
O Corinthians conseguiu nesta terça-feira evitar o bloqueio de contas na ordem de R$ 9 milhões. Na Justiça, o clube obteve a suspensão de uma cobrança da Fazenda Pública.
A atual diretoria defendeu que as dívidas cíveis do Corinthians só podem ser pagas por intermédio do RCE (Regime Centralizado de Execuções).
O Timão utiliza-se deste regime para organizar os credores em uma única fila de pagamento, com tratamento igualitário para todos.

Parque São Jorge, sede social do Corinthians — Foto: José Edgar de Matos
No plano do Corinthians há a previsão de destinar 4% das receitas do clube e 5% da negociação de jogadores para o pagamento mensal dos credores.
Sobre o valor das transferências, os credores podem optar por receber o pagamento de maneira mais rápida, mas com desconto, em uma espécie de “leilão reverso”.
A Justiça, nesta terça-feira, aceitou os argumentos do Corinthians e suspendeu a ordem de bloqueio, garantido minimamente o andamento do fluxo de caixa corintiano.
– A decisão obtida pelo Departamento Jurídico é extremamente importante, pois permite que o Corinthians continue operando normalmente, sem a incidência de bloqueio judicial, o que comprometeria a projeção financeira do clube – destacou Leonardo Pantaleão, assessor jurídico da gestão interina.
Em jogo comemorativo na Vila Belmiro, Neymar falou nesta terça-feira pela primeira vez sobre o interesse de outros times para a disputa da Copa do Mundo de Clubes.
Ele disse estar bem fisicamente, mas que, diante da proposta de defender o Fluminense, o que "ficou bem perto de acontecer", o craque preferiu usar o período de pausa do Campeonato Brasileiro para aprimorar ainda mais o condicionamento físico.
— Eu estou bem fisicamente. Fiquei tendo essas conversas com alguns times para jogar o Mundial. O Fluminense foi uma coisa que ficou bem perto de acontecer, mas preferi ficar para treinar um pouco mais. 100% eu estou fisicamente, mas eu preciso estar melhor ainda para poder voltar muito bem — disse Neymar, em entrevista ao "Flow Podcast", depois de jogar os 30 minutos do primeiro tempo da partida comemorativa promovida por um de seus patrocinadores.
Ele seguiu em campo para a segunda etapa e disputou os outros 30 minutos da partida, na qual fez dribles, deu assistências e marcou gol. Foram, ao todo, 60 minutos jogando.

Neymar durante jogo entre Santos e Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro — Foto: Reinaldo Campos/Santos FC
Ele ainda respondeu às críticas que costuma receber sobre os compromissos extracampo.
— As pessoas têm uma visão do que eu sou como jogador, como atleta. Todo mundo pensa que as festas que eu fiz, os Carnavais eu fui, foram todos os dias, todas as vezes, e não no momento que eu poderia fazer essas coisas, em folga, em férias — contemporizou o camisa 10 do Santos.
— Não é atoa que eu estou há 15 anos no auge, jogando em grandes times, continuando na seleção brasileira. É muita dedicação, tem que abrir mão de muita coisa, eu sei bem o que eu estou falando. Não é fácil chegar aonde eu cheguei. Eu sinto muito orgulho de tudo que eu estou fazendo.
Ao contrário da maioria dos participantes da partida na Vila Belmiro, Neymar não passou pela zona mista e, portanto, não teve contato com os jornalistas.
Havia a expectativa de que o craque pudesse falar sobre a renovação do contrato com o Santos, que termina no próximo dia 30.
A renovação até junho de 2026 está encaminhada, com todos os termos acertados entre o Santos e o estafe do jogador. O pai de Neymar, contudo, contou que iria para Miami, nos Estados Unidos, para conversar com representantes de clubes europeus. Ele destacou, porém, que há boas chances de o contrato com o Peixe ser renovado.
Denílson tinha seis anos quando sentiu a mãe morrer em seus braços, vítima de bronquite asmática. Vivia em um barraco no Rio de Janeiro, com duas irmãs mais novas. Pouco depois, sentiu a dor de ver o pai, desnorteado com a perda da esposa, sair de casa. Os três filhos foram entregues a diferentes famílias. Denílson foi rejeitado.
– Eu era um menino muito revoltado. Ninguém tinha obrigação de ficar com essa granada que a qualquer momento poderia explodir — disse.
Denílson Nascimento rodou por casas e orfanatos até encontrar uma família de pescadores e voltar à Bahia, de onde saiu ainda bebê, aos quatro meses de vida. Nunca se prendeu a um só lugar. Habituou-se à rejeição e, naturalmente, jamais quis ficar onde não se sentisse desejado.
Cresceu vendendo bolo, picolé, verduras, de tudo um pouco, até encontrar sua vocação no futebol. Mesmo tardio, sem base, sem tempo, inspirou-se na Seleção de 94, campeã com Bebeto e Romário, para fazer o que parecia impossível: rodar o mundo e ostentar por seis anos o recorde de maior artilheiro em uma única edição do Mundial de Clubes.
Do jeito que comecei no futebol, foi o jeito que eu saí. Sem ninguém ver.
Em 25 anos de carreira, Denílson colecionou histórias pouco contadas. O atacante virou goleiro no Mundial, desbravou o futebol dos Emirados Árabes, os bastidores do Paris Saint-Germain e voltou ao Brasil, em 2011, com medo, após ver o presidente do clube em que estava, no Uzbequistão, com Rivaldo, ser preso.
É possível até partilhar sua vida no antes e depois do Mundial, considerado o auge da carreira no futebol.
enílson virou o maior artilheiro de uma única edição do torneio quando marcou todos os quatro gols do Pohang Steelers, da Coreia do Sul, em 2009. Sustentou o posto até 2015, superado por Luis Suárez, que fez cinco pelo Barcelona. Desde então, só outros dois tiveram desempenho parecido: Cristiano Ronaldo em 2016 e Pedro no Flamengo de 2022, ambos com quatro.
