Por Tribuna Hoje com agências
Os presos na operação da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), nesse sábado (4), podem ser condenados por formação de organização criminosa, cuja a pena mínima é de 8 anos de prisão. Durante o cumprimento de mandado, foi preso o ex-presidente da torcida organizada Comando Alvirrubro, vinculada ao CRB, Gleison Rafael dos Santos, 32 anos, estava foragido desde dezembro de 2023, quando foi deflagrada a operação Red Blue.
Na época a ação policial prendeu 15 pessoas, incluindo 11 dirigentes de torcidas do CRB e CSA.
Segundo o delegado que esteve à frente da operação, Lucimério Campos, foram reunidos materiais que comprovam que os suspeitos praticaram vários crimes.
A gente reuniu material contra os crimes que eram praticados sob o comando desses líderes. Paralelamente, essas investigações caminharam para homicídios, tentativas, lesões corporais e danos ao patrimônio público praticados por eles. Os processos estão em varas específicas e serviram de base para mostrar que aquela associação de pessoas não estava ali [no estádio] para apoiar os times, mas sim para cometer crimes", disse Lucimério Campos.
Vale lembrar que o ex-presidente da torcida organizada Alvirrubro, já foi denunciado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL), assim como os outros envolvidos.
"O Ministério já apresentou as alegações finais, e muito provavelmente uma sentença será proferida em breve, na qual os juízes decidirão se as provas são suficientes para condená-los pelo crime de constituição criminosa, que tem uma pena mínima de 8 anos", pontuou Campos.
Ainda conforme o delegado, Gleison pode ser considerado líder de organização criminosa; Rele atualmente é réu na 17ª Vara Criminal. Ainda segundo Campos, o preso está sendo processado por constituir uma organização criminosa na condição de líder, uma vez que o mesmo era presidente do Comando Alvirrubro. “Além disso, ele também produzia artefatos dentro da sede e utilizava os símbolos do futebol sem autorização, o que constitui um crime de falsificação".
Os presos são acusados de produzir bombas, algumas produzidas nas sedes das torcidas. Importante ressaltar que em duas ocasiões, duas pessoas tiveram as mãos mutiladas devido a explosão. Uma vítima foi um catador de recicláveis e outro um funcionário do Hospital Geral do Estado (HGE), que prestava serviço por uma empresa terceirizada.
Os presos também são suspeitos de participação em espancamentos após partidas de futebol, que resultaram em óbitos de torcedores e deixaram outros com sequelas.
"A SSP [Secretaria de Segurança Pública] não é contrária à formação de torcidas organizadas; elas podem ser constituídas para apoiar os times de futebol e fazem parte do espetáculo, desde que mantenham a ordem e obedeçam às normas sociais", concluiu Lucimério Campos.
OPERAÇÃO RED BLUE
A 17ª Vara Criminal expediu ao todo, 32 mandados, sendo 15 de prisão e 17 de busca e apreensão. O trabalho de apuração também contou com informações do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, que monitorou as torcidas estadual e interestadualmente, com o apoio do Ministério Público, atuante perante o Juizado do Torcedor.
Os trabalhos de investigações tiveram início em 2022, após os atos violentos que resultaram em mutilações de pessoas devido a explosões de artefatos caseiros na capital, espancamentos contra torcedores tanto do CSA quanto do CRB.
Todo o material encontrado nas sedes das torcidas organizadas Mancha Azul, no Centro de Maceió, e do Comando Alvirrubro, no Poço, como camisas, foi apreendido.
A Justiça também determinou a suspensão do funcionamento das torcidas organizadas.
A diretoria de competições e operações da Conmebol anunciou o adiamento dos jogos de Grêmio e Inter na próxima semana pelos torneios continentais, em função das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. A nova data dos confrontos será informada nos próximas dias, de acordo com nota oficial da entidade.
O Inter enfrentaria o Real Tomayapo, às 21h de terça, em Tarija, na Bolívia. A logística previa viagem na segunda-feira pela manhã. O elenco colorado treinou no sábado pela manhã, no Beira-Rio. A situação do estádio piorou nas últimas horas com a cheia do Guaíba. Os atletas ganharam folga no domingo e voltam aos treinos na segunda-feira, no estádio da PUCRS.
Já o Grêmio encararia o Huachipato, às 19h de quarta, em Talcahuano, no Chile, pela Libertadores. A viagem estava programada para terça. O Tricolor suspendeu os treinamentos do fim de semana na PUCRS por conta do cenário caótico na capital. A comissão técnica passou uma cartilha de treinos para os atletas se exercitarem em casa.
Porto Alegre está tomada pela água e registrou a maior cheia da história da cidade. O nível do Guaíba chegou a 5,22 metros na noite deste sábado, mais de dois metros acima da cota de inundação.
A capital gaúcha enfrenta inúmeros problemas em função dos alagamentos. Diversas ruas estão bloqueadas e sem acesso. A rodoviária cancelou viagens e interrompeu os serviços. O aeroporto segue fechado por tempo indeterminado. As operações de pouso e decolagem estão suspensas devido ao acúmulo de água na pista.
Os CTS dos clubes da capital e a Arena do Grêmio estão alagados. O governador Eduardo Leite se referiu à tragédia como "o maior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul e decretou estado de calamidade pública.
O bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre, que abriga a Arena do Grêmio, é mais um local fortemente atingido pelas enchentes históricas no Rio Grande do Sul. Fotos divulgadas na tarde deste sábado mostram o gramado do estádio completamente alagado (veja abaixo). Cerca de 500 pessoas deixaram suas casas e se abrigaram na Arena nas últimas horas.
O estádio está sem energia elétrica e água. Por essa razão, os moradores presentes na Arena estão sendo encaminhados para os abrigos municipais, que oferecem infraestrutura adequada.
De acordo com nota oficial da Arena Porto-Alegrense, dos 500 desalojados, 200 já foram realocados para locais seguros preparados pela prefeitura, enquanto 300 pessoas, aproximadamente, continuam recebendo assistência dentro da casa gremista.
Conforme apurou o ge, membros da equipe de segurança ainda estão ilhados no estádio. O tour e as visitas ao museu do clube estão indisponíveis desde sexta-feira por questões de segurança.
Nota Oficial da Arena do Grêmio
Informamos que até o momento, a Arena do Grêmio abrigou aproximadamente 500 moradores da comunidade afetada pelas inundações. Destes, 200 já foram realocados para abrigos oficiais, enquanto cerca de 300 pessoas continuam recebendo assistência dentro da Arena.
A magnitude do desastre deixou o estádio do tricolor temporariamente ilhado, com as águas penetrando no espaço do gramado. No entanto, nossa prioridade absoluta é garantir a segurança e o bem-estar de todos os que estão lá. Além disso, estamos trabalhando para avaliar e restaurar o gramado da Arena assim que possível, buscando alternativas viáveis para sua recuperação.
Reafirmamos nosso compromisso de colaborar com todos os setores da sociedade para superar essa crise e reconstruir o que foi perdido.
No calçadão ensolarado da orla de Maceió, no encontro do mar e a areia, um trio de fotógrafos está prestes a iniciar mais um dia de trabalho, com o belo pôr do sol compondo o cenário perfeito para um dia de corrida na orla da capital. Yuri Cedrim, Frank Bernado e Kayo Phellipe são três apaixonados pela arte de capturar a energia das corridas de rua, eternizando os momentos de superação dos atletas. Não são apenas nas corridas profissionais. Eles retratam o dia a dia de centenas de amantes do esporte.
Para Yuri Cedrim, a jornada na fotografia esportiva começou em 2015, impulsionada por uma parceria com Maivan Fernández, um mentor que o inspirou a explorar esse nicho emocionante da fotografia. “Foi uma oportunidade que mudou minha vida”, relembra Yuri, enquanto ajusta sua câmera para mais um dia de trabalho na orla de Maceió.
Já Frank Bernado, veterano de 15 anos na profissão, encontrou na fotografia esportiva uma forma de registrar a descontração e a determinação dos corredores durante os treinos. “Cada dia é uma surpresa diferente”, comenta Frank.
E então, há Kayo Phellipe, o mais recente na profissão, com apenas 3 anos de experiência, mas já imerso na dinâmica das corridas de rua. “Comecei a fotografar para testar uma câmera e acabei me apaixonando pela fotografia”, conta, com entusiasmo.
