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Galymzhan Abaildayev, de 44 anos, foi preso após escalar uma torre da ponte do Brooklyn, tirar a roupa e saltar no rio East, em Nova York, segundo a polícia. A NBC News informou que ele foi resgatado e levado a um hospital em estado estável.

Policiais foram chamados à ponte no domingo (02) à tarde após relatos de que um homem escalava a estrutura com uma mochila. Abaildayev chegou ao alto da torre norte e saltou no rio, de acordo com a polícia.

Uma unidade marítima da polícia resgatou o homem após o salto. Ele foi encaminhado a um hospital da cidade e estava em condição estável.

Abaildayev carregava duas bandeiras e uma mochila durante a ação. A polícia não informou o que havia nas bandeiras.

O Departamento de Polícia de Nova York acusa Abaildayev de colocar outras pessoas em risco, fazer pichações, ato obsceno em público, invasão de propriedade e perturbação da ordem. Não há informação sobre a contratação de advogado por ele.

A ponte do Brooklyn tem 41 metros de distância livre até a água em sua parte central. As torres têm cerca de 83 metros de altura, conforme uma empresa que participou da restauração da estrutura.

Uma missa em Ação de Graças pelos 137 anos de Emancipação Politica de Palmeira foi realizada na manhã deste domingo (2). A cerimônia aconteceu da Catedral Diocesana, presidida pelo padre Adalto, e contou com a presença da prefeita Tia Júlia, secretários municipais e autoridades.

A prefeita agradeceu a presença de todos e parabenizou a cidade. “Hoje é um dia de muita emoção e, acima de tudo, de gratidão a Deus. Celebrar os 137 anos de Emancipação Política de Palmeira dos Índios é celebrar a nossa história, a nossa gente e tudo aquilo que construímos juntos ao longo dos anos. Que Deus abençoe cada família palmeirense, proteja nossa cidade e nos permita continuar construindo uma Palmeira cada vez mais forte, acolhedora e cheia de oportunidades”, disse a prefeita.

Durante a missa, além do pronunciamento da prefeita, houve a entrega ao altar da imagem de Nossa Senhora do Amparo, padroeira da cidade, e a entrega da bandeira, com o hino da cidade entoado pela Orquestra Municipal Graciliano Ramos.

Um novo estudo mostra que, além de influenciar a saúde, a postura corporal faz diferença para o humor e comportamento. A pesquisa, publicada no British Journal of Psychology no início de junho, recrutou 200 voluntários para usar um tablet e testar um jogo.

Para metade dos participantes, o tablet estava em uma base alta, ajustada à mesa, que encorajava o usuário a se sentar na postura correta. Para a outra metade, o dispositivo estava solto em uma mesa baixa demais para a cadeira, convidando o indivíduo a se debruçar em cima do equipamento.

Todos os voluntários completavam um jogo em que deviam inflar um balão virtual para ganhar prêmios — porém, caso ele explodisse, os participantes perderiam tudo.

Os cientistas da McGill University, no Canadá, perceberam que as pessoas que estavam sentadas com boa postura decidiram por jogadas mais arriscadas, e tendiam a ganhar maiores prêmios. Ao final do experimento, todos preencheram um questionário, e os indivíduos que se sentaram corretamente reportaram se sentir mais orgulhosos e com melhor humor.

“Isso sugere que eles não estavam agindo de forma mais impulsiva, mas sim assumindo riscos de maneira mais eficaz”, explica o professor Jorge Armony, em comunicado à imprensa.

Ele lembra que os resultados não significam que a postura pode mudar drasticamente a vida de uma pessoa, mas questionam se mudanças simples no dia a dia podem melhorar o humor e comportamento. Colocar a cadeira na posição correta e ajustar a altura da tela do computador, por exemplo, podem fazer diferença nos resultados rotineiros.

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (3), a Operação Tolerância Zero, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra integrantes de facções criminosas que atuam em São Miguel dos Campos. Até o momento, três pessoas foram presas em flagrante.

A ação foi coordenada pelo delegado Roberto Batista e contou com equipes da Unidade de Homicídios da 6ª Região, do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).


				Operação contra facções prende três suspeitos e apreende arma e drogas em AL
Operação contra facções prende três suspeitos e apreende arma e drogas em AL. Foto: Polícia Civil

Também deram apoio à operação policiais militares da 1ª Companhia de Polícia Militar Independente (1ª CPM/I) e o Grupamento Aéreo da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo e munições.

Na operação, os policiais apreenderam porções de cocaína e maconha, uma pistola calibre .380 e várias munições.


				Operação contra facções prende três suspeitos e apreende arma e drogas em AL
Operação Tolerância Zero mira facções e termina com três presos em São Miguel dos Campos. Foto: Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, a Operação Tolerância Zero foi realizada pela Unidade de Homicídios da 6ª Região como resposta ao enfrentamento de integrantes de facções criminosas que atuam na região de São Miguel dos Campos.

Ter o nome do pai biológico na certidão de nascimento é um direito que nem todos os brasileiros têm. Segundo dados do Registro Civil, de 2016 até hoje, mais de 1,7 milhão de pessoas contam apenas com o da mãe no documento em todo o país. Em Alagoas, esse número ultrapassa a marca dos 35 mil.

