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Bolsa de Valores de Xangai, na China, fechou o mês de março em forte queda e registrou as maiores perdas para um único mês em 4 anos, desde o início de 2022, em meio a um cenário de cautela e preocupação dos investidores sobre os desdobramentos econômicos da guerra no Oriente Médio.

O principal fator que influencia os mercados continua sendo o conflito entre Estados Unidos e Irã, que segue pressionando os preços internacionais do petróleo e escalando a tensão geopolítica ao redor do mundo.

Nem mesmo as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, falando na possibilidade de encerrar a guerra contra o Irã foi suficiente para acalmar os mercados asiáticos.


O que aconteceu


Outras bolsas na Ásia

Na Bolsa de Valores de Tóquio, o índice Nikkei terminou o dia em queda de 1,58%, aos 51 mil pontos.

Em Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 4,26%, aos 5 mil pontos.

O Taiex, da Bolsa de Taiwan, fechou com perdas de 2,45%, aos 31,7 mil pontos.

A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que vem gerando uma onda de incertezas nos mercados globais, continua causando forte impacto sobre os preços internacionais do petróleo.

Nesta segunda-feira (30/3), os valores do barril de petróleo vendido no mercado internacional seguiam em forte alta, voltando a ultrapassar os US$ 100 e se aproximando de marcas históricas.

A tendência é a de que o preço do petróleo feche o mês de março registrando uma valorização próxima de 59%. Caso isso se confirme, será a maior alta em mais de três décadas, desde 1990.


O que aconteceu

Escalada da guerra preocupa mercados

Nesta segunda-feira, um ataque de mísseis iraniano atingiu uma refinaria de petróleo de Haifa, em Israel, causando um incêndio de grande proporção no local. Imagens divulgadas pela imprensa israelense mostraram uma grande fumaça no local após o impacto. Ainda não está claro se os danos foram causados pela colisão direta de um míssil ou pela queda de destroços.

Equipes de emergência foram acionadas para conter as chamas, enquanto sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país. Até o momento, não há confirmação de vítimas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, “13 equipes de bombeiros e resgate do Distrito Costeiro, Estação Kiryat, estão atuando no local das refinarias de Haifa, onde fragmentos de uma interceptação foram identificados após o último bombardeio”.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), mísseis vindos do território iraniano foram identificados. Os militares informaram ainda que “cinco mísseis antitanque, que seriam lançados contra o território israelense, foram destruídos”.

Ainda nesta segunda, a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, anunciada pelo governo norte-americano e pelo Exército de Israel, foi confirmada pelo Irã. Ele foi morto em bombardeios israelenses. Segundo comunicado da Guarda Revolucionária, Tangsiri não resistiu a ferimentos graves após o ataque de Israel.

A morte do comandante foi reivindicada por Israel em 26 de março. “Em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Tangsiri, juntamente com altos oficiais do comando naval”, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o Exército israelense, o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana também morreu no ataque. O Exército israelense detalhou, em comunicado, que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”.

O canal está bloqueado há quase um mês por causa da guerra contra os EUA e Israel.

dólar operava em alta, nesta segunda-feira (30/3), abrindo mais uma semana na qual os mercados acompanham o passo a passo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que se reflete nos preços internacionais do petróleo.


Dólar


Ibovespa


Petróleo em alta e escalada da guerra

O principal fator de influência sobre a cotação do dólar e o movimento da Bolsa de Valores continua sendo o conflito entre EUA, Israel e Irã, que vem afetando os preços do petróleo no mercado internacional e causando uma onda de preocupação em todo o mundo.

Por volta das 9h10 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 1,72% e era negociado a US$ 10,35.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 2,3%, também superando a marca dos US$ 100 (US$ 107,74).

Nesta segunda-feira, um ataque de mísseis iraniano atingiu uma refinaria de petróleo de Haifa, em Israel, causando um incêndio de grande proporção no local. Imagens divulgadas pela imprensa israelense mostraram uma grande fumaça no local após o impacto. Ainda não está claro se os danos foram causados pela colisão direta de um míssil ou pela queda de destroços.

Equipes de emergência foram acionadas para conter as chamas, enquanto sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país. Até o momento, não há confirmação de vítimas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, “13 equipes de bombeiros e resgate do Distrito Costeiro, Estação Kiryat, estão atuando no local das refinarias de Haifa, onde fragmentos de uma interceptação foram identificados após o último bombardeio”.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), mísseis vindos do território iraniano foram identificados. Os militares informaram ainda que “cinco mísseis antitanque, que seriam lançados contra o território israelense, foram destruídos”.