Ele era o único estrangeiro no elenco, ostentou três títulos no time sul-coreano e chegou ao Mundial desacreditado, mesmo após o título da Liga dos Campeões da Ásia.
– Tinha 33 anos e dizia: "Estamos aqui como franco atiradores". Ninguém acreditava e fomos para a semifinal – recordou.
O Pohang venceu o Mazembe, do Congo, por 2 a 1, avançou à semifinal e terminou eliminado pelo Estudiantes, da Argentina, em um jogo que ainda hoje, quase 16 anos depois, desperta a indignação do atacante.
– O árbitro roubou a gente de tudo quanto foi jeito, foi escandaloso. A organização queria uma final Estudiantes e Barcelona. Tivemos três jogadores expulsos, e eu fiquei 17 minutos como goleiro no Mundial.
Era uma questão de assumir a responsabilidade como principal jogador do elenco, mas também de reviver memórias da infância.
– Eu, quando era pequeno, não tinha a bola, era sempre do colega. Atropelava os garotos da minha idade jogando, então o dono sempre falava: "tem que ir para o gol". Eu não gostava, mas para brincar tinha que ir. Então fui pegando uma noção e não pipoquei não.
Denílson sustentou o apito final sem sofrer gols, mas não evitou a eliminação. Sem três de seus titulares, disputou o terceiro lugar com o Atlante, do México, usando um goleiro do Sub-20 que nunca havia atuado no profissional. Ninguém confiava nele, admite Denílson, mas terminou fazendo a diferença: o Pohang venceu nos pênaltis e segue como único sul-coreano com um terceiro lugar em Mundial.
É uma memória relatada com orgulho. Até porque escrever o nome na história do torneio seria inimaginável para Denílson no início da vida.
Comecei tarde no futebol porque estava trabalhando. Acordava 4h30 para treinar no Camaçari aos 17 anos e chegava 15h para vender verdura na barraca e ter o dinheiro da passagem de novo.
— conta o atacante, adotado na época por uma família de feirantes e pescadores.
Tinha muita deficiência técnica, ele reconhece, então terminou corrigindo os problemas com o tempo, através dos clubes por onde passou. Entre eles, o Feynoord, da Holanda, e o PSG, quando desembarcou na Europa pela primeira vez, em 1996.
– Foi a época que o Ronaldo Nazário tinha estourado no PSV e estava todo mundo buscando um novo Ronaldo. Todo cara que era negão, careca ou tinha o jeito dele, todo mundo queria, nem precisava jogar. Bastava parecer o Ronaldo e todo mundo queria um teste.
Foi assim com Denílson, aprovado pelo técnico brasileiro Ricardo Gomes para atuar por uma temporada na equipe B do PSG. Ele nunca se preocupou em suprir as expectativas por um novo Ronaldo. Não sabia, contudo, que a alcunha o reencontraria mais tarde.
Determinado a rodar o mundo, agora por escolha própria, diferente das trocas de casa na infância, o atacante desbravou destinos em que o futebol brasileiro nem sequer sonhava em entrar. O primeiro deles: Emirados Árabes.
Era muito amador. Os árabes trabalhavam como polícia, na imigração, os campos eram muito ruins. Eu tinha que comprar minha vitamina, suplemento, até a roupa, tinha clube que não tinha roupeiro e você tinha que lavar em casa. O futebol era um hobby para eles. Cobrança era sobre os estrangeiros, então obviamente a gente recebia dez vezes mais.
— revela.
Os salários, para Denílson, eram melhores até que Portugal e França, por onde havia passado antes. Não à toa, fincou raízes no país, emendando passagens por Shabab Dubai, Dubai Club e Al-Nasr entre 1999 e 2005, chegando a ser sondado até para se naturalizar árabe.
– Fui artilheiro do campeonato no primeiro ano e virei referência, me tornei tipo o Ronaldo dos Emirados Árabes.
Construiu assim uma vida financeira confortável, voltando ao Brasil de férias em 2005 sem contrato, sem clube, sem empresário, mas despreocupado sobre o futuro.
Foi nesta viagem, enquanto jogava altinha na Praia do Forte, em Salvador, que cruzou caminho com um dos maiores empresários do futebol mundial, André Cury. O agente, anos depois responsável pela ida de Neymar ao Barcelona, estava na Costa do Sauipe para o casamento de Deco quando o avistou na areia.
– Pensei que era um pescador. O Pepe, auxiliar do Barcelona na época, que me disse: "tenho certeza que é jogador" – contou Cury, resgatando com carinho a memória.
Naquela semana, Denílson entregou a Cury um DVD de lances, como eram divulgados os melhores momentos dos atletas na época, sem a menor ideia do patamar de profissional com quem falava. Passou a ter a carreira gerenciada pelo empresário.
A primeira aposta não deu certo. No México para defender o Atlas, sentiu a diferença técnica por vir de um futebol descrito por ele como "extremamente amador", no caso dos Emirados Árabes, e entendeu que o clube não teria tempo de esperar sua adaptação. Sem marcar gols, sentindo-se rejeitado, pediu e rescindiu o contrato.
A segunda, porém, acertou o alvo. Foi no Daejeon Hana Citizen que começou sua trajetória na Coreia do Sul, disputando duas temporadas antes de se transferir ao Pohang Steelers, para ao Mundial de 2009. Denílson e Cury, aliás, se reencontraram no estádio durante a competição, em um momento em que haviam reduzido contato.
O fim do Mundial, com o terceiro lugar inédito, poderia dar sinais de aposentadoria para Denílson, ali aos 34. Resolveu, contudo, apostar em mais uma aventura: aceitou a proposta do Bunyodkor, no Uzbequistão, onde estavam Felipão e Rivaldo. Jogou o Mundial, inclusive, com um pré-contrato já assinado no novo clube.
implementação de academia, roupeiro, enquanto se via jogador e consultor, contratando atletas, como o próprio Denílson, e até o técnico. O dinheiro, porém, compensava.
