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Bancada alagoana reage à tarifa de Trump contra o Brasil e expõe divergências

A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil gerou forte reação entre membros da bancada federal alagoana.

Com alíquota prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, a medida dividiu parlamentares entre aqueles que culpam o governo Lula pelo tensionamento nas relações com os EUA e os que apontam Bolsonaro como responsável por fomentar o clima de retaliação.

O senador Renan Calheiros (MDB) se manifestou nas redes sociais defendendo a atuação do Congresso como resposta à ação americana e criticando o que chamou de “terrorismo comercial”.

“Trump anunciou sobretaxa para os produtos brasileiros. O Senado agiu com mecanismo de resposta proporcional em defesa do Brasil. O Brasil já dispõe de uma lei para retaliar protecionismos e terrorismos comerciais. A CAE [Comissão de Assuntos Econômicos] do Senado puxou o tema e deu ao país, em apenas 48 horas, o meio legal para responder proporcionalmente às ameaças externas. Soberania não se negocia”, escreveu o emedebista.

Já o deputado federal Delegado Fábio Costa (PP) adotou uma postura dura contra o governo federal, responsabilizando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela escalada de tensão com Washington.

“Lula conseguiu o impossível: colocar o Brasil na mira dos EUA. Trump anunciou 50% de tarifa sobre nossos produtos em retaliação à perseguição sofrida por Bolsonaro. Resultado: Agronegócio atingido, indústria ameaçada, empregos em risco, preços ainda mais altos. Ideologia não enche prato. Lula brincou de geopolítica e quem paga a conta é você”, criticou o parlamentar em publicação nas redes sociais.

No mesmo campo político, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) levou sua indignação à tribuna da Câmara. Segundo ele, o governo brasileiro perdeu o rumo, e o presidente se deixou influenciar por questões ideológicas e pessoais.

“Nós estamos numa nação com um governo central completamente perdido. Estamos em uma nação que o presidente da república se deixa governar pela primeira-dama. Janja, quase agora, chamou o presidente Trump, o maior parceiro comercial do Brasil, de vira-latas. Olha quanta consequência, Trump vai retribuir o país com alta nas taxas. E aí eu fico me perguntando: Lula, depois de governar o Brasil três vezes, o que você vai deixar no inventário do seu governo é que o Brasil é uma democracia falida, com um Poder Judiciário que tem lado”, disparou.

Por sua vez, parlamentares governistas também se pronunciaram. O deputado federal Rafael Brito (MDB), embora tenha cobrado reação firme do Brasil, defendeu a necessidade de união e criticou o uso político da situação.

“Se a taxação anunciada por Trump se concretizar, o Brasil deve agir com firmeza e reciprocidade. Relações internacionais se constroem com respeito mútuo e história, não com subserviência. O momento exige união em torno do interesse do povo brasileiro. Está na hora de separar quem é patriota de quem é patriotário e só veste verde e amarelo para enganar e pedir voto. Agora é a hora de mostrar que a máxima que defendemos, verdadeiramente, é BRASIL ACIMA DE TUDO!”, afirmou o deputado em publicação nas redes.

O deputado federal Paulão (PT), por sua vez, também usou a tribuna da Câmara para rebater a narrativa da oposição e apontou o ex-presidente Jair Bolsonaro como pivô da crise diplomática.

“Infelizmente, o nível do debate, é como diz o Nordeste, ele dá dor. O presidente Bolsonaro, numa ação articulada, encaminha seu filho deputado federal para os Estados Unidos com uma única missão: conspirar contra o Brasil. E esse processo de conspiração agora ataca todo o povo brasileiro. O presidente americano estipula uma taxa de exportação de todos os produtos em 50%. Isso afeta a economia. O comportamento de Bolsonaro e sua ORCRIM, organização criminosa, é lesa-pátria. E nós temos que ter unidade do povo brasileiro”, declarou Paulão.

A cobrança de 50% sobre os produtos brasileiros imposta por Trump é a mais alta entre as novas medidas comerciais anunciadas pelo republicano e já provocou efeitos políticos internos no Brasil. Em resposta, o presidente Lula afirmou que adotará a Lei da Reciprocidade Econômica para responder à medida de forma proporcional.

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