AO VIVO

Rádio Vitório FM - Transmissão ao vivo

Sua rádio de todos os momentos

 

 

Uma descoberta que começou na década de 1980 acaba de render um dos maiores reconhecimentos da ciência mundial. Os pesquisadores Swee Lay Thein, do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI), e Stuart Orkin, da Universidade de Harvard, receberam o Prêmio Breakthrough em Ciências da Vida pela pesquisa básica que permitiu a criação do Casgevy.

O tratamento utiliza a ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR para enfrentar a anemia falciforme e a beta-talassemia, doenças que causam dores intensas e podem ser fatais.

A cerimônia ocorreu em Los Angeles no último sábado (18/4) e celebrou o impacto direto da tecnologia na saúde humana. O tratamento funciona de maneira precisa ao desativar um único gene específico, o que permite ao corpo produzir células saudáveis novamente. Para pacientes que sofrem com crises de dor e danos em órgãos vitais, a inovação representa uma mudança completa na qualidade de vida.

Segredo escondido no sangue dos bebês

A base dessa revolução científica surgiu da observação de um fato curioso. A médica Janet Watson notou anos atrás que bebês com tendência à anemia falciforme não apresentavam sintomas logo ao nascer. O problema só aparecia meses depois.

O motivo é que os recém-nascidos produzem a hemoglobina fetal, que protege as células sanguíneas. Conforme a criança cresce, o corpo troca esse tipo pela hemoglobina adulta, que é onde a doença se manifesta.

Ao estudar famílias que tinham versões mais leves da doença, Swee Lay descobriu que algumas pessoas continuavam produzindo a versão fetal por toda a vida. Ela identificou que um gene chamado BCL11A funciona como um interruptor que desliga a produção da hemoglobina protetora.

“Comecei a reunir famílias para desvendar a genética por trás disso e parecia óbvio que eles tinham uma capacidade natural de continuar produzindo hemoglobina fetal”, explicou Swee Lay à Live Science sobre o início da jornada.

A estratégia então passou a ser reprimir esse interruptor para garantir que o sangue saudável continuasse circulando mesmo na fase adulta.

Desafios e o futuro da edição genética

Embora o Casgevy seja considerado uma cura funcional, o processo ainda é complexo e caro. A terapia exige a retirada de células da medula óssea, a edição em laboratório e a reinfusão no paciente após sessões de quimioterapia.

Fisicamente, é muito desgastante para quem recebe o tratamento e o custo alcança a casa dos milhões de dólares, o que dificulta o acesso em regiões com menos recursos.

Os cientistas agora buscam formas de simplificar o avanço. A ideia é desenvolver métodos que permitam aplicar a edição genética diretamente no paciente através de uma injeção, sem a necessidade de internações longas. O objetivo agora é garantir que a descoberta chegue a quem mais precisa de forma simples e acessível.

Uma múmia de cerca de 700 anos encontrada no planalto andino da Bolívia está reescrevendo a história de doenças infecciosas nas Américas. A partir da análise de DNA antigo, pesquisadores identificaram a presença de uma bactéria altamente contagiosa responsável por infecções como dor de garganta e escarlatina, chamada cientificamente de “Streptococcus pyogenes”, em um indivíduo que viveu séculos antes da chegada dos europeus ao continente americano.

A descoberta da bactéria é de um homem que viveu entre os anos de 1283 e 1383, publicada na revista Nature, sendo a primeira evidência confirmada do streptococcus do Grupo A em restos humanos antigos. Por não terem registros diretos do patógeno em populações pré-colombianas, existam dúvidas sobre a sua origem e disseminação.

O que o DNA revelou sobre a bactéria

A análise genética foi feita a partir de um dente da múmia, onde os cientistas conseguiram reconstruir a maior parte da evidência genômica da bactéria, que consiste em um estudo do DNA completo de um organismo, funcionando como prova molecular que permite mapear e entender as características biológicas, evolutivas e até a capacidade de causar doenças.

Os resultados mostraram que a cepa antiga é muito semelhante às atuais, que infectam a garganta. Os pesquisadores destacam que essa linhagem possui capacidade de causar doença e que o período coincide com a ocupação humana dos Andes, o que levanta a hipótese de que o contato com novos ambientes e animais influenciou na disseminação do patógeno.

Quem era a múmia boliviana?

Os restos pertencem a um jovem adulto do sexo masculino, encontrado em uma torre funerária usada por povos andinos, chamada de “chullpa”. Ele viveu durante o chamado Período Intermediário Tardio, fase marcada por transformações sociais após o declínio da civilização Tiwanaku e antes da ascensão do Império Inca.

Segundo os pesquisadores, o indivíduo apresentava características típicas da época. E, partir de análises ósseas, constatou-se que ele tinha um estado nutricional abaixo da média, o que pode ter afetado sua imunidade e favorecido presença da bactéria .

O que isso muda na história das doenças?

O caso da múmia boliviana reforça a hipótese de que alguns patógenos já circulavam nas Américas há milhares de anos, possivelmente acompanhando as migrações humanas, o que muda a forma como a ciência entende a origem de doenças tradicionalmente associadas à chegada dos europeus ao continente. Ainda assim, os pesquisadores destacam que não é possível determinar quais doenças afetaram o indivíduo analisado nem a causa de sua morte. Por ser o primeiro registro desse tipo em restos antigos, o estudo abre caminho para novas investigações, com a comparação de genomas de diferentes regiões do mundo para mapear a evolução da bactéria.

 

A chegada dos 50 anos marca um período em que o corpo exige uma atenção mais estratégica. Não se trata apenas de estética, mas de manutenção da funcionalidade. Segundo o cirurgião vascular Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), pequenas mudanças na rotina — como o fortalecimento muscular e o combate ao sedentarismo — são decisivas para garantir independência, saúde mental e a prevenção de complicações vasculares graves.

