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intestino não participa apenas da digestão. Ele também influencia o humor, a disposição e até a concentração. Quando há desequilíbrio na microbiota intestinal, sintomas como cansaço e irritação podem surgir.

Esse impacto acontece porque o intestino se comunica diretamente com o cérebro. Por isso, alterações no funcionamento intestinal podem refletir no bem-estar emocional

Como o intestino afeta o humor

O intestino produz substâncias importantes para o organismo. Entre elas está a serotonina, conhecida como hormônio do bem-estar.

Quando a microbiota está desequilibrada, essa produção pode ser afetada. O resultado pode incluir irritação, ansiedade e baixa energia. Além disso, inflamações intestinais leves também contribuem para sensação de fadiga.

Sinais de que o intestino não vai bem

Alguns sintomas podem indicar desequilíbrio:

Esses sinais costumam aparecer juntos.

O que pode causar desequilíbrio intestinal

Alguns hábitos influenciam diretamente:

Esses fatores alteram a microbiota.

Confira também: “Falta de vitaminas no corpo: sinais que aparecem na pele, cabelo e energia”.

Como melhorar a saúde intestinal

Mudanças simples ajudam a equilibrar o intestino. Aumentar o consumo de fibras é uma das principais. Frutas, verduras e grãos integrais são boas opções.

Incluir alimentos fermentados também pode ajudar. Iogurte natural e kefir contribuem para a microbiota.

Beber água e reduzir o estresse também fazem diferença.

Quando procurar orientação

Se os sintomas persistirem, é importante buscar avaliação profissional. Um especialista pode investigar a causa e indicar tratamento adequado.

Cuidar do intestino contribui para mais energia e melhor humor.

 

A Polícia Militar prendeu, nesta quinta-feira (2), um homem de 40 anos que possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de feminicídio. Ele foi capturado no Sítio Caraibinhas, na zona rural de Igaci, no interior de Alagoas.

As informações iniciais apontam que o homem foi encontrado após uma denúncia anônima que indicou o paradeiro do suspeito.

Segundo a polícia, o serviço de inteligência identificou que o homem estava residindo e trabalhando como tirador de leite em uma propriedade da região.

Durante a verificação nos sistemas, foi confirmada a ordem judicial expedida pela 4ª Vara Criminal de Palmeira dos Índios, relacionada a um crime ocorrido em novembro de 2025.

O suspeito foi detido e encaminhado à delegaciam, onde os procedimentos cabíveis foram realizados.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para que um irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro possa atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar.

O pedido foi encaminhado ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e busca incluir Carlos Eduardo Antunes Torres no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência no Jardim Botânico.

Moraes deu aval para a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias quando o ex-presidente foi internado no final de março. O ministro justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.

A domiciliar permite a presença apenas da equipe médica e de familiares mais próximos, como a esposa, Michelle, a filha e a enteada. A defesa argumenta, no entanto, que o quadro de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento contínuo.

Segundo os advogados, Michelle tem compromissos profissionais e pessoais que impedem a permanência integral ao lado do ex-presidente, o que justificaria a inclusão de uma pessoa de confiança para auxiliá-lo.

Carlos Eduardo já teria prestado auxílio em outras ocasiões. A defesa pede que ele possa permanecer na residência sempre que necessário, sem necessidade de autorização prévia da Justiça.

 

A brasileira Francisca Maria Sousa, 44, que estava desaparecida desde junho do ano passado, foi encontrada morta, informou a família dela.

O irmão, António José Sousa Santos, foi informado da morte dela pela polícia portuguesa nesta semana. À reportagem, ele disse ter sido comunicado por um e-mail da Polícia Judiciária de Portugal, que lamentava pelo ocorrido.

O corpo foi encontrado no dia 26 de fevereiro por um morador da Vila de Tabuaço, a 406 km de Lisboa. Segundo o jornal português Correio da Manhã, o corpo estava a 100 metros da casa de Francisca, em um vinhedo. Na ocasião, as autoridades disseram aos familiares não saber se era o da brasileira, mas que investigavam a suspeita.

Confirmação da identidade foi informada ontem. O governo português também disse à família que o cadáver foi levado para o Instituto Nacional de Medicina Legal na cidade do Porto e seria liberado na sequência.

O UOL entrou em contato com a polícia de Portugal para saber se há suspeitos pela morte dela. O Itamaraty também foi contatado para comentar sobre a morte dela. Não houve retorno de nenhum dos órgãos até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

RELEMBRE O CASO

Francisca fez o último contato com a família no dia 20 de junho de 2025. ''Eu falei com ela nesse dia, por volta de 13h30 da tarde, ela estava bem, me pediu para mostrar a casa. Conversamos e ela disse que ligaria de novo mais tarde'', relembra a mãe, Maria da Conceição.

A mãe conta que ficou esperando pelo contato de Francisca no dia seguinte. Ela relata que a primeira mensagem que lia toda manhã era o da filha, mas que estranhou ao não receber nada. ''Todo santo dia eu falava com ela. Todo tempo alegre e sorridente'', falou em vídeo publicado nas redes sociais.

