
Kylian Mbappé decidiu encerrar o processo judicial que movia contra o Paris Saint-Germain (PSG), onde alegava assédio moral. A escolha pelo jogador foi divulgada um dia antes do confronto entre o Real Madrid, seu atual clube, e o PSG, sua antiga equipe, na semifinal do Mundial de Clubes. O atacante havia iniciado a ação judicial contra o PSG após sua saída no ano passado, alegando que o clube lhe devia 55 milhões de euros em salários não pagos. É importante ressaltar que a desistência do processo criminal não interfere no andamento do processo civil que ainda está em curso.
Mbappé expressou descontentamento com a forma como foi tratado pelo PSG, especialmente após ser afastado antes do início da temporada 2023-24. No entanto, as interações entre ele e o presidente do clube, Nasser Al-Khelaïfi, parecem ter melhorado nos últimos tempos. Após uma trajetória de sete anos no PSG, onde se destacou ao marcar 256 gols, Mbappé transferiu-se para o Real Madrid em uma negociação sem custos. A mudança de clube marca um novo capítulo na carreira do jogador, que agora se prepara para enfrentar seu ex-time em uma competição internacional.
Renato Gaúcho não conseguia esconder a tristeza após a queda do Fluminense no Mundial de Clubes, com derrota por 2 a 0 para o Chelsea, no MetLife Stadium, em New Jersey. O sentimento do treinador, contudo, era de orgulho e gratidão pelo trabalho realizado nos Estados Unidos. Na visão do técnico, o Fluminense deixa a competição de “cabeça erguida” e o Brasil “resgata a credibilidade” no planeta. “Sem dúvida alguma a gente sai de cabeça erguida pelo o que fez. Sabíamos que ia ser difícil diante de uma equipe bastante qualificada. Tentamos, mas eles saíram na frente, e o segundo gol em um contra-ataque deu tranquilidade. Valeu pela campanha”, afirmou o treinador.
Na visão de Renato Gaúcho, a partida estava sob controle até João Pedro acertar belo chute e abrir o marcador aos 17 minutos. “O jogo estava sendo controlado. A gente sabia que ia receber pressão forte do Chelsea, estava sabendo sofrer, mas infelizmente para a gente, João Pedro acertou aquele belo chute de fora da área. E quando sai na frente é uma vantagem grande pelo calor, ter de correr atrás do adversário não é fácil.” O técnico relutou em falar do pênalti ainda no gramado, disse que estava de longe e que precisava ver melhor e com calma no vestiário. Na coletiva, admitiu que se a marcação tivesse sido mantida, o rumo da partida seria diferente.
“Na minha visão foi pênalti. Vão dizer que estava com o braço colado, mas eu marcaria. Existem árbitros que marcam, outros não, mas se tivesse sido marcado, a gente faria o gol e o rumo do jogo seria diferente e a história seria totalmente diferente”, disse. “Não é desculpas.” Semifinal avaliada, o técnico ainda ressaltou o “retorno da credibilidade” do futebol brasileiro para os amantes da bola do planeta após as campanhas de Fluminense, Flamengo, Botafogo e Palmeiras no Mundial de Clubes.
“Acho que a credibilidade voltou bastante forte para o futebol brasileiro pelo que as equipes fizeram, Flamengo, Palmeiras e Botafogo e agora o Fluminense, indo até uma semifinal”, frisou, novamente pedindo respeito aos técnicos do País. “Em termos de Europa e do mundo, resgatamos a credibilidade. Mas o Brasil precisa olhar seus treinadores com outros olhos e valorizar. Nada contra estrangeiros, pelo contrário, há espaço para todos, mas só se falam dos estrangeiros e mostram pouco interesse aos brasileiros”, disparou. “O Mundial fez com que os treinadores brasileiros subissem bastante na cotação e espero que tenham respeito.”
O Fluminense não joga no fim de semana pelo Brasileirão com o Mirassol para descansar. O retorno aos gramados deve acontecer no dia 17 de julho, no Maracanã, diante do Cruzeiro. “Chegamos em uma semifinal, os rivais foram superiores, foram melhores, mas a gente sai de cabeça erguida pelo que fez, levantamos nossa credibilidade no mundo todo e agora é voltar à nossa realidade. Com certeza, não só nosso grupo, mas o torcedor está bastante orgulhoso do que fez e vamos focar no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Sul-Americana.”
A RBR anunciou na manhã desta quarta-feira a demissão imediata de Christian Horner de seu cargo de chefe da equipe, encerrando uma trajetória de duas décadas sob sua liderança na F1. Horner ingressou no time em 2005 e conduziu a escuderia a um período de sucesso histórico, com oito títulos de pilotos e seis de construtores.
