Após embate fenomenal contra Simone Biles na Bercy Arena, Rebeca Andrade levou a medalha de prata e traz um recorde histórico para casa. Em Paris, a ginasta brasileira conquistou um bronze e uma prata, na final por equipes e individual geral, e se tornou a maior atleta olímpica da história do Brasil.
Rebeca já havia igualado o recorde, da jogadora de vôlei Fofão e da judoca Mayra Aguiar, na última terça-feira (30/7). O bronze inédito na final por equipes fez com que a ginasta chegasse à sua terceira medalha olímpica, mesmo número das duas atletas.
A ginasta brasileira Rebeca Andrade receberá uma premiação de R$ 210 mil pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, na França. O bônus será concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Nesta quinta-feira (1), Rebeca foi a segunda colocada na disputa do individual geral da ginástica artística, na Arena Bercy. A atleta do Flamengo teve nota total de 57.932.
A competição
O Brasil teve duas representantes na final do individual. Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram a vaga na classificatória no último domingo (28). Flávia terminou na nona colocação, com 54.032 pontos.
Rebeca volta ao ginásio no próximo sábado (3), na disputa individual por aparelhos no salto.
Rebeca Andrade
Nos Jogos Olímpicos de Paris, Rebeca Andrade conquistou a medalha de bronze ao lado de Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Júlia Soares na disputa da geral por equipes. O pódio nesta categoria foi um feito inédito na história da ginástica brasileira.
A brasileira soma também um título olímpico em Tóquio 2021, no salto, e prata na mesma olimpíada no individual geral. Rebeca Andrade também tem três títulos mundiais, sendo dois no salto em 2021 e 2023 e outro no individual geral em 2022.
REUTERS/Arlette Bashizi
Rafaela Silva não conseguiu medalha na categoria até 57kg do judô na Olimpíada de Paris 2024. A brasileira perdeu para a japonesa Haruka Funakubo e ficou sem o bronze nesta segunda-feira (29).
Campeã olímpica na Rio-2016 e bicampeã mundial, Rafaela perdeu a disputa do bronze no 'VAR’. Ela foi desclassificada por projetar a cabeça no tatame em um lance já no golden score da disputa.
“Eu sabia que ia ser uma competição difícil, a minha categoria é bem difícil. No bloco final, a maioria das atletas já venceu mundiais, Olimpíadas. É uma categoria muito dura, eu sabia que não ia ser fácil sair com uma medalha no peito. Eu dei o meu máximo, só peço desculpas porque eu falhei hoje, não consegui levar essa medalha para casa”, disse Rafaela Silva, muito emocionada, ao Grupo Bandeirantes.
“É difícil, eu não sei nem o que falar, o que pensar. (…) É difícil falar o que faltou, com certeza foi a medalha. O que eu tinha para entregar eu acredito que deixei dentro do tatame. Fiz duas lutas bem duras, infelizmente as minhas adversárias acabaram ficando com a vitória”, acrescentou.
Sem medalha na disputa individual, Rafaela Silva ainda terá o torneio por equipes na Olimpíada de Paris.
Ao longo da trajetória do individual em Paris, Rafaela perdeu para a sul-coreana Mimi Huh na semifinal. A atual campeã mundial imobilizou a brasileira e garantiu a vaga na decisão com um waza-ari também no golden score.
Na estreia em Paris, já pelas oitavas de final, Rafaela encarou a turcomena Maysa Pardayeva e não teve dificuldades para confirmar o favoritismo, com um ippon a 2min13s para o fim da luta.
Nas quartas diante da georgiana Eteri Liparteliani, já partiu para cima e conseguiu um waza-ari com apenas 19 segundas de luta, a 3min41s para o fim. Dominou, repetiu o waza-ari a 2min21s e conquistou mais um ippon.
Com um jogo disputado a menos, o Flamengo inicia o returno com 54,54% de chances de se tornar o campeão brasileiro de 2024, o maior potencial entre todas as 20 equipes da Série A. Devido a ter um jogo adiado, ainda pode se tornar o campeão do primeiro turno, caso derrote o Internacional por pelo menos dois gols de vantagem, fora de casa, em jogo adiado da 17ª rodada.
As derrotas em casa de Botafogo (para o Cruzeiro por 3 a 0) e Palmeiras (para o Vitória por 2 a 0) na abertura do returno derrubaram os desempenhos do segundo e do terceiro colocados da classificação, que já disputaram 20 jogos. Hoje, o Botafogo tem 17,70% de chances de ficar com o título, e o Palmeiras, 10,50%.
Os confrontos diretos entre os clubes terão grande peso nessas chances: Flamengo e Palmeiras se enfrentam daqui a duas rodadas, dia 11 de agosto, domingo, às 16h, no Maracanã. Na rodada seguinte, a 23ª, Botafogo e Flamengo jogam no Engenhão, no domingo, 18 de agosto, às 18h30.
As chances variam conforme os jogos vão sendo disputados — Foto: Info esporte
As chances de título são determinadas por modelos estatísticos aplicados pelo economista Bruno Imaizumi sobre microdados coletados pela equipe do Espião Estatístico desde 2013. Foram analisadas as características de 107.527 finalizações e resultados de 4.367 jogos de Campeonatos Brasileiros que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes no ataque e na defesa a partir da métrica de expectativa de gol (xG), consolidada internacionalmente.
Os dados ajudam a calcular o potencial que cada equipe tem para vencer os jogos restantes, considerando mando de campo e outras características ao fazer 10 mil simulações para cada partida a ser disputada, o que resulta nos percentuais do quadro abaixo. A metodologia empregada está explicada no final do texto.
Por exemplo, se uma equipe com desempenhos ofensivos e defensivos apenas medianos será visitante no segundo turno contra adversários que estejam com as melhores performances mandantes, as chances de vitória desse visitante são menores do que de um time eficiente e de alta produtividade ofensiva que tem agendados confrontos contra adversários que, neste momento, estejam com os piores desempenhos caseiros. Porém, conforme novos jogos vão sendo disputados, os potenciais futuros vão mudando, rodada a rodada. Essas são algumas possibilidades que explicam o fato de as chances não acompanharem exatamente as posições atuais da tabela de classificação: os potenciais futuros são diferentes dos resultados já conhecidos, entre outros motivos, devido à inversão de mandos no returno.
Chances de permanecer na Série A
Como torcedores já sentem na pele há algumas rodadas, alguns clubes têm chances menores de permanecer na Série A do que outros, mas se os elencos começarem a conquistar no returno vitórias que não conseguiram no primeiro turno, esses potenciais vão mudando, de acordo, também, com os resultados de outros clubes. Quando clubes da parte de baixo vencem em uma rodada, as posições entre eles não se alteram.
