- Se algo foi provado nesta temporada, é que o time não pode ser sustentado apenas pelos quatro da frente. A aparente chegada de um novo treinador deixa (Rodrygo) em desvantagem em relação aos concorrentes por uma vaga no time titular -- destacou o As.
O jornal espanhol destacou a renovação de Vini Jr. como um "golpe profissional" em Rodrygo. Segundo o ge apurou, os dois anos e meio de contrato dão segurança, e Vinicius não tem pressa para acertar a renovação. Se trata de um início de conversa, com as duas partes expondo seus interesses, e as negociações ainda devem se estender.
-- Mbappé e Bellingham são recém-contratados e estão mostrando um desempenho estratosférico dentro e fora de campo (fora dele, devido à influência de marketing e publicidade que ambos têm). E Rodrygo definitivamente se tornou o elo mais fraco do Quarteto Fantástico -- continuou o As.
Rodrygo foi substituído no intervalo da final da Copa do Rei e deu lugar a Mbappé, que marcou o gol de empate do Real Madrid em cobrança de falta. Pedri já havia aberto o placar para o Barcelona, e Koundé marcou na prorrogação para o time catalão ficar com o título.
A discussão sobre uma saída de Carlo Ancelotti para a seleção brasileira aumentou com o vice-campeonato da Copa do Rei. A mudança no comando do Real, segundo o As, pode culminar em uma transferência de Rodrygo.
-- Para que isso aconteça, Rodrygo tem que estar disposto a sair. E esse é o mistério que ainda precisa ser desvendado. A aparente chegada de um novo treinador o deixa em desvantagem em relação aos concorrentes por uma vaga no time titular -- publicou o jornal.
O brasileiro tem contrato com o Real Madrid até 2028. A equipe ainda briga pelo título de LaLiga, e ocupa a segunda colocação com 72 pontos, quatro a menos que o Barcelona. O próximo compromisso do Real será às 9h de domingo diante do Celta de Vigo.
O Corinthians emitiu nota oficial na manhã desta segunda-feira para repudiar o tratamento dado à torcida do clube no último domingo, no Rio de Janeiro. As organizadas do clube foram autorizadas a entrar no Maracanã somente no segundo tempo da partida contra o Flamengo.
De acordo com o Corinthians e com as torcidas organizadas, todas as exigências das autoridades públicas foram cumpridas e, mesmo assim, o acesso ao estádio não foi permitido no horário combinado.
A diretoria alvinegra diz estar "em contato com as autoridades competentes para formalizar o ocorrido e cobrar providências, a fim de assegurar que situações como essa não se repitam."
Confira a nota oficial do Corinthians:
"O Sport Club Corinthians Paulista repudia e lamenta o atraso na liberação da Fiel Torcida, que se dirigia ao Estádio do Maracanã para acompanhar a partida contra o Flamengo, realizada no último domingo (27).
Mesmo cumprindo todas as exigências e os horários previamente acordados com os órgãos responsáveis pela logística e segurança, os ônibus que transportavam os torcedores corinthianos só conseguiram acessar o estádio no final do primeiro tempo da partida, impedindo que pudessem apoiar a equipe desde o início.
O Corinthians exige respeito aos seus torcedores em qualquer praça esportiva onde atue, da mesma forma como exige que as autoridades nas redondezas da Neo Química Arena respeite as torcidas visitantes. O Clube está em contato com as autoridades competentes para formalizar o ocorrido e cobrar providências, a fim de assegurar que situações como essa não se repitam."
A reportagem ouviu mais de uma fonte sobre o que teria ocorrido. De acordo com os relatos, um comentário do jogador e o comportamento indiferente diante da derrota causaram insatisfação do técnico Leonardo Jardim.
- Estou no clube para cumprir meu contrato, só quero saber do que tenho a receber - disse o atacante segundo um dos relatos ouvidos pela reportagem.
A fala de Dudu e o comportamento citados foram confirmados por outras fontes. O ge procurou os representantes do atacante sobre a declaração citada. Um dos integrantes do estafe de Dudu não desmentiu o comentário do jogador feito no Chile e acrescentou.
Dudu está tranquilo, se o clube quiser rescindir é só pagar a multa que está no contrato"
- Antes do jogo, fechei o assunto. Disse que o motivo da suspensão não era a entrevista. O motivo da suspensão era um motivo interno, e todos estavam a par da situação, direção, jogadores, comissão técnica. Todos estão a par da situação - disse Leonardo Jardim, em coletiva, depois do jogo com o Vasco.
Uma reunião entre a diretoria cruzeirense e representantes de Dudu vai definir sobre a continuidade ou pelo afastamento do camisa 7 do time. O encontro deve ocorrer em breve. O atacante tem contrato com o Cruzeiro até o fim de dezembro de 2027.
Nesta temporada, Dudu disputou 17 partidas pelo Cruzeiro, marcando dois gols. O atacante foi titular da equipe até a derrota para o Mushuc Runa, no Mineirão, pela Copa Sul-Americana. No jogo seguinte, contra o São Paulo, no Morumbi, Dudu e Gabigol ficaram entre os reservas por opção do técnico português.
Revelado nas categorias de base do Cruzeiro, Dudu foi vendido ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, em 2011. O atacante retornou ao Brasil em 2014, para defender o Grêmio. Depois, ele foi contratado pelo Palmeiras, em 2015. Dudu teve uma breve passagem pelo Duhail, do Catar, em 2019, retornando ao time alviverde em 2021.