Entenda

Sincerely Media/UnsplashImagem mostra pés de tênis andando no asfalto - Metrópoles
Conhecida por ser uma atividade física democrática, a caminhada pode melhorar a circulação sanguínea e auxiliar na perda de peso corporal

A força que vem das pernas

O fortalecimento dos membros inferiores é o principal aliado contra a sarcopenia. Segundo Herik Oliveira, esse cuidado vai além da mobilidade: “Fortalecer as pernas ajuda no controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e até na oxigenação cerebral, auxiliando no tratamento de demências”. Além disso, músculos fortes atuam como uma “bomba” que impulsiona o sangue de volta ao coração, prevenindo inchaços e varizes.

Caminhada: o combustível da disposição

Manter o hábito de caminhadas leves é uma das formas mais eficazes de combater o estresse e a ansiedade, melhorando inclusive a qualidade do sono. O exercício estimula a circulação e ativa a musculatura, garantindo que o corpo permaneça ágil e equilibrado, o que é fundamental para a prevenção de quedas e fraturas.

O perigo do hábito de ficar sentado

O sedentarismo é um vilão silencioso para a saúde vascular. Ficar sentado por longos períodos prejudica o retorno venoso e reduz a queima calórica. A recomendação do especialista é clara: levante-se e movimente-se por pelo menos cinco minutos a cada hora.

“A postura prolongada pode causar dores, fadiga muscular e até alterar o humor”, alerta Oliveira.

Dicas práticas para o dia a dia

Para quem busca começar, o médico sugere hábitos simples que podem ser incorporados à rotina:

A fim de melhorar a qualidade de vida da população e manter a cidade limpa, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Convívio Urbano (SPCU) intensificou os trabalhos de capinação e retirada de lixo na cidade; além da coleta que já ocorre no dia a dia, os funcionários têm se dedicado a mutirões específicos, como no bairro São Cristóvão, por exemplo.

Para Lúcia Tavares, que é moradora antiga do local, a medida veio a calhar, pois funcionará como forma de “acelerar” a limpeza nas vias. “Muitas vezes a gente sofre com as metralhas nas ruas, que podem atrair bichos, como ratos e escorpiões, né? É bom saber que isso tá sendo visto logo”, disse.

O secretário municipal de Urbanismo Geraldo Netto explicou que foi montado um cronograma especial e que vias como a Avenida 20 de agosto recebem no momento o foco dos serviços. “Nossa missão é identificar os lugares onde o recolhimento do lixo e capinação são mais urgentes e montar equipes especiais para que estes serviços sejam agilizados, além, claro de manter a coleta diária em dia e tudo isso sem esquecer o bem-estar de nossa equipe de colaboradores; mas acredito que já avançamos muito e seguimos neste caminho a cada dia”, declarou o secretário.

Para a prefeita Tia Júlia, manter Palmeira dos Índios limpa é cuidar da população, por isso, houve um alinhamento das ações para que o processo de limpeza das vias fosse agilizado. “Agradeço muito a toda nossa equipe de colaboradores que está se empenhando neste processo, pois sei da luta diária de quem trabalha na limpeza de nossa cidade”, declarou a prefeita.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores irnaniano, Esmaeil Baqaei (foto em destaque), afirmou nesta segunda-feira (24/4) que não há planos para uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos.

De acordo com ele, o bloqueio norte-americano ao Estreito de Ormuz e a apreensão de um navio de carga na região são “claras violações do cessar-fogo”.

Durante coletiva de imprensa, Baqaei afirmou que não há “planos para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a esse respeito”. Segundo ele, a postura dos EUA não condizem com uma busca a um processo diplomático.

“Ainda não tomamos nenhuma decisão sobre a próxima rodada de negociações. Os Estados Unidos estão se engajando em ações que de forma alguma demonstram seriedade na busca de uma via diplomática, enquanto simultaneamente afirmam estar engajados na diplomacia”, alegou o porta-voz.

Ainda segundo o funcionário do regime iraniano, “não há coerência entre as palavras e as ações” dos Estados Unidos, o que “só aumenta a desconfiança do Irã em relação a todo o processo“.

O Oriente Médio enfrenta uma escalada das hostilidades desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A ação ocasionou em ataques retaliatórios e no fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial.

A quase dois meses do conflito, os países tentam negociar um acordo de cessar-fogo e a reabertura da passagem marítima.

Intermediada pelo Paquistão, EUA e Irã chegaram a ter uma primeira rodada de negociações em que anunciaram uma trégua de 20 dias nas hostilidades.

A pausa foi interrompida após o Irã acusar Israel de romper o cessar-fogo ao manter ataques ao Líbano. Agora, o Paquistão tenta mediar uma segunda reunião com os principais atores do conflito.

“O Irã tomará a decisão necessária quanto à continuidade deste curso com precisão e levando em consideração seus interesses nacionais”, acrescentou Baqaei. Ele não acredita em “prazos ou ultimatos para garantir os interesses nacionais” do Irã e que não foram responsáveis por começar a guerra.

“Sem dúvida, se os Estados Unidos e a entidade sionista embarcarem em uma nova aventura, nossas forças armadas estarão prontas para nos defender”, destacou.

As declarações foram feitas após o sequestro de um navio cargueiro do Irã que tentou furar o bloqueio norte-americano nas águas do Golfo de Omã, nesse domingo (19/4).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, em publicação na redes sociais, que o navio está sob custódia dos EUA.

Segundo o chefe da Casa Branca, o navio M/V Touska “está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido ao seu histórico de atividades ilegais”.

 

Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel, se entregou na 34ª DP (Bangu) e foi presa, na manhã desta segunda-feira (20), após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar novamente sua prisão preventiva.

A apresentação à polícia ocorreu após o ministro Gilmar Mendes rejeitar recursos da defesa que tentavam reverter a ordem de prisão.

