
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu a procuradora-geral do país, Pam Bondi, nesta quinta-feira (2), após críticas na condução do caso Epstein. A demissão foi confirmada pelo presidente nas redes sociais.
Trump disse que Bondi passará a atuar no setor privado. “Ela fará a transição para um novo trabalho, muito necessário e importante, no setor privado, a ser anunciado em uma data num futuro próximo”.
O líder americano também afirmou que o vice-procurador-geral, Todd Blanche, assumirá o cargo interinamente. “Nosso vice-procurador-geral e uma mente jurídica muito talentosa e respeitada, Todd Blanche, intervirá para servir como procurador-geral interino”, escreveu.
Trump havia manifestado, meses antes, sua frustração com o que considerava um compromisso insuficiente de Bondi em levar a julgamento vários inimigos políticos da época em que ele quase foi para a prisão por diversos casos, após seu primeiro mandato presidencial.
A procuradora-geral também sofreu críticas tanto de apoiadores do mandatário quanto da oposição democrata pela forma como conduziu o caso Epstein.
Segundo a CNN Internacional, algumas pessoas do círculo de Trump estavam, há muito tempo, descontentes com a forma como Bondi lidou com os arquivos de Epstein. Suas declarações teriam contribuído para a impressão de que o governo estava escondendo materiais da vista do público.
Fontes teriam afirmado à CNN que Bondi já tinha sido informada que sairia do posto de procuradora-geral e receberia um cargo diferente posteriormente. Nessa mesma conversa, segundo outras duas fontes, Trump havia mencionado a possibilidade de nomeá-la juíza após sua saída do Departamento de Justiça.
O jornal também afirmou que a ex-procuradora-geral seria intimada pelo Comitê de Supervisão da Câmara para depor sobre o caso Epstein ainda este mês. Em março, quando compareceu voluntariamente perante o comitê, os parlamentares democratas se retiraram em menos de meia hora. Mas os republicanos permaneceram e fizeram perguntas. O presidente do Partido Republicano, James Comer, disse que não havia mais necessidade de Bondi retornar ao comitê e depor sob juramento.