Ainda nesta segunda, a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, anunciada pelo governo norte-americano e pelo Exército de Israel, foi confirmada pelo Irã. Ele foi morto em bombardeios israelenses. Segundo comunicado da Guarda Revolucionária, Tangsiri não resistiu a ferimentos graves após o ataque de Israel.

A morte do comandante foi reivindicada por Israel em 26 de março. “Em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Tangsiri, juntamente com altos oficiais do comando naval”, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o Exército israelense, o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana também morreu no ataque. O Exército israelense detalhou, em comunicado, que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”.

O canal está bloqueado há quase um mês por causa da guerra contra os EUA e Israel.

Galípolo em São Paulo

No cenario doméstico, as atenções dos investidores se voltam para a participação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em um seminário promovido pelo Banco Safra, em São Paulo. O mercado aguarda eventuais sinalizações a respeito da trajetória da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,75% ao ano.

Em seu último comunicado, no dia 18, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) afirmou que o cenário criado pelo conflito no Oriente Médio resultou em “forte aumento da incerteza” na economia global. Com isso, a projeção de novos cortes da Selic fica comprometida.

“O comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse o órgão.

Ainda em função do conflito, o Copom afirmou que o ambiente externo se tornou mais incerto, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, apontou o texto.

Um petroleiro russo, que transporta cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou a Cuba nesta segunda-feira (30/3), informou a agência Interfax, citando o Ministério dos Transportes da Rússia. A manobra foi possível após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar sobre o bloqueio e permitir a passagem do navio.

Trump sinalizou nesse domingo (29/3) uma mudança de postura em relação ao envio de petróleo à ilha, que enfrenta uma grave crise energética desde o início da guerra no Oriente Médio. Em conversa com jornalistas no avião presidencial Air Force One, o presidente dos EUA afirmou não ter “problema” com que qualquer país forneça combustível a Cuba.

A ilha de Cuba depende da importação de óleo combustível e diesel para gerar energia e evitar novos apagões, enquanto a venda de gasolina segue rigidamente racionada.

Os Estados Unidos interromperam as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba após a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026. Trump também havia ameaçado impor tarifas severas a países que enviassem petróleo à ilha. Diante disso, o México, até então um dos principais fornecedores ao lado da Venezuela, suspendeu as remessas.

Como consequência, Cuba ficou cerca de três meses sem receber navios petroleiros, segundo o presidente Miguel Díaz-Canel, o que agravou a crise energética no país, que tem cerca de 10 milhões de habitantes. A escassez levou a uma série de apagões em todo o território.

Diante de um novo impasse e da incerteza envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã em torno de um possível cessar-fogo no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo voltaram a registrar forte alta na manhã desta sexta-feira (27/3).


O que aconteceu

Impasse entre EUA e Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a oscilar no discurso e indicou um novo recuo na guerra que perdura no Oriente Médio. Com o conflito prestes a completar um mês de duração, o republicano passa a ajustar o discurso diante dos impasses do conflito, ainda em meio a contradições, prazos estendidos e ameaças reiteradas.

Nessa quinta-feira (26/3), Trump anunciou que vai ampliar por mais 10 dias a trégua em ataques a instalações energéticas do Irã. A decisão ocorre após uma sequência de idas e vindas que expõem incerteza estratégica e dificuldades em avançar nas negociações.

Horas antes da decisão, em reunião de gabinete, Trump adotou um tom menos confiante do que em dias anteriores. “Não sei se seremos capazes de fazer isso. Não sei se estamos dispostos a fazer isso”, afirmou, ao comentar a possibilidade de um acordo de paz.

Ainda assim, voltou a pressionar Teerã: “Eles estão implorando para chegar a um acordo”. Inclusive, ao ampliar a trégua, o presidente norte-americano indicou que a decisão atende a um pedido do governo iraniano.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que militares dos EUA estão usando cidadãos do Golfo Pérsico como “escudos humanos” no conflito no Oriente Médio. Segundo o ministro, os militares estão saindo das bases militares e se hospedando em hotéis para evitar serem atacados pelas tropas iranianas.

“Desde o início desta guerra, soldados americanos fugiram de bases militares nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para se esconderem em hotéis e escritórios. Eles usam cidadãos dos países do CCG como escudos humanos”, afirmou em publicação no X nessa quinta-feira (26/3).

