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O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, é alvo de uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio de Janeiro que investiga manipulação num jogo do Campeonato Brasileiro.

O jogador é suspeito de ter tomado cartões no confronto entre Flamengo e Santos, no dia 1 de novembro de 2023, pelo Brasileirão, para beneficiar apostadores.

Na partida do ano passado, disputada em Brasília, Bruno Henrique levou amarelo por falta em Soteldo aos 50 minutos do segundo tempo, quando o Flamengo já perdia por 2 a 1 (placar final da partida). Ele reclamou do cartão de forma acintosa com o árbitro Rafael Klein e imediatamente foi expulso.

Mais de 50 policiais federais cumprem na manhã desta terça-feira 12 mandados de busca e apreensão (não há mandados de prisão) em endereços no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vespasiano (MG), Lagoa Santa (MG) e Ribeirão das Neves (MG).

Entre os endereços que são alvo da PF no Rio, estão o Ninho do Urubu, CT do Flamengo, e a casa do jogador na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Bruno Henrique em Flamengo x Santos, jogo que iniciou a investigação — Foto: Agif

Bruno Henrique em Flamengo x Santos, jogo que iniciou a investigação — Foto: Agif

Além do atleta, a PF investiga parentes de Bruno Henrique. Entre eles o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Junior; a cunhada dele, Ludymilla Araujo Lima; e a prima, Poliana Ester Nunes Cardoso.

Outras pessoas no alvo são Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Douglas Ribeiro Pina Barcelos e Max Evangelista Amorim, residentes em Belo Horizonte, que é a cidade natal de Bruno Henrique. Todos são ex-jogadores ou jogadores amadores de futebol.

Como começou a investigação?

 

A investigação teve início a partir de um relatório da IBIA (Internacional Betting Integrity Association), entidade internacional que também embasou a investigação em curso na Inglaterra sobre Lucas Paquetá.

Três empresas notaram apostas num volume fora do comum em cartões a serem tomados por Bruno Henrique contra o Santos. Segundo a investigação, elas foram feitas por amigos e parentes do jogador.

Bruno Henrique foi expulso na semifinal da Copa do Brasil e ficou fora do primeiro jogo da final

Bruno Henrique ficou fora do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, no último domingo, porque havia sido expulso na volta da semifinal, diante do Corinthians, em São Paulo. A volta dele é esperada na quarta-feira, contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão, e o jogador também estará à disposição na segunda partida da decisão contra o Galo, no domingo — as duas partidas serão em Belo Horizonte. O Flamengo ainda não se pronunciou sobre a operação da PF.

O atacante, hoje com 33 anos, chegou ao Rubro-Negro no início de 2019 e se tornou um dos grandes ídolos da história do clube, com a conquista de diversos títulos, entre eles duas Libertadores, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, uma Supercopa do Brasil e quatro Cariocas.


A Conmebol pretende abrir na semana que vem a venda de ingressos para a final da Libertadores, a ser disputada no dia 30 de novembro (um sábado), no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

A cúpula da entidade não cogitou trocar o local da partida, que foi anunciado no dia 4 de outubro, assim que foram confirmadas as duas semifinais.

O fato de os dois times brasileiros terem vencido os jogos de ida com grande vantagem – o Galo fez 3 a 0 no River, e o Botafogo goleou o Peñarol por 5 a 0 – não mudou em nada a disposição da Conmebol, segundo o ge apurou com mais de um dirigente da confederação.

O plano de distribuição de ingressos no estádio do River Plate, que tem capacidade para 83 mil pessoas, será semelhante ao das outras finais em jogo único organizadas pela Conmebol.

Monumental de Nuñez lotado em clássico River Plate x Boca Juniors — Foto: Getty Images

Monumental de Nuñez lotado em clássico River Plate x Boca Juniors — Foto: Getty Images

Cada time terá direito a cerca de 22 mil ingressos para vender a seus torcedores – que ficarão concentrados atrás dos gols. Estes setores terão os ingressos mais baratos. Os setores nas laterais do gramado devem ser mais caros.

Os preços serão definidos pela Conmebol nos próximos dias. No ano passado, para a final entre Fluminense e Boca Juniors no Maracanã, os ingressos custaram aproximadamente entre US$ 50 e US$ 350.

Os contratos para a realização do jogo no Monumental de Núñez já foram assinados. A Conmebol já definiu onde cada clube vai se hospedar e treinar e em quais pontos de Buenos Aires vão se concentrar as torcidas dos times finalistas.

Foto: Vitor Silva/Botafogo

 

O atacante do Botafogo e da seleção brasileira Luiz Henrique está sendo investigado na Espanha por suspeita de envolvimento em uma suposta "organização criminosa dedicada à manipulação de resultados nas apostas desportivas".

A informação está em um ofício ao qual a reportagem teve acesso, que mostra que as autoridades espanholas foram abastecidas de informações pelo MP-GO (Ministério Público de Goiás), que promoveu a Operação Penalidade Máxima no ano passado. No documento, o Ministério da Justiça informa aos promotores goianos sobre a instauração de uma investigação criminal pela Espanha.

Procurada, a assessoria do jogador não quis comentar. O Botafogo não respondeu a um pedido de comentário enviado pela reportagem na tarde desta terça-feira (22).

O documento do Ministério da Justiça liga pela primeira vez Luiz Henrique ao empresário Bruno Lopez de Moura, apontado como chefe da quadrilha de manipulação de resultados que gerou a Operação Penalidade Máxima.

Moura atuaria, de acordo com as acusações do MP-GO, como intermediário entre os apostadores e os jogadores, remunerando-os para que manipulassem resultados recebendo cartões amarelos propositais, por exemplo. Nas duas primeiras fases da operação, 15 atletas foram denunciados, a maioria deles de times pequenos e médios do futebol brasileiro.

Em ofício ao Gaeco (grupo que investiga crime organizado) de Goiás, o Ministério da Justiça diz que as informações sobre Luiz Henrique e Bruno Moura, enviadas em novembro de 2023 de forma espontânea pelo MP-GO às autoridades espanholas, geraram investigação por parte do país estrangeiro sobre a possível existência de organização criminosa "dedicada à manipulação de resultados nas apostas desportivas."

A reportagem não conseguiu contato com Bruno Moura ou sua defesa.

O documento faz parte de um processo aberto em novembro do ano passado, de cooperação em matéria penal, e que tem como interessado Fernando Martins Cesconetto, promotor responsável pela Penalidade Máxima.

O processo tramita na área de Cooperação Jurídica Internacional em Matéria Penal, dentro do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), setor responsável por receber, analisar, adequar, transmitir e acompanhar o cumprimento de pedidos de cooperação entre o Brasil e países estrangeiros.

No ano passado, o atacante apareceu em investigação da SportsRadar, empresa que monitora movimentações suspeitas em apostas, por causa de um volume incomum de apostas de que ele, então jogador do Bétis (Espanha), e Lucas Paquetá, que atua no West Ham (Inglaterra), receberiam cartões amarelos em suas partidas --o que de fato ocorreu.

Ele não chegou a ser investigado na Espanha e foi vendido para o Botafogo em janeiro. O caso voltou à tona no mês passado, quando o UOL publicou detalhes da investigação. De acordo com a reportagem, familiares de Paquetá fizeram transferências que totalizavam R$ 40 mil para Luiz Henrique, dias após o atacante receber cartões amarelos enquanto ainda jogava pelo Bétis.

La Liga e a RFEF, a Federação Espanhola, responsáveis pelo futebol no país europeu, informaram na época que não abriram procedimentos disciplinares contra Luiz Henrique. Já o Botafogo citou um certificado da federação espanhola dizendo que não havia "investigação ou pendência jurídica" envolvendo o jogador.

Ao portal, empresário do jogador afirmou que Luiz Henrique já prestou os seus devidos esclarecimentos e negou qualquer ligação com irregularidades.

Dias depois, o UOL revelou que a Federação Inglesa havia solicitado a reportagem para anexá-la à investigação contra Lucas Paquetá, que corre o risco de ser banido do futebol.

Luiz Henrique foi contratado em operação que pode chegar a mais de 20 milhões de euros (mais de R$ 120 milhões), na maior contratação da história do futebol brasileiro em números absolutos. Ele lidera a equipe que está na semifinal da Copa Libertadores e em primeiro lugar no Campeonato Brasileiro.

O jogador estreou pela seleção brasileira em setembro e marcou seus dois primeiros gols pelo Brasil na última data Fifa, contra Peru e Chile.


A pausa no Campeonato Brasileiro fez com que os torcedores voltassem a atenção nos últimos dias para os jogos entre seleções, na penúltima janela do tipo no calendário de 2024. Ao todo, 15 dos 20 clubes que disputam o Brasileirão tiveram atletas que viajaram para defender suas seleções neste período de pausa, encerrado na terça-feira.

A imensa maioria atuou em partidas das Eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2026, mas também houve atletas que foram chamados por times de África, América Central e Europa. O ge fez um resumo de como os jogadores foram utilizados por suas seleções no período:

  • Joel Campbell (Costa Rica)

 

Atuou por 72 minutos na faixa direita do meio de campo da Costa Rica no empate por 1 a 1 contra o Suriname. Entrou aos 22 do segundo tempo na vitória por 3 a 0 sobre a Guatemala.

  • Alan Franco (Equador)

 

Teve atuação discreta no empate sem gols do Equador contra o Paraguai, em Quito. Também foi titular e atuou os 90 minutos no 0 a 0 desta terça com o Uruguai.

  • Júnior Alonso (Paraguai)

 

Suspenso, desfalcou o Paraguai no primeiro jogo da Data Fifa, o empate contra o Equador. Nesta terça, foi titular e fez o cruzamento para um dos gols de Sanabria na vitória sobre a Venezuela.