O Flamengo é muito dominante quando mandante neste confronto pela Série A: em 18 jogos desde 2006, o Flamengo venceu 12, e o Corinthians, três, em 2012 (3 a 0), 2015 (3 a 0) e 2022 (2 a 1). Nos outros 15 jogos, o Flamengo marcou 26 gols e sofreu sete, saindo de campo sem levar gol em nove deles.
Desta vez, o Flamengo aparece na segunda colocação na classificação, com 11 pontos conquistados em 15 disputados, e o Corinthians, na sexta colocação, com sete pontos. Colocado assim, a diferença parece pequena, mas se o Flamengo vencer, passa a ter o dobro de pontos do adversário após seis rodadas.
Nesta configuração de mando ficam evidentes as diferenças entre os potenciais que as equipes carregam nesta temporada para o Maracanã: o Corinthians venceu um dos últimos oito jogos fora de casa (1 V, 5 E, 1 D, 33%); nos últimos oito jogos em casa, o Flamengo tem 71% de aproveitamento (5 V, 2 E, 1 D).
O sintoma mais aparente dos momentos de cada um é que o Corinthians vai reiniciar o trabalho com um novo treinador e para esta partida ainda terá um técnico interino, Orlando Ribeiro, do sub-20, enquanto Filipe Luís organiza o Flamengo desde o Brasileirão passado. O Flamengo está mais organizado, sendo o segundo time com menos jogadores punidos com cartão amarelo (seis), enquanto o Corinthians é o quarto mais punido (16, quase o triplo).
A equipe carioca é a quarta que mais finalizou, com 70 conclusões e média de 14,0 por partida, e ainda tem a quarta maior eficiência, um gol a cada 6,4 tentativas. Enquanto isso, o Corinthians é o terceiro time que menos concluiu, com 48 arremates e média 9,6, com a décima eficiência, um gol a cada 9,6 tentativas. O Flamengo tem 11 gols, e o Corinthians, seis, mas um deles foi contra e não entra no cálculo da eficiência por não ter sido conquistado com uma finalização.
Tamanha produtividade ofensiva aliada à organização defensiva mantém o adversário longe de seu gol. O Flamengo é o time que menos sofreu finalizações de dentro da área, apenas dez em cinco jogos. Foram 29 de fora da área, de onde é mais difícil marcar.
O Flamengo é o time que menos permitiu finalizações de adversários no Brasileirão (29 com média 5,8), com a sexta maior resistência defensiva, um gol sofrido a cada 14,5 conclusões contrárias.
O Flamengo tem o dobro de gols marcados em comparação com o Corinthians, que sofreu o triplo de gols.
Mesmo com a quinta defesa que menos permitiu finalizações de adversários (53 com média 10,6), o Corinthians está com a 13ª resistência defensiva, um gol sofrido a cada 8,8 conclusões contrárias.
O Corinthians tem sido mais perigoso a partir do jogo aéreo: foi assim que venceu o Racing-URU, no meio de semana, em casa, e marcou dessa forma sete dos últimos dez gols. O Flamengo sofreu dessa forma cinco dos nove gols em jogadas.
O Flamengo fez sete dos últimos dez gols trocando passes rasteiros. O Corinthians sofreu 12 dos últimos 13 gols a partir de jogadas aéreas.
No Flamengo, 13 jogadores diferentes fizeram assistências na temporada. No Corinthians foram 15 atletas.
Questão de tempo. É desta maneira que a CBF trata o acerto com Carlo Ancelotti para assumir a seleção brasileira já a partir da Data Fifa de junho. O trauma pela frustração causada com a renovação com o Real Madrid em 2023 indica precaução até que Florentino Pérez decida pela saída do treinador, mas as negociações caminham com o conhecimento do clube e até mesmo a montagem da comissão técnica já entrou em pauta.
As semanas decisivas para o fim da temporada merengue serão determinantes para definição de como se dará o desligamento do italiano, que tem contrato até meados de 2026, e demandam sigilo absoluto entre desmentidos públicos e cuidado com intermediários envolvidos. O próprio presidente Ednaldo Rodrigues, no entanto, também está em contato direto com Carlo Ancelotti segundo relatam pessoas próximas ao italiano e os termos para que comande a Seleção até a Copa do Mundo são similares aos que foram colocados na mesa há dois anos.
Na ocasião, Ancelotti chegou a assinar um termo de compromisso com Ednaldo sem validade jurídica. Com a intervenção que tirou o presidente temporariamente do comando da entidade, por sua vez, o treinador fez a escolha por renovar o vínculo com o Real em 29 de dezembro de 2023. A boa relação construída na ocasião, o detalhamento da proposta e o desejo recíproco acabaram facilitando a retomada das conversas em 2025, antes mesmo da decisão pela saída de Dorival Júnior após a Data Fifa de março.
O interesse mútuo permitiu até mesmo que temas referentes ao dia a dia entrassem em discussão nas últimas semanas. A projeção é de que Carlo Ancelotti chegue à Seleção acompanhado de dois auxiliares: o filho Davide Ancelotti e o também italiano Francesco Mauri. Em um primeiro momento, levantou-se a possibilidade de Davide já iniciar a carreira como treinador e se juntar ao pai somente na Copa do Mundo como colaborador, mas o voo solo ficará para depois.
Já foi debatido também de que haverá mudanças na preparação física da comissão atual e que a prioridade será dada a um brasileiro para assumir um cargo. Carlo Ancelotti também manifestou o desejo de ter um ex-jogador da Seleção ao seu lado e nomes foram colocados à mesa sem uma definição. Vale lembrar que Juan, que defendeu o país nas Copas de 2006 e 2010, ocupa o cargo de gerente técnico.
