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Na manhã da última quinta-feira (15), a equipe de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde participou de um momento especial no auditório da sede do instituto Federal de Alagoas (IFAL) em Palmeira dos Índios. Na ocasião, os profissionais assistiram à palestra sobre doenças raras (com foco naquelas relacionadas à baixa estatura). O momento de aprendizagem foi conduzido pela médica geneticista Ana Karolina Maia de Andrade, em uma parceria entre a SMS e a Indústria Farmacêutica BioMarin.

A solenidade de abertura foi realizada pela secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Ivone Basílio, que anunciou o início das atividades com um momento reflexivo promovido pela equipe e-Multi (da SMS), o acolhimento foi realizado em alusão ao Setembro Amarelo (campanha de Valorização da Vida).

Logo após a atividade, foi a vez da médica geneticista Ana Karolina subir ao palco e compartilhar parte do conhecimento sobre as pesquisas realizadas no âmbito das doenças raras de baixa estatura; os profissionais da atenção básica puderam ter acesso a uma gama de informações diversificadas sobre a Acondoplasia, por exemplo. “Escolhemos algumas cidades satélites em Alagoas para realizar essa palestra e acreditamos que Palmeira possui este potencial”, declarou a médica Ana Karolina.

Para a secretária-adjunta da SMS Ivone Basílio, a ação serviu para capacitar ainda mais os profissionais e abranger  seu leque de conhecimentos. “ Ficamos felizes por termos sido escolhidos para esta palestra tão importante e sempre estamos investindo na formação de nossos colaboradores”, disse Ivone.

 

 

Um tratamento experimental administrado pelo nariz conseguiu reduzir alterações relacionadas à doença de Alzheimer e melhorar a memória de camundongos geneticamente modificados para desenvolver características da doença. A estratégia utiliza pequenas estruturas produzidas por células da membrana amniótica, que faz parte da placenta humana.

Publicado em 9 de setembro na revista científica Translational Neurodegeneration, o estudo avaliou as chamadas vesículas extracelulares, partículas microscópicas liberadas pelas células e capazes de transportar moléculas para outras partes do organismo.

Os pesquisadores investigaram se a administração pelo nariz permitiria que as partículas chegassem ao cérebro e ajudassem a combater processos relacionados ao Alzheimer.

A doença é marcada por alterações como o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, além de um processo de inflamação no cérebro que pode contribuir para danos aos neurônios e às conexões responsáveis por funções como memória e aprendizado.

Melhora da memória

No experimento, camundongos fêmeas receberam as vesículas pelo nariz duas vezes por semana, dos três aos nove meses de idade. O tratamento começou antes do surgimento dos déficits cognitivos esperados no modelo animal utilizado.

Os pesquisadores verificaram que as partículas chegaram ao hipocampo, região cerebral fundamental para a memória, e foram encontradas tanto em neurônios quanto na micróglia, formada por células de defesa do cérebro.

Após três e seis meses de tratamento, os animais apresentaram melhora em testes utilizados para avaliar memória e capacidade de reconhecer objetos e ambientes.

As análises também mostraram uma redução de 53% nos níveis de beta-amiloide no hipocampo, de acordo com uma das técnicas utilizadas no estudo. Os pesquisadores ainda encontraram sinais de menor inflamação cerebral e aumento de proteínas relacionadas à capacidade dos neurônios de formar e manter conexões.

Por outro lado, o tratamento não provocou uma mudança significativa na fosforilação da proteína tau, outra alteração importante relacionada ao Alzheimer

Ainda não foi testado em pessoas

A equipe também realizou experimentos em laboratório com neurônios produzidos a partir de células de pacientes com Alzheimer. O tratamento ajudou a preservar estruturas importantes para a comunicação entre as células nervosas, resultado que reforçou o potencial observado nos animais.

A descoberta, porém, ainda está em uma fase inicial. O tratamento não foi administrado em pessoas e os resultados obtidos em camundongos não significam que os mesmos benefícios ocorrerão em pacientes.

Segundo os pesquisadores, novos trabalhos serão necessários para compreender melhor como as vesículas atuam, estabelecer doses adequadas e avaliar a segurança antes que a estratégia possa avançar para estudos clínicos. Por enquanto, a pesquisa indica uma possível nova abordagem para combater a inflamação e outros processos envolvidos na progressão do Alzheimer.

A Polícia Federal (PF) no Paraná deflagrou, nesta quinta-feira (17/9), operação contra uma estrutura criminosa ligada à máfia italiana suspeita de enviar grandes carregamentos de cocaína do Brasil para a Europa. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, além de ordens para bloquear bens e valores dos investigados.

As buscas são realizadas em Palhoça (SC), São Paulo (SP), São Caetano (SP), Santos (SP) e Americana (SP).

Batizada de Operação Eredità, a ação ocorre após a PF identificar que familiares e antigos associados de integrantes da máfia presos no Brasil teriam assumido os negócios e mantido a estrutura de tráfico internacional. Segundo a investigação, o grupo continuou utilizando fornecedores, operadores financeiros e rotas estabelecidas anteriormente, principalmente pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.

A PF relaciona essa estrutura a pelo menos 11 apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,6 toneladas de cocaína. Os carregamentos tinham como destino diferentes países europeus, entre eles Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal.

A investigação é um aprofundamento das operações Retis e Spiderweb, que identificaram uma aliança entre integrantes da máfia italiana e organizações criminosas brasileiras para fornecer a logística necessária à exportação da droga.

Dois mafiosos italianos foram presos em 2019, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Apesar das prisões e das apreensões realizadas posteriormente, a PF afirma que a estrutura não foi desmontada.