O desempenho até aqui do Atlético-GO aponta que o clube goianiense tem o menor potencial para seguir na Série A no ano que vem, 13,99%. Com mais que o dobro de potencial, o Fluminense tem 35% de chances de seguir na primeira divisão do futebol nacional. A equipe carioca não perde há quatro jogos e vem de três vitórias consecutivas. Em rodadas recentes, apenas Fortaleza e Flamengo ficaram com os nove últimos pontos que disputaram. Se mantida essa performance, as chances do Fluminense ficar na Série A passariam a ficar cada vez maiores, permitindo sonhar mais alto.
As chances variam conforme os jogos vão sendo disputados — Foto: Info esporte
Grêmio e Cuiabá disputaram dois jogos a menos que o Corinthians e, por isso, apesar de estarem atrás na classificação do campeonato, têm potencial maior para permanecer na Série A em 2025. Veja abaixo as chances de cada clube.
Libertadores
Enquanto Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores não estiverem decididas, os quatro primeiros colocados no Brasileirão se classificam para a fase de grupos da Libertadores do ano que vem, enquanto o quinto e o sexto colocados disputam uma fase preliminar.
Caso os campeões das três competições estejam entre os primeiros colocados do Brasileirão, novas vagas classificatórias para a Libertadores serão abertas no nacional. Por enquanto, apresentamos as chances de as equipes terminarem o Brasileirão até a quarta e até a sexta colocações.
As chances variam conforme os jogos vão sendo disputados — Foto: Info esporte
Metodologia
Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 4.367 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013.
As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.
De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.
*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Davi Barros, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Valmir Storti e Zé Victor Meirinho.
Federações de Espanha, Marrocos, Portugal, Argentina, Paraguai e Uruguai, além da Arábia Saudita, apresentam oficialmente as propostas para o megavento
O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, recebeu esses documentos num encontro em Paris. As federações tinham até o dia 31 de julho para entregar os livros com as informações. A Fifa afirma que eles serão publicados na próxima quarta-feira, e a avaliação da entidade deverá ser divulgada no fim do ano. Caso as exigências sejam atentidas, a confirmação das sedes de 2030 e 2034 sairá no fim do ano.
Candidaturas das Copas de 2030 e 2034 entregam documentação à Fifa — Foto: Divulgação / Fifa
— A submissão dos "bid books" representa um passo importante no processo de candidaturas para as edições de 2030 e 2034 da Copa do Mundo. Nós almejamos organizar celebrações icônicas do futebol e da humanidade — declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino. O Mundial de 2030, tal qual o de de 2026, será disputado por 48 seleções e terá 104 partidas.
Willian Lima fica com o vice no judô e fatura a primeira medalha do país na França. Larissa Pimenta leva o bronze e amplia para 26 o número de pódios nos tatames. Rayssa Leal acrescenta um bronze a sua coleção no skate street. Ana Sátila bate na trave na canoagem slalom. Digital do Bolsa Atleta está em todas as conquistas
Rayssa Leal do skate street, Willian Lima e Larissa Pimenta, do judô. Os primeiros pódios brasileiros em Paris. Foto: COB
No segundo dia oficial de competições nos Jogos Olímpicos de Paris, o Brasil subiu três vezes ao pódio, duas no judô e uma no skate, viu uma medalha inédita na canoagem slalom mais perto do que nunca e acenos promissores na ginástica artística, vôlei de praia, boxe, tênis de mesa e tênis. O futebol feminino sofreu uma virada nos acréscimos contra o Japão, o handebol caiu diante da diferença mínima para a Hungria, entre diversas outras modalidades em disputa. Em comum a todas as conquistas, a digital do Bolsa Atleta, programa de patrocínio direto do Governo Federal.
Com os resultados do dia, o Brasil fechou o domingo na 14ª posição no quadro de medalhas, com uma prata e dois bronzes. A liderança está com o Japão, impulsionado por skate e judô, que soma quatro ouros, duas pratas e um bronze. Na sequência aparecem Austrália (quatro ouros e duas pratas) e Estados Unidos (três ouros, seis pratas e três bronzes).
Confira o resumo da atuação brasileira em 28 de julho JUDÔ - A primeira medalha do Brasil em Paris 2024 foi do judô e de Willian Lima. O paulista de 24 anos, natural de Mogi das Cruzes, carimbou a prata do meio-leve masculino (66kg) após só parar no japonês Hifumi Abe na grande decisão. “Acho que essa é uma daquelas coisas que você batalha a vida toda para conquistar. Não tenho palavras para explicar, estou feliz, mas ao mesmo tempo fica um traço de tristeza pela prata”, afirmou o atleta, integrante da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta, programa de patrocínio individual do Governo Federal. “É duro perder uma final, ainda sabendo que você tinha condições, mas fico feliz porque falei que ia chegar aqui e conquistar medalha, sair do pódio e colocar no pescoço do meu filho”. E a cena aconteceu. Após receber a premiação, Willian logo correu para colocá-la no pescoço do pequeno Dom, de 10 meses. O pódio do atleta simbolizou a primeira final masculina com um brasileiro desde Sydney, em 2000, quando Tiato Camilo e Carlos Honorato também foram prata.
No caminho até o pódio, Willian estreou com bela vitória sobre Sardor Nurillaev, do Uzbequistão, projetando o adversário a seis segundos do final do combate. Nas oitavas, superou Serdar Rahimov, do Turcomenistão, nas punições (3-0). Nas quartas, encarou o judoca da Mongólia, Bashkuu Yondonpenrelei, e manteve o bom rendimento. Numa luta dura, projetou o adversário na fase de golden score. Na penúltima luta, enfrentou o cazaque Gusman Kyrgysbayev e, também na “prorrogação”, encaixou uma projeção perfeita e garantiu-se na final. Na decisão, encarou o japonês Hifumi Abe, campeão olímpico em Tóquio 2020 e tricampeão mundial. O brasileiro até conseguiu aplicar algumas entradas, mas Abe levou a melhor na efetividade e projetou o brasileiro duas vezes para selar o resultado.
Willian celebra a conquista da prata em Paris, a 26ª medalha da história do judô brasileiro. Foto: Wander Roberto/COB
BRONZE DE LARISSA - Poucos minutos depois, mais um pódio nos tatames. Larissa Pimenta venceu a campeã mundial Odette Giuffrida, da Itália, na disputa de bronze do 52kg, para carimbar a segunda medalha do Brasil na competição. “Foi um dia muito especial. Desde a primeira luta já sentia que estava diferente. Não entendia como, nem por que, mas me sentia assim. Durante a preparação, minha melhor estratégia foi viver um dia de cada vez e, desde a primeira luta, não pensava em nada e só dizia para mim mesma que merecia. Consegui. Ainda não acredito, mas consegui”, disse Larissa.