A confiança da CBF anda sempre em paralelo ao combo de expectativa e respeito à condução do Real Madrid no processo. O clube merengue sabe dos avanços nas negociações para Ancelotti assumir a Seleção, mas não abre mão de conduzir a narrativa na tomada de decisão sobre o comando técnico para a próxima temporada. Internamente, há o desejo de troca antes do Mundial de Clubes e a busca por um substituto caminha junto com um fim de passagem que seja condizente com a história do treinador tricampeão da Champions pelo clube.
No momento, o cenário mais provável é de que o italiano termine La Liga no banco de reservas, dia 25 de maio, contra a Real Sociedad, no Santiago Bernabéu. O prazo exigiria que a CBF enviasse a lista larga para a Fifa no dia 18 de maio sem a assinatura do treinador, que só chegaria ao país às vésperas da apresentação, dia 2 de junho, para definir os 23 convocados para encarar o Equador, dia 5, em Quito, e o Paraguai, dia 10, na Arena Corinthians.
Os clássicos contra o Barcelona, neste sábado, pela final da Copa do Rei, e no dia 11, por La Liga, são as alternativas para abreviar o processo. No momento, o Real está a quatro pontos dos maiores rivais faltando cinco rodadas para o fim do Campeonato Espanhol. Não está descartada a possibilidade de o clube anunciar o fim do ciclo de Ancelotti e tratar a reta final como despedida - em cenário similar ao que o Liverpool fez com Jurgen Klopp na temporada passada.
São alternativas que vão além do controle da CBF, que se atém em aparar arestas e estreitar laços para minimizar os riscos de não ter Ancelotti tão logo o clube espanhol decrete seu futuro. A única exigência é mesmo tê-lo já na Data Fifa de junho, sendo qualquer cenário diferente deste suficiente para recolocar Jorge Jesus e Abel Ferreira na disputa.
Até que o Real Madrid tome sua decisão sobre a saída de Carlo Ancelotti, a discrição segue como palavra de ordem entre todos os envolvidos. O treinador italiano seguirá posicionando oficialmente de que não foi procurado pela CBF, que, por sua vez, vai manter o discurso de que ainda não definiu nomes que possam substituir Dorival Júnior.
Ednaldo Rodrigues declarou publicamente no sorteio dos confrontos da Copa do Brasil que conversa apenas com o diretor executivo Rodrigo Caetano sobre o tema e que ambos vão conduzir a negociação. Os contatos com Ancelotti, porém, como revelado pelo ge, foram retomados ainda antes da Data Fifa de março e sem a participação do dirigente.
Há uma preocupação da CBF para que o tema seja mantido em sigilo absoluto e, até por isso, a entidade tem feito conexões através de interlocutores que originalmente não são do meio do futebol. Zelo para evitar conflitos com o Real Madrid, mas também uma nova decepção como a de dois anos atrás.
Ao superar o Bolívar em La Paz, por 3 a 2, na última quinta-feira, o Palmeiras alcançou a sétima vitória consecutiva nesta temporada e vive a melhor sequência do time em quase quatro anos.
Entre junho e julho de 2021, o time registrou nove vitórias seguidas, incluindo partidas da sétima a 13ª rodada do Brasileiro, além de duas nas oitavas da Libertadores. Foram jogos contra Bahia, Internacional, Sport, Grêmio, Santos, Atlético-GO, Fluminense e Universidad Católica (duas vezes).
Essa agora, portanto, é a maior sequência de vitórias do Palmeiras desde então, ultrapassando outras três de seis jogos, que aconteceram entre outubro e novembro de 2021, em maio de 2022 e entre janeiro e fevereiro de 2023.
A atual série acumula vitórias sobre Sporting Cristal-PER, Sport, Cerro Porteño-PAR, Corinthians, Internacional, Fortaleza e agora o Bolívar.
Os bons momentos do Palmeiras costumam motivar brincadeiras sobre o chamado “pacto” do time de Abel Ferreira, que por vezes desafia o imponderável. Inevitável voltarem à tona neste momento, portanto. Para o técnico, no entanto, o pacto necessário é outro.
– É tentar rezar ao nosso senhor para que ninguém se lesione. Me pus a rezar ao nosso senhor, é o pacto que tenho. É impossível, com o calendário que é, com as viagens que temos. O pacto é rezar para que ninguém se lesione mais – disse o treinador após a partida.
A ida a La Paz encerrou uma sequência de três viagens no intervalo de uma semana, para o Rio Grande do Sul, Ceará e Bolívia. Nos dois primeiros desses jogos, contra Internacional e Fortaleza, o técnico já lidava com quatro desfalques: Murilo, Veiga, Mayke e Rocha, além de Bruno Rodrigues, que vem desde o ano passado em recuperação.
Agora, a equipe volta a São Paulo para receber o Bahia, às 18h30 do domingo, no Allianz Parque, e em seguida emenda uma nova sequência de três viagens: Ceará pela Copa do Brasil, Vasco em Brasília e Cerro Porteño no Paraguai pela Libertadores.
– Temos acho que só dois dias para recuperar. Isso que arrebenta nossa equipe, arrebenta tudo, por isso que há muitas lesões no futebol brasileiro – finaliza o treinador.
A diretoria do Corinthians se reuniu com o estafe de Dorival Júnior mais uma vez na tentativa de chegar a um acordo entre as partes. Terminado o jogo do Timão pela Copa Sul-Americana, contra o Racing-URU, o executivo Fabinho Soldado deixou a Neo Química Arena para se encontrar com os representantes do treinador em um hotel na cidade de São Paulo.