Namorado da brasileira, identificado apenas como ''Luis'', avisou a sogra sobre o desaparecimento. Segundo ela, ele ligou e disse que Francisca não respondia às mensagens e nem às ligações dele, e que estaria desaparecida. ''Me desesperei, comecei a chorar e não parei mais'', diz a genitora.

Antes disso, o companheiro havia questionado Maria sobre uma suposta traição da filha. Antes de avisá-la sobre o desaparecimento, ele perguntou para a idosa se ela sabia que Francisca estava se envolvendo com um homem chamado ''Paulo''. A mulher explicou que Francisca havia namorado por três meses com ele, o apresentado a ela por videochamada, mas que tinham terminado ainda em 2023.

Na época, a Guarda Nacional Republicana e os bombeiros iniciaram as primeiras buscas, mas sem sucesso. A operação teve início após uma queixa feita pelo chefe da maranhense, proprietário de um restaurante onde a brasileira trabalhava. Ele disse que ela não havia aparecido no estabelecimento.

Francisca morava na Vila de Tabuaço há mais de um ano quando sumiu. De acordo com a mãe, ela planejava visitar a família entre o mês de julho e de agosto do ano passado.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta quinta-feira (2/4) as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o controle do Estreito de Ormuz.

Segundo Macron, é “irrealista” tentar reabrir a rota marítima pela força e as falas do republicano colocam em risco a credibilidade da aliança militar.

Durante visita oficial à Coreia do Sul, o líder francês afirmou que os comentários de Trump — que vêm questionando o compromisso dos EUA com a Otan — “minam a própria essência” da organização

Para Macron, alianças militares dependem fundamentalmente da confiança entre os membros.

“Acredito que organizações como a Otan são definidas pelo que não é dito, pela confiança que as sustenta. Se você questiona isso todos os dias, corrói sua própria essência”, declarou

Ele ainda criticou a postura contraditória do norte-americano: “Precisamos ser sérios, e se você quer ser sério, não pode sair por aí dizendo o oposto do que disse no dia anterior. Fala-se demais”.

Macron também classificou como deselegantes os comentários do líder norte-americano a respeito de seu casamento com Brigitte Macron. Segundo ele, as falas não foram “elegantes nem adequadas”.

Macron reage a Trump e diz ser “irrealista” reabrir Ormuz à força - destaque galeria
Donald Trump durante pronunciamento na TV
Macron reage a Trump e diz ser “irrealista” reabrir Ormuz à força - imagem 3

Alfinetadas de Trump

A reação ocorre após uma nova série de ataques do republicano à aliança. Nessa quarta-feira (1º/4), o presidente dos EUA classificou a aliança como um “tigre de papel” e voltou a ameaçar retirar o país do bloco.

Mais tarde, durante um pronunciamento televisionado, ele também afirmou que nações dependentes do petróleo que transita pelo Estreito de Ormuz devem assumir a responsabilidade por sua segurança.

“Eles dependem disso — e precisam agir. Nós vamos apoiar, mas eles devem liderar esse esforço”, disse Trump, ao destacar que os Estados Unidos importam “quase nada” de petróleo que passa pela região.

Macron, por sua vez, rejeitou a possibilidade de uma intervenção militar direta para garantir o fluxo de navios no estreito, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.

Cerca de um quinto do petróleo global passa pela via, que conecta produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais, incluindo a Europa.

O presidente francês defendeu que qualquer tentativa de garantir a segurança da região deve ocorrer por meio de coordenação diplomática, inclusive com o Irã, após um eventual cessar-fogo. Segundo ele, uma ação militar poderia ampliar ainda mais as tensões e expor forças navais a ataques.

Reduzir o consumo de açúcar é uma das recomendações mais frequentes em consultórios de nutrição, mas o impacto real dessa mudança não é imediato. Especialistas alertam que o corpo humano precisa de, no mínimo, sete dias consecutivos de restrição para romper o ciclo vicioso de picos glicêmicos e iniciar uma autorregulação metabólica. Durante essa primeira semana, o organismo deixa de priorizar a glicose rápida e passa a acessar reservas de gordura, promovendo um “reset” que afeta desde o paladar até a qualidade do sono.

De acordo com a nutricionista Cibele Santosa primeira semana é o marco zero para a sensibilidade à insulina.

“Quando comemos doces constantemente, vivemos em uma montanha-russa glicêmica. Sem o bombardeio do açúcar, o corpo volta a entender quando realmente precisa de energia e quando deve usar as reservas estocadas”, explica. Esse processo é fundamental para a lipólise — a queima de gordura —, quimicamente inibida quando a insulina está alta.

Além do fator hormonal, a especialista lembra que a retirada do ingrediente refinado atua diretamente na inflamação sistêmica. Segundo ela, o açúcar estimula proteínas como a proteína c-reativa, que mantém o corpo em estado de alerta e gera edema (inchaço). A melhora também é notada no sistema digestivo, já que o açúcar alimenta bactérias patogênicas. Ao retirá-lo, favorece-se o equilíbrio da microbiota intestinal.

