar a ingestão de potássio na dieta, assim como reduzir a ingestão de sódio, atuam em conjunto para melhor controlar a hipertensão”, afirma Naomi Fukagawa, professora emérita de medicina da Universidade de Vermont e primeira autora do relatório.
A pesquisadora defende que a alimentação seja analisada como um conjunto, em vez de focar apenas na redução de um único nutriente.
O potássio está presente naturalmente em diversos alimentos, como frutas, verduras, legumes e laticínios.
Os autores destacam que, embora parte do sódio dos alimentos industrializados possa ser substituída por sais de potássio, existe um limite para essa troca. Em concentrações elevadas, esses sais podem deixar um sabor metálico nos produtos, o que dificulta sua utilização pela indústria.

Segundo os pesquisadores, as orientações atuais continuam corretas ao recomendar a redução do sódio. No entanto, as evidências mais recentes indicam que elas podem ser aprimoradas ao dar a mesma importância ao aumento da ingestão de potássio.
Para os autores, considerar esses dois nutrientes em conjunto pode tornar as estratégias de prevenção e controle da hipertensão mais eficazes e contribuir para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Uma expedição internacional na Amazônia encontrou diversas estruturas geométricas ocultas pela vegetação no chão da floresta. Elas foram construídas pela civilização Aquiry, uma sociedade indígena pré-colombiana que habitou o sudoeste amazônico entre 600 a.C. e 850 d.C..
Já se sabia da existência de algumas construções devido ao desmatamento da região, mas a grande novidade da descoberta é que foram encontradas muito mais estruturas ocultas pelas árvores da floresta. A investigação ocorreu por meio de uma parceria entre pesquisadores europeus e brasileiros, incluindo cientistas das universidades federais do Acre e do Pará. Os resultados foram publicados na revista Nature nesta quarta-feira (29/7).
O achado foi possível pelo uso do levantamento Lidar, um método de sensoriamento remoto que emite pulsos de laser a partir de uma aeronave para medir distâncias e mapear superfícies terrestres. Por meio da técnica, os pesquisadores conseguiram encontrar as estruturas escondidas pelas árvores sem precisar destruí-las.
Foram investigados 4.497 quilômetros quadrados de floresta, que resultaram no achado de 432 estruturas, sendo 396 desconhecidas antes do levantamento.
As estruturas construídas pela civilização Aquiry eram obras de terraplenagem delimitadas por valas, algumas com metros de profundidade, interligadas por estradas retas. Acredita-se que os locais serviam para cerimônias e eventos à época.
A quantidade de exemplares ocultos encontrados fez os cientistas estimarem que podem existir até 30 mil obras de terraplenagem feitas pelos Aquiry. Além disso, a civilização pode ter chegado a uma população máxima de até 3 milhões de habitantes em determinado período em que estiveram na Amazônia.
“A escala do registro arqueológico sugere que muitas outras regiões da Amazônia podem ter sido muito mais densamente povoadas e intensamente modificadas do que se supunha anteriormente”, afirma um dos autores do estudo, Martti Pärssinen, em entrevista ao portal ScienceAlert.
Apesar de ter vivido muito tempo na floresta amazônica, os Aquiry deixaram poucos vestígios além das obras de terraplenagem. A descoberta dessas estruturas ajuda a compreender mais detalhes sobre a civilização. Novas informações podem surgir a partir de estudos mais profundos.
“Muitas perguntas permanecem sem resposta. Uma das questões mais importantes é o que aconteceu entre aproximadamente 850 e 1000 d.C. Por que essa civilização desapareceu?“, indaga Pärssinen.
Consumir menos açúcar durante os primeiros anos de vida pode estar associado a um menor risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência décadas mais tarde. É o que sugere um estudo publicado em 22 de julho na revista npj Aging.
Os pesquisadores analisaram dados de mais de 60 mil pessoas e observaram que aqueles que tiveram menor exposição ao açúcar desde a gestação até os dois primeiros anos de vida apresentaram menor risco de doenças neurodegenerativas na velhice.