Larissa estreou com vitória por ippon ao finalizar Djamila Silva, de Cabo Verde, com uma chave de braço. Nas oitavas, superou a britânica Chelsea Giles com uma projeção que valeu um waza-ari no golden score. Nessa fase, Larissa encarou a heroína local, Amandine Buchard, da França, e foi surpreendida por uma imobilização no golden score. Na repescagem, Larissa enfrentou a alemã Mascha Ballhauss.
No retrospecto do ano, Larissa levava a pior, com duas derrotas. Mas, em Paris, a vitória veio na hora certa. Pimenta buscou uma projeção, derrubou a alemã e a finalizou com estrangulamento. Na disputa de bronze, Larissa pegou outra adversária contra quem o retrospecto não ajudava. A atual campeã mundial e duas vezes medalhista olímpica Odette Giufrida, da Itália. A luta seguiu até o golden score, com as duas empatadas em duas punições, até a italiana ser punida pela terceira vez por falta de combatividade.
Ao perceber que tinha conquistado o bronze, Larissa se emocionou e não conseguia sair do tatame. Foi inclusive abraçada pela adversária, que reconheceu a conquista e protagonizou uma das belas imagens de fair play do dia. “Eu não entendi a situação, simplesmente agachei e chorei. Não sabia se era verdade. Acho que faltou oxigênio na cabeça e comecei a ver tudo branco (risos). Mas sentia no coração que merecia”, definiu a atleta, que teve o nome publicado em dez editais do Bolsa Atleta ao longo de sua carreira.
Larissa durante sua caminhada em busca do bronze olímpico. Foto: Wander Roberto/COB
LONGA TRADIÇÃO - Com as duas medalhas, a tradição do Brasil nos tatames olímpicos está mantida. Nenhum outro esporte brasileiro subiu tanto ao pódio quanto o judô. Com as duas conquistas deste domingo, são 26: quatro ouros, quatro pratas e 18 bronzes. O país só não conquistou medalhas em três edições olímpicas: Tóquio 1964, Cidade do México 1968 e Moscou 1980. O judô é a modalidade que mais medalhas conquistou para o Brasil em Olimpíadas.
RAYSSA DE BRONZE - Uma das atletas mais celebradas do país, Rayssa Leal confirmou a condição de uma das favoritas do skate street e saiu dos Jogos de Paris com a medalha de bronze. Com muita emoção e um recorde olímpico, a brasileira conquistou o terceiro lugar na última manobra. Pâmela Rosa e Gabi Mazetto também participaram, mas foram eliminadas na fase de classificação. No skate, há pontuações para as voltas de 45 segundos e para as manobras. Tanto na fase de classificação quanto na final, a brasileira não conseguiu encaixar as voltas de 45 segundos. Com isso, ficou refém do repertório de manobras únicas que sabe executar para compensar a pontuação aquém do que ela gostaria nas voltas. Na fase de classificação, uma nota 92.68, a maior da história da modalidade nos Jogos Olímpicos, ajudou ela a avançar à final em sétimo. Na decisão, bateu o próprio recorde ao encaixar uma manobra com pontuação 92.88. Foi suficiente para garantir o bronze. O ouro e a prata foram do Japão. Coco Yoshizawa ficou em primeiro com uma nota 96,49, que superou inclusive o recorde de Rayssa, e Liz Akama ficou com a prata. “Que loucura, que loucura. Duas Olimpíadas e duas medalhas. Não dá para explicar. Em 2028 vem o ouro. Na próxima, prometo que ele não escapa”, brincou a brasileira, que já havia sido vice-campeã olímpica nos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2021. Rayssa é integrante da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta.
Rayssa: manobras impressionantes garantiram o bronze em Paris. Foto: Gaspar Nóbrega/COB
UM DEGRAU PARA SÁTILA - Apontada como um dos maiores talentos da história da canoagem slalom do país, Ana Sátila nunca esteve tão perto de um pódio olímpico quando neste domingo. A brasileira terminou a prova do caiaque individual (K1) na quarta posição, um degrau abaixo da zona de pódio. É o melhor resultado de uma mulher na história da modalidade. Antes, Sátila já havia feito história ao ser a primeira canoísta a fazer uma final olímpica, na canoa individual (C1), em Tóquio (2021).
“Estava sonhando com a medalha. É muito difícil terminar na quarta colocação, talvez o momento mais difícil da minha carreira. Consegui aproveitar muito, estava alegre e positiva na semifinal e na final, me sentindo bem na água. Os treinamentos aqui, no inverno, foram duros. Então, estou feliz por ter conseguido dar o melhor, mas triste por ter chegado tão perto”, analisou Ana.
Na final, ela marcou 100s68, a 1s75 da medalhista de bronze, Kimberley Woods, da Grã Bretanha. O ouro ficou com a australiana Jessica Fox, e a prata com a polonesa Klaudia Zwolinska. Ana disputa a quarta edição de Jogos Olímpicos aos 28 anos. Em Londres 2012, com 16 anos, foi a mais nova da delegação brasileira e conseguiu o 16º lugar no K1. Na Rio 2016, acabou na 17ª colocação na mesma prova. Em Tóquio 2021, ficou na 13ª colocação no K1 e na 10ª no C1.
Na terça-feira, 30, Ana Sátila volta às competições para a disputa da fase classificatória da Canoa Individual (C1). Uma hora depois, Pepê Gonçalves disputa a primeira fase do Caiaque Individual (K1) masculino. São duas descidas e os 22 melhores avançam para a semifinal. Já as disputas do caiaque cross serão realizadas a partir do dia 2 de agosto e ambos estarão na pista. Toda a equipe da canoagem slalom integra o Bolsa Atleta.