A decisão do decano da Suprema Corte analisou embargos apresentados pelos advogados de Monique, que apontavam supostas contradições no restabelecimento da custódia.

Gilmar Mendes afirmou que a privação de liberdade não prejudica o direito à ampla defesa, ressaltando que a ré poderá se preparar para o julgamento mesmo estando presa.

Adiamento julgamento

O julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, sofreu um novo adiamento após a defesa do padrasto de Henry abandonar o plenário do II Tribunal do Júri.

A magistrada do caso, Elizabeth Machado Louro, considerou a manobra da defesa de Jairinho como um ato atentatório contra a dignidade da justiça.

Relembre caso

Henry Borel foi morto aos 4 anos no dia 8 de março de 2021. O laudo do IML identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.

Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica.

Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.

O novo julgamento está previsto para ocorrer no final de maio.

Sete pessoas morreram após uma batida entre dois carros na noite de domingo (19), na BA-148, em um trecho que liga as cidades de Boninal e Seabra, na Chapada Diamantina. De acordo com a Polícia Civil, ainda não há informações sobre as causas do acidente. Os dois veículos colidiram de frente.

Os corpos das vítimas foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região. Os nomes ainda não foram divulgados. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial (DT) de Seabra.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Seabra lamentou o ocorrido, se solidarizou com os familiares das vítimas e informou que está à disposição para prestar apoio às famílias.

Autoridades sanitárias da Índia apreenderam mais de 260 canetas suspeitas de falsificação do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes e obesidade. A operação ocorreu no estado de Haryana, no norte do país, durante uma investigação sobre a produção e venda irregular do produto.

As canetas foram encontradas dentro de um veículo nos arredores de Nova Delhi. Duas pessoas foram presas sob suspeita de fabricar e comercializar as versões falsificadas do medicamento.

Segundo autoridades locais, o principal investigado não possuía licença farmacêutica e produzia os produtos em uma propriedade privada. A suspeita é de que as canetas eram vendidas pela internet com desconto de cerca de 27% em relação ao preço do medicamento original.

Matéria-prima teria sido comprada em plataforma online

Durante as buscas, os fiscais também encontraram grandes quantidades de matéria-prima usada na fabricação dos produtos, além de rótulos do Mounjaro produzidos localmente. O material apreendido foi avaliado em cerca de 7 milhões de rúpias, o equivalente a aproximadamente R$ 420 mil reais.

As autoridades afirmam que os peptídeos utilizados na produção teriam sido adquiridos de fornecedores que anunciam na plataforma chinesa de comércio eletrônico Alibaba. Também há indícios de que as canetas eram comercializadas em um marketplace indiano.

A investigação apontou ainda problemas no armazenamento dos produtos e diferenças na rotulagem quando comparadas ao medicamento original, como variações no tamanho das fontes e em outros detalhes das embalagens.

Amostras das canetas foram enviadas para laboratórios governamentais para análise. As autoridades investigam se os produtos são de fato falsificados e apuram o alcance da rede de distribuição.

Em qualquer interação humana, desde uma conversa informal até uma reunião profissional, há um elemento simples, mas extraordinariamente influente: o nome.

Dale Carnegie, em seu livro Como fazer amigos e influenciar pessoas (1936), afirmava que o nome de uma pessoa é para ela “o som mais doce e importante”. Independentemente do idioma. Podemos estar distraídos, olhando para o celular, andando pela rua pensando em outra coisa… Mas se alguém pronuncia nosso nome, nossa atenção é ativada imediatamente, mesmo que não reconheçamos a voz.

Chamar alguém pelo nome durante uma conversa não é um gesto trivial. Trata-se, antes, de uma ferramenta psicológica e neurológica que potencializa a atenção, reforça a conexão interpessoal e, em muitos casos, melhora a comunicação.

Esse fenômeno não é apenas uma intuição social. Como veremos a seguir, estudos de neurociência, psicologia social e comunicação comprovam que o uso do nome próprio faz com que nosso cérebro reaja de forma única, com efeitos que podem transformar radicalmente a interação interpessoal.

O nome como ímã de atenção

Uma das descobertas mais claras vem de estudos de neuroimagemquando ouvimos nosso próprio nome, o cérebro é ativado de forma específica. São estimuladas áreas do córtex temporal e frontal envolvidas no reconhecimento pessoal e no processamento social, com uma resposta maior do que quando ouvimos outros nomes.

O padrão de ativação não é por acaso: nosso nome é um dos estímulos mais relevantes para o nosso cérebro desde a infância, o que explica por que ele capta imediatamente nossa atenção, mesmo quando não estamos prestando atenção conscientemente. É como um interruptor cerebral.

Identidade, reconhecimento e respeito

A psicologia social aponta que o nome próprio não é apenas um rótulo arbitrário: representa uma parte fundamental da identidade da pessoa.

Quando nos dirigimos a alguém usando seu nome, transmitimos reconhecimento, personalização e respeito por sua singularidade.

Esse efeito se traduz, na prática, em maior receptividade do interlocutor. O uso do nome pode fazer com que a outra pessoa se sinta ouvida, valorizada e considerada, ingredientes essenciais em qualquer relação, seja ela pessoal ou profissional.

Potencializador de conexões e relacionamentos

Diversos estudos mostram que lembrar e usar o nome de alguém favorece relações mais sólidas. De acordo com pesquisas em psicologia social, o uso deliberado de nomes pode facilitar interações mais positivas, promover a inclusão e gerar laços mais fortes em diversos contextos.

Esse mecanismo é particularmente útil em situações de networking, ensino, liderança e atendimento ao cliente, onde estabelecer uma conexão rápida e autêntica pode fazer a diferença.