  • Vargas (Chile)

 

Marcou logo no segundo minuto da partida em Chile x Brasil, jogando ainda mais pressão sobre a seleção brasileira. No entanto, os chilenos não conseguiram segurar o placar e sofreram a virada no fim. Contra a Colômbia, nesta terça, foi titular novamente e jogou até os 14 do segundo tempo. Atuação discreta, como toda a seleção chilena, na goleada por 4 a 0 dos colombianos.

Vargas Paquetá Brasil Chile Santiago — Foto: Rodrigo Arangua/AFP

Vargas Paquetá Brasil Chile Santiago — Foto: Rodrigo Arangua/AFP

  • Luciano Rodríguez (Uruguai)

 

Entrou aos 45 do segundo tempo na decepcionante derrota do Uruguai para o Peru, dando apenas dois toques na bola. Não saiu do banco no empate com o Equador, nesta terça.

  • Santiago Arias (Colômbia)

 

Atuou os 90 minutos e teve boa participação defensiva na derrota para a Bolívia por 1 a 0, mas não conseguiu contribuir ofensivamente. Novamente titular nesta terça, por toda a partida, com boa atuação na goleada por 4 a 0 sobre o Chile.

  • Alex Telles (Brasil)

 

Não saiu do banco de reservas nas duas partidas do Brasil nesta Data Fifa, as vitórias sobre Chile e Peru.

  • Igor Jesus (Brasil)

 

Titular nos dois jogos do Brasil na Data Fifa, fez o primeiro gol na vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Chile 1 x 2 Brasil, além de boa movimentação em sua estreia na seleção. Nesta terça, atuou até os 31 do segundo tempo.

  • Luiz Henrique (Brasil)

 

Mesmo sem ser titular, foi um dos destaques do Brasil nesta Data Fifa. Contra o Chile, garantiu a vitória com um bonito chute colocado, quase no fim da partida. Nesta terça, novamente entrou no segundo tempo e deixou sua marca, fechando a goleada por 4 a 0 sobre o Peru.

Luiz Henrique Brasil Chile Santiago — Foto: Javier Torres/AFP

  • Bastos (Angola)

 

Atuou os 90 minutos nas duas vitórias da seleção angolana sobre Níger, nas eliminatórias da Copa Africana de Nações. No segundo jogo, nesta terça, deu a assistência para o gol de Zine no triunfo por 1 a 0, fora de casa.

  • Gatito Fernández (Paraguai)

 

Teve importante atuação no primeiro jogo do Paraguai, contra o Equador, fazendo cinco defesas e segurando o 0 a 0 fora de casa. Jogou novamente os 90 minutos na vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela.

  • Savarino (Venezuela)

 

Foi titular da Venezuela no empate em 1 a 1 contra a Argentina, mas ficou sumido do jogo. Foi substituído aos 21 do segundo tempo. Também foi titular na derrota por 2 a 1 para o Paraguai.

  • Thiago Almada (Argentina)

 

Foi titular da Argentina, mas pouco apareceu no empate com a Venezuela. Foi substituído no intervalo. Nesta terça, entrou no segundo tempo, com o jogo já resolvido, mas mostrou boa movimentação e fez um dos gols no 6 a 0 sobre a Bolívia.

  • Ángel Romero (Paraguai)

 

Entrou aos 30 minutos do segundo tempo de Equador 0 x 0 Paraguai e pouco participou do jogo. Nesta terça, entrou no intervalo na vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela.

  • Félix Torres (Equador)

 

Teve boa atuação no empate com o Paraguai, sendo seguro defensivamente e fazendo a saída de bola pelo lado direito. Jogou novamente os 90 minutos no empate com o Uruguai.

  • José Martínez (Venezuela)

 

Foi titular e importante na marcação no empate contra a Argentina. Recebeu um cartão amarelo que o tirou do segundo jogo, contra o Paraguai.

  • Matheus Pereira (Brasil)

 

Foi convocado apenas para o segundo jogo, contra o Peru, para suprir ausência do suspenso Lucas Paquetá. Entrou aos 31 do segundo tempo, no lugar de Igos Jesus, e arriscou um chute a gol, com perigo.

  • Isidro Pitta (Paraguai)

 

Entrou aos 22 minutos do segundo tempo no empate contra o Equador e pouco tocou na bola. Foi titular nesta terça na vitória por 2 a 1 sobre a Venezuela.

  • Arrascaeta (Uruguai)

 

Foi titular e esteve em campo em toda a derrota do Uruguai para o Peru. Teve atuação discreta, mas apareceu nas melhores chances uruguaias na partida. Jogou apenas o primeiro tempo no empate com o Equador nesta terça.

  • De La Cruz (Uruguai)

 

Não saiu do banco de reservas no primeiro jogo do Uruguai, contra o Peru. Nesta terça, contra o Equador, entrou no intervalo, no lugar de Arrascaeta.

  • Varela (Uruguai)

 

Atuou improvisado do lado direito de uma linha de três zagueiros na derrota do Uruguai para o Peru e demonstrou insegurança em alguns lances. Não saiu do banco nesta terça, no empate com o Equador.

  • Fabrício Bruno (Brasil)

 

Convocado após lesão de Éder Militão, o zagueiro ficou no banco de reservas nas duas vitórias do Brasil, sobre Chile e Peru.

  • Gerson (Brasil)

 

Entrou no início do segundo tempo da vitória do Brasil sobre o Chile e, apesar de não ter tido boa atuação individual, o funcionamento do meio de campo da Seleção melhorou após sua entrada. Ganhou vaga no time titular contra o Peru e atuou os 90 minutos na goleada por 4 a 0.

  • Plata (Equador)

 

Foi titular e jogou até os 21 minutos do segundo tempo, mas não foi efetivo pelo lado direito do ataque equatoriano no jogo contra o Paraguai. No empate com o Uruguai, novamente titular, saiu apenas nos acréscimos da partida.

  • Pulgar (Chile)

 

Suspenso, não participou da derrota do Chile para a seleção brasileira. Titular na goleada por 4 a 0 sofrida para a Colômbia, foi envolvido pelos adversários, como toda a equipe chilena. Saiu aos 38 minutos do segundo tempo e levou um cartão amarelo na partida.

  • Jhon Arias (Colômbia)

 

Atuando pelo lado direito de ataque, teve atuação apagada na derrota para a Bolívia. Nesta terça, contra o Chile, foi novamente titular na goleada por 4 a 0 sobre o Chile, substituído aos 31 do segundo tempo.

  • Facundo Bernal (Uruguai)

 

Convocado pela primeira vez pelo Uruguai, não teve chance de fazer sua estreia na seleção principal. Assistiu à derrota para o Peru do banco de reservas, e sequer foi relacionado no empate desta terça com o Equador.

  • Kervin Andrade (Venezuela)

 

Não saiu do banco de reservas no empate com a Argentina e também na derrota para o Paraguai.

  • Kuscevic (Chile)

 

Fez parte dos 90 minutos da atrapalhada defesa chilena no jogo contra o Brasil, que concedeu espaços ao ataque adversário. Nesta terça, jogou toda a partida novamente, com resultado ainda pior: 4 a 0 para a Colômbia.

  • Soteldo (Venezuela)

 

Atuou os 90 minutos, criou boas situações e deu assistência para o gol de Rondón no empate com a Argentina. Apesar da derrota para o Paraguai, voltou a ter participação no gol venezuelano, marcado por Aramburu.

  • Villasanti (Paraguai)

 

Entrou aos 31 minutos do segundo tempo de Equador 0 x 0 Paraguai e deu apenas dois toques na bola. Na vitória sobre a Venezuela, entrou apenas aos 43 do segundo tempo.

  • Enner Valencia (Equador)

 

Teve boa movimentação e obrigou Gatito Fernández a fazer três defesas em Equador x Paraguai. No empate com o Uruguai, foi titular e atuou até os 14 do segundo tempo.

  • Rochet (Uruguai)

 

Foi pouco exigido na derrota de 1 a 0 para o Peru, mas teve participação discutível no gol peruano. O cabeceio de Araujo foi em cima do goleiro colorado, que tocou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa. Foi titular novamente no 0 a 0 com o Equador.

  • Gustavo Gómez (Paraguai)

 

Foi titular e teve atuação segura durante os 90 minutos do empate fora de casa contra o Equador. Na vitória sobre a Venezuela, sofreu um pênalti, desperdiçado por Enciso.

  • Richard Ríos (Colômbia)

 

Entrou no início do segundo tempo da derrota da Colômbia para a Bolívia e teve boa participação ofensiva, levando perigo em dois chutes. Na goleada por 4 a 0 sobre o Chile, nesta terça, foi titular e jogou os 90 minutos, com boa atuação.

  • Weverton (Brasil)

 

Foi reserva nas duas vitórias brasileiras, sobre Chile e Peru.

  • Bobadilla (Paraguai)

 

Foi titular no primeiro jogo, contra o Equador, e teve grande importância defensiva para a equipe segurar 0 a 0. Foi substituído aos 31 minutos do segundo tempo. Na vitória sobre a Venezuela, entrou aos 35 do segundo tempo.

  • Ferraresi (Venezuela)

 

Atuou os 90 minutos do empate contra a Argentina, tendo importância defensiva, mas errando bastante na saída de bola. Na derrota para o Paraguai, cometeu um pênalti em Gustavo Gómez, mas sua falha não teve impacto no resultado - Enciso perdeu a cobrança.

  • Jamal Lewis (Irlanda do Norte)

 

Foi titular em Bielorrússia 0 x 0 Irlanda do Norte, na Liga C da Liga das Nações, e foi substituído aos 22 do segundo tempo. Nesta terça, ficou no banco na goleada por 5 a 0 sobre a Bulgária.

