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Após fiasco ofensivo, Santos mira reformulação no ataque para 2026

Após a instabilidade e o risco real de rebaixamento em 2025, o Santos decidiu iniciar uma reformulação em seu ataque para a próxima temporada. O desempenho ofensivo limitado e a dependência excessiva de Neymar na reta final do Brasileirão acenderam o alerta na Vila Belmiro.

Os números da equipe explicam a urgência. Em 54 partidas no ano, o Santos marcou 69 gols — uma média modesta de 1,3 por jogo. Foram 13,7 finalizações por partida, mas apenas 4,3 no alvo. O time precisou de 10,7 tentativas para balançar as redes, aproveitou menos da metade das grandes chances criadas e necessitou de mais de 460 toques na bola para construir um gol. Os indicadores confirmam a lentidão e a baixa eficiência ofensiva de um elenco que, apesar de alguns nomes experientes, careceu de poder de decisão.

Tiquinho Soares entrou em campo 40 vezes e marcou apenas sete gols, com 196 minutos em média para participar de um lance direto de gol. Lautaro Díaz somou três gols e duas assistências em 15 jogos, enquanto Thaciano, mesmo improvisado em algumas funções, marcou cinco vezes em 31 aparições. Outros nomes, como Billal Brahimi e Robinho Jr., tiveram participação quase simbólica e pouco impacto. No fim, Neymar respondeu por 11 gols e quatro assistências em 28 partidas, além de ser o líder disparado em finalizações, passes decisivos e dribles.

Os dados expõem uma estrutura ofensiva centrada em um único jogador. As 2,7 finalizações por jogo de Neymar superam a soma média de alguns companheiros de ataque. A equipe produziu, mas sem eficiência: o camisa 10 precisou de 6,8 chances para marcar cada gol e, quando foi bem marcado, o Santos praticamente se desorganizou.

A cúpula santista está disposta a buscar reforços, mesmo que as negociações envolvam criatividade financeira. O principal objetivo é assegurar a extensão do contrato de Neymar até a Copa do Mundo de 2026. Paralelamente, o clube trabalha com a possibilidade real de repatriar Gabigol. As conversas com o Cruzeiro avançaram para um empréstimo com duração até o fim de 2026, em que as duas equipes dividirão os salários do atacante. Com 13 gols e quatro assistências no último ano, Gabigol aparece como peça capaz de aliviar a sobrecarga sobre Neymar e reacender o vínculo emocional com a torcida.

Outro nome em pauta é o de Rony, atualmente no Atlético-MG. Mesmo aos 33 anos, ele desperta interesse pela intensidade e experiência em decisões. O Santos estuda um empréstimo junto ao clube mineiro, que pagou cerca de 36 milhões de reais por ele no início de 2025. O atacante marcou 13 gols e deu cinco assistências pelo Galo, mas enfrentou oscilações e pode ser liberado mediante acordo.


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