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O pescoço costuma ser uma das primeiras regiões a denunciar o envelhecimento. Muitas pessoas observam o surgimento da papada, a perda do contorno da mandíbula, a flacidez da pele ou aquelas faixas verticais que aparecem quando falamos ou contraímos o pescoço, conhecidas como bandas do platisma.

Diante dessas mudanças, é natural procurar tratamentos menos invasivos. Hoje existem diversas tecnologias capazes de estimular colágeno, reduzir pequenas áreas de gordura e melhorar discretamente a flacidez. Mas existe um limite para o que esses procedimentos conseguem oferecer.

Quando as alterações envolvem excesso importante de pele, flacidez muscular ou mudanças nas estruturas profundas do pescoço, a cirurgia continua sendo o tratamento que proporciona os resultados mais consistentes e duradouros.

Quando a cirurgia passa a ser a melhor opção

Nem toda papada tem a mesma origem. Em algumas pessoas, o problema é o acúmulo de gordura logo abaixo da pele. Em outras, existe excesso de pele, enfraquecimento do músculo platisma ou depósitos de gordura mais profundos, localizados abaixo desse músculo.

É justamente por isso que alguns pacientes ficam frustrados após tratamentos superficiais. Se a principal causa da alteração não está na pele, estimular colágeno ou retirar apenas a gordura superficial dificilmente resolverá o problema.

A cirurgia costuma ser indicada quando há flacidez importante, perda do ângulo entre o queixo e o pescoço, bandas do platisma bem-marcadas ou excesso de pele que não responde a tratamentos menos invasivos.

Nessas situações, insistir em procedimentos repetidos pode representar mais gasto de tempo e dinheiro do que benefício real.

O que mudou na cirurgia de pescoço

A cirurgia cervical evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, o objetivo não é apenas esticar a pele. As técnicas modernas procuram restaurar a anatomia do pescoço tratando diferentes planos ao mesmo tempo. Isso inclui o reposicionamento do músculo platisma, a remoção ou remodelação da gordura profunda e a redefinição das estruturas responsáveis pelo contorno entre o rosto e o pescoço.

Em pacientes selecionados, procedimentos como o deep neck lift permitem atuar nas camadas mais profundas, proporcionando um contorno mais definido e natural, especialmente quando a principal causa da papada não é o excesso de pele.

Quando necessário, a cirurgia de pescoço também pode ser associada ao lifting facial, oferecendo um rejuvenescimento mais harmonioso de toda a face.

Cada pescoço envelhece de um jeito

Não existe um tratamento único para todos os pacientes.

A genética influencia a quantidade e a distribuição de gordura. A qualidade da pele determina sua capacidade de retração. O emagrecimento importante pode aumentar a flacidez, enquanto a anatomia óssea da mandíbula e do queixo também interfere diretamente no resultado estético. Por isso, duas pessoas com a mesma idade podem precisar de tratamentos completamente diferentes.

Algumas terão excelente resposta apenas com uma lipoaspiração da região cervical. Outras se beneficiarão de tecnologias associadas a bioestimuladores. Já pacientes com alterações mais avançadas podem obter melhores resultados com um lifting cervical ou com técnicas mais profundas de remodelação do pescoço.

A escolha depende de uma avaliação individualizada e de uma análise cuidadosa da anatomia de cada paciente.

O grande avanço da cirurgia plástica não foi apenas criar novas técnicas, mas entender que o rejuvenescimento precisa respeitar as características de cada rosto. No pescoço, isso é especialmente verdadeiro.

Mais importante do que escolher o procedimento mais moderno é indicar aquele capaz de tratar a verdadeira causa da alteração. É essa individualização que permite alcançar resultados naturais, proporcionais e duradouros.

O inquérito que apurou a morte da servidora pública Tamara Silva de Oliveira Cordeiro, de 33 anos, foi concluído pela Polícia Civil de Alagoas. O motorista do caminhão, de 43 anos, envolvido no acidente ocorrido no dia 21 de julho deste ano, em Palmeira dos Índios, foi indiciado por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

De acordo com a investigação conduzida pela Unidade de Homicídios da 5ª Região, o condutor permanece preso preventivamente e deverá responder pelo crime na Justiça.

Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas apontam para a existência de dolo eventual, quando o autor assume o risco de produzir um resultado negativo. Os investigadores concluíram que o homem dirigia o veículo em alta velocidade, de forma considerada perigosa, e que há indícios de que ele estivesse sob efeito de substâncias entorpecentes.

Ainda conforme o inquérito, o caminhão invadiu a faixa onde Tamara trafegava de motocicleta e atingiu a vítima frontalmente. Para a polícia, a conduta do motorista impossibilitou qualquer chance de reação ou defesa por parte da servidora.

O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão continuidade aos procedimentos legais.

Relembre o caso

As autoridades da Guatemala declararam alerta laranja devido ao aumento da atividade do vulcão Fuego, o mais ativo da América Central. A população está sendo orientada a não se aproximar das ravinas, usar máscara para proteger as vias respiratórias, cobrir os reservatórios de água, manter preparada uma mochila de emergências e adotar a autoevacuação caso seja necessário.

Algumas comunidades próximas à área do vulcão já começaram a ser evacuadas. Segundo a Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), a atividade do vulcão tem aumentado, com emissão de gases, cinzas e fluxos piroclásticos que descem pelas ravinas.