Psicologia e sensibilidade social

Algumas pesquisas recentes exploraram fenômenos menos intuitivos relacionados ao nome. Por exemplo, foi proposto o conceito de alexinomia, que descreve a dificuldade ou ansiedade que algumas pessoas experimentam ao usar nomes próprios na interação social. Essa reação pode se manifestar tanto ao se dirigir a outras pessoas pelo nome quanto ao ouvir o próprio nome, e não deve ser confundida com simples dificuldades de memória.

Esse fenômeno psicológico pode dificultar o estabelecimento de relações fluidas e revela até que ponto o nome está carregado de significado emocional em nossas interações.

Sugere ainda que, embora o uso do nome possa ser benéfico, nem sempre é neutro na interação social. Fatores emocionais, como os descritos na alexinomia, podem influenciar a forma como o nome é percebido e utilizado, razão porque seu uso requer um certo grau de sensibilidade interpessoal.

O nome e a percepção social

Além da atenção e da conexão, os nomes também podem influenciar as percepções sociais. Pesquisas em psicologia social observaram que os nomes podem estar associados, em alguns casos, a percepções sobre traços pessoais como competência, popularidade ou inteligência.

Por exemplo, estudos demonstraram que certos nomes percebidos como mais clássicos ou convencionais tendem a ser associados a maior competência ou confiabilidade, enquanto nomes menos comuns ou mais modernos podem ser associados a traços como criatividade, mas também a menor seriedade em contextos formais.

Embora esses tipos de efeitos possam ser culturais ou contextuais, eles refletem como os nomes, além de identificar, podem influenciar nossa percepção social dos outros.

Boas práticas: uso equilibrado do nome

O uso do nome não garante sucesso automático na comunicação. Na verdade, especialistas em comunicação alertam que seu uso excessivo ou artificial pode prejudicar a conexão genuína, podendo ser percebido como forçado ou manipulador.

Por isso, a verdadeira arte está em integrá-lo de forma natural e respeitosa, ajustando o uso do nome à situação comunicativa e ao estilo pessoal de cada interlocutor.

Usá-lo com critério e humanidade

Chamar as pessoas pelo nome não é uma questão menor: é uma prática respaldada pela neurociência e pela psicologia social que ativa a atenção, potencializa a empatia e reforça a identidade pessoal dentro da interação. Desde o atendimento ao cliente até o ensino ou a liderança, saber usar o nome de forma adequada pode ser uma ferramenta poderosa para construir relações mais humanas, respeitosas e eficazes.

Em um mundo onde a comunicação pessoal autêntica é cada vez mais valorizada, o nome próprio surge como um elemento central para estabelecer conexões significativas. Usá-lo com empatia e precisão pode fazer a diferença entre uma conversa que passa despercebida e uma que realmente causa impacto.

Nesta segunda-feira, os movimentos astrológicos poderão influenciar os nativos de diferentes formas, trazendo uma combinação de clareza mental, agitação interna e oportunidades de diálogo. As energias do dia tenderão a favorecer a comunicação, a troca de ideias e a busca por soluções práticas, mas também exigirão atenção redobrada com ações impulsivas e distrações. A seguir, confira as previsões do horóscopo para o seu signo e descubra o que os astros reservam para você!

Áries

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de áries dentro, centralizado em um fundo preto
Os arianos terão a oportunidade de fechar acordos, realizar contatos importantes e aprender assuntos que facilitem a rotina (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você sentirá facilidade para organizar os pensamentos e transmitir as ideias com clareza. Logo, será um bom dia para realizar contatos importantes, fechar acordos e aprender assuntos que facilitem a rotina. Aproveite também as boas energias da segunda-feira para resolver pendências por meio do diálogo e fortalecer a harmonia com pessoas próximas.

Touro

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de touro dentro, centralizado em um fundo preto
Ideias novas poderão aumentar a produtividade dos taurinos nesta segunda-feira (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você buscará investir no diálogo para resolver questões ligadas às finanças. Para melhorar, ideias novas poderão surgir, aumentando a sua produtividade e o(a) ajudando a organizar melhor os gastos e negociar acordos. No processo, apenas evite se distrair com muitos assuntos ao mesmo tempo.

Gêmeos

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de gêmeos dentro, centralizado em um fundo preto
Será importante que os geminianos invistam em iniciativas diferentes do habitual (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Novas ideias poderão surgir nesta segunda-feira, mudando a sua forma de agir. Ao mesmo tempo, essa situação possivelmente levará a agitação interna. Portanto, será preciso agir com flexibilidade para aproveitar as oportunidades, mas sem se deixar levar por ilusões. Além disso, procure investir em iniciativas diferentes do habitual para fortalecer a confiança.

Câncer

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de câncer dentro, centralizado em um fundo preto
Nesta segunda-feira, os cancerianos deverão evitar decisões precipitadas (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Os momentos de isolamento e silêncio poderão trazer revelações importantes, mas também imprevistos que irão alterar os seus planos. Por isso, será importante investir na agilidade para lidar com situações fora do seu controle. Ao mesmo tempo, procure evitar decisões precipitadas e observar as mudanças repentinas como oportunidades para se libertar de preocupações antigas.

Leão

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de leão dentro, centralizado em um fundo preto
Os leoninos desejarão renovar o círculo de amizades e se envolver em atividades coletivas (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você desejará renovar o círculo de amizades e se envolver em atividades coletivas. Inclusive, o dia será propício para trocar ideias com novas pessoas, o que poderá abrir caminho para parcerias e planos capazes de transformar a sua visão de futuro. Aproveite essa abertura social para se comunicar com mais liberdade.

Virgem

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de virgem dentro, centralizado em um fundo preto
Os virginianos poderão ganhar o reconhecimento de colegas e superiores (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Haverá o desejo de se destacar na carreira. Inclusive, será um dia favorável para expor as ideias com clareza e buscar o reconhecimento de colegas e superiores. Aproveite as boas energias desta segunda-feira para organizar as metas profissionais e planos de longo prazo. Além disso, procure usar a sua boa comunicação para resolver questões importantes no trabalho.

