
A Fórmula 1 anunciou a extensão do contrato do GP da Emilia-Romagna, promovido no Autódromo Enzo e Dino Ferrari em Imola, na Itália, até 2025. Com isso, a prova que retornou para o calendário da categoria como substituta das etapas canceladas em 2020 e 2021 devido à pandemia do coronavírus - após 14 anos de ausência - está garantida nos próximos três anos.
Com isso, a Itália, que já tem um GP promovido no Autódromo de Monza se junta aos Estados Unidos como únicos países com duas corridas já garantidas na F1; o país americano passará a realizar em 2022 o GP de Miami, além do GP dos EUA em Austin, Texas.
O autódromo construído na década de 1950 estreou na F1 em 1980 como sede do único GP da Itália realizado fora de Monza, e teve o tricampeão brasileiro Nelson Piquet como primeiro vencedor. Após a corrida, o circuito passou a receber o GP de San Marino.
A pista foi palco de eventos marcantes: mais quatro vitórias de pilotos do Brasil, alguns dos capítulos mais intensos da disputa entre Michael Schumacher e Fernando Alonso em 2005 e 2006, e o estopim da rivalidade de Alain Prost e Ayrton Senna em 1989.
Apesar disso, o circuito também é lembrado pelo fatídico fim de semana do GP de San Marino de 1994, abalado pelas mortes do austríaco Roland Ratzenberger e de Senna, além do grave acidente sofrido por Rubens Barrichello.
A última corrida em Imola, até então, havia sido realizada em 2006 e vencida pelo heptacampeão Michael Schumacher. Por sinal, é a Alemanha a detentora do maior número de vitórias no circuito: nove, ao todo.
O cancelamento de uma série de corridas da temporada 2020 em decorrência da crise sanitária da Covid-19 viabilizou o retorno do circuito para o calendário, mas a corrida passou a se chamar GP da Emilia-Romagna. Imola permaneceu na temporada 2021 pela mesma razão e, no fim do ano passado, foi anunciada também entre as 23 provas de 2022, cuja disputa começa no próximo dia 20 de março.