Comercializando suas fotos através da plataforma online Foco Radical, os três fotógrafos têm a liberdade de capturar não apenas as corridas oficiais, mas também os treinos dos corredores pela orla da cidade. “É uma jornada de amizade e motivação onde posso vender as fotos on-line com uma maior facilidade, graças a busca por detecção facial, e maior alcance também. Assim, acabo fotografando corridas oficiais da plataforma e também fecho parceria com algumas empresas desse nicho.”, diz Yuri.
Trabalhando por conta própria, os três enfrentam os desafios da profissão com determinação e criatividade. “Para mim, hoje é uma coisa muito comum e rotineira. Posso afirmar que fiz grandes amizades através da foto esportiva e sempre é motivador encontrar alguns clientes fiéis que, ao me encontrar, ficam felizes em serem fotografados e acabam fazendo as poses inusitadas e muito criativas.”, afirma Yuri, enquanto Frank complementa: “É uma jornada de amor e dedicação, onde cada click é uma história a ser contada.”
Equipados com câmeras de alta velocidade e lentes versáteis, os fotógrafos enfrentam os elementos da natureza para capturar o momento perfeito. “Eu costumo sempre dizer que o melhor equipamento é aquele que a gente tem à nossa disposição. Inovar, ser ousado, e dominar o nosso equipamento é o dever básico de qualquer Fotógrafo Esportivo. Hoje, posso dizer que tenho os equipamentos que sempre quis ter, mas se eu não tivesse começado com equipamentos básicos à época, não teria a experiência que tenho hoje. Começar do básico, foi essencial para minha construção profissional!”, relata.
“As melhores fotos, muitas vezes, não são as fotos que possuem uma estética perfeita, mas aquelas que são clicadas no momento perfeito. Para isso, é realmente um exercício de observação e sensibilidade. Eu por exemplo, não procuro fazer uma foto bonita, mas uma foto que transmita o sentimento e a sensação vivida naquele momento, seja da comemoração de cruzar a linha de chegada ou da expressão facial de dor do atleta durante a prova”, completa.
Via @metropoles | O STF começará a decidir neste mês quem é o campeão brasileiro de futebol de 1987 e a quem pertence a Taça das Bolinhas. Por decisão do ministro Dias Toffoli, o título é do Sport e o troféu pertence ao São Paulo, mas o Flamengo pleiteia ambos.
O julgamento será realizado de forma virtual pela 2ª Turma, de 10 a 17 de maio. Votam os ministros Toffoli, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Nunes Marques e André Mendonça. Independente da decisão, é provável que haja um recurso, o que levaria o caso ao plenário.
Em dezembro, Toffoli decidiu que o processo já havia sido analisado completamente pela Justiça Federal de Pernambuco, que “declarou de forma inconteste o Sport Clube Recife como o único e legítimo campeão do torneio brasileiro de futebol de 1987”.
Na época do torneio, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que estava em crise financeira. Com isso, os principais times criaram a sua própria competição, a Copa União, organizada pelo Clube dos 13. Esse campeonato foi vencido pelo Flamengo. O Sport, por sua vez, conquistou a competição organizada pela CBF também em 1987.
Outra disputa que envolve o caso é pela Taça de Bolinhas, troféu criado pela Caixa para premiar o primeiro clube que vencesse o Brasileiro três vezes seguidas ou o conquistasse cinco vezes. Caso o Flamengo fique com o título de 1987, terá sido o primeiro pentacampeão brasileiro. Porém, como até hoje a conquista é considerada como sendo do Sport, o marco de ter vencido cinco vezes o campeonato pela primeira vez é do São Paulo.
Athos Moura
Fonte: @metropoles
Uma das premissas do bom jornalismo diz que o jornalista nunca pode ser mais importante do que a notícia. Em alguns casos, porém, os profissionais responsáveis pela interlocução entre a fonte e o público acabam se tornando parte importante da cena.
Aos 72 anos, sendo 60 deles dedicados ao jornalismo esportivo, Milton Neves se transformou em referência na mídia esportiva brasileira quando o assunto é futebol. Nascido em Muzambinho, cidade do interior de Minas Gerais, ele ganhou o país por meio do rádio e da televisão.
Em uma imponente casa localizada num dos condomínios residenciais mais luxuosos da Grande São Paulo, Milton Neves vive praticamente sozinho. Na companhia de uma cuidadora e de alguns funcionários que mantêm as tarefas na casa avaliada em R$ 80 milhões, o apresentador recebeu o ge para um bate-papo sobre a carreira, a depressão após a morte da esposa, o golpe milionário que sofreu de um ex-funcionário e como conseguiu se tornar um dos rostos mais conhecidos da imprensa brasileira.
Em recuperação de uma fratura na mão esquerda, Milton Neves é pontual. Ao descer uma das escadas da sua casa, senta-se em uma sacada com visão para a imensa piscina localizada nos fundos da mansão.
Com carreira de sucesso por grandes veículos de imprensa, como a Rádio Jovem Pan, o Grupo Bandeirantes e a TV Record, Milton diz que atualmente não reúne condições psicológicas de comandar um programa esportivo.
Antes de pedir demissão da Rádio Bandeirantes, em janeiro deste ano, o apresentador passava até seis horas seguidas por dia ao vivo falando sobre futebol. A morte da esposa, Lenice Neves, em agosto de 2020, mudou completamente a sua rotina.
– Tanta gente boa que me deu força, estou com uma depressão, psicologicamente estou muito abatido, mas já diminuiu um pouco. Mas eu não estou bem, não. Eu não vou estar bem até morrer. Mas essa dor vai diminuindo, eu vou fazer o quê? Foi uma surpresa. Eu vou falar uma coisa séria para você, a vida louca que eu tinha, eu que tinha que ter tido essa porcaria [câncer no peritônio], não ela com a vida regrada, nadava, uma mãe espetacular. Concebeu os meus três filhos, alimentou, orientou, educou, trabalhou, tudo ela fez por eles, sendo que eu só trabalhava. E eu me arrependo porque ficava pouco com ela.
– Quer dizer, quarta-feira e quinta quando tinha jogo eu dormia na Record, no meu camarim, porque aqui em casa é um pouco longe. A paixão que eu tenho por ela até hoje tinha que ter demonstrado no dia a dia, já que chegava estressado em casa, e muitas vezes a gente discutiu por motivos bobos e tudo por culpa minha. E desde 2020 que eu choro todo dia – conta Milton.
Milton Neves com quadro deixado pela esposa pouco antes do falecimento — Foto: Emilio Botta
Milton define a carreira como uma casualidade, mas deixa a modéstia de lado ao afirmar que nunca será produzido no rádio esportivo brasileiro um profissional com a sua capacidade. Aos 16 anos, foi descoberto ao ajudar um radialista da cidade natal a testar o som do teatro de Muzambinho. Foi amor à primeira vista dele com o rádio, potencializado pela possibilidade de falar de futebol usando o seu maior dom: a voz.
Olha, eu não fico jogando falsamente para o lado, não. Não teve, não tem e nunca vai ter um apresentador esportivo de rádio melhor do que eu. É impossível, sou no rádio nota 9.8, na televisão levo um 6.9, já tá bom demais.
— Milton Neves.
"Merchan" Neves e a fortuna
Milton Neves foi um dos pioneiros do mercado publicitário em programas esportivos de rádio e televisão no Brasil. Ciente do impacto do futebol na sociedade, rapidamente se transformou em um símbolo das propagandas, ganhando até mesmo o apelido de “Merchan” (merchandising) Neves – em alusão aos inúmeros anunciantes que tinha.
– O Merchan Neves, se era pretensão me diminuir, foi um tiro no pé, porque aumentou. Eu tenho a maior honra de ter defendido tanta, tanta empresa nessa época. Acho que umas 90, entendeu? Rádio, televisão, internet, acho até que mais. Eu contribuí "pequeninamente", mas eu contribuí para a economia nacional, porque comigo, meu amigo, o sujeito vende mesmo.
Eu vendo até areia para árabe lá no deserto. Nasci para isso, cara.
— Milton Neves.
Milton diz que o grande número de propagandas em seus programas despertou inveja de concorrentes do segmento. Neste período, Juca Kfouri se transformou em seu principal alvo de críticas.
– Teve uma época que cheguei a ter 35 anunciantes. Eu trouxe trocentos "merchans", e gente bandida, ordinária, sem talento, começou a me criticar. Jornalista não pode fazer propaganda, ainda mais de cerveja, que tem álcool, que eu era Brahma. O tempo passa e o Galvão Bueno, que é um cara que eu respeito demais, apesar de que eu o vi pessoalmente uma vez só (...) Esse cara é eclético, vencedor e tal. Aí ele fez publicidade da Brahma.