Açúcar: quantos dias de restrição são necessários para reset no corpo? - destaque galeria

Do ponto de vista cardiovascular, o ideal é o mínimo possível de açúcar adicionado

“GLP-1 friendly" refere-se a uma dieta focada em alimentos que ajudam a estimular a produção do hormônio GLP-1, promovendo saciedade, controle de açúcar no sangue e perda de peso
Alguns hábitos prejudicam o controle glicêmico
O excesso de açúcar faz muito mal para a pele, acelerando o envelhecimento, causando flacidez, rugas e acne

O desafio da adaptação

Nutricionista e colunista do Metrópoles, Juliana Andrade reforça que a consistência é a maior barreira, porém, também é a maior recompensa. “Nos primeiros dias, é comum o aparecimento de sintomas de abstinência, como irritabilidade e dor de cabeça. Porém, após uma semana, a secreção de insulina se torna estável, o que favorece níveis de energia constantes e menor desejo por doces”, pontua.

De acordo com Juliana, passada a fase crítica, o benefício estende-se à função cognitiva. “A redução da chamada “neuroinflamação” melhora o foco e elimina a sonolência pós-prandial (após as refeições). Até o sono é beneficiado: sem picos de insulina à noite, o ciclo do cortisol se regula, permitindo um descanso mais profundo.

Reeducação sensorial

Por fim, a plasticidade do paladar é um dos pontos mais surpreendentes da mudança.

Juliana Andrade explica que o consumo frequente “treina” o cérebro a exigir estímulos cada vez mais fortes. “Com a redução gradual e consistente, as papilas tornam-se mais sensíveis. Frutas passam a parecer mais doces e alimentos antes considerados neutros ganham mais sabor”, finaliza a nutricionista. O resultado é uma mudança na neuroplasticidade, desassociando o prazer imediato da dopamina liberada pelo açúcar.

 

Pesquisadores descobriram que células cancerígenas conseguem usar um antioxidante produzido pelo próprio organismo como fonte de energia para crescer. A descoberta ajuda a explicar como os tumores obtêm nutrientes e pode orientar o desenvolvimento de terapias que bloqueiem esse processo.

O estudo foi conduzido por cientistas do Instituto de Câncer Wilmot, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Nature em 18 de março. A pesquisa investigou o papel da glutationa, uma molécula conhecida principalmente por proteger as células contra danos.

Como o tumor utiliza a substância

A glutationa é um antioxidante produzido naturalmente pelo corpo e também vendido como suplemento alimentar. Durante anos, os estudos se concentraram principalmente em seu papel na proteção contra danos celulares.

A nova pesquisa indica que, dentro do ambiente do tumor, a molécula pode desempenhar outra função. Ao analisar o líquido presente em tumores de mama doados para pesquisa, os cientistas encontraram grandes quantidades de glutationa, o que sugeriu que o composto estava sendo consumido ativamente pelas células cancerígenas.

Para confirmar essa hipótese, a equipe utilizou modelos experimentais de câncer de mama e observou que os tumores cresciam mais lentamente quando a capacidade de utilizar a glutationa era bloqueada.

“Talvez precisemos reexaminar a despensa da qual o câncer depende e analisar substâncias que nunca imaginamos que pudessem servir de alimento para tumores”, afirmou Harris.

Possível estratégia para novos tratamentos

A descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias que impeçam os tumores de acessar esse tipo de combustível. Os pesquisadores já identificaram um medicamento candidato que pode interferir no processo e agora investigam maneiras de aprimorar o composto.

O objetivo é encontrar formas de bloquear o uso da glutationa pelas células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis.

Os autores também destacam que a descoberta não significa que alimentos ricos em antioxidantes devam ser evitados. Uma alimentação equilibrada, com frutas e vegetais, continua sendo considerada importante para a saúde.

“Ainda estamos descobrindo novos aspectos da biologia da glutationa e esperamos que esse conhecimento possa ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o câncer”, diz Harris.

Segundo os pesquisadores, os resultados também sugerem que muitos tumores podem depender desse tipo de nutriente, o que reforça a importância de entender melhor como as células cancerígenas obtêm energia dentro do organismo.

Ainda que ocasional, o consumo excessivo de álcool (mais de quatro doses em um dia para mulheres e cinco para homens) é bastante prejudicial para o fígado. Uma nova pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que pessoas com gordura no fígado podem ter três vezes mais risco de desenvolver fibrose no órgão se beberem muito pelo menos uma vez por mês.

A pesquisa foi publicada nesta quinta (2/4) na revista científica Clinical Gastroenterology and Hepatology. Os cientistas descobriram que beber muito em um dia só é mais prejudicial do que dividir a mesma quantidade de álcool em vários dias.

“O estudo é um grande alerta porque, tradicionalmente, os médicos tendem a observar o total de álcool consumido, e não como ele é consumido, ao definir o risco hepático. Nossa pesquisa sugere que o público deve estar atento do perigo de beber muito, mesmo ocasionalmente, e que deve evitar mesmo se consumir álcool moderadamente no resto do tempo”, afirma o hepatologista Brian P.Lee, o principal autor do estudo, em comunicado.