A Direção-Geral de Proteção e Segurança Viária fechou o acesso a diversas vias. O exército do país disse que suas unidades permanecem prontas para prestar apoio à população e atender a qualquer emergência que possa surgir.

Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar após passar dias em cárcere privado e sofrer agressões do companheiro na Grota da Princesa, no Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Ela foi encontrada pelos agentes com hematomas e arranhões em diversas partes do corpo nessa segunda-feira (03). A vítima relatou ter sido agredida com uma pá e pedaços de madeira.

De acordo com a corporação, a irmã da mulher tomou conhecimento do cárcere privado e denunciou o caso aos militares. Segundo o relato, a vítima vinha sendo agredida desde a última sexta-feira (31). Ela conseguiu entrar em contato com a irmã para pedir ajuda apenas recentemente.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima nervosa e com diversas marcas de agressão, entre elas arranhões no pescoço, nos braços e nas pernas, além de hematomas em várias partes do corpo.

Durante as diligências, moradores relataram que o suspeito mantinha a companheira trancada em casa para evitar que ela o denunciasse às autoridades. Segundo os relatos, ele teria envolvimento em confrontos recentes entre facções criminosas no Benedito Bentes.

Ao perceber a presença das equipes policiais, o suspeito fugiu em direção à Grota do Dom Otávio, mas foi perseguido e capturado.

A vítima, a irmã dela e o suspeito foram encaminhados para a Central de Flagrantes, onde foi documentada a prisão em flagrante. O homem responderá pelo crime de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

Se alergias alimentares exigem cuidados em adultos, a situação é ainda mais complicada em bebês e crianças. Nos pequenos, o sistema de defesa só alcança um nível de estabilidade parcial importante por volta dos quatro ou cinco anos de idade.

De acordo com especialistas, as alergias em bebês costumam estar associadas, na maioria das vezes, ao histórico genético familiar, mas também podem ser desencadeadas por outros fatores, como hábitos alimentares, de higiene e o uso de medicações, especialmente nos primeiros meses de vida.

O médico pediatra Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira, do Hospital Mater Dei Goiânia, explica que, quando os familiares apresentam casos de alergias, seja alimentar, atópica, rinite ou asma, existe uma predisposição genética da criança que faz o sistema imunológico reagir de forma exagerada a proteínas que normalmente seriam inofensivas.

“Embora essas manifestações variem de criança para criança e não ocorram com todas, os principais fatores de risco envolvem o histórico familiar de doenças alérgicas”, explica o médico.

Oliveira lembra que, mesmo sendo um dos principais fatores, a genética não explica tudo. O desenvolvimento da alergia também depende de outras causas, como a microbiota intestinal e as exposições que a criança enfrenta no ambiente nos primeiros anos de vida.

“Os primeiros meses são fundamentais para o amadurecimento do sistema imunológico da criança. A microbiota intestinal desempenha papel central e sofre influência direta do tipo de parto, da medicação e da alimentação. Hoje sabemos também que não há benefício em adiar a introdução de alimentos como ovo e amendoim. Quando oferecidos na idade adequada e de forma segura, eles podem favorecer o desenvolvimento da tolerância imunológica”, destaca o médico.

O surgimento de alergias na infância costuma seguir um padrão bastante conhecido. As crianças podem apresentar dermatite atópica nos primeiros meses de vida, posteriormente desenvolver alergia alimentar e, mais tarde, outras manifestações alérgicas como asma ou rinite.

Segundo ele, as recomendações atuais enfatizam uma alimentação saudável na gestação — evitando restrições alimentares sem indicação médica —, o incentivo ao aleitamento materno e o início da introdução alimentar por volta dos seis meses de idade.

As alergias podem ficar incubadas e se manifestar em outro momento?

A médica alergista Raquel Letícia Tavares Alves, imunologista adulto e infantil dos Hospitais Samaritano Higienópolis e Nove de Julho, da Rede Américas, em São Paulo, esclarece que as alergias podem, sim, permanecer “guardadas” por um tempo e se manifestar em outro momento.

Ela explica que esse fenômeno é chamado de marcha atópica, que é a evolução natural das alergias ao longo da vida.

“Hoje em dia, a gente sabe que um dos principais fatores de risco é a existência da dermatite atópica, principalmente quando ela é moderada ou grave. Esse tipo de alergia quebra a barreira de proteção da pele e faz com que o alimento muitas vezes influencie o sistema imunológico. Isso aumenta muito a chance de sensibilização e do desenvolvimento de uma alergia alimentar”, acrescenta.

Raquel diz que há outro fator que pode desencadear alergia ao longo dos anos: a sensibilização alérgica, que pode aparecer em qualquer momento, idade ou fase da vida. Ela esclarece que a sensibilidade a algo ou a alergia pode simplesmente aparecer do nada.

“Isso muda ao longo da vida e a gente pode passar anos consumindo um alimento ou tendo contato, por exemplo, com um pet e, de uma hora para outra, o sistema imunológico resolve reagir contra isso. Como resposta, ele desencadeia a alergia”, finaliza.

Nos últimos dias, o nome do médico americano Anthony Fauci voltou a ser comentado após o imunologista se recusar a responder perguntas do Senado americano sobre a pandemia de Covid-19. Ele foi diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos durante a emergência de saúde pública.