Havia outros brasileiros que recebiam por temporada meio milhão de dólares, 700 mil. A proposta que chegou para mim foi de R$ 1,3 milhão, por uma temporada, e nós tínhamos uma premiação por jogo que ganhando ou perdendo era cinco mil dólares.
— revela Denílson.
Pouco depois, o Bunyodkor abriu falência. E Denílson ficou oito meses no clube sem receber, recuperando os pagamentos somente através de uma ação judicial.
Detalhe que ainda que a falta de salário fosse motivo suficiente para a despedida, a saída do atacante, de volta ao Brasil em 2011, teve outros motivos: uma hérnia com necessidade cirúrgica e, principalmente, a vida sendo posta em risco.
O dono do clube foi preso. A gente ficou com medo de acontecer alguma coisa, porque Rivaldo, Felipão, são conhecidos mundialmente, e o presidente do país, que é ditador, não queria divulgação. Esse cara do clube levou Messi, Maldini, Eto’o. Isso chama a atenção.
— explica.
Rivaldo, que o havia levado ao Uzbequistão, abriu as portas do Mogi Mirim para seu retorno ao Brasil. E Denílson, aos 35 anos na época, ainda defendeu dez clubes no país, jogando sete temporadas até se aposentar. A primeira vez em 2016 e depois enfim em 2020. Evitou o rebaixamento do Guarani em 2011, foi artilheiro do CRB em 2013.
O motivo para se manter ativo por tanto tempo? Uma realização pessoal.
– Queria transmitir para os jovens que é possível vencer. No final da carreira estava me divertindo com responsabilidade. Minha missão era mais social, só retribuindo o futebol com minha presença.
Ao longo dos anos, construiu uma família com a esposa e três filhos, atualmente vivendo nos Emirados Árabes, onde conseguiu o Golden Visa pelo tempo dedicado ao esporte no país. Atua dando aulas de futebol, fazendo curso de treinador e ajudando atletas que chegam desorientados.
Brincando e falando sério, sou vagabundo. Não faço nada. Trabalhei como auxiliar, em uma academia de futebol para matar o tempo, procuro estar ajudando as pessoas.
— conta aos risos.
Agora aos 48 anos, recorda as cenas da carreira com carinho, despreocupado sobre qualquer falta de reconhecimento ou visibilidade. É certo, inclusive, de que entrou e saiu do futebol sem ser visto.
Os papeis empurrados em seus braços, contudo, quando o Pohang Steelers venceu o inédito bronze no Mundial de 2009, poderiam sugerir o contrário. Denílson, de boné para trás, com o espaço invadido por celulares, distribuía autógrafos. Sentia a medalha pesar no peito, como um dia fizeram as dores, mas cercado de sorrisos, pronto para abrir o dele.
Não estava mais só.
O Manchester City estreia na Copa do Mundo de Clubes 2025 nesta quarta-feira (18), às 13h (de Brasília), quando enfrenta o Wydad Casablanca, do Marrocos, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pelo Grupo G.
Na véspera da partida, Bernardo Silva, um dos principais jogadores dos Citizens, analisou o desafio que a equipe comandada por Pep Guardiola vai enfrentar nos Estados Unidos, após uma temporada decepcionante e sem títulos.
O meia-atacante português, inclusive, lembrou da final do Mundial de 2023, contra o Fluminense, na Arábia Saudita.
- As equipes brasileiras, os jogadores, são muito fortes tecnicamente. É sempre muito difícil jogar contra as equipes brasileiras. Nós tivemos a experiência de jogar contra o Fluminense, no Mundial há dois anos, e ficamos impressionados pela forma que eles jogavam, como era difícil roubar a bola daquela equipe - comentou Bernardo Silva, recordando dos 4 a 0 sobre o Tricolor Carioca, que, na época, era treinado por Fernando Diniz.
Bernardo Silva lembra final do Mundial com o Flu, mas destaca Fla
Bernardo Silva comemora gol marcado em Manchester City x Aston Villa. — Foto: Simon Stacpoole/Offside/Offside via Getty Images
Para a disputa da Copa do Mundo de Clubes deste ano, o português elogiou Palmeiras e Botafogo, comandados pelos compatriotas Abel Ferreira e Renato Paiva, mas revelou que, na sua visão, o Flamengo de Filipe Luís está "um pouco acima".
- Eu acho que, nos últimos anos, o Palmeiras tem sido uma equipe muito competitiva, o Botafogo ganhou a Libertadores ano passado, e, esse ano, o Flamengo esteja um pouco por cima. Qualquer um pode sempre brigar com qualquer time, são sempre equipes difíceis de jogar. E nós, como portugueses, falamos o mesmo idioma e desejamos o melhor - afirmou Bernardo Silva, antes de completar.
- Fisicamente, eu acho que as equipes brasileiras estarão um pouco melhor preparados que nós, pois estão no meio da temporada e nós já no final. E até as condições meteorológicas são bastante parecidas. Eu acho que, nesse torneio, todas as equipes estão bem preparadas taticamente e fisicamente. Um pequeno detalhe vai fazer a diferença, a qualidade do jogador e da organização das equipes também fazem. Mas eu acho que todas as equipes estão muito bem preparadas para que seja uma boa competição e que seja uma grande luta entre todos os times.
No Grupo G, além do Wydad Casablanca, o Manchester City vai enfrentar o Al Ain, no domingo (22), em Atlanta, e a Juventus, na quinta-feira (26), em Orlando. Pelo chaveamento, os Citizens poderiam enfrentar o Fluminense nas quartas de final.
Um acordo firmado entre o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e Douglas Ribeiro Pina Barcelos — um dos 10 investigados no inquérito que apura manipulações em apostas esportivas e culminou no indiciamento do atacante Bruno Henrique, do Clube de Regatas do Flamengo — foi homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) nessa segunda-feira (16/6).
