
Em um confronto que promete emoção e intensidade, o CSA recebe o Caxias neste sábado (5), a partir das 19h30, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 11ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. A partida é tratada como decisiva para o Azulão, que busca a recuperação, após a derrota para o Guarani, fora de casa, e mira a permanência no grupo dos oito melhores da competição.
Histórico do confronto
CSA e Caxias se enfrentaram duas vezes na história: um empate e uma vitória do Azulão, a mais recente em agosto de 2024, por 2 a 1, com gols de Thiago Marques e Gustavinho.

Azulão
O técnico Higo Magalhães terá dois desfalques importantes: o meia Brayann, que sofreu uma lesão grau 2 na panturrilha esquerda, e o atacante Marcelinho, ainda em tratamento de dores musculares. Ambos iniciaram no banco de reservas, na última rodada, e vinham sendo peças consideradas estratégicas para o elenco alagoano. Com isso, Baianinho deve continuar entre os titulares no setor ofensivo, e Felipe Albuquerque retorna à lateral direita.

O CSA ocupa atualmente a 5ª colocação com 16 pontos, enquanto o Caxias, embalado por três vitórias consecutivas, lidera a Série C, com 21 pontos. A expectativa é de casa cheia no Trapichão e um ambiente de decisão, como destacou o zagueiro Islan.
"Aqui é diferente. Temos a força da torcida e vamos encarar como final de Liga dos Campeões", afirmou.

Caxias
Do lado grená, o técnico Júnior Rocha também classificou o duelo como um “cenário de quadrangular”, elogiando o nível técnico da partida. A equipe gaúcha contará com o retorno do atacante Calyson, recuperado de lesão, mas pode manter Douglas Skilo entre os 11, dependendo da estratégia.

Prováveis escalações:
🔵 CSA: Gabriel Félix; Felipe Albuquerque, Islan, Betão e Enzo; Camacho, Gustavo Nicola e Luciano Naninho; Baianinho, Guilherme Cachoeira e Tiago Marques. Técnico: Higo Magalhães.
🔴 Caxias: Thiago Coelho; Thiago Ennes, Lucas Cunha, Alan e Marcelo Nunes; Lorran, Pedro Cuiabá e Tomas Bastos; Iago, Calyson (Douglas Skilo) e Eduardo Melo. Técnico: Júnior Rocha.
Arbitragem
Árbitro - Leo Simao Holanda (CE).
Árbitro Assistente 1 - José Moracy de Sousa (CE).
Árbitro Assistente 2 - Jorge Fernando Teixeira Bandeira Filho (CE).
Quarto Árbitro - João Paulo dos Santos Nascimento (AL).
📺 Transmissão: Nosso Futebol+
📍 Local: Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)
🕢 Horário: 19h30 (de Brasília)
ORLANDO (EUA) – E deu Fluminense de novo. O Tricolor venceu o Al-Hilal por 2 a 1 – gols de Martinelli e Hércules para o Flu, Marcos Leonardo fez para os sauditas –, na partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, e garantiu classificação às semifinais. O jogo aconteceu na tarde desta sexta-feira, feriado de 4 de julho, dia da Independência nos EUA, no Camping World Stadium, Orlando. Na próxima fase, o Tricolor não terá Freytes e Martinelli, que tomaram o segundo amarelo.
Com o resultado, o Flu volta a Nova Jersey. A partida contra o vencedor de Palmeiras e Chelsea, que acontece às 22h (de Brasília) desta sexta-feira (4), será na terça (8), às 16h, no Metlife Stadium.
Como foi Fluminense x Al Hilal
Depois de um emocionante um minuto de silêncio em homenagem aos irmãos Diogo Jota e André Silva, o jogo começou de igual a igual. Com os times encaixados, devido às formações táticas parecidas, quando o Al Hilal tinha a bola nos pés, enfrentava dificuldade para achar espaços. O mesmo acontecia com o Fluminense. Só que, enquanto o Tricolor avançava quase pisando no freio, com troca de passes mais lentos, o Al-Zaeem acelerava quando entrava no campo adversário.
A primeira grande chance, porém, aconteceu numa acelerada brasileira. Aos 18, Nonato venceu uma dividida e passou para Arias, que devolveu. Na corrida, o 16 venceu Koulibaly, mas chutou por cima. O Al Hilal chegou com perigo aos 24, numa saída errada de Thiago Silva, Milinkovic-Savic recuperou e foi ao fundo, cruzando. A bola, porém, ficou com a defesa brasileira. Na sequência, foi a vez de Nasser dar um toque desconcertante em Ignácio e entrar na área, mas o 4 tricolor se recuperou bem.
Aos 39, o Flu chegou efetivamente. Após cruzamento de Samuel Xavier, a bola sobrou para Fuentes que encostou para Martinelli. O 8 dominou, girou em cima da zaga e bateu cruzado no ângulo. Golaço do Flu! 1 a 0. Aos 46, quase que o Al Hilal empatou. Neves cobrou falta com perfeição. Koulibaly subiu e cabeceou para grande defesa de Fábio. Na sequência, Samuel Xavier e Marcos Leonardo caíram na área o holandês Danny Makkelie marcou pênalti. Na revisão do VAR, a torcida comemorou como se fosse gol. A penalidade foi cancelada.
Atrás no placar, o Al Hilal voltou pressionando. E logo aos 5 conseguiu o que queria. Em cobrança de escanteio, Koulibaly subiu sozinho e cabeceou para baixo. A bola caiu nos pés de Marcos Leonardo, que só teve o trabalho de marcar o gol de empata. 1 a 1. Aos 9, o Flu teve chance de voltar à frente. Renan Lodi erra no recuo e deu um passe para Cano. O argentino fez o que não costuma fazer. Ao tentar driblar Bono, deu chances para o marroquino evitar o gol tricolor. Um minuto depois, Milincovic-Savic recebeu livre na entrada da área e bateu rasteiro, para defesa de Fábio.
Como empate não dá vaga, o jogo ficou aberto, com o Al Hilal tendo um pouco mais de domínio, levando algum perigo em bolas alçadas na área ou em cobranças de escanteio. Só que, aos 24, Hércules, que havia entrado no lugar de Martinelli, interceptou um avanço saudita e tentou chutar, a bola desviou e caiu para Samuel Xavier, que devolveu ao 35. O volante entrou na área e bateu cruzado na saída de Bono. Gol o Flu! 2 a 1. Aos 33, após boa jogada de Arias, a bola chegou para Xavier chutar de fora da área, para grande defesa de Bono.