Fauci é acusado pelo senador Rand Paul de ter mentido para a população sobre a origem do coronavírus e ter sido contra os “melhores” medicamentos para a Covid-19 (cloroquina e ivermectina, que comprovadamente não funcionam contra a doença).

Outra acusação é que o médico teria financiado pesquisas em parceria com a China para criar o coronavírus. O Senado americano busca um culpado para explicar os mortos da pandemia e a batalha é política.

O advogado Robert F. Kennedy Jr., que hoje é secretário de Saúde do governo Trump, diz ter achado diários do médico onde Fauci afirmava o contrário do que dizia em público.

Ciência comprovou ineficácia da cloroquina

Apesar de Fauci ter se negado a responder as perguntas, grande parte das acusações é inverídica. A cloroquina e a ivermectina, amplamente difundidas como uma solução para a Covid-19, foram alvo de vários estudos publicados e revisados pela comunidade científica.

Todos comprovam que os medicamentos não têm eficácia contra o coronavírus. O maior estudo que trazia benefícios dos remédios foi retratado e despublicado.

Uma pesquisa internacional inclusive credita a morte de 17 mil pessoas na primeira onda da Covid-19 à cloroquina — os cientistas chegaram à conclusão que o uso do remédio aumentou 11% a mortalidade dos pacientes.

Tecidos fetais e efeitos colaterais nas vacinas

Os vídeos que circulam nas redes sociais apontam que Fauci se calou quando questionado sobre o uso de tecidos fetais nas pesquisas para criar as vacinas contra Covid-19. O dado é refutado pelo próprio site do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Os diários de Fauci afirmam que o médico teve uma problema pulmonar após receber a vacina contra a Covid-19. Apesar de efeitos adversos serem esperados após o imunizante, não é possível relacionar o quadro do médico à vacina.

Colaboração entre EUA e laboratório chinês

A ciência ainda não entrou em consenso sobre como a pandemia começou — não se sabe se foi no mercado de Wuhan, na China, ou um escape do laboratório da cidade. O governo americano, por muitos anos, financiou pesquisas no laboratório da cidade, mas autoridades federais estudaram a colaboração do país com o laboratório e chegaram à conclusão de que os vírus estudados no local não eram relacionados ao coronavírus que causou a pandemia.

Em entrevista ao "Domingo Espetacular", da Record, o ator Rafael Cardoso revelou que passou 45 dias internado em uma clínica de reabilitação e falou, pela primeira vez, sobre estar realmente em processo de recuperação e não apenas "sóbrio por um tempo", como em tentativas anteriores. A confissão não é isolada: de cantoras a ex-BBBs, de galãs de Hollywood a lendas do futebol, a lista de famosos que já encararam uma clínica de reabilitação, por diversos motivos, é longa. O EXTRA reuniu abaixo as histórias de superação que marcaram o mundo da fama. Confira:

"Eu me olhava no espelho e enxergava um monstro", contou Rafael Cardoso, ao repassar os motivos que o levaram a se internar voluntariamente numa clínica de reabilitação por 45 dias. Em junho deste ano, o ator — famoso por estrelar novelas da TV Globo, entre as quais "A vida da gente" (2011), "Além do tempo" (2015) e "O outro lado do paraíso" (2018) — reuniu a família para informar a decisão. Nos anos anteriores, ele já havia passado por três tratamentos semelhantes. Em nenhuma das ocasiões, porém, recuperou-se dos vícios em "álcool, cocaína, celular, mulheres", como cita. Recém-saído de mais uma longa internação, ele agora afirma olhar para si mesmo de um jeito novo, entendendo que é portador de um "transtorno incurável", como detalhou.

Filha de MC Marcinho
Conhecida artisticamente como Mareé, ela revelou que chegou a sofrer overdoses durante o período em que era dependente química. A jovem também contou que foi a cantora Jojo Todynho quem custeou seu tratamento quando precisou ser internada, um gesto que já vinha sendo comentado desde 2024, quando Marcelly revelou publicamente o vício em cocaína.

"Pra eu sair disso, depois de ter quase morrido por algumas overdoses, internei e quem pagou meu tratamento foi a Jojo Todynho. Depois que perdi meu pai, fiquei lelé da cuca, perdida", disse.

Filha de MC Marcinho fala da situação financeira da família após morte do cantor — Foto: Reprodução/Instagram

Linn da Quebrada
A cantora e atriz, ex-BBB, foi internada duas vezes em menos de um ano por conta de depressão associada ao abuso de substâncias. Na segunda internação, ela ficou cerca de um mês afastada dos palcos e recebeu apoio de nomes como Fernanda Montenegro, sua parceira no filme "Vitória". Linn chegou a afirmar que hoje escolhe permanecer sóbria "por amor".

"Não foi, de pronto, [uma decisão minha]. Mas eu aceitei. Por quê? Eu não aceitava que eu estava adoecida. Eu não entendia o que significava a depressão. E, nisso, veio junto também, sim, o abuso de substâncias", disse ao "Fantástico".