Ele sugeriu que os hotéis desses países não deveriam aceitar fazer reservas para militares. “Hotéis nos EUA negam reservas a oficiais que possam colocar os clientes em perigo. Os hotéis dos países do CCG deveriam fazer o mesmo”, disse. O Irã tem respondido aos ataques dos EUA e de Israel com ofensivas a bases militares norte-americanas em países do Golfo Pérsico.

Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, disse que os EUA e o Irã deverão se encontrar em breve no Paquistão para discutir um acordo de paz.

“Segundo minhas informações, houve contatos indiretos e preparativos foram feitos para um encontro direto. Aparentemente, isso ocorrerá muito em breve no Paquistão”, afirmou à Rádio Deutschlandfunk.

A chamada “prévia da inflação” no Brasil, divulgada nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio acima do esperado pelo mercadoindicando um cenário ainda desafiador para os próximos meses – que deve ser agravado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.

A avaliação é de economistas e analistas do mercado consultados nesta manhã pela reportagem do Metrópoles, pouco depois do anúncio dos resultados do IPCA-15.

Em março, o índice ficou em 0,44%, o que representou uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao índice registrado em fevereiro (0,84%). A projeção do mercado, no entanto, era bem menor, de 0,29%.

No período de 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,9%, abaixo dos 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o indicador foi de 0,64%.

Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em março, com destaque para o grupo de alimentação e bebidas, com a maior variação (0,88%), seguido por despesas pessoais (0,82%).

O que diz o mercado

Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, com a continuidade do conflito no Oriente Médio, “a tendência é que os preços dos alimentos continuem pressionados daqui para frente, refletindo tanto o aumento dos fertilizantes – que pode afetar os produtos in natura já no curto prazo – quanto a alta do diesel, com impacto nos custos de transporte”.

“Olhando à frente, acreditamos que as tensões no Oriente Médio devem gerar pelo menos algum impacto persistente nos preços do petróleo e, consequentemente, na inflação. Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre os preços no segundo semestre. Nossa projeção hoje é de um IPCA a 4,5% no fim do ano”, afirma.

Para Moreno, as últimas comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) “sugerem que o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, continuará, mas o ritmo dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio”.

André Valério, economista sênior do Banco Inter, observa que o dado do IPCA-15 em março reforça a visão de que a piora recente da inflação foi devido a fatores sazonais. “Vemos os principais indicadores retornarem à tendência observada pré-dezembro de 2025, reforçando que o processo de desinflação persiste. Entretanto, o dado de hoje ainda não reflete totalmente a piora no cenário internacional devido ao conflito no Irã”, avalia.

“Os combustíveis recuaram 0,03% em março, mas no IPCA cheio devemos observar uma pressão inflacionária mais significativa vindo da gasolina, dado que o barril de petróleo aumentou mais de 40% desde o início do conflito”, diz Valério.

Além disso, segundo o economista, “a interrupção no fluxo do Estreito de Ormuz tende a pressionar a inflação de alimentos, que em março acelerou significativamente”.

“De toda forma, os itens cujos preços tendem a acelerar devido ao conflito são aqueles mais voláteis, com os quais o BC não deveria se preocupar inicialmente. Vemos o processo inflacionário caminhando em direção à meta e consistente com o início do ciclo de flexibilização da política monetária. Esperamos que o Copom continue cortando a Selic, com a magnitude dependendo da evolução do conflito.”

Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, “o dado veio bem acima das projeções do mercado, provocando, em um primeiro momento, certo desconforto em relação à perspectiva para a inflação ao longo do ano”.

“A ausência de evidências mais nítidas acerca do possível impacto da guerra sobre os preços domésticos e mesmo eventuais repasses do nível de crescimento ainda resiliente podem ser considerados argumentos fortes o suficiente para sustentar um novo corte de juros de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual)”, explica Pizzani.

Para o economista, “o ambiente de cautela e constante monitoramento da evolução dos preços, com foco cada vez maior nos custos ao longo da cadeia dos produtores, deve ser mantido até que sejam dissipadas por completo quaisquer dúvidas acerca do real comportamento da inflação no decorrer dos próximos meses”.

De acordo com Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o resultado do IPCA-15 “mostra que a inflação segue em processo de moderação, mas de forma irregular e ainda sujeita a choques relevantes”. “O principal destaque foi o grupo de alimentação e bebidas, com alta de 0,88% e impacto significativo no índice, refletindo aumentos expressivos em itens básicos do dia a dia, como feijão, ovos, leite e carnes. Esse movimento reforça a percepção de inflação mais sensível para as famílias e mantém a pressão sobre o custo de vida”, afirma.