Na frente no placar, o Tricolor começou a tentar manter a bola longe da área de Fábio. Aos 42, em um lançamento da defesa, a bola sobrou para Arias que entrou na área, mas o colombiano fez o que não costuma fazer, perdeu a chance de ampliar. E o árbitro holandês deu mais sete. Enquanto a redonda ficava nos pés do Al Hilal, o Flu tentava se defender. E os sauditas levantavam bolas em sequência na área tricolor. Ora em cruzamentos. Ora em cobranças de escanteio. E o Tricolor se fechava da sua intermediária para trás. Aos 6, a bola chegou a Koulibaly que furou na bola e simulou uma penalidade. Nos últimos segundos, mais drama, Fábio saiu nos pés de dois sauditas. Foi o lance derradeiro.
FLUMINENSE (Técnico: Renato Gaúcho) - Fábio; Ignácio, Thiago Silva e Juan Freytes; Samuel Xavier (Guga), Nonato (Lima), Facundo Bernal (Thiago Santos), Martinelli (Hércules) e Gabriel Fuentes; Jhon Arias e Germán Cano (Everaldo).
AL-HILAL (Técnico: Simone Inzaghi) - Yassine Bono; João Cancelo (Hamad Al-Yami), Al-Harbi (Al-Bulayhi), Koulibaly e Renan Lodi; Nasser Al-Dawsari (Kaio Cesar), Rúben Neves e Milinkovic-Savic; Malcom (Al-Juwayr), Marcos Leonardo e Mohamed Kanno.
O Mundial de Clubes está com jogos que já nascem históricos.
Nesta sexta-feira, na Filadélfia, o Chelsea levou a melhor sobre o Palmeiras por 2 a 1 no lotado Lincoln Financial Field e se garantiu na semifinal do torneio. O próximo adversário será o Fluminense, que eliminou o Al Hilal.Os 65.782 presentes ao estádio assistiram a um amplo domínio dos Blues no primeiro tempo, mas com um só gol - Cole Palmer. A expectativa por ver Estêvão jogar contra sua futura equipe "se pagou" no início da etapa final com um golaço de pé direito, quase sem ângulo.A sorte, porém, estava com o time de Enzo Maresca, que garantiu a vitória com um lance de sorte de Malo Gusto, em chute que desviou em Richard Ríos e enganou Weverton.
O Verdão lançou suas principais armas em busca do empate, João Pedro estreou muito bem pelo Chelsea, e o clube inglês está entre os quatro melhores do Mundial.
Um adeus amargo para Estêvão, que se juntará ao novo clube depois do torneio.
Um adeus amargo para o Palmeiras, que mais uma vez teve um primeiro tempo para esquecer.
E a felicidade pelo lado do Chelsea em meio ao momento de dor de Pedro Neto, que homenageou Diogo Jota e André Silva, mortos na última quinta.
O primeiro tempo foi de amplo domínio do Chelsea. Mal postado em campo, o Palmeiras deixou muitos espaços para Cole Palmer e Enzo Fernández armarem as jogadas; além disso, o lado direito com Pedro Neto nas costas de Vanderlan trouxe muitos problemas ao Verdão.
Em uma jogada que nasce pela direita do ataque, Chalobah acha Palmer sozinho na meia-lua. O camisa 10 conta com a ajuda de Delap, que abriu espaço, e tocou no canto direito para abrir o placar aos 16 minutos.
Os Blues seguiram pressionando, com Weverton fazendo boas defesas, e as bolas assustando em jogadas aéreas.
Pelo Palmeiras, Estêvão era quem ainda buscava algumas escapadas pela direita do ataque, mas sempre acompanhado por Cucurella. E os encontros não foram amistosos, com o espanhol muitas vezes dando chegadas fortes e indo falar no ouvido do futuro companheiro.
Na ida para o intervalo, a impressão era de que o Chelsea poderia ter ampliado. Mas a velha máxima do futebol reapareceu...
Sem mexer na escalação, o Verdão voltou melhorar para a etapa final, e o brilho de Estêvão apareceu. Muito iluminado.
Aos 7 minutos, o craque recebeu cruzamento rasteiro da direita de Ríos, se antecipou a Colwill, chutou forte de pé direito sem ângulo; a bola explodiu no travessão, e foi parar no fundo da rede de Sánchez. Golaço.
A partir daí, o jogo ficou aberto. Os dois times foram ao ataque, e as chances estavam intercaladas. O estádio quase lotado respondeu com uma atmosfera incrível.
Até que um lance de sorte ajudou o Chelsea.
Aos 37, em cobrança de escanteio rápida, Malo Gusto recebeu na esquerda da área, fez um "chutamento", a bola desviou em Richard Ríos e enganou Weverton. 2 a 1 para os Blues.
Weverton ainda salvou o Chelsea de ampliar, e o Palmeiras está fora do Mundial.
Com 33 participações na Série B do Campeonato Brasileiro, o Clube de Regatas Brasil carrega o posto de maior frequentador da competição. Em 2025, mais uma vez, o Galo busca quebrar o ciclo que o persegue há décadas: sonhar com o acesso, mas esbarrar nas próprias oscilações.
Na rodada mais recente, o CRB foi derrotado por 2 a 1 pelo Atlético Goianiense, fora de casa, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Essa foi a terceira derrota consecutiva da equipe alagoana na competição — e a segunda de virada. A primeira havia sido contra o América-MG, no Rei Pelé, na rodada anterior. A sequência negativa acendeu o alerta no clube e na torcida, especialmente diante do histórico recorrente de inconstância na Série B.
Apesar de já ter conquistado o título estadual em 2025 e seguir vivo na Copa do Brasil, é no Brasileirão da Série B que o CRB deposita suas maiores expectativas. O clube nunca escondeu que o acesso à elite nacional é o principal objetivo da temporada.
A melhor campanha recente do Galo aconteceu em 2021, quando terminou em 7º lugar com 60 pontos, alcançando 52% de aproveitamento — número expressivo, mas ainda insuficiente para entrar no G4. Desde então, o padrão se repete: ou o time começa bem e perde fôlego no decorrer do campeonato, ou reage tarde demais após um início ruim.
Em 2025, sob o comando de Eduardo Barroca, que assumiu a equipe a poucos dias da estreia, o CRB iniciou a Série B com força: três vitórias seguidas e presença no G4 empolgaram os torcedores. Mas o bom momento não durou.