  • Pumita Rodríguez (Uruguai)

 

Não foi utilizado nos dois jogos do Uruguai, a derrota para o Peru e o empate com o Equador.


É difícil acompanhar o ritmo das mensagens no celular.

Enquanto coordena as categorias de base do Palmeiras, João Paulo Sampaio recebe de 20 a 30 vídeos por dia no WhatsApp, de pais, amigos, empresários, mostrando gols e melhores momentos de meninos que querem estar lá: na Academia de Futebol.

É o berço de Endrick, Luis Guilherme, Estêvão e que se tornou, em menos de uma década, o maior formador de joias em negociações milionárias do Brasil.

– Gastamos R$ 260 milhões e vendemos R$ 1,8 bilhão desde 2015 na base. Com Estêvão, foram R$ 350 milhões. — conta João Paulo, que é considerado uma das principais peças dessa engrenagem.
Palmeiras x Botafogo-SP, Estêvão e Endrick — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras x Botafogo-SP, Estêvão e Endrick — Foto: Marcos Ribolli

A história, contudo, nem sempre foi assim.

Entre 2013 e 2015, o clube vinha do segundo rebaixamento no Brasileiro, buscava se estruturar financeiramente e fez mais de 70 contratações ao futebol profissional.

Na base, estava longe de ter um histórico de revelação forte. E mesmo João Paulo Sampaio, que trabalhava no Vitória na época, admite essa realidade.

– Quando eu pegava o Palmeiras nas competições, para mim era menos um na chave. Nunca foi um dos principais formadores do país. — recorda.

Palmeiras investe na base e os crias recheiam o caixa do time

Naquele período, sob a gestão do então presidente Paulo Nobre, o clube deu um passo importante para a profissionalização e trouxe nomes dedicados a cada área do futebol, com Alexandre Mattos e Cícero Souza no principal, e João Paulo Sampaio na base.

Este último - o único dos três ainda no clube -, com um objetivo claro: transformar o Palmeiras em referência na formação de atletas.

Mas como isso seria possível?

João Paulo Sampaio e Leila Pereira, na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

João Paulo Sampaio e Leila Pereira, na Academia do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

As mudanças começaram na estrutura. O clube era muito grande na área administrativa e tinha mais assistentes sociais e psicólogos do que profissionais ligados ao campo, por exemplo. É o que explica o coordenador. Eram quatro treinadores e só dois captadores de novos atletas.

Aos poucos, eles redistribuíram os departamentos e triplicaram esses números, contando agora com 12 técnicos, no futsal e no campo, além de oito captadores distribuídos em quatro das cinco regiões do Brasil.

  • Três em São Paulo, sendo dois na capital e um no interior, em Pirassununga.
  • Mais dois no Sudeste, no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
  • Dois no Nordeste, no Recife e em Salvador.
  • E um no Centro-Oeste, em Goiânia.

 

– Temos captadores espalhados, mas no Palmeiras todo mundo faz captação, assiste a jogos. Isso é o mantra do clube. E a gente leva muitos times para o nosso CT. Falo que sou um scout na coordenação. Recebo uma média de 20 a 30 vídeos por dia e uma parte passo para alguns, outros eu vou vendo. Foi o caso de Endrick – lembra João Paulo.

Além da estrutura, o Palmeiras precisou mudar a mentalidade. Afinal, de que adiantaria encontrar os melhores jovens jogadores do Brasil e não conseguir mantê-los no clube?

Em uma época de Santos e São Paulo com as maiores revelações, e o alojamento de Cotia sendo um forte poder de convencimento, o Verdão escolheu humanizar o processo. É o que conta o técnico Eduardo Alemão, que esteve no clube por 10 anos e fez parte dessa estruturação.

– Trazer um jogador é um trabalho de convencimento. Você precisa provar que ele está no melhor lugar. Tem que mexer com ele, com a família. Acho que o mais importante foi humanizar o processo, e aí as coisas começaram a acontecer. Era de às vezes ir até o local para a família não ter que vir ao clube, ir conversar no fim de semana, dias em que de repente outros não iriam – diz Alemão.

Endrick autografa chuteiras de crianças no CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Endrick autografa chuteiras de crianças no CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

E aí as mudanças começaram a dar resultado.

Em 2016, o Palmeiras vendeu Gabriel Jesus ao Manchester City por 32,75 milhões de euros. Em 2017, passou a divulgar atletas ao futebol internacional. Em 2019, fez vendas ao exterior antes mesmo de estreias no profissional, como Luan Cândido ao RB Leipzig.

E em 2020 deu à base um papel fundamental no time de Vanderlei Luxemburgo, subindo sete deles, como Patrick de Paula, Gabriel Menino e Gabriel Veron. Foi a virada de chave.

– Começou com um investimento de R$ 17 milhões e agora gastamos em torno de R$ 30 milhões por ano, com funcionários, salários de jogadores, viagens internacionais. Esse é o orçamento da base.
— revela João Paulo.
Gabriel Jesus faz foto com Crias da Academia em visita ao CT da base do Palmeiras — Foto: Palmeiras

Gabriel Jesus faz foto com Crias da Academia em visita ao CT da base do Palmeiras — Foto: Palmeiras

Proibido treinadores. Somente formadores

 

Parte desse investimento está evidente nas estruturas do clube. Entre as novas instalações da Academia de Futebol 2 - o CT da base -, um campinho de terra e duas placas no alambrado chamam atenção. "Proibido treinadores. Somente formadores", diz uma. "Espaço de liberdade, improviso e autonomia", completa a outra.

"Proibido treinadores. Somente formadores", diz placa na entrada do campo de terra no CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Palmeiras / Palmeiras

"Proibido treinadores. Somente formadores", diz placa na entrada do campo de terra no CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Palmeiras / Palmeiras

Elas ficaram famosas pelas negociações milionárias do clube e são importantes para entender a metodologia de ensino adotada na base: a de autonomia e liberdade.

Essas placas sinalizam o campo criado para replicar as raízes do futebol brasileiro e utilizado uma vez na semana, por meninos dos 10 aos 15 anos.

– Quando é jogo, eles escolhem o time, falam quem vai sair, quem vai entrar e assim eles têm a vivência do treinador. A gente deixa eles se virarem.
— explica João Paulo.
Garcia, Vanderlan, Fabinho e Jhon Jhon no campinho de terra do CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Garcia, Vanderlan, Fabinho e Jhon Jhon no campinho de terra do CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Antes da inauguração do espaço no CT, o Palmeiras implementava essa metodologia em campinhos nas favelas de São Paulo. Adota a mesma dinâmica, aliás, na rotina desses atletas, para desenvolver o senso de autonomia, responsabilidade, e as viagens internacionais são exemplo disso.

– Meninos de 11 anos vão ao Japão, tomam a mala, despacham. A gente quer que eles estejam prontos para o mundo. Na Holanda não tem almoço, lanche é meio-dia, vamos comprar feijão ou vai comer o que tem. A gente se adapta ao lugar, não o lugar à gente – conta o coordenador, que fechou 10 torneios fora do Brasil no ano passado.

Atletas do Sub-11 do Palmeiras conquistaram o tetra da Bellmare Internacional Cup, no Japão — Foto: Divulgação / Palmeiras

Atletas do Sub-11 do Palmeiras conquistaram o tetra da Bellmare Internacional Cup, no Japão — Foto: Divulgação / Palmeiras

E qual o impacto disso tudo? Verdão tem direitos de 114 jogadores fora do clube

 

Ainda que a venda de joias como Endrick, Estêvão e Luis Guilherme domine as atenções, os ganhos do Palmeiras com sua revolução na base vão muito além: o clube calcula uma economia milionária na folha salarial do futebol e lucra até mesmo com atletas que seriam dispensados na formação.

Durante a pandemia, por exemplo, estima ter economizado em torno de R$ 5 milhões mensais na folha do time.

– Quando digo que tem 10 jogadores da base no profissional, eles ganham em média 13 vezes menos do que um jogador contratado da mesma posição. A folha mensal é menor e assim podemos trazer um Felipe Anderson. — diz João Paulo.

Felipe Anderson é apresentado no gramado do Allianz Parque antes de jogo do Palmeiras

Há lucro também com direitos de formação de atletas que não teriam espaço e terminam negociados prospectando ganhos futuros. Hoje, o Palmeiras guarda percentuais de 114 jogadores que estão em outros clubes.

– Esses jogadores seriam dispensados, mas hoje muitos querem, times da Série A e B, time europeu. A gente sai empregando eles. Nossos atletas normalmente são mais jovens porque adiantamos o processo sabendo que às vezes não vão jogar no Palmeiras e vão em outro clube.
— explica o coordenador.
Luis Guilherme, Endrick, Vanderlan e outras joias da base ao lado de João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Luis Guilherme, Endrick, Vanderlan e outras joias da base ao lado de João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Alguns casos:

  • O volante Breno, vendido pelo América-MG ao Shabab Al Ahli em negócio em torno de R$ 20 milhões, com 40% dos direitos econômicos do Palmeiras.
  • Meia Daniel Melo, vendido do Cruzeiro ao Vitória por 500 mil dólares.
  • Yan foi vendido inicialmente ao Moreirense por cerca de 300 mil dólares e depois negociado pelo clube português ao Yokohama por 3 milhões de euros. E o Palmeiras tinha direito a 50% dos valores.