– O vagabundo, os vagabundos que me criticavam não tiveram coragem. Enfiaram o rabo no meio das pernas e não criticaram o Galvão Bueno, sabe? É crítica seletiva e inveja. É você o invejoso. Por isso que você está marcando o passo há 200 anos e não sai do lugar – relembrou Milton, sem citar o nome de Juca.
Milton Neves em homenagem feita pela Federação Paulista de Futebol — Foto: Rebeca Reis/Agência Paulistão
O dinheiro com a publicidade tornou Milton Neves milionário. Dono de centenas de imóveis, alguns deles localizados fora do Brasil, como em Miami e Nova York, o apresentador afirma que conseguiu fazer fortuna a ponto de ser mais bem pago que muitos craques de sucesso no futebol brasileiro.
– Depende do jogador, né? É, mas foi muito bom. Eu estou dizendo "foi" no passado porque estou fora do ar desde 1º de janeiro deste ano, pedi demissão na Bandeirantes porque eu estava numa depressão violenta. Não estava em condição, psicologicamente... Não fisicamente, eu estava ótimo, mas psicologicamente é o que vale. Agora eu confesso que estou com saudade do microfone.
Milton Neves posa para foto na mansão localizada em Alphaville, em São Paulo — Foto: Emilio Botta
Milton Neves revelou que passou todos os bens para os seus três filhos – ele não esteve presente em nenhum dos nascimentos por estar trabalhando. Além de ter atuado como escrivão do Detran, em São Paulo, Milton também tornou-se com o tempo empresário do ramo do café e da pecuária.
– Tudo que tenho hoje é um absurdo que eu nunca imaginava. Aliás, eu não tenho mais nada, né? Passei tudo para meus filhos em vida. Eles levaram um susto, não sabiam direito. Eu sempre acreditei em imóvel. Então, quanto mais eu ganhava dinheiro, comprava imóvel, tudo de sopetão, nada de frescura de ficar pesquisando.
– E 90% eu acertei, é imóvel demais. Lá em Guaxupé, Monte Belo, Muzambinho, Nova York, Miami e aqui em São Paulo, nossa, em São Paulo, na região dos Jardins, onde fica o prédio da Jovem Pan, onde eu tenho escritório. Juntando tudo acho que eu tenho também dois andares. Eu fui comprando. Pintou o dinheiro, puf, compro o imóvel, porque o imóvel ninguém rouba. O imóvel vai ficar lá sempre. É tudo dos meus filhos – revela.
Golpe milionário
Um ex-funcionário de Milton Neves é acusado por ele de desviar dinheiro de suas contas bancárias, além da emissão de notas frias. O valor é incalculável, segundo Milton. Em outras entrevistas, ele chegou a mencionar que o prejuízo ultrapassava os R$ 17 milhões.
Milton Neves revela que sofreu golpe milionário de ex-funcionário
– A maior desgraça que apareceu na minha vida como empresário. Um sujeito inteligente, mas ele incorporou que era eu, tanto é que levou vários amigos para o Essex House [hotel] em Nova York, porque hoje eu tenho dois apartamentos lá. Mas antigamente não tinha nada, a primeira vez que eu fui para Nova York fiquei no Essex House, na cara do Central Park, fundo do Central Park. E ele resolveu ir.
– Tudo que aconteceu comigo ele queria ter também. Uma obsessão. E ele controlava o dinheiro, era muito dinheiro. Ele precisa ter esse puxão de orelha, porque me roubou demais.
Milton Neves, apresentador de televisão — Foto: Emilio Botta
Milton diz ter contratado o profissional por ser um conhecido indicado por uma prima. Atualmente, o apresentador move um processo criminal contra o ex-funcionário, com a possibilidade de condenação entre dois e seis anos de prisão pelos desfalques financeiros causados.
– Foi a maior burrada que eu fiz na minha vida. É incalculável [o valor perdido], porque ele roubava todo dia e ele tinha minhas senhas todas, porque ele era o "bãozão". Tinha muito dinheiro nesse banco, então obedeciam a ele. Mas o ladrão, desesperado, o negócio dele, ele chegava lá "onde eu vou roubar hoje", uma coisa assim na cabeça dele, imagina. Roubou muito – disse Milton.
Desafetos e opiniões fortes
Ao longos dos 60 anos de carreira no rádio e na televisão, Milton Neves colecionou prêmios, grandes entrevistas e alguns desafetos. O atual senador Jorge Kajuru, o narrador Silvio Luiz e o jornalista Juca Kfouri ficaram conhecidos por críticas públicas ao apresentador.
Deus me deu talento e conhecimento da matéria chamada futebol. Uma vez me falaram: 'você sabe mais da minha vida do que eu'. Porque eu era viciado.
— Milton Neves.
Milton Neves ao lado de Pelé, Zagallo, Parreira, entre outros, no programa Super Técnico — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves
Milton Neves adota tom mais ameno quando é perguntado sobre os problemas pessoais que teve com Kajuru e Silvio Luiz, atualmente internado com problemas de saúde.
– O Jorge Kajuru era meu maior fã, mas depois pegou no meu pé por influência do seu Juca Kfouri. Como você é incompetente, você já ouviu sua voz ou não? Ouça, ouça. "Ah, mas não faço publicidade". O rosto dele é antipático, soberbo e "sou intelectual". Pior que o filho dele eu que revelei, estava desempregado e xingava o pai de tudo que é nome.
– O Silvio Luiz Perez Machado de Sousa, aproveito pra desejar muita saúde para ele, muita saúde. Enquanto nós estamos gravando aqui, ele está no hospital. Bom, a gente era amigo demais. Eu comecei a crescer, crescer e ele resolveu pegar no meu pé também, mas desejo saúde pra ele. Depois do Luciano do Valle, ele é o mais marcante narrador de televisão, queiram ou não. Muito criativo, muito inteligente e pessoa que eu admiro na profissão. O cara marcou época – disse Milton.
Em contato com o ge por um aplicativo de mensagens, o jornalista Juca Kfouri respondeu às declarações de Milton Neves.
– MN (Milton Neves) é o chamado Mentiroso Nato. Basta?
Pelé e o próximo craque brasileiro
Milton Neves é enfático ao afirmar que Pelé foi o maior jogador de futebol da história, de acordo com a memória armazenada desde 1957, quando passou a acompanhar o esporte diariamente.
Milton Neves considera Pelé o maior de todos e vê Endrick como sucessor
– Junta esses três gênios aí [Maradona, Messi e Cristiano Ronaldo] que não dá metade do Pelé. O Pelé foi a maior perfeição da história, perfeição total. O futebol brasileiro para valer é até o Pelé. Ele deixou muitos jogadores merecidamente ricos. Eu adorava ganhar do Corinthians.
– Estava fazendo um programa com o Neto na Bandeirantes, eu que coloquei ele na televisão. Meti o pau no Corinthians e o Neto me disse: "Milton Neves, para de falar mal do Corinthians, seu mal agradecido. Sem o Corinthians você estava passando fome". Pior que é verdade – brincou Milton.
Milton Neves ao lado de Pelé — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves
O apresentador acredita que Endrick tem tudo para se tornar o astro do futebol brasileiro nos próximos anos, substituindo Neymar como grande protagonista do Brasil.
– O Endrick tem tudo para isso, estive com ele num evento da Federação Paulista e brinquei com os pais dele: "Vem cá, Dona Celeste. Vem cá, Seo Dondinho", os pais do Pelé. Eles não entenderam, claro. São duas pessoas maravilhosas, escolheram um nome internacional. Ele vai fazer publicidade na Europa porque esse nome ajuda.
– O Neymar já foi melhor, agora seis meses parado (...) Por que ele levava porrada? Primeiro porque é um grande jogador, os beques queriam tirar ele de campo. Depois porque provocava os caras, com o talento e provocação nua e crua.
Atualmente, Milton Neves vive rotina bem menos intensa do que em outros anos. Uma vez por semana, ele frequenta seu escritório onde mantém o portal "Terceiro Tempo", dedicado a notícias relacionadas ao esporte e que tem como grande marca a página "Que fim levou?", uma espécie de memória digital dos personagens que construíram a história do futebol brasileiro.
A janela de transferências do meio deste ano, de 10 de julho a 2 de setembro, será a última de Rodolfo Landim na presidência do Flamengo. Com mais de R$ 1 bilhão de reforços investidos em reforços desde 2019, sendo R$ 191 milhões no início desta temporada, a diretoria observa o mercado para decidir novas contratações.
