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A fase de grupos da Copa Sul-Americana chega à quinta rodada com dois times brasileiros com chances de classificação antecipada para o mata-mata: Athletico e Fortaleza garantem a primeira posição de seus grupos em caso de vitória. Por outro lado, Cuiabá, Bragantino, Cruzeiro e Corinthians seguem vivos, mas em situações menos confortáveis (confira o panorama de cada grupo abaixo).

Na Sul-Americana, apenas o líder da chave garante vaga nas oitavas de final do torneio — quem ficar em segundo disputa fase preliminar contra os terceiros colocados da Libertadores.

Grupo A

 

O Always Ready lidera a chave com 10 pontos somados, um a mais em relação ao Independiente Medellín. O time boliviano garante a classificação às oitavas de final em caso de vitória, desde que os colombianos sejam derrotados pelo Defensa y Justicia. Se o Always Ready confirmar a liderança nesta rodada, Independiente Medellín e Defensa vão disputar a segunda posição na última partida.

  • Defensa y Justicia x Independiente Medellín
  • Univ. César Vallejo x Always Ready

 

Grupo B

 

A Universidad de Quito lidera o grupo do Cruzeiro com 10 pontos e depende apenas de si para garantir vaga nas oitavas nesta rodada: basta vencer o Alianza Petrolera. Para seguir sonhando com vaga direta nas oitavas, a Raposa precisa vencer o Unión La Calera no Mineirão e contar com tropeço do time equatoriano. Neste caso, a definição do líder fica para a rodada final.

  • Cruzeiro x Unión La Calera, quinta-feira, 21h
  • Universidad de Quito x Alianza Petrolera

 

Time do Cruzeiro na Sul-Americana — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Time do Cruzeiro na Sul-Americana — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Grupo C

 

Com jogos adiados por conta da enchente, o Inter é o terceiro colocado com cinco pontos somados, mas ostenta o melhor aproveitamento e depende apenas de si para ficar com a primeira posição. O Colorado visita o Real Tomayapo, no Peru, e fecha a chave contra Delfín e Belgrano, como mandante. No momento, o time argentino lidera o grupo com seis pontos.

  • Belgrano x Real Tomayapo
  • Internacional x Delfín (remarcado para o dia 8 de junho, às 21h30)

 

Grupo D

 

O Fortaleza lidera a chave com nove pontos, dois a mais em relação ao Boca, segundo colocado. Os times duelam na quarta-feira, em La Bombonera. Em caso de vitória, o Leão do Pici confirma vaga direta nas oitavas. Se empatar, mantém a liderança, mas deixa a definição para a última rodada. Em caso de derrota, perde a primeira posição para o rival e terá de recuperar na última partida.

  • Nacional Potosí x Sportivo Trinidense
  • Boca Juniors x Fortaleza, quarta-feira, 21h

 

Fortaleza, Boca, Lucero — Foto: Kid Jr./SVM

Fortaleza, Boca, Lucero — Foto: Kid Jr./SVM

Grupo E

 

O Athletico lidera a chave com quatro vitórias e é o único time com 100% de aproveitamento na fase de grupos. A classificação pode vir até mesmo em caso de derrota para o Danubio, na Ligga Arena, desde que o Sportivo Ameliano não vença o Rayo Zuliano.

Se vencer o jogo em Curitiba, o time comandado por Cuca confirma vaga antecipada nas oitavas de final do torneio. O Furacão mira também a liderança geral para obter a vantagem de decidir dentro de casa no mata-mata.

  • Sportivo Ameliano x Rayo Zuliano
  • Athletico x Danubio, quarta-feira, 19h

 

Grupo F

 

Racing-URU, Corinthians e Argentinos Juniors seguem vivos na luta pela liderança da chave. Os uruguaios lideram com oito pontos, seguidos pelo Timão, com sete, e os argentinos na sequência, com seis.

O time paulista tem um trunfo: realiza os últimos dois jogos dentro de casa, justamente contra os dois concorrentes diretos, e depende apenas de si para garantir vaga direta nas oitavas.

  • Racing-URU x Nacional-PAR
  • Corinthians x Argentinos Juniors

 

Wesley em Argentinos Juniors x Corinthians pela Copa Sul-Americana — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Wesley em Argentinos Juniors x Corinthians pela Copa Sul-Americana — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Grupo G

 

Líder da chave com 10 pontos, o Lanús recebe o lanterna e eliminado Metropolitanos e pode confirmar a primeira posição: basta vencer e torcer por um tropeço do Cuiabá, que recebe o Deportivo Garcilaso, na Arena Pantanal.

Com dois pontos a menos em relação ao time argentino, o Dourado torce por um tropeço do rival para assumir a ponta. Se a diferença se mantiver para a última rodada, a vaga será definida em confronto direto: eles se enfrentam no estádio La Fortaleza, em Lanús (ARG), na província de Buenos Aires.

  • Lanús x Metropolitanos
  • Cuiabá x Deportivo Garcilaso, quarta-feira, 21h

 

Grupo H

 

Racing e Bragantino fazem duelo à parte pela liderança. Os dois estão com nove pontos, mas o time de Avellaneda leva vantagem no saldo de gols. O Racing recebe o Coquimbo Unido, que segue vivo, e o Braga pega o Sportivo Luqueño, no Paraguai. Independente do que acontecer nesta rodada, a definição da vaga direta vai ficar para o último jogo.

  • Racing x Coquimbo Unido
  • Sportivo Luqueño X Bragantino, quinta-feira, 21h

O técnico Dorival Júnior anunciou nesta sexta-feira a lista de convocados para representar a seleção brasileira na Copa América e nos amistosos antes da competição, contra México e Estados Unidos, em junho. O atacante Evanilson, do Porto, é o único estreante.

Três jogadores que atuam no futebol brasileiro foram convocados: o goleiro Bento, do Athletico-PR; o lateral Guilherme Arana, do Atlético-MG; e o atacante Endrick, do Palmeiras.

Dorival Júnior optou por chamar 23 atletas, embora ainda esteja em aberto a possibilidade de a Conmebol permitir que cada seleção leve 26 jogadores para a disputa da Copa América - assim como a Uefa fez na Eurocopa.

De acordo com Rodrigo Caetano, a CBF tem até o dia 12 para enviar a lista final para a Copa América, havendo a possibilidade de alterações por questões técnica até tal data. O chefe de delegação durante o torneio no Estados Unidos será o presidente do São Paulo, Julio Casares.

Veja a lista de convocados:

  • Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Athletico-PR) e Ederson (Manchester City);
  • Laterais: Danilo (Juventus), Yan Couto (Girona), Guilherme Arana (Atlético-MG) e Wendell (Porto);
  • Zagueiros: Beraldo (PSG), Éder Militão (Real Madrid), Gabriel Magalhães (Arsenal) e Marquinhos (PSG);
  • Meio-campistas: Andreas Pereira (Fulham), Bruno Guimarães (Newcastle), Douglas Luiz (Aston Villa), João Gomes (Wolverhampton) e Lucas Paquetá (West Ham);
  • Atacantes: Endrick (Palmeiras), Evanilson (Porto), Gabriel Martinelli (Arsenal), Raphinha (Barcelona), Rodrygo (Real Madrid), Savinho (Girona) e Vini Jr (Real Madrid).

Nos bastidores do mundo esportivo, uma nova tendência está surgindo à medida que atletas de alta performance exploram os potenciais benefícios do canabidiol (CBD) na busca pela excelência. Em um ambiente em que cada fração de segundo e milímetro de desempenho faz a diferença, a crescente popularidade do CBD entre os atletas levanta questões sobre a eficácia, a segurança e o potencial impacto no cenário esportivo mundial.

O CBD é um composto derivado da planta Cannabis sativa, que vem ganhando destaque pelos potenciais benefícios na recuperação muscular, na redução da dor e da inflamação e até mesmo no aprimoramento do foco e da performance cognitiva.