Segundo os autores, os resultados reforçam a importância da alimentação no início da vida para a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.
Para investigar essa relação, os cientistas aproveitaram um episódio histórico ocorrido no Reino Unido. Durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, o açúcar era racionado no país. Mulheres grávidas tinham acesso limitado ao alimento e crianças menores de 2 anos não recebiam sua própria cota.
A política terminou em setembro de 1953 e, pouco depois, o consumo de açúcar praticamente dobrou entre a população.
Os pesquisadores analisaram registros de saúde de 60.394 pessoas nascidas entre 1951 e 1956 e cadastradas no UK Biobank. Os participantes foram divididos de acordo com a fase da vida em que estiveram expostos ao racionamento: durante a gestação, nos primeiros anos de vida ou em nenhuma dessas etapas.
Em comparação com quem não passou pelo período de restrição, as pessoas que consumiram menos açúcar nos primeiros mil dias após a concepção apresentaram risco 27% menor de desenvolver demência por qualquer causa. No caso especificamente da doença de Alzheimer, a redução foi ainda maior, chegando a 46%.
Os pesquisadores também observaram risco 20% menor de ansiedade e 11% menor de depressão. Já para a doença de Parkinson, não houve diferença entre os grupos.
Além dos registros de saúde, a equipe analisou exames de ressonância magnética de mais de 9 mil participantes. As imagens mostraram que quem passou pelo período de restrição de açúcar apresentava um cérebro que parecia, em média, cerca de 0,39 ano mais jovem do que o esperado para sua idade. Algumas regiões importantes para a memória, como o hipocampo e o tálamo, também eram maiores nesse grupo.
Apesar dos achados, os pesquisadores ressaltam que o estudo mostra apenas uma associação entre menor consumo de açúcar no início da vida e melhor saúde cerebral décadas depois. Isso significa que ainda não é possível afirmar que a redução do açúcar seja a causa direta da diminuição do risco de Alzheimer.
Segundo os autores, novas pesquisas com populações atuais e informações detalhadas sobre a alimentação na infância serão necessárias para confirmar se essa relação também ocorre fora do contexto do racionamento vivido no Reino Unido.
Hoje em dia, existem diversos procedimentos estéticos que ajudam a suavizar sinais de envelhecimento. Apesar disso, o cirurgião plástico Michael Stein afirma que há uma região do corpo que costuma denunciar a idade antes das demais: o pescoço.
Segundo o profissional, as pessoas podem até disfarçar pés de galinha, rugas na testa e flacidez nas bochechas. No entanto, as alterações abaixo da linha da mandíbula criam uma certa discrepância, mesmo depois que o rosto foi rejuvenescido com injetáveis ou cirurgia.

Isso acontece porque a pele do pescoço é mais fina, o que faz com que seja mais fácil perceber quando está desidratada. Além disso, a falta de proteção solar na região é um problema comum, que contribui para linhas finas, perda da definição do contorno facial e flacidez.
Com isso, os procedimentos no pescoço ficaram cada vez mais populares.
“A lipoaspiração de pescoço era historicamente realizada sob anestesia geral, com três incisões, e normalmente usada em conjunto com dispositivos de firmeza da pele. Atualmente, tornou-se um procedimento de 30 minutos, realizado com o paciente acordado, sem sedação“, explicou Michael ao Daily Mail.
O cirurgião plástico acrescentou que tem observado um número crescente de homens e mulheres entre 20 e 40 anos procurando procedimentos no pescoço, bem como pessoas que perderam muito peso devido às canetas emagrecedoras, resultando em flacidez excessiva.
Manter níveis adequados de vitamina D durante a meia-idade pode estar relacionado a um menor acúmulo da proteína tau, um dos principais marcadores da doença de Alzheimer. A conclusão é de um estudo publicado em 1º de abril na revista Neurology Open Access.
A pesquisa acompanhou adultos por cerca de 16 anos e observou que aqueles com maiores concentrações de vitamina D no sangue na meia-idade apresentaram menos depósitos da proteína tau no cérebro anos depois.
