
As ações de algumas das principais companhias petrolíferas dos Estados Unidos registravam forte alta, nesta segunda-feira (5/1), durante as negociações do chamado “pré-mercado” das Bolsas de Valores norte-americanas – ou seja, antes da abertura oficial do pregão.
A trajetória positiva dos papéis das gigantes do petróleo nos EUA acontece dois dias depois dos ataques militares deflagrados pelo governo de Donald Trump contra o território da Venezuela. A ação levou à captura do ditador Nicolás Maduro – que foi levado aos EUA, onde será julgado.
A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. A produção, no entanto, despencou nas últimas décadas.
Os planos dos EUA para o país ainda não estão claros. Trump, no entanto, já afirmou que Washington pretende governar a Venezuela durante um período de transição e intervir diretamente no setor petrolífero.
No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que manterá a produção mundial da commodity estável, seguindo compromisso firmado pela entidade em novembro de 2025.
A informação foi divulgada depois de reunião entre oito membros da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial. O encontro aconteceu após a queda de quase 20% nos preços do petróleo em 2025, o maior baque anual desde 2020.
A Opep é uma organização que reúne produtores de petróleo, fundada em 1960. Seus membros, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, controlam quase toda a produção mundial da commodity, influenciando diretamente os preços da energia. A Opep+ é uma ampliação do grupo, que incorpora outros grandes produtores, como a Rússia e o Brasil, membro observador desde 2025.