É importante diferenciar o Tetraidrocanabinol (THC) do Canabidiol. O THC é conhecido pelos efeitos psicoativos e propriedades medicinais. O CBD é não psicoativo e tem sido amplamente estudado pelos potenciais benefícios terapêuticos em uma variedade de condições médicas.

Canabidiol tem sido por atletas de alto rendimento: entenda benefícios e riscos — Foto: iStock

Canabidiol tem sido por atletas de alto rendimento: entenda benefícios e riscos — Foto: iStock

No cenário esportivo, avaliar os benefícios e efeitos dos canabinoides é controverso. Mesmo assim, existe um crescente reconhecimento do benefício analgésico do CDB. Foi demonstrado que o sistema endógeno canabinoide desempenha papel importante na modulação de uma ampla gama de processos fisiológicos, incluindo neurotransmissão, percepção da dor e inflamação.

A caracterização do sistema endógeno canabinoide e de seus componentes levou ao interesse no desenvolvimento de fármacos como o CBD, que possuem como alvo a geração de analgesia. Essa é uma grande linha de pesquisa atual para potenciais futuros desenvolvimentos.

Remédios com canabidiol vão ser fornecidos pelo Governo de SP

Na prática, o consumo de cannabis ou do CBD são mais prevalentes entre alguns atletas envolvidos em desportos de alto risco, como os esportes radicais. No entanto, não há provas concretas de melhoria do desempenho ou de efeitos causais.

O uso autorrelatado de cannabis para o tratamento da dor entre atletas de elite é cada vez mais comentado e, estudos recentes mostram o potencial papel fisiológico do sistema endocanabinoide, merecendo uma investigação mais aprofundada. Exemplos de questões de investigação específicas que requerem atenção são a utilização de canabinoides para reduzir a dor e o possível papel dos para prevenir ou gerir sintomas de lesões traumáticas.

Quanto à regulamentação, o CBD é proibido no esporte (conforme a Agência Mundial Antidoping) apenas durante o período de competição. Os possíveis efeitos adversos da cannabis para a saúde em atletas não foram especificamente abordados.

Os efeitos agudos do CBD incluem efeitos na memória, na coordenação e no julgamento. Os efeitos crônicos incluem dependência e redução do desempenho cognitivo.

A grande verdade é que pouco se sabe sobre efeitos adversos da CBD quando usado sob condições médicas, no entanto, os efeitos parecem modestos e bem-sucedidos.

Outra preocupação diz respeito ao potencial risco de dependência pelo uso exagerado, e os efeitos crônicos do uso incluem a dependência e a redução do desempenho cognitivo associados ao CBD. Isso leva a uma atenção no que se refere aos atletas de alto desempenho e nos esportes que necessitam atenção pela complexidade como: automobilísticos, ciclismo, lutas, arco e flecha, entre outros.

Em linhas gerais, iniciar o uso seria aconselhável após uma avaliação médica minuciosa e com indicação clínica para atletas com lesões recorrentes e que possam ter algum benefício do uso do CBD. Lembrando que a prescrição sem acompanhamento pode gerar o risco do atleta ser flagrado no teste de dopagem da Agência Mundial Antidoping. Em resumo, é para poucos e com muito critério da equipe médica.

Corinthians pode ter pela frente uma recuperação financeira ao "estilo Flamengo". Esse é o exemplo usado por fontes da Ernst & Young, empresa responsável por prestar o serviço de consultoria para a gestão Augusto Melo, em relatório construído nos últimos meses para elucidar a situação econômica do clube do Parque São Jorge.

O relatório financeiro, ainda nos ajustes finais, dá a sugestão de três direcionamentos principais para recuperar o clube financeiramente:

  • a contratação de um CEO, como adiantou o ge;
  • a recuperação judicial;
  • a renegociação das dívidas de curto prazo para reestabelecer o fluxo de caixa, estratégia usada pelo Flamengo há mais de uma década.

 

A EY calcula a dívida do Corinthians em mais de R$ 2 bilhões, incluindo os passivos do clube e o financiamento de mais de R$ 700 milhões da Neo Química Arena.

Este valor é quase R$ 500 milhões a mais do que considerava a administração anterior do Corinthians, presidida por Duilio Monteiro Alves, que adotava outros critérios para mensurar o endividamento. Por estas contas, a dívida é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

Por conta desse grande endividamento, o Corinthians deve pagar mais de R$ 200 milhões em juros neste ano.

A possibilidade de o clube virar uma SAF também entra no estudo e chegou a ser debatida nos encontros entre representantes da consultoria e do clube, como o presidente Augusto Melo; o ex-diretor de futebol Rubens Gomes; o diretor financeiro Rozallah Santoro; e, mais recentemente, o executivo Fabinho Soldado.

Porém, há um ponto positivo para a recuperação financeira do Corinthians na análise da EY. Assim como o Flamengo há dez anos, o clube possui uma fonte de receita gigante, capaz de promover mudanças de gestão sem decisões mais radicais. O clube alvinegro, em 2023, alcançou o patamar de R$ 1 bi de faturamento.

Nas reuniões semanais entre Corinthians e EY foram debatidos distintos cenários, mas com um norte parecido com o apresentado pela empresa ao Flamengo em 2013, ano em que começou o redirecionamento financeiro rubro-negro. Esse foi o cenário usado como exemplo também pela gestão Duilio Monteiro Alves, em 2021.

A princípio, o relatório da EY seria apresentado nesta quinta-feira, em um evento da "semana da transparência do Corinthians". Porém, ainda faltam ajustes para o relatório ser aprovado, o que deve transferir a exposição dos números para a próxima semana.

A divulgação pública da análise da Ernst & Young é um pedido da própria consultoria ao Corinthians. O clube é quem deve apresentar os dados.

A consultoria chegou ao Corinthians por meio do diretor financeiro Rozallah Santoro e busca apresentar não somente os números, mas possíveis soluções para o caos nas finanças do Timão.

A empresa julga a sequência de más administrações foram as responsáveis pelos problemas alvinegros. No estudo não entram os mais de R$ 130 milhões investidos em contratações neste ano pela gestão Augusto Melo.

Membros da diretoria defendem o investimento diante da necessidade de reconstrução da equipe nesta temporada. O clube enfrenta atualmente problemas no pagamento de direitos de imagem de atletas, comissões e luvas.

Diante do exemplo do Flamengo, tratado como um cenário parecido, a empresa de consultoria prevê um período acima de meia década para o Corinthians ser saudável financeiramente, desde que as diretrizes sugeridas sejam seguidas.

O CSE já definiu os valores dos ingressos para o jogo contra o ASA válido pela 3ª rodada da Série D do Brasileiro, no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. O clássico alagoano está marcado para às 19h, do próximo sábado (11).

O presidente do clube, José Barbosa, disse ao Todo Segundo, que os valores dos ingressos são de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada para as duas torcidas.

O confronto será o primeiro entre as equipes depois da semifinal do Campeonato Alagoano. Os clubes chegam para o clássico em situações opostas: O ASA é o líder do Grupo A-4 da competição nacional, com seis pontos nos dois jogos disputados. Enquanto que o CSE ocupa a lanterna com um ponto, também em duas partidas.

Retrospectiva 2024, em casa

Se as duas eliminações para o ASA na Copa Alagoas e semifinal do Campeonato Alagoano ainda machucam o coração do torcedor tricolor, o retrospecto do CSE jogando contra seu maior rival no Juca Sampaio dá esperança à torcida na Série D.

Nos dois últimos clássicos do interior disputados este ano em Palmeira dos Índios, o CSE não perdeu. O Tricolor derrotou o Alvinegro por 2 a 0, em sua estreia no Estadual e empatou em 1 a 1, no jogo de ida pela semifinal da competição.