Segundo os pesquisadores, essa é uma das primeiras evidências de que a vitamina D nessa fase da vida pode estar associada a alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer antes mesmo do surgimento de sintomas.
Os cientistas analisaram dados de 793 participantes do tradicional Estudo do Coração de Framingham, nos Estados Unidos. Nenhum deles tinha demência no início da pesquisa.
Quando os voluntários tinham, em média, 39 anos, foram medidos os níveis de vitamina D por meio de exames de sangue. Cerca de 16 anos depois, aproximadamente 430 participantes realizaram exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET), capazes de identificar o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer no cérebro.
Os pesquisadores avaliaram duas proteínas relacionadas à doença, a tau e a beta-amiloide. A análise mostrou que participantes com níveis mais elevados de vitamina D na meia-idade apresentaram menor acúmulo da proteína tau no cérebro durante o acompanhamento.
Por outro lado, os cientistas não encontraram associação entre os níveis da vitamina e os depósitos da proteína beta-amiloide, outro marcador característico do Alzheimer.
De acordo com a principal autora do estudo, Emer McGrath, da Universidade de Galway, na Irlanda, os resultados reforçam a importância de investigar fatores que possam proteger o cérebro antes do envelhecimento.
“Embora pesquisas anteriores tenham associado baixos níveis de vitamina D em adultos com mais de 70 anos a um risco maior de demência, este estudo está entre os primeiros a avaliar essa relação em pessoas na meia-idade”, afirma.
Os pesquisadores destacam que o estudo é observacional, o que significa que os resultados mostram apenas uma associação entre níveis mais altos de vitamina D e menor acúmulo da proteína tau, sem comprovar que a vitamina seja responsável por esse efeito. Segundo a equipe, ainda serão necessários ensaios clínicos para verificar se a suplementação de vitamina D pode realmente reduzir o risco de Alzheimer.
Os autores lembram ainda que estudos anteriores com suplementação em idosos não encontraram benefícios sobre os níveis de tau. No entanto, eles levantam a hipótese de que intervenções iniciadas mais cedo, durante a meia-idade, possam ter maior potencial de proteger o cérebro, hipótese que ainda precisa ser confirmada por novas pesquisas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de uma unidade falsificada do Mounjaro (tirzepatida) e o recolhimento de um lote do analgésico Paramol (paracetamol) 750 mg. As medidas foram publicadas nesta quinta-feira (30/7) no Diário Oficial da União e entram em vigor imediatamente.
No caso do Mounjaro, a Anvisa informou que a fabricante Eli Lilly identificou no mercado uma unidade com o lote D881474, que é legítimo, mas com o número de série 302199651396 incompatível com o registrado para esse cartucho. Segundo a agência, essa divergência confirma que o produto é falsificado.
Por isso, a Anvisa determinou a apreensão da unidade e proibiu sua comercialização, distribuição e uso.
A agência esclareceu que a medida se aplica apenas às unidades com essa combinação específica de lote e número de série. As demais canetas autênticas do lote D881474, produzidas regularmente pela fabricante, continuam autorizadas.
A agência também determinou o recolhimento do lote 114053 do Paramol 750 mg, fabricado pela Belfar Ltda., além da suspensão da comercialização, distribuição e uso desse lote.
Segundo a resolução, a medida foi adotada após a confirmação de um desvio de qualidade. Durante a avaliação, foram encontrados comprimidos com sujidade, cuja aparência sugeria contaminação por bolor.
A Anvisa informou que a irregularidade contraria as normas de boas práticas de fabricação e motivou a retirada preventiva do lote do mercado.
A Secretaria Municipal de Assistência Social realizou nesta quarta-feira (29) o Dia do CRIA, um dia cheio de cuidado, acolhimento e proteção para as crianças assistidas pelo programa.
O evento aconteceu na CEI Profª Nadja da Rocha Santana Moura, localizado no conjunto Brivaldo Medeiros e, durante a ação, crianças, pais e responsáveis participaram de atividades, orientações e tiveram acesso a diversos serviços, reforçando a importância da família na garantia dos direitos da infância.