Familiares e antigos associados teriam assumido funções estratégicas e dado continuidade à compra, ao transporte, ao armazenamento e ao envio da cocaína. Aproximadamente 2,2 toneladas da droga relacionada à investigação já estavam armazenadas no Brasil quando ocorreram as prisões de 2019 e, segundo a PF, foram posteriormente movimentadas pela organização reorganizada.

O esquema abasteceria um clã mafioso estabelecido na região de Piemonte, no norte da Itália. A sucessão identificada pelos investigadores deu nome à nova operação: Eredità significa “herança” em italiano.

Dinheiro do tráfico

Além do tráfico de drogas, a PF investiga uma estrutura financeira criada para movimentar e esconder os lucros obtidos na Europa. O grupo teria utilizado empresas de fachada, imóveis e outros bens de alto valor, operadores financeiros e sistemas clandestinos de transferência e compensação internacional.

Parte do dinheiro obtido com a venda da cocaína na Europa, segundo a investigação, retornava ao esquema para financiar novas remessas da América do Sul.

Os investigadores também identificaram o uso de plataformas criptografadas e mecanismos de contrainteligência. O cruzamento de mensagens, registros financeiros, imagens de carregamentos e informações sobre contêineres permitiu reconstruir parte da atuação do grupo.

A investigação contou com autoridades brasileiras e italianas e teve apoio da Europol. Investigadores da Itália e um especialista financeiro da agência europeia vieram ao Brasil para acompanhar a operação desta quinta-feira.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O homem preso na madrugada desta quinta-feira (17), na BR-101, no município de Japaratuba, em Sergipe, pelo assassinato da companheira Cristiane Pereira dos Santos, confessou ter cometido o feminicídio depois de entrar em luta corporal com a vítima dentro da residência do casal, em Rio Largo, na Grande Maceió. Ele admitiu que usou uma faca para golpeá-la e depois fugiu em um carro para o estado vizinho.

Carlos Keuvilin foi capturado horas depois de matar a esposa, numa ação integrada entre as Polícias Militares de Alagoas e Sergipe. Ele já estava sendo procurado pelas forças de segurança dos dois estados quando o veículo que ocupava foi parado em trecho da BR-101, na cidade de Japaratuba.

"Desde as primeiras horas após o crime, cometido um dia antes em Rio Largo, a Polícia Militar de Alagoas, por meio da Diretoria de Inteligência (DINT), deflagrou as buscas pelo autor. O trabalho de levantamento de informações apontou a fuga dele para o estado vizinho, dado repassado à Polícia Militar de Sergipe, que efetuou a prisão", informou a polícia.

Como Carlos estava ferido, segundo ele devido à luta com a companheira, a polícia o conduziu inicialmente para atendimento médico em uma unidade de saúde. Na sequência, o homem foi levado à Delegacia Regional de Itabaiana (SE), onde permanece à disposição da Justiça.

Participaram das buscas equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, do Comando de Policiamento da Região Metropolitana e da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.

O caso

A mulher identificada como Cristiane Pereira dos Santos foi assassinada a facadas dentro da própria casa e o marido dela, Carlos Keuvilin, foi apontado por testemunhas como o autor do crime. O feminicídio aconteceu no município de Rio Largo, na Grande Maceió, nessa quarta-feira (16), e o homem foi capturado na madrugada desta quinta (17), na BR-101, no município de Japaratuba, em Sergipe.

De acordo com informações da Polícia Militar, o tio de Carlos entrou em contato com as forças de segurança na última tarde para denunciá-lo pela morte de Cristiane. A mulher foi encontrada sem vida dentro da residência, deixada trancada pelo suspeito. Vizinhos confirmaram aos militares que ouviram o barulho de uma discussão do casal momentos antes do assassinato.

 

Uma perseguição policial terminou em capotamento do carro ocupado por suspeitos de homicídio na noite dessa quarta-feira (16), no bairro de Ipioca, em Maceió. Um dos supostos autores do crime, ocorrido momentos antes em Sauaçuhy, não resistiu e teve o óbito confirmado no local do acidente. Cinco foram presos.

O veículo, um Fiat Mobi branco, era acompanhado por policiais pois os ocupantes foram denunciados pelo homicídio no mesmo bairro. Durante a perseguição, eles teriam atirado contra a viatura da Polícia Militar.

A perseguição terminou quando o motorista perdeu o controle do automóvel e capotou nas proximidades do Povoado Saúde.

Devido ao acidente, além da morte de um ocupante, outros dois ficaram feridos. Com o grupo foram apreendidos duas pistolas, um revólver e dois coletes balísticos.

Os policiais retornaram ao ponto onde o homicídio havia sido registrado para novos levantamentos.

Homem morto com 30 tiros

O homicídio aconteceu na AL-101 Norte, em frente a uma academia de Sauaçuhy, em Ipioca. Um homem estava com cerca de 30 perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. A vítima tinha passagens pelo sistema prisional, conforme informações da Polícia Militar.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. A motocicleta encontrada com o homem foi posteriormente liberada para a proprietária.

As circunstâncias do homicídio e a possível relação dos ocupantes do Fiat Mobi com o crime ainda serão investigadas. A Polícia Civil deve divulgar novas informações sobre o caso em breve.

 

Apoiar uma pessoa com depressão pode significar ouvir, acompanhar consultas, ajudar em tarefas do dia a dia e permanecer por perto nos momentos mais difíceis. No entanto, quando toda a rotina começa a girar em torno do sofrimento de quem está doente, familiares, parceiros e amigos também podem ficar emocionalmente sobrecarregados.