Isso acontece porque, em caso de recusa ou de pai ausente, o registro de nascimento pode ser feito somente em nome da mãe, que, no ato de registro, pode indicar o nome do suposto pai ao cartório, que dará início ao processo de reconhecimento judicial de paternidade.

No entanto, caso seja voluntário - ou seja, com a concordância da mãe para filhos menores, ou do(a) filho(a) maior de idade - o reconhecimento de paternidade poderá ser feito diretamente no Cartório. O ato garante oficialmente o vínculo parental de forma simples e rápida, sem necessidade de processo judicial quando há consenso ou pela plataforma paternidade.registrocivil.org.br.

O reconhecimento pode ser feito a qualquer momento da vida, para garantir direitos como herança, pensão e benefícios previdenciários.

Veja como solicitar de maneira voluntária no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais:

O que fazer se o pai não se apresentar para o reconhecimento?

Caso o pai não reconheça a paternidade voluntariamente, ou exista dúvidas sobre o vínculo parental, a mãe pode entrar com uma ação contra o suposto pai para que o juiz determine a realização de exames de DNA, para comprovar a paternidade.

Em caso de comprovação por meio de sentença, o Cartório realizará a averbação e inclusão do nome do pai no registro da pessoa.

Mais de 1.200 medidas protetivas já foram concedidas, neste ano, a vítimas de violência doméstica em Maceió. O número é 43% maior do que o registrado no mesmo período de 2025.

Só o 1º Juizado da Mulher da Capital concedeu 616 medidas, de 1º de janeiro a 22 de julho, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (312). O tempo de análise dos pedidos na unidade é de, no máximo, 24 horas, segundo a juíza Soraya Maranhão.

Ainda de acordo com a magistrada, a medida protetiva é concedida quando existem elementos que indiquem que a mulher está em situação de violência doméstica e familiar e há risco à sua integridade física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.

"A medida protetiva é um dos instrumentos mais importantes da Lei Maria da Penha, porque permite uma resposta imediata do Estado. Muitas vezes, ela interrompe um ciclo de violência que vinha se repetindo há anos", afirmou.

A juíza explicou que, além de estabelecer limites ao agressor, a medida transmite à vítima a mensagem de que ela não está sozinha e que existe uma rede de proteção pronta para atuar. "É uma medida preventiva que pode evitar agressões mais graves e até salvar vidas", avaliou Soraya Maranhão.

Já o 2º Juizado da Capital concedeu 638 medidas de 1º de janeiro a 22 de julho deste ano. Em comparação ao mesmo período de 2025, o aumento foi de 13,5%.

Segundo o juiz Diego Dantas, os pedidos são apreciados assim que chegam à unidade e costumam envolver a proibição de contato com a vítima e seus familiares e a proibição de o acusado se aproximar ou frequentar os mesmos locais que a vítima habitualmente frequenta. É comum também a determinação de afastamento do lar ou local de convivência com a ofendida.

Para o magistrado, ao determinar essas medidas, o Poder Judiciário cria um ambiente de segurança indispensável para cessar as agressões e reduzir a situação de risco.

"A mulher passa a dispor das condições necessárias para se restabelecer psicológica, emocional e mentalmente, retomando sua autonomia e reconstruindo sua vida com maior tranquilidade".

Descumprimentos

Soraya Maranhão reforçou que o descumprimento da medida protetiva é crime e pode levar à prisão do agressor, além de outras consequências previstas em lei. "É importante que a vítima comunique imediatamente à polícia ou ao Judiciário qualquer violação. O cumprimento da medida não depende da vontade do agressor; trata-se de uma ordem judicial que deve ser respeitada".

A magistrada ressaltou que, enquanto a medida protetiva estiver em vigor, é importante que a vítima também observe as restrições estabelecidas, evitando a reaproximação do agressor.

"Infelizmente, em alguns casos, por esperança de reconciliação, dependência emocional ou pressão familiar, a mulher acaba retomando o contato com o agressor. No entanto, enquanto a medida estiver em vigor, ela existe justamente para reduzir o risco de novas agressões e preservar a segurança da vítima", disse a juíza, reforçando que é fundamental evitar qualquer reaproximação e comunicar imediatamente à polícia ou ao Judiciário qualquer descumprimento da decisão.

"Essa postura fortalece a atuação da rede de proteção e contribui para prevenir novas situações de violência", destacou a titular do 1º Juizado.

Como solicitar

A vítima de violência doméstica pode procurar uma delegacia, preferencialmente especializada, registrar a ocorrência e solicitar a medida protetiva. Também pode buscar o Ministério Público, a Defensoria Pública ou solicitar por meio de advogado. "O mais importante é procurar ajuda o quanto antes. Quanto mais cedo a rede de proteção é acionada, maiores são as chances de evitar que a violência se intensifique", disse Soraya Maranhão.

O 1º e 2º Juizados funcionam na Casa da Mulher Alagoana, no Centro de Maceió (Praça Sinimbu). O local conta com equipe multidisciplinar para atender as vítimas e seus filhos e dispõe ainda de alojamento temporário.