Em entrevista ao ge, Landim elogiou o elenco rubro-negro, mas admitiu a atenção voltada ao mercado. O presidente aproveitou para valorizar o investimento em De la Cruz, que, no fim, custou mais de R$ 102 milhões aos cofres - além da multa paga à vista, houve custos com luvas e intermediação.
- A gente entende que está com um plantel bastante bom agora. Claro que vamos ficar olhando. É um processo contínuo que a gente faz de avaliação do desempenho dos nossos jogadores. Quando montamos o plantel, foi para isso. Espero que não tenha lesão nenhuma e que todos os jogadores estejam bem até a segunda janela. A gente vai vendo a avaliação dos desempenhos e vai vendo se tem lesão, como fica o plantel. Sim, pode ser que a gente vá ao mercado na segunda janela para fazer alguma - disse.
- Só lembrando que a gente pagou o De la Cruz à vista porque tivemos que depositar a multa de 15 milhões de euros e, à vista, nós não tivemos nenhuma contratação maior. Mas trouxemos o Arrascaeta por 18 milhões de euros e o Gabriel por16,5 milhões de euros. Foram vários jogadores que contratamos no mesmo nível. A diferença desse (De la Cruz) é que a gente precisava ter em cash. Os outros compramos meio financiado. Não tínhamos atingido esse patamar financeiro em que estamos.
Em compra de jogadores, desde 2019, o clube mais de R$ 985 milhões. Somados os R$ 140 milhões de investimentos nas categorias de base, o Flamengo ultrapassa a marca de R$ 1,1 bilhão investidos em seu elenco nas últimas seis temporadas.
Questionado sobre o balanço da gestão, Landim preferiu se restringir ao futebol. Ele acredita que o time vive sua melhor fase desde a fundação do clube.
- Vou fazer um balanço do futebol. Quando assumi, a gente tinha 58 anos de Libertadores, e o Flamengo tinha disputado uma final, que tinha ganhado. Estamos indo para a sexta Libertadores em sequência. Desses cinco anos, disputamos três finais e ganhamos duas. O Brasileiro existia há 48 anos, e a gente tinha sido campeão seis vezes, mesmo considerando a era Zico. Dá uma média de um campeonato a cada oito anos. Estamos aqui há cinco anos e ganhamos duas vezes.
- Se a gente pegar Carioca, na história da competição nunca um clube havia disputado seis finais consecutivas. Fomos para todas as finais e ganhamos quatro. O Flamengo começou a disputar em 1912 o Campeonato Carioca. Eram 34 títulos até 2018, dá mais ou menos um campeonato a cada três anos. Nós ganhamos dois a cada três anos. Em termos de desempenho do futebol, não tenho dúvida de que o Flamengo está vivendo sua melhor fase desde a sua criação - antes de finalizar:
- O que eu quero deixar como legado? Eu entendo que todos nós que estamos aqui vamos passar. É uma corrida de revezamento. Vem um presidente, e eu tenho que passar o bastão para o próximo. No fim do ano, eu vou passar o bastão para o próximo. E eu espero que ele receba esse bastão numa condição em que ele tenha a chance de vencer as competições que ele vai disputar com muito mais facilidade do que quando recebi o bastão. Meu trabalho é de pegar o bastão, correr mais do que os outros e passar para o próximo para que ele possa continuar com as conquistas do
Flamengo.
Outros tópicos
Em qual degrau se coloca na história dos presidentes do clube?
- É muito difícil falar porque eu não posso me comparar a fundo com a história de todos os presidentes que passaram, também não conheço as dificuldades pelas quais passaram. Existem grandes presidentes aqui no Flamengo. Tem aquele que conseguiu o terreno aqui na Gávea e começou a fazer nosso estádio. Colocou uma semente importante para o crescimento do Flamengo. Foi um presidente importante também porque ele começou uma campanha para se tornar um clube popular.
- A parte do futebol tinha saído do Fluminense, e o clube era meio de elite. E o Flamengo se tornar um clube popular, que é uma marca registrada do Flamengo, deveu-se muito a ele. Há outros vários grandes presidentes, e eu prefiro não me comparar com nenhum. Sou apenas mais um dos diversos que estiveram aqui. Tenho certeza de que todos que passaram aqui tentaram fazer a mesma coisa que eu, uns com mais sucesso e outros com menos. Correram o pedaço deles e passaram o bastão da melhor forma possível.
- Tenho boa relação e até admiração pelo trabalho realizado por vários deles, apesar de saber que foram em condições completamente diferentes. O mercado hoje é completamente diferente. Lembro de algumas passagens, como por exemplo a do Márcio Braga, que, quando tinha jogo, a primeira coisa que ele fazia era olhar para a janela e ver se ia chover. Porque se fosse chover, não ia ter público no Maracanã e não ia ter dinheiro para pagar as contas. O que a gente conseguiu foi em cima de uma série de produtos e conteúdos que permitem hoje que o Flamengo possa ter uma diferenciação bem maior usando seu tamanho. O meu trabalho ficou um pouco mais facilitado com isso.
As reclamações sobre calendário
Landim explica dilema sobre o calendário no Brasil e aponta solução com criação da liga
- A minha percepção de como isso funciona: nos estaduais são 16 datas, e as federações estaduais acabam reagindo demais para que aquilo seja modificado. E politicamente elas têm um peso muito grande, porque quando você olha o colégio eleitoral para se eleger o presidente da CBF são 27 federações que têm peso 3, então elas têm 81 votos. Os 20 clubes da Série A com peso 2 e os da Série B com peso 1, eles (juntos) têm 60 votos. No momento em que elas dizem: "Olha, não quero que modifique o número de datas que eu tenho do meu campeonato regional". Isso traz um problema para a CBF, porque são os principais eleitores do colégio eleitoral que estão ali dizendo que não querem modificar aquilo.
- Você tem que seguir a Fifa e em segunda linha a Conmebol. E aí o que que acaba acontecendo: elas fazem as competições delas, tem uma competição no Brasil que é organizada pela própria CBF (Copa do Brasil), e para mim ficou muito claro que a CBF acaba priorizando essa competição.
- Os próprios clubes chegaram a uma discussão de calendário esse ano e propuseram, por exemplo, que em vez de utilizar várias datas do Brasileiro (para a Copa América), usar parte dessas datas colocando a Copa do Brasil. De forma que equilibrasse um pouco mais a competição em que a gente perdesse jogadores numas fases mais preliminares da Copa do Brasil, onde talvez a competição não fosse tão grande, para poder preservar um pouco o Brasileiro. E a decisão da CBF foi: "Não, eu não vou modificar, eu faço o calendário". O que que acaba acontecendo? Você tem de um lado as competições estaduais com um peso político enorme; de cima, as competições da Fifa e da Conmebol que marcam o seu calendário; e o que sobra são Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.
- O Brasileiro, que na minha maneira de ver deveria ser a competição de maior importância para o Brasil, é o patinho feio. Todo e qualquer ajuste que é feito no calendário acaba sendo no Brasileiro. Em vez de preservar esse que seria o mais importante campeonato, ele acaba sendo o mais impactado de todos pelo calendário. O que é muito lamentável.
- Um dos movimentos que a gente tem e que os clubes discutem na criação da liga é exatamente por isso, porque aí a liga vai fazer o seu próprio calendário e aí os outros campeonatos é que iriam ter que se ajustar. Sem ter uma liga forte e tendo peso para poder fazer isso, você acaba sendo obrigado a perder datas do campeonato para utilizar jogadores com data Fifa e prejudicando o seu campeonato.
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, em entrevista exclusiva ao ge — Foto: Fred Gomes
Calendário de 2025 com o Super Mundial de Clubes
- Esse planejamento do próximo ano é algo que a gente ainda precisa de uma série de informações que venham até da própria Fifa. O que temos é a data, o que já dá uma ideia para tentar começar a conversar com a CBF. E no caso do Flamengo, entendo que pelo menos Fluminense e Palmeiras, você tem três clubes que já estão podendo ter um quarto classificado para o Mundial, a expectativa que nós temos é a de que haja uma paralisação no campeonato. Porque assim, um absurdo no meio de um campeonato te tirar também durante não sei quantos jogos em que você está disputando um Mundial da Fifa. É um negócio louco, né? Mas nem isso até hoje foi claramente dito, que essa paralisação vai existir no ano que vem. Então isso é uma preocupação enorme que temos.
Melhor treinador da sua gestão e o pior? A melhor contratação de atleta?