Yan Matheus e um início arrasador como titular no Yokohama F-Marinos — Foto: J.League

Yan Matheus e um início arrasador como titular no Yokohama F-Marinos — Foto: J.League

Agora, com as mudanças de estrutura, metodologia e mais até do que pelo investimento na captação, o projeto do Palmeiras também atrai atletas. Ganhou peso em disputas, inclusive, por joias badaladas de rivais, tirando Kevyn Wallace do Flamengo, por exemplo, ainda no Sub-11.

Despediu-se de Endrick a caminho do Real Madrid, Luis Guilherme ao West Ham, Artur para a Rússia, Kevin na Ucrânia, e no próximo ano Estêvão para o Chelsea, na Inglaterra. O que pensam quando os veem passando pela porta da Academia?

– Sinceramente? – questiona o coordenador da base.

– Eu só me cobro para fazer mais. Claro que a gente fica orgulhoso, a marca vai ficar para sempre, mas não revelo ninguém. Quem revela é o clube. Sou uma peça da engrenagem. Estou olhando, brigando pelo próximo.

Vanderlan, Luis Guilherme, Endrick e Estêvão visitam o CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Vanderlan, Luis Guilherme, Endrick e Estêvão visitam o CT da base do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Palmeiras


Uma das modificações que o Vasco estuda fazer no projeto de reforma de São Januário diz respeito ao aumento da capacidade de público. O plano inicial era de um estádio para 47.383 pessoas, mas a diretoria pediu que o número fosse alterado para 57 mil.

Se isso acontecer, o Vasco entrará para o top-10 de arenas com maior capacidade de público no Brasil.

Estádios com maior capacidade de público no Brasil:

  1. Maracanã - Rio de Janeiro - 78.838 pessoas
  2. Mané Garrincha - Brasília - 72.788 pessoas
  3. Morumbis - São Paulo - 66.795 pessoas
  4. Castelão - Fortaleza - 63.903 pessoas
  5. Mineirão - Belo Horizonte - 61.846 pessoas
  6. Arruda - 57.000 pessoas
  7. Arena do Grêmio - Porto Alegre - 56.500 pessoas
  8. Beira-Rio - Porto Alegre - 56.000 pessoas
  9. Parque do Sabiá - Uberlândia/MG - 53.350 pessoas
  10. Arena Fonte Nova - Salvador - 50.025 pessoas

 

Levando em consideração apenas os estádios que pertencem a clubes, como é o caso de São Januário, o Vasco poderá ter a segunda arena com maior capacidade, junto com o Arruda, que pertence ao Santa Cruz. O líder neste recorte é o Morumbis, do São Paulo.

Para isso, o Vasco teria que conseguir modificar o projeto. O clube estuda a viabilidade operacional e de custos dessa mudança. O projeto final deve ser apresentado em breve.

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias

Projeto do Vasco para a reforma de São Januário — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias

A ideia é começar a obra após o fim do Brasileirão, mas o Vasco ainda precisa avançar na venda do potencial construtivo. O clube tinha um acordo avançado, mas não se concretizou e continua a busca por recursos para iniciar a reforma no tempo pretendido.

Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Grêmio foram os times mais pesquisados no Brasil no Google nos últimos 20 anos. Estes foram os clubes que mais atraíram a atenção do internauta e lideram a lista dos times mais pesquisados desde o início da série histórica do Google Trends, em 2004.

De acordo com o Trends, as buscas pela área de esportes aumentaram 50% comparando os últimos cinco anos com o período anterior. O interesse foi alavancado ainda mais com os resultados do último mês por causa das Olimpíadas de Paris. Nunca se pesquisou tanto no Brasil pela área de esportes como em agosto de 2024.

No futebol, os 10 clubes mais pesquisados desde 2004 têm os quatro maiores times de São Paulo, mas apenas dois do Rio de Janeiro. Confira a lista completa baixo:

  1. Flamengo
  2. Corinthians
  3. Palmeiras
  4. São Paulo
  5. Grêmio
  6. Vasco
  7. Internacional
  8. Cruzeiro
  9. Atlético-MG
  10. Santos

 

 — Foto: Infoesporte

— Foto: Infoesporte

Dono da maior torcida do país, o Rubro-Negro lidera o ranking e teve o mês de agosto de 2022 como o período de maior interesse pelo clube na série histórica. Naquele mês, o Flamengo viveu fase extraordinária em campo: oito vitórias e um empate em nove jogos. Veja a sequência dos comandados de Dorival Júnior no período:

  • Botafogo 0 x 1 Flamengo (24ª rodada do Brasileirão)
  • São Paulo 1 x 3 Flamengo (semifinal da Copa do Brasil)
  • Palmeiras 1 x 1 Flamengo (23ª rodada do Brasileirão)
  • Athletico-PR 0 x 1 Flamengo (quartas da Copa do Brasil)
  • Flamengo 5 x 0 Athletico-PR (22ª rodada do Brasileirão)
  • Flamengo 1 x 0 Corinthians (quartas da Libertadores)
  • São Paulo 0 x 2 Flamengo (21ª rodada do Brasileirão)
  • Corinthians 0 x 2 Flamengo (quartas da Libertadores)
  • Vélez Sarsfield 0 x 4 Flamengo (semifinal da Libertadores)

 

Pedro fez 3 gols na goleada sobre Vélez Sarsfield  — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Pedro fez 3 gols na goleada sobre Vélez Sarsfield — Foto: Luis ROBAYO / AFP

O Flamengo apresentou neste terça-feira seu novo técnico do time profissional, Filipe Luís. Depois de comandar as categorias Sub-17 e Sub-20 do clube ao longo de 2024, ele foi escolhido para substituir Tite, na condição de técnico efetivo, com contrato até dezembro de 2025.

Um dos pontos positivos ressaltados pelo presidente Rodolfo Landim na apresentação foi a proximidade de Filipe Luís com o elenco. Ele foi lateral do time rubro-negro entre 2019 e 2023. Ao todo, treinou com 21 jogadores.

— Tem os prós e contras. O pró é que conheço esse grupo como ninguém, eu sei das lideranças e o que acontece. Eu estava presente nesse grupo há cinco anos. Acho que só chegaram três ou quatro jogadores depois que me aposentei, eu conheço todos eles. E eu sei que vou tomar decisões que vão incomodar alguns jogadores e que alguns deles vão ficar bravos comigo, mas não é com o Filipe Luís pessoa, é com o Filipe Luís treinador. É importante separar — disse.

Uma das missões de Filipe Luís será tentar recuperar o bom futebol do time que, nesta reta final da temporada, apresenta uma queda de rendimento, que culminou na desclassificação da Libertadores e no distanciamento para os líderes do Brasileirão.

Essa melhora do grupo pode passar pela recuperação de um amigo de longa data do novo técnico, o atacante Gabigol, que vive momento de baixa.

— Eu sei da capacidade que tem o Gabriel, não importa o tempo de contrato, se são dois meses, dois anos ou cinco anos. Eu vou dar a vida por ele e por todos os jogadores para melhorar individualmente para que joguem coletivamente organizados. Que eles sejam peças dessa engrenagem, que façam a equipe funcionar — comentou.

— E eu vou fazer de tudo que está ao meu alcance para recuperar o melhor nível dele, o alto nível dele e o alto rendimento que ele tem e que já teve. E, assim que ele começar a falar no campo e começar a ser o Gabriel que eu conheci, com certeza ele irá recuperar os minutos de que ele precisa para poder ter uma sequência e desempenhar o melhor futebol dele — completou.

O tempo para pôr em prática seus conceitos e planos será curto. Filipe Luís terá nesta quarta-feira a responsabilidade de levar ao Maracanã um Flamengo competitivo para enfrentar o Corinthians no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O sucesso na competição pode salvar o ano cheio de tropeços do clube da Gávea.

Apresentação de Filipe Luis como tecnico do Flamengo — Foto: Reprodução/ge

Apresentação de Filipe Luis como tecnico do Flamengo — Foto: Reprodução/ge

Agora o técnico tenta otimizar seu tempo. Desde que acertou a ida ao profissional, na manhã de segunda-feira, ele começou a estudar intensamente o adversário de quarta para manter o time no páreo.

— Realmente é pouco tempo em apenas dois treinos, mas vou fazer alguns ajustes necessários nessa equipe e, pouco a pouco, implementar o meu modelo de jogo. Quero que seja um time muito incômodo para o adversário, que saiba competir em todas as fases do jogo, e que seja um time compacto. Espero poder ver isso nesse jogo, mas a gente sabe que joga contra um adversário que está numa crescente e que vem para incomodar.

Filipe Luís fez parte do elenco rubro-negro entre 2019 e 2023. E já treinou com 21 jogadores do atual plantel: Matheus Cunha, Rossi, Léo Pereira, David Luiz, Cleiton, Fabrício Bruno, Varela, Wesley, Ayrton Lucas, Erick Pulgar, Gerson, Allan, Matheus Gonçalves, Lorran, Arrascaeta, Gabigol, Bruno Henrique, Michael, Pedro, Cebolinha e Luiz Araújo.

O treinador assume a equipe principal com três auxiliares técnicos: Ivan Palanco, Márcio Torres e Daniel Alegria. Além deles, o preparador físico Diogo Linhares também formará a comissão técnica. Ivan, Márcio e Diogo trabalharam com o técnico no sub-20, e Daniel somente no sub-17.

Veja outras respostas de Filipe Luís:

 

Apoio

- Agradecer o carinho, sei que a expectativa é muito alta. E eu gostaria muito que a comunhão exista durante o jogo. Eu vi essa torcida ganhar jogo para a gente, eu senti essa energia. A gente precisa recuperar isso, que o estádio não esteja dividido. Que essa torcida esteja sempre animando o nosso time. Trabalho não vai faltar. Tanto eu quanto todos os jogadores vamos continuar dando a vida em campo para convencê-los em campo de que eles devam apoiar a gente.