O acordo de não persecução penal (ANPP) livra o homem de um processo criminal, desde que ele cumpra as condições impostas e confesse o crime.
Douglas terá de pagar R$ 2,3 mil a uma entidade beneficente. A Justiça indicou que o dinheiro seja, preferencialmente, destinado a alguma associação voltada ao combate da ludopatia.
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O Fluminense surpreendeu na estreia da Copa do Mundo de Clubes, dominou o Borussia Dortmund, mas não conseguiu vencer o clube alemão.
Nesta terça-feira (17), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Tricolor perdeu grandes chances para marcar e acabou empatando por 0 a 0 no primeiro duelo do Grupo F.
Arias foi o grande destaque da partida, dando trabalho para a defesa dos Aurinegros, que saíram "no lucro" com a igualdade.
Domínio do Flu no primeiro tempo
Ao contrário do que muitos esperavam, foi o Fluminense quem começou atacando e criando as melhores chances do jogo.
Logo aos três minutos, Jhon Arias recebeu passe de Everaldo, invadiu a área do Borussia Dortmund e finalizou com perigo para fora.
Aos 16 minutos, o colombiano apareceu mais uma vez pelo lado direito do ataque, fazendo o goleiro Kobel trabalhar.

O Dortmund só conseguiu chegar aos 21 minutos, em escapada de Adeyemi. O atacante alemão driblou Nonato e quase achou o artilheiro Guirassy no meio da área.
Aos 28, Adeyemi assustou ao receber lançamento por trás da defesa e driblar Freytes, saindo na cara do gol. O lateral Renê fez a cobertura do lance e salvou o Flu.
O Tricolor seguiu dominando a partida e não deixava o Borussia respirar. O time carioca quase abriu o placar em chutes de Martinelli, Nonato e Arias.
Fluminense perde "caminhão de chances"
O segundo tempo começou assim como terminou a etapa inicial: com pressão do Fluminense.
Aos quatro minutos, Hércules recebeu passe de Samuel Xavier e finalizou para fora.
O Dortmund não se achava na partida e a equipe de Renato Gaúcho aproveitava os espaços. Aos 12 minutos, Everaldo recebeu lançamento de Arias, saiu cara a cara com o goleiro Kobel e serviu Canobbio, que acabou desperdiçando a chance de marcar.
O Fluminense não deixou o clube alemão respirar e Kobel salvou os Aurinegros aos 23 minutos, em chute de Everaldo.
O Borussia Dortmund fez substituições para tentar conter a pressão do time carioca. O técnico Niko Kovac promoveu a estreia de Jobe Bellingham, irmão de Jude, do Real Madrid.

As mudanças não surtiram efeito e a equipe seguiu com dificuldades para criar chances de gol.
O cansaço dos dois times fez o ritmo do jogo cair na reta final, sacramentando o empate no duelo que abriu o Grupo F do Mundial.
Final: Fluminense 0x0 Borussia Dortmund.
Próximos jogos
O Fluminense volta à campo na próximo sábado (21), às 19h (de Brasília), contra o Ulsan HD, pela 2ª rodada da Copa do Mundo de Clubes.
Assim como aconteceu na estreia, o duelo acontece no MetFlife Stadium, em Nova Jersey.
No mesmo dia, mas às 13h (de Brasília), o Borussia Dortmund enfrenta o Mamelodi Sundowns, no TQL Stadium.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na noite dessa segunda-feira (16), o borderô do jogo entre CSA e Floresta-CE, no Estádio Rei Pelé, pela 9ª rodada da Série C. De acordo com o documento, 8.959 pessoas estiveram presentes no Trapichão para acompanhar o duelo. A partida teve um público pagante de 6.253 pessoas.
No borderô, também consta que a renda bruta foi de R$76.021,00. Retirada as despesas, o Marujo teve um déficit de R$ 7.611,85. Os gastos incluem emissão e venda de ingressos, transporte de arbitragem, taxas da CBF, monitoramento, ambulâncias, INSS e outros custos. Confira abaixo todas as despesas:

Em campo, o CSA venceu por 2 a 0 e está na quinta posição, dentro da zona de classificação da competição. Os gols foram marcados pelos atacantes Baianinho e Guilherme Cachoeira.
O Fluminense pode olhar para o seu passado para ganhar confiança para a partida contra o Borussia Dortmund, nesta terça-feira, no MetLife Stadium. Isso porque, ao longo da história, o Tricolor se destacou por ser um algoz de equipes alemães. Tanto que leva vantagem no confronto geral e já superou o Bayern de Munique, maior rival do adversário desta Copa do Mundo de Clubes.
No total, o Fluminense já enfrentou equipes da Alemanha em 18 oportunidades e tem histórico positivo, com 12 vitórias, 1 empate e 5 derrotas.
A boa notícia é que, quando enfrenta campeões da Champions, como o Borussia, o retrospecto é parelho. Diante do Bayern, tem uma vitória e uma derrota. A partida mais marcante aconteceu em 1976, no Maracanã, quando o Tricolor venceu por 1 a 0. Aquela noite era a estreia de Paulo Cézar Caju no ataque da Máquina Tricolor, e o amistoso também serviu para comemorar o título carioca daquele ano. Aos oito minutos do primeiro tempo, Gerd Müller, maior goleador da história do clube alemão, fez o gol. Contra.

A notícia preocupante é que, dos últimos três jogos realizados contra alemães, o retrospecto carece de melhoras, são três derrotas, por 4 a 1 para o Frankfurt, 3 a 0 para o Bayer Leverkusen e 3 a 2 para o Colônia. Os dois últimos jogos foram recentes, pela Flórida Cup de 2015.