- Pelos resultados que deu, pela revolução que foi, eu não tenho dúvida de que a contratação do Jorge (Jesus) foi especial. Por vários motivos. Até pela coragem da turma do comitê de futebol que estava comigo lá. Por tudo. Pelo valor que estava envolvido. Estávamos trazendo um técnico com uma filosofia de trabalho completamente diferente do que a gente tinha e do que a gente via no país. E acabou dando muito certo. E, se a gente vir pelos resultados, não dá para não creditar aquela temporada de 2019 como a de maior sucesso que a gente teve. A gente nem estava tão bem no Brasileiro e a gente ganha com 90 pontos, a maior pontuação da história. A gente ganha a Libertadores. Disputa a Recopa e vence, a Supercopa e vence, o Carioca e vence.
- Em termos de jogador são vários. É muito difícil. Quem foi o jogador mais importante que a gente teve em 2019? Futebol é um esporte coletivo. Se eu fosse te dizer quem era o meu escolhido, que eu fiz mais carga para poder contratar, foi o Arrascaeta. Eu tinha visto o Arrascaeta nos tirar de dois campeonatos e tinha uma vontade muito grande de trazê-lo. Mas aquelas oito contratações tiveram um sucesso gigantesco. Foram ótimas. É difícil diferenciar um do outro. A crítica considera que o maior jogador de 2019 foi o Bruno Henrique, o ídolo foi o Gabriel. Mas o que o Pablo Marí e o Rodrigo Caio jogaram foi um absurdo. O Everton Ribeiro não foi uma contratação, mas teve um desempenho excepcional. É difícil selecionar um jogador. Mas o que mais me envolvi para contratar foi o Arrascaeta. Esse é o erro que o presidente tem direito a ter e, se der errado, a culpa é minha. Eu queria contratar porque acreditava no futebol dele há muito tempo.
Alívio ou felicidade quando o Flamengo vence?
- É uma frase que sempre digo: eu ficava muito feliz quando o Flamengo vencia um campeonato ou uma partida. Hoje eu não fico mais, eu fico aliviado porque eu sei da responsabilidade que eu tenho por ser o presidente. Estão na minha mão as principais decisões. Eu sei que isso influencia significativamente no humor, na esperança e na expectativa de milhões de pessoas espalhadas pelo país.
- Quando o Flamengo ganha, a gente sai no outro dia na rua e vê um monte de gente desfilando orgulhosa com o manto sagrado. Isso é muito bacana. E a gente saber que influencia na vida e no humor das pessoas traz essa grande responsabilidade.
O Fluminense divulgou seu demonstrativo financeiro referente ao ano de 2023. A receita total do Tricolor foi de R$ 695 milhões, com o valor dividido em três categorias: operacional (R$ 451 milhões), venda de intangível (R$ 213 milhões) e financeiras (R$ 31 milhões). Por outro lado, o passivo que envolve a dívida total tricolor voltou a subir: foi de R$ 793,313 milhões para R$ 822,993 milhões.
Arias é tietado por torcedores na chegada do Fluminense ao Espírito Santo
Segundo o documento de 46 páginas, auditado pela Mazars Auditores Independentes, o crescimento da receita operacional se dá pelo aumento das receitas com direitos de transmissão e performance (83%), programa de sócio-torcedor e bilheteria (155%) e de patrocínio (de R$ 32 milhões para R$ 50 milhões).
Além disso, houve redução das receitas com transferência de atletas e mecanismos de solidariedade (-83%). No site oficial, o Fluminense dá detalhes sobre esses pontos.
- Aumento de R$ 125.811 (83%) das receitas com direitos de transmissão e performance, especialmente em razão da conquista da Copa Libertadores;
- Aumento de R$ 49.399 (155%) das receitas com o programa de sócio-torcedor e bilheteria, em conjunto (de R$ 22 milhões para R$ 56 milhões e de R$ 21,5 milhões para R$ 32 milhões, respectivamente);
- Aumento de R$ 17.078 (53%) das receitas com patrocínio (de R$ 32 milhões para R$ 50 milhões);
- Redução de R$ 77.823 (-83%) das receitas com transferência de atletas e mecanismos de solidariedade.
O documento aponta aumento nos investimentos no futebol profissional em 2023, em relação a:
- Gastos com salários, direitos de imagem, premiações e outros gastos com pessoal, que aumentaram R$ 115.239 (de R$ 208.711 para R$ 323.950). O clube explica o aumento pelo maior gasto com premiações, considerando a conquista da Libertadores;
- Gastos com transportes, jogos e competições, ,que aumentaram R$ 33.194 (de R$ 43.400 para R$ 76.594). O clube explica o aumento pela participação em mais jogos e viagens internacionais na Libertadores e no Mundial de Clubes.
"Nosso 2023 foi um ano especial. Chegamos ao nosso objetivo de conquistar a América antes do que imaginávamos quando começamos essa jornada, em meados de 2019. (...) Olhar para as taças internacionais agora eternizadas em nossa história é ainda pouco para descrever os avanços obtidos. Entre eles, o equacionamento da grave situação institucional que encontramos no Fluminense e que nos comprometemos a reverter. Esse tem sido objeto do trabalho incansável de nossas equipes, nos últimos anos. As demonstrações financeiras que apresentamos agora são uma materialização desse esforço", diz trecho de carta do presidente Mário Bittencourt, que abre o documento.
Como parte da transação pelos contratos dos direitos televisivos do Brasileirão de 2025 a 2074, com assinatura da Liga Forte Futebol do Brasil (LFF), 20% foram negociados pelo valor de R$ 213.500. Do preço total, R$ 122.194 foram recebidos durante o exercício de 2023, e o montante foi reconhecido como "outras receitas".
Constam registrados como "contas a receber", em 31 de dezembro de 2023, os valores de R$ 91.306 referentes à transação. O saldo tem prazo de pagamento em novembro de 2024 (R$ 34.240) e maio de 2025 (R$ 57.066). Os valores terão correção monetária até o efetivo recebimento.
Em assembleia geral realizada nesta terça-feira (30), os clubes alagoanos aprovaram as contas da Federação Alagoana de Futebol (FAF), referentes ao exercício de 2023.
O encontro foi realizado no auditório do Estádio Rei Pelé, em Maceió, e, na oportunidade, a entidade apresentou, ainda, o orçamento para 2024.
Presidente da FAF, Felipe Feijó ressaltou a aprovação das contas do exercício de 2023 e agradeceu a confiança depositada pelos clubes em sua gestão. “Somos gratos pela confiança dos clubes e seguimos comprometidos com a ética e a transparência, buscando sempre fortalecer o futebol em Alagoas”, disse Feijó.
Acesse o balanço financeiro do exercício 2023, publicado pela FAF no dia 9 de abril, clicando aqui.
A FAF também expôs um pouco do trabalho desenvolvido ao longo de 2023, com a publicação do anuário.
De acordo com Junior Beltrão, vice-presidente da entidade, foi um momento importante, tanto para seguir o que determina a legislação no que se refere à prestação de contas, quanto para que os clubes e toda a sociedade possam ter acesso ao que a FAF realizou em 2023 em prol do futebol alagoano.
*Com Assessoria
Autor dos dois gols do Real Madrid no empate em 2 a 2 com o Bayern de Munique, nesta terça-feira, Vinicius Junior voltou a ser decisivo para sua equipe em uma noite de Champions. O brasileiro foi eleito o melhor jogador da partida de ida das semifinais, chegando a um total de 20 gols na competição europeia. Após a atuação, o camisa 7 avisou que ainda almeja outras marcas pelo clube.
– Fico muito feliz de seguir evoluindo, fazendo gols importantes com essa camisa, que é a maior do mundo. Tenho que seguir pouco a pouco, porque estou apenas começando. Quero fazer muitos mais gols por esse clube. Em um campo difícil, com a torcida que pressiona muito e um dos melhores goleiros do mundo – disse Vini Jr. à TNT Sports.
Autor do gol do título europeu do Real Madrid na temporada 2021/22, Vinicius tem mostrado seu peso para o time nos momentos mais decisivos da Champions. Nos últimos 17 jogos de mata-mata em que atuou na competição ele participou diretamente de 17 gols, balançando as redes oito vezes e dando nove assistências.
Os dois gols desta terça-feira foram fundamentais para o Real Madrid chegar em boas condições na partida de volta das semifinais. Após sair na frente, com o brasileiro marcando com belo passe de Kroos, os madrilenhos levaram a virada em poucos minutos no segundo tempo. Porém, um pênalti sofrido por Rodrygo, após boa jogada de Vinicius, empatou o jogo - com o camisa 7 cobrando.