Camisa de Filipe Luís no Flamengo — Foto: ge

Camisa de Filipe Luís no Flamengo — Foto: ge

Relação com o time

- Não vou ter especial cuidado por algum deles, obviamente que todos são diferentes, todos merecem serem tratados de forma diferente, mas sempre colocando o Flamengo e a equipe em primeiro lugar. São esses valores com os quais me guio para não confundir nunca amizade com profissionalismo.

Mais sobre Gabigol

- Eu vou estar para ajudar o Gabriel, mas não estou aqui só para melhorar o Gabriel. Estou aqui para melhorar a equipe. Vou tentar melhorar Gabriel, Bruno Henrique, Carlinhos e quem estiver no gramado em determinado jogo. Vou dar todas as instruções, que é a única forma que tenho de respeitar a todos.

Como melhorar um Flamengo que tocava muito para o lado e não finalizava?

- Primeiro quero dizer que eu não quero me comparar com nenhum dos trabalhos anteriores. O que foi feito ficou para trás, e eu quero começar uma nova história, um novo Flamengo com a minha cara. Eu pego um time que não é um caos. Não é um time com jogadores descompromissados, caras que não querem correr.

- Pego um time, sim, que tem organização. Tite deixou muitas coisas boas de herança para esse time. E deixou o time também com uma vitória. Eu pego um time com ajustes que vou fazer sob a meu modelo de jogo, que é fazer o time competir da melhor forma, isso significa: atacar e defender bem à minha maneira. Não é melhorar o que o Tite fez, é fazer da minha forma. São alguns ajustes que precisam de certo tempo, mas que com trabalho e principalmente vídeo, em que a gente não vai ter tempo para treinar, vai tentar corrigir.

Conversou com alguém antes de assumir o Flamengo?

- Assim que saiu a notícia, obviamente recebi muitas mensagens, muitas mensagens muito legais, mas sinceramente peguei o computador, comecei a estudar o nosso time, o Corinthians, e a me dedicar totalmente.

- Recebi mensagens de alguns treinadores, de alguns auxiliares também. Me deixa muito feliz e honrado porque o carinho que eles têm por mim foi porque a gente teve uma vivência muito boa quando trabalhou junto. Esse respeito eu conquistei, mas tem muita mensagem legal.

Inspiração de outros técnicos campeões formados na Gávea?

- Não só eles, mas também todos os treinadores que passaram antes. A exigência aqui é máxima, tem que ganhar. E eu quero, como treinador, fazer uma nova história. Não quero que me comparem com nenhum outro treinador. Eu quero que todo mundo pense daqui para frente. Respeito e fico muito feliz por todos que conquistaram e escreveram seus nomes na história, mas agora quero ver o novo Flamengo, que é o meu Flamengo, o Flamengo do Filipe Luís.

- Respeito, admiro a todos, aprendi com muitos treinadores que trabalharam comigo aqui. Agradeço muito a todos que passaram antes, que fizeram história aqui e que ajudaram o nosso clube a crescer, mas agora é desse ponto para frente.

Simeone disse que vai acompanhar o trabalho dele. Qual a influência do treinador argentino?

- Muito feliz saber que ele falou isso de mim, o admiro muito. Já falei muitas vezes que ele foi o cara que mudou o chip da minha cabeça. Foi ele o grande culpado de eu estar sentado aqui. Nunca me interessei, mas depois que entendi que um treinador era capaz de mudar a vida de uma pessoa, eu falei: "Tenho que ser isso também".

- Sempre fui um cara muito questionador, perguntei muito, aprendi muito, continuo acertando e errando. Nenhuma pessoa cria tudo sozinho, então é importante trocar figurinha com treinadores. Se ele vai nos acompanhar, é um privilégio, mas também o sigo bastante e analiso bastante o time dele, porque com certeza tem muita coisa para aprender ali.

Duelo contra o Corinthians

- Realmente é pouco tempo em apenas dois treinos, mas vou fazer alguns ajustes necessários nessa equipe e, pouco a pouco, implementar o meu modelo de jogo. Quero que seja um time muito incômodo para o adversário, que saiba competir em todas as fases do jogo, e que seja um time compacto. Espero poder ver isso nesse jogo, mas a gente sabe que joga contra um adversário que está numa crescente e que vem para incomodar.

- Desde ontem de manhã venho preparando e estudando ao máximo o Corinthians para fazer um grande jogo e recuperar o carinho da torcida.

Jogo ideal para estrear

- Eu acho o melhor jogo para poder estrear que seja um jogo importante. Um jogo onde tem pressão, peso, uma semifinal. Quando eu jogava, o mais difícil era motivar para um jogo que não tivesse muita transcendência, ou até mesmo numa fase do campeonato em que o time não consegue se motivar tanto.

- Nesse jogo, não é preciso motivar ninguém. Os jogadores estão super motivados, todos querem passar. E, para isso, precisamos fazer um jogo de excelência e tentando ir recuperando a confiança para poder fazer com que os jogadores se sintam confortáveis com a bola, onde eles possam saber perfeitamente onde o companheiro está. E que a qualidade possa se juntar e aparecer cada vez mais nesse modelo de jogo.

Chegada rápida ao profissional

- Nunca pensei em começar diretamente no profissional. Não acredito que a idade traga experiência, mas sim as vivências que você teve. Eu tive muitas vivências no futebol, mas, sim, sou um treinador jovem. Por mais que durante muitos anos eu já pensasse como treinador e conversasse com treinadores, visitando-os na Europa durante as férias, não é a mesma coisa. Eu me preparei muito, mas não é a mesma coisa só se preparar do que vivenciar no campo. Essa passagem pela base era fundamental para conhecer. Montar metodologia de treino, ver realmente se o time conseguiria jogar da maneira que eu sonhava em casa.

- Pouco a pouco eu fui vendo essa evolução, fui me sentindo melhor, mais confortável em campo. Montei uma comissão que eu sempre falo: é importante sempre se cercar de pessoas mais inteligentes do que a gente. Consegui um grupo muito forte na minha comissão, que me ajuda muito, e eu sei delegar muito bem nesse sentido. E a gente montou um método de trabalho para quando chegasse a oportunidade, eu me sentisse o mais seguro e preparado possível.

Sonhos no Flamengo

- Estava ali embaixo, estava perto (risos). Me preparei muito para esse momento aqui e estou muito feliz. Desafio muito importante e, como já falei para todos que trabalham no CT, preciso de todos. Esse desafio pode parecer uma pressão gigantesca, mas para mim é um privilégio poder liderar e guiar o melhor elenco da América até o caminho onde quero leva, em sua primeira declaração pública como técnico do time profissional.

- Meu sonho é ganhar quarta-feira, amanhã contra o Corinthians. Esse é o meu primeiro sonho.

- E, sinceramente, no domingo eu estava preparando o jogo contra o Porto Vitória, pela Copa do Brasil Sub-20. E eu não consigo no futebol, principalmente como treinador, pensar uma semana à frente. Penso jogo a jogo (três vezes), uma coisa que aprendi e que me fez muito bem como jogador.

- Obviamente que o objetivo do Flamengo é sempre lutar por tudo, e eu sei desse peso, não tenho medo e não fujo dessa responsabilidade.

Se eu não fizer jogar, eu sou o culpado

- Com o elenco e os jogadores que tenho ali dentro do vestiário, eu tenho que fazer jogar. E se eu não fizer jogar, obviamente que eu sou o culpado, porque eu sou o maior responsável por esses jogadores. E eu assumo essa responsabilidade com a maior alegria e como o maior privilégio do mundo.

- Então esse é o meu principal objetivo: ganhar, recuperar a confiança, que esses jogadores possam se divertir dentro do campo, que a gente possa juntar essa comunhão com a torcida e que a gente fale em campo para que eles possam animar na arquibancada. Aí não tenho nenhuma dúvida que aí vai sozinho. Esse clube quando a torcida está junta com o time ninguém para.

- Falta de DNA na estrutura do Flamengo talvez tenha atrapalhado?

- Na primeira semana em que eu estava no sub-17 e na base, a gente teve várias reuniões onde se falou muito do DNA rubro-negro e sobre a forma que o clube tem que jogar. É evidente o que a torcida quer: não vale só ganhar, a gente já sabe disso, eu já sei disso.

- A estrutura está aí, mas fazer o time jogar da maneira que a torcida quer não é fácil. Acontecem muitas coisas durante o ano que podem desvirtuar e tirar do caminho desse jogo tão ofensivo.

- Desde que eu vivi 2019, se compara muito com o passado. Por isso que eu falo: é muito importante saber que vamos escrever uma nova história. O futebol vem se reinventando constantemente, se pode ganhar de várias formas. O Flamengo quer ganhar de uma concreta, que é sempre pressionando e atacante o adversário.

- Isso é inegociável, muitas vezes vamos correr riscos exagerados para jogar da forma que a torcida do Flamengo quer. E vamos correr esse risco, eu não tenho medo de correr esse risco porque eu quero que o time pressione e ande para frente. Muitas vezes pode acontecer algo de errado, mas o treinador tem que tomar decisões e ter coragem para isso. Me sinto preparado.

Em algum momento pensou em não aceitar o convite para assumir o time profissional?

- O Flamengo foi me buscar em Madri. Agora eles me vieram me buscar no campo 6, na base. É óbvio que eu vou aceitar, é impossível dizer não para o Flamengo. É um desafio muito importante que não teve nenhum tipo de negociação, porque obviamente estou onde quero estar.