Ana Sátila celebra a performance de excelência: histórica para a canoagem slalom. Foto: Luiza Moraes/COB
CALDERANO E BRUNA AVANÇAM - Os dois mesa-tenistas mais bem ranqueados do Brasil estrearam com vitória na chave de simples nos Jogos Olímpicos. Tanto Hugo Calderano, número 6 do mundo e cabeça de chave número 4, quanto Bruna Takahashi, número 20 do mundo no feminino, superaram os adversários por 4 sets a 0. Hugo teve como adversário de estreia o cubano Andy Pereira, que havia superado na final dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023. Novamente o brasileiro teve amplo domínio e repetiu a vitória por 4 a 0, com 11/8, 11/7, 11/9 e 11/4. Na próxima rodada, ele enfrenta o vencedor do confronto entre o espanhol Álvaro Robles e o austríaco Daniel Habesohn. Bruna encarou a nigeriana Offiong Edem, número 112 do ranking. Sobrou nas duas primeiras parciais e enfrentou um pouco mais de resistência apenas no terceiro set. No quarto, a nigeriana teve dois set points, mas Bruna teve frieza para sair de 8/10 para fazer 12/10 e fechar o jogo. Na próxima fase, a brasileira enfrentará a americana Lily Zhang, número 29 do mundo. O tênis de mesa é uma das 27 modalidades com brasileiros em Paris em que todos os convocados integram o Bolsa Atleta. KENO AVANÇA NO BOXE - Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, Keno Marley estreou em Paris 2024 com vitória e classificação para as quartas de final da competição. O brasileiro derrotou o britânico Patrick James Brown na categoria até 92kg por pontos (4-1). O brasileiro retorna ao ringue na quinta-feira para encarar o uzbeque Lazizbek Mullojonov por uma vaga na semifinal. No boxe, 100% dos integrantes da delegação brasileira em Paris (dez) fazem parte da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta. VÔLEI DE PRAIA 100% - As três duplas que entraram na quadra de areia montada na frente do maior cartão portal francês neste 28 de julho superaram o nervosismo da primeira rodada, venceram e deram sinais de que podem voltar ao pódio olímpico após a ausência da modalidade entre os medalhistas em Tóquio. Com a vitória de André e George no sábado, o vôlei de praia brasileiro está invicto em Paris. Ana Patrícia e Duda, líderes do ranking mundial, venceram a dupla Doaa Elghobashy e Marwa Abdelhady, do Egito, por 2 sets a 0 (21 a 14 e 21 a 19). Campeãs mundiais em 2022 e vice em 2023, as brasileiras passaram por um segundo set muito bem jogado pelas egípcias. “A gente não tinha informação sobre essa dupla, por isso tivemos que construir uma tática dentro do próprio jogo, o que é bastante complicado. Estou feliz porque a gente soube lidar com a tensão da estreia”, disse Ana Patrícia.
Em uma das últimas partidas do dia, Evandro e Arthur derrotaram a dupla austríaca Horl e Horst por 2 sets a a 0, com parciais de 21 x 18 e 21 x 19. “A gente precisa curtir o momento que está vivendo, precisamos jogar com alegria porque assim tudo fica mais fácil”, disse Evandro. “Esse torneio vai ser muito equilibrado. Das 24 equipes dos Jogos, 23 já ganharam etapas do circuito mundial”, completou o carioca de 2,10m. Mais cedo, ainda pela manhã, a dupla formada por Carol Solberg e Bárbara Seixas também estreou com vitória. Elas derrotaram as japonesas Akiko Hasegawa e Miki Ishii por 2 a 0, com parciais de 21 a 12 e 21 a 19. O vôlei de praia é uma das 27 modalidades com brasileiros nos Jogos Olímpicos em que 100% dos integrantes fazem parte do Bolsa Atleta do Governo Federal.
Equipe brasileira feminina brilhou e chegou à final com a quarta melhor pontuação. Foto: Miriam Jeske/COB
BRILHO DE REBECA E DA EQUIPE - A seleção feminina de ginástica artística começou muito bem a participação nos Jogos de Paris. Nas classificatórias deste domingo, as atletas garantiram vaga em sete finais. O grande destaque foi Rebeca Andrade, que se classificou individualmente em quatro das cinco provas que disputou: salto, trave, solo e individual geral. Neste último, foi a segunda colocada, atrás apenas de Simone Biles. Flávia Saraiva obteve a vaga no individual geral, enquanto Julia Soares foi para a final na trave. Além delas, Jade Barbosa e Lorrane Oliveira ajudaram a garantir lugar também na decisão por equipes. Com o total de 166.499, o Brasil passou na quarta posição. "A gente está bem satisfeito com quase 100%, né, estar nas finais e na final por equipes. O time se mostrou forte. Acho que a gente tem o que melhorar, e confesso que não assisti as outras subdivisões, mas acho que desse somatório a gente consegue subir um pouco", refletiu o técnico da seleção, Francisco Porath. No último Mundial, a equipe brasileira terminou com a segunda colocação. As provas da ginástica feminina voltam na terça-feira, 30 de julho, com a final por equipes. Na ginástica, 100% dos integrantes da equipe nacional fazem parte do Bolsa Atleta. VIRADA AMARGA NO FUTEBOL - Em partida decidida nos acréscimos do segundo tempo, a seleção feminina de futebol conheceu a primeira derrota nestes Jogos Olímpicos. Jogando no emblemático Parc des Princes, o Brasil perdeu de virada para o Japão por 2 x 1, em partida válida pelo grupo C. O gol brasileiro foi marcado por Jheniffer, enquanto as japonesas marcaram com Kumagai, de pênalti, e Tanikawa, nos minutos finais, numa falha da defesa brasileira. A partida marcou o jogo de número 200 da atacante Marta com a camisa da seleção brasileira. Agora, a seleção se prepara para enfrentar a Espanha, na próxima quarta-feira a partir das 12h (de Brasília). POR UM GOL NO HANDEBOL - Em partida emocionante, decidida na última bola, a seleção feminina de handebol conheceu a primeira derrota em Paris. A equipe foi superada pela Hungria por 25 x 24, em jogo válido pelo grupo B. As leoas, como são conhecidas as brasileiras, dominaram praticamente todo o jogo, mas acabaram tomando a virada no último lance. Agora, o Brasil se prepara para o próximo compromisso, contra a França, na terça-feira (30), a partir das 14h (de Brasília). "A gente falhou nos momentos chave. Em bolas que era para gente abrir quatro gols a gente errou. Do outro lado tem um time forte. Não podemos deixar chutar a última bola. Tem que servir de aprendizado. Acredito no time e podemos fazer bem melhor", analisou a armadora Bruna de Paula, capitã da equipe.
Bia Haddad avançou para a segunda rodada do torneio de simples no tênis. Foto: Gaspar Nóbrega/COB
RESTA BIA NO TÊNIS - Bia Haddad será a única representante do Brasil na segunda rodada de simples do tênis. A número 22 do mundo superou a pressão da torcida e derrotou a francesa Varvara Gracheva, número 68 do mundo, por 2 sets a 1, parciais de 6/4, 4/6 e 6/0. “Estou feliz com minha atitude, com a forma como lidei mentalmente. Gostaria de ter feito melhor no segundo set, mas faz parte, o tênis é assim. E espero amanhã poder melhorar isso", declarou Bia, que encara na segunda rodada a eslovaca Anna Karolina Schmiedlova. Bia foi a única dos quatro inscritos do Brasil a avançar. Primeiro a entrar em quadra, Thiago Wild acabou eliminado por Tomas Martin Etcheverry por 2 a 0, com 7/6(7) e 6/2. Thiago Monteiro também enfrentou um tenista melhor ranqueado. Diante de outro argentino, Sebastian Baez, número 18 do ranking da ATP, se despediu da chave em dois sets, com parciais de 6/4 e 6/3. Os dois Thiagos terão nova chance nas duplas. Laura Pigossi, medalhista de bronze nas duplas no feminino em Tóquio 2020, se despediu dos Jogos. A brasileira se impôs no primeiro set diante da ucraniana Dayana Yastremska, número 26 do mundo. Na sequência, porém, a adversária dominou as ações e virou: 4/6, 7/5 e 6/0.