A depressão é uma doença que precisa de acompanhamento adequado e não pode ser superada apenas com força de vontade ou com o apoio de pessoas próximas. Para quem convive com alguém diagnosticado, compreender tal limite é uma das formas de preservar a própria saúde mental e, ao mesmo tempo, oferecer uma ajuda mais saudável.

A psicóloga clínica Thamyris Souza, de Recife, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, explica que acolher não significa absorver a dor da outra pessoa. Segundo ela, quem tenta carregar todo o sofrimento pode acabar sem condições emocionais de oferecer o suporte necessário.

“A dor do outro, às vezes, é tão forte que o que ele precisa não é de alguém para absorver, mas de alguém para ajudá-lo a se reerguer”, afirma.

Ajudar não significa assumir a responsabilidade pela recuperação

Um dos sentimentos que podem surgir entre familiares e amigos é a culpa por não conseguirem fazer a pessoa com depressão melhorar. Perguntas como “por que ela continua triste se tem pessoas que a amam?” podem aparecer durante a convivência, mas partem da ideia equivocada de que carinho ou boas condições de vida seriam suficientes para afastar a doença.

O médico psiquiatra Lenon Mazetto, de São Paulo, especialista em consciência mental e desenvolvimento humano, explica que familiares e amigos precisam compreender qual é o papel que podem desempenhar. A função da rede de apoio é oferecer afeto, companhia e auxílio prático, enquanto diagnóstico e tratamento devem permanecer sob responsabilidade dos profissionais de saúde.

A divisão também evita que uma única pessoa concentre tarefas domésticas, responsabilidades financeiras, acompanhamento do tratamento e outras demandas. Quando a sobrecarga se prolonga, podem aparecer ansiedade, isolamento social e abandono dos próprios projetos.

“É preciso entender os limites de sua competência, no papel de familiar ou amigo, como uma rede de afeto e suporte prático e não de terapeuta ou médico”, orienta Mazetto.

Quando o apoio começa a provocar sobrecarga

O desgaste nem sempre aparece de forma imediata. Segundo o psiquiatra, alguns sinais podem surgir no corpo, nas emoções e no comportamento, como cansaço persistente, dores musculares, alterações digestivas, irritabilidade, choro frequente, dificuldade de concentração, esquecimentos e insônia.

Para Thamyris, a preservação da rotina é fundamental para evitar que o cuidado se transforme em abandono da própria vida. “Nunca se abandone. Continue seguindo firme na batalha da sua vida, pois não existe ajuda ao outro se também adoecermos”, afirma.

A psicóloga recomenda manter atividades prazerosas, praticar exercícios físicos e buscar terapia quando necessário. Sono, alimentação, trabalho, vínculos sociais e momentos de descanso também devem continuar fazendo parte da rotina de quem oferece apoio.


O que fazer para fortalecer a própria saúde mental


Foto colorida de pessoas se abraçando em apoio contra a depressão - Metrópoles.
Apoiar alguém com depressão também exige atenção à própria saúde mental

Como conversar com alguém com depressão

O acolhimento também passa pela maneira como familiares e amigos conversam com quem está doente. Cobranças para que a pessoa “reaja”, comparações com outras situações ou afirmações de que ela tem motivos para estar feliz podem aumentar a culpa e a sensação de incompreensão.

“Quem tem depressão, quando escuta esses tipos de frase, se afunda mais ainda, pois entende tudo isso, mas não tem força para fazer”, explica Thamyris.

 

Em vez de cobrar uma mudança imediata, a psicóloga recomenda ouvir e demonstrar disponibilidade. Pequenas atividades que davam prazer antes do adoecimento, como ir ao cinema ou a um restaurante, podem ser retomadas gradualmente, respeitando os limites e o tratamento de cada pessoa.

Também é importante não transformar a recusa ou a dificuldade de realizar uma tarefa em conflito. “Quem acolhe precisa de paciência, não de julgamentos”, resume a psicóloga.

Quando quem ajuda também precisa de ajuda

O sofrimento de quem acompanha uma pessoa com depressão não deve ser ignorado. Mazetto recomenda procurar avaliação profissional quando alterações emocionais começam a permanecer por semanas e provocam prejuízos no trabalho, nos estudos, nas relações ou nas atividades cotidianas.

Buscar ajuda, portanto, não representa abandonar a pessoa com depressão. Pelo contrário, preservar a própria saúde permite que familiares e amigos continuem fazendo parte de uma rede de apoio sem transformar o sofrimento alheio em responsabilidade individual.

Qualquer fala sobre suicídio ou morte precisa ser levada a sério. Diante de uma situação de risco, Mazetto orienta ouvir sem julgamentos, não minimizar o sofrimento e buscar ajuda, sem assumir sozinho a responsabilidade pela segurança da pessoa.

*Se você está passando por depressão, tendo pensamentos de suicídio ou conhece alguém nessa situação, procure apoio. Você pode ligar ou conversar pelo chat dos seguintes serviços:

 

Apesar de anos de busca, não foi encontrada qualquer evidência concreta de tecnologia alienígena até o momento. Mas, de acordo com um novo estudo, a procura por pistas na poeira lunar pode mudar o cenário. A sugestão partiu do Instituto de Busca por Inteligência Extraterrestre (Instituto Seti), e um artigo sobre o tema foi publicado no arXiv em agosto deste ano.

Segundo o líder do estudo, Lewis Pinault, há bilhões de anos, materiais têm se acumulado no solo lunar, alguns deles muitos anos mais antigos do que o próprio satélite natural.

“Estamos nos perguntando se essa coleção antiga pode conter vestígios microscópicos de tecnologias que existiam muito antes de os humanos sequer olharem para o céu”, afirma Pinault, que faz parte do Instituto SETI, em comunicado.