Após nova rodada de negociação, o Corinthians agora aguarda uma resposta de Dorival.
As duas partes estão confiantes de que conseguirão chegar a um acordo financeiro para anunciar a contratação em breve. A proposta do Corinthians é por um acordo até o fim de dezembro de 2026, justamente quando se encerra o mandato do presidente Augusto Melo.
O empresário Edson Khodor, representante de Dorival Júnior, é quem negociou com Soldado. Segundo apurou o ge, a dupla debate questões financeiras do contrato, já que o projeto esportivo de médio e longo prazo apresentado pelo clube do Parque São Jorge foi aceito pelo treinador.
Na última terça-feira, Fabinho Soldado embarcou para Florianópolis para conversar com Dorival Júnior. Depois de convencer o técnico de que o Corinthians possui um planejamento sólido, o executivo acionou o restante da gestão para começar a negociação financeira.
Como a equipe entrou em campo pela Copa Sul-Americana, as conversas foram interrompidas pela tarde e retomadas pela noite. Embora não tenha um prazo definido para resolver a questão, o Corinthians quer solucionar de forma rápida o impasse.
O Timão está sem um comandante desde a última quinta-feira, quando optou por demitir Ramón Díaz após duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro. Orlando Ribeiro foi o técnico contra o Racing-URU.
Na semana passada, o clube procurou Tite, que chegou a sinalizar um acordo verbal e avisar a família sobre a mudança para São Paulo. No entanto, horas antes da viagem que seria realizada na última terça-feira, o treinador teve uma crise de ansiedade e, por questões de saúde mental, optou em finalizar as negociações.
É impossível falar de seleção brasileira sem citar Romário. Para quem viu jogar ou só ouviu as histórias, o Baixinho está sempre presente na memória. Há 20 anos, o atacante entrava em campo para sua última atuação com a camisa do Brasil, em uma vitória por 3 a 0 sobre a Guatemala, em amistoso no dia 25 de abril de 2005. Uma partida diferente do que se esperava para a despedida, mas recheada de emoções. Veja o que aconteceu nessa data e relembre a trajetória do Baixinho com a Seleção.
Na minha geração, a gente tinha mais fome de vencer, mais vontade de ganhar. Não estou dizendo que essa geração atual não tenha essa fome e essa vontade, só estou dizendo que a minha geração tinha mais isso.
Pouco antes de se despedir da Seleção, Romário voltara ao Vasco em junho de 2005. Ele retornava depois de dois anos e meio jogando pelo Fluminense e com a expectativa de reviver tempos gloriosos em São Januário - nas passagens anteriores, conquistou dois Cariocas, uma Copa Mercosul e um Campeonato Brasileiro.
Romário estava com 39 anos, caminhando para o que seria o final da carreira, momento que pedia um adeus em grande estilo para o herói da Copa de 1994. Entretanto, o jogo pela Seleção foi modesto: um amistoso contra a Guatemala, no Pacaembu e sem os principais nomes do futebol brasileiro da época.
Por não ser Data Fifa, os clubes não eram obrigados a liberar os jogadores. O Brasil contava apenas com quem atuava no país. A escalação do técnico Carlos Alberto Parreira foi: Marcos; Cicinho, Anderson, Fabiano Eller e Léo; Mineiro, Magrão, Ricardinho e Carlos Alberto; Romário e Robinho.
— Não houve nenhum tipo de frustração, mas foi longe do ideal, que era ter me despedido da seleção brasileira no Rio de Janeiro, no Maracanã, com os jogadores que fizeram parte da minha história. Mas nem tudo é perfeito, assim como aconteceu na minha vida. De uma forma ou de outra, acabou sendo uma coisa legal, porque despedida é despedida. E quando você veste a camisa da seleção brasileira, em qualquer lugar, todo jogo é sempre importante — garantiu Romário.
Mesmo sem as proporções esperadas, o clima era de festa. O Brasil entrou em campo com a tradicional camisa verde e amarela, liderado por Romário, que levava a braçadeira de capitão e o número 11 nas costas.
O homenageado da noite chorou antes mesmo de começar o hino nacional ao ver as arquibancadas ocupadas por cerca de 40 mil pessoas e diferentes formas agradecimento. "Valeu, Baixinho! O maior da história dentro da área!", dizia um dos banners.
A diferença de nível entre as equipes não deixou que os torcedores demorassem para ver gols. O zagueiro Anderson abriu o placar aos cinco minutos. Romário tentou várias vezes: de falta, em chute de perto, em chute de longe. No fim das contas, o gol do protagonista do jogo saiu de cabeça, ainda no primeiro tempo, quando o meia Ricardinho cruzou para que o Baixinho deixasse o dele.
Na comemoração, um misto de emoções. Romário levantou o uniforme do Brasil e exibiu para o público uma camisa branca que carregava a frase: “Eu tenho uma filhinha down que é uma princesinha”.
Aquele dia marcava o fim de um ciclo na carreira dele, mas o início de outro tão relevante quanto na vida pessoal - agora, era pai da Ivy e defensor das pessoas com deficiências, causa que anos depois marcaria o início da carreira política dele.
Na comemoração, um misto de emoções. Romário levantou o uniforme do Brasil e exibiu para o público uma camisa branca que carregava a frase: “Eu tenho uma filhinha down que é uma princesinha”.
Aquele dia marcava o fim de um ciclo na carreira dele, mas o início de outro tão relevante quanto na vida pessoal - agora, era pai da Ivy e defensor das pessoas com deficiências, causa que anos depois marcaria o início da carreira política dele.