"Nenhuma mulher deve enfrentar essa situação sozinha. Hoje existe uma rede formada pela Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário e serviços de assistência social preparada para acolher essas mulheres", destacou a magistrada.

A orientação, de acordo com o juiz Diego Dantas, é que as vítimas denunciem a violência sofrida. "Há vários aparelhos estatais destinados a acolher, amparar e proteger a mulher. Quando a ofendida não denuncia, o ciclo de violência apenas se perpetua e escala e tornam-se mais frequentes e mais graves as práticas de violência física, moral ou psicológica", afirmou.

 

Um navio japonês que naufragou com mais de 1.000 prisioneiros a bordo foi encontrado no fundo do mar do Pacífico. A descoberta foi realizada por pesquisadores da Fundação Hellships Memorial na costa das Filipinas, cerca de 80 anos após o afundamento da embarcação. As informações são da Revista Galileu, da Globo.

O navio, chamado Hofuku Maru, foi encontrado na costa oeste de Luzon. A identificação dos destroços foi feita a partir da análise de dados de sonarde mapeamento e de confirmação visual do local, que apresentou características coincidentes com os registros da época.

O naufrágio ocorreu em 21 de setembro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. A embarcação transportava aproximadamente mil britânicos e 200 holandeses. O barco foi atingido por bombas e torpedos de aeronaves dos Estados Unidos porque não possuía identificação visual que indicasse o transporte de prisioneiros de guerra.

Histórico da embarcação

Construído em 1918 no Japão, o navio integrava um grupo de transportes que operava com superlotação de prisioneiros. Os detentos viajavam confinados nos porões da embarcaçãosem ventilaçãosuprimentos de comida ou água. Com o ataque de 1944, a maioria dos ocupantes morreu e o navio afundou de forma rápida.

O Hofuku Maru possuía as seguintes proporções:

A Fundação Hellships Memorial informou que o local do naufrágio será classificado como um túmulo de guerra e um memorial em nome das vítimas. A equipe responsável pelas buscas organiza a divulgação pública de documentos em mídia, incluindo varreduras de sonar e imagens da expedição. O grupo também trabalha para registrar o reconhecimento do espaço por meio de canais diplomáticos.

Um modelo gráfico capaz de organizar todos os elementos químicos conhecidos até hoje em ordem crescente de acordo com o número atômico. Essa é a tabela periódica, criada em 1869 pelo químico russo Dmitri Mendeleev.

Apesar de ser o “terror” de muitos estudantes do ensino médio, a tabela é essencial para prever o comportamento da matéria e compreender as propriedades dos materiais, sejam naturais ou sintéticos.

Atualmente, a tabela periódica está completa. Ela possui 118 elementos químicos, divididos em sete linhas (períodos) e 18 colunas (grupos). No entanto, em breve os estudantes podem ter mais um exemplar para decorar: existem investigações ativas para produzir novos componentes para o modelo.

“A tabela periódica está completa no sentido de que não está faltando nenhum elemento natural, mas ela ainda pode ganhar novos elementos. A expectativa é que, em algum momento, seja sintetizado o elemento 119”, afirma o professor Aldo Zarbin, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo o docente, dos 118 elementos químicos, os 92 provenientes da natureza já foram encontrados. Todos os outros foram criados artificialmente. “Portanto, o próximo elemento também deverá ser sintetizado em laboratório”, conclui o membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

No momento, há equipes no Japão, Estados Unidos, Rússia e Alemanha tentando produzir novos elementos para a tabela. Porém, até agora, os experimentos não deram os resultados esperados.

“A tabela não deve ser vista como uma obra encerrada. Ela é, na realidade, um mapa cujo território conhecido ainda pode ser ampliado”, corrobora o químico Ernesto Chaves Pereira, coordenador da Unidade Embrapii da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo.

Como é o processo para descobrir um novo elemento?

O processo para a chegada de novos elementos químicos não passa pela descoberta de novos componentes, e sim por uma sintetização que resulte em um produto novo.

O elemento químico é definido pelo seu número atômico – ou seja, a quantidade de prótons no núcleo do átomo. A produção de um novo componente exige a criação de um núcleo com 119 prótons, um próton a mais do que o oganessônio, o último elemento conhecido, que tem 118.

Zarbin explica que os pesquisadores, por meio de um processo chamado fusão nuclear, fundem núcleos de dois átomos para que a soma dos prótons resulte no número desejado.

“Não é um processo simples. Ele exige altíssimas energias e equipamentos extremamente sofisticados. Uma analogia seria imaginar dois átomos escolhidos sendo acelerados em sentidos opostos até velocidades enormes e colidindo de frente, como duas jamantas se chocando. Dessa colisão pode surgir um novo núcleo e, consequentemente, um novo elemento químico”, exemplifica o professor.

O grande desafio para produzir novos elementos químicos é não só criar núcleos com muita energia, mas fazê-los permanecerem estáveis mesmo que por pouco tempo. O elemento precisa existir por um período suficiente para que os cientistas consigam caracterizar o novo componente da tabela periódica.

Às vezes, os especialistas conseguem criar um candidato em potencial, mas ele rapidamente desaparece. “A força nuclear consegue mantê-los unidos por pouco tempo, e alguns são estáveis apenas por frações de segundo”, diz Pereira.