Fluminense contra alemães
10/06/1975 — Fluminense 1 x 0 Bayern München — Maracanã
21/06/1975 — Eppingen 2 x 2 Fluminense — Waldsportstadion
11/07/1975 — Fluminense 4 x 1 Eppingen — Carlos Gline
14/08/1984 — Köln 4 x 1 Fluminense — Friuli
20/08/1986 — Bayern München 1 x 0 Fluminense — Letzigrund
16/07/1989 — Isny 2 x 5 Fluminense — Adolf-Wälder-Stadion
19/07/1989 — Markdorf 0 x 6 Fluminense — Municipal
21/07/1989 — Augsburg 0 x 1 Fluminense — Rosenaustadion
23/07/1989 — VfL Bad Ems 0 x 1 Fluminense
26/07/1989 — SSV Reutlingen 05 0 x 2 Fluminense — Kreuzeiche
30/07/1989 — Hünfeld Sport Verein 1 x 9 Fluminense —
02/08/1989 — SSG Bergisch Gladbach 1 x 4 Fluminense — Belkaw-Arena
24/07/1991 — Koblenz/ 1 x 6 Fluminense —Oberwerth
27/07/1991 — Duisburg 2 x 4 Fluminense —Wedaustadion
31/07/1991 — Netphen 0 x 5 Fluminense — Leimbachstadion
17/07/1993 — Eintracht Frankfurt 4 x 1 Fluminense — Parc des Princes
15/01/2015 — Fluminense 0 x 3 Bayer Leverkusen — World of Sports Complex
17/01/2015 — Fluminense 2 x 3 Köln — EverBank Field
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira (16), a tabela das oitavas de final da Copa do Brasil. As partidas de ida serão disputadas entre os dias 29 de julho e 7 de agosto. E o sorteio dos confrontos aconteceu no início deste mês.
O CSA vai pegar o Vasco, no Rei Pelé; enquanto o CRB vai encarar o Cruzeiro, fora de casa. Os dois times alagoanos jogarão no mesmo dia.
Confira as datas e os horários dos jogos:
Terça-feira, 29 de julho - às 19h - Botafogo x Bragantino, no Nilton Santos.
Quarta-feira, 30 de julho - às 19h - CSA x Vasco, no Rei Pelé; Bahia x Retrô, na Fonte Nova; e Cruzeiro x CRB, no Mineirão. Já às 21h30 - Inter x Fluminense, no Beira-Rio; e Corinthians x Palmeiras, na Neo Química Arena.
Paulo Henrique completou 100 jogos pelo Vasco na quinta-feira passada, na vitória contra o São Paulo no Morumbis. Em dois anos no Rio, nos quais passou por uma montanha-russa de momentos, o lateral celebrou a boa fase que vive em São Januário e estabeleceu uma nova meta no clube: conquistar um título com a camisa vascaína.
— Quero ganhar um título aqui, fazer mais 50, 100 jogos... trazer alegrias ao torcedor vascaíno — disse PH, que completou:
— Estou muito feliz, muito honrado. Vasco tem proporcionado momentos incríveis na minha carreira. Completar 100 jogos com uma camisa desse tamanho, em um clube da grandeza do Vasco, é motivo de muito orgulho para mim.
Se o momento é de celebrações e permite sonhos com a camisa do Vasco, a vida de Paulo Henrique no futebol nem sempre foi assim. Em entrevista à VascoTV, o lateral se emocionou ao lembrar do início da carreira, no qual foi sustentado pela namorada e atual esposa Patrícia.
— Meu mundo está aqui (com esposa e filho). É tudo que eu tenho. Tudo que conquistei até aqui. Desde que conheci a Patrícia, ela praticamente me bancou no início do nosso relacionamento, quando morava em Curitiba, e ela morava em Blumenau. Eu não tinha dinheiro para comprar um colchão. O colchão que dormia era muito ruim. E ela comprou no cartão dela parcelado. Eu pagava parcelinhas de 50 reais, era o que eu conseguia pagar. Tudo que vivo hoje ela me deu.
— Ela me deu esse presentinho (filho) maravilhoso, que graças a Deus é a cara do pai (risos). Ela é uma das principais responsáveis, senão a maior, por tudo que tenho vivido.

PH perdeu o pai cedo e se tornou jogador de futebol para ajudar a mãe e as irmãs na vida, para tentar mudar a realidade da família dele. O lateral do Vasco contou mais bastidores do início da carreira e da relação que tem com a mãe.
— A minha mãe foi uma das pessoas que por ela eu saí de casa. Vivia uma situação muito complicada em casa com minhas irmãs, meu pai faleceu um pouco antes. Então por ela e pelas minhas irmãs eu saí de casa para tentar mudar a realidade da minha família. Ela sempre me apoiou. Dizia que se as coisas não tivessem bem, eu poderia voltar para casa. Ela foi e é minha referência. Tenho minha esposa, meu filho, que também são meus alicerces. Sou muito grato a minha mãe por tudo que ela fez por nós.
O lateral vive com a família no Rio de Janeiro há dois anos e disse que não achava que iria se adaptar tão rapidamente ao clube e à cidade.
— Em poucos dias de clube, me senti em casa. O Vasco te abraça. A adaptação foi muito fácil. Ao Rio de Janeiro também, tem lugares maravilhosos, é difícil não se adaptar. Temos aproveitado bastante a cidade, só tenho agradecer ao Vasco e ao Rio.
Paulo Henrique deslanchou no Vasco a partir segundo semestre de 2023, quando assumiu a titularidade da equipe na lateral direita e não largou mais. O jogador teve participações decisivas na permanência do clube na Série A naquela temporada, como no jogo contra o Botafogo, no qual marcou um belo gol de canhota, e na rodada final contra o Bragantino, quando deu assistência para Serginho fazer o gol da permanência.
— O gol que mais me marcou foi contra o Botafogo em 2023. A assistência também, para o Serginho, contra o Bragantino. Contra o Maricá (esse ano) foi o gol mais bonito. A assistência foi a contra o Fortaleza esse ano. Mas o jogo mais marcante mesmo foi contra o Botafogo, pelas circunstâncias do jogo.