Libra

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de libra dentro, centralizado em um fundo preto
Os librianos sentirão a necessidade de buscar novos conhecimentos e expandir os horizontes por meio de estudos e viagens (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você sentirá a necessidade de buscar novos conhecimentos e expandir os horizontes por meio de estudos e viagens. Para ajudar, a sua mente estará mais aberta e curiosa, permitindo que compreenda diferentes pontos de vista e resolva questões burocráticas. Aproveite a clareza mental do dia para planejar o futuro com otimismo.

Escorpião

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de escorpião dentro, centralizado em um fundo preto
Os escorpianos buscarão compreender emoções profundas e conversar sobre assuntos que envolvam acordos com terceiros (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Nesta segunda-feira, você desejará compreender emoções profundas e conversar sobre assuntos que envolvam acordos com terceiros. Inclusive, a agitação mental do dia poderá fazer com que tente resolver pendências burocráticas. No processo, procure ser objetivo(a) para não se perder em suposições.

Sagitário

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de sagitário dentro, centralizado em um fundo preto
Os relacionamentos ganharão destaque na segunda-feira dos sagitarianos (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você buscará equilibrar os relacionamentos. No entanto, poderão surgir desconfianças no processo. Diante disso, será preciso investir no diálogo para resolver os possíveis mal-entendidos, evitando que sentimentos confusos prejudiquem a harmonia das relações. Ademais, procure encarar as verdades difíceis com honestidade para fortalecer os laços afetivos.

Capricórnio

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de capricórnio dentro, centralizado em um fundo preto
O dia pedirá que os capricornianos mantenham o foco e equilibrem a necessidade de liberdade com a disciplina (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você estará mais desatento(a) nesta segunda-feira. Além disso, poderão ocorrer tensões e insatisfações na rotina de trabalho. Diante desse cenário, será preciso manter o foco para não cometer erros e equilibrar a necessidade de liberdade com a disciplina.

Aquário

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de aquário dentro, centralizado em um fundo preto
Será fundamental que os aquarianos busquem entender o que realmente lhes traz prazer (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Você poderá se sentir insatisfeito(a) nos momentos de lazer. Será importante entender o que realmente lhe traz prazer, mas sem se deixar levar por impulsos que possam gerar desconfortos nos relacionamentos ou projetos pessoais. Para isso, procure ter consciência sobre as suas motivações internas.

Peixes

Ilustração de um círculo azul, com o símbolo de peixes dentro, centralizado em um fundo preto
Os piscianos precisarão encarar as frustrações do dia com honestidade e expressar as suas necessidades com clareza (Imagem: Yulia Kostenko | Shutterstock)

Poderá haver uma certa tensão entre as responsabilidades familiares e os desejos internos, o que tenderá a provocar discussões e um sentimento de incompreensão no ambiente doméstico. Diante disso, será importante encarar as frustrações com honestidade e expressar as suas necessidades com clareza. Essas atitudes ajudarão a evitar conflitos desnecessários.

Equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) fazem, na manhã desta segunda-feira, uma operação na comunidade do Vidigal, Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação é resultado de um trabalho conjunto de inteligência e cooperação interestadual, segundo a Polícia Civil. Houve confronto na região. A Avenida Niemeyer foi interditada nos dois sentidos na altura da Passarela do Vidigal entre 6h30 e 7h. Um grupo de turistas que acompanhava o nascer do sol ficou "ilhado" no Morro Dois irmãos. Por volta das 7h20, quando o tiroteio arrefeceu, eles começaram a descer a trilha.

— Assustadora (a experiência) um pouco. A gente sempre ouviu falar que era tranquilo. A gente sempre quis fazer essa trilha. Fomos pegos muito de surpresa quase na hora de a gente descer começamos a escutar (os tiros). Ficamos bem apavorados, eram muitos tiros. Teve um helicóptero que passou perto da gente. Não dá para ter noção do que está acontecendo aqui embaixo. Bem assustador — disse Stephanie Andrade, de 27 anos, que é de São Paulo e esteve na trilha pela primeira vez.

De acordo com ela, parentes, ao verem a imagem do grupo ilhado, começaram a mandar mensagens, preocupados:

— Falamos que está tudo bem. A gente conseguiu descer tranquilo, que era o que a gente queria.

A portuguesa Matilda Oliveira disse que algumas pessoas agacharam enquanto os tiros eram disparados.

— A única coisa que nós ouvimos foi o tiroteio, mas estava do outro lado da pedra. E depois passou o helicóptero — contou.

Segundo o Rio Ônibus, sete linhas tiveram seus itinerários desviados na região do Vidigal para a segurança de rodoviários e passageiros. Por volta das 7h30m, a operação começou a se normalizar.

Moradores do Vidigal relataram, por meio de redes sociais, que um intenso tiroteio começou logo no início da manhã. Vídeos que circulam em redes sociais mostram um helicóptero da polícia sobrevoando a comunidade.

De acordo com o Bom Dia Rio, da TV Globo, o objetivo da operação é prender um traficante conhecido como Dadá, chefe do Comando Vermelho no sul da Bahia. A ação é coordenada Pelo Ministério Público baiano. Ainda conforme a TV Globo, Dadá conseguiu fugir por uma passagem secreta na residência onde estava, deixando para trás a família.

A crença de que a água elimina escorpiões não se sustenta na prática. Os animais conseguem sobreviver completamente submersos por longos períodos e, em vez de serem eliminados, muitas vezes acabam deslocados para dentro das casas — principalmente quando encontram ambientes desorganizados, com abrigo e alimento disponíveis.

