
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (6/4).
Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, a Guarda Revolucionária afirmou que o general Majid Khademi morreu durante uma ofensiva atribuída a Israel e aos Estados Unidos.
“O general Majid Khademi, o poderoso e formado dirigente da Organização de Inteligência do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”, afirmou a guarda iraniana.
Morte de líderes
Khademi ocupava o cargo desde a morte de Mohammad Kazemi, morto em um ataque israelense em 15 de junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel. A substituição ocorreu em um contexto de confronto direto entre os dois países.

Em fevereiro, após protestos antigovernamentais registrados em janeiro, o chefe de inteligência da IRGC acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incentivar uma estratégia descrita pelas autoridades iranianas como “assassinato encenado”. Conforme os iranianos, a prática teria como objetivo aumentar o número de vítimas e criar justificativa para uma intervenção militar estrangeira.
Na mesma ocasião, Khademi declarou que mais de 10 serviços de inteligência estrangeiros participaram dos protestos, incluindo a Unidade 8200 de Israel, descrita como uma unidade de guerra cibernética e inteligência.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sediada nos Estados Unidos, pelo menos 7.000 pessoas morreram durante a repressão aos protestos de janeiro.