O ex-Ferrari Laurent Mekies, que estava na RB, será o novo dirigente do time austríaco; a RB de Liam Lawson e Isack Hadjar, por sua vez, terá o diretor esportivo Alan Permane como chefe.
Segundo informações do jornal alemão Bild, a decisão da demissão partiu de Oliver Mintzlaff, CEO da marca que controla a equipe e clubes ligados à empresa austríaca. A saída do inglês ainda se dá em meio a rumores que envolvem uma possível transferência de seu principal piloto, Max Verstappen, para a Mercedes.
O holandês possui contrato até 2028, mas o vínculo contaria com algumas cláusulas de desempenho que possibilitariam sua saída antecipada: as negociações com a equipe alemã seriam motivadas pela má fase da RBR: o time é apenas quarto colocado no campeonato de construtores com 172 pontos. Max, por sua vez, é terceiro no Mundial de pilotos, com 165 pontos contra 234 do líder Oscar Piastri.
O próprio Horner, em sua última aparição como chefe da RBR durante o GP da Inglaterra, admitiu que não é possível confirmar com 100% de certeza a permanência de Verstappen no time. Questionado sobre os rumores em torno de sua saída, o piloto evitou falar.

A saída de Horner sucede dois momentos de tensão dentro da RBR: o mais recente foi a precoce demissão de Liam Lawson, após duas corridas disputadas no início de 2025.
O neozelandês, promovido e posteriormente rebaixado para a RB, não pontuou em nenhuma das duas provas que disputou com o time austríaco; mesmo assim, sua saída desagradou Verstappen, que chegou a se manifestar pelas redes sociais e teve sua insatisfação confirmada pelo consultor Helmut Marko.
Outro momento tenso protagonizado por Horner na RBR se deu no início de 2024, quando o inglês foi alvo de uma investigação interna após ser acusado por uma ex-funcionária por suposto comportamento inapropriado.

Embora tenha sido isento da inquirição com desfecho "inconclusivo", uma pasta com 79 mensagens de teor íntimo, atribuídas a Horner e a funcionária envolvida, foi enviada durante o GP do Bahrein por uma fonte anônima a jornalistas, dirigentes e membros do alto escalão da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e da F1.
Horner se recusou a comentar o que considerou especulações anônimas. Ainda assim, o caso levou a manifestações públicas, contrárias a ele, do chefe da Mercedes, Toto Wolff, e do CEO da McLaren, Zak Brown, além dos pilotos Lewis Hamilton e George Russell.
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, chegou a pedir que Verstappen apoiasse Horner publicamente, mas o tetracampeão negou.

O caso ainda expôs desentendimentos entre o pai do holandês, o ex-F1 Jos Verstappen, e Horner, e a situação se tornou uma disputa de forças entre o então chefe da RBR e o consultor Helmut Marko - que contaria com apoio da família Verstappen.
Max chegou a sugerir que poderia deixar a equipe caso Marko fosse demitido, porém, a situação foi perdendo força ao longo de 2024 - não antes do time ser desfalcado com a saída de dois pilares importantes, como o diretor esportivo Jonathan Wheatley e o projetista Adrian Newey.
Valendo vaga na semifinal da Copa do Nordeste, CSA e Ferroviário se enfrentam nesta quarta-feira (9), às 19h (de Brasília), no Rei Pelé, em Maceió, em jogo único pelas quartas de final.
Quem vencer, vai colocar uma boa grana nos cofres: R$ 770 mil. Em caso de empate, o semifinalista será decidido nas penalidades.
Até aqui, o Azulão já arrecadou R$ 3,15 milhões, enquanto o Tubarão da Barra levou R$ 2,55 mi. A diferença fica pela divisão da premiação em quatro faixas na fase de grupos.
Confira, abaixo, as premiações detalhadas:
Fase de grupos
Quartas de final
Semifinal
Vice-campeão
Campeão

CSA vive temporada histórica em premiações
O CSA não brilha apenas no Nordestão. O clube também está classificado para as oitavas da Copa do Brasil, após eliminar o Grêmio em plena Arena do Grêmio - feito que também rendeu uma boa bolada.
Com isso, o Azulão soma até agora, segundo o Gato Mestre, R$ 10,38 milhões em premiações na temporada. O valor coloca o time na 15ª posição entre os clubes brasileiros que mais arrecadaram em 2025, sendo o único fora da Série A neste top 15.
O Fluminense que enfrentará o Chelsea nesta terça-feira, às 16h (de Brasília), no Metlife Stadium deve manter a formação com três defensores usada nos últimos dois jogos. Porém, com uma novidade: a tendência é que Renê substitua Freytes, suspenso por acúmulo de cartões amarelos.