Os pesquisadores acreditam que comunidades alienígenas preservaram seu conhecimento em “partículas duráveis”. De acordo com a teoria do estudo, as partículas podem ter se movido por longos períodos e distâncias até chegar à superfície lunar. A geologia de movimentos lentos, a falta de água corrente e a atmosfera substancial na Lua são fatores que podem ter guardado evidências na poeira do satélite natural.

Caso seja comprovado que a sugestão dos cientistas realmente tem fundamento, o plano é aproveitar os programas de exploração lunar dos Estados Unidos e China para obter amostras da poeira lunar, que seriam analisadas posteriormente com as mais variadas tecnologias.

Mesmo que não achem evidências nas primeiras análises, os pesquisadores defendem que os trabalhos podem ajudar a entender melhor como a poeira transita pelo espaço e de que forma ela influencia a geologia da Lua. Além disso, há a possibilidade dos grãos conterem “arquivos” de outros locais do sistema solar e do espaço como um todo.

A substituição de articulações é um procedimento comum para tratar dor no quadril, joelho ou ombro. Um estudo recente indica que partículas liberadas por essas próteses podem circular pelo corpo e alcançar o cérebro.

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Rush University Medical Center, nos Estados Unidos, e publicada em junho na revista Acta Biomaterialia. O trabalho investigou se fragmentos gerados pelo desgaste dos implantes conseguem atravessar barreiras do organismo e se estão ligados a alterações neurológicas.

Os resultados mostram que isso pode ocorrer, mas não foi identificada associação direta com piora da função cognitiva.

Como as partículas chegam ao cérebro

Os pesquisadores analisaram cérebros de 701 pessoas após a morte. Desses, 229 haviam passado por cirurgia de substituição total de articulação. Em quatro regiões cerebrais, foram medidos níveis de metais como cobalto e titânio.

Em parte das amostras, técnicas de microscopia permitiram identificar partículas metálicas com composição compatível com a dos implantes, o que indica que os fragmentos se originaram nas próteses.

Segundo os autores, o atrito e a corrosão ao longo do tempo liberam esses resíduos. Uma hipótese é que eles atravessem a barreira hematoencefálica quando essa estrutura está mais vulnerável, como em casos de inflamação ou envelhecimento. Outra possibilidade é o transporte por células do sistema imune.

Entre os participantes com prótese de quadril, a concentração média de cobalto no cérebro foi 8,9 por cento maior em comparação com quem não passou pelo procedimento.

Relação com Alzheimer ainda é incerta

O estudo também avaliou sinais associados à doença de Alzheimer, como o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau. Cérebros com níveis mais altos de cobalto apresentaram maior presença dessas alterações em uma das regiões analisadas.

Mesmo assim, os dados não mostraram ligação com perda de desempenho cognitivo ao longo da vida dos participantes. No caso do titânio, níveis mais elevados foram associados a escores cognitivos mais baixos. Os autores ressaltam que esse metal pode ter outras origens além das próteses, como alimentos e medicamentos.

Limites e próximos passos

Os pesquisadores destacam que os resultados representam um recorte do cérebro após a morte e não permitem estabelecer relação de causa e efeito. Além disso, diversos fatores podem influenciar tanto a presença de metais quanto a saúde neurológica.

Eles também lembram que a cirurgia de substituição articular costuma melhorar mobilidade e interação social, aspectos ligados a menor risco de demência.

Para a equipe, os achados indicam a necessidade de acompanhar melhor os efeitos de longo prazo do desgaste de implantes no organismo. Estudos futuros devem esclarecer como essas partículas circulam e qual o significado clínico dessa presença no cérebro.

O acúmulo de gordura abdominal pode estar relacionado principalmente ao consumo excessivo de calorias, ao sedentarismo e ao estresse crônico, entre outros fatores. Em relação à alimentação, a nutricionista Danielle Rangel revela quais alimentos podem “causar barriga”.

“Na alimentação, o consumo frequente de açúcares, ultraprocessados e carboidratos refinados pode favorecer esse cenário”, diz ao Metrópoles.

 

Bebidas açucaradas e álcool também podem favorecer esse cenário. Mas não só isso, alerta a especialista em metabolismo e saúde hormonal.

“O acúmulo de gordura abdominal está relacionado principalmente ao excesso calórico, resistência à insulina, alterações metabólicas, sono, estresse e estilo de vida“, afirma Danielle.

O que evitar e o que ajuda na saciedade

Segundo a nutricionista, é importante reduzir principalmente açúcares, bebidas açucaradas, ultraprocessados, álcool e excesso de carboidratos refinados.

Para melhorar a saciedade e o controle metabólico, Danielle recomenda priorizar proteínas, fibras, verduras, legumes, frutas e leguminosas, além de alimentos minimamente processados.

“A composição da refeição e o contexto metabólico do paciente são mais importantes do que simplesmente cortar um alimento específico”, finaliza Danielle Rangel, especialista em metabolismo e saúde hormonal.

A Polícia Civil de Alagoas iniciou a investigação sobre o caso de um menino de 10 anos que teria sido levado pelo pai sem autorização da mãe, em Colônia Leopoldina, no interior do estado. Antônio Medeiros Costa participava de um encontro de catecismo no dia 5 de setembro, quando teria sido buscado pelo pai. Desde então, a mãe afirma não ter conseguido mais contato com o filho.

O caso está sendo apurado pela equipe do 108º Distrito Policial (108º DP), sob coordenação do delegado Antônio Henrique. De acordo com a mãe, o pai entrou em contato após levar a criança e informou que a devolveria depois do feriado de 7 de setembro. Ele também teria enviado um áudio dizendo que estava com o menino e que desligaria o telefone.