A secretária municipal de Assistência Social Daniela Paiva destacou a importância da ação. “É muito importante esses momentos de interação entre as crianças e suas famílias. Isso reforça e cria laços e, também, aproxima os nossos profissionais dos responsáveis por cada benefiário do programa CRIA”, afirmou a secretária.
Uma pesquisa recente apontou que as mulheres com mais de 60 anos são as mais satisfeitas com a vida. De acordo com o Mapa da Felicidade Real do Brasil 2026, 60,1% afirmam estar muito realizadas com a vida, percentual superior aos 45,9% registrados na média do levantamento.
A pesquisa também revelou que 63,3% desse grupo dizem estar plenamente satisfeitas com o cotidiano, diferente dos 48,1% observados na população geral. Em relação à vida profissional, metade das entrevistadas na terceira idade (50%) confessa alto grau de satisfação, acima da média nacional (38%).
Já a parcela que afirma que o trabalho é hoje um fator de infelicidade cai para 13%, enquanto na população geral esse índice é de 23,4%.
O levantamento, desenvolvido pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, entrevistou 1,5 mil brasileiros em todo o país e realizou um cruzamento específico dos microdados para analisar os indicadores entre mulheres de 45 a 59 anos e acima de 60 anos.
Renata Rivetti, pesquisadora da Ciência da Felicidade e autora do estudo, sugere que o bem-estar acompanha as diferentes fases da vida e está diretamente relacionado às condições em que as mulheres vivem.
“Existe uma narrativa muito forte de que envelhecer significa perder qualidade de vida. Os dados mostram que, para muitas mulheres, esse período pode representar justamente o contrário. À medida que aumenta a autonomia sobre o próprio tempo e diminuem parte das responsabilidades acumuladas ao longo da vida adulta, cresce também a satisfação com a própria trajetória.”
Com o grupo de mulheres de 45 a 59 anos, essa satisfação ainda não é tão evidenciada. O motivo? Renata acredita que essa faixa etária passa por responsabilidades profissionais, cuidados com filhos, mudanças hormonais e, muitas vezes, o início do cuidado com os próprios pais.
Segundo o estudo, 25,6% relatam sentir preocupação com muita frequência, percentual superior à média geral da pesquisa (18,9%). Além disso, 36,9% afirmam comparar a própria vida com a de outras pessoas nas redes sociais, percentual inferior à média nacional (56,5%).
“O envelhecimento costuma trazer ganhos que raramente entram na discussão pública, como maior autoconhecimento, mais clareza sobre prioridades e menor necessidade de comparação constante. A pesquisa mostra que esses aspectos também aparecem quando observamos alguns indicadores de bem-estar”, conclui a pesquisadora
Existe um mito muito bem sucedido na nutrição moderna: o de que basta trocar o açúcar branco pelo mascavo, pelo demerara ou pelo mel para transformar uma escolha ruim em uma boa. Frutas adoçadas com mel viram um ato de autocuidado, o bolo feito com açúcar mascavo parece automaticamente mais nutritivo, e quem usa açúcar de coco sente que fez a escolha certa.
O açúcar mascavo é menos processado do que o branco. Isso é verdade. Ele retém parte do melaço natural da cana, o que lhe dá cor escura, sabor mais intenso e uma pequena quantidade de minerais como cálcio, ferro e potássio, que o refinamento remove.
O problema é que essa diferença, apesar de real, é irrelevante do ponto de vista prático. Para obter uma quantidade de ferro nutritivamente significativa só com o açúcar mascavo, seria necessário consumir uma quantidade de açúcar que causaria muito mais dano do que qualquer benefício mineral compensaria. Os micronutrientes estão lá, mas em doses tão pequenas que não mudam em nada a nutrição do dia.
Em termos de calorias e de impacto no açúcar do sangue, mascavo, demerara e branco são essencialmente equivalentes. O corpo não processa um de forma diferente do outro.
O mel é o caso mais emblemático dessa confusão entre natural e saudável. Existe uma tendência a associar origem natural com baixo impacto no organismo, e o mel se beneficia muito dessa associação.