A sequência negativa começou longe de casa. Fora do Rei Pelé, o desempenho caiu. Até aqui, a única vitória como visitante foi na segunda rodada, contra o Athletic. Desde então, a equipe acumulou tropeços e agora amarga quatro jogos sem vencer.
Mesmo com o revés recente, o CRB ainda ocupa a 6ª posição na tabela e mantém-se na briga pelo acesso. No entanto, os adversários diretos crescem, e o time alagoano sabe que o momento é decisivo. Restam quatro jogos para o fim do primeiro turno, e o Barroquismo precisa reencontrar o caminho das vitórias.
A pressão vem do campo e das arquibancadas. Em meio à instabilidade, a expectativa da torcida por uma reação ganha peso. Afinal, quem mais conhece a Série B do que o CRB? E quem mais precisa vencê-la para, enfim, sair dessa eterna travessia?
O ASA jogará a próxima partida contra o Sergipe neste próximo sábado às 17h pelo Brasileirão Série D.
O último jogo do ASA foi contra o Lagarto FC pelo Brasileirão Série D, o jogo terminou com o resultado 1 - 0, vitória do ASA
🔴 Transmissão exclusiva no YouTube do Metrópoles, parceiro da Gazetaweb
🔥 Líder do grupo, o ASA tem a melhor campanha da chave:
✅ 7 vitórias | 🤝 2 empates | ❌ 1 derrota
⚽ Melhor ataque (21 gols)
🛡️ Defesa sólida (6 gols sofridos)
📺 Não perca!
Assista ao vivo em https://www.youtube.com/watch?v=dDXdkzCcvl4
O atacante Gabigol, do Cruzeiro, se pronunciou após ser absolvido nesta sexta-feira (4/7) da acusação de tentar fraudar o um exame antidoping, realizado em abril de 2023. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). Através das redes sociais, o atacante falou sobre todo o processo em que viveu durante este período.
O jogador havia sido sentenciado em março de 2024 e a pena valeria até o final de abril deste ano. Apesar da decisão, Gabigol estava liberado para treinar e entrar em campo, graças a um efeito suspensivo que tinha validade até o julgamento.
Caso o recurso apresentado pelo jogador não tivesse sido aceito pela corte, o camisa 9 teria que se ausentar dos jogos e treinos pelo Cruzeiro até o final de julho.
Entenda o caso:
Gabigol foi submetido ao exame antidoping, em 2023, quando ainda estava no Flamengo.
O atleta dificultou a coleta da urina, o que configurou como tentativa de fraude.
Em março de 2024, ele recebeu a punição de dois anos sem jogar, mas logo entrou com recurso.
O efeito suspensivo garantiu o retorno do atacante por tempo indeterminado enquanto o processo caminhava.
Em dezembro do mesmo ano, o julgamento foi marcado pelo CAS.
O resultado, porém, será divulgado apenas três meses depois da audiência.
Veja a matéria completa em Metrópoles
Após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-GO, fora de casa, o técnico Eduardo Barroca concedeu entrevista coletiva e assumiu total responsabilidade pelo momento delicado vivido pelo CRB na Série B do Campeonato Brasileiro. Em um discurso firme, o treinador ressaltou que cabe a ele encontrar soluções para o time voltar a vencer, mesmo destacando o esforço e o potencial do elenco.
O CRB até saiu na frente em Goiânia, com um gol logo nos primeiros minutos de jogo, mas sofreu a virada ainda no primeiro tempo e não conseguiu reagir. O revés por 2 a 1 contra o Atlético-GO marcou a terceira derrota consecutiva do Galo na Série B e acendeu o alerta no clube alagoano, que vive um momento de oscilação após ter figurado entre os primeiros colocados da tabela.

Na entrevista pós-jogo, Eduardo Barroca analisou a atuação da equipe, lamentou os erros e destacou a responsabilidade que assume nesse momento.
-“A gente fez um gol cedo, que era muito importante no jogo de hoje. Sofremos o empate logo em seguida e não começamos tão bem tecnicamente. No segundo tempo voltamos melhor, mas sofremos mais um gol e não conseguimos buscar o empate. É um momento difícil, mas é minha responsabilidade encontrar soluções. Sou o único responsável pelos resultados”, afirmou o treinador.

Barroca também foi questionado sobre os erros de saída de bola, principalmente no lance que originou o segundo gol do adversário. Sem hesitar, o comandante rubro respondeu:
-“Eu peço que os jogadores saiam jogando com confiança, é um trabalho que fazemos. Se houve erro, ele é meu. Sou o responsável por isso.”
Sobre o cenário da competição, Barroca pontuou o equilíbrio da Série B e disse que ainda há muito campeonato pela frente.
- “É um campeonato muito difícil. Até agora não tem um grande time sobrando, e muitas equipes estão oscilando. Ainda nem chegamos à metade. Uma vitória te coloca lá em cima, uma derrota te faz cair. A gente precisa reencontrar a consistência que já tivemos, e é atrás disso que eu vou.”
O CRB volta a campo na próxima semana, no Rei Pelé, contra o Coritiba, diante de sua torcida, tentando encerrar a sequência negativa e retomar o rumo na luta pelo acesso.
Mais do que uma classificação histórica. Muito mais! Um feito para um clube, um projeto, um país.
Para dimensionar a vitória que colocou o Al-Hilal no caminho do Fluminense nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, é necessário falar da revolução que toma conta do futebol da Arábia Saudita há dois anos. E o ge foi atrás de uma das figuras centrais do clube de Riade para mergulhar na história: Esteve Calzada.
CEO do Al-Hilal, o espanhol chegou ao futebol saudita com a experiência de quem participou da gestão do Barcelona multicampeão do fim da década de 2000 e ajudou na construção do Manchester City vencedor por mais de uma década, entre 2011 e 2023. Currículo que por si só tornaria especial a vitória por 4 a 3 sobre o time do amigo Pep Guardiola, mas que vai além em um passo importante na consolidação do projeto saudita:

- Sabemos a qualidade da nossa equipe e tínhamos muita vontade de enfrentar equipes de alto nível para confirmar qual é realmente o nosso potencial. É algo que não acontece muito poder jogar em duas semanas contra Real Madrid e Manchester City, além de equipes como Salzburg e Pachuca.