Desde então, familiares tentam obter informações sobre o paradeiro da criança, mas, segundo a mãe, não conseguiram mais estabelecer contato com o menino.

“Ele tem 10 anos. Saiu no dia 5 de setembro para o encontro de catecismo, que faz parte da rotina dele, e, nesse trajeto, o pai pegou ele sem a minha autorização e levou. Ele me mandou um áudio dizendo que estava com o menino e que ia desligar o telefone, mas que o traria depois do feriado. Até hoje, ele não me disse mais nada. Eu mando mensagens todos os dias para o meu filho e ele não recebe. Estou em desespero e pedindo a ajuda de vocês”, relatou Maisa Rodrigues.

A Polícia Civil informou que as diligências estão em andamento e que, por enquanto, não pode divulgar outros detalhes para não comprometer o trabalho dos investigadores.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), do Ministério Público de Alagoas.

Informações que possam ajudar a localizar Antônio Medeiros Costa podem ser repassadas pelos números (82) 99182-0121, (82) 2122-3707 e (82) 99138-4501. Denúncias também podem ser feitas pelo 181, Disque-Denúncia da Polícia. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido.

Um menino de 3 anos com câncer de fígado metastático e resistente à quimioterapia apresentou regressão completa da doença após receber duas doses de uma terapia experimental com células do próprio sistema imunológico. O caso foi publicado em 9 de setembro no New England Journal of Medicine (NEJM).

A criança tinha hepatoblastoma, um câncer de fígado que ocorre principalmente na infância, e apresentava metástases nos pulmões. Antes da terapia experimental, o menino havia recebido três linhas de quimioterapia, passado pela retirada completa do tumor primário no fígado e por duas cirurgias para remover metástases pulmonares.

Apesar dos tratamentos, o câncer deixou de responder à quimioterapia e uma nova metástase apareceu no pulmão. A criança, então, foi incluída no estudo CARE, um ensaio clínico de fase 1 que investiga uma nova forma de terapia com células CAR-T contra tumores sólidos.

Células modificadas para atacar o tumor

A CAR-T utiliza células T, que fazem parte do sistema imunológico, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas. Embora a estratégia já seja utilizada no tratamento de alguns cânceres do sangue, seu uso contra tumores sólidos ainda enfrenta limitações.

No tratamento recebido pelo menino, as células foram programadas para reconhecer a glicana-3, ou GPC3, proteína presente em níveis elevados no hepatoblastoma. Elas também foram modificadas para produzir interleucina-15 e interleucina-21, proteínas que ajudam a regular a resposta do sistema imunológico.

A criança recebeu duas infusões com intervalo de oito semanas. Após a primeira, os pesquisadores observaram uma resposta parcial e, depois da segunda, os exames mostraram regressão completa da doença metastática. Segundo o relato, a resposta completa permanecia por pelo menos 12 meses após o tratamento.

Resultado promissor, mas ainda inicial

Apesar do resultado, a terapia continua experimental. O artigo descreve o caso de apenas uma criança e não permite concluir que o tratamento terá o mesmo efeito em outros pacientes.

Além disso, o CARE é um ensaio clínico de fase 1, etapa inicial de testes em seres humanos. Estudos com mais participantes e acompanhamento por períodos maiores serão necessários para avaliar a segurança da estratégia e determinar se o benefício pode ser reproduzido.

O caso indica que células CAR-T modificadas podem ter potencial contra tumores sólidos resistentes ao tratamento, mas a regressão observada no menino não deve ser interpretada como comprovação de cura nem como evidência definitiva da eficácia da terapia.

 

A influenciadora e tiktoker Maria Eduarda Alves dos Santos (foto em destaque), mais conhecida como Duda Alves, morreu aos 22 anos. O falecimento da jovem, que contava com mais de 745 mil seguidores no TikTok, causou forte comoção nas redes sociais.

O falecimento de Maria Eduarda foi noticiado por amigos e familiares em publicações nas redes sociais. A causa da morte da jovem não foi revelada e o corpo é velado nesta terça-feira (15/9), na Paróquia São João Paulo II, em Brasília.


				Tiktoker Duda Alves morre aos 22 anos e causa comoção nas redes
Reprodução/ Instagram

Maria Eduarda viralizou nas redes sociais, especialmente no TikTok, com vídeos de coisas que não gostava, além de mostrar a rotina do dia a dia ao lado de amigos e do namorado. Ela chegou a afirmar, em um post em seu perfil, que nunca teve intenção de viralizar, mas acabou conquistando fãs.

O último vídeo postado por ela no TikTok foi há cinco dias, em que falava sobre uma cirurgia de redução de mamas pela qual passou. Nas últimas semanas, Duda atualizou a rede com momentos da recuperação e contou aos fãs por que decidiu passar pela operação.

Amigos, fãs e familiares lamentam

Sarah Mahdavi, amiga de Duda, lamentou o falecimento em publicação nas redes sociais: “Duda, além de ser minha melhor amiga, foi minha família, meu amor e tudo mais do que eu poderia imaginar. Peço que respeitem o luto que estamos sentindo”.

Prima da influenciadora, Geovana Alves também fez um forte depoimento: “Tive o privilégio de ter você em minha vida por 19 anos! Foram os melhores 19 anos da minha vida, irmã. 19 anos dividindo momentos, risadas, brigas bobas, segredos, viagens, conversas e tantos sonhos que eu tinha certeza que ainda viveríamos juntas”.