Arbitragem: CSE X ASA

Árbitro Central: Dagoberto Silva Modesto (CBF/TO)

Assistente-1: Wellington Thiago de Almeida Fontes Nascimento (FAF/AL)

Assistente-2: Widcir Santana de Oliveira (FAF/AL)

Quarto Árbitro: Jonata de Souza Gouveia (FAF/AL)

Com a proposta de ampliar a oferta de esporte dentro do ambiente escolar, a Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Educação, desenvolveu, através do Núcleo de Esporte Educacional (NEE), o projeto “Esporte é Fundamental”.

A primeira modalidade esportiva que será aplicada no projeto será o Handebol, que terá como responsável pelas atividades esportivas extracurriculares, o professor de Educação Física Júnior Fernandes, especialista na modalidade e uma das referências em todo o Estado de Alagoas.

De acordo com o gerente do Núcleo de Esporte Educacional, Bruno Barros, em breve outras modalidades também farão parte do programa, envolvendo as escolas e levando o esporte de forma específica para as instituições de ensino de Arapiraca.

O programa Esporte é Fundamental tem o intuito de promoção e execução das escolinhas esportivas, levando capacitação profissional para professores, professoras e acadêmicos de Educação Física, além de diversos eventos esportivos, em destaque a 24ª edição dos Jogos Escolares de Arapiraca, maior evento esportivo-estudantil do interior do Estado de Alagoas, no mês de setembro.

Foto: ASCOM Arapiraca

A CBF recebeu uma oferta de quase 1 bilhão de reais para trocar a Nike como a fornecedora de material esportivo, segundo o site UOL. A Adidas e a Puma são as empresas interessadas na camisa amarelinha. Uma delas já fez uma proposta que representa cerca de cinco vezes do atual contrato da seleção.

O contrato entre a CBF e a Nike vai até 2026, e o valor gira em torno de 35 milhões de dólares por ano (177 milhões de reais na cotação atual). A nova proposta da concorrente é considerada como a maior de um fornecedor de material esportivo para as seleções.

Diferentemente do acordo com a Nike, a oferta inclui o pagamento de royalties sobre a venda de uniformes do Brasil, além da abertura de lojas e participação nas vendas. A atual fornecedora não repassa nenhum valor da comercialização das camisas. No Brasil, por exemplo, o Flamengo ganha 35% do total de venda dos uniformes da Adidas.

Inclusive, a diretoria da CBF já pediu uma reformulação no contrato para que houvesse justamente a participação em royalties do produto. Na época, a solicitação foi negada pela Nike, e o contrato inicial foi mantido. Por outro lado, um dos executivos da marca viajou recentemente ao Brasil para se reunir com a cúpula da entidade, após os contatos dos rivais de mercado.

Neste domingo (5) à tarde, o CSE até começou vencendo o Itabaiana, mas levou a virada e perdeu por 3 a 1, em duelo válido pela 2ª rodada da Série D do Brasileiro.

O confronto foi disputado no Estádio Barretão, em Lagarto, pois o time sergipano não pode mandar seus jogos no Etelvino Mendonça, o Mendonção, em Itabaiana, que está passando por reformas.

Os gols foram de Ibson Melo (CSE) e Gabriel Caran (Itabaiana), ambos na primeira etapa; e, no 2º tempo, marcaram para o time sergipano: Cleiton e Thiago Papel.

O Tricolor de Palmeira dos Índios soma apenas 1 ponto, estando na última colocação na tabela do Grupo A4. E o Tremendão é o 2º colocado, com 4 pontos, atrás do líder e também alagoano ASA, de Arapiraca, que tem 6 pontos.

O próximo desfaio do CSE será o Clássico do Interior, justamente contra o ASA. O jogo será no Juca Sampaio, em Palmeira, no sábado (11), às 17 horas. E o Itabaiana vai encarar o Petrolina, no mesmo dia 11, mas às 16h, no Estádio Paulo Coelho, em Petrolina-PE.

Como foi

O CSE abriu o placar logo no início do jogo, com menos de 1 minuto. Após uma falha da zaga do Itabaiana, Ibson Melo aproveitou para roubar a bola, invadir a área e bater na saída do goleiro: 1 a 0.

O empate do Itabaiana veio aos 27 minutos da etapa inicial, quando Gabriel Terra cobrou um escanteio e Gabriel Caran cabeceou para o fundo das redes, deixando tudo igual: 1 a 1.

No 2º tempo veio o gol da virada do time sergipano, aos 4 minutos. Cleiton roubou a bola de Diego no ataque, avançou, de um drible no goleiro e bate cruzado para o fundo da rede: 2 a 1.

O terceiro gol veio aos 7 minutos. Após cobrança de escanteio de Leilson, houve um desvio na área pelo alto e a bola sobrou para Thiago Papel apenas empurrar para o gol: 3 a 1.

Nem as modificações feitas pelo técnico Jaelson Marcelino deram um alento ao time, que saiu mesmo derrotado do Barretão, aos 50 minutos, após os 5 minutos de acréscimos dados pelo árbitro: 3 a 1, de virada.

Times

Itabaiana - Jefferson; Chiquinho, Gabriel Caran, Thiago Papel e Kauã (Rafael Verrone); Neném (Pedro Henrique), Gustavo Fagundes, Cleiton (Gustavo Schutz) e Gabriel Terra (Tarcísio); Berg (Leilson) e Tiago Souza. Técnico: Roberto Cavalo.

CSE - Pedro; Talles, Diego Silva (Ramos), Caio e Jefferson (Geovâncio); Tenner, Trindade, Edinho (Índio) e Luiz Fernando (Felipe Ramon); Reninha (Tatá Baiano) e Ibson Melo. Técnico: Jaelson Marcelino.

Por Tribuna Hoje com agências

Os presos na operação da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), nesse sábado (4), podem ser condenados por formação de organização criminosa, cuja a pena mínima é de 8 anos de prisão. Durante o cumprimento de mandado, foi preso o ex-presidente da torcida organizada Comando Alvirrubro, vinculada ao CRB, Gleison Rafael dos Santos, 32 anos, estava foragido desde dezembro de 2023, quando foi deflagrada a operação Red Blue.

Na época a ação policial prendeu 15 pessoas, incluindo 11 dirigentes de torcidas do CRB e CSA.

Segundo o delegado que esteve à frente da operação, Lucimério Campos, foram reunidos materiais que comprovam que os suspeitos praticaram vários crimes.

A gente reuniu material contra os crimes que eram praticados sob o comando desses líderes. Paralelamente, essas investigações caminharam para homicídios, tentativas, lesões corporais e danos ao patrimônio público praticados por eles. Os processos estão em varas específicas e serviram de base para mostrar que aquela associação de pessoas não estava ali [no estádio] para apoiar os times, mas sim para cometer crimes", disse Lucimério Campos.

Vale lembrar que o ex-presidente da torcida organizada Alvirrubro, já foi denunciado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL), assim como os outros envolvidos.

"O Ministério já apresentou as alegações finais, e muito provavelmente uma sentença será proferida em breve, na qual os juízes decidirão se as provas são suficientes para condená-los pelo crime de constituição criminosa, que tem uma pena mínima de 8 anos", pontuou Campos.

Ainda conforme o delegado, Gleison pode ser considerado líder de organização criminosa; Rele atualmente é réu na 17ª Vara Criminal. Ainda segundo Campos, o preso está sendo processado por constituir uma organização criminosa na condição de líder, uma vez que o mesmo era presidente do Comando Alvirrubro. “Além disso, ele também produzia artefatos dentro da sede e utilizava os símbolos do futebol sem autorização, o que constitui um crime de falsificação".

Os presos são acusados de produzir bombas, algumas produzidas nas sedes das torcidas. Importante ressaltar que em duas ocasiões, duas pessoas tiveram as mãos mutiladas devido a explosão. Uma vítima foi um catador de recicláveis e outro um funcionário do Hospital Geral do Estado (HGE), que prestava serviço por uma empresa terceirizada.

Os presos também são suspeitos de participação em espancamentos após partidas de futebol, que resultaram em óbitos de torcedores e deixaram outros com sequelas.