– A gente sempre fala dentro do vestiário que o importante nessa competição é não perder. Empatamos em um segundo tempo em que jogamos mal. Temos que melhorar na volta. O jogo de volta é completamente diferente com a nossa torcida, é melhor para nós – analisou.
Questionado sobre a situação do confronto para o Real Madrid e a disputa por uma vaga em mais uma final europeia, Vinicius foi taxativo sobre uma possível classificação na próxima quarta-feira, em Madri.
– Sempre é possível. Vamos para o Bernabéu porque a gente sabe que 90 minutos lá são longos.
Real Madrid e Bayern de Munique voltam a se enfrentar na quarta-feira da semana que vem, no dia 8, no Santiago Bernabéu. Novo empate leva a decisão para prorrogação e pênaltis. Quem vencer estará na final da Champions, que será disputada no dia 1º de junho, em Wembley, Londres.
Ronaldo Fenômeno desabafou sobre sua saída do Cruzeiro. Ele ironizou que vai poder assistir aos jogos sem tomar remédios e também indicou que não deve mais atuar à frente de clubes de futebol.
O que aconteceu
Com semblante cansado, Ronaldo falou pausadamente e mediu palavras na coletiva em que anunciou a venda da SAF do Cruzeiro, na noite da última segunda (29). Ao lado do bilionário Pedro Lourenço, novo dono, e do executivo Gabriel Lima, ele fez um pronunciamento oficial e atendeu à imprensa por quase uma hora.
O agora ex-dirigente citou "dever cumprido" na passagem de bastão, mas também ressaltou que foi irresponsável ao assumir a gestão do clube. Ele avaliou que se sentia capacitado e que foi único a aceitar o desafio, mas confessou que segue sem conseguir explicar para sua psicóloga o porquê de ter entrado nesse meio. Ronaldo frisou que pegou o time com uma dívida de R$ 1,3 bilhão e que quintuplicou o faturamento.
Minha psicóloga não conseguiu tirar isso de mim em quase três anos... Quando todos meus advogados e amigos disseram que era uma loucura entrar, já estava decidido. Os números foram crescendo com as gavetas que a gente abria e foi se comprovando cada vez mais a minha loucura. Sentia que era capacitado para tirar o clube daquela situação. Era meu CPF que estava de garantia, se não tivesse dado certo podia estar preso. Meu pé de meia que ganhei no futebol não ia dar para pagar aquela dívida toda.
Ronaldo
Ele ainda deu uma declaração agridoce ao responder se sentirá falta de comandar a Raposa. Rindo, ele disse que vai parar de tomar remédio na hora das partidas e ponderou que terá saudade tanto da adrenalina quanto da angústia de levar a culpa nos casos de resultados negativos. Foram dois anos e quatro meses administrando o clube.
É algo que vou sentir falta porque... Talvez eu pare de tomar remédio na hora do jogo também. Vamos ver como vou me sentir, mas vou sentir falta desse ambiente, dessa adrenalina, da angústia do jogo, do gol perdido, de uma falha de alguém e toda culpa ser minha. Acho que vou sentir muita falta disso tudo...
Por fim, ele brincou que deseja ter o "restinho de vida sabático", mas confessou que não deve se distanciar do universo do futebol. Ronaldo seguirá como membro do conselho de administração da SAF do Cruzeiro, mas se distancia das tomadas de decisão.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, acatou por unanimidade o pedido de efeito suspensivo, e Gabigol está liberado para voltar a jogar pelo Flamengo. No dia 25 de março, o atacante havia sido suspenso por dois anos pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) por tentativa de fraude do exame antidoping.
No início de abril, a defesa entrou com o pedido do efeito suspensivo no CAS. Depois de cinco semanas, o pedido foi acatado por unanimidade no tribunal, em decisão tomada por dois ingleses e um suíço.
Gabigol pode voltar a treinar com o grupo no Ninho do Urubu já a partir desta terça e tem condições de jogo. Ele não entra em campo desde a vitória do Flamengo sobre o Fluminense por 2 a 0, na fase de classificação do Carioca, no dia 25 de fevereiro. Neste ano, o jogador marcou dois gols em oito partidas.
A decisão no tribunal suíço seguiu as expectativas da defesa, que estava confiante na liberação e espera outra decisão favorável quando houver novo julgamento. Em contato com a reportagem, Bichara Neto, um dos representantes de Gabigol no caso, celebrou a decisão.
- Cumprimos uma primeira etapa importante do processo de reversão da decisão e continuaremos trabalhando para que a decisão de mérito confirme essa expectativa.
Todo o processo no CAS gera um custo judicial, que deve ser dividido entre as partes. Na segunda quinzena de abril, a defesa de Gabigol foi notificada de que a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) não havia feito o pagamento da sua parte das custas judiciais. Para não atrasar o processo, o atacante pagou o que restava.
Dias depois, a ABCD enviou a sua parte da documentação e indicou um árbitro alemão. A documentação, no entanto, não foi aceita pelo CAS, que alegou questões administrativas, e a ABCD perdeu o direito de indicar o árbitro para formar o tribunal.
Dessa forma, o CAS indicou dois dos três árbitros que julgaram o pedido de efeito suspensivo. A mesa ficou formada por um inglês indicado pela defesa de Gabigol, além de outro inglês e um suíço indicados pela Corte. Os três votaram a favor e concederam o efeito suspensivo para o atacante, que agora aguarda a votação do recurso.
Na argumentação enviada ao CAS, a defesa pedia atenção ao "periculum in mora" (o perigo da demora) juntamente com "fumus boni juris" (fumaça do bom direito). O principal pedido foi para que o processo fosse analisado com rapidez, já que uma eventual perda de tempo poderia fazer com que Gabigol cumprisse grande parte ou até mesmo todo o período da suspensão que lhe fora imposta.
Ainda na defesa, o escritório Bichara e Motta citou o fato de o julgamento de Gabigol ter sido apertado no TJD-AD, com o placar de cinco votos favoráveis à suspensão e quatro contrários. No documento, há outros argumentos que anteciparam de forma resumida as razões que a defesa utilizará posteriormente no recurso, peça jurídica com a qual tentará a anulação da suspensão.
Através das redes sociais, o atacante publicou um vídeo para comemorar a decisão. Sem legenda, Gabigol compartilhou um vídeo em que um boneco com a camisa 10 rubro-negra aparece correndo para o Maracanã.
O técnico Tite concedeu entrevista coletiva após a derrota do Flamengo para o Botafogo, por 2 a 0, no Maracanã, e falou em "dar um passo atrás" para reencontrar o caminho das vitórias.
O treinador, que estava acompanhado do auxiliar Cleber Xavier, ainda valorizou a efetividade do rival, que soube construir o resultado, e criticou o horário do jogo e o forte calor no Rio de Janeiro.
- O futebol, ele se traz esse componente como efetividade, como uma marca importante. Teve mérito o Botafogo, de ter a efetividade com o seu modelo, com jogadores de velocidade e muita transição e qualidade técnica e individual para fazer o resultado. Nós na etapa que nós tivemos, nos momentos que nós tivemos de superioridade, não conseguimos traduzir isso no gol. Em alguns momentos, e esse é um momento, a gente dar um passo para trás e procura simplificar para retomar o caminho das vitórias - disse Tite.
- Quando a gente faz o trabalho, a gente olha de forma linear e ele sobe. Em alguns momento, vai descer e perder confiança. Mas também tenho experiência que no momento que aprender com a adversidade, o trabalho é retomado mais forte. É a gente trabalhando e transformando desempenho em resultado. Ficando quieto e trabalhando mais, com maior qualificação e eficiência.
Com a derrota, o Flamengo segue com sete pontos. Neste momento, o time aparece na quinta colocação, mas pode perder mais posições até o fim da rodada.
Tite em Flamengo x Botafogo — Foto: André Durão / ge
O próximo compromisso do Flamengo pelo Brasileirão é no próximo sábado, quando enfrenta o Bragantino no Nabi Abi Chedid, às 18h30, pela 5ª rodada da competição. Mas antes, o time tem compromisso pela Copa do Brasil. O clube enfrenta o Amazonas, no Maracanã, na próxima quarta-feira, às 21h30, pelo primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil.
Confira outras respostas na coletiva
Tite
- Futebol tem exigência muito alta. Não é preservação, porque parece que é algo que você escolhe para fazer, e a gente não escolhe. O sentimento nosso é de passar um domingo muito ruim, meu, da minha família, dos meus atletas com suas famílias. E até colocar o que eles disseram: "vamos ficar quietos e absorver a crítica", esse foi o discurso. Com toda essa exposição da grandeza e necessidade de vencer do Flamengo. Vou falar o que meu coração sente. O Botafogo mereceu vencer, tem seus méritos, qualificação, fez o gol da bola parada. Agora, não vamos deixar que o poder financeiro retire a melhor qualidade, que tenha jogo às 11h no Rio de Janeiro ou no Recife. Não dá. A saúde vai arrebentar.