Parte defensiva do Flamengo

- A fase defensiva do Flamengo, na minha visão, não está ruim. O Flamengo vem sofrendo muitos gols de transição e alguns de bola parada. Cada um tem uma forma de defender a bola parada, eu tenho outra, que é a minha forma de defender. Claro que aprendi de experiências de outros treinadores e do que vejo no futebol atual, que vai mudando. A minha forma de defender não é a mesma que eu pensava há dois anos porque as jogadas também vão se atualizando. E pretendo passar isso nos treinos para que a gente possa defender da melhor maneira possível a bola parada e ser uma força, não uma fraqueza.

Passado rubro-negro, preocupação com o escudo e lembranças com avô

- Obviamente que a história que vem se escrevendo é muito linda, mas ela precisa continuar sendo linda, e isso passa por ganhar na quarta-feira. Sou muito agradecido por tudo que vivi até agora e por tudo que fizeram por mim até hoje. Sou muito agradecimento aos meus companheiros e à torcida por tudo que aconteceu até hoje, mas minha história começa de novo na quarta-feira.

- E eu sei que se a gente não ganhar quarta-feira e o time não for bem, é outra história nova. Meu principal objetivo é continuar melhorando minha relação com a torcida com vitórias, não com palavras ou gestos, é com vitória. Esse é o meu foco nesse momento.

O que pensa do rodízio de goleiros e se Matheus Cunha será titular?

- Sobre os goleiros, amanhã às 20h45 sai a escalação, aí vocês vão poder acompanhar.

O que pensa do Corinthians?

- Time muito forte, contra o Fortaleza fez um jogo muito agressivo. Tem um contra-ataque muito forte com o Yuri. Romero e Garro são jogadores muito interessantes, na frente são perigosas. Pressionam de uma forma que é difícil romper a pressão, de sair. E eles vêm melhorando, vêm crescendo no campeonato, principalmente na Copa do Brasil eles parecem ser um time completamente diferente. Esperamos a melhor versão deles porque isso não é novidade: contra o Flamengo todo mundo joga o jogo da vida, isso que é importante. Que a gente se prepare para o jogo da vida.

O treinador Filipe Luís foca mais no esquema mais compactado no 4-4-2 ou prefere mais espaçado no 4-3-3?

- Pode ter certeza que o 4-4-2 do Jorge não é o mesmo 4-4-2 do Filipe ou do Guardiola e nem de ninguém. Ninguém consegue fazer um 4-4-2 igual, cada um tem seus detalhes e peculiaridades que fazem ser diferente. Então o 4-4-2 ou 4-3-3 do Tite ou do Guardiola não serão iguais. Por isso falo: é daqui para frente. É o 4-4-2, 4-3-3 ou 3-4-3 do Filipe Luís. O sistema que a gente for jogar vai muito em função de como vem o adversário para dar vantagem de espaço e tempo para nossos jogadores jogarem. Isso vou analisar de acordo com cada adversário para que eles possam desempenhar e mostrar para eles que juntos, todos seguindo na mesma direção com um modelo de jogo claro, possam explorar a qualidade que eles têm para que ela venha à tona.

Utilização da base

- Primeiro, a base do Flamengo é um espetáculo. Privilégio e prazer trabalhar na base, tem muitos jogadores bons. Gosto do momento. Se é de um jogador ou de outro, não tem idade, cor nem nada. É o melhor. Se tiver 16 anos, vai jogar. Se tiver 40 vai jogar. A vantagem é que conheço do sub-15 até o sub-20 todos os jogadores. Se entrar, eu conheço, já trabalhei com eles e tive experiências únicas. Espero que tenham aprendido e tenham lembranças boas. Muitos deles vão estar aqui, outros não. Futebol é dinâmico, muda de um dia para outro. Como jogador, você dorme pobre e acorda rico. Para eles, é saber que com trabalho e talento, qualquer um daqueles garotos pode estar aqui.

Vai priorizar alguma competição?

- Planejamento é o jogo de amanhã (risos), mas posso avançar que não gosto muito de poupar. Claro que na minha visão que eu entendo por futebol, a gente tem que ir com as melhores peças no momento ideal. Muitas vezes vão se alguns jogadores, outras vezes serão outros pelo momento que vivem, pelo físico que estejam ou por parte mental ou técnica. Por existem mudanças, mas gosto de tratar todas as competições como importantes, mesmo sabendo a dificuldade que esses jogos têm, mas ter bastante jogos na temporada é um privilégio. Isso quer dizer que esse elenco vai mostrar a força dele, porque temos um elenco altamente qualificado. Porque a gente pode repor as peças porque os reservas são do mesmo nível dos titulares. Quando o calendário está apertado, a gente pode ver isso.

Conversou com Tite e se batiam papo quando o treinador estava no clube?

- Primeiro: tenho um carinho gigante pelo Tite, aprendi muito com ele. Fui muito feliz ao lado dele, fomos para uma Copa do Mundo juntos. Tenho respeito enorme, a gente conversava muito semanalmente por causa dos jogadores do sub-20.

- Algumas vezes ele pedia o grupo todo (sub-20) para vir treinar contra o profissional, a gente subia junto, a gente conversava e trocava ideias sobre os garotos e o time.

- Tenho só elogios a ele, não tenho o que falar. E não deixa o time um caos. Ele deixa um grupo querendo, com vontade e incomodado por estar nessa situação. Sou muito agradecido por tudo que ele fez por mim.

- Realmente ocupo um lugar que um treinador deixa. Daqui a um tempo, não sei quanto, espero que muito tempo, outro treinador ocupará esse lugar aqui, e o Flamengo continuará aqui. E ninguém é mais importante do que o Flamengo. Quando eu sento aqui, eu já sei da responsabilidade que tem esse cargo. Só desejar o melhor na carreira dele e agradecer a tudo que ele fez por mim.

Se caiu a ficha

- Não é que caiu a ficha. Sou muito de viver o momento, no próximo jogo. Não sou de "cheguei lá". Não gosto nem que fiquem dando parabéns pelo que conseguiu no passado. Daqui para frente. Vamos pensar no próximo jogo, título. Não posso parar. No futebol se você para, não anda mais. O recado para a torcida é dentro de campo. Posso falar mil coisas aqui. O recado em campo, fazendo o time competitivo na mesma direção.


O Corinthians foi prejudicado com a alteração de data do jogo de volta da Copa do Brasil?

O Corinthians terá de pagar R$ 500 mil ao Flamengo para usar o goleiro Hugo Souza na primeira semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Maracanã. Este valor está estipulado no contrato de empréstimo do jogador pelo Rubro-Negro ao Timão.

Inicialmente, o Corinthians vinha trabalhando com a ideia de comprar Hugo Souza nesta terça-feira, o que livraria o clube de pagar a indenização para escalar o goleiro. No domingo, o presidente Augusto Melo chegou a declarar que a aquisição seria fechada no primeiro dia de outubro.

Porém, houve uma confusão por parte de Augusto Melo. O contrato estabelece que a compra só pode ser realizada a partir do dia 10 de outubro.

Se efetivar a aquisição nesta data, o Corinthians não precisará pagar mais R$ 500 mil para escalar Hugo no jogo de volta, previsto para o dia 20 deste mês.

Para ficar com o jogador em definitivo, o Timão terá que depositar 800 mil euros ao Flamengo, cerca de R$ 4,85 milhões na cotação atual. Com esse valor, o Timão garantirá 50% dos direitos econômicos do atleta.

Hugo Souza, do Corinthians, contra o Bragantino — Foto: Marcos Ribolli

Na partida válida pelo Brasileirão, no início de setembro, o Corinthians precisou desembolsar R$ 500 mil para ter Hugo Souza contra o Flamengo.

Pelo empréstimo até o fim do ano, o Timão já pagou 200 mil euros (R$ 1,19 milhão) ao Rubro-Negro.

Hugo já disputou 20 partidas pelo Corinthians e sofreu 18 gols. O goleiro, que foi contratado depois das saídas de Cássio e Carlos Miguel, tem se tornado um líder fora de campo, comandando a reformulação feita no elenco durante a gestão de Augusto Melo.

A CBF ainda não divulgou as datas das semifinais da Copa do Brasil, que começam a ser disputadas na semana que vem. O principal motivo é a dificuldade em adequar os duelos de volta, que serão jogados após a Data Fifa. Durante o Seleção sportv desta quarta-feira, o apresentador André Rizek apresentou a solução sugerida pelo Flamengo à CBF e aos clubes.

Flamengo x Corinthians e Atlético-MG x Vasco são os confrontos. Os jogos acontecem nas semanas dos dias 2 e 16 de outubro.

 

O Flamengo quer antecipar seu jogo e o do Corinthians da 30ª rodada do Brasileirão. Desta forma, o Rubro-Negro enfrentaria o Fluminense em uma quarta-feira (16/10), no Maracanã, e o Corinthians receberia o Athletico no mesmo dia, na NeoQuímica Arena. Ambos os jogos estão previstos para o fim de semana dos dias 19 e 20. Assim, a partida de volta da semifinal da Copa do Brasil seria realizada no sábado, dia 19, em São Paulo.

Troféu da Copa do Brasil 2024 — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Troféu da Copa do Brasil 2024 — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Se o jogo acontecesse no dia 16, os times jogariam desfalcados por conta das convocações, já que a Data Fifa termina dia 15. Se o duelo fosse marcado para o dia 17, uma quinta-feira, o Corinthians seria obrigado a jogar domingo (20) pelo Brasileiro, mas tem chance de entrar em campo na terça (22) pela semifinal da Sul-Americana.

O Corinthians ainda não respondeu sobre a proposta do Flamengo. Procurado, o Fluminense diz que não foi consultado sobre o assunto.