— Eu entendi que passar aquela mensagem como um pai de uma criança com a síndrome de down seria muito importante. Com certeza, muitos pais tinham algum preconceito e receio de não mostrar seus filhos. Ali tive essa oportunidade e foi uma ação muito positiva para mexer com a cabeça deles. Eu entrei na política em 2010, defendendo essa bandeira das pessoas com deficiência. Depois passou a ser sobre as pessoas com doenças raras e do esporte, o que é natural, porque sou do esporte, da educação e saúde — contou.
A comemoração poderia ter sido maior, se não fosse um impedimento. Romário marcou o segundo no jogo aos 26 minutos, mas o lance foi anulado pelo juiz.
Romário foi substituído aos 38 minutos para a entrada de Grafite. Ovacionado com gritos de "tetracampeão", ele deu uma volta olímpica para agradecer aos torcedores antes de deixar o gramado com a camisa da Seleção pela última vez.
O substituto da estrela da noite marcou o terceiro e último gol do jogo para fechar o placar em 3 a 0 para o Brasil. Aquele jogo ainda teria mais uma data marcante para o futebol: a estreia de Fred, ídolo do Fluminense, que na época ainda era uma jovem promessa de 21 anos do Cruzeiro.
Romário encerrou ali a trajetória que começou no 23 de maio de 1987, quando entrou em campo com o Brasil pela primeira vez. E deixava o legado de ser o terceiro maior artilheiro da camisa verde e amarela até aquele momento, atrás apenas de Ronaldo Fenômeno e Pelé (hoje o Baixinho é o quarto colocado na lista).
A seleção brasileira é muito diferente de qualquer outra coisa. Sou bastante feliz pelos jogos que disputei pelo Brasil e, principalmente, pelos títulos. A Seleção marca a minha carreira, sempre dei minha vida por isso
— Romário
O futuro mostrou que o atacante ainda tinha gás para continuar atuando por mais tempo. Depois daquela despedida, ele ainda jogou por mais três anos, defendendo Vasco, Miami FC (Estados Unidos) e Adelaide United (Austrália). Em 2005, foi artilheiro do Brasileirão com 22 gols e, no ano seguinte, o maior goleador do Campeonato Norte-Americano com 18.
— Saber a hora de encerrar é sempre muito difícil, não temos muita noção de quando realmente tem que parar. A condição física para jogar na seleção brasileira é muito importante, e a gente vai perdendo aos poucos. Eu entendi que aquele seria o momento ideal, por mais que fosse difícil e duro. Depois que a gente para, nos primeiros meses, talvez até no primeiro ano, sempre dá aquele sentimento de olhar para trás e pensar "poxa podia jogar mais um pouquinho". Até porque, de lá para cá, a galera não evoluiu muito não, tecnicamente ficaram meio parados no tempo — contou.
Romário pela Seleção
70 jogos
55 gols
2x Copa Américas (96/97 e 88/89)
1x Copa do Mundo (1994)
1x Copa das Confederações (1997)
Medalha de Prata nas Olimpíadas (1988)
O encerramento da carreira veio em abril de 2008, mas Romário sempre esteve próximo do futebol. Diferentemente de outros jogadores da sua geração, como Dunga e Taffarel, ele não seguiu para a carreira técnica. Ele garante que, por ora, atuar como integrante da comissão de algum time não está nos planos, muito menos assumir alguma posição na Seleção.
Passou a se dedicar à política, primeiro como deputado federal e anos depois como Senador - cargo que ocupa até hoje. Em 2024, Romário foi eleito presidente do America-RJ, clube com o qual tem um laço afetivo devido ao fanatismo do pai, Edevair.
A relação com a seleção brasileira passou a ser como espectador e como crítico afiado que espera voltar a ver os anos de ouro do Brasil.
— Se essa geração entender que essa fome de vencer é importante, talvez vença. Eu vejo esses atletas jogando muito mais pelos seus clubes do que pela seleção brasileira. Não sei se eles tiram o pé (na Seleção), mas a entrega é diferente. E, na minha época, a gente jogava nos clubes e na Seleção, isso também é uma diferença — concluiu Romário.
O Bahia voltou a ativar o modo Libertadores para alcançar a liderança do Grupo F. O Tricolor repetiu jogos passados da competição continental, teve alta rotação e ainda melhorou na segunda etapa para vencer o Atlético Nacional, por 1 a 0, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, e chegar aos sete pontos. De volta ao torneio após 36 anos, o time baiano soube o que fazer na partida válida pela terceira rodada
Controle das ações x poucas chances
O Bahia entrou em campo reforçado de jogadores poupados no último jogo, como Luciano Juba, Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Erick Pulga.
Os primeiros minutos de jogo mostraram o Bahia com espírito de Libertadores. Marcação pressão no campo de ataque para recuperar a bola rapidamente, tanto que o Tricolor já somava um escanteio e uma bola parada perto da área em quatro minutos.
O período seguinte também teve o Bahia com controle das ações e presença ofensiva, mas sem acertos nos últimos passes, tanto em cruzamentos quanto em passes por dentro, algo mais parecido com o futebol apresentado pela equipe nas últimas partidas.
Mas quando aprofundou a bola, principalmente a partir de lançamentos longos de Caio Alexandre, o Bahia foi mais perigoso e também criou a melhor jogada. Aos 30 minutos, o volante iniciou com esticada para Jean Lucas e encaixou outro bom passe para o meio-campista na sequência antes de a bola sobrar na área. Lucho Rodríguez parecia adiantado e perdeu a chance cara a cara com Ospina.
