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Anvisa manda recolher marcas de suplementos com ingredientes proibidos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última sexta-feira (14/11), uma série de medidas contra suplementos alimentares que apresentavam irregularidades de fabricação, composição e divulgação.

As ações atingem produtos distribuídos pela Lirius Suplementos, itens sem origem identificada da marca Natufab e o suplemento Avestril, todos agora proibidos de serem comercializados, fabricados, distribuídos ou anunciados.

Falhas de fabricação e propaganda irregular

Os suplementos da Lirius foram alvo de proibição e recolhimento após a agência constatar problemas na linha de produção da fabricante LIV Health durante inspeção realizada em agosto. O local foi interditado por falhas nas Boas Práticas de Fabricação. A Polícia Civil de São Paulo também enviou denúncia envolvendo produtos da empresa, o que contribuiu para o avanço da fiscalização.

Segundo o documento publicado no Diário Oficial da União (DOU), os itens apresentavam ingredientes não permitidos para esse tipo de produto, entre eles ora-pro-nóbis, berinjela, boldo, figo, carqueja, camomila, amaranto e pimenta caiena.

A agência também identificou divulgação com promessas de efeitos terapêuticos, como emagrecimento, regulação de glicose, redução de inflamações, alívio de dores crônicas e melhora da saúde cardiovascular — alegações que não podem ser feitas por suplementos alimentares.

A determinação atinge misturas em pó, cápsulas e suplementos líquidos de diversas linhas da empresa, incluindo fórmulas para articulações, controle metabólico e ômega 3.

ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, Distrito Federal - Brasil. 6 de dezembro de 2020.
A Anvisa é a agência de vigilância sanitária brasileira e regula produtos à venda no Brasil

Produtos sem origem e ingrediente proibido

Outro grupo de medidas envolve suplementos vendidos sob a marca Natufab Produtos Naturais. Os itens foram apreendidos e também tiveram uso e comercialização suspensos. A agência informou que a origem dos produtos não foi identificada e que havia ingredientes não autorizados, como ora-pro-nóbis e maca peruana.

A fiscalização apontou ainda propaganda destinada a pessoas com diabetes, colesterol alto e triglicerídeos elevados, o que não é permitido para suplementos por não terem indicação terapêutica.

 

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