REUTERS/Thaier Al-Sudani
O torneio masculino de futebol da Olimpíada de 2024, em Paris, começou com um jogo polêmico. Marrocos venceu a Argentina por 2 a 1 nesta quarta-feira (24) em uma partida marcada por 15 minutos de acréscimo, invasão de campo, paralisação de mais de uma hora e gol salvador anulado após uma hora, por decisão do VAR.
O duelo foi marcado pela presença de invasores de campo no segundo tempo. Como reflexo, a arbitragem deu mais de 15 minutos de acréscimos ao jogo - período no qual os argentinos marcaram.
O destaque da partida foi Soufiane Rahimi, que marcou os dois gols do Marrocos, aos 47 minutos do primeiro tempo e em cobrança de pênalti aos 6 minutos do segundo.
No entanto, a Argentina reagiu após o 2 a 0. Giuliano Simeone descontou aos 23 minutos, e Cristian Medina balançou as redes no apagar das luzes, aos 60 minutos. O empate irritou a torcida marroquina, que jogou objetos no banco de reservas do time sul-americano.
A confusão fez com que o árbitro suspendesse o jogo, com todos assumindo que a partida estivesse encerrada.
Só que mais de uma hora depois foi anunciada que ela seria retomada. Pior, o gol de Medina seria anulado, pois o VAR viu impedimento.
O jogo ainda teve mais uns minutos de bola rolando depois da polêmica, mesmo com o estádio vazio. Dessa vez, felizmente, sem novos incidentes.
Também nesta quarta-feira, a Espanha estreou com vitória por 2 a 1 sobre o Uzbequistão. O jogo no Parque dos Príncipes em Paris abriu o Grupo C.
Marc Pubill e Sergio Gómez fizeram os gols espanhóis, enquanto Eldor Shorumodov fez de pênalti para os uzbeques. A Espanha, prata em Tóquio-2020, lidera a chave com três pontos.
As equipes voltam a entrar em campo no sábado (27), pela segunda rodada. No Grupo B, a Argentina pega o Iraque em Lyon, enquanto o Marrocos mede forças com a Ucrânia em Saint-Etienne. No Grupo C, República Dominicana e Espanha se enfrentam em Bordeaux, enquanto Uzbequistão e Egito duelam em Nantes.
A segunda janela de transferências do futebol brasileiro reabriu no dia 10 de julho e segue aquecida entre os clubes da Série A. Com oito contratações confirmadas, o Cruzeiro é o time que mais se reforçou até aqui. Por outro lado, seis equipes ainda não concretizaram negócios.
A Raposa fechou com Walace, Fabrizio Peralta, Matheus Henrique, Jonathan Jesus, Lautaro Díaz, Kaio Jorge, Cássio e Gabriel Grando. Dos oito, apenas Cássio, Lautaro Díaz e Kaio Jorge já entraram em campo — o volante Walace está relacionado para o jogo desta quarta-feira, contra o Juventude, e pode estrear.
Kaio Jorge é apresentado pelo Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo
Com cinco reforços contratados até aqui, Vitória, Atlético-GO e Juventude aparecem na sequência. Dragão e Leão estão na zona do rebaixamento e lutam para sair da degola, enquanto o Juventude chegou aos 21 pontos na última rodada e abriu seis de vantagem em relação ao Z4.
Líder da competição, o Botafogo acertou com Igor Jesus, Allan e Thiago Almada, mas tem acordo encaminhado com Matheus Martins e Vagiannidis.
Na outra ponta, dos 20 times da elite, apenas seis ainda não confirmaram contratações: Athletico, Criciúma, Cuiabá, Flamengo, Fortaleza e Internacional (confira a lista completa abaixo).
A janela de transferências fecha no dia 2 de setembro.
Claudinho, do Zenit, está na mira do Flamengo — Foto: Divulgação / Zenit
Reforços contratados por clubes da Série A na reabertura da janela
Athletico — ninguém
Atlético-GO — Janderson, Jan Hurtado, Gonzalo Freitas, Joel Campbell e Jorginho
Atlético-MG — Lyanco, Fausto Vera, Júnior Alonso e Bernard
Bahia — Iago Borduchi e Luciano Rodríguez
Botafogo — Igor Jesus, Allan e Thiago Almada
Bragantino — Jhon Jhon
Corinthians — Hugo Souza, André Ramalho, Alex Santana e Charles
Criciúma — ninguém
Cruzeiro — Walace, Fabrizio Peralta, Matheus Henrique, Jonathan Jesus, Lautaro Díaz, Kaio Jorge, Cássio e Gabriel Grando
Cuiabá — ninguém
Flamengo — ninguém
Fluminense — Ignácio, Serna e Thiago Silva
Fortaleza — ninguém
Grêmio — Arezo, Monsalve, Aravena e Braithwaite
Internacional — ninguém
Juventude — Diego Gonçalves, Guilherme Castilho, Yan Souto, Ronie Carrilo e David da Hora
Palmeiras — Felipe Anderson, Giay e Maurício
São Paulo — Marco Antônio
Vasco — Coutinho, Alex Teixeira, Souza e Emerson Rodriguez
Vitória — Ricardo Ryller, Carlos Eduardo, Neris, Machado e Edu
Robinho foi preso em Santos - Foto: Reprodução
Robinho sofreu nova derrota na Justiça. O juiz Luiz Guilherme de Moura Santos, da Vara de Execuções Criminais de São José dos Campos (SP), negou o pedido da defesa do ex-jogador para que ele ficasse menos tempo na prisão, segundo informou o "ge".
Condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália, Robinho cumpre pena na Penitenciária 2, em Tremembé, no interior de São Paulo. O advogado do ex-jogador havia pedido que o crime fosse considerado "comum", e não "hediondo".
Na decisão anunciada na segunda-feira (22), o juiz ressalta que o estupro, por si só, já é considerado um crime hediondo, não importando que seja praticado por duas ou mais pessoas.
Além disso, a decisão lembra que, em 2013, quando o crime foi praticado, o estupro já "figurava legalmente no rol dos crimes hediondos".
Em 20 de março de 2024, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o pedido de homologação da Justiça italiana para que Robinho cumprisse a pena de estupro no Brasil. Na decisão, foi declarado que o ex-jogador teria que cumprir a sentença imediatamente e em regime fechado.
Fênix eliminou o CSE do campeonato. Retrô FC
Na decisiva tarde deste domingo (21), o CSE foi a campo com a missão de assegurar a classificação inédita para a fase de mata-mata do Brasileirão da Série D. Porém, em um contexto cruel, quem levou a melhor no confronto da 14ª rodada foi o Retrô, que venceu a partida na Arena Pernambuco por 2 a 1, decretando a eliminação tricolorida.