De acordo com o professor de Biologia Rodrigo Basilio, do Colégio Objetivo de Brasília, a resistência dos escorpiões à água é maior do que muita gente imagina.“Eles conseguem sobreviver à submersão total. Em média, os aracnídeos suportam entre 24 a 48 horas debaixo d’água”, explica.

O especialista destaca que, em condições específicas, o tempo pode ser ainda maior. “Alguns registros científicos mostram indivíduos sobrevivendo mais em estado de dormência”, afirma.

A explicação está no funcionamento do organismo. Diferente dos insetos, os escorpiões possuem pulmões foliáceos, estruturas que realizam trocas gasosas. Durante a submersão, o metabolismo desacelera de forma intensa, reduzindo a necessidade de oxigênio.

Além disso, o corpo também contribui para a sobrevivência. “A cutícula do escorpião é hidrofóbica, o que pode aprisionar uma pequena bolha de ar junto aos estigmas, funcionando como um ‘plastrão’ temporário”, detalha Basilio.

Água pode facilitar a entrada nas casas

Apesar da resistência, a água não é inofensiva em todas as situações. Correntes fortes podem causar danos, mas, no ambiente urbano, o efeito mais comum é outro: o deslocamento.

“Em cidades, a água atua como um facilitador logístico. Enchentes desalojam os escorpiões e forçam a subida para a superfície, aumentando a entrada em residências”, explica Basilio.

O especialista também chama atenção para o papel das tubulações. “Como conseguem prender a respiração e são ótimos escaladores, eles utilizam a rede de esgoto para se deslocar. A água passando pelo ralo não os mata”, afirma.

Desorganização cria abrigo e alimento

Se a água ajuda no deslocamento, a desorganização dentro de casa cria o ambiente ideal para a permanência. Segundo o professor Marcello Lasneaux, da Heavenly International School, em Brasília, o problema está na combinação de fatores.

“Desorganização é um prato cheio para acolhimento de escorpiões: mais abrigos, mais alimentos e menos controle”, afirma.

Locais escuros, úmidos e pouco movimentados são os preferidos desses animais. Ralos, frestas e rachaduras, além de espaços atrás de móveis e eletrodomésticos, funcionam como esconderijos frequentes.

O acúmulo de objetos também contribui diretamente para o risco. “Essa combinação entre lugar para morar e lugar para comer é implacável para que se alojem nesses espaços”, destaca Lasneaux.

Imagem colorida de escorpião escondido em roupa

Outro fator decisivo é a oferta de alimento. Escorpiões são predadores e se alimentam principalmente de baratas, grilos e aranhas. A presença constante de insetos dentro de casa é um chamariz para que os escorpiões entrem e permaneçam no ambiente.

Além disso, algumas espécies tornam o problema ainda mais grave. O Tityus serrulatus, considerado o mais perigoso no país, pode se reproduzir sem a presença de machos, o que acelera infestações dentro de residências.

Organização é a principal forma de prevenção

Diante da resistência dos animais, medidas simples fazem diferença. Reduzir esconderijos e eliminar fontes de alimento são estratégias centrais para evitar a presença de escorpiões.

“É fundamental descartar objetos que não têm utilidade, controlar insetos e vedar possíveis pontos de entrada, como ralos e frestas”, orienta Lasneaux.

O uso de tampas protetoras em ralos, a limpeza frequente — inclusive em áreas pouco acessadas — e a organização dos ambientes ajudam a reduzir de forma significativa o risco.

A combinação entre adaptação biológica e facilidade de abrigo nas cidades explica por que os escorpiões continuam sendo um problema recorrente. Entender como eles sobrevivem e onde se escondem é o primeiro passo para manter distância desses animais.

Um tsunami de 80 centímetros atingiu um porto no norte do Japão nesta segunda-feira (20/4), após um forte terremoto de magnitude 7,5. A onda foi observada às 17h34 da hora local na cidade de Kuji, província de Iwate, segundo a Agência Meteorológica do Japão.

O tremor teve epicentro no Oceano Pacífico e ocorreu a 10 quilômetros de profundidade. A agência disse, ainda, que ondas de até 3 metros poderiam alcançar partes das ilhas de Honshu e Hokkaido.

Falando a repórteres, a primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o governo havia criado uma força-tarefa de emergência e pediu que os cidadãos das áreas afetadas fossem para locais seguros.

A emissora NHK exibiu navios deixando o porto de Hachinohe, em Hokkaido, em antecipação às ondas, enquanto um alerta “Tsunami! Evacuar!” piscava na tela.

Os serviços de trem-bala na província de Aomori, no extremo norte da ilha de Honshu, foram suspensos devido aos tremores, reportou a agência de notícias Kyodo.

Foco mundial de terremotos

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado no “Círculo de Fogo”, uma faixa de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, o país registra cerca de 20% dos terremotos do mundo com magnitude 6,0 ou superior.

Atualmente, não há usinas nucleares em operação nas regiões de Hokkaido e Tohoku, mas várias delas que existiram nestas áreas e foram desativadas. O atual tremor ocorre 15 anos após o terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami de 11 de março de 2011 devastarem partes do norte do Japão.

À época, o desastre natural provocou 22 mil mortes e forçou quase meio milhão de pessoas a deixarem suas casas.

Cerca de 160 mil pessoas fugiram de suas casas por causa da radiação liberada pela usina nuclear de Fukushima Daiichi, atingida pelo tsunami. Aproximadamente 26 mil delas ainda não retornaram, seja porque se reassentaram em outras regiões, porque suas cidades natais continuam interditadas ou porque ainda têm preocupações com a radiação.

Novas imagens registradas pelos satélites da Nasa revelam os locais que sofreram alteração de clareamento e escurecimento artificiais durante a última década. A equipe de estudo da Universidade de Connecticut utilizou um novo algoritmo para analisar 1,16 milhão de imagens coletadas por volta de 1h30 da manhã, no horário local, todos os dias durante nove anos, pelo conjunto de radiômetros de imagem visível e infravermelha (VIIRS).   