Caso os pesquisadores tenham sucesso, o elemento é sintetizado, descrito e publicado. Em seguida, ele passa por uma avaliação criteriosa da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na sigla em inglês), a organização mundial que organiza e oficializa os elementos químicos.

A assembleia geral onde os novos elementos são analisados e aprovados é realizada a cada dois anos e já ocorreu no Brasil, em 2017. Na ocasião, em São Paulo, os elementos 113, 115, 117 e 118 foram oficialmente incorporados à tabela periódica.

A importância de aumentar a tabela periódica

Adicionar um novo elemento à tabela periódica não significa apenas ter mais uma substância para decorar. A incorporação vai muito além: a criação de novos elementos ajuda a compreender e testar teorias fundamentais em relação à matéria.

“Encontrar um novo elemento não significa apenas acrescentar mais um quadrado à tabela. Significa ampliar os que conhecemos sobre a matéria. A busca por novos elementos concentra esforços na fronteira entre aquilo que existe naturalmente e aquilo que as leis da natureza ainda permitem que seja criado”, destaca Pereira.

Além disso, quando for produzido, a chegada do elemento 119 representará um marco importante para a tabela periódica, pois ele inaugurará o oitavo período do modelo, expandindo-o de forma inédita além da sétima linha.

“Também será uma oportunidade para entender melhor o comportamento da estrutura atômica em situações extremas, com um número muito grande de prótons no núcleo e elétrons ocupando níveis de energia cada vez mais afastados”, conclui Zarbin.

 

Mãe Rainha das Trevas: é assim que se apresenta a feiticeira responsável pela construção de uma estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo no Ceará. Ela tem quase 800 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde mostra os rituais que realiza e compartilha os preceitos da sua fé, a quimbanda (entenda mais abaixo).

A obra monumental foi erguida no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, um templo religioso localizado na Taíba, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, no litoral cearense.

A feiticeira (função que ela exerce na quimbanda) não revela a sua idade, pois diz que é "mistério". Nas redes sociais, ela se apresenta como a 'Feiticeira dos políticos' e diz que é procurada por vários parlamentares - que têm um único pedido: ganhar uma eleição.

O Palácio Estrela Negra da Quimbanda, onde ela mora, tem uma longa história, tendo completado 29 anos de fundação no dia 25 de julho - mesma data escolhida para a inauguração da estátua.

Antes de se estabelecer na extensa propriedade na Taíba, a bruxa morou por 4 anos no bairro Montese, em Fortaleza, onde comandou um local conhecido como "Casa dos Caixões". Ela lembra que a casa era toda pintada de preto e abrigava quatro caixões.

“Os comentários preconceituosos, eles não começaram na construção da maior imagem do Diabo no mundo. Eles começaram lá atrás, quando eu abri a Casa dos Caixões. Imagina uma casa, certo, numa comunidade, toda pintada de preto, com quatro caixões dentro, onde eu reverenciava a minha fé ao Diabo”, lembrou Mãe.

A quimbanda, prática pela qual ela guia seus seguidores, é descrita como um culto ancestral que busca a evolução espiritual, no qual a reencarnação é encarada como um maldição ou castigo a ser superado.

“A verba foi toda tirada do meu próprio bolso"

Para materializar a homenagem ao Diabo, a feiticeira desembolsou cerca de R$ 100 mil. Ela enfatiza o orgulho de ter arcado com todos os custos sozinha. O projeto foi encabeçado por um engenheiro civil e edificado inteiramente dentro de sua propriedade particular.

“A verba foi toda tirada do meu próprio bolso. Eu fiz ela toda com dinheiro próprio, num local próprio, que é meu, porque aqui as terras são minhas, o terreno é meu”, declarou a bruxa
Para evitar possíveis problemas, ela buscou todas as licenças cabíveis. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante confirmou que o templo está em conformidade com as normas urbanísticas e ambientais, tendo recebido alvará e autorização inclusive do Governo do Estado (SEMA), já que a área se encontra em uma Área de Proteção Ambiental (APA).

“Na parte burocrática, eu mesma fui atrás de toda a liberação da construção e obtive, como qualquer cidadã brasileira pode chegar a qualquer prefeitura de seu município e pedir uma autorização para fazer uma construção em suas terras”, explicou Mãe Rainha das Trevas.

Enquanto grande parte da sociedade atribui um sentido pejorativo à figura do demônio, Mãe Rainha das Trevas possui uma visão acolhedora: “Eu falo o nome demônio com muito amor, pois os demônios são bons, os demônios ajudam".

O seu palácio abre as portas para o público uma vez por mês durante as "giras" (rituais religiosos) e festas mensais, reunindo frequentemente entre 200 e 300 pessoas. A líder religiosa também promove a caridade, doando anualmente toneladas de carne das oferendas rituais e promovendo doações de centenas de brinquedos em outubro, no Dia das Crianças.

Apesar dos ataques virtuais, ela disse que não possui receio de ter a estátua vandalizada. “Toda a minha comunidade sabe da minha fé, me respeita. Aqui nós mantemos muito a situação do respeito”, disse ao g1.