Linn da Quebrada fala de internação — Foto: Reprodução/TV Globo

Diego Alemão
O campeão do "BBB 7" relembrou, em podcast, a fase em que a fama o levou a um ciclo vicioso de álcool, dinheiro e drogas. A situação piorou após ele ser vítima de golpistas e chegar a ser preso por porte ilegal de arma. O estopim para que, em 2023, decidisse se internar voluntariamente numa clínica de reabilitação.

“É uma combinação que não é brincadeira. Foi difícil sair. Ninguém te tira dele. Só você é capaz de sair desse ciclo. Ainda mais quando você é independente. Você precisa passar pelo processo de dizer não. É difícil dizer não, os diabinhos ficam do teu lado”, declarou durante entrevista ao podcast "Papagaio falante".

Diego Alemão no podcast e no "BBB 7" — Foto: reprodução/ youtube e Tv Globo - Kiko Cabral

Serginho Hondjakoff
O eterno Cabeção de "Malhação" soma múltiplas internações ao longo da vida. O ator já relatou sequelas da dependência química e hoje usa a própria trajetória para alertar fãs sobre os riscos das recaídas.

"“De 2021 para cá, eu passei a falar publicamente da minha condição de dependente químico, depois de uma internação que eu tive em Pindamonhangaba. Eu fiquei três meses [internado], mas era para eu ter ficado um ano. A clínica acabou fechando porque tinha muitas denúncias de algumas pessoas que abusavam, faziam maus-tratos. Tinha muita gente que tinha denunciado essa clínica e ela realmente tinha fama de fazer isso”, contou o ator ao g1.

Sergio Hondjakoff — Foto: Reprodução/Instagram

Demi Lovato
A cantora americana, que se apresenta no Rock in Rio deste ano, se tornou um dos rostos mais conhecidos da luta contra o vício em Hollywood depois de uma overdose quase fatal em 2018, que a levou a passar semanas internada. Desde então, Demi já falou publicamente diversas vezes sobre recaídas e sobre o processo contínuo de sobriedade.

“Eu estive internada cinco vezes e, por algum motivo, a cada vez que eu voltava para um centro de tratamento, me sentia derrotada. Conheço essa experiência em primeira mão, mas acho que o brilho de esperança foi quando eu comecei a focar no trabalho e comecei, quer seja trabalho, um programa ou falar com minha equipe de tratamento e construir relações ali”, contou num evento Centro de Saúde Mental Para Jovens, da Igreja Presbiteriana, em Nova York, em 2024.

A cantora Demi Lovato se apresenta no Rock in Rio — Foto: Divulgação/Rock in Rio

Ben Affleck
O ator e diretor passou por pelo menos três internações em clínicas de reabilitação ao longo da carreira, a primeira ainda em 2001. Affleck sempre tratou o tema com franqueza, afirmando que encara a sobriedade como um processo contínuo, não como algo definitivo.

“Combater qualquer vício é uma luta difícil e perpétua. Por conta disso ninguém está nunca dentro ou fora de tratamento. É um comprometimento em tempo integral. Estou lutando por mim e pela minha família”, escreveu no Instagram ao sair da última reabilitação.

Zac Efron
O galã de "High School Musical" surpreendeu fãs ao revelar, ainda no início dos anos 2010, que havia buscado tratamento para dependência de álcool e drogas depois do sucesso estrondoso na adolescência.

“Bebi muito. Demais. Nunca é algo específico. Você tem 20 anos, é solteiro, mora em Hollywood... Sabe? Você tem tudo à sua disposição. Mas eu não mudaria nada. Tive que aprender com tudo o que fiz. No mínimo, eu diria: ‘Foi uma jornada interessante'", revelou ao "The Hollywood reporter".

Fábio Assunção
O ator carioca se tornou um dos rostos mais conhecidos no Brasil na luta contra a dependência química, tema que passou a tratar abertamente em entrevistas e até em livros, relatando anos de tratamento e recaídas até alcançar a sobriedade que mantém hoje.

"Ninguém vai ser curado de uma coisa que ela não quer. Não adianta. A cura não é só um procedimento técnico, ela precisa da sua energia pra que aconteça", afirmou ao jornal "O Globo".

Britney Spears
A "princesa do pop" viveu talvez a crise mais exposta da história do entretenimento, com internações psiquiátricas em 2008 que resultaram na tutela que controlou sua vida por 13 anos, encerrada apenas em 2021, após a movimentação #FreeBritney. Este ano, ela se internou em uma clínica de reabilitação após ser presa suspeita de dirigir sob efeito de álcool e drogas

Britney Spears dançou de maiô no Instagram antes de internação — Foto: Reprodução/ Reprodução Instagram

Walter Casagrande
Ídolo do futebol brasileiro nos anos 1980, o hoje comentarista enfrentou dependência química e alcoolismo ainda durante a carreira de jogador, período que já relatou em entrevistas e documentários como o mais sombrio de sua vida antes de conquistar a sobriedade.

“Eu não pedi ajuda, eu não percebi. Eu sofri um acidente, capotei o carro em cima de seis veículos em setembro de 2007. Eu adormeci. [...] Não bebia água e não comia nada porque a minha droga de escolha naquele momento era injetável”, contou numa entrevista no programa "Sem Censura", dizendo que o vício anulava qualquer desejo pessoal. “A droga escolhia por mim.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (3/8) que as negociações com o Irã estão em andamento e classificou o momento como a “última chance” para que Teerã aceite um acordo com Washington.