"Tratamos com satisfação, alegria, e também responsabilidade para representar o futebol saudita para que o mundo veja que a liga cresceu, tem muito bom nível, e que não viemos para trocar camisas. Viemos para competir por tudo que pudermos"
Em entrevista de 25 minutos ao ge, Calzada falou da relevância da mensagem passada pelo Al-Hilal a quem ainda via a Arábia Saudita somente como um paraíso financeiro no futebol e reforçou os planos de valorização da liga local como um todo até a Copa de 2034. Consciente da força de um "elenco europeu", não impôs limite ao sonho saudita nos Estados Unidos, mas projeta um sucesso que vai além do verão americano.
Com o Fluminense pela frente nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, valendo vaga na semifinal da Copa de Clubes, fez elogios ao grupo tricolor. O futuro ficou em segundo plano, mas a previsão é de grandes investimentos na próxima janela, e Messi é um dos nomes especulados.
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
Primeiro, que partida vocês fizeram contra o Manchester City! Como está a mentalidade e o orgulho por tudo o que foi feito? Acredito que é o maior feito da história do clube. Não em termos de resultados, já que disputaram uma final de Mundial e ganharam muitas Champions, mas por tudo o que representou para o mundo. Você surpreenderam o mundo do futebol. Como está a cabeça depois de tudo isso, o que vem à cabeça quando recordam?
É difícil dizer que é a mais importante, mas é seguramente o resultado mais importante da história recente. Obviamente, vimos isso com muita alegria e satisfação. No meu caso, foi emotivo porque trabalhei 12 anos no Manchester City, reencontrei com velhos amigos e tive que controlar a comemoração dos gols um pouco como um centroavante que marca um gol contra seu ex-clube e não comemora. Estava mais comedido, enquanto meus companheiros estavam exultantes. Mas, sim, foi vivido com máxima satisfação. E também vimos uma oportunidade de mostrar ao resto do mundo o nível do nosso futebol. Foi visto pelo mundo como uma surpresa a qualidade do nosso futebol, a qualidade dos nossos jogadores, e para gente não foi nenhuma surpresa. Sabemos a qualidade da nossa equipe e tínhamos muita vontade de enfrentar equipes de alto nível para confirmar qual é realmente o nosso potencial. É algo que não acontece muito poder jogar em duas semanas contra Real Madrid e Manchester City, além de equipes como Salzburg e Pachuca. Tratamos com satisfação, alegria, e também responsabilidade para representar o futebol saudita para que o mundo veja que a liga cresceu, tem muito bom nível, e que não viemos para trocar camisas. Viemos para competir por tudo que pudermos.
Você como alguém que já conhece o Guardiola há muito tempo, o Manchester City há muito tempo, foi alguém importante neste convencimento de que, sim, era possível. Até mesmo as equipes brasileiras quando saíram daqui, a dúvida era se seria possível competir ou não? Como alguém que já conhece tudo o que acontece nesses clubes, você foi importante neste convencimento mental de que teriam possibilidade e capacidade de fazer um jogo equilibrado e ganhar?
Sim. No meu caso, é mais uma questão de ajudar em tudo o que posso, e temos que estar convencido das nossas possibilidades. É um trabalho de mentalização dos jogadores, do treinador, do diretor esportivo, do presidente, que tem um papel muito ativo. De todo modo, em um torneio como esse, motivar para jogadores em um torneio como esse não é difícil. Que motivação maior pode ter um jogador do que enfrentar as maiores equipes do mundo, que todo mundo veja, e o trabalho do jogador é a nível tático, dos jogadores a nível físico... Até por estarmos em fim de temporada, as pernas estão mais curtas e isso é uma grande diferente que estavam dando, por exemplo, aos clubes brasileiros, que estão em metade de temporada. O aspecto físico é muito importante.
O quanto que é ainda mais grandioso tudo o que aconteceu por ser depois de uma temporada sem conquistar grandes troféus e em que os rivais terem vencido. Al-Ahli ganhou a Champions da Ásia, o Ittihad ganhou os torneios locais... Vocês esperavam muito da temporada, trocaram agora de treinador. Quanto que é importante para passar a mensagem ao mundo e também aos torcedores de que, sim, seguimos sendo a maior equipe saudita?
Com certeza seguimos como o maior clube saudita. Seja por termos mais torcedores, com diferença de quase metade dos torcedores sauditas. Mas isso também nos dá responsabilidade porque os torcedores querem que ganhemos sempre. A verdade é que na temporada passada ganhamos uma Supercopa em um formato com quatro equipes, o que nos dá ainda mais mérito, mas ficamos em segundo na liga, na semifinal da Champions, e claramente não era o nosso objetivo. Agora, podemos terminar a temporada com uma boa participação neste Mundial de Clubes com novo formato. Em um cenário onde o mundo todo está vendo, e isso é uma boa oportunidade para terminar a temporada com boas sensações e nos preparar para a seguinte.
Imagino que seja o momento mais alto deste projeto do Al-Hilal depois de tudo o que foi transformado, mas o que é possível esperar mais desta equipe? Quão distante é possível chegar, não somente nesta competição, mas por tudo o que o clube tem escrito nos últimos anos e pelo menos até 2034, quando os olhos do mundo estarão na Arábia?
É um clube que pode chegar muito longe e por isso viemos de fora com ambição e conhecimento de equipes importantes, além do conhecimento e a experiência local liderada por nosso presidente, Fahad bin Nafel, que tem ideias muito clara, conseguiu grandes conquistas e trabalha para ganhar todos os troféus. A última temporada não foi muito vencedora nas competições, mas a anterior foi um sucesso extraordinário, com o recorde de vitórias consecutivas. Ganhamos todos os troféus locais: liga, Copa do Rei e Supercopa. A ambição é máxima. Neste Mundial, jogamos todos os jogos com a esperança de ganhar. Foi assim com o Manchester City, onde não éramos favoritos, mas saímos para vencer. O mesmo vai acontecer contra o Fluminense, que vai ser uma partida tão ou mais difícil, por terem chegado onde chegar e por terem vencido a Inter de Milão.

Aqui no Brasil, falamos que o Al-Hilal se transformou em uma equipe europeia fora da Europa. É asiática, mas se parece muito com uma equipe da Europa pelo elenco e pela capacidade de investimento. Concorda com isso? Podemos dizer também que é o time que mais se aproxima dos europeus fora da Europa?