Segundo Spyer, “o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, mantém o petróleo em patamar elevado e aumenta a incerteza sobre o comportamento futuro dos preços de energia, o que pode voltar a pressionar a inflação nos próximos meses”. “Do ponto de vista da política monetária, o dado de hoje reforça uma mensagem de cautela”, completa.

Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, aponta que “a surpresa altista foi majoritariamente explicada por passagem aérea, mas o restante do índice também apresentou um desempenho qualitativo um pouco pior que o esperado, com destaque para carne bovina”. “Apesar de sinais de arrefecimento à frente na proteína, o resultado deixa um viés altista para a inflação no ano e mantém serviços pressionados”, pondera.

“O IPCA-15 contrata mais um mês de IPCA fechado elevado, devido aos repetíveis. Existem pontos positivos na leitura, como condomínio e aluguel com baixa variação, mas, em relação à nossa projeção, vemos piora na margem”, conclui Pestana.

O economista Maykon Douglas, por sua vez, entende que março “foi mais um mês de forte surpresa altista no IPCA-15, concentrada no preço das passagens aéreas, que apresenta um comportamento bastante volátil há algum tempo”. “No entanto, os núcleos, em geral, vieram conforme as expectativas do mercado e mantêm uma desaceleração lenta, em patamares bem acima da meta”, diz.

“O cenário para o curto prazo é ruim. A inflação dos combustíveis ainda não sentiu o impacto da guerra no Oriente Médio, que deve ser forte, dada a enorme incerteza quanto à duração do conflito e os aumentos nos postos mesmo sem reajustes oficiais pela Petrobras. Além disso, com o aperto no mercado de trabalho, a inflação sensível à demanda deve permanecer acima da meta.”

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, indica que os preços de bens e serviços subiram 0,44% em março. Os preços dos itens de alimentação e bebidas foram os que tiveram a maior alta no mês (0,88%) e também os com maior impacto no índice.

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 3,9%, índice menor do que os 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a março de 2025, quando o índice registrou variação de 0,64%, houve uma queda de 0,2 ponto percentual.


O IPCA-15


Destaques IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 (base).

Os produtos e serviços que compõem o IPCA-15 são dividos em nove grupos. Todos eles apresentaram altas que variaram de 0,03% (comunicação) a 0,88% (alimentação e bebidas).

O grupo com maior impacto na inflação foi o de alimentação e bebidas, com elevação de 0,88% de fevereiro para março. O peso no IPCA-15 varia de um grupo para outro, ou seja, não é igual. Isso acontece porque o IBGE considera que alguns itens são mais consumidos pelas famílias do que outros.

Neste mês, o maior índice também correspondeu à maior contribuição. A alta de 0,88% em alimentação e bebidas respondeu por 0,19 ponto percentual de todo o índice (0,88%).

segunda maior alta no IPCA-15 veio das despesas pessoais, com elevação de 0,82% e participação de 0,09 ponto percentual no índice. Esta também foi a segunda maior contribuição.

Conforme o IBGE, os combustíveis apresentaram redução de 0,03%:

Variação de cada grupo em março:

A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que acelerou 1,10% em março.

Contribuíram para esse resultado as altas de:

Ainda no grupo de alimentação e bebidas, também houve retrações, casos do café moído (-1,76%) e das frutas (-1,31%).

Acima do esperado

Os analistas de mercado já esperavam uma “prévia da inflação” menor em março, na comparação com fevereiro deste ano. A inflação aguardada para o IPCA-15 estava casa dos 0,30%. Com isto, o resultado de 0,44% veio acima do esperado.

O BTG Pactual acreditava que o índice de março ficasse em 0,25%, inclusive com uma deflação no preço da gasolina, que no período anterior apresentou alta de 1,30%. O que se confirmou.

“Esperamos preços administrados mais benignos (0,10% vs. 0,69%), pela deflação em gasolina (-0,30% vs. 1,30%). Bens industriais devem apresentar arrefecimento (0,23% vs. 0,44%) diante do arrefecimento de higiene pessoal (0,48% vs. 0,91%). Por sua vez, esperamos serviços com variação menor (0,11% vs. 1,50%) em virtude do arrefecimento do reajuste de cursos regulares (0,00% vs. 6,18%) e com serviços subjacentes menos pressionado (0,41% vs. 0,65%)”, previa o banco no relatório Spoiler Macro.

O Banco Daycoval seguiu a mesma linha da outra instituição financeira quanto a redução da inflação em alguns itens, mas considerava a possibilidade de o IPCA-15 de março alcançar 0,30%.