Em declaração na Casa Branca, o republicano disse que os contatos acontecem a pedido do governo iraniano, embora, segundo ele, as autoridades do país neguem publicamente a existência das conversas.

“Eles estão acontecendo agora mesmo. Por algum motivo, quando estão conversando, não gostam de dizer que estão conversando. Estamos conversando a pedido do Irã. Esta é a última chance”, afirmou Trump.

O presidente norte-americano voltou a afirmar que o principal objetivo dos Estados Unidos é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo ele, apesar de o Estreito de Ormuz fazer parte das discussões, a prioridade continua sendo o programa nuclear iraniano.

“Eles dizem que querem falar sobre o Estreito. Mas, para mim, o mais importante é a desnuclearização do Irã. É disso que se trata tudo isso”, declarou.

Irã nega estar em negociações

O governo iraniano, por sua vez, voltou a negar que esteja negociando diretamente com Washington.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as conversas em andamento ocorrem apenas com Omã e têm como foco questões relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz.

“Atualmente, não estamos negociando com os Estados Unidos. Nossas negociações são com Omã para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz”, declarou.

As declarações evidenciam o desencontro entre os dois governos sobre a existência e o alcance das negociações, enquanto permanecem as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano e a segurança na principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.

Trump fala em “acordo ou rendição”

Mais cedo, Trump elevou o tom contra o governo iraniano em uma publicação na rede social Truth Social. O presidente acusou a liderança do país de agir de forma “dissimulada” e afirmou que Teerã terá de escolher entre fechar um acordo com Washington ou enfrentar uma “rendição total”.

Segundo Trump, o Irã estaria solicitando reuniões enquanto nega publicamente qualquer negociação direta com os Estados Unidos.

“A liderança iraniana é inacreditavelmente dissimulada. Eles pedem uma reunião, alguns diriam que imploram, as conversas começam e depois dizem, aberta e orgulhosamente, que não estão discutindo nada”, escreveu.

O republicano também afirmou que os Estados Unidos mantêm o controle sobre o Estreito de Ormuz e que o bloqueio naval imposto ao Irã permanece em vigor.

“Nada chegará ao Irã, a menos que queiramos. Nada chegará até que um acordo, ou a rendição total, seja alcançado”, declarou.

Trump voltou a reforçar que, em sua avaliação, o Irã “nunca terá uma arma nuclear”.

Ao menos seis pessoas morreram e 34 ficaram feridas após um ônibus turístico bater de frente com um motorhome e dois carros no centro da Itália. Autoridades regionais da Úmbria informaram que seis feridos estão em estado crítico.

O acidente ocorreu na estrada Terni-Rieti, perto da fronteira entre as regiões da Úmbria e do Lácio, no domingo à noite. A estrada ficou com trânsito interrompido enquanto os serviços de resgate atuavam

Motorhome teria invadido a pista na direção contrária e colidido frontalmente com o ônibus. Na sequência, outros veículos que trafegavam pela via se envolveram no acidente. Um dos carros chegou a tombar de lado

Dois passageiros do motorhome morreram. As outras vítimas fatais foram dois motoristas e dois passageiros do ônibus, conforme divulgado pelas autoridades italianas.

O ônibus levava turistas a uma cachoeira da época romana na Úmbria quando ocorreu a colisão. Os feridos foram levados a hospitais em Terni, Perugia, Spoleto, Foligno e Rieti.

A presidente regional da Úmbria, Stefania Proietti, classificou o acidente como uma ocorrência "catastrófica" com muitas vítimas. Ela afirmou que o protocolo regional de emergência foi ativado logo após a primeira chamada de socorro

A Nasa vai lançar em breve um observatório espacial que poderá ajudar a desvendar alguns dos maiores mistérios da astronomia moderna. O telescópio espacial Nancy Grace Roman estudará como o Universo surgiu, de que é composto e como evoluiu ao longo do tempo.

O observatório leva o nome da primeira chefe de astronomia da Nasa e sua primeira executiva mulher. Nancy Grace Roman, que morreu em 2018 aos 93 anos, fez importantes contribuições para nossa compreensão sobre as estrelas e desempenhou um papel crucial na definição do programa de astronomia espacial da Nasa. O telescópio está passando pelos preparativos finais antes do lançamento, previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no final de agosto. O projeto está oito meses adiantado em relação ao cronograma original e dentro do orçamento — um feito raro para uma missão da Nasa.

Diferentemente do telescópio espacial James Webb, projetado para observar objetos individuais com detalhes extraordinários, o Roman foi construído para mapear o céu em grande escala. Ele abrangerá vastas áreas do Cosmos, permitindo que os astrônomos construam uma visão muito mais ampla do Universo e de como ele se transforma. O Roman tem uma história incomum. Ele começou sua vida como um satélite espião “sobressalente”, doado à Nasa pela agência governamental dos EUA responsável pela coleta de inteligência espacial. O Roman carrega dois instrumentos principais, adicionados pela Nasa. Eles sã

o o instrumento de campo amplo e o coronógrafo. O instrumento de campo amplo detectará a luz infravermelha proveniente do Universo. A luz infravermelha tem comprimentos de onda ligeiramente maiores do que os da luz visível. Isso permite que o instrumento veja através da poeira cósmica e observe mais profundamente o Cosmos.