Não sei se é o time que mais se aproxima, mas se for ver jogador por jogador, todos os jogadores internacionais jogaram na Europa e com sucesso em grandes ligas. A experiência que se busca quando trazemos para Arábia é para competir, dar resultados e ajudar que o futebol e os jogadores sauditas possam aprender. Tudo isso está funcionando. Se olharmos nome por nome, temos um sotaque muito europeu com jogadores muito bem selecionados, e não aqueles que estão em últimos anos de carreira. São jogadores que estão em alto nível, com vontade de ganhar, em forma, com 20 e tantos anos, e que foram bem escolhidos. Se olharmos nome por nome, é um time com muito potencial. Estamos satisfeitos por mostrar isso ao mundo. Outra coisa que está melhorando é o produto local para que seja visto em mais lugares, que seja visto em todo o mundo, e não necessitemos de uma competição como a Copa do Mundo de Clubes para que vejam nossa capacidade. A gente que quiser pode ver todas as semanas que são partidas competitivas e que há jogadores de grande nível chegando na nossa liga.
Não faz muito tempo, e se falava que os jogadores iam para Arábia porque pagava muito bem, mas que o nível de competição não era como das grandes ligas. Acredita que tudo o que o Hilal fez é importante não somente para o clube, mas como vão ver a SPL, como o mundo vai ver na abertura da próxima janela que há disputas em um nível como nas grandes ligas europeias?
Sem nenhuma dúvida, é uma grande oportunidade para trazer jogadores de nível, a começa pelo treinador que trouxemos: Simone Inzaghi. É uma prova muito clara da nossa ambição, o futebol que estamos desempenhando todo mundo está vendo e isso deixa tranquilo quem quiser ir para a Arábia. Outro ponto significativo que mostra que nossa liga não é pequena é que os jogadores que chegaram ao nosso time sendo convocados para suas seleções não deixaram de ser chamados. Bounou segue com Marrocos, Koulibaly em Senegal, Milinkovic Savic na Sérvia, Cancelo e Ruben Neves em Portugal, e isso é uma amostra clara que os treinadores de seleções não acham que é um passo atrás ou menor. Inclusive, não sei se já viu entrevistas de jogadores que falaram que é preciso que fique claro que é uma liga potente e que no GPS mostra que correr mais km na Arábia do que nas equipes anteriores.
Pode ser uma mensagem para Carlo Ancelotti, né? Acho que de todos esses, os brasileiros são os que mais sofrem com essa visão de que a competitividade não é a mesma. Temos o exemplo de Marcos Leonardo, Malcom, Renan Lodi e outros que nunca tiveram oportunidade desde que chegaram na Arábia. Aqui no Brasil tem um pouco de preconceito. Então, é uma mensagem que pode ajudar os brasileiros.
Claro, claro. É um nível que todos estão vendo. O Marcos Leonardo marcou dois gols no Manchester City. Nosso clube sempre teve uma proximidade muito grande desde os tempos de Rivelino. Seja Brasil ou Portugal, sempre gostamos desse "sotaque", trouxemos muitos jogadores daí. Há uma conexão especial, temos muitos seguidores do Brasil. Obviamente, tivemos também o Neymar e o Al-Hilal um bom caminho para os jogadores brasileiros por tudo o que estamos fazendo e acima de tudo porque eles se falam entre si. Se você liga para um jogador que quer no Al-Hilal, eles vão ligar para alguém do nosso elenco, falar com Lodi, Malcom, Kaio, Marcos Leonardo, e vão falar coisas positivas. Estamos otimistas com tudo o que já cresceu a liga, a nossa equipe e ao que pode crescer no futuro.
A relação com o Brasil também existe a nível de competição. A vitória que colocou o Hilal mais longe em uma competição internacional foi contra o Flamengo, em 2023, com a classificação para a final contra o Real Madrid. Agora, vai jogar contra o rival do Flamengo no Rio, que é o Fluminense. O que espera desta partida? Quanto o Fluminense também te surpreendeu pelo que fez diante da Inter de Milão ou não? Espera uma partida como protagonista ou equilibrada?
Vamos ver. São equipes de ligas que são se enfrentam com frequências. São equipes que ganharam de equipes teoricamente superiores. Vi o Fluminense contra a Inter de Milão e fiquei encantado. Claro que a Inter poderia marcar algum gol, mas o marcado poderia ter mais volumoso. Vi um time forte, sólido desde trás, com grandes jogadores, físico muito bom e vamos encarar esse jogo com muito respeito, muito conscientes de nossas responsabilidades, mas sabendo que vai ser um jogo muito difícil.
Este Mundial teve feitos grandes de equipes que ganharam de europeus. Botafogo x PSG, Flamengo x Chelsea, Fluminense x Inter de Milão e Al-Hilal x Manchester City. Pela história da partida, por tudo o que aconteceu, pela virada, acredita que o maior feito foi do Al-Hilal?
No mínimo, a percepção que tenho é de que foi como foi feita a cobertura pela imprensa internacional. Foi a maior surpresa por muitos motivos. Para nós, não é tanto por estarmos conscientes de nosso futebol e potencial. Mas coincidia que vinha de uma vitória fácil do City com a Juventus, com a participação de grandíssimos jogadores, quando jogaram contra nós as substituições eram por jogadores melhores ou mais conhecidos. Mas com humildade, com trabalho, o que vimos foi um jogo com muita intensidade, alternativas para fazer gol, e uma pena que foi em um horário de madrugada na outra parte do mundo. O bonito é que o jogo com o Fluminense vai ser em um bom horário. Talvez, não para os jogadores por ser mais calor, mas esperamos dar um bom espetáculo e, sim, o que vimos na mídia é que nosso resultado foi destacado como a maior surpresa. É preciso ter em mente que fomos para o jogo com muitos desfalques de titulares imprescindíveis. A começa pelo capitão Al Dawsari, por nosso centroavante Mitrovic, que não jogou o torneio, por nosso zagueiro... Isso é o bonito do futebol. Qualquer um pode ganhar de qualquer um.
Uma imagem que rodou o mundo e viralizou no Brasil é a da festa no vestiário e quando o presidente anuncia que vai pagar uma premiação muito gorda aos jogadores. Não sei se chamou tanta a atenção na Arábia, mas aqui, sim. É algo normal ou só em jogos muito especiais?
Acredito que a forma de celebrar demonstra que é uma vitória em particular com muitas conotações. Pela dimensão, pelo presidente ser uma pessoa muito envolvida com o clube, que oferece tudo, que trabalha muitos anos, conseguiu muitos títulos e quando termina uma temporada sem ganhar, nós, da gestão, temos que suportar mais críticas. No fim das contas, estávamos felizes por sabermos o que sofremos, por ser um reconhecimento ao trabalho, pela aposta pessoal em Simone Inzaghi... Saem as emoções e entendo ficar dessa forma por saber o que sofre e o que entrega ao clube. Sei o quanto ama esta equipe e merece celebrar da melhor maneira possível. Tomara que possamos comemorar mais coisas, apesar desta vez ser contra uma equipe do seu país (risos).