“Os destaques são a alta dos preços da gasolina, energia elétrica e dos preços dos alimentos, em especial itens como leite, ovos de galinha, feijão e carne vermelha”, dizia a prévia da instituição financeira.

Projeções anuais

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4,17%.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

O governo projeta que a inflação ficará em 3,7% em 2026 e o Banco Central (BC) considera o índice de 3,9%.

As propostas de regulamentação dos aplicativos de entrega devem elevar os custos para o consumidor em até 25%, segundo economistas consultados por VEJA nesta quarta-feira, 25. O aumento viria do repasse dos custos relacionados ao valor mínimo que o entregador deverá receber por entrega, fixado em 10 reais.

Na terça-feira, 24, o governo anunciou uma série de medidas voltadas à categoria, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos entregadores. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presdência, Guilherme Boulos, uma das iniciativas exigirá que as notas fiscais emitidas pelas empresas informem de forma explícita os valores pagos aos trabalhadores por cada serviço prestado, bem como a parcela retida pela plataforma.

dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (25/3), em um momento de maior otimismo dos mercados em relação a um possível cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

No cenário doméstico, os investidores repercutem uma nova pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial, divulgada pelo instituto AtlasIntel, que mostrou, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.


Dólar


Ibovespa


Possível cessar-fogo entre EUA e Irã anima o mercado

De acordo com reportagem publicada pelo jornal The New York Times, os EUA encaminharam ao Irã uma proposta de plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio. O documento trata de restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.

Segundo a reportagem, o plano foi encaminhado por meio do Paquistão, em uma tentativa de abrir negociações indiretas entre Washington e Teerã. Ainda não há confirmação sobre a participação de Israel na formulação da proposta ou se o governo israelense concorda com os termos apresentados.

Entre os principais pontos apresentados, está a previsão de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações. A proposta também inclui o compromisso do Irã de nunca desenvolver armas nucleares, além da limitação no alcance e na quantidade de seus mísseis.

Outro eixo central do plano é a desativação de instalações nucleares estratégicas, como as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow. O texto também prevê o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah.

A proposta ainda trata da segurança energética global ao sugerir a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio global de petróleo.

Nessa terça-feira (24/3), Donald Trump disse que o Irã teria feito um “gesto de boa vontade” nas negociações em meio à guerra no Oriente Médio. Sem detalhar o conteúdo, o presidente dos EUA descreveu a ação como um “presente” de grande valor, ligado ao setor de petróleo e gás.

“Eles nos deram um presente, e o presente chegou hoje. Foi um prêmio muito significativo”, afirmou Trump a repórteres no Salão Oval.

Segundo o líder norte-americano, a iniciativa estaria relacionada ao fluxo energético e ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

De acordo com o republicano, o gesto indicaria que interlocutores iranianos estariam dispostos a cumprir compromissos. “Isso significou uma coisa para mim: estamos lidando com as pessoas certas”, disse.

Trump também sugeriu mudanças internas no Irã, classificando o cenário atual como uma espécie de “mudança de regime”. “Os líderes são muito diferentes daqueles com os quais começamos”, completou.

Petróleo em queda

Os preços internacionais do petróleo abriram em queda forte nesta quarta. Por volta das 8h30 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) despencava 5,96% e era negociado a US$ 86,85.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) tombava 6,24%, cotado a US$ 93,98.

Mais cedo, às 8 horas (de Brasília), o WTI registrava perdas de 5,9%, enquanto o Brent cedia 6,2%.

Nova pesquisa sobre disputa entre Lula e Flávio

No âmbito interno, o mercado financeiro repercute os dados da mais nova pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa pela Presidência da República em outubro deste ano.

Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece, pela primeira vez, numericamente à frente do presidente Lula em um eventual segundo turno, com 47,6% a 46,6% das intenções de voto.

Lula, por sua vez, continua liderando no cenário de primeiro turno, com 45,9% das menções, ante 40,1% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos citados aparecem muito atrás dos dois favoritos.

Outro dado que chama atenção dos investidores é o nível de desaprovação do governo Lula, que chegou a 53,5%, de acordo com a pesquisa. São 45,9% os entrevistados que dizem aprovar a atual gestão.

O ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto enfatizou nesta segunda-feira (23) que a cúpula da instituição não trata de operações de bancos do segmento S3 – de médio porte – e também que não pode ser responsabilizada por falha de terceiros.

A manifestação foi enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa.