- Esses meses, que pode dar um sentido de audiência, não dá. Não pode ser assim. Não é só com o Flamengo, o Botafogo também. Quantos jogadores parando. Dá para rever. Bota 8h da noite, 9h da noite. O Botafogo mereceu vencer, não estou falando disso. Estou falando para contribuir com o espetáculo, senão a saúde fica exposta. Está aí o caso do Arrascaeta, do Pulgar.
Tite orienta o Flamengo na parada para hidratação contra o Botafogo — Foto: André Durão / ge
Cleber Xavier, auxiliar de Tite:
- Nos últimos jogos teve um calendário muito congestionado. Nos três últimos jogos jogamos em situações difíceis. Jogamos em gramado sintético, alguns jogadores já tiveram problema no passado, jogamos na altitude, que é desumano, e jogamos hoje às 11h no calor do Rio. Para a gente e Botafogo foi desumano, vários jogadores sentindo. Essa relação toda impede que nos últimos jogos se faça grande jogos. Hoje realmente não fomos efetivos, não concluímos bem, mas jogamos nessa condição, que torna difícil atingir grande nível.
Variação na saída da defesa
Cleber Xavier, auxiliar de Tite:
- Contra o Palmeiras, uma marcação alta do Palmeiras, as duas equipes tiveram dificuldade da anunciação, no campo que a gente não está acostumado pode ser mais difícil. Na altitude também, a equipe do Bolívar diferente de outras equipes, sendo agressiva na marcação. Hoje, não vi assim, conseguimos sair, achar espaço mesmo com a pressão alta e qualidade dos jogadores do Botafogo.
Tite
- Quando o adversário traz bastante gente na frente, a gente vai na bola longa com o BH. Então a gente tem que fazer essa variação.
Tite arregaça as mangas para enfrentar o calor em Flamengo x Botafogo — Foto: André Durão / ge
Tite
- Depois vai ter outro que teremos necessidade de vencer. É a grandeza do Flamengo. A realidade do futebol. Tenho que fazer o diagnóstico dia a dia. O torcedor fica preocupado e nós também. Ninguém está satisfeito. Compete a nós trabalhar para retomar o padrão. Quando o trabalho retoma, retoma mais forte. Também há problema do técnico também. Mas tem a retomada para que tenha confiança.
- Quando falo em calendário, não falo em número de jogos, mas tempo entre os pequenos ciclos de jogos. Se distribuir em 72 horas é legal. Se não estoura o Pedro, um ligamento e tem que ficar meses fora. Se estoura a coxa do Arrascaeta ele vai ficar 30 dias fora. Tem que tentar gerir isso para não estourar o atleta. Se não eu colocaria.
Tite
- A gente fez uma iniciação boa e uma criação boa e quando chegou no momento da finalização de média distância ou na entrada do BH teve falta de precisão. A efetividade do Botafogo, esses grandes jogos, na bola parada fizeram o gol e trouxeram um novo componente emocional. No primeiro tempo estávamos próximos de fazer o gol. Mas é um jogo de bolas paradas também. Falando de variação, quando deu a parada técnica, foi BH e Pedro, só três defensores dando amplitude para o Ayrton. Não se perde só por isso. Tem que ter um contexto de equilíbrio.
Cleber, auxiliar técnico
- A gente teve alternativas táticas. A entrada do Gerson, a passagem do Wesley. Hoje faltou precisão nos cruzamentos e nas finalizações.

Partida terminou empata por 1 a 1, no Estádio Rei Pelé | Foto: Ailton Cruz.
Ninguém foi de ninguém na partida de ida da grande final da Copa Alagoas 2024. Na tarde deste domingo (31), CSA e Penedense fizeram um embate movimentado e empataram por 1x1 no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O confronto foi recheado de emoções, mas deixou tudo em aberto para o duelo da volta, em Penedo.
O Azulão saiu na frente, ainda no primeiro tempo, com belo gol de Tiago Marques. A equipe maruja ainda teve oportunidades de ampliar o placar, mas não fez. Na etapa final, o Alvirrubro empatou com Kawã.
O placar deixa tudo indefinido, já que nenhum dos times possui vantagem. Em caso de novo empate no confronto da volta, o campeão será conhecido nos pênaltis. Quem vencer, fica com o título.
E depois dessa intensa disputa na partida de ida, não tem nem tempo para descanso. Já nesta quarta-feira (3), às 20 horas, Penedense e CSA voltam a se encontrar, mas no Estádio Alfredo Leahy, em Penedo, no confronto da entrega da taça.
PRIMEIRO TEMPO
O público no Rei Pelé foi melhor do que em duelos anteriores. Em campo, porém, o primeiro a tentar foi o Alvirrubro. Buga recebeu passe em frente a área e bateu firme, para fora, com 2 minutos. Na resposta, o CSA tentou utilizar a velocidade pelo lado direito, sem sucesso.
Mas não demorou muito tempo para a jogada do Azulão encaixar. Com 9 minutos, Juninho Valoura teve liberdade no meio-campo e lançou para Marquinhos, na ponta direita. O camisa 11 superou a marcação de Pedrinho e cruzou na medida para Tiago Marques, que apareceu sem marcação, cabeceando no fundo das redes alvirrubras: 1 a 0.
A torcida fez a festa com a vantagem, mas o CSA não pareceu satisfeito. Aos 14 minutos, o Jacaré errou mais uma. Tiago Marques teve liberdade pela esquerda, puxou para bater colocado e obrigou Diogo a fazer uma defesaça. Atordoado, o Penedense arriscou com Marcos Antônio, aos 16min, em batida de falta de muito longe. Porém, a redonda apenas passou perto do travessão.
O Azulão seguiu tentando machucar o adversário. Com 18min, Erik invadiu bem a área, mas não achou nenhum companheiro. Sem conseguir ter nenhum ganho ofensivo, o Penedense tentou se segurar. Aos 27 minutos, Tiago Marques aproveitou novo vacilo, cortou Kawã e tocou para Marquinhos ampliar. Contudo, o atacante furou feio.
A empolgação não parou por aí. Com 32 minutos, o segundo gol quase saiu. Xuxa tocou na esquerda, Tiago fez o porta luz e Erik recebeu livre, chutando com força. Diogo pegou na primeira e deixou a redonda escapar rumo ao gol. Contudo, ele se recuperou a tempo para salvar o Vovô. Um minuto depois, Tiago Marques marcou de cobertura, mas a arbitragem assinalou impedimento.
O CSA foi dono da partida nos minutos finais da primeira etapa. Aos 35min, Valoura cruzou na bagunça e Biazus não tocou para o gol. Já perto dos acréscimos, o ritmo diminuiu, mas nada de o Alvirrubro conseguir infiltrar contra a defensiva maruja. E assim ficou no primeiro tempo, que foi encerrado aos 47 minutos. CSA 1x0 Penedense.
SEGUNDO TEMPO
As duas equipes voltaram sem modificações, o que deixou o duelo estudado. Foram alguns minutos monótonos, até o CSA arranjar um belo contra-ataque. Gustavo Xuxa puxou pelo lado direito e cruzou para Tiago Marques, que apareceu mais uma vez sem marcação. O centroavante deu um toque sutil e Diogo fez uma bela defesa.
A pressão não diminuiu, mas o Penedense se segurou. O CSA até tentou chegar mais ao ataque. Entretanto, teve poucas grandes chances. Incomodado, Jaelson Marcelino utilizou quase todas as suas substituições de uma vez só, para dar mais consistência ao Alvirrubro.
Quando o segundo tempo encontrava-se em estado morno, Palhinha apareceu de maneira efetiva, mesmo com pouco tempo em campo. Aos 21 minutos, em cobrança de falta pelo lado esquerdo, Palhinha colocou a bola na medida, na cabeça de Kawã, que acertou uma finalização firme e deixou tudo igual no Estádio Rei Pelé: 1 a 1.
O gol calou o estádio e fez com que o Penedense crescesse, criando boas chances. Com 23 minutos, Darlisson quase chegou com perigo, mas perdeu a posse. Na resposta, aos 24 minutos, Tiago Marques invadiu bem a área, bateu rasteiro, e Diogo fez uma bela defesa. Todavia, o Azulão mais uma vez demonstrou dificuldades para buscar o resultado.
