
Março traz diferentes oportunidades para quem gosta de olhar para o céu. O mês reúne conjunções planetárias, fases importantes da Lua e o equinócio que marca a mudança de estação no Hemisfério Sul.
Embora um dos eventos mais aguardados, o eclipse lunar total, já tenha ocorrido no início do mês e não tenha sido amplamente visível no Brasil, ainda há fenômenos interessantes para acompanhar nas próximas semanas.
O primeiro grande evento astronômico de março foi o eclipse lunar total do dia 3, popularmente chamado de “Lua de Sangue”. Segundo o doutor em astrofísica e professor da Universidade Católica de Brasília, Adam Smith, a fase total praticamente não pôde ser observada no Brasil.
“Em muitas regiões a Lua já estava abaixo do horizonte ou muito próxima dele”, explica.
Já o astrofísico Thiago Gonçalves afirma que o fenômeno foi melhor observado em regiões do Pacífico. Em alguns estados do oeste brasileiro, como partes da Amazônia, foi possível ver apenas uma parte do eclipse.

Outro destaque do mês é a chamada “parada planetária”, quando vários astros aparecem na mesma faixa do céu logo após o pôr do sol. O alinhamento envolve
Apesar do nome chamativo, o fenômeno não significa que os planetas estejam perfeitamente alinhados no espaço. “Trata-se de um efeito de perspectiva visto da Terra, com vários planetas aparecendo em uma mesma região geral do céu”, explica Smith.
Para quem quer começar a observar o céu, Júpiter é o melhor alvo do mês. O planeta permanece visível por várias horas após o anoitecer e pode ser identificado com relativa facilidade. Com binóculos ou telescópios simples também é possível observar alguns de seus satélites naturais, conhecidos como luas galileanas.
A Lua continua sendo um dos objetos mais fáceis e interessantes de observar no céu. As principais fases deste mês são:
A fase de Lua Nova é especialmente favorável para observar estrelas, nebulosas e a faixa da Via Láctea em locais escuros.
Outro evento importante no céu acontece no dia 20 de março, às 11h46 (horário de Brasília): o equinócio. O fenômeno marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul.
Segundo Gonçalves, a data tem uma característica curiosa. “No dia do equinócio, a duração do dia e da noite é praticamente a mesma. Além disso, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente no oeste”, explica.
Especialistas recomendam algumas medidas simples para aproveitar melhor o céu noturno:
Outra recomendação importante é nunca observar o Sol diretamente sem filtros adequados.