Mais cedo, a reportagem trocou mensagens com Campos Neto informando-o sobre um processo investigativo feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) a ex-funcionários da autarquia que estariam envolvidos no escândalo do Banco Master e o ex-banqueiro se comprometeu a fazer um comentário. Essas irregularidades supostamente ocorreram de 2019 a 2023, durante sua presidência.

sistema bancário nacional conta com classificações por tamanho das instituições financeiras. Ao comando do BC são levados os casos que envolvem bancos maiores, como o Broadcast já registrou inúmeras vezes. É o caso de questões ligadas aos bancos S1 (com ativos acima de 10% do PIB) e S2 (de 1% a 10% do PIB), que passam rotineiramente pela diretoria executiva da instituição. O banco de Daniel Vorcaro era uma pequena instituição, do S3, com 0,57% do ativo total do sistema.

Uma outra nota publicada mais cedo detalhava que a abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) na CGU são em relação ao ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe de Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana. De acordo com Campos Neto, ambos chegaram à instituição antes que ele fosse indicado à presidência e permaneceram na autarquia após sua saída, ao final de 2024.

Leia abaixo a nota completa enviada pela assessoria de Campos Neto.

“São funcionários de carreira, que já estavam lá antes da gestão de Roberto Campos e assim seguiram até ano passado. O Diretor Paulo deixou a diretoria e assumiu como chefe adjunto do Desup Departamento de Supervisão Bancária, que monitorava bancos pequenos e médios, e permaneceu lá até a liquidação. Os dois funcionários em questão contavam com o apoio dos quadros internos do próprio banco. A presidência do Banco Central não trata das operações específicas de bancos do segmento S3 e não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros. A área de fiscalização e supervisão têm uma tradição histórica de ter funcionários de carreira do BC e foi o que ocorreu na gestão de Roberto Campos Neto.”

dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (23/3) em queda de 0,60% frente ao real, cotado a R$ 5,27 (às 9h25). Na última sexta-feira (20/3), a moeda americana disparou com o mercado sob pressão dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que opõe os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na ocasião, ela subiu 1,79%, a R$ 5,30.

Nesta segunda-feira, parte da tensão foi atenuada. O mercado de câmbio opera com algum alívio, como resultado das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito. O republicano afirmou que a Casa Branca e Teerã mantiveram “conversas muito boas e produtivas” para encerrar o confronto. Ele também mencionou uma trégua parcial dos combates.

“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, disse o republicano, em sua rede social, a Truth Social.

O presidente americano acrescentou: “Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”.

Alívio

O primeiro resultado – e crucial sob o ponto de vista dos mercados – da afirmação foi uma reversão do preço do petróleo. Com o respiro dado por Trump, ele passou a cair. E o preço da commodity tem moldado o comportamento dos agentes econômicos.

 

Às 9h20, o barril do tipo petróleo Brent (referência para o mercado mundial) com entrega para junho recuava 6%, a US$ 99, na Intercontinental Exchange (ICE). O West Texas Intermediate (WTI, que baliza os preços nos Estados Unidos), com vencimento para maio, caía quase 7%, a US$ 91,5, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A baixa do dólar, na manhã desta segunda, era global até as 9h30. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), recuava 0,24%, aos 99,45 pontos.

O mercado de defesa e a indústria bélica operam sob a lógica do chamado complexo militar-industrial, um ecossistema econômico altamente blindado onde grandes corporações privadas desenvolvem e fabricam tecnologias estratégicas para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. No jargão financeiro e governamental, essas empresas são conhecidas como “prime contractors” (contratantes principais). Para o investidor e o analista macroeconômico, trata-se de um setor fundamentado em contratos públicos de longo prazo para a produção de caças de quinta geração, mísseis balísticos e escudos antiaéreos, o que garante um fluxo de caixa previsível e resiliente contra flutuações cíclicas da economia civil.

A dinâmica financeira dos contratos governamentais

A operação financeira das grandes fornecedoras de armamento é estruturada em torno de orçamentos federais e processos de aquisição rigorosos (procurement). Diferente do mercado de consumo tradicional, em que as empresas fabricam produtos e buscam compradores, a indústria de defesa atua majoritariamente sob demanda. O governo estabelece os requisitos de segurança nacional, financia parte da pesquisa e desenvolvimento (P&D) e adjudica contratos bilionários.

A saúde financeira dessas empresas é medida pelo indicador de “backlog” (carteira de pedidos acumulados). Trata-se do volume total de contratos já assinados com o governo, mas cujas entregas e faturamentos ocorrerão ao longo dos próximos anos. Um backlog robusto é o que permite a gigantes do setor projetar receitas precisas para a próxima década, isolando suas ações de volatilidades de curto prazo.