O time carioca recebeu na semana passada a notificação dos pré-convocados para a Data Fifa de outubro - agendada entre os dias 7 e 15. Ao todo, nove atletas apareceram na lista de suas respectivas seleções. É verdade que esta não é a convocação final, mas o Flamengo já trabalha para minimizar os problemas. Por isso a sugestão de alterar a data da Copa do Brasil.

Dorival Jr. enviou a lista larga com quatro rubro-negros: Fabrício Bruno, Ayrton Lucas, Léo Ortiz e Gerson. Erick Pulgar aparece na lista do Chile, assim como os uruguaios Varela, De la Cruz e Arrascaeta. A programação dos uruguaios já está definida: chegarão ao Rio em jato fretado no início da noite da quarta, dia 16.

A novidade é o recém-contratado Gonzalo Plata, que voltou a aparecer entre os pré-convocados do Equador. O jogador ficou fora da Copa América e das últimas convocações de Sebastián Beccacece por conta de indisciplina.

Brasil

  • 10/10: Chile x Brasil, em Santiago
  • 15/10: Brasil x Peru, em Brasília (21h45)

 

Chile

  • 10/10: Chile x Brasil, em Santiago
  • 15/10: Colômbia x Chile, em Barranquilla (17h30)

 

Uruguai

  • 11/10: Peru x Uruguai, em Lima
  • 15/10: Uruguai x Equador, em Montevideu (20h30)

Mohammed Ben Sulayem citou linguagem adotada por rappers para falar de palavrões usados na Fórmula 1

Lewis Hamilton critica fala com "elemento racista" de presidente da FIA
Divulgação/F1

 

Lewis Hamilton criticou o presidente da Federaçao Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, por uma fala que considerou racista a respeito da linguagem usada na Fórmula 1 atualmente.

Ao comentar a tentativa de “limpar a transmissão da F1” do uso de palavrôes, Sulayem usou como exemplo a linguagem adotada por rappers em suas músicas.

“Tem uma diferença entre o nosso esporte o automobilismo, e músicas de rap. Nós não somos rappers. Quantas vezes por minuto eles usam a palvra com “F” (fuck)? Aqui não usamos tanto, mas eles são eles e nós somos nós. Estamos fazendo o que podemos para minimizar isso. Porque se você estiver em casa no sofá com seus filhos assistindo a corrida e um dos drivers de repente começa a usar linguagem chula, como seus filhos reagirão? O que o ‘seu’ esporte lhes ensina?”,disse em uma entrevista deletada no site MotorSport.com.

Apesar de Hamilton concordar que é necessário que os pilotos da F1 tenham cuidado com as palvras que usam no rádio, o heptcampeão criticiou a comparação feita pelo presidente da FIA.

"Não gosto de como ele se expressou, falando 'rappers', é muito estereotipado. E a maioria dos rappers são negros. Foi uma escolha errada de palavras. Há um elemento racista aí", disse o piloto da Mercedes.

A relação entre Hamilton e Sulayem nunca foi boa. E se deteriorou ainda mais quando o presidente da Federação criticou o ativismo de Hamilton e Vettel na F1, já que ambos os pilotos correram com capacetes com arco-íris LGBT em países de religião majoritariamente muçulmana. Uma cena que também chamou atenção em 2024 foi a forma fria com que Hamilton cumprimentou o dirigente após vencer o GP da Inglaterra.

 

A Comissão Estatal contra Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância no Esporte, do governo da Espanha, anunciou nesta terça-feira sanção "muito grave", nas palavras do órgão, de multa de 60 mil euros (cerca de R$ 370,5 mil) e proibição de acesso a recintos esportivos por dois anos, a um torcedor identificado como autor de insultos racistas ao atacante Vinicius Junior, do Real Madrid.

Vinicius Junior Vini Jr Real Sociedad Real Madrid La Liga Campeonato Espanhol — Foto: REUTERS/Vincent West

Vinicius Junior Vini Jr Real Sociedad Real Madrid La Liga Campeonato Espanhol — Foto: REUTERS/Vincent West

Essas ações racistas ocorreram na rede social "X", o antigo Twitter. A comissão do Ministério do Esporte da Espanha também decidiu encaminhar as informações para o Ministério Público, para investigar se o caso se configura como crime de ódio.

Foi identificado que esse sujeito difundiu, reiteradamente, "insultos de caráter racistas e imagens do mesmo tipo" contra o atacante.

Em julho, um racista foi condenado a oito meses de prisão por ataques a Vinicius Junior e Rüdiger, companheiro de elenco do brasileiro no Real Madrid. As agressões daquela vez também foram feitas pela internet, em comentários na página do jornal "Marca".

E em junho, três torcedores do Valencia foram condenados a oito meses de prisão por ataques racistas a Vini Jr, em maio de 2023, no estádio Mestalla, durante jogo pelo Campeonato Espanhol. Eles também foram punidos com a proibição de entrar em qualquer estádio de futebol por dois anos, além de multas. Foi o primeiro caso de condenação por racismo na Espanha.

A última batalha do Imperador. O ex-atacante Adriano vai voltar aos gramados para um jogo de despedida: um amistoso no dia 15 de dezembro, no Maracanã, com ex-companheiros de Flamengo e Inter de Milão, da Itália, clubes que ele mais defendeu na carreira. Aos 42 anos, Didico vai jogar um tempo por cada time.

- Muita gente me pedia essa despedida. Apesar de ter parado há alguns anos, faltava essa partida para finalizar meu ciclo. Eu devia isso a todos que torceram e ainda torcem por mim - afirmou.

Revelado pelo Flamengo, Adriano fez 94 partidas e 46 gols no profissional do clube em duas passagens: a primeira em 2000 e 2001, quando participou do bicampeonato carioca e da conquista da Copa dos Campeões; e a segunda em 2009 e 2010, quando voltou da Europa e foi campeão brasileiro. Na Inter de Milão, entre 2001 e 2009, foram 177 jogos, 74 gols e sete títulos: quatro campeonatos italianos, duas Copas da Itália e uma Supercopa da Itália, além do apelido de Imperador que virou seu "sobrenome".

Adriano Jogo das Estrelas em 2017 — Foto: Alexandre Durão

Adriano Jogo das Estrelas em 2017 — Foto: Alexandre Durão

Adriano não joga profissionalmente desde 2016, quando vestiu a camisa do modesto Miami United em apenas dois jogos na Quarta Divisão dos Estados Unidos. Na época, ele estava com 33 anos e voltava a jogar depois de dois anos sem clube após deixar o Athletico-PR. Nos últimos anos, ele participou do Jogo das Estrelas organizado por Zico e do Futebol Solidário para arrecadar fundos para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul.

Adriano comemora um gol pelo Flamengo em 2010 — Foto: vipcomm

Adriano comemora um gol pelo Flamengo em 2010 — Foto: vipcomm

O projeto do jogo especial de despedida de Adriano é organizado pela empresa "MTR7" em parceria com a "MCAsport" e a "Diogo Souza Advogados". Como anfitrião, o Imperador será o responsável por convidar e convocar todos os jogadores para o evento.

Joelson Aguilar dos Santos, ex-gerente das contas de pessoa jurídica de Dudu no banco Bradesco, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira. Esta é parte da investigação sobre o desfalque sofrido pelo atacante do Palmeiras, que já passa de R$ 20 milhões.

O mandado de prisão havia sido expedido no dia 21 de agosto e foi executado nesta manhã. Ele ficará detido por cinco dias, com possibilidade de renovação por mais cinco.

Dudu e Thiago Donda após a renovação do atacante com o Palmeiras, em 2022 — Foto: Arquivo Pessoal

Dudu e Thiago Donda após a renovação do atacante com o Palmeiras, em 2022 — Foto: Arquivo Pessoal

Thiago Donda, ex-braço direito do jogador e outro envolvido na investigação, também teve mandado de prisão expedido, mas não há informações de que foi encontrado até agora.

Tanto Joelson quanto Thiago Donda já passaram por busca e apreensão policial em março. Eles são citados como possíveis envolvidos na movimentação irregular nas contas do atacante do Palmeiras.

A defesa de Joelson foi procurada e disse não estar sabendo do mandado de prisão. Já o advogado de Thiago Donda recebeu com "absoluta surpresa" a decisão da Justiça.

– Recebemos com absoluta surpresa a decretação da prisão temporária, especialmente considerando que os autos não trazem qualquer elemento que justifique essa medida extrema. Não há, de forma alguma, indícios ou circunstâncias que apontem para a necessidade dessa privação de liberdade, seja para a preservação da ordem pública, para evitar prejuízo às investigações ou por qualquer outro fundamento legal – disse Wellington Martins, advogado de Thiago.

– A decisão, além de desproporcional, parece desprovida de base jurídica sólida. Diante disso, é evidente que vamos requerer a reavaliação imediata dessa média, pois a manutenção dessa ordem se revela não apenas injusta, mas também completamente desnecessária – acrescentou.

A assessoria de imprensa de Dudu enviou a seguinte nota:

– O caso está sendo conduzido por sua equipe jurídica, liderada pela Dra. Adriana Cury e pelo Dr. Cid Vieira. Os advogados acreditam que as ordens de prisão de Thiago Donda, ex-assessor pessoal do jogador, e Joelson Aguilar dos Santos, ex-gerente do Banco Bradesco e responsável pelas contas bancárias do atleta, na época dos acontecimentos, são reflexo direto do que o inquérito policial apurou até o momento.

Entenda todo o caso

 

Já havia até um acordo com o governo para quitar o débito, além de execuções ajuizadas desde 2022, tudo sem conhecimento do camisa 7.

Dudu, do Palmeiras, e Thiago Donda — Foto: Arquivo Pessoal

Dudu, do Palmeiras, e Thiago Donda — Foto: Arquivo Pessoal

Os advogados do atacante do Palmeiras entendem que Thiago Donda poderia estar usando o valor que deveria ser para pagar os impostos da empresa aberta do jogador de forma indevida.