PH é um dos destaques do Brasileirão na parte defensiva. O lateral é o quarto jogador com mais desarmes na competição (35) e foi titular em dez dos 12 jogos até aqui. No entanto, ele também tem mostrado suas credenciais no ataque cada vez mais, desde que Diniz chegou ao Vasco. Com o treinador, já são quatro participações em gols (uma bola na rede e três assistências) em sete jogos.
A próxima partida do Vasco é apenas depois da Copa do Mundo de Clubes, em julho. Os jogadores do clube ganharam dez dias de férias e depois retornarão ao CT Moacyr Barbosa para uma intertemporada de preparação para a sequência do ano.
O Flamengo venceu o Espérance de Tunis por 2 a 0 na noite desta segunda-feira (16), em jogo válido pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes.
Arrascaeta e Luiz Araújo marcaram os gols do Rubro-Negro no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O Rubro-Negro sofreu pouco na partida, causou certo nervosismo no segundo tempo, mas conseguiu encontrar seus gols e, consequentemente, a sua tranquilidade.
Com o resultado, a equipe de Filipe Luís conquista a liderança do Grupo D na rodada inaugural. O clube carioca leva a vantagem sobre o Chelsea no número de cartões amarelos, um dos critérios de desempate da competição.
O próximo jogo do Flamengo no Mundial de Clubes é contra o Chelsea, na sexta-feira (15), às 15h (de Brasília). Quatro horas depois, o Espérance enfrenta o Los Angeles FC.
Como foi o jogo?
Os rubro-negros sofreram muito pouco na primeira etapa. A marcação pressão encaixou, o Espérance pouco ameaçou, e o Flamengo soube dominar a partida para crias as melhores oportunidades.
Em uma delas, Gerson e Varela combinaram bem pela direita, Luiz Araújo escorou o cruzamento do uruguaio e Arrascaeta finalizou para estufar as redes dos tunisianos. A jogada bem trabalhada marcou o primeiro gol rubro-negro no Mundial de Clubes.
Pelo domínio, o Flamengo até poderia ter ampliado o marcador, mas acabou pecando nas finalizações. Na volta dos vestiários, o Rubro-Negro teve sua chance mais clara: Ayrton Lucas invadiu a área pela esquerda e cruzou para Pedro, que não conseguiu concluir sem goleiro.
Depois disso, a equipe de Filipe Luís acabou perdendo ritmo e viu o Espérance crescer no jogo. Em alguns contra-ataques, a equipe tunisiana assustou Rossi, que precisou trabalhar.
Quando o Flamengo vivia seu pior momento no jogo, brilhou a estrela de Jorginho. Com um passe digno do jogador que é, encontrou Luiz Araújo em condições de finalizar, e o camisa 7 mandou no cantinho para ampliar. 2 a 0 e tranquilidade para os rubro-negros.
O gol conferiu tranquilidade ao Flamengo, que soube administrar o resultado nos minutos finais. Filipe Luís ainda rodou o elenco, dando oportunidade para alguns atletas que devem ser importantes durante a disputa do Mundial de Clubes.
O Flamengo não traz boas lembranças a Yan Sasse. O meia do Espérance, da Tunísia, vai reencontrar o time carioca na estreia da Copa do Mundo de Clubes, no dia 16 de junho. O gaúcho está no país africano desde 2023 depois de uma passagem discreta pelo futebol brasileiro. Entre os clubes defendidos na carreira está o Vasco, rival rubro-negro.
Yan Sasse jogou pelo Vasco em 2019 e enfrentou o Flamengo duas vezes em um dos anos mais vitoriosos do time rubro-negro - foram duas derrotas. Também jogou contra o Fla em outras quatro ocasiões, defendendo Coritiba e América-MG, com três derrotas e um empate.
Mas isso ficou para trás. O jogador que deixou o Brasil há dois anos encontrou no exterior uma chance de seguir a carreira depois de quase desistir. Yan Sasse vive sua melhor fase, com números expressivos na Tunísia, e preparado para o grande desafio que vem pela frente. Nos Estados Unidos, ele terá oportunidade de rever os brasileiros em um momento totalmente diferente.
- Hoje eu me sinto muito mais preparado, mais maduro. Aqui tem sido o melhor momento da minha carreira e, desde a minha estreia, fui bem recebido. Com o tempo fui crescendo. Chegar na Copa do Mundo de Clubes mostra que, depois de tudo que eu passei no Brasil, eu realmente tinha qualidade e estou mostrando agora - disse Yan em entrevista ao ge. E completou:
- Muito feliz com tudo isso. Antes de vir para cá, um dos motivos foi a chance de o time se classificar. Pensei: imagina se eu vou para lá e consigo ajudar o time a ir para o Mundial? Depois de tudo que passei, poder disputar esse torneio acaba sendo um troféu para minha carreira.

Meia brasileiro Yan Sasse defende o Espérance, da Tunísia — Foto: Reprodução/Instagram
Revelado pelo Coritiba, Yan não conseguiu se firmou no Brasil. Sua melhor temporada foi em 2018, com cinco gols em 31 jogos pelo Coritiba. Em 2022, o meia ficou sete meses sem jogar futebol depois de sofrer com uma série de lesões e sair do América-MG livre. Aos 27 anos, colhe os frutos de uma aposta que fez em setembro de 2023.
- Antes de eu chegar aqui eu não tinha muitas informações do país. Realmente tomei um susto, cultura e estilo de vida diferentes, até pelo religião, mas com o tempo me adaptei. Consegui me achar na cidade, minha família e eu estamos bem. O povo aqui me abraçou bastante. Como eles gostam muito do estilo do futebol brasileiro, fui muito bem recebido.