Quando chega ao vestiário e diz que vai pagar não sei quantos milhões, é algo que já estava combinado ou é algo que decide na hora e diz que vai ser pago porque é merecido?
São coisas que ficam internamente para equipe e para o vestiário. O que está claro é que temos uma grande comunhão no vestiário entre jogadores, diretores, presidente... Trabalhamos como uma grande família e tentamos, principalmente no meu caso como executivo, que funcionem as finanças para seguirmos apostando nos melhores jogadores possíveis.
Falando sobre janela e pelo que pode fazer mais o Al-Hilal, podemos dizer que o começo do projeto saudita o mundo via que o Nassr tinha uma grande estrela, que era o Cristiano, o Ittihad tinha uma grande estrela, que é Benzema, mas o Hilal teve uma grande estrela que não jogou, que foi Neymar, e teve que fazer um time muito coletivo. Podemos esperar que para próxima janela este posto de grande estrela será ocupado? Como vocês observam as ações de mercado? Se falou muito de Osimhen, Çalhanoglu, Theo Hernanez, Bruno Fernandes... Como você vê a próxima janela para que o Hilal vá ainda mais distante?
Acho que agora não importante, não é? Agora importante focar no jogo com o Fluminense. Temos um elenco que confiamos, não fizemos contratação internacional para o torneio porque pensamos que temos o melhor time possível e confiamos. Quando acabar o torneio, os jogadores vão de férias e teremos tempo de analisar a situação de cada um, como enfrentaremos a janela de verão.

Ainda neste tema, o torcedor do futebol mundial pode sonhar em ter em breve um encontro de Cristiano e Messi como rivais novamente? O Al-Hilal mira Messi como uma boa opção?
Insisto que agora não é hora de tocar neste tipo de tema. Afinal, o que é verdade é que se vê na mídia com grandes jogadores a nível de rumores se vinculam com o Al-Hilal. Isso demonstra o potencial que tem o clube e quem escreve acredita que pode dar certo. Eu não posso dizer que seja (verdade) ou que possamos comentar. É algo que agora não nos importante. O que importa é focar na partida, apoiar a equipe e não falar sobre jogadores que não estão conosco.
Para finalizar, que tipo de mensagem poderia passar para os torcedores do Brasil. O Al-Hilal já é um clube mundial por tudo que já fez, mas para os torcedores que não acreditavam tanto no futebol saudita? Uma mensagem para que vejam com outros olhos e que há um projeto muito seguro e bem estruturado até o Mundial de 2034? Um mensagem como estrangeiro que está na Arábia.
A primeira mensagem como estrangeiro que está na Arábia é que estamos falando de um país que nos recebeu como se estivéssemos em casa. Um país com grande hospitalidade, grandes cidades, grande estrutura... É um país onde se vive muito bem, se trabalha muito bem. É a primeira mensagem como quem veio de fora e se sente em casa. A nível futebolístico, convido a todos que vejam nossas partidas não somente no Mundial, mas também na Liga. No caso do Brasil, sempre tivemos muitos brasileiros na Saudi Pro League e também treinadores. Convidamos a ver nossas partidas, siga nossa liga, veja nossos conteúdos em redes sociais... Temos mais de 40 milhões de seguidores, que é um número muito importante. Temos a ambição de captar seguidores além do Oriente Médio. Acho que temos essas armas pelos jogadores, pelo tipo de futebol, pelo trabalho que fazemos e estamos demonstrando com o crescimento mesmo quando Neymar saiu do clube. Isso demonstra que estamos nos conectando com novas audiências e vamos nos esforçar para ter os melhores jogadores, jogar um bom futebol e trazer bons conteúdos.
A Copa do Mundo de Clubes se aproxima do fim e a Fifa divulgou informações sobre os países com mais jogadores no torneio. O Brasil lidera a lista 56 atletas do país ainda na competição para a disputa das quartas de final.
O Brasil também é, junto com a Alemanha, o país com mais representantes nas quartas de final. Palmeiras e Fluminense seguem no torneio e entram em campo nesta sexta-feira (4/7), contra Chelsea e Al-Hilal, respectivamente.
Além de liderar a lista, a diferença da presença brasileira em relação a outras nacionalidades é vasta. O segundo país com mais jogadores no mundial é a Alemanha, com 31 atletas.
Quartas de final
O Fluminense abrirá a disputa das quartas de final do Mundial, em duelo contra o Al-Hilal, às 16h (de Brasília). O time da Arábia Saudita eliminou o Manchester City, em uma virada incrível. Já a equipe carioca eliminou o vice-campeão da Champions League, a Inter de Milão, nas oitavas.
Na sequência, às 22h, o Palmeiras entra em campo contra o Chelsea e o confronto proporcionará um encontro especial. Estêvão, que já foi anunciado pelo time inglês e irá rumo a Londres ao fim da Copa do Mundo de Clubes, vai jogar contra o seu próximo clube.
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O Corinthians deu continuidade nesta quarta-feira (2) aos trabalhos visando o retorno do Brasileirão, diante do Red Bull Bragantino, dia 13 de julho, às 19 horas, na Arena do Corinthians. Aproveitando o tempo livre, Dorival Júnior comandou atividades táticas em dois períodos. O goleiro Hugo Souza teve motivos de comemoração no dia frio na capital: ele completou um ano de clube.
“Fico muito feliz de completar um ano de Corinthians. Que seja o primeiro ano de muitos, se Deus quiser”, celebrou o goleiro, que rapidamente caiu nas graças da torcida e é um dos destaques do atual elenco. “Essa camisa é muito grande. Sou grato demais a este clube, por tudo que fez e faz por mim”, seguiu, frisando a convocação na última data Fifa.
“Me deu oportunidade de estar na seleção brasileira, oportunidade de ser campeão. Cheguei em um momento da minha carreira bem complicado. Eu nem sabia o que seria da minha vida. Hoje, um ano depois, tenho colhido grandes frutos dessa minha decisão. Se tem uma palavra hoje é a de agradecimento”, endossou.
Trabalhando forte para apagar a má impressão dos últimos jogos antes da pausa para o Mundial de Clubes, Dorival Júnior abriu o dia com trabalho de força na academia e no gramado. Após o aquecimento, o técnico comandou atividade de pressão pós-perda e outra de enfrentamento em superioridade. A ideia é sufocar o Red Bull Bragantino pelo retorno das vitórias. À tarde, o elenco realizou um exercício tático coletivo.