Os gols da partida foram marcados por Mascote e João Pedro para o lado da Fênix. E, ainda na primeira etapa, Índio descontou para o Tricolor.
Com o resultado, o tricolorido termina o Grupo A4 na quinta colocação, com 21 pontos somados. E os pernambucanos asseguraram a segunda colocação, com 26 pontos, e só não foram líderes devido ao saldo de gols.
Retrô ficou com a segunda melhor campanha do chaveamento. Retrô FC
O clube palmeirense até poderia ter se classificado com a derrota. Todavia, devido o triunfo do ASA por 2x0 contra o Sergipe, o CSE ficou atrás pelo saldo de gols.
O tricolorido teve zero gols de saldo nesta fase de grupos, enquanto o Alvinegro teve um gol de saldo.
Além da eliminação triste, o CSE encerra oficialmente os trabalhos da equipe profissional em 2024. Sem calendário para o segundo semestre, a equipe só deve voltar a jogar no Campeonato Alagoano 2025. Inclusive, o clube não tem vaga garantida em torneios nacionais no ano que vem. Mas caso o ASA suba, ele herdará a vaga na próxima edição da Série D.
Por outro lado, o Retrô segue adiante na competição. Como se classificou na 2ª posição do Grupo A4, irá enfrentar o 3º do Grupo A3: o América-RN. O primeiro embate será em Natal, enquanto a volta será em Pernambuco.
A CBF definiu em sorteio nesta quinta-feira os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil 2024.
Os jogos serão disputados nas semanas de 31 de julho e 7 de agosto. Depois das oitavas de final, a CBF vai realizar um novo sorteio, que definirá os confrontos das quartas de final e o chaveamento até a decisão.
Veja os confrontos:
Flamengo x Palmeiras*
Atlético-GO x Vasco*
Athletico-PR x Bragantino*
São Paulo x Goiás*
CRB x Atlético-MG*
Botafogo x Bahia*
Corinthians x Grêmio*
Juventude x Fluminense* * Times que fazem o segundo jogo em casa
Premiação
Taça da Copa do Brasil: 16 clubes seguem na disputa pelo troféu de 2024 — Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A presença nas oitavas de final da Copa do Brasil rende R$ 3,465 milhões para cada clube. A classificação para as quartas de final vale mais R$ 4,515 milhões. Veja abaixo os valores por fase.
Primeira fase: R$ 1,47 milhão (Série A) R$ 1.312,5 milhão (Série B) e R$ 787,5 mil (demais clubes);
Segunda fase: R$ 1,785 milhão (Série A), R$ 1,47 milhão (Série B) e R$ 945 mil (demais clubes);
Terceira fase: R$ 2,205 m
A atualização do ranking da Fifa foi divulgada nesta quinta-feira. O Brasil desceu uma posição e volta a aparecer em quinto lugar, fruto da eliminação nas quartas de final da Copa América. Campeã do torneio pela segunda vez seguida, a Argentina continua na liderança. A Espanha, primeira seleção a conquistar quatro títulos da Eurocopa, pulou para a terceira colocação.
As duas competições promoveram mudanças significativas no ranking. A Espanha saltou cinco posições com a conquista da Euro para figurar no pódio, que, além da líder Argentina, tem a França, semifinalista do torneio. O Brasil foi ultrapassado Inglaterra, vice-campeã europeia pela segunda vez consecutiva, trocando de posições em relação à atualização do mês passado. E a Colômbia, vice-campeã da Copa América, entrou no top 10, aparecendo em nono lugar, enquanto a Croácia, eliminada na fase de grupos da Euro, saiu.
Dorival Junior após eliminação do Brasil na Copa América — Foto: Kevork Djansezian/Getty Images
Confira o top 10 do ranking da Fifa após Copa América e Eurocopa:
Argentina: 1.901,48 pontos
França: 1.854,91
Espanha: 1.835,67
Inglaterra: 1.812,26
Brasil: 1.785,61
Bélgica: 1.772,44
Holanda: 1.758,51
Portugal: 1.741,43
Colômbia: 1.727,32
Itália: 1.714,29
O caso Gabigol ganhou mais um capítulo nesta terça-feira: a Corte Arbitral do Esporte (CAS) anulou o processo do atacante por falha na intimação à União Federal, fazendo com que o julgamento precise ser reiniciado. Com isso, o efeito suspensivo obtido anteriormente está anulado, e o jogador volta a ficar suspenso até abril de 2025.
Portanto, ele está impedido de jogar até abril de 2025. Pouco mais de um mês depois da suspensão, em 30 de abril, a defesa do atleta conseguiu o efeito suspensivo no CAS.
Em seu último jogo, contra o Fortaleza, Gabigol chegou a balançar a rede, mas gol foi anulado
Agora, para dar continuidade ao caso, o CAS anulou o processo como um todo e, consequentemente, Gabigol perdeu o efeito suspensivo. Para voltar a ter condição de jogo, a defesa do atacante entrará com um novo pedido de efeito suspensivo, provavelmente ainda nesta semana. Como o Flamengo não foi notificado da anulação do julgamento, o jogador deve participar do treino de quarta-feira, mas depois não poderá frequentar as dependências do clube enquanto estiver suspenso.
Gabigol em ação pelo Flamengo — Foto: André Durão
O julgamento no CAS funciona da seguinte forma: três árbitros participam do julgamento da peça: um indicado pela defesa de Gabigol, outro indicado pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, órgão da União) e outro pelo CAS, que é considerado o presidente da mesa.
Entenda o caso
O impasse, porém, começa ainda no julgamento do efeito suspensivo. Todo o processo no CAS gera um custo judicial que deve ser dividido entre as partes. Na ocasião, a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) não pagou a sua parte dos custos judiciais e perdeu o prazo para a indicação do árbitro - o órgão alega que não recebeu intimação.
A defesa de Gabigol foi notificada e pagou o valor que restava para dar continuidade ao processo. O CAS indicou um árbitro para compor a mesa. Ficou definido da seguinte forma: dois ingleses e um suíço. O trio concedeu, por unanimidade, o efeito suspensivo para o atacante voltar a atuar.
O julgamento do mérito, que estava marcado para a primeira semana de junho, seguiria a mesma dinâmica. Os mesmos três árbitros participariam da audiência e tomariam a decisão. Mas a ABCD, junto à União, solicitou o adiamento, dizendo que um dos árbitros não foi indiciado pela acusação. A tendência é que seja formado um novo trio de árbitros para o novo julgamento.
Gabigol optou por participar presencialmente da audiência em junho, e o adiamento frustrou o atleta e seus representantes. Durante a audiência, os árbitros iriam ouvir as partes, analisar provas e colher os depoimentos do atleta e das testemunhas. O depoimento de Gabigol é visto como crucial. Em casos de urgência, o CAS publica um resumo da decisão e anexa os fundamentos completos semanas depois. Mas a defesa entendia que a decisão seria divulgada posteriormente.