A pesquisa foi feita analisando dados de um levantamento nutricional de longo prazo da população americana e incluiu informações de 8 mil adultos coletadas entre 2017 e 2023. Os cientistas observaram principalmente a relação entre o exagero na bebida ocasional e a fibrose hepática avançada.

Exagero na bebida é comum

Mais de metade dos participantes afirmou beber excessivamente de vez em quando e 16% dos pacientes com gordura no fígado disse exagerar ocasionalmente. Os resultados foram comparados entre pessoas da mesma idade e sexo.

Lee acredita que beber grandes quantidades de álcool de uma vez pode sobrecarregar o fígado e aumentar a inflamação, o que causa cicatrização e danos ao órgão. Pessoas que têm esteatose hepática estão ainda mais em risco pois o fígado já está lidando com a gordura além dos problemas causados pelo álcool.

“Apesar de o estudo ter sido focado em pacientes com gordura no fígado, os achados são pertinentes para uma população maior de pacientes. Mais de metade dos adultos disse beber muito ocasionalmente, e este assunto merece mais atenção de médicos e pesquisadores para entender melhor, prevenir e tratar doenças hepáticas”, afirma o pesquisador.

Associação de vítimas critica publicação e cobra respeito à memória do acidente em Goiânia

Uma publicação nas redes sociais envolvendo a marca O Boticário provocou forte repercussão negativa e levou a uma  oficial da Associação das Vítimas do Césio-137. A entidade criticou um comentário feito pelo perfil da empresa, considerado ofensivo diante de um dos episódios mais graves da história do país.

Brincadeira em postagem deu origem à polêmica

O episódio começou após um usuário compartilhar a imagem de um suco em pó de edição limitada inspirado no personagem Stitch, conhecido pela coloração azul.

Na legenda, a pessoa comentou, de forma descontraída, sobre testar se a bebida realmente ficaria com a tonalidade anunciada. A publicação ganhou visibilidade e recebeu uma resposta do perfil oficial da marca.

A resposta, em tom de humor, mencionava o estado de Goiás — o que foi interpretado por muitos internautas como uma referência indireta ao Acidente com Césio-137.

O Boticário e Césio-137: comentário gera revolta online

No texto, a entidade repudiou o comentário e classificou a manifestação como desrespeitosa e discriminatória. A associação destacou que os impactos do acidente ainda são sentidos por vítimas e familiares, que enfrentam consequências e preconceitos até hoje.

A nota também reforça que acontecimentos marcados por sofrimento humano devem ser tratados com responsabilidade, especialmente por empresas com grande alcance público.

Repercussão nas redes e remoção do conteúdo

Após as críticas, o comentário foi apagado. No entanto, a reação negativa já havia se espalhado nas redes sociais, com usuários apontando falta de sensibilidade ao associar, mesmo que indiretamente, um evento trágico a uma situação cotidiana.

Empresa pede desculpas e anuncia apuração interna

Em nota enviada ao portal iG, O Boticário afirmou que repudia o conteúdo publicado e que a interação foi removida no mesmo dia.

A empresa também informou que abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido e adotar medidas cabíveis.

“O Boticário repudia veementemente o comentário realizado por meio de seu perfil oficial no Threads, que é totalmente incompatível com valores de respeito e humanidade que norteiam a marca. No mesmo dia, a interação foi removida e, desde então, o caso está em investigação interna para que as devidas providências sejam tomadas. A marca pede sinceras desculpas à população goiana, às vítimas do acidente nuclear de 1987 e aos seus familiares.”

Memória e responsabilidade em pauta

A associação reforçou, ao final da nota, a necessidade de maior cuidado na comunicação institucional e destacou que a memória das vítimas deve ser preservada com dignidade, evitando que episódios históricos sejam banalizados.

 

O intestino tem sido um dos focos da coluna Claudia Meireles nos últimos dias. De acordo com um artigo da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM, sigla em inglês), o órgão é responsável por digerir os alimentos, combater os germes e produzir diversos hormônios que transmitem mensagens para outras partes do corpo, além de regular a entrada e saída de água do organismo.

Como o órgão tem funções essenciais, manter o intestino saudável é uma forma de contribuir para o bom funcionamento da “engrenagem” do corpo humano. Diante disso, o gastroenterologista Sérgio Barrichello foi requisitado para explicar a respeito do hábito com maior potencial de beneficiar a saúde intestinal.

Gastroenterologista aponta hábito simples que mais ajuda o intestino - destaque galeria

“O hábito mais consistentemente associado à saúde do intestino é uma alimentação rica em fibras alimentares relacionada à ingestão adequada de água“, atesta o cirurgião bariátrico e endoscopista do Hospital Albert Sabin de São Paulo (HAS-SP). O médico detalha que esse macronutriente exerce “papel central na fisiologia intestinal por diferentes mecanismos.”

O especialista referência em balão intragástrico menciona os principais benefícios decorrentes do consumo de fibras: “Aumentam o volume do bolo fecal, estimulando receptores da parede intestinal e favorecendo os movimentos do intestino. Também servem de ‘alimento’ para as bactérias do órgão, sendo fermentadas e produzindo nutrientes importantes para a saúde.”

