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Cão robô seminautônomo pode mudar forma de exploração no espaço

Diversas agências espaciais pelo mundo realizam missões exploratórias com robôs. No entanto, todas elas enfrentam problemas comuns, como atrasos na comunicação entre a Terra e os veículos exploradores e a limitação no envio de dados ao planeta. Por isso, as atividades devem ser planejadas com antecedência, além das máquinas terem que ser estrategicamente eficientes.

Outro ponto dificultador é que os robôs são bastante dependentes dos comandos dos cientistas. Diante de todos esses fatores intercorrentes, as missões atuais ficam limitadas, com menos regiões exploradas e demoram mais para encontrar resultados.

Como solução, um novo estudo propõe que os robôs exploradores sejam semiautônomos, o que tornaria a investigação no espaço mais abrangente e com uma coleta de dados mais eficiente, sem a necessidade de tanta intervenção humana.

Dessa forma, os pesquisadores testaram a alternativa através do robô quadrúpede “ANYmal”, um exemplar semelhante a um cão. Os resultados apontaram que o veículo teve capacidade de acelerar a exploração de recursos e a investigação por sinais de vida, em comparação aos atuais.

Os testes liderados pela pesquisadora Gabriela Ligeza, da Universidade de Basel, na Suíça, tiveram os resultados publicados na revista Frontiers in Space Technologies nessa segunda-feira (30/1).

O cão robô na prática

O principal objetivo dos pesquisadores era avaliar se um robô equipado com uma carga útil científica simples seria capaz de estudar vários alvos com rapidez e, ao mesmo tempo, fornecer dados científicos relevantes.

Com quatro pernas, “ANYmal” foi equipado com um braço robótico para levar dois instrumentos de imagem e investigação de substâncias. O experimento foi realizado em um espaço na própria Universidade de Basel, que simulava as condições de superfície, iluminação e material planetárias.

Ao se aproximar dos alvos selecionados, ele coletou imagens e amostras sozinho. O cão robô conseguiu identificar vários tipos de rochas importantes para a exploração espacial.

Em comparação com os robôs atuais, que são acompanhados de perto por cientistas e têm múltiplos alvos, as missões com os semiautônomos foram mais rápidas, levando entre 12 e 23 minutos. Já os outros precisaram de 41 minutos.

Mais velozes, os cães robôs tiveram taxas de sucesso científicas altas, conseguindo identificar a maioria dos alvos corretamente.

Para os pesquisadores, os semiautônomos podem mudar os rumos da exploração espacial, mapeando áreas maiores e com mais rapidez, sem precisar de tantos comandos humanos.

“Os resultados fornecem informações valiosas para o desenvolvimento de sistemas de exploração robótica semiautônomos e de alta eficiência, contribuindo para o avanço de futuras missões a Marte e para a exploração da superfície planetária”, concluem os pesquisadores no artigo.

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