“Para quem nunca teve a oportunidade de conhecer Duda verdadeiramente, eu lamento! Ela não era apenas luz, era calmaria, autenticidade com uma pitada de humor ácido. Feita nas medidas e nas proporções perfeitas por Deus. O que mais me encantava era a forma como Duda via os dois lados de tudo, simplesmente a pessoa mais justa e bondosa que eu já conheci”, disse uma outra amiga, Clarissa Pavie.

O empresário do ramo de carros de luxo Leandro Gabioneta é investigado por, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ser o “banco particular” do traficante Reginaldo Pereira da Silva, o Tim, do Primeiro Comando da Capital (PCC), preso no âmbito da Operação Nexus, deflagrada nesta terça-feira (15/9) pelo MPSP e pelo 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep) em Itatiba e Campinas, no interior paulista.

Relatórios apontam para movimentações superiores a R$ 2 milhões.

Até o momento, seis pessoas foram presas. A Justiça emitiu 26 ordens judiciais de busca e apreensão.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão vinculado ao MPSP, aponta que Tim é suspeito de liderar esquema voltado ao tráfico de drogas dividido em cinco núcleos. O traficante, junto com a esposa, foi preso em um condomínio de luxo de Itatiba.

As investigações identificaram que a Gabioneta Private Select, localizada nas proximidades de um shopping de luxo de Campinas, no interior paulista, foi supostamente usada para lavagem de capitais de Tim. Três lojas de Gabioneta, sendo duas em Itatiba e a de Campinas, foram alvo de ordens judiciais de busca e apreensão.

Nas redes sociais, Gabioneta tem mais de 1 milhão de seguidores. Ele também mantém um canal de vídeos onde publica vídeos mostrando carros de luxo, entre os quais de marcas de interesse do narcotraficante, como Lamborghini, Porshe e Ferrari.

O Metrópoles procurou o empresário, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Os alertas sobre os possíveis riscos da inteligência artificial (IA) aumentaram a pressão nas últimas semanas por uma ação coordenada para desacelerar o desenvolvimento dessa tecnologia.

Declarações de pesquisadores que atuam ou atuaram na área de que a IA pode representar uma ameaça à humanidade acentuaram o sinal de alerta. Um deles, inclusive, chegou a dizer que existe mais de 10% de chance de a IA "matar todos os humanos".

Empresas gigantes deste setor nos Estados Unidos, como a OpenAI (responsável pelo ChatGPT) e Anthropic (responsável pelo Claude), têm pressionado congressistas americanos a criar regras para o setor.

Por outro lado, alguns críticos sugerem que esse movimento por regulamentação das empresas líderes de mercado possa servir para consolidar a vantagem dessas empresas sobre concorrentes atuais e futuros.

De qualquer forma, as declarações de grande repercussão aumentaram a preocupação em torno do impacto dessa tecnologia. A seguir, o que se sabe até agora

Por que alguns acham que a IA pode ser uma ameaça à humanidade?

Alguns pesquisadores de IA afirmam que há sinais preocupantes de que esses sistemas estejam avançando rápido demais em capacidade e poder.

Evan Hubinger, cientista da Anthropic, chamou a atenção ao afirmar que há mais de 10% de chance de a IA "matar todos os humanos" na próxima década.

Hubinger trabalha com alinhamento de IA, área voltada a incorporar princípios e valores éticos humanos aos sistemas de IA. Em outras palavras, a ideia é manter a tecnologia em sintonia com aquilo que as pessoas consideram importante.

Embora Hubinger tenha dito que o risco representado pelos sistemas atuais é "baixo", suas declarações vieram no momento em que outro pesquisador deixou a Anthropic por discordâncias acerca do rumo do desenvolvimento dessa tecnologia.

Esse pesquisador, Jacob Coxon, alertou que as pessoas responsáveis por desenvolver a tecnologia estavam perdendo o controle sobre ela.

Coxon disse à BBC que ele e outros funcionários da Anthropic estavam "genuinamente assustados" com a velocidade dos avanços e com o que isso poderia significar para a humanidade.

Essas preocupações são as mais recentes de uma longa série de temores sobre a possibilidade de a IA ameaçar a humanidade caso alcance ou supere as capacidades humanas.

Esse tipo de receio existe há décadas. Nos anos 1950, o cientista britânico Alan Turing (1912-54) escreveu que, se máquinas inteligentes se tornassem possíveis, elas poderiam assumir o controle.

Nos últimos anos, as principais empresas de IA entraram em uma corrida para desenvolver sistemas cada vez mais avançados, tanto em busca de lucro quanto com o objetivo de criar o que chamam de superinteligência — uma tecnologia ainda teórica, mais inteligente que os seres humanos.

Diferentemente dos sistemas e ferramentas que muita gente já usa no dia a dia para tarefas como escrever emails ou gerar vídeos, uma IA superinteligente seria capaz de lidar com atividades muito mais complexas.

A OpenAI e a Anthropic afirmam que pretendem desenvolver esse tipo de tecnologia de forma a beneficiar as pessoas e protegê-las de riscos à sua existência.

Mas alguns críticos dizem que as máquinas jamais conseguirão igualar de fato as capacidades humanas. Para eles, as empresas de IA exageram o que a tecnologia consegue fazer para ganhar projeção ou aumentar seus lucros.

Como poderia ser essa ameaça à humanidade?

Pesquisadores, especialistas e executivos preocupados com o potencial da IA de colocar a humanidade em risco têm descrito cenários inquietantes.

Dario Amodei, diretor da Anthropic e ex-chefe de Coxon, escreveu em setembro que a tecnologia avançou "drasticamente mais rápido" do que o esperado, inclusive na "capacidade de criar a próxima geração de IA".

