
O CSA atravessa uma das fases mais delicadas de sua história recente. Em semana de aniversário, o clube azulino vive um momento de incerteza após o afastamento da diretoria executiva pelo Conselho Deliberativo e a renúncia da presidente Mirian Monte. Coube ao presidente do Conselho, Clauwerney Ferreira, assumir de forma interina a condução administrativa.
Em entrevista ao programa Bola Quente, do Timaço da Gazeta, nessa quarta-feira (3), Clauwerney detalhou os primeiros passos nessa transição e destacou que a prioridade foi acalmar os funcionários sobre o futuro do clube marujo.
“O primeiro momento que nós tivemos lá foi tranquilizar os funcionários. Eles estavam todos aflitos, preocupados em perder o emprego. Nós dissemos que não se preocupassem, porque esse período agora é só de adaptação e de entendimento da situação”, afirmou.
Diagnóstico inicial e relatórios solicitados
O dirigente contou que, já na terça-feira (2), esteve na sede do clube para ter uma primeira noção do cenário encontrado. Ele revelou que pediu relatórios ao advogado e à contadora, além de articular o retorno de Edmilson, ex-gerente administrativo, para ajudar no levantamento da situação interna.
“A gente vai fazer esse levantamento para poder fazer um balanço do que se encontra lá no CSA, identificar o que é mais emergencial e o que precisa ser feito a curto prazo”, explicou.

Contratos e rescisões em aberto
Outro ponto sensível é o destino de jogadores que ainda têm vínculo com o clube. Clauwerney informou que já conversou com o responsável pelo registro de atletas, Chiquinho, e foi informado de que parte do elenco ainda não rescindiu contrato.
“Teve jogadores que não quiseram rescindir. Vamos trabalhar com paciência, de forma tranquila, para tentar resolver essas pendências”, declarou.
Falhas de comunicação com a antiga gestão
Questionado sobre a relação entre Conselho e diretoria executiva, Clauwerney apontou dificuldades de comunicação como fator decisivo para o afastamento da antiga gestão.
“O Conselho sempre pedia informações e elas não eram passadas, ou quando vinham, chegavam incompletas. Para você ter ideia, um ofício nosso de 5 de junho só foi respondido agora, depois que a reunião foi marcada. E mesmo assim, de forma insatisfatória”, revelou.
Ele reforçou que a decisão de afastar a diretoria não foi isolada, mas sim resultado de uma comissão e da votação de 40 conselheiros, dos quais 38 participaram.

Clima de incerteza
Apesar do discurso de calma, Clauwerney admitiu que o momento ainda é de incerteza, sobretudo por ocorrer em meio à comemoração do aniversário do CSA. O clube agora tenta reorganizar sua administração, reequilibrar contratos e oferecer segurança a funcionários e atletas em meio ao processo de transição.
“É um momento de adaptação. Precisamos entender primeiro como está a casa para depois agir”, concluiu.