Foto colorida de mulher com dor abdominal - Metrópoles
O gastroenterologista esclarece como as fibras atuam para melhorar a saúde do intestino

Segundo Barrichello, as fibras oferecem “efeitos importantes” ao intestino. O médico lista:

Conforme o endoscopista, dietas ricas em fibras estão relacionadas a maior diversidade da microbiota intestinal: “É um fator diretamente correlacionado com melhor saúde metabólica e imunológica”.

Ele destaca que a recomendação média de consumo do macronutriente para adultos fica em torno de 25 a 38 gramas por dia. “Preferencialmente provenientes de vegetais, frutas, leguminosas, grãos integrais e sementes”, conclui.

Ilustração colorida do intestino com flores ao redor - Metrópoles.

A síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio hormonal que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva. A condição é caracterizada, entre outros fatores, por alterações hormonais e pela presença de múltiplos cistos nos ovários.

Além de impactar o ciclo menstrual e a fertilidade, a síndrome também costuma levantar uma dúvida frequente entre pacientes. Até que ponto ela está associada ao ganho de peso?

A relação entre a SOP e o aumento de peso é frequentemente mencionada, mas não acontece da mesma forma para todas as mulheres. De acordo com especialistas ouvidas pelo Metrópoles, a condição pode favorecer alterações metabólicas que influenciam o acúmulo de gordura, embora isso não seja uma regra.

“A relação existe, mas não é obrigatória. Nem todas as mulheres com síndrome dos ovários policísticos apresentam sobrepeso ou obesidade”, explica a ginecologista Jessica Wolff, especialista em reprodução humana e ginecologia endócrina da Maternidade Brasília.

Segundo a médica, a síndrome costuma estar associada principalmente à resistência à insulina, uma alteração metabólica que pode favorecer o ganho de peso e o acúmulo de gordura, sobretudo na região abdominal. Ainda assim, ela ressalta que existem diferentes formas de manifestação da doença.

“Também existem mulheres com síndrome dos ovários policísticos e peso normal, o que mostra que a condição pode ter apresentações clínicas diferentes”, afirma.

Alterações hormonais e metabolismo

A síndrome do ovário policístico envolve mudanças hormonais importantes no organismo. Entre as principais estão o aumento dos hormônios androgênicos, conhecidos como hormônios masculinos, e a resistência à insulina.

Jessica explica que a resistência à insulina faz com que o organismo produza níveis mais elevados do hormônio para manter a glicose no sangue controlada.

Esse processo pode estimular os ovários a produzirem mais androgênios. Por esse motivo, a síndrome deixou de ser vista apenas como uma condição reprodutiva — hoje, ela também é reconhecida por seus impactos metabólicos.

Mulheres com síndrome do ovário policístico podem apresentar maior risco de desenvolver síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e alterações no colesterol ao longo da vida.

Por que emagrecer pode ser mais difícil?

Outro ponto relatado por pacientes é a dificuldade para perder peso, mesmo quando adotam dieta e atividade física. Essa dificuldade, segundo a médica, também está relacionada à resistência à insulina.

“A hiperinsulinemia pode favorecer o armazenamento de gordura e tornar o processo de perda de peso mais desafiador”, diz Jessica.

Isso não significa, porém, que mulheres com a síndrome não consigam emagrecer. A especialista afirma que, em alguns casos, o processo pode apenas ser mais gradual e exigir acompanhamento médico e estratégias individualizadas.

Hábitos que ajudam no controle e sinais de alerta

Mudanças no estilo de vida são consideradas uma das bases do tratamento da síndrome do ovário policístico.

“A modificação do estilo de vida é a base do tratamento da síndrome dos ovários policísticos. O exercício físico ajuda a reduzir a resistência à insulina, e uma alimentação equilibrada também contribui para esse controle”, afirma a endocrinologista Camila Viecceli, do Hospital da Bahia.

Alguns sinais podem indicar a necessidade de procurar avaliação médica para investigar a síndrome. Entre eles estão ciclos menstruais irregulares, períodos em que a menstruação deixa de ocorrer por meses e sintomas relacionados ao aumento de hormônios androgênicos.

Camila explica que também podem surgir aumento de pelos em regiões como rosto e tronco, acne intensa ou queda de cabelo com padrão mais frontal. Alterações em exames laboratoriais, como níveis elevados de testosterona ou sinais de resistência à insulina, também podem levantar a suspeita da síndrome.

Diante desses sinais, a orientação é procurar avaliação médica para confirmação do diagnóstico e definição do tratamento mais adequado.

A produção do tradicional espetáculo da Paixão de Cristo em Palmeira dos Índios está nos preparativos finais para a estreia, que acontecerá nesta quinta-feira (2). Considerado um dos momentos mais marcantes da programação religiosa do município, o evento promete reunir moradores e visitantes em uma grande celebração de fé, cultura e emoção.