Meia do Espérance, Yan Sasse projeta duelo com Flamengo na Copa de Clubes
Nesses quase dois anos, Yan Sasse soma 72 jogos, com 21 gols e três assistências. Atual campeão tunisiano, o Espérance é um dos principais times do país e caiu em um grupo de pesos pesados na Copa do Mundo de Clubes: além do Flamengo, vai enfrentar o Chelsea. O jogador brasileiro explicou o que o torcedor rubro-negro pode esperar do primeiro adversário nos Estados Unidos:
- É um time muito aguerrido, nosso conjunto é bom. Como o treinador pede, 11 atacam e 11 marcam. Temos esse equilíbrio, mas nosso time é bem ofensivo. Quando a gente joga em casa, impomos nosso ritmo. E sabemos nos adaptar ao que o jogo pede. Se é um jogo que a gente está sofrendo um pouco mais, são os 11 defendendo para não sofrer gol e sabemos sair bem nos contra-ataques. A gente se adapta bem - revelou Yan, que acrescentou:
- Dá um friozinho na barriga. Quando você está em outros ligas, você não imagina enfrentar o Chelsea. Nosso grupo tem Flamengo e Chelsea. O jogo contra o Chelsea é no dia do meu aniversário, quem sabe não me presenteio com um gol (risos).
Quando viu que o Espérance caiu na mesma chave do Flamengo, Yan advertiu os colegas sobre a potência que irão enfrentar logo na primeira rodada da Copa de Clubes. E já começou a traçar um caminho para superar o time de Filipe Luís.
- Tenho acompanhado bastante, sempre assisto aos jogos, não só do Brasil. Esses dias assisti a um jogo do Flamengo e comentei com um colega meu aqui: "Vamos enfrentar um time muito bom técnica e ofensivamente". Vamos enfrentar o Flamengo, que hoje é um dos melhores times do Brasil, mas no futebol tudo pode acontecer. Esse é o pensamento. Não estamos pensando em chegar e só defender, mas encarar todos os times de igual para igual - destacou o meia.
- Futebol hoje em dia está mais igualado em questões físicas. Nosso algo diferente é que, no Brasil, os jogadores têm mais espaço para dominar a bola e pensar. E aqui a marcação é muito em cima, os jogadores encurtam demais os espaços e temos que pensar mais rápido. Se a gente conseguir encurtar os espaços, podemos sair com a vitória. A estreia é sempre importante, porque se já vencemos de cara, mostramos para os outros times que temos qualidade - acrescentou ele.

Yan Sasse, com a esposa Gabriela e o filho Théo, em Tunis — Foto: Arquivo pessoal
Para Yan Sasse, o jogo é ainda mais especial. No dia 16 de junho, uma boa parte do Brasil e do mundo estará de olho no confronto e vão se deparar com uma nova versão do meia:
- Enfrentar um time brasileiro significa que todo mundo vai estar assistindo, principalmente o povo brasileiro, e alguém vai me ver e falar: "Já vi esse menino em algum lugar". Tenho recebido muitas mensagens, tanto de vascaínos torcendo a favor quanto de gente torcendo contra (risos) - concluiu o jogador do Espérance.
O Flamengo chegou aos Estados Unidos no dia 12 de junho. Os dois primeiros jogos, contra Espérance e Chelsea, serão na Filadélfia, nos dias 16 e 20 de junho, respectivamente. O terceiro compromisso será diante do Los Angeles FC no dia 24, em Orlando.
O calor no Rose Bowl, em Pasadena, incomodou o lateral-direito Marcos Llorente, do Atlético de Madrid. O jogador espanhol reclamou da temperatura alta e desabafou sobre as condições físicas no duelo contra o Paris Saint-Germain. A partida terminou 4 a 0 para o time francês, pela primeira rodada do grupo B do Mundial de Clubes 2025.
"É impossível, um calor horrível. Meus dedos dos pés estavam doloridos, minhas unhas doíam, eu não conseguia frear nem arrancar. É inacreditável, mas como é igual para todos, igual para todos... Não há do que reclamar."
As altas temperaturas incomodaram também o técnico Luis Enrique, do PSG. O espanhol comentou que os horários dos jogos para a Europa eram bons, mas que isso prejudicava os atletas em campo.
Atlético de Madrid e PSG estão no grupo B, junto com Botafogo e Seattle Sounders. O próximo desafio do time espanhol é contra os norte-americanos, enquanto o Glorioso encara o atual campeão da Champions League.
NOVA JERSEY (EUA) - Com o empate do Palmeiras sem gols contra o Porto, os quatro clubes do grupo A do Mundial permanecem empatados após o término da primeira rodada. A equipe comandada por Abel Ferreira, no entanto, ocupa a terceira colocação da chave devido ao acúmulo de cartões em campo, um dos critérios de desempate.
O Palmeiras, no entanto, depende apenas de suas próprias forças nas próximas duas partidas para avançar ao mata-mata. Duas vitórias simples garantem a classificação, enquanto quatro pontos praticamente asseguram a vaga.
Em caso de derrota para o Al Ahly na próxima quinta-feira (19), o Alviverde chegaria à última rodada dependendo de uma combinação de resultados diante do Inter Miami, time de Messi, que joga em seu estádio nas três primeiras partidas.
— Jogo equilibrado, mas o futebol é tão mágico que um dos melhores jogadores deles se lesionou, que foi o goleiro, e o melhor do Porto hoje foi o goleiro, que foi substituto, fez quatro, cinco defesas. Palmeiras teve muitas chances, mas o Porto teve um goleiro a altura. Agora é recuperar, ver o que podemos tirar daqui e continuar — afirmou Abel Ferreira.

Caminho do Palmeiras no Mundial
Caso avance às oitavas de final do Mundial, o Palmeiras enfrentará um dos classificados do grupo B, que tem Botafogo e PSG, líderes com três pontos cada, além de Seattle Sounders e Atlético de Madrid.
Se garantir a primeira colocação, o Verdão viajará até a Filadélfia para encarar o segundo colocado do grupo B, no Lincoln Financial Field. Caso termine em segundo na chave, segue para Atlanta, onde enfrentará o líder do grupo do Botafogo, no Mercedes-Benz Stadium.
