
O mandante do feminicídio de Maria do Carmo de Morais, de 46 anos, preso nessa terça-feira (16), em São Paulo, teria pagado R$ 5 mil para que a vítima fosse morta, segundo investigação da Polícia Civil (PC). A mulher foi assassinada a tiros em abril deste ano, dentro do mercadinho que mantinha no bairro Primavera, em Arapiraca.
Segundo o delegado Everton Gonçalves, da Delegacia de Homicídios de Arapiraca, o mandante do crime chegou a alegar que havia contratado o intermediário apenas para dar uma surra na vítima, pagando R$ 1 mil, mas a polícia considera essa versão mentirosa.
“Ele confessou que contratou esse intermediador para dar uma surra na vítima, mas por iniciativa dos executores, teria havido a morte; entretanto, essa versão é mentirosa, acredito que ele tenha dito isso para tentar se justificar. As investigações apontam que ele teria contratado essas pessoas por R$ 5 mil para matar a Maria do Carmo”, disse.
A motivação do crime teria sido o fim de um relacionamento de 25 anos; a vítima estaria em um novo namoro iniciado três semanas antes do assassinato. O delegado ainda ressaltou que o mandante não demonstra arrependimento, acreditando que o ato foi justificável.
Quatro pessoas são apontadas pela polícia por terem participado do crime: o ex-marido e mandante do assassinato; o intermediário - que também está preso -; o executor; e o que deu a fuga em uma motocicleta. Ambos estão foragidos.

O executor, segundo a polícia, é Manoel Pereira Santos, conhecido como "Jacaré". O intermediário é um pistoleiro envolvido em outros crimes e que era vizinho da vítima. De acordo com o delegado, ele teria ido até o mercadinho para confirmar que Maria do Carmo estaria no local e avisou aos executores.
“O intermediador era vizinho da vítima e do autor, todos moravam no bairro Primavera. Ele teria recebido o dinheiro e contratado as pessoas para matar, para além disso, ele também participou da execução, no sentido de ter ido até o mercadinho da vítima minutos antes, confirmou a presença dela no local, avisou ao executou, que foi lá e matou a vítima logo em seguida”, explicou o delegado.
As investigações apontam que, dois dias antes da morte de Maria do Carmo, outro crime em Arapiraca foi praticado com o mesmo modus operandi e pela mesma arma utilizada no feminicídio de Maria do Carmo, comprovando ligação entre os casos.
“Houve outro crime em Arapiraca dois dias antes da Maria do Carmo, que foi praticado no mesmo modus operandi. Ele recebeu o dinheiro, contratou os mesmos executores. Nós solicitamos exame pericial de comprovação balística dos dois casos e o laudo comprovou que a mesma arma de fogo utilizada para matar do Maria foi utilizado no homicídio de um homem conhecido como ‘Magão’, na feira do bairro”.
A polícia pede ajuda da população para localizar os demais criminosos. Qualquer informação pode ser dada através do 181.