A preocupação é que, depois de atingir determinado nível, a IA possa, em teoria, começar a se aprimorar sem participação humana.

Esse temor ganhou força depois de um episódio recente em que ferramentas de IA invadiram sites sem terem recebido instruções para isso.

Alguns pesquisadores preocupados com o tema afirmam que as pessoas diretamente envolvidas no desenvolvimento da tecnologia estão cada vez mais receosas de perder o controle sobre sistemas conhecidos como agentes de IA, que são bots desenvolvidos para executar tarefas e tomar determinadas ações de forma autônoma.

Outros cenários levantados incluem o uso de sistemas de IA altamente avançados para ampliar ou conduzir atividades de espionagem, ataques cibernéticos ou guerra biológica, ou ainda para provocar desequilíbrios econômicos, seja por acidente ou de forma deliberada.

No entanto, esses alertas são previsões hipotéticas e, para alguns especialistas, puro exagero.

Alguns especialistas também criticaram o foco nos riscos existenciais enquanto problemas já concretos recebem menos atenção, como o uso de ferramentas de geração de imagens para criar deepfakes (técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsos, com alto grau de realismo) de nudez sem consentimento de mulheres, espalhar desinformação e ampliar golpes ou fraudes.

Um grupo suprapartidário de políticos das duas Casas do Parlamento britânico publicou um relatório sobre os riscos da IA aos direitos humanos e afirmou que novas leis são necessárias para "responder à dimensão e à gravidade" dessas ameaças.

Quais são as propostas para desacelerar o desenvolvimento da IA?

Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI, defenderam a criação de regras para o setor e uma "desaceleração" no desenvolvimento da tecnologia.

Não é a primeira vez que executivos e outras vozes da indústria pedem medidas desse tipo.

Mas continuam aumentando as dúvidas sobre o que, na prática, significaria essa desaceleração, ideia que também tem o apoio de Elon Musk, da SpaceX.

Amodei afirmou que isso não significaria "interromper o treinamento de modelos nem o avanço técnico".

O que Amodei propõe é que as empresas "reservem tempo suficiente" para tornar mais seguros os sistemas de IA que estão desenvolvendo e recorram a "avaliadores independentes" para verificar esse trabalho.

Em uma publicação na rede social X, Altman afirmou que era necessário controlar o ritmo do desenvolvimento, mas acrescentou: "Quando falamos em 'ritmo', não queremos dizer 'parar'."

"O avanço foi rápido e continuará sendo", disse Altman.

"Mas deveria ser mais lento do que poderia ser — medidas como avaliações formais de segurança e monitoramento têm custos significativos."

O cofundador da OpenAI também afirmou que as empresas não esperam — e não vão esperar — que os governos tomem a iniciativa.

O que Trump disse?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já elogiou os benefícios da IA e defendeu que empresas americanas liderem o desenvolvimento da tecnologia.

Seu governo assinou ordens executivas que reconhecem a "importância estratégica" da IA para a economia e buscam acelerar seu avanço.

"Acreditamos que estamos em uma corrida pela IA e queremos que os EUA vençam essa corrida", disse David Sacks, responsável pela política de criptomoedas no governo americano, em entrevista a jornalistas em julho de 2025.

Mas, diante dos alertas recentes sobre o possível impacto da tecnologia sobre a humanidade, Trump minimizou os riscos da IA.

"Há muitas forças negativas levantando esse assunto sem que devessem, falando de coisas que não vão acontecer", disse Trump durante uma visita à Irlanda.

Trump não respondeu diretamente à proposta de desacelerar o desenvolvimento, mas afirmou a jornalistas: "Estamos à frente da China em IA... e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA, vence.",

O que a China disse?
A China vinha evitando se manifestar sobre a onda de alertas feitos por pesquisadores de empresas dos EUA.

Diante da forte concorrência e das restrições ao acesso a componentes e chips americanos usados na construção de infraestrutura para IA, o país estimulou o desenvolvimento doméstico da tecnologia.

Ao mesmo tempo, tem defendido uma maior coordenação internacional para estabelecer regras para a IA.

Nos últimos anos, o lançamento de sistemas e ferramentas avançados de IA de código aberto por laboratórios chineses abalou mercados e empresas de tecnologia do Ocidente.

Ao defender uma desaceleração no desenvolvimento da IA, Amodei, da Anthropic, afirmou que os avanços da China e sua capacidade na área poderiam representar riscos à segurança nacional dos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores da China chamou as declarações de narrativas baseadas em ameaça, confronto e competição hostil que não beneficiam ninguém.

A depressão é um transtorno mental frequente que pode aparecer em episódios ao longo da vida. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a prevalência chega a cerca de 15,5%. Mesmo com tratamento e melhora dos sintomas, o quadro pode voltar, o que ajuda a explicar por que muitas pessoas passam por fases de melhora seguidas de piora.

De acordo com especialistas, a depressão não costuma ser definida como uma condição com “cura” definitiva. O termo mais utilizado é remissão, quando os sintomas diminuem ou desaparecem por um período.

A psiquiatra Renata Verna, do Hospital Santa Lúcia Sul, explica que isso não significa falha no tratamento.

“Muitas pessoas têm um episódio depressivo, entram em remissão e passam anos sem novos sintomas. Outras apresentam episódios recorrentes e precisam de acompanhamento mais prolongado”, destaca.

A pesquisadora Ana Paula Pena, da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que a recuperação pode ser completa, mas não elimina totalmente o risco de novos episódios. “A depressão é tratável e muitas pessoas se recuperam, mas algumas permanecem vulneráveis e precisam de estratégias contínuas de prevenção”, aponta.