‘Culto marginalizado’

A quimbanda não é reconhecida como uma religião.. Assim como religiões de matriz africana, os fundamentos do culto são repassados de forma oral, sem um livro específico que rege as regras, tal como a Bíblia, o Alcorão e o Torá.

“É um culto que, para muitos, é chamado de culto marginalizado, porque as pessoas têm uma certa visão da quimbanda, como se fosse um culto do mal”, comentou Barok, que é Tata N'ganga de Quimbanda brasileira.

Tata N'ganga de Quimbanda é uma espécie de mestre ritualista, sacerdote supremo, na prática da Quimbanda. 'Tata’ significa "pai" ou sacerdote, na linhagem Congo-Angola. ‘N'ganga’ é o curador, feiticeiro, técnico de rituais ou mestre na manipulação de energias e espíritos ancestrais.

Anteriormente, a quimbanda era vista como o “eixo ruim, do mal” da Umbanda. “E hoje, na verdade, a gente já entende que isso era uma mera história inventada, por pessoas que tinham um certo preconceito. A quimbanda é um culto ancestral no qual a gente busca evolução espiritual”, explicou Barok.

O sacerdote disse que não existe um consenso sobre quando, onde e como a prática surgiu. “Até o nome dela foi tomado emprestado dos povos bantos, onde existiam os curandeiros das tribos, que se chamavam de ‘kimbanda’ [com a inicial 'k']; eram justamente os curandeiros daquelas aldeias, daquelas tribos, que faziam a arte da magia para curar”, reforçou o sacerdote.

Um dos principais pilares do culto é a crença na reencarnação. No entanto, na quimbanda, esse processo é encarado como um “castigo espiritual”.

“Como se fosse uma maldição, porque é um ciclo de que você morre, desencarna e você ainda volta pra essa terra, para ter que viver todo o mesmo processo de vida, onde você vai sentir dores, vai sentir emoções, vai sentir coisas ruins, vai sentir coisas boas”, detalhou Barok.

“Nós, na quimbanda, procuramos evoluir nosso espírito dentro da religião para que nós não precisemos ter que voltar a este mundo. O nosso intuito é evoluir espiritualmente para que nós nos tornemos exus e pomba-giras, ou seja, para que a gente venha a ser agraciados no mundo espiritual”, complementou.

Uma revisão feita por pesquisadores de mais de 350 estudos apontou que consumir menos proteína pode diminuir o ritmo do envelhecimento. O achado vai de encontro com a quantidade cada vez maior de produtos ricos em proteínas em supermercados, como iogurtes, bebidas lácteas e até água.

Na revisão de pesquisas anteriores, os autores encontraram dois fatores principais para um consumo proteico menor tornar a vida mais longa. São eles:

“Esses estudos mostram que a quantidade de proteína que as pessoas sedentárias consomem hoje em dia pode ter consequências negativas para a saúde, pelo menos em nível populacional”, afirma o autor principal do estudo, Dudley Lamming, em comunicado.

O estudo atual liderado por Lamming, que é professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados na revista Cell Press Blue nessa sexta-feira (31/7).

Além dos prejuízos ligados ao consumo proteico em exagero, os pesquisadores encontraram estudos com humanos e animais nos quais os participantes que consumiram menos proteína em suas dietas perderam peso e gordura corporal, além de apresentarem melhores níveis de açúcar no sangue em jejum.

Segundo os cientistas, uma menor quantidade de proteína na rotina alimentar pode ser uma alternativa à dietas de restrição calórica, que dificilmente são mantidas a longo prazo.

E quando um consumo maior de proteína é benéfico?

Por outro lado, os cientistas apontam que o consumo de proteína nem sempre é prejudicial. Na verdade, alguns grupos necessitam de um consumo proteico maior, como gestantes, idosos e atletas. 

Na terceira idade, a proteína pode ajudar a preservar a massa muscular, especialmente quando combinada com a realização de atividades físicas. Em atletas, o consumo proteico pode ser ainda maior e, mesmo assim, eles não correm risco de doenças metabólicas. A suspeita dos pesquisadores é que os exercícios protegem contra os prejuízos causados pela proteína e direcionam ela para os locais corretos no corpo. 

“É absolutamente claro que existem benefícios da proteína para o crescimento muscular e a resposta ao exercício em indivíduos ativos. Mas, como a maioria das pessoas é relativamente sedentária, muitas provavelmente consomem mais proteína do que realmente precisam, o que provavelmente acarreta consequências negativas para a saúde”, explica Lamming.

Para os pesquisadores, os resultados evidenciam que o consumo proteico deve ser personalizado de acordo com nível de atividade física do indivíduo, além de sua idade.

Parar de fumar é uma decisão essencial para a manutenção da saúde. Porém, largar o vício não é fácil e a abstinência de nicotina pode causar efeitos no corpo inteiro. Um deles é a prisão de ventre, experimentada por cerca de 30% dos indivíduos no processo de largar o cigarro.

O intestino e o pulmão não se comunicam diretamente, e a constipação está ligada principalmente à nicotina. A substância, que é absorvida principalmente pelos pulmões mas também pela deglutição da fumaça, estimula a ação da acetilcolina, um neurotransmissor associado ao funcionamento do intestino.