"A SSP [Secretaria de Segurança Pública] não é contrária à formação de torcidas organizadas; elas podem ser constituídas para apoiar os times de futebol e fazem parte do espetáculo, desde que mantenham a ordem e obedeçam às normas sociais", concluiu Lucimério Campos.

OPERAÇÃO RED BLUE

A 17ª Vara Criminal expediu ao todo, 32 mandados, sendo 15 de prisão e 17 de busca e apreensão. O trabalho de apuração também contou com informações do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, que monitorou as torcidas estadual e interestadualmente, com o apoio do Ministério Público, atuante perante o Juizado do Torcedor.

Os trabalhos de investigações tiveram início em 2022, após os atos violentos que resultaram em mutilações de pessoas devido a explosões de artefatos caseiros na capital, espancamentos contra torcedores tanto do CSA quanto do CRB.

Todo o material encontrado nas sedes das torcidas organizadas Mancha Azul, no Centro de Maceió, e do Comando Alvirrubro, no Poço, como camisas, foi apreendido.

A Justiça também determinou a suspensão do funcionamento das torcidas organizadas.

A diretoria de competições e operações da Conmebol anunciou o adiamento dos jogos de Grêmio e Inter na próxima semana pelos torneios continentais, em função das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. A nova data dos confrontos será informada nos próximas dias, de acordo com nota oficial da entidade.

O Inter enfrentaria o Real Tomayapo, às 21h de terça, em Tarija, na Bolívia. A logística previa viagem na segunda-feira pela manhã. O elenco colorado treinou no sábado pela manhã, no Beira-Rio. A situação do estádio piorou nas últimas horas com a cheia do Guaíba. Os atletas ganharam folga no domingo e voltam aos treinos na segunda-feira, no estádio da PUCRS.

Já o Grêmio encararia o Huachipato, às 19h de quarta, em Talcahuano, no Chile, pela Libertadores. A viagem estava programada para terça. O Tricolor suspendeu os treinamentos do fim de semana na PUCRS por conta do cenário caótico na capital. A comissão técnica passou uma cartilha de treinos para os atletas se exercitarem em casa.

Porto Alegre está tomada pela água e registrou a maior cheia da história da cidade. O nível do Guaíba chegou a 5,22 metros na noite deste sábado, mais de dois metros acima da cota de inundação.

A capital gaúcha enfrenta inúmeros problemas em função dos alagamentos. Diversas ruas estão bloqueadas e sem acesso. A rodoviária cancelou viagens e interrompeu os serviços. O aeroporto segue fechado por tempo indeterminado. As operações de pouso e decolagem estão suspensas devido ao acúmulo de água na pista.

Os CTS dos clubes da capital e a Arena do Grêmio estão alagados. O governador Eduardo Leite se referiu à tragédia como "o maior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul e decretou estado de calamidade pública.

O bairro Humaitá, na zona norte de Porto Alegre, que abriga a Arena do Grêmio, é mais um local fortemente atingido pelas enchentes históricas no Rio Grande do Sul. Fotos divulgadas na tarde deste sábado mostram o gramado do estádio completamente alagado (veja abaixo). Cerca de 500 pessoas deixaram suas casas e se abrigaram na Arena nas últimas horas.

O estádio está sem energia elétrica e água. Por essa razão, os moradores presentes na Arena estão sendo encaminhados para os abrigos municipais, que oferecem infraestrutura adequada.

De acordo com nota oficial da Arena Porto-Alegrense, dos 500 desalojados, 200 já foram realocados para locais seguros preparados pela prefeitura, enquanto 300 pessoas, aproximadamente, continuam recebendo assistência dentro da casa gremista.

Conforme apurou o ge, membros da equipe de segurança ainda estão ilhados no estádio. O tour e as visitas ao museu do clube estão indisponíveis desde sexta-feira por questões de segurança.

Nota Oficial da Arena do Grêmio

Informamos que até o momento, a Arena do Grêmio abrigou aproximadamente 500 moradores da comunidade afetada pelas inundações. Destes, 200 já foram realocados para abrigos oficiais, enquanto cerca de 300 pessoas continuam recebendo assistência dentro da Arena.

A magnitude do desastre deixou o estádio do tricolor temporariamente ilhado, com as águas penetrando no espaço do gramado. No entanto, nossa prioridade absoluta é garantir a segurança e o bem-estar de todos os que estão lá. Além disso, estamos trabalhando para avaliar e restaurar o gramado da Arena assim que possível, buscando alternativas viáveis para sua recuperação.

Reafirmamos nosso compromisso de colaborar com todos os setores da sociedade para superar essa crise e reconstruir o que foi perdido.

No calçadão ensolarado da orla de Maceió, no encontro do mar e a areia, um trio de fotógrafos está prestes a iniciar mais um dia de trabalho, com o belo pôr do sol compondo o cenário perfeito para um dia de corrida na orla da capital. Yuri Cedrim, Frank Bernado e Kayo Phellipe são três apaixonados pela arte de capturar a energia das corridas de rua, eternizando os momentos de superação dos atletas. Não são apenas nas corridas profissionais. Eles retratam o dia a dia de centenas de amantes do esporte.

Para Yuri Cedrim, a jornada na fotografia esportiva começou em 2015, impulsionada por uma parceria com Maivan Fernández, um mentor que o inspirou a explorar esse nicho emocionante da fotografia. “Foi uma oportunidade que mudou minha vida”, relembra Yuri, enquanto ajusta sua câmera para mais um dia de trabalho na orla de Maceió.

Já Frank Bernado, veterano de 15 anos na profissão, encontrou na fotografia esportiva uma forma de registrar a descontração e a determinação dos corredores durante os treinos. “Cada dia é uma surpresa diferente”, comenta Frank.

E então, há Kayo Phellipe, o mais recente na profissão, com apenas 3 anos de experiência, mas já imerso na dinâmica das corridas de rua. “Comecei a fotografar para testar uma câmera e acabei me apaixonando pela fotografia”, conta, com entusiasmo.

Comercializando suas fotos através da plataforma online Foco Radical, os três fotógrafos têm a liberdade de capturar não apenas as corridas oficiais, mas também os treinos dos corredores pela orla da cidade. “É uma jornada de amizade e motivação onde posso vender as fotos on-line com uma maior facilidade, graças a busca por detecção facial, e maior alcance também. Assim, acabo fotografando corridas oficiais da plataforma e também fecho parceria com algumas empresas desse nicho.”, diz Yuri.

Trabalhando por conta própria, os três enfrentam os desafios da profissão com determinação e criatividade. “Para mim, hoje é uma coisa muito comum e rotineira. Posso afirmar que fiz grandes amizades através da foto esportiva e sempre é motivador encontrar alguns clientes fiéis que, ao me encontrar, ficam felizes em serem fotografados e acabam fazendo as poses inusitadas e muito criativas.”, afirma Yuri, enquanto Frank complementa: “É uma jornada de amor e dedicação, onde cada click é uma história a ser contada.”

Equipados com câmeras de alta velocidade e lentes versáteis, os fotógrafos enfrentam os elementos da natureza para capturar o momento perfeito. “Eu costumo sempre dizer que o melhor equipamento é aquele que a gente tem à nossa disposição. Inovar, ser ousado, e dominar o nosso equipamento é o dever básico de qualquer Fotógrafo Esportivo. Hoje, posso dizer que tenho os equipamentos que sempre quis ter, mas se eu não tivesse começado com equipamentos básicos à época, não teria a experiência que tenho hoje. Começar do básico, foi essencial para minha construção profissional!”, relata.

“As melhores fotos, muitas vezes, não são as fotos que possuem uma estética perfeita, mas aquelas que são clicadas no momento perfeito. Para isso, é realmente um exercício de observação e sensibilidade. Eu por exemplo, não procuro fazer uma foto bonita, mas uma foto que transmita o sentimento e a sensação vivida naquele momento, seja da comemoração de cruzar a linha de chegada ou da expressão facial de dor do atleta durante a prova”, completa.