Defensivamente, o Tricolor demorou de fazer a transição em alguns momentos, mas foi relativamente bem. O lance mais complicado do Atlético Nacional foi uma finalização de longe do gol realizada por Uribe, aos 35 minutos, após rebote tricolor para fora da área.
Nos minutos finais da primeira etapa, uma virada de bola de Erick Pulga ainda deixou Gilberto livre na área, mas o lateral não acertou o cruzamento. Em outro lance, foi de Everton Ribeiro a lucidez no passe e de Jean Lucas a bola levantada na área, mas Cauly finalizou mal ao ser atrapalhado por Lucho.
Rotação lá no alto
O Bahia foi superior no primeiro tempo, mas precisava de maior volume ofensivo para buscar o gol que o credenciasse ao resultado positivo na segunda etapa. Para isso, o técnico Rogério Ceni manteve a mesma equipe, e a primeira chance foi gerada em marcação alta. Lucho cobrou falta, aos quatro minutos, e parou em Ospina.
A outra grande oportunidade foi em contra-ataque puxado por Jean Lucas e que teve Cauly colocando o próprio meio-campista na cara do gol, aos 11 minutos. O problema é que Jean demorou de finalizar e foi desmarcado.
Em outro lance de transição rápida em um momento mais aberto do jogo, aos 13, Everton Ribeiro encontrou Pulga na pequena área, mas o atacante precisou se esticar e tocou fraco na bola, que ficou com Ospina.
O ímpeto ofensivo do Bahia havia melhorado na segunda etapa, mas o Tricolor chegou ao minuto 20 sem marcar (ainda deu tempo de Marcos Felipe defender cobrança de falta de Cardona). Com isso, Ceni trocou Lucho e Cauly por Willian José e Ademir, respectivamente.
As mudanças surtiram efeito quase de imediato. Aos 26 minutos, Willian José aproveitou ótimo passe de um Caio Alexandre mais adiantado no ataque e finalizou de primeira da grande área para abrir o placar em lance que havia sido iniciado por Everton Ribeiro.
Com a vantagem, Ceni fez mais duas trocas para fortalecer a marcação no meio de campo e trazer novo fôlego a um time que tinha usado muitas transições na segunda etapa. Entraram Nestor e Erick nos lugares de Everton Ribeiro e Caio Alexandre, respectivamente.
O desgaste parecia tão grande que uma virada de bola da direita para a esquerda de marcação tricolor pegou o Bahia desprevenido porque Erick Pulga não havia feito a recomposição a tempo. Com isso, Parra chutou de primeira da grande área e exigiu atenção e defesa do goleiro Marcos Felipe.
A reta final da partida exigiu que o Bahia estivesse bem defensivamente, algo que se confirmou. Mesmo assim, o Tricolor levou sustos e até sofreu bola na rede, mas Asprilla, autor da cabeçada, havia cometido falta em Ramos Mingo na jogada.
A última alteração foi justamente para evitar maiores espaços lá atrás, com Acevedo em ação no lugar de Jean Lucas. Ao apito final do árbitro, venceu quem foi intenso, aumentou a rotação na segunda etapa e teve boas trocas para fazer o gol e controlar o resultado.
Agora, o Bahia volta a pensar em Campeonato Brasileiro e pode aproveitar o ótimo jogo diante do time colombiano como inspiração. Neste domingo, o Tricolor visita o Palmeiras, no Allianz Parque, às 18h30 (horário de Brasília), pela sexta rodada. Até agora, no entanto, o time de Ceni não repetiu a alta voltagem na competição nacional.
Favorito no papel para brigar pelo título do torneio, o time não corresponde até agora com as expectativas e faz uma das piores campanhas do torneio. Não somou nenhum ponto e tem chance remota de avançar na competição.
Neste cenário, não há como não usar a palavra vexame para a campanha do Cruzeiro na Conmebol Sul-Americana. O bicampeão da Libertadores está muito próximo de ser, pela primeira vez na história, eliminado de uma fase de grupos de um torneio continental.
Na lanterna da chave, o Cruzeiro está nove pontos atrás do líder Mushuc Runa, faltando os três jogos do returno. O time de Leonardo Jardim recisa de algo próximo de um milagre para tirar o clube equatoriano da ponta.
Ainda há chance de chegar à fase de mata-mata com o segundo lugar, já que o Palestino tem quatro pontos, e o Unión soma três. Se ficar com o segundo posto, entretanto, terá de passar pelo playoff contra um dos terceiros colocados da Conmebol Libertadores.
O jogo
No Chile, sem a presença de Matheus Pereira (com desgaste muscular, segundo o Cruzeiro), o time voltou a ter Gabigol – com boa atuação e dois passes para Lautaro Díaz, que desperdiçou ambas as oportunidades -, e Dudu (este com jogo tímido no Chile), mas seguiu a rotina de perda de gols.
O Cruzeiro dominou boa parte do primeiro tempo (chegando a ter mais de 80% de posse de bola em determinado momento) e, além das duas oportunidades de Lautaro Díaz, também não aproveitou boa chance com Rodriguinho. O castigo pelas chances perdidas veio no fim da etapa com o gol sofrido.
Mesmo com a necessidade de reagir, Leonardo Jardim voltou com a mesma equipe para o segundo tempo. O rendimento não foi o mesmo de boa parte da etapa inicial, e o Cruzeiro teve mais problemas com contra-ataques do Palestino.