Os treinamentos indicaram que o lateral-esquerdo de origem está à frente na disputa com Thiago Santos e tende a ganhar a vaga. A qualidade na saída de bola e o fato de ser canhoto pesaram a favor do jogador por ajudar a suportar a pressão alta que deve ser exercida pelos ingleses.
Outra mudança é a entrada de Hércules no lugar de Martinelli, que também estará cumprindo punição na partida. O camisa 35 foi o herói das últimas duas classificações saindo do banco de reservas e volta a ganhar oportunidade entre os titulares.
Há ainda uma dúvida na lateral-direita. Samuel Xavier está sendo avaliado por causa de desgaste muscular e está sendo preparado para a partida. Caso não esteja pronto, existe a chance de Guga começar jogando.
Escalação provável: Fábio, Ignácio, Thiago Silva e Renê; Guga (Samuel Xavier), Bernal, Nonato, Hércules e Fuentes; Arias e Cano.

O Fluminense tenta vaga inédita na final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Para isso, basta uma vitória contra o Chelsea. O empate leva a partida para a prorrogação e, permanecendo a igualdade, para a disputa de pênaltis.
Adson sofreu uma fratura da tíbia direita após uma dividida no treinamento do Vasco nesta segunda-feira, no CT Moacyr Barbosa. O clube comunicou que houve uma lesão na mesma região em que o atacante já havia se lesionado após uma dividida, que gerou uma fratura direta na tíbia.
Em comunicado à imprensa, o médico do clube Gustavo Caldeira explicou a lesão e disse que o atacante passará por um novo procedimento cirúrgico. Desta forma, o atacante se torna desfalque novamente no Vasco. Adson se lesionou no fim de agosto e só voltou no fim de março, sete meses depois.

— Infelizmente, comunico a lesão do atleta Adson, que sofreu uma fratura na tíbia. No treino de hoje, devido a uma dividida, ele fez um trauma direto numa região onde ele já tinha um calo ósseo, promovido pela consolidação da fratura anterior, mas com o golpe, com o trauma, a perna direita fez um mecanismo de alavanca que culminou numa fratura direta na tíbia direita. Ele vai passar agora por um procedimento cirúrgico novamente, para a consolidação de uma fratura nova — disse o médico, que completou:
— Essa fratura é uma fratura um pouquinho diferente da fratura por estresse, é uma fratura aguda, uma fratura completa e o tratamento também é um tratamento diferente do que foi feito para correção da fratura por estresse. Entendendo o momento difícil do Adson e mantendo o padrão humanizado de tratamento no Vasco, o clube enviou o médico, o psicólogo e o coordenador do player care, até a clínica de radiologia, para dar total suporte para o atleta, para ele sentir o mínimo possível e minimizarmos o trauma nesse primeiro momento.
Fernando Diniz também telefonou para o jogador e teve uma conversa sobre a sua linha de trabalho - o técnico gosta de jogadores "solidários, corajosos e que joguem de maneira feliz".
Diniz perguntou como estava o volante e os objetivos profissionais na vinda para o Vasco. Ele mostrou os planos que tem com Thiago Mendes para a sequência da temporada e entende que o atleta pode atuar como primeiro ou segundo volante. A direção acredita que o volante tem qualidade para ser titular da equipe.
Léo Jardim, como futuro companheiro de clube, também fez sua parte. O goleiro, ex-Lille, atuou contra Thiago Mendes, quando o volante estava no Lyon, da França. Ele também é agenciado pelo mesmo estafe do volante. O goleiro, que deve renovar com o Vasco neste mês, deu boas referências sobre o clube carioca, sobre a melhoria nas estruturas do CT Moacyr Barbosa, do bom clima do grupo entre os jogadores e a relação com direção.
Jardim e Thiago Mendes foram adversários em dois jogos. Em 2020, o Lyon de Thiago Mendes eliminou o Lille de Léo Jardim na semifinal da Copa da França. O volante converteu o pênalti contra o goleiro do Vasco com categoria. Em 2022, o goleiro levou a melhor em uma vitória por 1 a 0 do Lille no Campeonato Francês.

Thiago Mendes está jogando fora do Brasil há oito temporadas. O jogador atuou pelo São Paulo entre 2015 e 2017, com 147 partidas disputadas e 12 gols marcados. No começo do ano, o Tricolor tentou a contratação. Santos e Atlético-MG também fizeram contato.
O volante atuou por duas temporadas no Lille, com 72 partidas, quatro gols e nove assistências. No Lyon, jogou por quatro temporadas, com 143 jogos, dois gols e 12 assistências. Há duas temporadas está no Al Rayyan, com 31 partidas, um gol e uma assistência.