Via @metropoles | O STF começará a decidir neste mês quem é o campeão brasileiro de futebol de 1987 e a quem pertence a Taça das Bolinhas. Por decisão do ministro Dias Toffoli, o título é do Sport e o troféu pertence ao São Paulo, mas o Flamengo pleiteia ambos.

O julgamento será realizado de forma virtual pela 2ª Turma, de 10 a 17 de maio. Votam os ministros Toffoli, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Nunes Marques e André Mendonça. Independente da decisão, é provável que haja um recurso, o que levaria o caso ao plenário.

Em dezembro, Toffoli decidiu que o processo já havia sido analisado completamente pela Justiça Federal de Pernambuco, que “declarou de forma inconteste o Sport Clube Recife como o único e legítimo campeão do torneio brasileiro de futebol de 1987”.

Na época do torneio, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que estava em crise financeira. Com isso, os principais times criaram a sua própria competição, a Copa União, organizada pelo Clube dos 13. Esse campeonato foi vencido pelo Flamengo. O Sport, por sua vez, conquistou a competição organizada pela CBF também em 1987.

Outra disputa que envolve o caso é pela Taça de Bolinhas, troféu criado pela Caixa para premiar o primeiro clube que vencesse o Brasileiro três vezes seguidas ou o conquistasse cinco vezes. Caso o Flamengo fique com o título de 1987, terá sido o primeiro pentacampeão brasileiro. Porém, como até hoje a conquista é considerada como sendo do Sport, o marco de ter vencido cinco vezes o campeonato pela primeira vez é do São Paulo.

Athos Moura
Fonte: @metropoles

Uma das premissas do bom jornalismo diz que o jornalista nunca pode ser mais importante do que a notícia. Em alguns casos, porém, os profissionais responsáveis pela interlocução entre a fonte e o público acabam se tornando parte importante da cena.

Aos 72 anos, sendo 60 deles dedicados ao jornalismo esportivo, Milton Neves se transformou em referência na mídia esportiva brasileira quando o assunto é futebol. Nascido em Muzambinho, cidade do interior de Minas Gerais, ele ganhou o país por meio do rádio e da televisão.

Em uma imponente casa localizada num dos condomínios residenciais mais luxuosos da Grande São Paulo, Milton Neves vive praticamente sozinho. Na companhia de uma cuidadora e de alguns funcionários que mantêm as tarefas na casa avaliada em R$ 80 milhões, o apresentador recebeu o ge para um bate-papo sobre a carreira, a depressão após a morte da esposa, o golpe milionário que sofreu de um ex-funcionário e como conseguiu se tornar um dos rostos mais conhecidos da imprensa brasileira.

Em recuperação de uma fratura na mão esquerda, Milton Neves é pontual. Ao descer uma das escadas da sua casa, senta-se em uma sacada com visão para a imensa piscina localizada nos fundos da mansão.

Com carreira de sucesso por grandes veículos de imprensa, como a Rádio Jovem Pan, o Grupo Bandeirantes e a TV Record, Milton diz que atualmente não reúne condições psicológicas de comandar um programa esportivo.

Antes de pedir demissão da Rádio Bandeirantes, em janeiro deste ano, o apresentador passava até seis horas seguidas por dia ao vivo falando sobre futebol. A morte da esposa, Lenice Neves, em agosto de 2020, mudou completamente a sua rotina.

– Tanta gente boa que me deu força, estou com uma depressão, psicologicamente estou muito abatido, mas já diminuiu um pouco. Mas eu não estou bem, não. Eu não vou estar bem até morrer. Mas essa dor vai diminuindo, eu vou fazer o quê? Foi uma surpresa. Eu vou falar uma coisa séria para você, a vida louca que eu tinha, eu que tinha que ter tido essa porcaria [câncer no peritônio], não ela com a vida regrada, nadava, uma mãe espetacular. Concebeu os meus três filhos, alimentou, orientou, educou, trabalhou, tudo ela fez por eles, sendo que eu só trabalhava. E eu me arrependo porque ficava pouco com ela.

– Quer dizer, quarta-feira e quinta quando tinha jogo eu dormia na Record, no meu camarim, porque aqui em casa é um pouco longe. A paixão que eu tenho por ela até hoje tinha que ter demonstrado no dia a dia, já que chegava estressado em casa, e muitas vezes a gente discutiu por motivos bobos e tudo por culpa minha. E desde 2020 que eu choro todo dia – conta Milton.

Milton Neves com quadro deixado pela esposa pouco antes do falecimento  — Foto: Emilio Botta

Milton Neves com quadro deixado pela esposa pouco antes do falecimento — Foto: Emilio Botta

Milton define a carreira como uma casualidade, mas deixa a modéstia de lado ao afirmar que nunca será produzido no rádio esportivo brasileiro um profissional com a sua capacidade. Aos 16 anos, foi descoberto ao ajudar um radialista da cidade natal a testar o som do teatro de Muzambinho. Foi amor à primeira vista dele com o rádio, potencializado pela possibilidade de falar de futebol usando o seu maior dom: a voz.

Olha, eu não fico jogando falsamente para o lado, não. Não teve, não tem e nunca vai ter um apresentador esportivo de rádio melhor do que eu. É impossível, sou no rádio nota 9.8, na televisão levo um 6.9, já tá bom demais.
— Milton Neves.

"Merchan" Neves e a fortuna

Milton Neves foi um dos pioneiros do mercado publicitário em programas esportivos de rádio e televisão no Brasil. Ciente do impacto do futebol na sociedade, rapidamente se transformou em um símbolo das propagandas, ganhando até mesmo o apelido de “Merchan” (merchandising) Neves – em alusão aos inúmeros anunciantes que tinha.

– O Merchan Neves, se era pretensão me diminuir, foi um tiro no pé, porque aumentou. Eu tenho a maior honra de ter defendido tanta, tanta empresa nessa época. Acho que umas 90, entendeu? Rádio, televisão, internet, acho até que mais. Eu contribuí "pequeninamente", mas eu contribuí para a economia nacional, porque comigo, meu amigo, o sujeito vende mesmo.

Eu vendo até areia para árabe lá no deserto. Nasci para isso, cara.
— Milton Neves.

Milton diz que o grande número de propagandas em seus programas despertou inveja de concorrentes do segmento. Neste período, Juca Kfouri se transformou em seu principal alvo de críticas.

– Teve uma época que cheguei a ter 35 anunciantes. Eu trouxe trocentos "merchans", e gente bandida, ordinária, sem talento, começou a me criticar. Jornalista não pode fazer propaganda, ainda mais de cerveja, que tem álcool, que eu era Brahma. O tempo passa e o Galvão Bueno, que é um cara que eu respeito demais, apesar de que eu o vi pessoalmente uma vez só (...) Esse cara é eclético, vencedor e tal. Aí ele fez publicidade da Brahma.

– O vagabundo, os vagabundos que me criticavam não tiveram coragem. Enfiaram o rabo no meio das pernas e não criticaram o Galvão Bueno, sabe? É crítica seletiva e inveja. É você o invejoso. Por isso que você está marcando o passo há 200 anos e não sai do lugar – relembrou Milton, sem citar o nome de Juca.

Milton Neves em homenagem feita pela Federação Paulista de Futebol — Foto: Rebeca Reis/Agência Paulistão

Milton Neves em homenagem feita pela Federação Paulista de Futebol — Foto: Rebeca Reis/Agência Paulistão

O dinheiro com a publicidade tornou Milton Neves milionário. Dono de centenas de imóveis, alguns deles localizados fora do Brasil, como em Miami e Nova York, o apresentador afirma que conseguiu fazer fortuna a ponto de ser mais bem pago que muitos craques de sucesso no futebol brasileiro.