Alterando todo o corredor esquerdo – saindo Kaiki e Dudu – e povoando ainda mais o setor do Kaique Kenji, Wanderson e Marquinhos, o Cruzeiro até achou o gol de empate em lance pelo setor e cabeceio de Eduardo na grande área. A verdade é que a produção da etapa final não condizia ao placar de 1 a 1.
O castigo veio logo depois. Após erro na saída de Cássio e escanteio cedido, a primeira trave não foi bem marcada por Kaio Jorge, que ainda desviou a bola para o gol, e o goleiro da Raposa não conseguiu segurá-la.
Cenário repetido a um Cruzeiro que tem dificuldade, na maioria dos jogos, de transformar as chances criadas em gols. Ao mesmo tempo, vem convivendo com falhas repetidas da defesa e segue a rotina de uma temporada de vitórias escassas.
Corinthians e Racing (URU) medem forças na noite desta quinta-feira, a partir das 19h (horário de Brasília), pela terceira rodada do Grupo C da Copa Sul-Americana. O duelo será disputado na Neo Química Arena, em São Paulo, e terá acompanhamento do ge em tempo real .
O Corinthians chega para a partida em um momento de instabilidade. O argentino Ramón Díaz foi demitido e, até o momento, a diretoria ainda não acertou a contratação do substituto. Na Copa Sul-Americana, o Timão tem apenas um ponto ganho nas duas primeiras rodadas e está fora da zona de classificação para a fase mata-mata.
Já o Racing, lanterna do Grupo C com apenas um gol marcado e oito gols sofridos, chega a São Paulo como franco atirador. Os uruguaios, embora ocupem a quinta colocação no campeonato nacional, perderam dois de seus três últimos jogos na temporada.
Na Conmebol Sul-Americana, o primeiro melhor de cada chave vai direto para as oitavas de final. Os segundos colocados se classificam para os playoffs, fase em que disputam vaga nas oitavas contra os terceiros colocados da fase de grupos da Conmebol Libertadores.
Escalações prováveis
Corinthians - técnico: Orlando Ribeiro
Ainda com o interino Orlando Ribeiro no comando, o Corinthians pode ter uma escalação mista para o jogo desta noite. Recuperado de uma lesão muscular, o goleiro Hugo Souza volta à formação titular depois de desfalcar o Timão por quase um mês.
Quem segue fora é o meio-campista Rodrigo Garro, que ainda trata da tendinopatia no joelho direito e, por enquanto, não tem data para retornar aos gramados.
Provável escalação: Hugo Souza; Matheuzinho, Félix Torres, Gustavo Henrique (André Ramalho) e Fabrizio Angileri; Raniele, José Martínez, André Carrillo e Breno Bidon (Igor Coronado); Memphis Depay e Yuri Alberto.
Quem está fora: Rodrigo Garro (tratamento de tendinopatia patelar no joelho direito).
Pendurados: ninguém.
acing - técnico: Cristian Chambian
O Racing vem a São Paulo com um esquema de três zagueiros e cinco homens no meio de campo. O jovem treinador Cristian Chambian, de apenas 34 anos, tem uma equipe jovem, montada quase que exclusivamente por atletas uruguaios.
Provável escalação: Amadé; Bueno, Monzón e Pinela; Pereira, Cáceres, Ramírez, Bosca e Ferreira; Severo e Da Silva.
O Santos vê o mercado de técnicos se fechar e, perto de completar dez dias da demissão de Pedro Caixinha, ainda não tem um consenso sobre quem será seu substituto. Em vias de ser anunciado como novo treinador do Corinthians, Dorival Júnior foi o primeiro a recusar a investida santista.
Enquanto isso, o interino César Sampaio tem trabalhado em silêncio no CT Rei Pelé sem ter o futuro claramente definido. O presidente Marcelo Teixeira chegou a "efetivá-lo" por uma semana, justamente a atual, de preparação para o jogo contra o Red Bull Bragantino, domingo, na Vila Belmiro.
Bons resultados nos próximos jogos podem dar segurança à diretoria para mantê-lo por mais tempo, caso a negociação com Ramón não avance.
O caso de Dorival é emblemático e reflete a dificuldade alvinegra: ele foi sondado antes mesmo de Caixinha deixar o cargo, e o Peixe chegou a insistir por sua contratação nos últimos dias, mas, nas primeiras conversas, sinalizou que não estava pronto para voltar a trabalhar.
Conversa diferente da tida com o Corinthians, prestes a se tornar seu destino.
Enquanto a diretoria do Peixe entende ter investido o suficiente no elenco para voltar a fazer do Santos protagonista a curto prazo, o mercado não dá a mesma resposta, apontando que o desafio de brigar por títulos nacionais parece, neste momento, inalcançável.
Santos não tem pressa?
Oficialmente, inclusive em declarações de seu CEO, Pedro Martins, o Santos alega não ter pressa. A postura, no entanto, passa pela falta de opções. O clube tem usado todas as suas armas para buscar um nome de consenso, mas ainda não chegou a ele.
Vários nomes estiveram em pauta internamente no clube: André Jardine, Fernando Diniz, Thiago Motta, Ramón Diaz, Odair Hellmann e até nomes empregados em outros clubes. O entendimento é de que a temporada desafiadora exige convicção.
Pedro e Teixeira divergem no pensamento em alguns nomes, enquanto pessoas próximas à diretoria também têm participado de conversas para ajudar a encontrar boas opções. O setor de scout do clube, por sua vez, apresenta opções frequentemente, que são debatidas.
No caso de Caixinha, Pedro Martins foi determinante para a contratação. Agora, não será mais totalmente dele a indicação final do nome de consenso.