Seu campo de visão — a extensão do céu que ele observa quando apontado em uma determinada direção — é cerca de 100 vezes maior do que o da câmera infravermelha do telescópio espacial Hubble, mas com nitidez semelhante. As capacidades do instrumento de campo amplo também significam que ele pode mapear o Cosmos cerca de 1.000 vezes mais rápido que o Hubble. Observações que levariam séculos para o Hubble realizar podem ser concluídas pelo Roman em uma fração deste tempo. O coronógrafo, por sua vez, foi projetado para bloquear o brilho ofuscante das estrelas próximas. A ideia é um pouco como colocar a mão na frente do Sol para facilitar a visualização de algo fraco ao lado dele.

Ao suprimir a luz das estrelas, o coronógrafo permitirá que os astrônomos testem métodos para obter imagens diretas de planetas de brilho tênue e discos de poeira e gás ao redor de outras estrelas. Ao longo de sua missão, o Roman deve detectar bilhões de galáxias e dezenas de bilhões de estrelas. A combinação de escala e precisão é o que confere poder ao telescópio. Ele observará uma área do céu suficiente para revelar amplos padrões cósmicos, ao mesmo tempo em que fará medições de galáxias e estrelas com precisão suficiente para detectar efeitos pequenos, mas importantes.

Uma proteína que se torna mais ativa com o envelhecimento pode ajudar a explicar por que doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença de Huntington, são mais comuns em pessoas mais velhas.

Os pesquisadores identificaram que a proteína EPS8 participa de um mecanismo que favorece o acúmulo de proteínas anormais nas células, um dos processos característicos dessas doenças. Segundo a equipe, entender como esse processo funciona pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento no futuro.

Como o estudo foi feito

A pesquisa, descrita na revista Nature Aging em setembro de 2025, foi conduzida por cientistas liderados pelo professor David Vilchez, do Centro de Pesquisa sobre Envelhecimento CECAD, na Alemanha.

Os experimentos começaram com o nematoide Caenorhabditis elegans, um verme frequentemente utilizado em pesquisas sobre envelhecimento por compartilhar diversos mecanismos biológicos com os seres humanos.

Estudos anteriores já haviam mostrado que a quantidade de EPS8 aumenta à medida que esses animais envelhecem. Neste trabalho, os cientistas investigaram se essa proteína também poderia estar relacionada aos danos observados em doenças neurodegenerativas.

Os resultados mostraram que níveis mais altos de EPS8 estavam associados ao acúmulo de proteínas anormais dentro das células nervosas. Esse processo está entre as principais características da ELA e da doença de Huntington.

Quando os pesquisadores reduziram a atividade da proteína, os agregados tóxicos passaram a se formar com menor facilidade. Nos modelos utilizados, essa redução também ajudou a preservar o funcionamento dos neurônios.

“Há anos sabemos que a idade é o principal fator de risco comum para diferentes doenças neurodegenerativas. No entanto, como exatamente as alterações relacionadas ao envelhecimento contribuem para essas doenças permanece em grande parte desconhecido”, afirmou a pesquisadora Seda Koyuncu, primeira autora do estudo, em comunicado.

Resultados também apareceram em células humanas

Depois dos experimentos com vermes, a equipe repetiu os testes em modelos de células humanas da doença de Huntington e da ELA. Os pesquisadores observaram um resultado semelhante. A redução da atividade da EPS8 também diminuiu o acúmulo de proteínas tóxicas nas células humanas.

Segundo os autores, isso indica que o mecanismo identificado pode estar presente em diferentes espécies, embora ainda sejam necessários mais estudos para entender exatamente como a proteína desencadeia esse processo.

O que a descoberta pode representar

Os cientistas afirmam que a EPS8 passa a ser um possível alvo para futuras pesquisas sobre tratamentos contra doenças neurodegenerativas relacionadas ao envelhecimento.

Apesar dos resultados, o estudo foi realizado em modelos experimentais e em células humanas cultivadas em laboratório. Por conta disso, novas pesquisas serão necessárias para confirmar se tratamentos direcionados à proteína EPS8 podem se tornar uma opção segura e eficaz para pessoas com ELA, doença de Huntington e outras doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento.

Uma enfermeira condenada a 23 anos de prisão por matar e desmembrar um jovem em 2020, vai receber uma indenização de 30 mil euros (cerca de R$ 175 mil) da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve (Portugal), por ter sido despedida ilegalmente após o assassinato, de acordo com decisão da Justiça.

Mariana Fonseca , de 29 anos, foi condenada por roubo e homicídio de Diogo Gonçalves, no Algarve, em 2020. A namorada dela, Maria Malveiro, cúmplice do crime, foi encontrada morta em cela em dezembro de 2021, de acordo com reportagem no "Correio da Manhã" nesta segunda-feira (3/8).

A ULS do Algarve recorreu para o Tribunal da Relação de Évora, mas os juízes desembargadores mantiveram a decisão de primeira instância.

Em março de 2020, Diogo foi drogado e asfixiado até a morte e teve o corpo esquartejado. As partes do cadáver da vítima foram colocadas em sacos de lixo jogados em uma encosta e em área de mata, lembrou o "SIC Notícias". Nem todos os restoa mortais da vítima foram recuperados pela polícia.