O espetáculo, que retrata a maior história de amor da humanidade, será realizado durante a Semana Santa, nos dias 2, 3 e 4 de abril, às 19h, na Serra do Goiti, no entorno do Cristo Redentor, um dos principais pontos turísticos da cidade. Com o tema “Jesus Rei dos Judeus: Paixão e Ressurreição”, a apresentação levará ao público uma reflexão sobre a vida e os últimos momentos de Jesus Cristo, desde a condenação até a ressurreição, e reforçará a mensagem de esperança e renovação.

Nos últimos dias, equipes técnicas e elenco intensificaram os ensaios, além dos ajustes em cenários, iluminação, figurinos e sonorização. A montagem, que ficará por conta da Companhia Humanacena Produções e Eventos Artísticos, selecionada por meio de edital, promete garantir qualidade artística e valorização da produção cultural local. A Prefeitura de Palmeira dos Índios apoia culturalmente o evento.

Na Serra do Goiti, onde já estão localizados os santuários do Cristo Redentor e de Mãe do Amparo, também está sendo implantado o Caminho Sagrado da Fé, com as estações da Via Sacra. A previsão é de que a obra seja concluída até agosto, mês da Emancipação Política do município.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância do evento para a cidade. “A Paixão de Cristo é um momento muito especial para o nosso município, pois une fé, tradição e cultura. Nosso compromisso é incentivar iniciativas que valorizem os artistas locais e fortaleçam a identidade do nosso povo. Convidamos toda a população e visitantes para prestigiar esse espetáculo que emociona e renova a esperança”, afirmou.

O homem que se entregou à polícia de Alagoas nessa quarta-feira (1º), em Craíbas, era procurado pelas forças de segurança de São Paulo pelo assassinato de Rafael Costa dos Anjos, ocorrido em janeiro de 2010. Ele disse que tomou a decisão de responder pelo homicídio por ter medo de represálias contra o filho.

Segundo a Justiça de São Paulo, o homem e um comparsa teriam matado Rafael por uma dívida de drogas, ao bater a cabeça dela contra a parede e asfixiá-la com uma corda. Testemunhas ouviram a voz de um deles, o que ajudou os investigadores a concluírem pelo envolvimento de ambos.

Ameaça contra o filho

O então foragido levava uma vida normal na cidade do Agreste alagoano, 16 anos após crime, quando recebeu a visita de dois homens encapuzados e armados nesse dia 1º de abril. A conversa foi cercada de apreensão, pois a dupla fez ameaça de morte contra o filho dele caso o homem não se entregasse à polícia.

Diante do que foi exposto, o suspeito de homicídio procurou o Centro Integrado de Segurança Pública de Craíbas para informar que o filho havia sido ameaçado e assumir a responsabilidade em relação ao homicídio praticado em São Paulo.

Ele foi levado para a Central de Flagrantes de Arapiraca, município vizinho, para o registro de boletim de ocorrência. E ficou preso e à disposição da Justiça de São Paulo.

Cientistas descobriram que as células possuem um mecanismo ativo de movimentação interna que funciona como um fluxo direcionado de proteínas. O achado foi publicado na revista Nature Communications, na última terça-feira (31/3), e muda a forma como os pesquisadores entendem o funcionamento interno das células

Até então, acreditava-se que o transporte de proteínas dentro das células acontecia principalmente por difusão — um processo passivo e aleatório. No entanto, o novo estudo mostra que as células também usam fluxos organizadores para deslocar essas moléculas com mais eficiência.

Como funciona o mecanismo

Os pesquisadores observaram que as células conseguem gerar correntes internas que empurram proteínas para regiões específicas, principalmente para a parte frontal, que está relacionada ao movimento ceular.

Esse fluxo acontece porque a célula cria diferenças de pressão em seu interior, o que faz com que o conteúdo se desloque de forma direcionada. Na prática, isso significa que o transporte dentro da célula pode ser mais rápido e controlado do que se pensava anteriormente.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram técnicas de imagem e experimentos que permitiram acompanhar o deslocamento de proteínas dentro das células em tempo real.

Ao analisar os dados, eles perceberam que o movimento não era totalmente aleatório. Em vez disso, havia um padrão consistente, indicando a existência de um fluxo interno organizado.

O que isso muda na ciência

A descoberta mostra que as células não dependem apenas de processos passivos para funcionar. Elas também utilizam mecanismos ativos para organizar suas estruturas internas. Isso ajuda a explicar como algumas funções celulares acontecem de forma rápida e coordenada, como o movimento e a reorganização da célula

O estudo não analisou diretamente o câncer, mas os autores destacam que entender como as células se movimentam internamente pode ajudar em pesquisas sobre doenças em que o deslocamento celular é importante, como a metástase.

A metástase ocorre quando células cancerígenas se espalham pelo corpo. Como esse processo depende da capacidade de movimento das células, compreender esses fluxos internos pode contribuir para estudo futuros na área.

A descoberta revela que o interior das células é mais dinâmico e organizado do que se imaginava. Em vez de depender apenas do acaso, as células utilizam fluxos internos para transportar proteínas de forma eficiente. Os pesquisadores reforçam que mais estudos ainda serão necessários para entender melhor esse funcionamento celular.