Hugo Souza participou de todas as atividades, mas deixou a avaliação dos importantes trabalhos para comemorar sua primeira marca no clube após 63 jogos disputados.
“É uma das grandes marcas que tenho alcançado aqui nesse clube. Só tenho a agradecer a Deus, principalmente, à minha família, aos meus amigos, às pessoas que me ajudaram nesse processo, às pessoas que eu amo”, afirmou. “Sou grato demais ao clube e à torcida, todos que me acolheram e deram oportunidade de estar aqui. Dia a dia eu tenho conseguido construir uma história aqui dentro. Espero que seja uma linda história, cada vez mais. É um sentimento de felicidade”, concluiu.
Enquanto o goleiro prevê muitos anos defendendo o Corinthians, o clube vai enxugando seu elenco. Após empréstimo de Alex Santana ao Grêmio e rescisão amigável com Igor Coronado, a bola da vez é a saída do lateral-esquerdo equatoriano Diego Palácios. Fora dos planos de Dorival Júnior, o jogador pode ir para o Austin, dos Estados Unidos. O volante Charles, o lateral-direito Léo Maná, o goleiro Matheus Donelli também não caíram da graça do treinador e devem buscar nova casa.
Com as atenções voltadas para o confronto desta sexta-feira, diante do Palmeiras, o Chelsea vem intensificando seus treinamentos para ajustar os últimos detalhes visando o duelo que vale uma vaga na semifinal do Mundial de Clubes. Para o meio-campista Kiernan Dewsbury-Hall, o time inglês precisa ficar atento às principais qualidades da equipe paulista “Ninguém aqui está ignorando o Palmeiras e vimos times sul-americanos muito fortes neste torneio”. Ausente na derrota de virada de 3 a 1 para o Flamengo, Dewsbury-Hall esteve em campo nos duelos contra o Espérance, da Tunísia, pela fase de grupos, e diante do Benfica, nas oitavas de final.
Com a ausência de Caicedo, que cumpre suspensão, ele pode reforçar o meio-campo ao lado de Lavia e do argentino Enzo Fernández. “É um desafio que estou ansioso para encarar junto com meus companheiros. Então vamos trabalhar para esse confronto”, afirmou Dewsbury-Hall. Na atividade desta quarta-feira, o zagueiro Badiashile treinou normalmente e mostrou estar recuperado das dores que o tiraram de campo no confronto com os portugueses (deixou o campo aos 25 minutos do segundo tempo).
O atacante brasileiro João Pedro, já com a situação regularizada, treinou normalmente com os companheiros e deve ficar como opção no banco de reservas contra o Palmeiras.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já sabe até quando pode tomar uma decisão envolvendo Bruno Henrique. O atacante do Flamengo está no centro de polêmica em suposta manipulação de resultados.
O tribunal recebeu um inquérito que reunia todos os elementos da investigação a Bruno Henrique no dia 7 de junho e, agora, tem 60 dias a partir desta data para denunciar o jogador, ou arquivar o caso.
O inquérito recomendou a denúncia do atacante do Flamengo, no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Nele, consta o seguinte: "atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende",
Se for condenado, Bruno Henrique pode ser suspenso de três a seis meses, além de pagar multa. É possível, também, que o jogador seja afastado dos gramados de maneira preventiva.
Ainda não há uma data específica para oficializar a denúncia. Neste momento, o STJD analisa se vai denunciar outras pessoas, já que alguns envolvidos, como Wander Nunes Júnior, irmão de Bruno Henrique, também foi jogador de futebol.
Entenda o caso
Bruno Henrique é investigado por, supostamente, ter recebido um cartão amarelo premeditado em partida contra o Santos, válida pelo Brasileirão 2023. Na ocasião, o atacante do Flamengo teria favorecido apostadores.
Além do STJD, Bruno Henrique também está sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal, por fraude e estelionato.
O futebol está de luto. Morreu na madrugada desta quinta-feira, 3, Diogo Jota, atacante português do Liverpool, aos 28 anos. A notícia foi dada primeiramente pelo jornal Marca, da Espanha.
O jogador da seleção portuguesa sofreu um acidente de carro em Zamora, no norte da Espanha, junto com seu irmão, André Silva, de 25 anos, que também faleceu.
De acordo com a polícia local, o carro trafegava pela A-52, uma rodovia federal da Espanha, perto de Sanabria, quando um dos pneus estourou, jogando para fora da pista o carro, que pegou fogo na sequência.
Diogo Jota se casou com Rute Cardoso no mês passado e deixa três filhos.
André Silva também era jogador profissional e atuava pelo Penafiel, da segunda divisão de Portugal.

Diogo Jota esteve presente nos dois títulos de Liga das Nações de Portugal, sendo o último no mês passado e, anteriormente, na temporada 2018/19. O atacante marcou 14 gols em 49 jogos pela seleção do país. O atacante estava no Liverpool há cinco temporadas.
O atacante surgiu no Paços de Ferreira, de Portugal, e depois se transferiu para o Porto e Wolverhampton antes de chegar ao Liverpool.
Na Inglaterra, Diogo Jota foi campeão com o Woves da Championship, a segunda divisão do campeonato nacional, além da Premier League 2024/25, duas Copa da Liga Inglesa e uma Copa da Inglaterra com o Liverpool.
O Porto, clube onde Diogo Jota começou a ganhar destaque internacional, se solidarizou com a família e amigos do jogador.
O perfil da seleção de Portugal também se manifestou sobre a morte de Diogo Jota e seu irmão André Silva.
Em nota, o Liverpool afirma estar devastado com a tragédia, pede privacidade à família e amigos neste momento de dor e afirma que está oferecendo todo o apoio.
"O Liverpool Football Club está devastado com o trágico falecimento de Diogo Jota.
O clube foi informado de que o jogador de 28 anos faleceu após um acidente de trânsito na Espanha, juntamente com seu irmão, André.
O Liverpool FC não fará mais comentários neste momento e solicita que a privacidade da família, amigos, companheiros de equipe e funcionários do clube de Diogo e André seja respeitada enquanto tentam lidar com uma perda inimaginável.
Continuaremos a oferecer-lhes todo o nosso apoio."
Desde o dia 1º de julho, o Fluminense viu três importantes jogadores ficarem aptos para deixar o clube sem custos ao final da temporada. Nomes como Ganso, Manoel e Guga já podem assinar pré-contrato com outros interessados.