O volante Lucas Falcão, ex-CRB, foi anunciado pelo Hapoel Tel Aviv, de Israel, na manhã desta terça-feira (08). Ele havia sido negociado pelo Regatas com o Athletico Paranaense para disputa da Série B do Campeonato Brasileiro 2025, e disputou 23 partidas em seis meses pelo Furacão.
Falcão assinou com o clube israelense por três temporadas, após concluir os exames médicos. O jogador continuará a vestir a camisa 98, mesmo número que utilizou durante sua passagem pelo Galo da Praia, por quem disputou 113 partidas em dois anos. Ele embarca ainda nesta terça com a equipe para o período de treinamento na Polônia.
"Estou animado para jogar no Hapoel Tel Aviv, um grande clube com uma história gloriosa e grandes torcedores – sobre os quais já ouvi falar muito. Partimos hoje para o período de treinamento e já estou ansioso para conhecer meus novos companheiros de equipe. Vamos formar e trabalhar duro para nos conectarmos com uma equipe que chegará pronta para os desafios que enfrentamos, como uma unidade que dá tudo de si pelo clube e por seus torcedores. Vamos, Hapoel", disse o jogador após a contratação.
Aos 27 anos, Falcão disputou 23 partidas pelo time curitibano apenas no primeiro semestre deste ano. O volante não fez nenhum gol e não teve nenhuma assistência contabilizada pelo Athletico. Já pelo CRB, nos anos de 2023 e 2024, ele marcou um tento e deu um passe para gol.
No vídeo de divulgação, o Hapoel Tel Aviv exibiu lances dele com a camisa regatiana e com o uniforme rubro-negro
Com quase 36 anos, Davide Ancelotti, filho do renomado técnico Carlo Ancelotti, está prestes a iniciar sua primeira experiência como treinador principal no Botafogo. Nascido em Parma, Itália, em 1989, Davide sempre esteve imerso no universo do futebol, seguindo os passos do pai, que era jogador do Milan em seu nascimento.
A trajetória
Davide Ancelotti tentou a carreira de jogador, atuando nas categorias de base do Milan e, aos 14 anos, no Borgomanero, antes de se dedicar aos estudos. Sua jornada profissional no futebol começou em 2012 como preparador físico no Paris Saint-Germain, acompanhando Carlo Ancelotti, então treinador da equipe.
Ele seguiu com o pai para o Real Madrid em 2013, ainda como auxiliar de preparação física. Em 2016, após obter a Licença Pro da UEFA, Davide ascendeu à função de auxiliar técnico, trabalhando com Carlo no Bayern de Munique, Napoli, Everton e, mais recentemente, no Real Madrid. Sua estreia como auxiliar na Seleção Brasileira ocorreu em junho, na partida contra o Paraguai.
Filosofia de jogo
Em entrevista recente ao jornal "Marca", Davide Ancelotti compartilhou sua visão sobre o futebol, destacando a influência do pai e suas próprias preferências. "Meu pai me ensinou a ser flexível, a me adaptar, a ter ideias e maneiras diferentes de vencer", disse Davide. "É importante para um time saber administrar as diferentes fases do jogo."
Apesar da admiração pelo pai, Davide revelou uma preferência por um estilo mais "vertical e ousado", buscando que seus jogadores sejam capazes de fazer "muitas coisas em um nível muito alto". Essa busca por um futebol vertical alinha-se com as expectativas de John Textor, dono da SAF do Botafogo, que busca um perfil de treinador com essa característica. A saída do último técnico do Botafogo, Renato Paiva, foi motivada justamente pela postura da equipe em campo
Davide citou o PSG como inspiração, elogiando a capacidade do time de fazer "muitas coisas: manter a bola, ser vertical, pressionar alto, defender dentro da área...". Ele enfatizou que no futebol atual, a versatilidade é crucial.
O desejo de voar solo e a relação com o pai
Apesar de trabalhar ao lado de um dos maiores nomes do futebol, Davide sempre nutriu o desejo de seguir carreira "solo". "Minha ambição é treinar sozinho um dia. Isso é muito claro para mim, porque é meu objetivo de carreira", afirmou ao "Marca" no fim de junho. Embora tenha tido a oportunidade de continuar com o pai na Seleção Brasileira, ele optou por buscar novos desafios.
Davide também revelou que suas opiniões e as de seu pai "quase nunca concordaram", o que ele considera positivo para ambos. "Acho que é isso que se espera de mim como auxiliar e também o que ele precisa", explicou. Carlo Ancelotti, por ser um treinador experiente e com muitas certezas, busca um ambiente desafiador, com pessoas que não necessariamente concordam com ele.