“Ambiente fantástico”. Foi dessa forma que o técnico do CRB, Eduardo Barroca, definiu como tem sido jogar no Estádio Rei Pelé desde a chegada ao Galo. O fator casa tem sido determinante para o Regatas na Série B deste ano e é responsável por 76% dos pontos da equipe no campeonato.
Na 3ª posição, o Alvirrubro chegou a 4ª melhor campanha como mandante após bater o Goiás por 2 a 0 no último sábado (14). A partida já estava marcada por um pré-jogo esquentado após o CRB acusar o Goiás de não cumprir um acordo verbal pela não utilização do atacante Anselmo Ramon, ídolo do Galo.
Além de todo o clima hostil, o CRB precisava vencer para retornar ao G-4 e assim fez. Logo na primeira etapa, aos 33’ Mikael tentou finalizar, a defesa do Goiás afastou mal e sobrou para Thiaguinho acertar um belo chute. Na segunda etapa, o atacante Willian Potker arrancou em um contra-ataque e achou Giovanni, que cavou e fechou o placar em 2 a 0.
Campanha em casa
Com o resultado, o CRB tem seis jogos em casa na competição, com cinco vitórias e um empate. A única partida que o Galo não ganhou foi contra o Cuiabá, quando empataram em 1 a 1. Foram 16 pontos conquistados nesse período e apenas Novorizontino, Goiás e Remo têm campanha superior dentro de seus domínios.
O treinador Eduardo Barroca rasgou elogios para a torcida e comentou a importância de ter o apoio da torcida no Rei Pelé.
“Mais uma vez a torcida tem sido um diferencial, tem sido muito bom para todos nós jogar em casa. É um ambiente fantástico, uma conexão da torcida com o time e que com certeza está deixando a gente muito forte aqui no Rei Pelé”, explicou Barroca.
Avaliação de reforços
Potker e Giovanni, que participaram do segundo gol, estrearam pelo Regatas no confronto com o Goiás. O técnico do CRB aproveitou para fazer uma avaliação do elenco reforçado.
“Importante sempre a gente estar mais forte. Os jogadores vieram para ajudar o nosso coletivo. É muito nítido para todo mundo que acompanha que o nosso coletivo é o nosso principal protagonista. Tivemos diversos jogos que as nossas substituições fizeram a diferença. Hoje mais uma vez o jogo estava bem difícil e todo mundo entrou muito bem.”
Próxima partida
O Alvirrubro retorna aos gramados no próximo sábado (21), contra a Ferroviária, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em São Paulo. A partida é válida pela 13ª rodada da Segundona.
Luis Zubeldía não é mais técnico do São Paulo. O treinador argentino de 44 anos deixa o Tricolor depois de 85 jogos em pouco mais de um ano de trabalho. A saída será oficializada ainda nesta segunda-feira. Hernán Crespo tem negociação avançada para voltar ao clube.
Zubeldía entregou o cargo depois da terceira derrota seguida do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Na última quinta-feira, após o Tricolor perder por 3 a 1 para o Vasco, no Morumbis, o treinador já havia avisado à diretoria que queria deixar o clube, mas a saída só foi sacramentada nesta segunda-feira.
O São Paulo, inicialmente, convenceu Zubeldía a não deixar o clube ainda no vestiário do Morumbis, pouco depois da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador, porém, manteve sua decisão nos últimos dias por entender que não havia como mudar o panorama do Tricolor neste momento.

Zubeldía deixa o São Paulo depois de 85 jogos, desde abril de 2024. Foram 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas. Sob o comando do treinador, o Tricolor chegou às quartas de final da Libertadores e da Copa do Brasil do ano passado e à semifinal do Campeonato Paulista de 2025. No Brasileirão, ficou em sexto.
Nesta temporada, além de ir à semifinal do Paulistão, o São Paulo está nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil. Na competição continental, conseguiu um feito inédito em sua história: venceu os três jogos como visitante na fase de grupos.
No Brasileirão, porém, o desempenho ruim foi decisivo para a saída de Luis Zubeldía. O São Paulo tem apenas 12 pontos em 12 jogos disputados e está em 14º lugar, a apenas um ponto da zona de rebaixamento.
Parte da diretoria do São Paulo acreditava que a quantidade de desfalques por lesões (atualmente, são sete jogadores no departamento médico) impactava no trabalho de Zubeldía e que, na volta da parada para a Copa do Mundo de Clubes, em julho, com mais atletas à disposição, o desempenho do time melhoraria.
Por outro lado, a ala mais crítica dos dirigentes alegava nos bastidores que nem com a maioria dos jogadores à disposição, inclusive Oscar e Lucas, o São Paulo teve grandes apresentações nesta temporada. Isso diminuía a expectativa para o retorno de atletas lesionados no segundo semestre.
O futuro
Em crise financeira, o São Paulo não se vê em condições de fazer investimentos muito além do que tem com Luis Zubeldía. Contratar um treinador empregado, por exemplo, está praticamente fora dos planos por causa da necessidade de arcar com uma multa rescisória.
Quem também não está nos planos neste momento é Juan Pablo Vojvoda, com o futuro incerto no Fortaleza. O treinador, que em outros momentos foi opção da diretoria, não está sendo avaliado para substituir Luis Zubeldía.
O principal alvo, por enquanto, é Hernán Crespo. Livre no mercado e identificado com o São Paulo, clube pelo qual foi campeão paulista em 2021, o treinador é visto como uma opção viável por causa do bom trabalho feito no Morumbis. Pelo clube, foram 53 jogos, 24 vitórias, 19 empates e dez derrotas.

Na primeira passagem pelo São Paulo, Crespo deixou o clube justamente pelo mau início no Brasileirão daquele ano, quando a primeira vitória aconteceu apenas na décima rodada. Além do Brasileirão, o time foi eliminado da Libertadores pelo Palmeiras e da Copa do Brasil para o Fortaleza.