Por que os sintomas voltam

A recaída ocorre quando, após uma melhora significativa, os sintomas reaparecem e passam novamente a causar sofrimento e prejuízo no dia a dia. Segundo Renata, é preciso diferenciar esse quadro de oscilações comuns do humor.

“A melhora inicial não significa que a doença esteja totalmente controlada. O tratamento tem etapas e precisa ser mantido por um período adequado para reduzir o risco de novos episódios”, explica.

A depressão tem causas múltiplas, que envolvem fatores biológicos, psicológicos e sociais. Por isso, mesmo após resposta ao tratamento, a pessoa pode continuar suscetível a novas crises.

Situações de vida e rotina também influenciam. Ana Paula cita que perdas, conflitos familiares, dificuldades financeiras, sobrecarga de trabalho, privação de sono, doenças físicas, uso de álcool e isolamento social podem contribuir para a piora dos sintomas. Interrupção da medicação ou da psicoterapia também aumenta o risco.

De acordo com a pesquisadora, parar o tratamento de forma abrupta pode levar tanto à volta dos sintomas quanto a efeitos físicos. “O sistema nervoso se adapta ao medicamento. A interrupção pode provocar tontura, irritabilidade, alterações do sono e outros sinais, por isso deve ser feita com acompanhamento médico”, afirma.

Sinais de alerta e prevenção

A piora nem sempre acontece de forma repentina. Muitas vezes, os primeiros sinais são discretos e aparecem no cotidiano. Entre eles estão perda de interesse por atividades, cansaço persistente, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade e isolamento. Pensamentos negativos recorrentes e sensação de desesperança também merecem atenção.

“Quando esses sinais começam a persistir ou interferir na rotina, é importante procurar ajuda antes que o quadro se agrave”, orienta Renata.

O acompanhamento contínuo é uma das principais formas de reduzir o risco de recaídas. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicação ou a combinação das duas abordagens, de acordo com cada caso.

Além disso, manter uma rotina de sono regular, praticar atividade física, preservar vínculos sociais e identificar precocemente mudanças no próprio comportamento ajudam a sustentar a melhora ao longo do tempo.

Para as especialistas, a principal mensagem é que a melhora não marca o fim do cuidado. A continuidade do acompanhamento é parte do tratamento e contribui para manter a estabilidade e a qualidade de vida.

*Se você está passando por depressão, tendo pensamentos de suicídio ou conhece alguém nessa situação, procure apoio. Você pode ligar ou conversar pelo chat dos seguintes serviços:

 

O mercado brasileiro de medicamentos injetáveis, usados no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, ganhou novas opções em 2026. Ao longo do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, além de uma nova apresentação do Mounjaro, que utiliza a tirzepatida.

Apesar de serem frequentemente agrupadas como “canetas emagrecedoras”, as opções não possuem necessariamente a mesma indicação. Parte das novas semaglutidas, por exemplo, foi aprovada especificamente para adultos com a diabetes tipo 2 insuficientemente controlada.

O avanço das novas versões de semaglutida ocorre no mesmo ano em que a patente do Ozempic expirou no Brasil, em 20 de março. Em 2025, a Anvisa também havia estabelecido prioridade para a análise de pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, medida adotada diante da necessidade de ampliar o abastecimento nacional.

Quais são as novas canetas?

Em maio, a Anvisa registrou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico liberada para comercialização no Brasil. O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, mas não é considerado genérico, pois a legislação brasileira não prevê genéricos de produtos biológicos.

 

Em julho, outras cinco canetas de semaglutida sintética foram registradas e, em agosto, a agência autorizou uma semaglutida genérica da EMS e o similar Semaclique, da Germed.

As novas opções reunidas nas aprovações de 2026 são:

Entre as semaglutidas, Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema foram registradas por comparação com o Ozempic e são indicadas para adultos com a diabetes tipo 2 insuficientemente controlada. O genérico da EMS e o Semaclique, autorizados em agosto, têm o Ozivy como medicamento de referência e possuem a mesma indicação.

Quanto custam?

O registro na Anvisa não significa que todas as novas opções já estejam disponíveis nas farmácias. Antes da comercialização de um novo medicamento, o preço máximo precisa ser aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), enquanto a decisão sobre quando iniciar as vendas cabe à empresa responsável pelo registro.

Por isso, parte das canetas ainda não possui preço de venda divulgado. O Ozivy, que já chegou ao mercado, tem valores que variam conforme a apresentação e o estabelecimento. No caso dos medicamentos que ainda não foram lançados, não é possível determinar quanto o consumidor efetivamente pagará.

A chegada de genéricos pode aumentar a concorrência, porém também é preciso diferenciar as categorias regulatórias. O Ozivy, por exemplo, é classificado como medicamento novo, enquanto a semaglutida da EMS, aprovada em agosto, foi registrada como genérico do Ozivy.

Nem todas são indicadas para emagrecimento

Embora semaglutida, liraglutida e tirzepatida atuem em mecanismos relacionados ao controle da glicose e do apetite, a indicação varia de acordo com cada medicamento. Por isso, uma caneta registrada para o tratamento da diabetes tipo 2 não deve ser automaticamente apresentada como medicamento para obesidade.

As novas semaglutidas sintéticas autorizadas pela Anvisa para a diabetes tipo 2 são administradas semanalmente. Já a liraglutida possui aplicação diária.

Os medicamentos agonistas de GLP-1 também estão sujeitos à prescrição médica em duas vias, com retenção da receita na farmácia. A escolha do medicamento, da dose e da duração do tratamento deve considerar a indicação aprovada e a avaliação médica.

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