A análise é realizada por sensores, do tamanho de uma geladeira, que orbitam a Terra a mais de 25.750 km/h. Eles estão a bordo de satélites de ciências da Terra lançados e operados pela Nasa e pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).   

Segundo a análise, que se estendeu de 2014 a 2022, a produção doméstica de petróleo e gás natural atingiu níveis recordes, impulsionada por avanços tecnológicos. 

As imagens ainda apontam ciclos de intensa queima de gás em regiões centrais dos EUA, que ocorre em poços de petróleo quando o excesso de gás é liberado. Durante o processo de queima, é liberado dióxido de carbono e fuligem, entre outras substâncias.  

Os cientistas responsáveis pelo estudo apontam que diversos setores utilizam dados de luz noturna da Nasa para entender como a energia se move pelas redes elétricas, gasodutos e cadeias de suprimentos em tempo real.  

Os pesquisadores descobriram que a luminosidade global aumentou 34% durante os nove anos, mas que esse aumento camufla grandes áreas de escurecimento.  

Foi concluído que, internacionalmente, a luminosidade noturna aumentou, principalmente, na China e no norte da Índia. 

Já na França (uma redução de 33%), no Reino Unido (redução de 22%) e na Holanda (redução de 21%), houve uma grande redução luminosa que coincide com as medidas de economia de energia.  

Além disso, a região entre Ucrânia e Rússia também apresenta uma drástica redução de luminosidade em 2022, quando o conflito teve início.  

Os instrumentos inseridos nos satélites que realizam o estudo, conseguem detectar luz em comprimentos de onda que vão do visível ao infravermelho térmico. 

Como pesquisadora que estuda como a estimulação elétrica cerebral pode melhorar a capacidade de recordação das pessoas, muitas vezes me perguntam como funciona a memória – e o que podemos fazer para usá-la de forma mais eficaz. Felizmente, décadas de pesquisa nos deram algumas respostas claras para ambas as perguntas.

A memória funciona essencialmente em três estágios, com diferentes regiões cerebrais contribuindo para cada um deles.

A memória sensorial, que pode durar apenas milissegundos, registra informações brutas, como imagens, sons e odores. Essas informações são processadas inicialmente pelos cinco córtex sensoriais primários do cérebro (córtex visual para imagens, córtex auditivo para sons e assim por diante).

A memória de trabalho (de curto prazo) retém e manipula uma pequena quantidade de informação por vários segundos ou mais. Pense nisso como o espaço de trabalho mental do seu cérebro: o sistema que permite que você faça cálculos de cabeça, siga instruções e compreenda o que está lendo. Portanto, envolve principalmente o córtex pré-frontal – a parte frontal do cérebro responsável pela atenção, tomada de decisões e raciocínio.

Por fim, a memória de longo prazo armazena informações de forma mais permanente, desde minutos até toda a vida. Isso inclui tanto memórias “explícitas” (fatos e eventos da vida) quanto “implícitas” (habilidades, hábitos e associações emocionais).

Para as memórias de longo prazo, o hipocampo e os lóbulos temporais – localizados nas profundezas do cérebro, nas laterais da cabeça, perto das têmporas – contribuem amplamente para as memórias envolvendo fatos ou eventos da vida, enquanto a amígdala (próxima ao hipocampo), o cerebelo (na parte posterior do cérebro) e os núcleos da base (nas profundezas do cérebro) processam memórias emocionais ou procedimentais.

A memória de trabalho costuma atuar como uma porta de entrada consciente para a memória de longo prazo – mas ela tem seus limites. Em 1956, o psicólogo americano George Miller propôs que só podemos reter cerca de sete “blocos” de informação em nossa memória de trabalho a qualquer momento.

Embora o número exato seja objeto de debates até hoje, o princípio permanece: a memória de trabalho é limitada. E essa limitação pode influenciar a eficácia com que aprendemos e nos lembramos das coisas.

Mas você também pode fazer com que sua memória funcione de forma mais eficaz. Aqui estão cinco dicas fáceis para melhorar tanto sua memória de trabalho quanto sua memória de longo prazo.

1. Guarde seu celular

Os smartphones reduzem a capacidade da sua memória de trabalho. Mesmo só ter um celular por perto – não importa se ele está virado para baixo e no modo silencioso – pode reduzir o desempenho em tarefas de memória e raciocínio.

A razão é que parte do seu cérebro ainda o está monitorando sutilmente. Mesmo resistir à vontade de verificar notificações já consome recursos mentais – e é por isso que os pesquisadores às vezes chamam os smartphones de “drenos cerebrais”. A solução é simples: coloque seu celular em outro cômodo quando precisar se concentrar. Deixar ele fora de vista realmente libera capacidade mental.

2. Pare de deixar sua mente divagar

O estresse e a ansiedade podem ocupar um valioso espaço mental. Quando você está preocupado com algo ou distraído por pensamentos acelerados, parte da sua memória de trabalho já está em uso.

Treinos de relaxamento e práticas de mindfulness podem melhorar tanto a memória de trabalho quanto o desempenho acadêmico, provavelmente ao reduzir os níveis de estresse. E se a meditação parecer intimidante, experimente técnicas de respiração como o “suspiro cíclico”. Inspire profundamente pelo nariz, faça uma segunda inspiração mais curta e, em seguida, expire lentamente pela boca. Repetir isso por cinco minutos pode acalmar o sistema nervoso e criar condições melhores para o aprendizado.

3. Faça agrupamentos

Todos podem expandir sua memória de trabalho usando a técnica de agrupamento – agrupar informações em unidades significativas. Na verdade, você provavelmente já faz isso para lembrar alguns números de telefone ou listas de palavras – dividindo longas sequências em pedaços menores que seu cérebro pode recordar como um minigrupo.