Desde a década de 1990, o Pentágono passou por um intenso processo de consolidação de seus fornecedores. O número de contratantes principais caiu de mais de 50 para um oligopólio prático de apenas cinco grandes conglomerados, que agora gerenciam uma vasta cadeia de fornecedores menores para construir os sistemas de armas modernos.

Os vetores geopolíticos que impulsionam o faturamento bélico

A receita da indústria militar obedece diretamente à temperatura da geopolítica global. O aumento da percepção de ameaça força governos a expandirem orçamentos de defesa para modernizar Forças Armadas e repor arsenais consumidos em conflitos ativos.

Dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), divulgados em dezembro de 2025, revelam que as 100 maiores empresas de defesa do mundo faturaram um recorde de US$ 679 bilhões em 2024. Desse total, as 39 companhias norte-americanas listadas no ranking foram responsáveis por quase metade das receitas, somando US$ 334 bilhões.

Os principais gatilhos que movimentam os balanços dessas empresas incluem:

As corporações que lideram o fornecimento estratégico

O núcleo duro do fornecimento de mísseis, sistemas de defesa antiaérea e caças de combate para os Estados Unidos e seus aliados é dominado pelas cinco “legacy primes”. Estas companhias absorvem a maior fatia do orçamento de compras do Pentágono.

Perguntas frequentes sobre o mercado de defesa

Como funciona a exportação de armas para outros países?

A venda de equipamentos militares americanos de alta tecnologia, como caças e mísseis, não ocorre diretamente da empresa para um governo estrangeiro. O processo é intermediado pelo programa Foreign Military Sales (FMS). O país aliado solicita o equipamento ao governo dos Estados Unidos, o Departamento de Estado avalia o risco geopolítico e aprova a venda, e o Pentágono negocia e assina o contrato com a fabricante repassando o produto ao comprador. Isso garante que a tecnologia sensível não caia em mãos de nações hostis.

Novas empresas de tecnologia conseguem competir nesse setor?

Sim, o mercado está passando por uma disrupção. Embora o hardware pesado (navios e aviões) continue dominado pelas gigantes tradicionais, o software de defesa, a inteligência artificial militar e os sistemas autônomos estão abrindo portas para novas entrantes do Vale do Silício. Companhias como Anduril e Palantir têm abocanhado contratos bilionários. A SpaceX, por exemplo, entrou recentemente na lista das 100 maiores empresas de defesa do SIPRI, após dobrar sua receita militar para US$ 1,8 bilhão devido ao fornecimento de serviços satelitais estratégicos.

O impacto econômico da segurança nacional

O mercado bélico funciona como um barômetro exato das tensões globais e da política industrial norte-americana, transformando preocupações de segurança nacional em ciclos contínuos de P&D e manufatura. A profunda dependência do governo em relação a um grupo restrito de fornecedoras garante que a matriz de defesa dos EUA permaneça intrinsecamente amarrada ao desempenho corporativo dessas empresas, consolidando o setor como uma das engrenagens mais previsíveis da macroeconomia americana.

Aviso: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e analítico, visando explicar o funcionamento do setor econômico de defesa. O conteúdo não constitui, sob nenhuma circunstância, recomendação de compra de ativos, investimento em ações do setor bélico ou qualquer tipo de aconselhamento financeiro.

patente do Ozempic no Brasil se encerrará nesta sexta-feira (20), abrindo mercado para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes para o medicamento que tem sido usado para controle da diabetes e emagrecimento. Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias.

De acordo com a dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, o encerramento de uma patente é etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. “A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”.

Em nota, a empresa disse também que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, e que segue orientando sua estratégia de longo prazo, traduzida em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.

A empresa disse também que o Brasil continua sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk globalmente, e que seu plano permanece inalterado.

Entre as empresas que já pediram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir seus próprios remédios à base de GLP-1, estão a EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.

O Banco Central Europeu (BCE) deixou suas principais taxas de juros inalteradas pela sexta vez consecutiva nesta quinta-feira, 19, à medida que a inflação na zona do euro permanece sob controle e enquanto monitora os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio.

Após concluir reunião de política monetária, o BCE manteve sua taxa de depósito em 2%, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimos em 2,40%, em decisão que veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Antes de pausar seu ciclo de relaxamento monetário, em julho do ano passado, o BCE havia reduzido juros em oito ocasiões, em um processo que teve início em meados de 2024.

