
Um petroleiro russo, que transporta cerca de 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou a Cuba nesta segunda-feira (30/3), informou a agência Interfax, citando o Ministério dos Transportes da Rússia. A manobra foi possível após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar sobre o bloqueio e permitir a passagem do navio.
Trump sinalizou nesse domingo (29/3) uma mudança de postura em relação ao envio de petróleo à ilha, que enfrenta uma grave crise energética desde o início da guerra no Oriente Médio. Em conversa com jornalistas no avião presidencial Air Force One, o presidente dos EUA afirmou não ter “problema” com que qualquer país forneça combustível a Cuba.
A ilha de Cuba depende da importação de óleo combustível e diesel para gerar energia e evitar novos apagões, enquanto a venda de gasolina segue rigidamente racionada.
Os Estados Unidos interromperam as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba após a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026. Trump também havia ameaçado impor tarifas severas a países que enviassem petróleo à ilha. Diante disso, o México, até então um dos principais fornecedores ao lado da Venezuela, suspendeu as remessas.
Como consequência, Cuba ficou cerca de três meses sem receber navios petroleiros, segundo o presidente Miguel Díaz-Canel, o que agravou a crise energética no país, que tem cerca de 10 milhões de habitantes. A escassez levou a uma série de apagões em todo o território.