Thiago era assessor de Dudu e com o tempo começou a ter acesso às finanças do atacante e movimentar as contas, sem anuência dele, mas autorizado por funcionários do banco.

Desde então, iniciou-se uma auditoria para levantar o que vinha acontecendo, e os advogados do atleta pediram a abertura de inquérito, em que já eram citados como possíveis envolvidos Thiago Donda, Joelson e Thiago Rocha, ex-escrevente do 19º Cartório de Registro Civil de São Paulo, onde eram reconhecidas as assinaturas falsas.

Os advogados de Dudu entendem que houve uma série de fraudes:

  • Transferências e pagamentos de valores para conta de terceiros utilizando fichas internas com assinatura falsas
  • Compensações de cheques com assinaturas falsas
  • Débitos nas contas bancárias de produtos ofertados pela entidade bancária sem contratação e conhecimento das vítima
  • Operações de empréstimos mediante oferta de produtos
  • Venda de Títulos de Capitalização sem autorização da vítima
  • Transferências de valores para conta de terceiros com autorizações preenchidas pelo gerente sem anuência do correntista e transferências de veículos sem anuência
  • Falsificações de assinatura
  • Baixas de aplicações financeiras e resgates de ativos financeiros sem conhecimento da vítima
  • Utilização de PIX e TED não autorizadas

 

Ainda que Thiago Donda seja citado como possível responsável, há o entendimento da acusação de que o ex-assessor não atuou sozinho e teve anuência de funcionários no Bradesco e também do 19º Cartório de Registro Civil de São Paulo.

Thiago Donda foi padrinho de casamento de Dudu, atacante do Palmeiras — Foto: Arquivo Pessoal

Thiago Donda foi padrinho de casamento de Dudu, atacante do Palmeiras — Foto: Arquivo Pessoal

No pedido de abertura de inquérito, a acusação também diz ter indícios de que o Donda abriu em 2021 a Nido Clínica de Estética Avançada e Medicina Esportiva com quantias retiradas das contas do jogador do Palmeiras sem seu consentimento.

Estão sendo avaliados crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa.

Dudu e sua equipe contrataram uma empresa de auditoria para levantar o valor total do desfalque. O cálculo não está fechado, mas já chega a uma quantia parcial de R$ 22 milhões.

A revista France Football revelou nesta quarta-feira os indicados à Bola de Ouro 2024, que premia os melhores da temporada 2023/24 na Europa. O atacante Vinicius Junior, do Real Madrid, é um dos favoritos ao prêmio. Ele é o único brasileiro a figurar na lista de 30 candidatos no masculino.

O vencedor será anunciado em cerimônia no dia 28 de outubro, no Théâtre du Châtelet, em Paris. Estão no páreo também Bellingham, do Real Madrid, Foden, do Manchester City, Harry Kane, do Bayern de Munique, Mbappé (ex-PSG e hoje no Real), entre outros.

Vinicius Junior é um dos favoritos ao prêmio da Bola de Ouro 2024, da France Football — Foto: Divulgação / France Football

Vinicius Junior é um dos favoritos ao prêmio da Bola de Ouro 2024, da France Football — Foto: Divulgação / France Football

Jogadores indicados à Bola de Ouro 2024:

 

  • Jude Bellingham (Real Madrid/Inglaterra)
  • Rúben Dias (Manchester City/Portugal)
  • Phil Foden (Manchester City/Inglaterra)
  • Federico Valverde (Real Madrid/Uruguai)
  • Dibu Martínez (Aston Villa/Argentina)
  • Erling Haaland (Manchester City/Noruega)
  • Nico Williams (Athletic Bilbao/Espanha)
  • Granit Xhaka (Bayer Leverkusen / Suíça)
  • Artem Dovbyk (Girona/Ucânia)
  • Toni Kroos (Real Madrid/Alemanha)
  • Vinicius Junior (Real Madrid/Brasil)
  • Dani Olmo (RB Leipzig/Espanha)
  • Florian Wirtz (Bayer Leverkusen/Alemanha)
  • Martin Odegaard (Arsenal/Noruega)
  • Mats Hummels (Borussia Dortmund/Alemanha)
  • Rodri (Manchester City/Espanha)
  • Harry Kane (Bayern de Munique/Inglaterra)
  • Declan Rice (Arsenal/Inglaterra)
  • Vitinha (PSG/Portugal)
  • Cole Palmer (Chelsea/Inglaterra)
  • Dani Carvajal (Real Madrid/Espanha)
  • Lamine Yamal (Barcelona/Espanha)
  • Bukayo Saka (Arsenal/Inglaterra)
  • Hakan Çalhanoglu (Inter de Milão/Turquia)
  • William Saliba (Arsenal/França)
  • Kylian Mbappé (PSG/França)
  • Lautaro Martínez (Inter de Milão/Argentina)
  • Ademola Lookman (Atalanta/Nigéria)
  • Antonio Rüdiger (Real Madrid/Alemanha)
  • Alejandro Grimaldo (Bayer Leverkusen/Espanha)

Estão definidas as quatro equipes que conseguiram o acesso da Série D do Campeonato Brasileiro de 2024 e disputarão a Série C em 2025. Depois do Anápolis, que no sábado bateu nos pênaltis o Iguatu e garantiu a classificação, Retrô, Itabaiana e Maringá disputaram os jogos de volta das quartas de final nete domingo, avançaram para as semis e, além de se manter na briga pelo título, garantiram o acesso. A classificação também garantiu aos clubes mais R$ 150 mil nos cofres. Veja como foi abaixo.

Anápolis bate Iguatu

 

Iguatu x Anápolis, Série D do Campeonato Brasileiro de 2024 — Foto: Divulgação/Anápolis

Iguatu x Anápolis, Série D do Campeonato Brasileiro de 2024 — Foto: Divulgação/Anápolis

Com uma pressão inicial, Gonzalo, camisa 9 do time goiano, abriu o placar logo com um minuto de partida. Logo depois, Otacílio Marcos recebeu cruzamento de Thiaguinho e deixou o placar igual. A virada saiu com Hebert, de primeira. Ainda na metade do primeiro tempo, o gol de empate do Galo saiu novamente com Gonzalo. Na segunda etapa, Cardoso colocou o Anápolis novamente na frente, mas Max empatou nos acréscimos.

Como a partida de dia, em Goiás, também terminou empatada, a decisão foi para as penalidades. Depois de três conversões para cada lado, Pedrinho desperdiçou para o Iguatu, e o Anápolis avançou com a vitória por 5 a 4. A partida foi disputada no estádio Morenão, em Iguatu, interior do Ceará.

Retrô perde, mas avança

 

Time do Retrô conquista acesso à Série C 2025 — Foto: Divulgação / Retrô

Time do Retrô conquista acesso à Série C 2025 — Foto: Divulgação / Retrô

Com uma derrota por 1 a 0 no primeiro jogo, o Brasiliense precisava vencer no estádio Boca do Jacaré, no Distrito Federal, para buscar o acesso. O time da casa saiu na frente ainda no primeiro tempo, em chute de Rodolfo, de fora da área, que desviou na marcação. Apesar da pressão do segundo tempo, a equipe não conseguiu marcar o segundo e a decisão também foi para os pênaltis.

Nas penalidades, o goleiro Darley, que brilhou no tempo regulamentar, apareceu novamente, defendeu a última cobrança e garantiu a vitória por 3 a 2, garantindo o primeiro acesso da história do Retrô.

Itabaiana segura classificação

 

Itabaiana — Foto: Cristiano Samtim

Itabaiana — Foto: Cristiano Samtim

Com uma vantagem de dois gols construída na partida de ida, o Itabaiana foi a Campina Grande disposto a segurar o resultado, e foi o que fez. Apesar do domínio de posse de bola do Treze, a equipe sergipana soube sofrer e manteve o empate sem gols, o suficiente para garantir a classificação para as semifinais e o acesso,

Maringá avança em casa

 

Rodrigo comemora gol do Maringá sobre a Inter de Limeira — Foto: Fernando Teramatsu/Maringá FC

Rodrigo comemora gol do Maringá sobre a Inter de Limeira — Foto: Fernando Teramatsu/Maringá FC

Com a vitória por 1 a 0 fora de casa no jogo de ida, o Maringá precisava apenas de um empate para garantir o acesso no estádio Willie Davids, em Maringá. O clube paranaense ficou em situação ainda mais confortável ao abrir o placar aos 18 minutos do primeiro tempo em gol de Rodrigo, que recebeu de Iago Santana e tocou na saída do goleiro.

No segundo tempo, a Inter de Limeira foi para cima e conseguiu o empate logo aos 5 minutos do segundo tempo, com gol de Rhuan em cobrança de escanteio. O time do interior paulista buscou a virada, que levaria a decisão para os pênaltis, mas não conseguiu movimentar o placar e, apesar do empate fora de casa, foi eliminado e viu o Maringá garantir o acesso.

Série C 2025

Os quatro clubes que garantiram o acesso assumirão o lugar dos quatro rebaixados na terceira divisão em 2024: Sampaio Corrêa, Aparecidense, Ferroviário e São José-RS. Assim, 12 equipes estão garantidas na Série C em 2025. Oito times ainda lutam pelo acesso à Série B, e resta também a definição dos quatro rebaixados da segunda divisão.

Times garantidos na Série C em 2025

  • Náutico
  • CSA
  • Figueirense
  • Tombense
  • Confiança
  • ABC
  • Caxias
  • Floresta
  • Anápolis
  • Retrô
  • Itabaiana
  • Maringá
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