A manutenção dos custos dos empréstimos vem após pesquisa da Eurostat mostrar que a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro acelerou para 1,9% em fevereiro, mas continuou próxima da meta de 2% do BCE.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito contra a Caixa Econômica Federal para apurar o rebaixamento de três funcionários da Caixa Asset, braço de investimento da estatal. Segundo o processo, os gestores Leonardo Silva, Mariangela Fraga e Daniel Gracio teriam sido tirados de suas funções depois de se posicionarem contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, em 2024.

Procurada pela Jovem Pan, a Caixa Econômica Federal não respondeu ao contato até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Em notificação enviada à estatal, o MPT cobrou explicações sobre a denúncia dos funcionárioso envio de cópia do processo administrativo que retirou Leonardo, Mariangela e Daniel de suas funções e eventuais comunicações feitas por eles internamente sobre o ocorrido, além de informar a “situação funcional atual” dos trabalhadores. O órgão também determinou que a estatal apresentasse “cópia de eventual processo de apuração” acerca da fala do presidente da Caixa, Carlos Vieira, sobre “não ser razoável” transformar o caso entre a Caixa Asset e o Banco Master em “uma questão midiática”.

Em 27 de novembro de 2025, durante apresentação do balanço trimestral, o presidente da estatal foi questionado sobre o episódio. Na ocasião, Vieira disse ainda que a tentativa de negócio com o Master já havia sido discutida com o Tribunal de Contas da União (TCU).

No mês anterior, em outubro de 2025, o ex-diretor da Caixa Asset Igor Macedo Laino foi multado pela Corte em R$ 10 mil por tentar aprovar a compra das letras financeiras do Master. À época, o relator do processo no TCU, Antonio Anastasia, entendeu que “informações relevantes” sobre a instituição financeira de Daniel Vorcaro foram omitidas a fim de “enviesar a tomada de decisão”.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

O processo de liquidação foi acompanhado da Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira de Vorcaro oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o TCU, bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (18) que a pasta sugeriu a Estados e Distrito Federal que zerem o ICMS sobre a importação de óleo diesel. O objetivo é facilitar a importação do combustível, que subiu no mercado internacional, acompanhando a forte alta do petróleo. Os governos regionais ainda vão discutir a medida.

“Há um desafio hoje, em razão da guerra, da importação de diesel”, disse Durigan, em entrevista coletiva após reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne a pasta e secretário da Fazenda estaduais. “Essa importação, hoje, tem se descasado do preço interno.”

Na última quinta-feira (12), o governo anunciou uma série de medidas para controlar a alta do diesel no mercado doméstico. Mas o Brasil importa cerca de 30% do combustível que consome, e os preços externos não foram afetados pela redução de PIS e Cofins ou pela subvenção à produção interna. A retirada do ICMS serviria para diminuir a diferença de preços e manter a oferta.

Segundo Durigan, a Fazenda arcaria com metade dos custos dos Estados e do DF com a zeragem de ICMS, que ocorreria temporariamente, até o dia 31 de maio. Nas contas da equipe econômica, isso implicaria em uma renúncia de R$ 3 bilhões por mês em receitas. A União arcaria com 50% das perdas – ou seja, com uma renúncia de R$ 1,5 bilhão ao mês.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os Estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, disse o secretário-executivo da Fazenda. “Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

Durigan reforçou que não há imposição de que o ICMS seja zerado, aproveitando para criticar o governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, que limitou a alíquota do imposto sobre combustíveis em 2022.

Corrida contra o tempo

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda afirmou que o governo corre contra o tempo, mas que a ideia é definir sobre o corte do ICMS de importação sobre o diesel até 27 de março, quando o Confaz terá reunião presencial em São Paulo.

“É uma decisão dos governadores, então o Fórum de Secretários reúne essas informações, vai trabalhar tecnicamente para apurar os números e levar os governadores com o compromisso da gente ir debatendo até o dia 27, que é quando tem uma reunião presencial do Confaz em São Paulo”, disse.

Durigan disse ainda que não foi discutida alteração no ICMS para o diesel produzido no Brasil e que acha possível haver avanço da proposta do governo aos Estados. “Eu espero que isso funcione e, claro, a fiscalização tem que ser reforçada. Visto que hoje, além de tratar das medidas tributárias que dão impacto em preço, a gente fortalece a fiscalização, que em alguns casos, envolvendo gasolina, envolvendo etanol, tem chamado a atenção das autoridades competentes, porque parece não haver causa para o aumento”, completou.

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