“Esse estímulo aumenta as contrações intestinais, favorece a secreção de líquidos e acelera o esvaziamento do cólon. Por isso, muitas pessoas costumam evacuar logo após o primeiro cigarro do dia”, explica a coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Maria Enedina Scuarcialupi.

Sem o estímulo constante da nicotina, o intestino, que estava habituado a receber a ordem de se contrair, pode ter uma redução temporária dos movimentos. A falta do ritual de fumar antes de ir ao banheiro também impacta o trânsito intestinal. Assim, o indivíduo acaba com prisão de ventre.

“A abstinência também pode provocar mudanças no apetite, no nível de ansiedade, na alimentação e na rotina, fatores que contribuem para o aparecimento de fezes mais ressecadas, causam esforço para evacuar e sensação de esvaziamento incompleto”, afirma a coloproctologista Aline Amaro.

As médicas afirmam que a situação é incômoda, mas passageira — na maioria das pessoas, o intestino volta a funcionar corretamente em cerca de quatro semanas.

Imagem mostra um cigarro quebrado e tabaco espalhado - Metrópoles
O hábito de fumar e o consumo de nicotinaestão diretamente ligados ao desenvolvimento de várias doenças, inclusive câncer

Como superar a prisão de ventre associada à nicotina

Aline conta que, para atravessar o período, a dica é aumentar gradualmente o consumo de fibras, beber água regularmente, manter a atividade física em dia e reservar um momento tranquilo pra ir ao banheiro, principalmente após as refeições.

“Algumas medicações utilizadas no tratamento do tabagismo também podem contribuir para a constipação em determinados pacientes, por isso o acompanhamento profissional é importante”, aponta.

Benefícios de parar de fumar superam os riscos

O tabagismo é reconhecido como um dos hábitos que mais causam câncer, doenças inflamatórias, úlcera e piora da saúde como um todo. No caso do intestino, a nicotina acaba prejudicando a circulação sanguínea, a proteção da mucosa e a resposta imunológica do aparelho digestivo.

Parar de fumar vem com uma série de sintomas de abstinência, que vão desde irritabilidade, insônia e pesadelos a tremores, sudorese e aumento do apetite. Apesar de incômodos, os sinais são passageiros e os benefícios de abandonar o cigarro superam, e muito, o desconforto.

Maria Enedina explica que, ao parar de fumar, o indivíduo já percebe rapidamente a melhora na saúde. Já na primeira semana, a pressão arterial se normaliza, a frequência cardíaca diminui e a circulação sanguínea melhora. Nos dias seguintes, o olfato e o paladar voltam a funcionar e a aparência da pele e o odor corporal se normalizam.

“Com o passar do tempo, os benefícios cardiovasculares continuam a aumentar: após um ano sem fumar, o risco de doença coronariana diminui significativamente e, após alguns anos, o risco de AVC também cai de forma importante, aproximando-se gradualmente ao de quem não fuma”, afirma a pneumologista.

A cada dois a sete anos, acontece o El Niño, um fenômeno climático que eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. O calor na região pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios e atrapalhar os padrões climáticos globais.

Em 2026, espera-se um “super El Niño”, um fenômeno climático mais extremo do que em anos anteriores. Estimativas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) avaliam que há chances de ele ser o mais forte já registrado. O grande risco são os eventos climáticos extremos, como chuvas ou secas mais intensas.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) Marcus Polette afirma que os eventos climáticos provocados pelo El Niño trarão riscos de inundações, deslizamentos e enxurradas a todas as zonas costeiras brasileiras.

“O El Niño modifica a circulação atmosférica e oceânica em escala global, alterando o regime de chuvas, as temperaturas e a frequência de eventos extremos. Em um cenário de mudanças climáticas, esses efeitos tendem a ser potencializados, tornando as cidades e os ecossistemas costeiros ainda mais expostos a secas, enchentes, tempestades, ondas de calor, erosão costeira e outros impactos ambientais e socioeconômicos”, explica Polette, que também é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

O risco se dá especialmente pela vulnerabilidade dessas regiões a pequenas alterações nas condições climáticasMudanças mínimas podem causar impactos significativos nos ecossistemas, nas cidades e nas atividades econômicas.

“No Brasil, a importância das zonas costeiras é ainda maior. Trata-se de uma região altamente urbanizada, onde se localizam grandes centros urbanos, importantes complexos portuários, polos turísticos, áreas industriais, pesqueiras e ecossistemas estratégicos, como manguezais, restingas, dunas, estuários e recifes de corais”, ressalta o pesquisador.

Os riscos do El Niño para cada região costeira

Região Sul

Uma das regiões que mais preocupam os cientistas é o Sul do Brasil, que tem uma configuração favorável à ocorrência de chuvas intensas. Em 2024, as precipitações bateram recordes históricos e causaram estragos de enormes proporções.

“O El Niño favorece uma configuração de bloqueio atmosférico. Isso significa que as frentes frias, ao chegarem ao continente, encontram uma área de alta pressão que dificulta seu avanço. Muitas vezes, elas acabam desviando para o oceano ou permanecem estacionadas sobre a Região Sul”, diz o professor Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).