– Depende do jogador, né? É, mas foi muito bom. Eu estou dizendo "foi" no passado porque estou fora do ar desde 1º de janeiro deste ano, pedi demissão na Bandeirantes porque eu estava numa depressão violenta. Não estava em condição, psicologicamente... Não fisicamente, eu estava ótimo, mas psicologicamente é o que vale. Agora eu confesso que estou com saudade do microfone.

Milton Neves posa para foto na mansão localizada em Alphaville, em São Paulo  — Foto: Emilio Botta

Milton Neves posa para foto na mansão localizada em Alphaville, em São Paulo — Foto: Emilio Botta

Milton Neves revelou que passou todos os bens para os seus três filhos – ele não esteve presente em nenhum dos nascimentos por estar trabalhando. Além de ter atuado como escrivão do Detran, em São Paulo, Milton também tornou-se com o tempo empresário do ramo do café e da pecuária.

– Tudo que tenho hoje é um absurdo que eu nunca imaginava. Aliás, eu não tenho mais nada, né? Passei tudo para meus filhos em vida. Eles levaram um susto, não sabiam direito. Eu sempre acreditei em imóvel. Então, quanto mais eu ganhava dinheiro, comprava imóvel, tudo de sopetão, nada de frescura de ficar pesquisando.

– E 90% eu acertei, é imóvel demais. Lá em Guaxupé, Monte Belo, Muzambinho, Nova York, Miami e aqui em São Paulo, nossa, em São Paulo, na região dos Jardins, onde fica o prédio da Jovem Pan, onde eu tenho escritório. Juntando tudo acho que eu tenho também dois andares. Eu fui comprando. Pintou o dinheiro, puf, compro o imóvel, porque o imóvel ninguém rouba. O imóvel vai ficar lá sempre. É tudo dos meus filhos – revela.

Golpe milionário

Um ex-funcionário de Milton Neves é acusado por ele de desviar dinheiro de suas contas bancárias, além da emissão de notas frias. O valor é incalculável, segundo Milton. Em outras entrevistas, ele chegou a mencionar que o prejuízo ultrapassava os R$ 17 milhões.

Milton Neves revela que sofreu golpe milionário de ex-funcionário

– A maior desgraça que apareceu na minha vida como empresário. Um sujeito inteligente, mas ele incorporou que era eu, tanto é que levou vários amigos para o Essex House [hotel] em Nova York, porque hoje eu tenho dois apartamentos lá. Mas antigamente não tinha nada, a primeira vez que eu fui para Nova York fiquei no Essex House, na cara do Central Park, fundo do Central Park. E ele resolveu ir.

– Tudo que aconteceu comigo ele queria ter também. Uma obsessão. E ele controlava o dinheiro, era muito dinheiro. Ele precisa ter esse puxão de orelha, porque me roubou demais.

Milton Neves, apresentador de televisão — Foto: Emilio Botta

Milton Neves, apresentador de televisão — Foto: Emilio Botta

Milton diz ter contratado o profissional por ser um conhecido indicado por uma prima. Atualmente, o apresentador move um processo criminal contra o ex-funcionário, com a possibilidade de condenação entre dois e seis anos de prisão pelos desfalques financeiros causados.

– Foi a maior burrada que eu fiz na minha vida. É incalculável [o valor perdido], porque ele roubava todo dia e ele tinha minhas senhas todas, porque ele era o "bãozão". Tinha muito dinheiro nesse banco, então obedeciam a ele. Mas o ladrão, desesperado, o negócio dele, ele chegava lá "onde eu vou roubar hoje", uma coisa assim na cabeça dele, imagina. Roubou muito – disse Milton.

Desafetos e opiniões fortes

Ao longos dos 60 anos de carreira no rádio e na televisão, Milton Neves colecionou prêmios, grandes entrevistas e alguns desafetos. O atual senador Jorge Kajuru, o narrador Silvio Luiz e o jornalista Juca Kfouri ficaram conhecidos por críticas públicas ao apresentador.

Deus me deu talento e conhecimento da matéria chamada futebol. Uma vez me falaram: 'você sabe mais da minha vida do que eu'. Porque eu era viciado.
— Milton Neves.
Milton Neves ao lado de Pelé, Zagallo, Parreira, entre outros, no programa Super Técnico — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves

Milton Neves ao lado de Pelé, Zagallo, Parreira, entre outros, no programa Super Técnico — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves

Milton Neves adota tom mais ameno quando é perguntado sobre os problemas pessoais que teve com Kajuru e Silvio Luiz, atualmente internado com problemas de saúde.

– O Jorge Kajuru era meu maior fã, mas depois pegou no meu pé por influência do seu Juca Kfouri. Como você é incompetente, você já ouviu sua voz ou não? Ouça, ouça. "Ah, mas não faço publicidade". O rosto dele é antipático, soberbo e "sou intelectual". Pior que o filho dele eu que revelei, estava desempregado e xingava o pai de tudo que é nome.

– O Silvio Luiz Perez Machado de Sousa, aproveito pra desejar muita saúde para ele, muita saúde. Enquanto nós estamos gravando aqui, ele está no hospital. Bom, a gente era amigo demais. Eu comecei a crescer, crescer e ele resolveu pegar no meu pé também, mas desejo saúde pra ele. Depois do Luciano do Valle, ele é o mais marcante narrador de televisão, queiram ou não. Muito criativo, muito inteligente e pessoa que eu admiro na profissão. O cara marcou época – disse Milton.

Em contato com o ge por um aplicativo de mensagens, o jornalista Juca Kfouri respondeu às declarações de Milton Neves.

– MN (Milton Neves) é o chamado Mentiroso Nato. Basta?

Pelé e o próximo craque brasileiro

Milton Neves é enfático ao afirmar que Pelé foi o maior jogador de futebol da história, de acordo com a memória armazenada desde 1957, quando passou a acompanhar o esporte diariamente.

Milton Neves considera Pelé o maior de todos e vê Endrick como sucessor

– Junta esses três gênios aí [Maradona, Messi e Cristiano Ronaldo] que não dá metade do Pelé. O Pelé foi a maior perfeição da história, perfeição total. O futebol brasileiro para valer é até o Pelé. Ele deixou muitos jogadores merecidamente ricos. Eu adorava ganhar do Corinthians.

– Estava fazendo um programa com o Neto na Bandeirantes, eu que coloquei ele na televisão. Meti o pau no Corinthians e o Neto me disse: "Milton Neves, para de falar mal do Corinthians, seu mal agradecido. Sem o Corinthians você estava passando fome". Pior que é verdade – brincou Milton.

Milton Neves ao lado de Pelé — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves

Milton Neves ao lado de Pelé — Foto: Arquivo Pessoal/Milton Neves

O apresentador acredita que Endrick tem tudo para se tornar o astro do futebol brasileiro nos próximos anos, substituindo Neymar como grande protagonista do Brasil.

– O Endrick tem tudo para isso, estive com ele num evento da Federação Paulista e brinquei com os pais dele: "Vem cá, Dona Celeste. Vem cá, Seo Dondinho", os pais do Pelé. Eles não entenderam, claro. São duas pessoas maravilhosas, escolheram um nome internacional. Ele vai fazer publicidade na Europa porque esse nome ajuda.

– O Neymar já foi melhor, agora seis meses parado (...) Por que ele levava porrada? Primeiro porque é um grande jogador, os beques queriam tirar ele de campo. Depois porque provocava os caras, com o talento e provocação nua e crua.

Atualmente, Milton Neves vive rotina bem menos intensa do que em outros anos. Uma vez por semana, ele frequenta seu escritório onde mantém o portal "Terceiro Tempo", dedicado a notícias relacionadas ao esporte e que tem como grande marca a página "Que fim levou?", uma espécie de memória digital dos personagens que construíram a história do futebol brasileiro.

A janela de transferências do meio deste ano, de 10 de julho a 2 de setembro, será a última de Rodolfo Landim na presidência do Flamengo. Com mais de R$ 1 bilhão de reforços investidos em reforços desde 2019, sendo R$ 191 milhões no início desta temporada, a diretoria observa o mercado para decidir novas contratações.