Davide Ancelotti é bem-visto por quem já trabalhou com ele. Robert Lewandowski, ex-atacante do Bayern de Munique, onde Davide atuou como auxiliar, elogiou a capacidade do italiano: "Trabalhar com o Davide é muito bom. Ambos se beneficiam. Ele é muito talentoso e consegue explicar tudo muito bem".
Reapresentação e clássico pelo Brasileirão
Enquanto a negociação com Davide Ancelotti é finalizada, o Botafogo se reapresenta nesta segunda-feira (7) no CT Lonier, com os treinos sob a supervisão de Cláudio Caçapa, auxiliar técnico permanente que atuará como interino.
O próximo compromisso do Glorioso é o clássico contra o Vasco, marcado para sábado (12), às 16h30, no Mané Garrincha, em Brasília, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O CSA perdeu para o Caxias na noite deste sábado (5) por 3 a 2, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Com o resultado negativo, o clube azulino corre o risco de deixar o G-8 do Campeonato Brasileiro da Série C após o complemento da 11ª rodada; já o time gaúcho é o líder.
O Caxias começou a partida na capital alagoana de forma avassaladora, com uma verdadeira blitz nos minutos iniciais e abriu 2 a 0 antes dos dez minutos, se aproveitando de erros da equipe alagoana. O CSA reagiu no duelo em Maceió, diminuiu com Camacho, mas depois o Caixas fez o terceiro e nos acréscimos do primeiro tempo, o CSA fez o segundo. O placar não mudou no segundo tempo.
Os gols da partida no Rei Pelé pelo Caxias foram marcados por Iago, Tomás Bastos e Pedro Cuiabá. Os gols da equipe azulina foram feitos por Guilherme Camacho e Thiago Marques.
Com o revés, o clube alagoano desperdiça pontos importantes em casa e pode sair da zona de classificação para a próxima fase. O CSA têm 16 pontos, na 6ª posição. Já o Caxias, embalado, se fortalece na briga pelo topo da tabela. O time segue na liderança, com 24 pontos.
Agora o CSA enfrentará o Ferroviário, pela Copa do Nordeste, na próxima quarta-feira (9), às 19h. E pela Série C o Azulão vai enfrentar o Retrô, na Arena Pernambuco, no dia 14 de julho (uma segunda), às 19h30. E o Caxias pega o Anápolis, estádio Centenário, no dia 13 (domingo), às 19h.
Em um jogo eletrizante na tarde deste sábado (5), no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, o ASA protagonizou uma reação emocionante e empatou com o Sergipe por 2 a 2, nos acréscimos do segundo tempo, pela 11ª rodada da Série D do Campeonato Brasileiro.
O time visitante saiu na frente logo aos 2 minutos com Rickelme, aproveitando uma sobra na área. Ainda na etapa inicial, o Sergipe ampliou a vantagem aos 50, com Felipe Pará, de pênalti.
Na segunda etapa, o ASA voltou mais agressivo e diminuiu aos 20 minutos com Marcelo Toscano. Já nos acréscimos, aos 49, o zagueiro Zulu aproveitou rebote do goleiro após chute cruzado de Will e empatou a partida, para delírio da torcida alvinegra.
Situação na tabela
Com o empate, o ASA segue líder isolado do Grupo A4, com 24 pontos, mantendo uma vantagem de seis pontos sobre o vice-líder Sergipe, que agora soma 18.
Próximos jogos
Sergipe volta a campo no sábado (12), às 17h, para enfrentar o Lagarto, no Batistão, no clássico sergipano.
ASA joga no domingo (13), às 16h, contra o Penedense, no Estádio Alfredo Leahy, em Penedo.
O Fluminense vai para o sexto jogo pelo Mundial de Clubes, a semifinal contra o Chelsea, e terá de apresentar a sexta escalação diferente. Além das mudanças táticas implementadas por Renato Gaúcho durante o campeonato, dois desfalques mudam o time diante dos ingleses. O zagueiro Freytes e o meia Martinelli estão suspensos. Eles estavam amarelados nas quartas, contra o Al-Hilal, e cada um acumulou uma nova advertência. Nonato, Arias e Keno também estavam pendurados, mas, agora, têm seus cartões zerados a partir da semifinal.
Hércules, que entrou no lugar de Martinelli e fez o gol da classificação, deve ser o titular contra o Chelsea. Thiago Santos pode entrar na linha de três zagueiros, mas também há a possibilidade de Renato optar por voltar a ter apenas a dupla Thiago Silva e Ignácio. Nesse caso, Renê ou Fuentes jogariam na lateral-esquerda. A tendência é a volta do camisa 6, mais defensivo. Uma vaga ficaria aberta no meio de campo ou no ataque, podendo fazer Canobbio retornar.