Os mesmos princípios se aplicam se você estiver fazendo uma apresentação, para ajudar seu público a lembrar seus pontos-chave de forma mais eficaz. O também chamado “chunking” envolveria agrupar dez estudos de caso, por exemplo, em três ou quatro temas, cada um com um título curto e uma única lição principal.

Repita essa estrutura em cada slide: uma ideia, alguns detalhes de apoio e, em seguida, passe para o próximo. Ao organizar as informações em padrões significativos, você reduz a carga cognitiva e torna o conteúdo mais memorável.

4. Torne-se um recuperador

No século XIX, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus demonstrou a rapidez com que esquecemos as informações após aprendê-las. Em cerca de 30 minutos, perdemos aproximadamente metade do que aprendemos, com muito mais se esvaindo ao longo do dia seguinte. Ebbinghaus chamou isso de curva do esquecimento. A linha azul-clara no gráfico abaixo ilustra isso.

Mas existe uma maneira de garantir que mais informações sejam assimiladas quando você está tentando aprender muitas coisas em um curto período de tempo: a prática de recuperação.

Ao se preparar para dar uma palestra ou estudar para uma prova, em vez de simplesmente reler suas anotações, teste constantemente o quanto você se lembra. Use cartões de memória, responda a questões de teste ou tente explicar o conteúdo em voz alta sem anotações.

A memória funciona por meio de associações. Cada vez que você recupera informações com sucesso, você vincula o conteúdo a novos estímulos, exemplos e contextos. Isso cria mais pistas para acessar a informação e fortalece cada caminho da memória. Muitas vezes, quando “esquecemos”, a memória não se foi – apenas nos falta o estímulo certo para recuperá-la.

5. Dê um tempo a si mesmo

Pesquisas mostram que a memória é mais eficaz quando as sessões de estudo ou prática são espaçadas, em vez de concentradas. Se você estiver estudando para uma prova, inclua intervalos de descanso sólidos em sua programação de revisão.

Um estudo sugere deixar intervalos entre cada sessão de revisão que correspondam a 10% a 20% do tempo restante até a sua prova ou apresentação. Portanto, se o seu prazo final está a cinco dias de distância e você estuda várias horas por dia, ainda assim deve tirar entre meio e um dia inteiro de folga entre as sessões. Em outras palavras, não exagere – você provavelmente não verá melhores resultados!

Se você só vai lembrar de uma coisa deste artigo sobre como melhorar a memória, que seja esta: a memória não se resume apenas à inteligência, mas também à estratégia. Pequenas mudanças na maneira como você estuda ou trabalha podem fazer uma diferença real na qualidade e na duração da sua retenção de informações cruciais.

A partir da próxima quarta-feira (22), equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) voltam a campo em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, para dar continuidade ao levantamento técnico de benfeitorias na Terra Indígena Xukuru-Kariri. O trabalho integra o cumprimento de uma sentença da Justiça Federal em Alagoas já transitada em julgado — decisão definitiva, sem possibilidade de recursos.

O retorno da operação, no entanto, acontece em meio a um cenário de forte tensão no território. No ano passado, servidores relataram episódios de hostilidade e ameaças durante as atividades de campo, o que levou à adoção de medidas de segurança reforçadas. Agora, as equipes atuam sob escolta da Polícia Militar, em uma tentativa de garantir a continuidade dos trabalhos periciais.

Segundo lideranças indígenas, o conflito atual é apenas o capítulo mais recente de um processo histórico de redução territorial. O líder Xukuru-Kariri Gecinaldo afirma que a ocupação tradicional reconhecida ainda no período imperial abrangia cerca de 36 mil hectares.

Ao longo do tempo, esse território teria sido gradualmente reduzido por sucessivos acordos, disputas e redefinições administrativas: primeiro para 17 mil hectares, depois 13 mil, até chegar ao perímetro atual de aproximadamente 7 mil hectares, homologado pelo Ministério da Justiça em 2010. Desse total, pouco mais de 2 mil hectares estariam sob ocupação indígena direta, segundo a liderança.

O restante permanece ocupado por terceiros, o que mantém o impasse fundiário ativo e alimenta a disputa sobre indenizações, reassentamentos e limites de permanência no território.

A sentença da 8ª Vara Federal, originada de ação do Ministério Público Federal, reconheceu que o processo de demarcação ultrapassou o prazo razoável de duração, permanecendo aberto por mais de 30 anos.

O Judiciário determinou a conclusão do processo administrativo e estabeleceu um ponto considerado sensível no conflito: a retirada de ocupantes não indígenas deverá ocorrer apenas após indenização por benfeitorias realizadas de boa-fé. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi acionado para atuar no reassentamento das famílias afetadas.

A decisão tenta equilibrar dois direitos em colisão: a reparação histórica aos povos indígenas e a proteção social de pequenos agricultores que permanecem na área.

Entre a terra e o futuro

Para os Xukuru-Kariri, a demarcação integral do território não é apenas uma questão fundiária, mas de sobrevivência cultural e ambiental. Lideranças afirmam que a preservação da área é essencial para a manutenção dos recursos hídricos e do equilíbrio ecológico da região, beneficiando não apenas os indígenas, mas todo o município.

Do outro lado, o processo de regularização fundiária ainda desperta incertezas entre ocupantes e pressiona instituições públicas envolvidas na execução da sentença.

Enquanto a Funai tenta avançar com o levantamento técnico sob proteção policial, Palmeira dos Índios segue como palco de um conflito que mistura história, território, justiça e convivência — e que, mesmo com decisão judicial definitiva, ainda está longe de um desfecho social pacificado.

contato@vitoriofm.com.br
Vitório FM 104,9 - Todos os direitos reservados
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram