
A Polícia Civil pediu à Justiça nesta terça-feira (17) a prisão preventiva do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento no Brás, região central de São Paulo. A informação foi confirmada pela Jovem Pan com fontes que acompanham o caso.
A Justiça de São Paulo já havia determinado no início do mês que a polícia investigasse a morte da policial militar como feminicídio.
O corpo da policial, exumado no último dia 6, apresentava marcas no pescoço, segundo informações do advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior.
Segundo Silva Junior, as marcas encontradas no pescoço da vítima chamaram a atenção da perícia. “No meu entendimento, com os outros elementos de prova, [as marcas] corroboram para o feminicídio. Esta marca é um fator preponderante, é uma equimose de dedos, como [se tivesse segurado] a pessoa com a mão”, relatou.
Geraldo Neto afirma que a esposa teria tirado a própria vida dentro de casa no dia 18 de fevereiro, em um apartamento localizado no Brás, região central de São Paulo, momentos depois de uma discussão na qual ele teria proposto a separação do casal.
O tenente-coronel pediu afastamento da corporação dias após o ocorrido. Antes de morrer, a policial enviou mensagens a familiares pedindo ajuda. As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo.
Casada desde 2024 com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, Gisele foi socorrida após ser encontrada ferida, mas não resistiu. Ele afirmou que a esposa cometeu suicídio.
A Jovem Pan tenta localizar a defesa do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. O espaço está aberto para manifestação.
Parentes afirmam que a policial mudou de comportamento após o casamento. Segundo eles, Gisele teria se afastado da família e passado a viver sob restrições impostas pelo marido, incluindo proibições relacionadas ao uso de roupas, maquiagem e contato com outras pessoas.