Gabigol tem contrato com o Flamengo até dezembro deste ano e desperta interesse do Palmeiras. Na última quinta-feira, após a derrota para o Fortaleza, o jogador disse que deixará o Rubro-Negro ao fim desta temporada.
- Em comum acordo a gente conversou, decidiu esperar um pouquinho, como todos souberam teve algumas negociações. Como decidiu que vou embora em dezembro, voltei ao jogo, fiquei muito feliz em entrar hoje. Pena que não foi com vitória.
Vini Jr. — Foto: Susana Vera/Reuters
Uma pessoa que não teve a identidade divulgada foi condenada na Espanha por proferir ofensas racistas contra Vini Jr., informou o Real Madrid, clube onde joga o brasileiro, nesta quarta (17).
Segundo comunicado do Real, a pessoa atuava "por trás de diversos pseudônimos no fórum da edição digital do jornal 'Marca'" e "dirigiu graves ataques e insultos racistas contra nossos jogadores Vinicius Junior e Antonio Rüdiger".
O clube aponta também que o indivíduo também proferiu ofensas de cunho religioso contra o zagueiro alemão.
O acusado se declarou culpado, e a Justiça o condenou a uma pena de prisão suspensa de oito meses de prisão -- ou seja, ela não deverá ser cumprida, a menos que o condenado reincida no crime, e este deverá participar de um programa de promoção de igualdade e de não discriminação.
"Esta é a segunda condenação criminal por insultos racistas recebidos por ofensas contra jogadores do Real Madrid, que neste caso, e pela primeira vez, sancionou ataques intoleráveis desta natureza que também ocorrem em fóruns digitais e nas redes sociais", diz a nota do clube.
A venda de camisas de Mbappé está superando as expectativas do Real Madrid, segundo a imprensa espanhola. Diante da procura, a produção se encontra sobrecarregada. Depois de um primeiro dia de vendas, a mensagem na loja oficial, nesta quinta-feira, é que a entrega do produto pode levar até um mês e meio para ser feita.
Vinicius Junior e Mbappé, números 7 e 9 do Real Madrid em 2024/25, respectivamente — Foto: Reprodução / Site oficial do Real Madrid
- Devido à alta demanda atual, os artigos dessa coleção podem ter uma demora na entrega de até quatro a seis semanas adicionais, independentemente do método de envio selecionado. Esse atraso afetará tanto os pedidos exclusivos da coleção Mbappé quanto aqueles que combinem produtos da coleção Mbappé com outros produtos da loja online - diz a mensagem no site oficial do Real Madrid.
Segundo o jornal espanhol "As", o Real e a fornecedora de material esportivo do clube previam que a demora de entrega ficasse inicialmente em torno de três semanas. Comparativamente, quem quiser comprar a camisa de outro jogador consegue receber em até quatro dias.
Camisa de Mbappé à venda pelo Real Madrid e prazo de entrega de até seis semanas — Foto: Reprodução / Site oficial do Real Madrid
Depois de participar da Eurocopa com a seleção da França (eliminada na semifinal), Mbappé vai curtir um período de férias e não estará com o elenco na pré-temporada do Real nos Estados Unidos. O clube tem três amistosos na agenda: Milan (31 de julho), Barcelona (2 de agosto) e Chelsea (5 de agosto).
O primeiro jogo oficial do Real Madrid na temporada, já podendo contar com Mbappé, é a Supercopa da Europa, no dia 14 de agosto, contra a Atalanta, em Varsóvia, na Polônia. No Campeonato Espanhol, o atual campeão estreia quatro dias depois, contra o Mallorca, fora de casa.
A passagem de Gabigol no Flamengo se encaminha para o capítulo final. Se não houver uma reviravolta, o destino está escolhido: o Palmeiras. A questão é: quando? Os clubes negociam uma liberação imediata do atacante rubro-negro em troca de Dudu.
A negociação se arrasta desde o início da última semana, logo após Palmeiras procurar Gabigol. O atacante ficou livre para assinar um pré-contrato na segunda. Por sua história no Flamengo, o jogador ainda não assinou o documento, mas, a partir disso, os clubes começaram a negociar condições para a liberação imediata. Caso não haja o acordo, o atacante vai se transferir no fim do ano.
Dudu pelo Palmeiras, e Gabigol pelo Flamengo — Foto: Reprodução
O Flamengo entende que a saída se tornou o melhor caminho para os dois lados. Internamente, há quem diga que o ciclo do atacante chegou ao fim há algum tempo. A recusa da proposta de renovação por um ano foi o último episódio conturbado de uma relação que se construiu vitoriosa nos últimos cinco anos. Foi então que o Rubro-Negro decidiu sentar na mesa para negociar com o Palmeiras.
As reuniões aconteceram em São Paulo. Marcos Braz não foi para Europa com Bruno Spindel e tomou a frente da conversa pelo lado do Flamengo. Anderson Barros foi o representante do Palmeiras. O presidente Rodolfo Landim acompanhou a negociação de longe, assim como Leila Pereira. Spindel esteve em Londres para tocar a negociação com West Ham por Lucas Paquetá.
O Flamengo deixou claro que a condição para a liberação imediata seria uma compensação financeira, mas se demonstrou aberto à possibilidade de fazer uma troca. Foi quando o nome de Dudu começou a ser debatido. O Palmeiras sinalizou positivamente, e Braz será o responsável para conversar com o jogador para tentar convencê-lo.
O Palmeiras topou liberar um dos seus maiores ídolos depois de a presidente Leila Pereira dizer publicamente que nenhum jogador está acima da história do clube. Dudu esteve próximo de reforçar o Cruzeiro, acertando salários e contrato de cinco anos, mas recuou depois da repercussão negativa entre os torcedores. Internamente, porém, a imagem do jogador ficou arranhada.
Dudu, no entanto, ainda não está convencido de que sair agora para o Flamengo é o melhor caminho para encerrar sua história no Palmeiras. Outros pontos na mesa são a concorrência que terá no elenco rubro-negro e a relação com o técnico Tite, com quem teve atrito quando o treinador comandava a Seleção.
Dudu entrou em campo apenas três vezes nesta temporada. Assim, se houver a troca, o Flamengo não terá problema para inscrevê-lo no Brasileirão. O atacante também poderá ser inscrito na Copa do Brasil porque estava lesionado e não entrou em campo pelo Palmeiras. Não há empecilhos na Libertadores.
A troca por Dudu é o caminho mais fácil para a transferência imediata de Gabigol. Uma compensação financeira do Palmeiras ao Flamengo entrará em pauta caso acabem todas as possibilidades de troca. A negociação não é simples, e as conversas continuam. A janela de transferências abre na quarta-feira.