O aumento de chuvas e a frequência de tempestades favorecem a ocorrência de enchentes, deslizamentos, erosão costeira, elevação do nível dos rios e sobrecarga dos sistemas de drenagem urbana. “Se as chuvas coincidirem com marés elevadas, o escoamento das águas para o oceano torna-se mais difícil, ampliando o risco de inundações nas cidades costeiras”, alerta Polette.

Região Norte e Nordeste

Em ambas as regiões, o cenário é contrário ao do Sul brasileiro. A principal preocupação diz respeito à diminuição de chuvas e ao aumento das temperaturas, fatores que ajudam a intensificar secas, queimadas, falta d’água e alterações em ecossistemas costeiros e marinhos.

As consequências podem prejudicar diretamente a pesca, a agricultura, o turismo e o modo de vida de comunidades tradicionais que dependem dos recursos naturais. “No Nordeste, soma-se ainda um fator de grande preocupação: o aquecimento das águas do oceano”, acrescenta o pesquisador do INPO. O aumento da temperatura põe em risco a saúde de corais e animais que vivem na costa local.

Região Sudeste

O Sudeste tende a sofrer com temperaturas mais altas, irregularidade das chuvas, ondas de calor mais frequentes, períodos de estiagem e eventos extremos concentrados.

“Nas áreas costeiras altamente urbanizadas, esses impactos são agravados pela impermeabilização do solo, pela ocupação de áreas suscetíveis a inundações, pela retirada da vegetação e por limitações nos sistemas de drenagem e saneamento”, aponta Polette.

Como o Brasil pode se preparar para os possíveis impactos climáticos

Ao contrário do aquecimento global, o El Niño é um fenômeno climático natural — por isso, não é possível impedir sua ocorrência. Entre as principais soluções para resistir aos efeitos dele, estão:

A avaliação dos especialistas é que o Brasil avançou na criação de soluções e se preparou, na medida do possível, para o aumento de eventos climáticos cada vez mais comuns no mundoNo entanto, ainda há limitações em planejamento urbano e infraestrutura, especialmente no âmbito municipal. “Mais do que responder às emergências, é necessário investir continuamente em prevenção e adaptação”, diz Polette.

“No caso do Brasil, temos muitos desafios porque somos bastante vulneráveis ao clima. Por outro lado, o país possui um sistema bastante robusto de monitoramento, como o Cemaden, que reúne informações sobre tipo de solo, relevo, regime de chuvas e áreas suscetíveis a desastres em praticamente todo o país. Na minha avaliação, o principal desafio hoje não é a falta de informação, mas o uso efetivo desses dados”, conclui Cecchini.

Uma expedição do rover Curiosity, da Nasa, no “Valle Grande”em Marte, revelou campos com texturas semelhantes a “favos de mel” no solo marciano. Na verdade, as estruturas não têm relação com abelhas e são chamadas de fraturas poligonais. Outros exemplares já haviam sido descobertos no planeta, mas nenhum com tamanha extensão como os deste local.

As formas geométricas têm entre 4 e 8 centímetros de diâmetro e foram capturadas pelas câmeras do Curiosity nos dias 19 e 20 de junho.

“Já vimos muitas paisagens fascinantes através das lentes do Curiosity, mas este mar de polígonos nos deixou sem fôlego”, afirma o cientista do projeto da missão, Ashwin Vasavada, em comunicado.

Outros exemplares encontrados anteriormente formaram-se a partir de lama úmida que secou e rachou no chão. No entanto, outros processos também podem contribuir para a produção de fraturas poligonais, como ciclos intensos de variação térmica (calor e frio). Ainda não se sabe exatamente do que são feitos os “favos de mel” mais recentes de Marte.

“Medimos cuidadosamente suas formas e composição química, e temos esperança de que os dados nos deem pistas sobre como essas formações se criaram”, diz Vasavada.

 

 

Ano após ano, a medicina tem avançado em diversas áreas. Estudos científicos pequenos e grandes são responsáveis pelo progresso que eleva as práticas clínicas do dia a dia, trazendo métodos mais eficazes e terapêuticas que permitem aos pacientes maiores chances de tratamento e cura.

Mas, como essas evidências são transformadas em decisões clínicas capazes de melhorar o tratamento dos pacientes?

De acordo com cardiologistas, não é simples implementar as novidades na prática. É preciso saber como interpretar esses estudos e ter senso crítico, fazer uma tradução das publicações para aplicar em diretrizes e protocolos e integrar a melhor evidência disponível com os valores e as preferências do paciente.

O coordenador de Cardiologia da Rede D’Or em São Paulo, regional Oeste, Fábio Augusto De Luca, explica que esse ciclo que só se fecha quando os desfechos para os pacientes são comprovados na prática.

“Não basta adotar uma conduta nova, é preciso acompanhar se ela está de fato reduzindo mortalidade, complicações e reinternações, ou melhorando a qualidade de vida. Quando o médico se mantém atualizado, a instituição estrutura protocolos e o resultado é monitorado. Assim, a evidência científica deixa de ser um artigo em uma revista e vira o que realmente importa: um paciente melhor cuidado”, destaca.