Ganso é o único que chegou a avançar em conversas por renovação. O camisa 10 estava próximo de acertar seu novo vínculo, mas teve um problema no coração constatado na pré-temporada em janeiro e ficou fora por três meses dos gramados.
Diante da situação, as negociações foram interrompidas, pois o meia não sabia qual seria o futuro do meia no futebol. Com o retorno, o papo não foi retomado, mas a tendência é que não haja problema para Ganso assinar até o fim de 2026.
Guga é outro caso que está sem solução. O lateral-direito e seu estafe já rejeitaram uma investida da diretoria e as conversas devem ser retomadas ao final da participação do Fluminense no Mundial de Clubes da Fifa. Existe o interesse na renovação.
O zagueiro Manoel, por fim, não deve continuar no Fluminense. Ele renovou no ano passado, já com um salário mais baixo, e dificilmente uma nova conversa de renovação deve acontecer. Ele, inclusive, pode ser liberado nesta janela caso apareçam clubes interessados.
Restando menos de seis meses para o fim da temporada, os clubes começam a se movimentar para resolver pendências contratuais com seus atletas. Os jogadores que têm seu vínculo se encerrando até o próximo dia 31 de dezembro, já podem assinar um pré-contrato com qualquer equipe. No Flamengo, quatro jogadores completam a lista: Varela, Matheus Cunha, Pablo e Cleiton. O Lance! te explica caso a caso:
Varela
O uruguaio vive seu melhor momento com a camisa do Flamengo, nesta temporada. Em 26 partidas, distribuiu três assistências e marcou um gol. Desde a chegada do técnico Filipe Luís, o lateral vem disputando posição com a jovem promessa, Wesley. Recentemente, o comandante pediu a permanência do defensor, que deve assinar um novo vínculo com o rubro-negro.
Os representantes de Varela já se reuniram com o diretor de futebol, José Boto, para tratar da renovação de contrato. Com interesse em permanecer no Flamengo, as partes devem chegar a um acordo em breve. Durante a participação da equipe no Mundial de Clubes, o lateral deu uma declaração sobre seu futuro.
— Sim, eles se juntaram, falaram, mas ainda não está fechado, mas está muito avançado. Eu falei com meu empresário para ficar um pouco distante, para eu focar 100% no Mundial, que é o mais importante. Meu desejo é ficar, lógico, mas não sei. Acho que nós próximos dias podemos ter um novo avanço — disse Varela.
Matheus Cunha
Com apenas cinco partidas disputadas em 2025, Matheus Cunha ainda não definiu o seu futuro no Flamengo. Segundo a reportagem do Lance!, o goleiro é alvo de consultas de clubes brasileiros e estrangeiros.
De acordo com as informações, o Flamengo ainda não recebeu propostas oficiais pelo jogador e não tomou nenhuma decisão sobre uma possível saída. Após a disputa do Mundial de Clubes, o estafe de Matheus Cunha deve sentar para definir a situação com o diretor José Boto.
Pablo
Contratado em 2022, Pablo atuou em apenas quatro partidas pelo Flamengo nesta temporada, todas pelo Campeonato Carioca. Há cinco meses treinando separado do elenco, o zagueiro está fora dos planos do técnico Filipe Luís e recebeu autorização para procurar outros clubes.
Com alto salário, o defensor encontrou dificuldade para achar um novo clube e deve cumprir contrato até dezembro. A partir do dia 1º de janeiro, Pablo fica livre no mercado para definir seu futuro.
Cleiton
Revelado em 2022, Cleiton teve poucas oportunidades no time principal do Flamengo. O jogador viajou com o elenco para a disputa do Mundial de Clubes, mas só foi relacionado para a partida de estreia, contra o Espérance. Nesta temporada, o zagueiro participou de apenas cinco partidas no Campeonato Carioca.
No início do ano, o Flamengo demonstrou interesse em estender o vínculo com Cleiton. A negociação acabou não avançando. Internamente, o clube entendeu que não houve interesse na renovação do contrato, por parte do estafe do atleta.
Com a Europa de olho, Filipe Luís também precisa definir o futuro
Durante a disputa do Mundial de Clubes, o técnico Filipe Luís foi uma das sensações rubro-negras na imprensa internacional. Com contrato até dezembro, as partes também terão que sentar para resolver a renovação.
Até o momento não houve avanço, Filipe Luís dá preferência a outras renovações dentro do elenco, um exemplo é a situação do lateral uruguaio Varela. Acredita-se que a renovação é o caminho natural, até pôr ser a vontade entre as partes. Um dos pontos a serem debatidos é a valorização salarial, já que o treinador tem um salário considerado baixo, o mesmo de quando ele assumiu o time.
Em meio à preparação intensa para o duelo decisivo contra o Atlético-GO, nesta quinta-feira (3), fora de casa, o goleiro Matheus Albino falou com exclusividade sobre o momento do CRB na Série B e reforçou a confiança do elenco em conquistar um resultado positivo em Goiânia. O camisa 1, peça fundamental do Galo nas últimas temporadas, destacou a importância de virar a chave e começar a somar pontos fora de casa.
“Estamos tendo uma preparação muito intensa para essa partida e estamos determinados a virar a chave. Precisamos começar a somar pontos fora de casa e sabemos da dificuldade da partida. Ao mesmo tempo, sabemos que nosso elenco tem total condição de buscar essa vitória”, afirmou Albino.
O arqueiro regatiano também falou sobre o espírito do grupo alvirrubro e o que torna este elenco especial em comparação a outros que já integrou. “O ponto importante é a união do elenco e a solidariedade. A gente sabe que para chegar longe numa Série B demanda um elenco unido, torcendo e trabalhando um pelo outro. E isso eu vejo de muito especial neste elenco, entre nós, fora e dentro de campo”, ressaltou.

Confiante, Matheus Albino apontou o caminho para que as vitórias voltem a acontecer com mais frequência. “Não tem segredo. Precisamos manter a confiança alta e transformar as boas performances e a nossa intensidade de jogo em vitórias novamente. Com isso, as vitórias irão vir.”
Desde que chegou ao CRB, Albino assumiu a meta alvirrubra com segurança. O goleiro quer escrever seu próprio capítulo histórico, ajudando o Galo a subir na tabela da Série B.
O confronto contra o Atlético-GO será mais um grande teste para o time comandado por Eduardo Barroca, que busca retomar o equilíbrio e conquistar pontos longe de casa, um dos principais desafios da equipe nesta temporada.