Não faltam evidências de que o consumo exagerado de refrigerantes e demais bebidas cheias de açúcar está associado ao ganho de peso e todas as suas consequências. Agora, um estudo publicado no periódico The Journal of Nutrition, Health and Aging acrescenta à lista de efeitos o aumento no risco de demência.

Pesquisadores da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, analisaram informações de mais 118 mil adultos, coletadas ao longo de 13 anos por meio do UK Biobank, levantamento britânico que avalia condições de saúde de meio milhão de pessoas.

Entre os participantes que consumiam mais de um copo de bebidas açucaradas todos os dias, observou-se uma maior tendência a desenvolver demências, que incluem doenças como o Alzheimer. Por outro lado, incluir café e chá no cotidiano esteva associado à neuroproteção.

Vale lembrar, porém, que esse é um estudo observacional, ou seja, não estabelece uma relação direta de causa e efeito. Além disso, as informações sobre o consumo dessas bebidas partem de questionários respondidos pelos próprios participantes, o que pode tornar os resultados menos precisos.

Apesar da necessidade de mais pesquisas sobre o assunto, outros trabalhos já mostraram essa associação. “Sobre os possíveis mecanismos envolvidos, há evidências de que o excesso dessas bebidas contribua para uma sobrecarga no sistema metabólico”, afirma o nutrólogo Celso Cukier, do Einstein Hospital Israelita.

Além do ganho de peso, ocorre uma propensão à resistência à insulina, ou seja, um desajuste no metabolismo da glicose. Também se eleva o risco para o acúmulo de gordura na região abdominal, que fica entremeada nos órgãos e contribui para a produção de hormônios e diversas substâncias, inclusive as pró-inflamatórias. O artigo menciona evidências de que exagerar no açúcar pode ainda interferir com estruturas cerebrais, favorecendo o declínio cognitivo.

Dá para incluir essas bebidas no dia a dia?

Embora a nutrição não proíba nenhum alimento, a parcimônia é bem-vinda quando se trata de líquidos abarrotados de açúcar. “A recomendação é incluir ocasionalmente e em pouca quantidade”, orienta a nutricionista Lara Natacci, pesquisadora na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Jamais beba esses produtos como estratégia de hidratação. “Para essa finalidade, só vale a água mesmo”, ressalta Natacci. Além de refrigerantes, tenha atenção com as bebidas à base de frutas, que incluem néctares e refrescos, variando a diluição. Também é fundamental um olhar atento ao teor de açúcar de produtos como energéticos, chás prontos, bebidas fermentadas, entre outros.

A dica é esmiuçar informações estampadas nas embalagens. Inclusive, com a nova norma para os rótulos, que traz a lupa com o aviso de “alto em açúcar adicionado”, essa tarefa ficou mais fácil.

As opções protetoras

Café e chá-verde aparecem no artigo sul-coreano como aliados na redução do risco de demência. “Ambos oferecem antioxidantes”, diz Cukier. Esses compostos se destacam em pesquisas pela capacidade de atenuar inflamações, resguardando o cérebro. “Vale salientar, entretanto, que são necessários mais estudos para avaliar a quantidade e ainda a frequência necessárias para garantir os efeitos”, afirma o médico do Einstein.

Além da cafeína, o cafezinho contém uma variedade de fitoquímicos, especialmente do grupo dos polifenóis: ácido clorogênico, ácido gálico, ácido ferúlico e ácido cafeico são exemplos. Vale mencionar ainda a presença de enterodiol e enterolactona, que agem na modulação dos níveis de glicose no sangue.

O chá-verde também concentra cafeína e fenólicos, especialmente a epigalocatequina galato ou EGCG, um potente antioxidante, de comprovada atuação anti-inflamatória. Sua matéria-prima é a erva Camellia sinensis.

O ideal é saborear tanto o chá-verde quanto o café sem açúcar, ou com o mínimo possível. Lembrando que os benefícios desses e de qualquer outro alimento estão atrelados ao estilo de vida. De nada adianta incluí-los no cardápio se o dia a dia é marcado por sedentarismo e má alimentação, com poucas horas de sono e muito estresse.

Para responder à questão de se o multiverso é real, no entanto, precisamos primeiro chegar a um consenso sobre o que significa algo ser real. Como astrofísico que estuda Cosmologia – a história e a estrutura do Universo em grande escala – e a filosofia da física, já refleti sobre essa questão várias vezes ao longo da minha carreira.

definição mais imediata de “real” talvez seja o que você pode ver e tocar. Meu almoço é real nesse sentido, porque posso saboreá-lo e você pode me ouvir mastigando (espero que não muito alto). Portanto, “real” poderia ser definido como algo que você pode perceber com pelo menos um dos seus cinco sentidos.

Mas isso deixaria de fora muitas coisas que também são reais. As micro-ondas que aquecem sua comida são reais, mas você não pode percebê-las diretamente – apenas seu efeito, a comida aquecida. Portanto, algumas coisas reais você só pode “ver” indiretamente, pelas evidências que elas deixam para trás. A existência dos dinossauros é outro exemplo – você só pode ver seus fósseis.

