
No total, 33.325 pessoas estiveram presentes para acompanhar a vitória por 3 a 1 do Brasil contra o Japão em amistoso preparatório para a Copa América Feminina. Dos últimos anos, esse foi o maior público que o estádio recebeu para jogos da seleção feminina.
- Queremos que os estádios estejam cheios, as jogadoras sejam conhecidas e reconhecidas - disse o técnico Arthur Elias em coletiva.
A Neo Química Arena será um dos palcos da Copa do Mundo Feminina de 2027, disputada no Brasil. O local está presente em recordes no futebol feminino, mas com a torcida do Corinthians em finais de campeonatos.
- A conexão com o torcedor foi muito importante neste jogo, como foi em outros pelo Brasil. O que queremos é jogar por aqui contra grandes adversários, fazendo grandes jogos e que chegamos para Copa com uma atmosfera elevada - disse.
- Quero o torcedor presente, que conheça as jogadoras e reconheça, porque temos muito talento. Sei que troco muito e não vão ser sempre as 11, mas é conhecer esse grupo grande, acompanhar, porque vamos fazer de tudo para ser uma grande Copa do Mundo e vamos precisar do nosso torcedor presente.
Desde 2019, com o futebol feminino mais presente na sua história, a Neo Química recebeu quatro partidas da seleção brasileira feminina, contra o México, o Canadá e duas contra o Japão.
O menor público havia sido na goleada de 6 a 0 do Brasil sobre o México, com 4.993 pessoas, mas era o primeiro dessa sequência de amistosos e no ano em que o futebol feminino havia acabado de se tornar obrigatório para clubes da Série A do Brasileiro masculino. O Corinthians, por exemplo, estava em seu segundo ano operando sem a parceria com o Audax.

Torcida acompanhando Brasil x Japão feminino — Foto: Staff Images/CBF
Adriana, uma das jogadoras que esteve presente em muitos recordes de público do futebol feminino na Neo Química Arena pelo Corinthians, falou ao ge sobre retornar ao estádio.
- É muito gostoso receber esse carinho, ainda mais jogando na arena, nunca perdi jogo aqui. É até emocionante voltar depois de tudo que vivi com a camisa do Corinthians.
- Samir Xaud esteve no hotel com a gente, no jogo também, começou com sorte. O que temos de mais importante é a Copa do Mundo e, para que aconteça uma revolução no futebol feminino até lá, precisamos que clubes, federações e o governo. Essa abertura com a CBF promove uma melhoria, é um aspecto importante. Para ser mais rápido, precisamos do aumento de oportunidades para as garotas, um trabalho social, porque ainda fazemos poucos, e melhores condições para as atletas jogarem.
- Fico feliz com isso, são ótimas jogadoras e com perfis diferentes. Consigo manipular isso de acordo com cada jogo, o que a gente espera de cada partida. Em uma competição como a Copa América, essa diversidade faz a diferença. Não é somente no ataque que temos essa concorrência por posição, é bom que as jogadoras têm aproveitado, estou feliz com isso.