Pelo Flamengo, Gabigol disputou 284 partidas e marcou 156 gols. O atacante se tornou um dos maiores vencedores no clube: 12 títulos. Ele foi herói da Libertadores (2019 e 2022), conquistou o Brasileirão (2019 e 2020), a Copa do Brasil (2022), a Recopa Sul-Americana (2020), a Supercopa do Brasil (2020 e 2021), e o Carioca (2019, 2020, 2021 e 2024).
CSE venceu e entrou de vez na briga pela classificação. Ailton Cruz
Em uma tarde heroica e cheia de emoções, o CSE conseguiu um resultado histórico e derrotou o ASA por 2x1, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. Atuando com um a menos durante boa parte da segunda etapa, o Tricolorido garantiu o placar que o levou de volta para o G4, nesta 12ª rodada do Grupo A4 da Série D.
O CSE perdeu Wanderson Felipe logo no início do segundo tempo, após falta em Didira. Contudo, o destaque ficou para Luiz Fernando, que marcou os dois gols palmeirenses. Didira fez o único do Fantasma.
Com o resultado, o time palmeirense entrou de vez na briga pela vaga. Com 18 pontos, o CSE ultrapassou três times e agora é o 2º colocado. Por outro lado, o ASA fica na tímida 6ª posição, ainda com 15 pontos, dois a menos que o 4º colocado Retrô, que ainda joga na rodada.
CSE se aproveitou dos momentos ruins do Fantasma. Ailton Cruz
Agora os dois rivais preparam-se para a penúltima rodada da fase de grupos, que será realizada no próximo final de semana. O Alvinegro entra em campo no sábado, dia 13, às 16 horas, encarando o Petrolina no Estádio Paulo Coelho, interior pernambucano. Já o Tricolorido desafiará o líder Itabaiana, no domingo dia 14, no Estádio Juca Sampaio.
PRIMEIRO TEMPO
As duas equipes começaram o duelo se estudando. O CSE teve mais a bola, mas pouco ataque. Com 4 minutos, o ASA teve a primeira oportunidade perigosa. Didira ganhou a bola na ponta esquerda e tocou para Wescley, que fez o porta luz para Allef chegar finalizando pertinho da trave esquerda.
O Tricolorido adotou uma postura mais cautelosa, e, com 14 minutos, teve chance na bola parada. Luiz Fernando cobrou falta de muito longe e acabou acertando diretamente no fundo das redes alvinegras, para abrir o placar: 1 a 0.
Tricolorido abriu o placar no início do primeiro tempo. Ailton Cruz
O golaço deixou o CSE animado, que chegou em outras duas oportunidades com Talles e o próprio Luiz Fernando, mas sem mira. Aos 21 minutos, Grafite experimentou arremate colocado e a bola passou perto. O Alvinegro até buscou mais chances, porém, emperrou em cruzamentos errados.
A chuva começou a cair a partir da segunda metade da etapa inicial. Aos 37min, Filipe Ramon arriscou, mas mandou por cima. Em uma das poucas jogadas criadas dentro da área, Júnior Viçosa fez o pivô e deixou Paulinho inteiro para finalizar. O chute foi bem feito, mas Campanelli espalmou para escanteio, aos 41min.
O primeiro tempo encaminhava-se para o fim, quando o ASA tentou uma última espetada pela ponta direita. Paulinho foi lançado e cruzou na área. Júnior Viçosa escorou de cabeça e Didira apareceu na pequena área. O meio só teve o trabalho de empurrar e deixar tudo igual.
Didira marcou o gol que recolocou o ASA no jogo. Ailton Cruz
SEGUNDO TEMPO
As equipes voltaram sem modificações, mas o ASA continuou sendo mais perigoso. E em uma das escapadas de perigo, pela ponta esquerda, Felipe cometeu falta dura em Didira. Como o volante já tinha cartão amarelo, ele acabou sendo expulso, sem contestações.
A situação tinha tudo para deixar o CSE desconfortável, mas não foi o que aconteceu. Dois minutinhos após a expulsão, aos 6min, Tenner roubou a bola na defesa e conseguiu fazer a ligação com velocidade. Luiz Fernando foi lançado completamente livre, tocando na saída de Pianissolla para devolver a vantagem para os palmeirenses, de maneira heroica.
O abalo alvinegro ficou evidente, além da revolta. Com 10 minutos, Gabriel cruzou pela esquerda e Júnior Viçosa quase fez, de cabeça. Aos 12, Didira chutou de fora, sem força. Em nova chance, aos 15 minutos, Edilson correu livre e deixou para Didira tentar novamente. Porém, o meia isolou.
ASA teve que correr atrás do prejuízo, mas errou muito. Ailton Cruz
Ranielle Ribeiro mudou a equipe. Com 17 minutos, Anderson Feijão deu seu cartão de visita com uma finalização de fora, com perigo. A pressão não diminuiu. Com 22 minutos, Gabriel cruzou na bagunça e a bola quase morreu dentro do gol. A equipe ficou armada para atacar, enquanto o CSE se segurou do jeito que deu.
Com 30min, Didira colocou a bola no meio da área e João Cabral cabeceou no meio, para mais uma defesa de Campanelli. O tempo ia passando e o nervosismo do ASA só aumentou. A equipe rondou muito a área, sem conseguir infiltrar. Em termos de finalização, poucas eram na direção do gol.
A arbitragem indicou sete minutos de acréscimos. Com 47min, Feijão pegou bem na bola e Campanelli fez uma linda defesa para salvar o CSE. O ASA martelou, mas não teve jeito. Com 52 minutos, o apito final soou, decretando a gigantesca vitória tricolorida.
ASA está em situação difícilima na Série D. Ailton Cruz
FICHA TÉCNICA
ASA - Bruno Pianissolla; Paulinho (Carlos Henrique), Hitalo Rogério (Thiaguinho), Roni Lobo e Gabriel Feliciano; Allef, Wescley (Anderson Feijão) e Didira; Edilson Jr (João Cabral), Grafite e Júnior Viçosa (Flávio Souza). Técnico: Ranielle Ribeiro.
CSE - Pedro Campanelli; Talles, Dedé Baiano, Geovani e Filipe Ramon; Wanderson Felipe, Tenner (Matheus Rosas) e Edinho (Ramos); Luiz Fernando, Gabriel Mancha (Jefferson Recife) e Índio (Pinheirinho). Técnico: Leandro Campos.
Gols - Luiz Fernando (CSE - 14'/1T e 6'/2T), Didira (ASA - 46'/1T)
Cartões amarelos - Wanderson Felipe (CSE), Júnior Viçosa (ASA), Grafite (ASA), Anderson Feijão (ASA)
Cartões vermelhos - Diogo (CSE), Wanderson Felipe (CSE)
Árbitro - Vinícius Gomes do Amaral (CBF/MG)
Assistentes - Esdras Mariano de Lima Albuquerque (CBF/AL) e Widcir Santana de Oliveira (CBF/AL)