Aos 34 minutos, Niltinho dançou contra a marcação e cruzou para Kevin, sozinho, que vacilou feio. O CSA atacava mais no abafa do que na boa construção de jogadas, errando em diversos momentos.
Com 42 minutos de partida, o segundo gol do CSA quase saiu. Juninho Valoura bateu uma falta de muito longe e o arqueiro Diogo espalmou para o meio da área. No rebote, Tiago bateu a queimar roupa e ele defendeu pela segunda vez. Em mais uma sobra, Diogo pegou novamente, salvando o Alvirrubro de maneira espetacular.
Nos minutos finais, foi o Penedense que chegou perto do gol. A bola foi cruzada e Drey apareceu para finalizar, direto no travessão, com 48min. O ritmo final foi intenso, mas ninguém tornou a marcar. Fim de jogo no Trapichão: CSA 1x1 Penedense.
FICHA TÉCNICA
CSA - Fernando Castro; Lucas Marques, Almir Luan (Welligton Carvalho), Eduardo Biazus e Erik (Kelvin); Marlon, Juninho Valoura, Marcinho (Niltinho) e Gustavo Xuxa (Jean Cléber); Marquinhos (Jeffinho) e Tiago Marques. Técnico: Cristian de Souza.
Penedense - Diogo; Tchow (Lucas Guedes), Kawã, Ramos e Pedrinho; Buga, Léo e Marcos Antônio (Wallace); Bruno Tesouro (Didinho), Darlisson (Drey) e Vitor Alagoano (Palhinha). Técnico: Jaelson Marcelino.
Gols - Tiago Marques (CSA - 9'/1T), Kawã (PEN - 21'/2T)
Cartões amarelos - Juninho Valoura (CSA), Ramos (PEN), Marlon (CSA), Gustavo Xuxa (CSA)
Árbitro - Jonata de Souza Gouveia (FAF)
Assistentes - Pedro Jorge Santos de Araujo (FAF) e Esdras Mariano de Lima Albuquerque (FAF)
4º Árbitro - Massau Claudino do Nascimento Silva (FAF)
Fonte: Gazetaweb.

Peixe superou favoritismo do Verdão | Foto: Abner Dourado/ Agif/Gazeta Press.
O Santos largou na frente no primeiro jogo da final do Paulistão contra o Palmeiras. Sob os olhares de Neymar em uma Vila Belmiro lotada, o Peixe venceu o jogo por 1 a 0, gol de Otero, neste domingo (31), e vai com a vantagem para o Allianz Parque, no próximo dia 7.
Com o resultado, o Palmeiras perdeu sua invencibilidade na competição. Para conquistar sua terceira taça seguida, o Verdão precisará tirar a diferença em casa de um gol em casa. Uma vitória simples do time de Abel Ferreira, levará a decisão para os pênaltis. O empate dá o título ao Peixe.
COMO FOI A PARTIDA?
O duelo começou pegado, mas com o Santos mais ofensivo e disposto a sair da Vila Belmiro com a vantagem, enquanto o Palmeiras parecia estudar mais o jogo e pouco levar perigo ao gol de João Paulo. Aos 4 minutos, Flaco López teve a primeira chance do jogo, mas desperdiçou e, a partir daí, o domínio santista aconteceu. A melhor chance saiu dos pés de Guilherme, que bateu rasteiro, perto da trave direita de Weverton.
No segundo tempo, não demorou para o Santos abrir o marcador diante de sua torcida. Após bela jogada de Guilherme pela esquerda, Otero aproveitou o cruzamento e, de cabeça, mandou para o fundo da rede.
Depois do gol, o confronto passou a ficar mais equilibrado, principalmente, com as mudanças de Abel Ferreira. Rony teve duas das melhores chances do segundo tempo. Na primeira, parou em grande defesa de João Paulo, e depois mandou para fora. Pedrinho, nos minutos finais, arrancou sozinho e parou em Weverton na finalização. Nos acréscimos, Lázaro quase empatou, mas parou em João Paulo.
Fonte: Gazetaweb.

Equipes fizeram um Ba-Vi super movimentado no Barradão | Foto: Tiago Caldas/EC Bahia.
O Vitória largou em vantagem na decisão do Campeonato Baiano. Na partida de ida, no Barradão, o Leão da Barra venceu o Bahia por 3 a 2. Mateus Gonçalves (2) e Iury marcaram para os mandantes, enquanto Thaciano e Cauly fizeram para os visitantes.
Com o resultado, a equipe comandada por Léo Condé precisa de apenas um empate no jogo de volta para ficar com o título do Estadual. Já a equipe de Rogério Ceni precisará vencer de pelo menos dois gols de diferença para garantir a taça.
O duelo de volta é o próximo compromisso de ambas as equipes O confronto está marcado para o próximo domingo, às 16h (de Brasília), na Arena Fonte Nova.
O jogo
Aos 16 minutos do primeiro tempo, Alerrandro perdeu uma chance incrível de abrir o placar para o Vitória. O goleiro Marcos Felipe, do Bahia, saiu do gol para interceptar um lançamento e errou o passe na saída de jogo. O atacante do Leão da Barra ficou com a bola e rapidamente finalizou ao gol vazio, entretanto, errou o alvo.
A grande oportunidade do Bahia na etapa inicial aconteceu nos acréscimos, mais precisamente aos 47 minutos. Após cruzamento para área, o arqueiro Arcanjo tentou sair na bola, mas não achou nada. Na sequência, Thaciano cabeceou livre para o gol, mas viu Wagner Leonardo salvar e tirar a bola em cima da linha.
Após empate em 0 a 0 no tempo inicial, o Bahia começou a etapa complementar com tudo e abriu o placar com menos de 30 segundos. Em contra-ataque, Cauly recebeu boa enfiada de bola, invadiu a área e tocou em Thaciano, que apareceu sem marcação para apenas completar ao gol e abrir o marcador.
O segundo do Bahia saiu aos 17 minutos. Após troca de passes entre a equipe ao redor da área, a bola chegou na esquerda com Juba, que levantou a cabeça e cruzou para Cauly chegar batendo de primeira e ampliar o placar.
O Vitória diminuiu o placar pouco tempo depois, aos 21 minutos. Matheuzinho recebeu na entrada da área e finalizou em cima da defesa adversária, entretanto, a bola sobrou para Mateus Gonçalves, que chutou no contrapé de Marcos Felipe.
O empate do time da casa saiu nos minutos finais, aos 44. Iury foi lançado pela direita, invadiu a área, cortou o marcador e finalizou ao gol. Marcos Felipe fez boa defesa, mas, mais uma vez, a bola sobrou para Mateus Gonçalves, que ainda dominou e encheu o pé para as redes
Quando o jogo já parecia estar resolvido, o Vitória conseguiu o gol do triunfo aos 47 minutos. Zeca recebeu lançamento na ponta direita e cruzou para área. Iury antecipou o marcador e chutou de primeira para marcar o terceiro da equipe da casa.
Fonte: Gazetaweb.

Fonte e foto: Estadão Alagoas.
Na briga pelo tão sonhado título de campeão alagoano 2024, o CRB levou a melhor sobre o ASA, em Arapiraca, e venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro Anselmo Ramon, na partida de ida da grande final. A disputa aconteceu no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, na tarde deste sábado (30).
Com este resultado, o Galo vai jogar a partida de volta, pelo empate. Caso o ASA vença, em Maceió, por 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. Para o Alvinegro ser campeão terá de vencer por dois gols de diferença.
Vale lembrar que o duelo de volta será no próximo sábado (6 de abril), às 17 horas, desta feita no Estádio Rei Pelé, já que o mandante será o Galo.
Ficha Técnica
ASA – Bruno Pianissolla; Paulinho, Bennê, Roni Lobo e Gabriel Feliciano; Allef, Colina, Didira (Anderson Feijão) e Wescley; Keliton (Edilson) e João Cabral (Flávio Souza). Técnico: Rodrigo Fonseca.
CRB – Matheus Albino; Hereda, Fábio Alemão, Saimon (Heron) (Gustavo Henrique) e Willian Formiga; Falcão (Rômulo), Caio César (João Pedro) e Gegê; Mike (Jorginho), Léo Pereira e Anselmo Ramon. Técnico: Daniel Paulista.
Árbitro – Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa-RJ).
Assistentes – Nailton Junior de Sousa Oliveira (Fifa-CE) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (Fifa-RO).
Quarto árbitro – Sávio Pereira Sampaio (Fifa-DF).