“Não me preocupo. Eles estão bem. Eu confio no grupo. Tanto é que quem entra continua o ritmo de quem saiu. Sempre falo para eles o que disse quando cheguei no Fluminense: ‘Precisa estar preparado, porque a qualquer momento você pode entrar na partida ou começar o jogo’. Ninguém se prepara em três dias. Todo dia eu cobro intensidade nos treinamentos, atenção na hora dos vídeos. Porque depois, um deles estará jogando”, comentou o técnico Renato Gaúcho, após a vitória sobre o Al-Hilal.
Com exceção da saída de Thiago Silva contra o Mamelodi Sundowns, por desgaste físico, na primeira fase, e a suspensão de Renê, nas quartas, todas as mudanças do Fluminense no Mundial foram opções de Renato. Da estreia (0 a 0 contra o Borussia Dortmund) para a segunda rodada (vitória por 4 a 2 sobre o Ulsan), Cano, Fuentes, Ganso e Serna entraram nos lugares de, respectivamente, Everaldo, Renê, Nonato e Canobbio. Do segundo para o terceiro jogo (0 a 0 contra o Mamelodi Sundowns), Nonato e Serna voltaram, nos lugares de Ganso e Ganobbio.
A principal mudança foi feita para as oitavas de final, quando o time enfrentou a Inter de Milão. Renato promoveu o ingresso do zagueiro Freytes no lugar de Canobbio. “Pensei bem no esquema que iríamos utilizar e, na minha cabeça, o melhor esquema seria o de três zagueiros, para espelhar o time deles”, explicou o treinador.
Fluminense e Chelsea decidem o primeiro finalista do Mundial de Clubes nesta terça-feira (8), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, em Nova Jersey. O vencedor encara quem se der melhor entre PSG e Real Madrid, na quarta-feira (9), também às 16h, no mesmo estádio. O Mundial de Clubes não tem decisão de terceiro lugar, como há na Copa do Mundo. A final será dia 13, às 16h, novamente no MetLife.
O Penedense está oficialmente eliminado da Série D 2025. Na tarde deste domingo (6), a equipe alagoana foi goleada por 4 a 0 pelo Lagarto-SE, no Estádio Mendonção, em Itabaiana, e deu adeus às chances de classificação no Grupo A4 da competição.
A partida foi decidida ainda no primeiro tempo, quando o time sergipano impôs amplo domínio. Aos 26 minutos, o meia Zanatelli abriu o placar após jogada trabalhada. Seis minutos depois, Soares acertou um chute de canhota e ampliou para 2 a 0. A partir daí, o Penedense desmoronou defensivamente.
O terceiro gol veio aos 42’, com David aproveitando cruzamento na área. E, antes do intervalo, aos 45’, Soares marcou seu segundo na partida, consolidando o 4 a 0 ainda na etapa inicial.
No segundo tempo, o Lagarto reduziu o ritmo e apenas administrou a vantagem. O Penedense, por sua vez, tentou se proteger para evitar um placar ainda mais elástico, mas não teve forças ofensivas para reagir.
Com a derrota, o Alvirrubro permanece na lanterna do Grupo A4, com apenas 4 pontos em 11 jogos, sete a menos que o Barcelona de Ilhéus, sétimo colocado. A distância inviabiliza qualquer possibilidade matemática de classificação, restando apenas três rodadas. No cenário geral da Série D, o clube alagoano tem a segunda pior campanha da competição, à frente apenas do Humaitá, que somou um ponto até agora.
O Penedense volta a campo no próximo domingo (13), quando recebe o ASA, no Estádio Alfredo Leahy, pela 12ª rodada da Série D.
Em meio a negociações sobre possível renovação de contrato, o argentino Lionel Messi está na mira do Al-Ahli, da Arábia Saudita. O clube voltou a colocar o camisa 10 como sonho de consumo, depois de ter tentado a contratação do jogador em 2023.
Segundo informações do jornal L’Equipe, da França, a contratação de Messi é vista como prioridade para a diretoria do time saudita.
As negociações para contar com Lionel Messi já teriam iniciado. Um dos desejos dos sauditas é que o argentino volte a enfrentar Cristiano Ronaldo, atacante do Al Nassr. O contrato de Messi com o Inter Miami vai até dezembro deste ano, e as partes ainda não definiram possível extensão de vínculo.