Portanto, podemos fazer duas versões da pergunta sobre se o multiverso é real. Primeira: você consegue vê-lo, ouvi-lo, tocá-lo, cheirá-lo ou prová-lo? Segunda: mesmo que não consiga, há alguma evidência de seus efeitos?

Mecânica quântica do multiverso

A resposta que a maioria dos pesquisadores daria à pergunta se você pode perceber o multiverso com seus cinco sentidos provavelmente é “não”. Mas há muitas coisas reais que não são reais nesse sentido, como as micro-ondas. Então, podemos ver alguma evidência indireta do multiverso, como os efeitos que ele poderia ter no mundo observável?

A resposta curta é sim, mais ou menos.

O multiverso é uma maneira de compreender o comportamento de coisas muito, muito pequenas, como átomos e partículas subatômicas. Os cientistas chamam as regras que regem o comportamento desses objetos minúsculos de mecânica quântica. Na mecânica quântica, nunca se sabe ao certo qual será o resultado de um experimento. Só é possível registrar a chance — ou seja, a probabilidade — de algo acontecer.

É como jogar dados: você não pode ter certeza de qual número vai sair, mas pode dizer que tem chances iguais de obter um, dois, três, quatro, cinco ou seis na face dos dados. Mas se você tivesse informações suficientes sobre os dados – como sua forma e massa exatas, os padrões de ar ao redor deles e a maneira exata como os jogou –, poderia prever exatamente em qual face eles iriam cair. Pode ser necessária uma grande simulação computacional para processar estes números, mas é possível.

Agora imagine dados realmente muito pequenos. Mesmo que você tivesse um computador muito poderoso, não seria capaz de prever em qual lado esses dados superpequenos iriam cair. Isso porque eles são regidos pela mecânica quântica, onde não é possível prever resultados com certeza absoluta. Você pode prever apenas a probabilidade.

Muitos mundos e o multiverso

A mecânica quântica é apenas um pouco aleatória – nem tudo tem a mesma chance de acontecer. Podemos prever a chance de cada cenário ocorrer, mas não o resultado real. No caso dos dados quânticos, tudo o que poderíamos saber é que há uma chance de 1 em 6 de ele cair em qualquer face.

Uma maneira pela qual os cientistas interpretaram essa estranha propriedade da mecânica quântica é que cada cenário possível realmente acontece. Mas, quando isso ocorre, cria-se outro Universo. Isso é chamado de visão dos muitos mundos da mecânica quântica.

No caso do nosso dado quântico, a visão dos muitos mundos diria que há uma chance em seis de rolar cada número, pois seis universos são criados toda vez que jogamos o dado. Embora permaneçamos em um deles – digamos, o mundo em que o dado mostra o três –, outros cinco universos também são criados, nos quais o dado mostra um dos outros números.

Nessa imagem da mecânica quântica, os universos se ramificam a cada cenário. É claro que não podemos realmente fabricar um dado quântico e jogá-lo – a simples interação com o dado destruiria sua natureza quântica.

Isso significa que a mecânica quântica é uma evidência de que o multiverso é real? Eu diria que não. Embora seja uma maneira fascinante de imaginar a mecânica quântica, trata-se apenas de uma interpretação, não de uma evidência incontestável do multiverso.

O multiverso e a Teoria das Cordas

Outro aspecto relevante do multiverso é seu papel na Teoria das Cordas. A Teoria das Cordas defende que as partículas fundamentais que compõem a matéria são, elas próprias, feitas de cordas de energia vibrantes. Pense em um elástico vibrando dentro de cada partícula.

A Teoria das Cordas também defende que o Universo tem mais de três dimensões. Diferentes teorias das cordas preveem números diferentes de dimensões extras. Isso significa que constantes físicas, como a velocidade da luz e a carga dos elétrons, poderiam ter valores diferentes. O mesmo vale para a quantidade de matéria no Universo. Isso sugere um panorama de possíveis universos diferentes, cada um com condições distintas – um multiverso.

Até o momento, não há evidências definitivas de um multiverso com base na Teoria das Cordas. Esses universos provavelmente não se conectariam entre si; caso contrário, não seriam considerados universos separados – seriam apenas parte do nosso próprio Universo. Portanto, mesmo que existam, talvez nunca tenhamos evidências diretas de sua existência.

Mas poderia haver evidências indiretas da existência de múltiplos universos. Por exemplo, a Teoria das Cordas pode ajudar os cientistas a prever os resultados de experimentos de altíssima energia em nosso próprio Universo. Ela também pode fazer previsões sobre como a matéria se comporta em escalas muito, muito pequenas. Se essas previsões se confirmarem, isso poderia ser uma evidência a favor da Teoria das Cordas. E se a Teoria das Cordas for possivelmente real em nosso Universo, isso significa indiretamente que o multiverso também pode ser real.

Embora não haja nenhuma evidência definitiva em nosso próprio Universo para a Teoria das Cordas, quem sabe o que o futuro nos reserva?The ConversationThe Conversation

 

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