Inicialmente, Mariana não foi considerada culpada, tendo sido absolvida em primeira instância. Ela foi condenada a 25 anos de prisão em instância superior, o Tribunal da Relação, e, ao recorrer, teve pena reduzida para 23 anos.

Mãe Rainha das Trevas, uma feiticeira, ergueu uma estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo em um sítio no CearáO templo Palácio Estrela Negra da Quimbanda fica no local e agora conta com um monumento que custou R$ 100 mil.

Veja como foi a inauguração:

A inauguração da estátua foi realizada durante uma cerimônia que comemorou os 29 anos da casa religiosa chefiada por Mãe Rainha das Trevas, no último dia 25 de julho. A propriedade é privada e está em nome da feiticeira.

Estátua em homenagem ao Diabo no Ceará - Metrópoles
Estátua em homenagem ao Diabo no Ceará

Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), disse que o templo religioso construído no distrito da Taíba cumpriu a legislação ambiental e urbanística e as normas estabelecidas pela legislação vigente.

Ao G1, a Mãe Rainha das Trevas falou sobre a novidade. “Eu vivo num país laico, onde eu tenho o direito à liberdade religiosa, de professar aquilo que eu acredito. As pessoas têm que entender que o acreditar diferente do delas não pode ser tão julgado. Porque eu respeito tudo aquilo que é diferente do meu crer. E a única coisa que eu peço às pessoas é que elas respeitem também a minha fé”, comentou a feiticeira.

Um homem, de 60 anos, identificado como Christopher Phillips, foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão no País de Gales por esconder o corpo da mãe em um freezer durante quase três anos e continuar recebendo benefícios sociais pagos em nome dela.

Ao longo do período, Phillips sacou mais de £ 78 mil, cerca de R$ 534 mil.

A sentença foi proferida nesta segunda-feira (3/8) pelo Tribunal de Cardiff. Além de impedir o sepultamento da mãe, o britânico foi condenado por duas acusações de fraude.

Segundo as autoridades, Sylvia Phillips morreu em 8 de março de 2023, aos 89 anos. Em vez de comunicar o falecimento, o filho comprou um freezer horizontal e passou a manter o corpo da mãe dentro do equipamento, instalado na sala da residência onde moravam, em Porthcawl, no sul do País de Gales.

O corpo só foi descoberto em fevereiro deste ano. De acordo com a imprensa britânica, o freezer estava coberto por uma manta com estampa de onça e cercado por rosas e um cartão de aniversário com a mensagem: “Para mamãe, de Christopher e Tina”, nome do cachorro da família.

Fraude nos benefícios

A fraude começou a ser descoberta em 17 de fevereiro de 2026, quando policiais foram até a residência após o médico de Sylvia demonstrar preocupação com o paradeiro da mulher.

Questionado, Christopher afirmou inicialmente que a mãe estava hospedada com parentes em Londres, mas não soube informar quem seriam esses familiares nem onde eles moravam.

Diante das inconsistências no relato, os agentes aprofundaram a investigação. Durante o interrogatório, Phillips optou por permanecer em silêncio e respondeu apenas “sem comentários” às perguntas feitas pela polícia.

investigação apontou que Phillips nunca informou a morte da mãe ao Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) nem ao Conselho do Condado de Bridgend. Com isso, os pagamentos destinados à idosa continuaram sendo depositados normalmente.

Segundo a acusação, o réu agiu deliberadamente para obter vantagem financeira. Durante o processo, a defesa reconheceu que ele utilizou o dinheiro para se sustentar.

Em uma audiência anterior, a advogada Ruth Smith havia afirmado que Phillips “continuou sacando dinheiro da conta da mãe e viveu com esses recursos”, fato comprovado pela análise das movimentações bancárias.

Réu confessou os crimes

Christopher Phillips se declarou culpado em abril pelas três acusações apresentadas pelo Ministério Público: impedir o sepultamento legal do corpo e cometer duas fraudes relacionadas ao recebimento dos benefícios sociais.

A causa da morte de Silvia Phillips não foi divulgada pelas autoridades. Com a condenação, o caso passa a ser tratado como um dos episódios mais incomuns julgados recentemente pela Justiça britânica, tanto pelas circunstâncias envolvendo a ocultação do corpo quanto pelo período em que a fraude permaneceu sem ser descoberta.

O consumo elevado de açúcar nos primeiros anos de vida pode elevar o risco de demência na idade adulta, de acordo com um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, na última quarta-feira (29).

Para investigar a relação da doença com a sacarose, os pesquisadores analisaram cerca de 64.737 pessoas nascidas após a Segunda Guerra Mundial, período que marcou o fim abrupto do racionamento de açúcar no Reino Unido, em setembro de 1953.

Segundo a revista, o estudo avaliou se a exposição ao racionamento do açúcar em diferentes períodos nos primeiros 1.000 dias de vida estava associada ao risco de demência na idade adulta.

Os participantes foram classificados conforme o período em que estiveram expostos ao racionamento: apenas durante a gestação; durante a gestação e o primeiro ano de vida; durante a gestação e entre 1 e 2 anos de idade; ou não foram expostos.