O Al-Ahli é o atual campeão da Champions da Ásia e conta com o atacante brasileiro Roberto Firmino. Mahrez, ex-jogador do Manchester City, também é um dos destaques do elenco.
No Inter Miami, Lionel Messi conquistou os títulos da Supporter’s Shield e Copa da Liga, mas ainda não foi campeão da Major League Soccer, torneio mais importante dos Estados Unidos. Na Copa do Mundo de Clubes, a equipe norte-americana foi eliminada após goleada do Paris Saint-Germain por 4 x 0.
O futebol alagoano entra em campo neste fim de semana em momentos distintos, mas com um objetivo em comum: representar bem o estado no Campeonato Brasileiro da Série D. ASA e Penedense terão compromissos importantes que podem definir os rumos das equipes na reta final da primeira fase.
Em Arapiraca, o ASA recebe o Sergipe neste sábado (5), às 17h, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, o Fumeirão. O duelo é direto pela ponta do Grupo A4. Líder e vice-líder se enfrentam em um jogo que promete ser dos mais disputados da rodada. Praticamente garantido na próxima fase, o Alvinegro tem pela frente a missão de confirmar a primeira colocação e somar o maior número de pontos possível, visando as vantagens no mata-mata.
O técnico Ranielle Ribeiro destacou o desafio que o Sergipe representa, lembrando do histórico recente entre as equipes. “O Sergipe tem sido um time camaleão contra nós. Uma equipe muito diferente a cada vez que nos enfrentamos”, afirmou o comandante alvinegro.
A novidade no ASA é o retorno do atacante Keliton, que volta a ser relacionado e deve começar como titular. Com isso, o Gigante deve ir a campo com: Matheus Vinicius; Paulinho, Cristian Lucca, Zulu e Charles; Guilherme Borges, Fabrício Bigode e Sammuel; Thiago Alagoano, Keliton e Júnior Viçosa.

Já em Penedo, o clima é de tensão e despedida antecipada. O Penedense enfrenta o Lagarto neste domingo (6), às 16h, no Etelvino Mendonça, o Mendonção. Com chances remotas de classificação, a equipe ribeirinha pode ter a eliminação matematicamente confirmada, em caso de derrota. Mesmo em caso de vitória, um simples empate entre Juazeirense e Jequié, que se enfrentam na rodada, sela a desclassificação do time alagoano.
Apesar do cenário complicado, o técnico Rommel Vieira afirmou que o Penedense entrará em campo para defender a honra do clube e buscar uma vitória diante do torcedor. No entanto, o treinador terá dificuldades para montar a equipe, já que um surto de virose afetou o elenco nos últimos dias.
A provável escalação do Penedense é: Alexandre; Alex Murici, Gabriel, Henrique e Drey; Wanderson, Ely Carlos e Darlisson; Romarinho, Nilton e Negueba.
Momentos opostos, mas a mesma missão: honrar Alagoas no Brasileirão. Resta saber como ASA e Penedense se sairão neste fim de semana decisivo.
"Admito que naquele momento, assustou um pouco [risos]". Foi assim, com a sinceridade de quem ainda está absorvendo a virada na carreira, que Maykon Jesus descreveu a sensação de entrar em campo pelo Vitória.
Aos 19 anos, o lateral-esquerdo alagoano não esperava que sua estreia como titular viria assim: de repente, sem aviso, e em um confronto difícil contra o Cruzeiro, no Barradão. Até então, havia sido recém-promovido à segunda opção, após a saída de Hugo, que tomou rumo ao futebol árabe. O jovem ainda ficava atrás de Jamerson, titular absoluto, que começou aquela partida, disputada no último 12 de junho.
O gramado da casa do Leão estava encharcado. Naquela noite chuvosa em Salvador, os dois times faziam um jogo duro. A água atrapalhava a condução da bola, forçando os atletas a recorrerem a lançamentos longos e cruzamentos.
Para piorar um contexto já complicado, Eduardo, do Cruzeiro, travou o tornozelo de Jamerson numa entrada violenta. O meia acabou expulso e o lateral do Vitória teve que ser retirado de campo de maca, sentindo muitas dores.
A substituição não estava nos planos, mas ali, ao final do primeiro tempo, o número 66 apareceu na placa de substituição: era o número na camisa de Maykon. Mesmo assustado, o jovem entrou em campo sob chuva, com o Barradão tenso e um Cruzeiro que, apesar de estar com um a menos, ainda era perigoso.
"Não imaginava que a oportunidade viria naquele momento. Claro que existe uma pressão, mas eu sempre tive uma cabeça muito boa. O apoio da torcida fantástica e do Carpini tornaram o momento um pouco menos tenso", explicou o lateral.