Em entrevista ao ge, Landim elogiou o elenco rubro-negro, mas admitiu a atenção voltada ao mercado. O presidente aproveitou para valorizar o investimento em De la Cruz, que, no fim, custou mais de R$ 102 milhões aos cofres - além da multa paga à vista, houve custos com luvas e intermediação.

- A gente entende que está com um plantel bastante bom agora. Claro que vamos ficar olhando. É um processo contínuo que a gente faz de avaliação do desempenho dos nossos jogadores. Quando montamos o plantel, foi para isso. Espero que não tenha lesão nenhuma e que todos os jogadores estejam bem até a segunda janela. A gente vai vendo a avaliação dos desempenhos e vai vendo se tem lesão, como fica o plantel. Sim, pode ser que a gente vá ao mercado na segunda janela para fazer alguma - disse.

- Só lembrando que a gente pagou o De la Cruz à vista porque tivemos que depositar a multa de 15 milhões de euros e, à vista, nós não tivemos nenhuma contratação maior. Mas trouxemos o Arrascaeta por 18 milhões de euros e o Gabriel por16,5 milhões de euros. Foram vários jogadores que contratamos no mesmo nível. A diferença desse (De la Cruz) é que a gente precisava ter em cash. Os outros compramos meio financiado. Não tínhamos atingido esse patamar financeiro em que estamos.

Em compra de jogadores, desde 2019, o clube mais de R$ 985 milhões. Somados os R$ 140 milhões de investimentos nas categorias de base, o Flamengo ultrapassa a marca de R$ 1,1 bilhão investidos em seu elenco nas últimas seis temporadas.

Questionado sobre o balanço da gestão, Landim preferiu se restringir ao futebol. Ele acredita que o time vive sua melhor fase desde a fundação do clube.

- Vou fazer um balanço do futebol. Quando assumi, a gente tinha 58 anos de Libertadores, e o Flamengo tinha disputado uma final, que tinha ganhado. Estamos indo para a sexta Libertadores em sequência. Desses cinco anos, disputamos três finais e ganhamos duas. O Brasileiro existia há 48 anos, e a gente tinha sido campeão seis vezes, mesmo considerando a era Zico. Dá uma média de um campeonato a cada oito anos. Estamos aqui há cinco anos e ganhamos duas vezes.

- Se a gente pegar Carioca, na história da competição nunca um clube havia disputado seis finais consecutivas. Fomos para todas as finais e ganhamos quatro. O Flamengo começou a disputar em 1912 o Campeonato Carioca. Eram 34 títulos até 2018, dá mais ou menos um campeonato a cada três anos. Nós ganhamos dois a cada três anos. Em termos de desempenho do futebol, não tenho dúvida de que o Flamengo está vivendo sua melhor fase desde a sua criação - antes de finalizar:

- O que eu quero deixar como legado? Eu entendo que todos nós que estamos aqui vamos passar. É uma corrida de revezamento. Vem um presidente, e eu tenho que passar o bastão para o próximo. No fim do ano, eu vou passar o bastão para o próximo. E eu espero que ele receba esse bastão numa condição em que ele tenha a chance de vencer as competições que ele vai disputar com muito mais facilidade do que quando recebi o bastão. Meu trabalho é de pegar o bastão, correr mais do que os outros e passar para o próximo para que ele possa continuar com as conquistas do Flamengo.

Outros tópicos

Em qual degrau se coloca na história dos presidentes do clube?

- É muito difícil falar porque eu não posso me comparar a fundo com a história de todos os presidentes que passaram, também não conheço as dificuldades pelas quais passaram. Existem grandes presidentes aqui no Flamengo. Tem aquele que conseguiu o terreno aqui na Gávea e começou a fazer nosso estádio. Colocou uma semente importante para o crescimento do Flamengo. Foi um presidente importante também porque ele começou uma campanha para se tornar um clube popular.

- A parte do futebol tinha saído do Fluminense, e o clube era meio de elite. E o Flamengo se tornar um clube popular, que é uma marca registrada do Flamengo, deveu-se muito a ele. Há outros vários grandes presidentes, e eu prefiro não me comparar com nenhum. Sou apenas mais um dos diversos que estiveram aqui. Tenho certeza de que todos que passaram aqui tentaram fazer a mesma coisa que eu, uns com mais sucesso e outros com menos. Correram o pedaço deles e passaram o bastão da melhor forma possível.

- Tenho boa relação e até admiração pelo trabalho realizado por vários deles, apesar de saber que foram em condições completamente diferentes. O mercado hoje é completamente diferente. Lembro de algumas passagens, como por exemplo a do Márcio Braga, que, quando tinha jogo, a primeira coisa que ele fazia era olhar para a janela e ver se ia chover. Porque se fosse chover, não ia ter público no Maracanã e não ia ter dinheiro para pagar as contas. O que a gente conseguiu foi em cima de uma série de produtos e conteúdos que permitem hoje que o Flamengo possa ter uma diferenciação bem maior usando seu tamanho. O meu trabalho ficou um pouco mais facilitado com isso.

As reclamações sobre calendário

Landim explica dilema sobre o calendário no Brasil e aponta solução com criação da liga

- A minha percepção de como isso funciona: nos estaduais são 16 datas, e as federações estaduais acabam reagindo demais para que aquilo seja modificado. E politicamente elas têm um peso muito grande, porque quando você olha o colégio eleitoral para se eleger o presidente da CBF são 27 federações que têm peso 3, então elas têm 81 votos. Os 20 clubes da Série A com peso 2 e os da Série B com peso 1, eles (juntos) têm 60 votos. No momento em que elas dizem: "Olha, não quero que modifique o número de datas que eu tenho do meu campeonato regional". Isso traz um problema para a CBF, porque são os principais eleitores do colégio eleitoral que estão ali dizendo que não querem modificar aquilo.

- Você tem que seguir a Fifa e em segunda linha a Conmebol. E aí o que que acaba acontecendo: elas fazem as competições delas, tem uma competição no Brasil que é organizada pela própria CBF (Copa do Brasil), e para mim ficou muito claro que a CBF acaba priorizando essa competição.

- Os próprios clubes chegaram a uma discussão de calendário esse ano e propuseram, por exemplo, que em vez de utilizar várias datas do Brasileiro (para a Copa América), usar parte dessas datas colocando a Copa do Brasil. De forma que equilibrasse um pouco mais a competição em que a gente perdesse jogadores numas fases mais preliminares da Copa do Brasil, onde talvez a competição não fosse tão grande, para poder preservar um pouco o Brasileiro. E a decisão da CBF foi: "Não, eu não vou modificar, eu faço o calendário". O que que acaba acontecendo? Você tem de um lado as competições estaduais com um peso político enorme; de cima, as competições da Fifa e da Conmebol que marcam o seu calendário; e o que sobra são Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

- O Brasileiro, que na minha maneira de ver deveria ser a competição de maior importância para o Brasil, é o patinho feio. Todo e qualquer ajuste que é feito no calendário acaba sendo no Brasileiro. Em vez de preservar esse que seria o mais importante campeonato, ele acaba sendo o mais impactado de todos pelo calendário. O que é muito lamentável.

 

- Um dos movimentos que a gente tem e que os clubes discutem na criação da liga é exatamente por isso, porque aí a liga vai fazer o seu próprio calendário e aí os outros campeonatos é que iriam ter que se ajustar. Sem ter uma liga forte e tendo peso para poder fazer isso, você acaba sendo obrigado a perder datas do campeonato para utilizar jogadores com data Fifa e prejudicando o seu campeonato.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, em entrevista exclusiva ao ge — Foto: Fred Gomes

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, em entrevista exclusiva ao ge — Foto: Fred Gomes

Calendário de 2025 com o Super Mundial de Clubes

- Esse planejamento do próximo ano é algo que a gente ainda precisa de uma série de informações que venham até da própria Fifa. O que temos é a data, o que já dá uma ideia para tentar começar a conversar com a CBF. E no caso do Flamengo, entendo que pelo menos Fluminense e Palmeiras, você tem três clubes que já estão podendo ter um quarto classificado para o Mundial, a expectativa que nós temos é a de que haja uma paralisação no campeonato. Porque assim, um absurdo no meio de um campeonato te tirar também durante não sei quantos jogos em que você está disputando um Mundial da Fifa. É um negócio louco, né? Mas nem isso até hoje foi claramente dito, que essa paralisação vai existir no ano que vem. Então isso é uma preocupação enorme que temos.