Na realidade, o mel é composto principalmente de frutose e glicose, as mesmas moléculas presentes no açúcar comum. Tem sim compostos antioxidantes e propriedades antimicrobianas que o açúcar branco não tem, e essas propriedades são reais e documentadas.

Acontece que quando o mel entra no organismo como adoçante, o corpo o processa de forma muito parecida com o açúcar refinado. Uma colher de sopa tem em torno de 60 a 65 calorias, um pouco mais do que a mesma medida de açúcar branco. E por ser mais doce, teoricamente seria necessária uma quantidade menor para adoçar, mas na prática muita gente usa a mesma medida ou até mais, justamente pela sensação de que é mais saudável.
Nos últimos anos, o açúcar de coco e o xarope de agave viraram substitutos entre quem busca alternativas ao açúcar convencional. O argumento costuma ser o índice glicêmico mais baixo, ou seja, a ideia de que causam um pico menor de açúcar no sangue.
O açúcar de coco tem de fato um índice glicêmico um pouco mais baixo do que o branco, mas a diferença é muito modesta. O xarope de agave, por outro lado, tem índice glicêmico baixo porque é altíssimo em frutose, e o excesso de frutose tem efeitos negativos bem documentados no fígado e no metabolismo quando consumido de forma consistente.

Esse é o ponto central que toda essa discussão sobre tipos de açúcar acaba desviando: o problema real não é o processamento do açúcar, é o quanto de açúcar está sendo consumido no total.
Trocar o açúcar branco pelo mascavo sem reduzir a quantidade não muda quase nada. O que muda de forma concreta a saúde metabólica é reduzir o açúcar adicionado no geral, independentemente da versão escolhida.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o açúcar adicionado represente menos de 10% das calorias diárias totais, e idealmente menos de 5%. Para uma pessoa que consome em torno de 2 mil calorias por dia, isso significa algo entre 25 e 50 gramas de açúcar adicionado, de qualquer tipo.

Dentro das opções disponíveis, a stevia é um substituto com evidências mais sólidas para quem quer reduzir calorias sem abrir mão do sabor doce. A stevia é de origem vegetal, não tem calorias e não eleva o açúcar no sangue.
Mas a troca mais eficiente de todas, e a que mais incomoda de ouvir, é treinar o paladar para precisar de menos doce no geral. Reduzir gradualmente a quantidade de açúcar no café, nos sucos e nas receitas ao longo de algumas semanas faz o paladar se recalibrar, da mesma forma que acontece com o corte de ultraprocessados. O que parecia insosso depois de um tempo passa a ser suficiente, e o que parecia normal antes começa a parecer doce demais.
Rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e potássio, o leite já é conhecido como um aliado da recuperação muscular. Agora, um estudo publicado na revista científica Nutrients sugere que o alimento também pode aumentar a sensação de saciedade e reduzir a ingestão de calorias na refeição seguinte.
A revisão com meta-análise reuniu resultados de 82 pesquisas, metodologia considerada uma das mais robustas para avaliar o conjunto das evidências científicas disponíveis. Embora haja limitações — como diferenças entre os estudos, no perfil dos participantes, no volume das bebidas utilizadas e em protocolos de exercícios adotados —, a composição do leite ajuda a explicar mecanismos potencialmente envolvidos no controle do apetite.
Uma das hipóteses envolve a combinação exclusiva de proteínas, com destaque para o soro do leite e a caseína. “O soro do leite é rapidamente digerido e absorvido, promovendo aumento das concentrações de aminoácidos, moléculas orgânicas que formam proteínas, circulantes”, explica o endocrinologista Carlos Minanni, do Einstein Hospital Israelita. Esse processo parece estimular a secreção de hormônios relacionados à saciedade, sobretudo GLP-1 e PYY, além de contribuir para a redução da grelina, hormônio associado à fome. Já a caseína é de digestão lenta, fator que prolonga a sensação de plenitude.