Era a chance que ele esperava. Uma oportunidade que veio não da forma que imaginava. E ele sabia: precisava agarrar.

A trajetória
Natural do Pontal da Barra, tradicional bairro de pescadores e rendeiras em Maceió, Maykon cresceu longe dos holofotes do futebol alagoano. Apesar da paixão pelo esporte desde cedo, nunca participou das categorias de base dos maiores times de Alagoas. Foi há quase 270 quilômetros de casa, em Camaragibe, Pernambuco, que recebeu a primeira oportunidade real. Ainda adolescente, chegou à base do Retrô, onde começou a moldar o lateral-esquerdo ofensivo.
O desempenho no clube pernambucano logo chamou a atenção do Atlético-MG, que decidiu apostar no jovem. Em Belo Horizonte, Maykon passou a integrar as categorias de base de um dos clubes mais estruturados e tradicionais do País, onde teve contato direto com uma nova rotina profissional, com a exigência de um grande clube como o Galo. Observava de perto nomes como Guilherme Arana e Rubens, referências na posição.
"Aprendi bastante. Eles serviram de inspiração, claro. Foi um privilégio poder observar os dois (Arana e Rubens) de perto, além de manter um contato com eles. Até hoje converso com ambos, peço dicas [risos]".
Apesar de não ter sido promovido ao time principal, o Galo manteve o atleta sob contrato e optou por emprestá-lo.
Foi então que, no início de 2025, Maykon chegou ao Noroeste carregando dúvidas. A falta de rodagem e o fato de ainda não ter recebido uma chance no profissional pesavam na mente do jovem lateral-esquerdo.
"No começo, eu tinha muitas dúvidas. A gente que é atleta se questiona muito, e eu me perguntava se ia dar certo. Mas, como disse antes, sempre tive uma cabeça muito boa. Tratei a proposta como mais uma oportunidade e veio a ser mais uma pela qual sou muito grato".
Pela primeira vez como profissional, em um campeonato estadual que, segundo o próprio Maykon, é o mais disputado do País, ele vestiu a camisa do Noroeste no Paulistão de 2025. Estreou contra o Velo Clube e rapidamente conquistou a titularidade na lateral esquerda. Em 11 jogos, sendo 10 como titular e somando 898 minutos em campo, foi um dos principais destaques da equipe. Com duas assistências, foi eleito duas vezes o melhor lateral da rodada e figurou no time ideal da competição em quatro oportunidades.

Em abril de 2025, desembarcou em Salvador para mais um contrato por empréstimo, desta vez, com o desafio de se firmar em uma equipe da Série A, em um calendário mais exigente e sob os olhos de uma torcida apaixonada.
Mas a realidade inicial ainda foi de espera. Com Hugo, emprestado pelo Botafogo, e Jamerson à frente na hierarquia da posição, Maykon mais uma vez se viu sem oportunidades. Esteve no banco durante quatro jogos, incluindo o clássico contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, onde teve o primeiro contato com uma das maiores rivalidades do País.
A espera para viver algo do tipo — dessa vez atuando em campo — não duraria muito. Poucas semanas depois, Hugo retornou ao Botafogo após o fim do contrato de empréstimo e, logo em seguida, foi negociado com o Al Wasl, dos Emirados Árabes. A movimentação abriu uma vaga na lateral esquerda, promovendo Maykon à segunda opção no elenco.
Assim, tão rápido quanto veio a subir na hierarquia da posição, também se viu como a primeira e, naquele momento, única alternativa. Agora, com a lesão de Jamerson e vindo de atuação sólida na sua estreia, Maykon Jesus é o único lateral-esquerdo disponível para o técnico Thiago Carpini no duelo com o Confiança, pela Copa do Nordeste. A expectativa é iniciar como titular e, para ele, cada jogo é uma oportunidade que precisa ser tratada como um passo na direção certa.
"Às vezes, a chance não vem da forma que esperamos. Eu mesmo não imaginava que a oportunidade viria ali, naquele momento. Mas toda oportunidade é uma oportunidade e deve ser aproveitada como qualquer outra. Graças a Deus, pude entrar em campo e cumprir meu papel", disse.
Para quem saiu do Pontal da Barra sem passagem pelos clubes locais e cruzou estados do Nordeste ao Sudeste em busca de espaço, vestir a camisa do Vitória como titular em uma competição regional é mais que um triunfo: é uma resposta. E, talvez, apenas o começo de uma nova fase.
Como diz a clássica canção “Don’t Stop Believin” (Não pare de acreditar – da banda Journey), é preciso segurar firme no sentimento. Para Maykon, acreditar é o que o trouxe até aqui — e é o que o move para seguir.