De Luca esclarece que nem todo estudo tem o mesmo peso: ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises estão no topo. As sociedades médicas fazem o trabalho de filtragem e consenso, e as instituições de saúde transformam dados científicos em rotinas.

A médica Jacqueline Miranda, chefe de cardiologia do Hospital Copa D’Or, alerta que uma grande dificuldade ao disseminar as evidências publicadas é transformar as informações em mudanças, ações e procedimentos médicos do dia a dia clínico.

“Existe uma coisa chamada inércia terapêutica, que é quando o médico conhece a evidência, sabe que aquilo é novo, mas tem dificuldade de mudar a sua prática clínica, de incorporar aquela evidência na rotina”, explica.

O caminho entre a publicação científica e o consultório será tema central do Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or 2026, que acontece de 6 a 8 de agosto no Rio de Janeiro.

Todas as descobertas científicas chegam ao paciente?

Segundo De Luca, nem todo avanço científico chega ao consultório. “Na verdade, apenas uma pequena parte das pesquisas consegue demonstrar benefícios suficientes para modificar a prática clínica. Uma evidência só passa a fazer parte da rotina médica quando seus resultados são consistentes, reproduzidos por outros estudos e mostram que o benefício para o paciente supera claramente os riscos”, diz.

Geralmente, o tempo de incorporação é bastante variável e pode levar, em média, entre cinco e 10 anos. Mas quando um estudo demonstra impacto importante na redução de mortalidade ou hospitalizações, por exemplo, a incorporação pode ocorrer em menos de dois anos.

 

saúde bucal contribui para a mastigação, a fala e o bem-estar do organismo. No dia a dia, hábitos aparentemente inofensivos, como roer as unhas, podem prejudicar dentes e gengivas, alerta o cirurgião-dentista Hugo Roberto Lewgoy.

7 hábitos que podem prejudicar dentes e gengivas

“Esses hábitos não devem jamais ser realizados, pois, podem provocar fraturas no esmalte dental (capacete protetor dos dentes) e danos à dentina (parte mais interna dos dentes) e polpa (popularmente conhecido como nervo, mas que na realidade é um tecido irrigado por vasos sanguíneos e filamentos nervosos)”, explica o profissional.

Escovar os dentes com escovas dentais muito duras prejudica a saúde bucal

Cuidados no dia a dia

Segundo o cirurgião-dentista, hábitos como morder tampa de caneta ou mascar gelo são muito perigosos e podem causar fraturas e/ou necessidade de tratamentos endodônticos (tratamento de canal) devido a instalação de processos inflamatórios.

Até mesmo o que parece saudável pode causar danos. “Escovar os dentes com escovas dentais muito duras pode causar a abrasão de esmalte (desgaste) e retração gengival (recessão). Da mesma forma, a utilização de fio dental sem controle, quando a pessoa fica dando uma verdadeira ‘estilingada’ na gengiva não é adequado”, alerta Hugo.

Dicas para manter dentes e gengivas saudáveis

De acordo com o profissional, a higiene bucal deve ser realizada de forma suave e com escovas dentais de boa qualidade, que tenham um grande número de cerdas.

Também é indicado substituir as escovas no máximo a cada três meses, diz o consultor científico da Curaden Swiss e especialista, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).

Orientamos que os pacientes realizem a escovação segurando o cabo com a ponta dos dedos. Isto vai evitar uma força exagerada, suavizando a escovação”, afirma Hugo Roberto.

Não é recomendado escovar os dentes com movimentos horizontais de vai e vem. O ideal é fazer movimentos circulares e vibratórios, rápidos e sem força, limpando cada dente individualmente em todas as suas faces aparentes.

Um homem, identificado como Marciel Dias dos Santos (imagem em destaque), foi preso, nesse sábado (1º/8), suspeito de matar, esquartejar e abandonar as partes do corpo de uma mulher em diversas lixeiras de São José do Rio Preto (SP). Ele é açougueiro, tem 29 anos e possui antecedentes criminais por violência doméstica.

A Polícia Civil de São Paulo apura o caso como homicídio e ocultação de cadáver.


				Açougueiro é preso por esquartejar mulher e jogar corpo em lixeiras
A perícia identificou uma grande quantidade de sangue oculto no imóvel onde o suspeito morava. Segundo a polícia, os vestígios indicam que o investigado tentou esconder as marcas do crime, lavando o local e até pintando as paredes para disfarçar a presença de sangue.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Marciel confessou que conheceu a mulher poucos dias antes em uma praça e a levou até a casa onde mora para um suposto encontro.

Corpo foi esquartejado dentro de uma marmitaria

O crime ocorreu em 25 de julho, e o corpo desmembrado foi localizado por um funcionário de uma marmitaria dois dias depois. A necropsia apontou que a vítima, além de ter sido desmembrada, apresentava diversas perfurações no peito.

O corpo foi encontrado esquartejado dentro de uma lixeira usada por uma marmitaria em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, na manhã de segunda-feira (27/7).

Segundo a Polícia Militar (PM), uma equipe foi acionada para uma averiguação na Rua Aerópago de Itambé, no bairro Jardim Estoril, após um funcionário encontrar um pé dentro do lixo.

Outras partes do corpo foram encontradas pela polícia.

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