Benefícios para a recuperação muscular
Se os efeitos sobre o controle do peso ainda dependem de mais investigações, os benefícios do leite para a recuperação muscular contam com evidências mais consolidadas. Além de proteínas de alto valor biológico, oferece água, sais minerais, entre outros nutrientes importantes para a saúde muscular.
Há trabalhos demonstrando que beber leite depois da atividade física ajuda na síntese proteica muscular, auxilia na reposição dos estoques de glicogênio (reserva energética) e contribui para a reidratação. “Também pode atenuar perdas no desempenho em sessões subsequentes de treinamento,” destaca o nutricionista Guilherme de Freitas Miranda, do Einstein.
Sais minerais, como sódio, potássio, cálcio e fósforo, participam da reposição hídrica e de processos metabólicos relacionados à saúde musculoesquelética. O cálcio, em especial, é reconhecido pela atuação na mineralização dos ossos, contribuindo para fortalecer o esqueleto. “Mais do que a presença isolada de nutrientes específicos, a literatura científica tem destacado a importância da chamada matriz láctea, conceito que considera a interação entre eles”, revela Miranda.
Apesar das evidências favoráveis, o leite ainda é excluído do cardápio de muitas pessoas pela crença de que seria um alimento inflamatório. “Do ponto de vista fisiopatológico, não existem mecanismos que sustentem a indução de inflamação sistêmica pelo consumo da bebida em indivíduos saudáveis”, afirma o nutricionista. Segundo ele, revisões de estudos e meta-análises já publicadas não relacionam o consumo habitual de lácteos ao aumento de marcadores inflamatórios.
Exceto em casos de intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite — condições que devem ser diagnosticadas por meio de avaliação médica e, quando indicados, exames complementares — , os laticínios podem fazer parte da alimentação cotidiana. “Bebidas lácteas podem representar uma estratégia interessante dentro de um padrão alimentar equilibrado”, afirma Minanni.
O endocrinologista ressalta, porém, que o controle do peso corporal não depende de um único alimento, mas de um conjunto de fatores, como contexto geral da dieta, prática regular de atividade física, qualidade do sono e outros hábitos de vida.
Um atleta de modalidades de alta performance segue uma rotina de treinos, descanso e alimentação regrada durante muitos anos. Assim que resolve interromper a carreira, é comum que a maioria tenha um aumento expressivo de peso.
De acordo com especialistas ouvidos pelo Metrópoles, engordar após a aposentadoria é um processo normal e ocorre principalmente devido à diminuição do gasto energético.
“Durante a carreira, geralmente eles treinam muitas horas por dia e têm gasto energético mais elevado. Quando essa rotina muda, o corpo passa a gastar menos e, se a alimentação não for adaptada, o acúmulo de gordura ocorre de maneira mais fácil”, explica o endocrinologista Fernando Eustáquio, do Hospital DF Star, em Brasília.
Outro fator que influencia o processo é o envelhecimento. Apesar de a carreira da maioria dos esportistas não acabar literalmente na terceira idade, o envelhecimento progressivo do organismo com o passar dos anos é natural. Assim, a perda de massa muscular passa a ser maior e a diminuição do gasto energético também.
“Além disso, a aposentadoria pode trazer mudanças emocionais, perda de rotina e de propósito, piora do sono e alimentação emocional”, acrescenta o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Com tantos anos de uma rotina extremamente regrada, é normal que o indivíduo relaxe na aposentadoria. No entanto, apesar do descanso justo, é importante lembrar dos riscos por trás da obesidade. “Quando significativo, esse ganho de peso aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol elevado, gordura no fígado, apneia do sono e doenças cardiovasculares”, diz Zilli.
O primeiro passo para evitar o ganho de peso acima do normal é se planejar antes mesmo de interromper a carreira.
“A aposentadoria esportiva precisa ser planejada como uma transição de saúde. O ex-atleta não precisa manter o ritmo competitivo, mas deve preservar exercícios de força e aeróbicos, ajustar a alimentação ao novo gasto energético e acompanhar a composição corporal. Mais do que controlar o peso, o objetivo deve ser preservar massa muscular, saúde metabólica e qualidade de vida”, aconselha Zilli.
