
Adriano Rodrigues anunciou o encerramento de sua trajetória no Centro Sportivo Alagoano (CSA). Aos 48 anos, o auxiliar técnico – que também assumiu o comando interino da equipe profissional em diferentes momentos desde 2020 – se despede deixando marcas relevantes no futebol azulino, especialmente na formação de atletas.
À frente de 43 jogos, Adriano acumulou 27 vitórias, sete empates e oito derrotas, com 97 gols marcados e apenas 31 sofridos.
O aproveitamento de 68,22% reforça a consistência do seu trabalho em campo, que também rendeu classificações significativas na categoria de base, como as vagas para a Copa São Paulo de Futebol Júnior e para a Copa do Nordeste Sub-20.
Foco na base e legado estruturante
A passagem do treinador ficou marcada por uma profunda dedicação aos garotos do clube. Adriano investiu na implementação de metodologia sólida, com processos organizados e foco integral no desenvolvimento tático, técnico, físico e comportamental dos atletas.
“Nosso grande desafio foi estabelecer uma metodologia forte e bem definida. Entregamos isso com muito esforço e deixamos um legado importante para o desenvolvimento dos jovens talentos”, destacou o treinador.
Rodrigues ainda comandou o time principal em quatro oportunidades como técnico interino e assumiu oficialmente o comando em parte da temporada 22/23, reforçando sua versatilidade e confiança interna do clube.

Gratidão e novos rumos
Em seu pronunciamento, o treinador fez questão de agradecer aos atletas e à comissão técnica pela receptividade e empenho durante sua jornada.
“Sigo adiante na carreira com a cabeça erguida e totalmente comprometido com a excelência. O CSA segue no meu respeito e na minha torcida, porque o Azulão é o clube do povo”, disse.

Com olhar voltado para novos projetos, Adriano Rodrigues encerra um ciclo, mas deixa portas abertas e um trabalho reconhecido nos bastidores do futebol alagoano.
O Azulão vive mais uma mudança importante em sua estrutura técnica — e leva consigo o legado de uma fase que priorizou formação, profissionalismo e competitividade.