Resultados

De acordo com a pesquisa, a ocorrência de demência foi identificada a partir de registros de saúde vinculados a CID-10 ( Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças). Em uma subcoorte, os cientistas também avaliaram imagens de ressonância magnética do cérebro e o desempenho em testes cognitivos.

Os modelos de estátisticas utilizados consideraram fatores como diabetes tipo 2 e hipertensão, além de outros riscos competitivos como razões de risco (HRs) e os intervalos de confiança (IC) de 95%.

Entre os participantes 64.737 participantes, 40.963 foram expostos ao racionamento de açúcar durante a gestação e/ou a primeira infância, enquanto 23.774 não tiveram essa exposição. A idade média no recrutamento era de 54,6 anos e 56,4% dos participantes eram mulheres.

Em comparação com as pessoas que não foram expostas ao racionamento, aquelas submetidas à restrição de açúcar durante a gestação e o primeiro ano de vida apresentaram risco 21% menor (HR 0,79) de desenvolver demência por todas as causas e 23% menor de desenvolver doença de Alzheimer.

Já os participantes expostos ao racionamento durante a gestação e entre 1 e 2 anos de idade apresentaram o risco de demência cerca de 23% menor (HR 0,77), enquanto o risco de doença de Alzheimer caiu 28% (HR 0,72).

A exposição ao racionamento durante a gestação e entre 1 e 2 anos de idade também foi associada a um atraso de aproximadamente 2,5 anos no início da demência por todas as causas, de 2,9 anos no início da doença de Alzheimer e de 2,5 anos no início da demência vascular.

Os pesquisadores também identificaram associações entre a restrição de açúcar no início da vida e indicadores de melhor saúde cerebral. Entre os resultados, estavam maior volume total de substância cinzenta, menor volume de hiperintensidades da substância branca e melhor desempenho em testes de velocidade de processamento e raciocínio.

De acordo com o estudo, o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e hipertensão em conjunto mediou 25,5% da associação observada entre a exposição ao racionamento e os resultados relacionados à demência.

Os pesquisadores afirmaram que o não-consumo de açúcar durante os primeiros 1.000 dias de vida esteve associado a um menor risco de demência, ao início mais tardio da doença e a indicadores mais favoráveis de saúde cerebral na idade adulta.

Foi apontado pelo estudo que "esses resultados apoiam a redução do consumo de açúcar nos primeiros anos de vida como uma estratégia potencial para a prevenção da demência".

Por muito tempo, a ideia de que a personalidade permanece praticamente a mesma ao longo da vida foi aceita tanto pela ciência quanto pelo senso comum. Um novo estudo, porém, indica que essa percepção está longe da realidade.

Segundo a pesquisa, publicada em 27 de julho na revista Communications Psychologyos principais traços da personalidade continuam mudando durante toda a vida e, em muitos casos, tanto quanto aspectos como saúde, renda e satisfação com a vida.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram dados de 166.971 pessoas dos Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Holanda, acompanhadas ao longo de vários anos. Antes disso, também foram entrevistados 887 adultos norte-americanos para entender como as pessoas enxergam a própria personalidade.

Os resultados mostraram que a maioria acredita que características como extroversão, amabilidade, conscienciosidade, neuroticismo e abertura a novas experiências mudam pouco depois da vida adulta. A análise dos dados, no entanto, revelou que isso não acontece.

Mudanças continuam ao longo da vida

Os pesquisadores compararam a personalidade com outras 27 características da vida, como saúde física, autoestima, renda e frequência de interações sociais.

Em muitos casos, os cinco grandes traços de personalidade mudaram tanto quanto esses outros aspectos. A conscienciosidade, relacionada à responsabilidade, organização e disciplina, esteve entre as características que mais se transformaram ao longo da vida. Já a extroversão e a abertura a novas experiências também apresentaram mudanças importantes entre a adolescência e a velhice.

Segundo os autores, essas mudanças costumam acontecer de forma gradual, mas continuam ocorrendo mesmo décadas após o fim da adolescência.

O estudo também mostrou que as pessoas tendem a subestimar essas transformações. Enquanto conseguiram estimar com relativa precisão mudanças em fatores como saúde, elas erraram praticamente sempre ao prever o quanto a personalidade pode mudar ao longo da vida.

Como o estudo foi feito

Na primeira etapa da pesquisa, 887 adultos avaliaram o quanto acreditavam que diferentes características mudavam entre os 15 e os 90 anos de idade. Depois, os cientistas reuniram informações de oito grandes estudos longitudinais realizados em quatro países. Esse tipo de pesquisa acompanha as mesmas pessoas por muitos anos, permitindo observar como suas características evoluem ao longo do tempo.

Os pesquisadores utilizaram modelos estatísticos para diferenciar mudanças reais de variações ocasionais e analisaram tanto a mudança total da personalidade ao longo da vida quanto as alterações acumuladas durante esse período.

Ainda segundo os autores, os resultados ajudam a contestar a ideia de que cada pessoa tem uma personalidade fixa e imutável. Em vez disso, sugerem que ela continua sendo moldada pelas experiências e pelo envelhecimento, mesmo que essas mudanças aconteçam de forma lenta.

Os pesquisadores destacam, porém, que a análise avaliou a média de grandes grupos de pessoas. Novos estudos serão necessários para entender melhor como essas mudanças ocorrem em cada indivíduo e quais fatores influenciam o processo ao longo da vida.

 

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