Além disso, reconhecer que o organismo não é mais o mesmo do início de carreira é primordial para adequar a alimentação e manter os exercícios regulares de acordo com o indicado para a idade do indivíduo. A realização de atividades físicas de força, aliadas às aeróbicas, ajuda a preservar a massa muscular e a saúde cardiovascular.
Dormir o período adequado, realizar atividades de lazer e suplementar vitaminas quando indicado também são ações benéficas. De preferência, todo o acompanhamento pós-aposentadoria deve ser realizado com ajuda profissional.
“É importante lembrar que cada organismo responde de forma diferente. O peso corporal não depende apenas da alimentação e do exercício, mas também de genética, idade, hormônios, qualidade do sono, ambiente e hábitos de vida. Por isso, a avaliação e o acompanhamento devem ser individualizados”, conclui Eustáquio.
Pesquisadores descobriram uma fonte inusitada para ajudar a resolver a crise de poluição por plásticos. Uma lagarta conhecida por atacar de forma agressiva plantações de soja, algodão e milho tem fungos capazes de degradar isopor.
A lagarta Helicoverpa armigera é conhecida popularmente como lagarta-do-algodão, lagarta-da-espiga-do-milho ou lagarta-da-vagem. A espécie tem quatro fungos no intestino que têm potencial para digerir o poliestireno expandido — o estudo mostrou que colônias se multiplicaram comendo o isopor, mas ainda falta entender se o material realmente desaparece ou é diminuído a um nanoplástico.
A pesquisa foi publicada em maio na revista BMC Microbiology e realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Os insetos foram divididos em três grupos. Um deles foi alimentado com isopor, outro, com uma dieta mista composta 50% por isopor. Por último, um grupo recebeu o alimento tradicional. Em seguida, os quatro fungos foram isolados: Aspergillus sp., Talaromyces sp. e duas espécies de Penicillium.
Os fungos foram dispostos em uma lâmina de isopor durante 60 dias. Foi observado que eles cresceram, interagiram e mudaram a superfície do material.
“Se o fungo foi capaz de crescer sobre esse filme, é porque ele usou essa película como fonte de carbono, ou seja, fonte de alimento. Dois deles são mais eficientes (Aspergillus e Talaromyces), enquanto os outros dois realizam modificações mais sutis nos filmes”, explica o biólogo Flavio Henrique Silva, um dos autores do estudo, em entrevista à Agência Fapesp.
Os pesquisadores pretendem desenvolver uma colônia maior dos fungos e colocá-la no intestino de outros insetos, criando larvas mais poderosas para consumir o isopor.
Uma discussão terminou com um homem esfaqueado e uma mulher presa por tentativa de homicídio na noite dessa quarta-feira (29), no bairro Manoel Teles, em Arapiraca. A vítima foi atingida por golpes de faca no pescoço e no tórax e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Força-Tarefa 04, do 3º Batalhão da Polícia Militar, foram acionadas para atender a uma ocorrência de vítima ferida por arma branca. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o homem deitado sobre uma cama, dentro da residência, com intensa perda de sangue e ferimentos provocados por faca na região do pescoço e do tórax.
O Samu realizou o atendimento pré-hospitalar e encaminhou a vítima ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA).
Com base nas informações repassadas por populares, uma equipe do Pelopes II localizou a suspeita na Rua Antônio Farias Leal, em frente à Igreja Adventista, no mesmo bairro.
Conforme a Polícia Militar (PM), ela confessou ter desferido os golpes de faca e informou que o crime ocorreu após ambos entrarem em vias de fato. O boletim de ocorrência não informa qual era a relação entre a suspeita e a vítima, nem indica se os dois mantinham um relacionamento.
Durante a abordagem, os policiais encontraram com a mulher uma bolsa com manchas aparentes de sangue. No interior dela, havia dois isqueiros, uma faca e um cachimbo utilizado para consumo de crack.
A suspeita foi conduzida à Central de Polícia, onde foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio e permaneceu presa à disposição da Justiça. A faca e os demais objetos encontrados com ela também foram apreendidos.