Melhor treinador da sua gestão e o pior? A melhor contratação de atleta?

- Pelos resultados que deu, pela revolução que foi, eu não tenho dúvida de que a contratação do Jorge (Jesus) foi especial. Por vários motivos. Até pela coragem da turma do comitê de futebol que estava comigo lá. Por tudo. Pelo valor que estava envolvido. Estávamos trazendo um técnico com uma filosofia de trabalho completamente diferente do que a gente tinha e do que a gente via no país. E acabou dando muito certo. E, se a gente vir pelos resultados, não dá para não creditar aquela temporada de 2019 como a de maior sucesso que a gente teve. A gente nem estava tão bem no Brasileiro e a gente ganha com 90 pontos, a maior pontuação da história. A gente ganha a Libertadores. Disputa a Recopa e vence, a Supercopa e vence, o Carioca e vence.

- Em termos de jogador são vários. É muito difícil. Quem foi o jogador mais importante que a gente teve em 2019? Futebol é um esporte coletivo. Se eu fosse te dizer quem era o meu escolhido, que eu fiz mais carga para poder contratar, foi o Arrascaeta. Eu tinha visto o Arrascaeta nos tirar de dois campeonatos e tinha uma vontade muito grande de trazê-lo. Mas aquelas oito contratações tiveram um sucesso gigantesco. Foram ótimas. É difícil diferenciar um do outro. A crítica considera que o maior jogador de 2019 foi o Bruno Henrique, o ídolo foi o Gabriel. Mas o que o Pablo Marí e o Rodrigo Caio jogaram foi um absurdo. O Everton Ribeiro não foi uma contratação, mas teve um desempenho excepcional. É difícil selecionar um jogador. Mas o que mais me envolvi para contratar foi o Arrascaeta. Esse é o erro que o presidente tem direito a ter e, se der errado, a culpa é minha. Eu queria contratar porque acreditava no futebol dele há muito tempo.

Alívio ou felicidade quando o Flamengo vence?

- É uma frase que sempre digo: eu ficava muito feliz quando o Flamengo vencia um campeonato ou uma partida. Hoje eu não fico mais, eu fico aliviado porque eu sei da responsabilidade que eu tenho por ser o presidente. Estão na minha mão as principais decisões. Eu sei que isso influencia significativamente no humor, na esperança e na expectativa de milhões de pessoas espalhadas pelo país.

- Quando o Flamengo ganha, a gente sai no outro dia na rua e vê um monte de gente desfilando orgulhosa com o manto sagrado. Isso é muito bacana. E a gente saber que influencia na vida e no humor das pessoas traz essa grande responsabilidade.

O Fluminense divulgou seu demonstrativo financeiro referente ao ano de 2023. A receita total do Tricolor foi de R$ 695 milhões, com o valor dividido em três categorias: operacional (R$ 451 milhões), venda de intangível (R$ 213 milhões) e financeiras (R$ 31 milhões). Por outro lado, o passivo que envolve a dívida total tricolor voltou a subir: foi de R$ 793,313 milhões para R$ 822,993 milhões.

Arias é tietado por torcedores na chegada do Fluminense ao Espírito Santo

Segundo o documento de 46 páginas, auditado pela Mazars Auditores Independentes, o crescimento da receita operacional se dá pelo aumento das receitas com direitos de transmissão e performance (83%), programa de sócio-torcedor e bilheteria (155%) e de patrocínio (de R$ 32 milhões para R$ 50 milhões).

Além disso, houve redução das receitas com transferência de atletas e mecanismos de solidariedade (-83%). No site oficial, o Fluminense dá detalhes sobre esses pontos.

  • Aumento de R$ 125.811 (83%) das receitas com direitos de transmissão e performance, especialmente em razão da conquista da Copa Libertadores;
  • Aumento de R$ 49.399 (155%) das receitas com o programa de sócio-torcedor e bilheteria, em conjunto (de R$ 22 milhões para R$ 56 milhões e de R$ 21,5 milhões para R$ 32 milhões, respectivamente);
  • Aumento de R$ 17.078 (53%) das receitas com patrocínio (de R$ 32 milhões para R$ 50 milhões);
  • Redução de R$ 77.823 (-83%) das receitas com transferência de atletas e mecanismos de solidariedade.

O documento aponta aumento nos investimentos no futebol profissional em 2023, em relação a:

  • Gastos com salários, direitos de imagem, premiações e outros gastos com pessoal, que aumentaram R$ 115.239 (de R$ 208.711 para R$ 323.950). O clube explica o aumento pelo maior gasto com premiações, considerando a conquista da Libertadores;
  • Gastos com transportes, jogos e competições, ,que aumentaram R$ 33.194 (de R$ 43.400 para R$ 76.594). O clube explica o aumento pela participação em mais jogos e viagens internacionais na Libertadores e no Mundial de Clubes.

 

"Nosso 2023 foi um ano especial. Chegamos ao nosso objetivo de conquistar a América antes do que imaginávamos quando começamos essa jornada, em meados de 2019. (...) Olhar para as taças internacionais agora eternizadas em nossa história é ainda pouco para descrever os avanços obtidos. Entre eles, o equacionamento da grave situação institucional que encontramos no Fluminense e que nos comprometemos a reverter. Esse tem sido objeto do trabalho incansável de nossas equipes, nos últimos anos. As demonstrações financeiras que apresentamos agora são uma materialização desse esforço", diz trecho de carta do presidente Mário Bittencourt, que abre o documento.

Como parte da transação pelos contratos dos direitos televisivos do Brasileirão de 2025 a 2074, com assinatura da Liga Forte Futebol do Brasil (LFF), 20% foram negociados pelo valor de R$ 213.500. Do preço total, R$ 122.194 foram recebidos durante o exercício de 2023, e o montante foi reconhecido como "outras receitas".

Constam registrados como "contas a receber", em 31 de dezembro de 2023, os valores de R$ 91.306 referentes à transação. O saldo tem prazo de pagamento em novembro de 2024 (R$ 34.240) e maio de 2025 (R$ 57.066). Os valores terão correção monetária até o efetivo recebimento.

Em assembleia geral realizada nesta terça-feira (30), os clubes alagoanos aprovaram as contas da Federação Alagoana de Futebol (FAF), referentes ao exercício de 2023.

O encontro foi realizado no auditório do Estádio Rei Pelé, em Maceió, e, na oportunidade, a entidade apresentou, ainda, o orçamento para 2024.

Presidente da FAF, Felipe Feijó ressaltou a aprovação das contas do exercício de 2023 e agradeceu a confiança depositada pelos clubes em sua gestão. “Somos gratos pela confiança dos clubes e seguimos comprometidos com a ética e a transparência, buscando sempre fortalecer o futebol em Alagoas”, disse Feijó.

Acesse o balanço financeiro do exercício 2023, publicado pela FAF no dia 9 de abril, clicando aqui.

A FAF também expôs um pouco do trabalho desenvolvido ao longo de 2023, com a publicação do anuário.

De acordo com Junior Beltrão, vice-presidente da entidade, foi um momento importante, tanto para seguir o que determina a legislação no que se refere à prestação de contas, quanto para que os clubes e toda a sociedade possam ter acesso ao que a FAF realizou em 2023 em prol do futebol alagoano.

*Com Assessoria

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