Jorge Sampaoli foi o único que teve negociações abertas de forma oficial. O argentino até se empolgou com a chance de retornar, mas preferia assumir o time no meio do ano.
Memphis Depay se destacou no fim de semana ao marcar dois gols na vitória por 2 a 1 do Corinthians sobre o Sport que fizeram o holandês alcançar uma marca importante no clube alvinegro: entrar no ranking dos dez maiores artilheiros estrangeiros da história corintiana.
Agora com 12 gols em 35 jogos, Memphis ultrapassou o colombiano Rincón, ídolo dos anos 1990 e início dos 2000, e o argentino Peres II, jogador do clube nos anos de 1929 e 1930 - ambos balançaram as redes 11 vezes com a camisa alvinegra.
Depois de um início de temporada marcado mais com passes para gols, o camisa 10, que lidera o ranking de assistências com oito, passou a apresentar uma versão mais goleadora nas últimas semanas.
Com três gols nos últimos quatro jogos, Memphis soma cinco na temporada e ocupa a vice-artilharia da equipe em 2025 ao lado de Talles Magno. Yuri Alberto lidera o ranking do Timão com oito gols.
No Brasileirão, Memphis chegou três bolas nas redes e também é segundo entre os goleadores, apenas um gol atrás dos líderes Pedro Raul, emprestado pelo Timão ao Ceará, Arrascaeta, do Flamengo, e Vegetti, do Vasco.
Garro na mira, e Romero líder absoluto
Na classificação histórica dos goleadores estrangeiros do Corinthians, Memphis ocupa a oitava colocação e agora mira outros companheiros de time.
Rodrigo Garro, que também chegou no ano passado, fez 14 gols desde a chegada ao Parque São Jorge. O líder do ranking é o paraguaio Romero, com 66 gols e 12 de vantagem sobre Paolo Guerrero, peruano com passagem marcante pelos gols decisivos na conquista do Mundial de Clubes de 2012.
Os argentinos Carlitos Tevez, com 46, Germán Herrera, com 22, e Mauro Boselli, com 17, fecham o top-5 de grandes goleadores estrangeiros. O zagueiro paraguaio Balbuena, com 15, é o sexto, logo acima de Garro e Memphis.
O holandês terá a oportunidade de aumentar essa marca nesta quinta-feira. A partir das 19h (de Brasília), o Corinthians recebe o Racing, do Uruguai, na Neo Química Arena, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Os maiores artilheiros estrangeiros do Corinthians:
Ángel Romero: 66 gols
Paolo Guerrero: 54 gols
Carlos Tevez: 46 gols
Germán Herrera: 22 gols
Mauro Boselli: 17 gols
Fabián Balbuena: 15 gols
Rodrigo Garro: 14 gols
Memphis Depay: 12 gols
Freddy Rincón: 11 gols
Peres II: 11 gols
De principal estrela no mercado de contratações do Cruzeiro à reserva no ataque. Em quatro meses, o status de Gabigol mudou no clube mineiro em meio à mudança de treinador e a necessidade de melhora dos resultados. Agora, o camisa 9 tenta a retomada.
Gabigol tem a chance de começar como titular diante do Palestino, nesta quinta-feira, em Coquimbo, no Chile, pela Conmebol Sul-Americana. Ele ficou fora do time titular nos últimos três jogos.
O atacante do Cruzeiro entrou no segundo tempo dos jogos contra Bahia e Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Também pelo nacional, assistiu do banco de reservas o empate por 1 a 1 com o São Paulo.
O último jogo como titular foi na derrota por 2 a 1 para o Mushuc Runa, do Equador, na Sul-Americana. É justamente no torneio internacional que Gabigol tentará retomar o desempenho do começo de ano que o coloca ainda como artilheiro do Cruzeiro, em 2025, com sete gols.
A mudança de status de Gabigol ocorreu em meio às mudanças promovidas por Leonardo Jardim no time titular em virtude da falta de resultados do Cruzeiro. O cenário, entretanto, ainda não foi modificado. Nos jogos em que o atacante não foi titular, o time ganhou um jogo, perdeu um e empatou outro.
Até esta mudança, Gabigol nunca havia estado na condição de reserva no Cruzeiro. Com Fernando Diniz, foi sempre figura principal no ataque, assim como no começo do trabalho de Leonardo Jardim.
O atacante foi a principal contratação do Cruzeiro para a temporada. O clube mineiro moveu esforços para contratá-lo em meio ao fim de vínculo com o Flamengo e ofereceu um projeto ao jogador até o fim de 2028.
O futebol às vezes cobra muito caro. E no duelo que começou num dia e terminou no outro, o Fortaleza foi cobrado. Contra o Atlético Bucaramanga, pela Libertadores, o Laion fazia um jogo simples, correto, vencendo até os 43 do segundo tempo. Empilhou chances para marcar o segundo, o terceiro, mas desperdiçou. Levou o empate (também de pênalti) no fim e, por muito pouco, não levou a virada nos acréscimos. No fim, 1 a 1 no placar. A primeira vitória na Liberta insiste em não chegar. O futebol aquém, no entanto, segue marcando presença.
Primeiro tempo
O Fortaleza começou o jogo marcando com linhas mais altas, mas não conseguiu coordenar as jogadas de contra-ataque. Contra um time que joga mais aberto, era importante ocupar o meio-campo e o Laion tentou fazer isso. A bola passava o tempo inteiro pelos pés de Calebe, mas faltava precisão no passe para ligar o meio com o ataque.
Até que a bola foi lançada para Deyverson, que caiu pedindo pênalti e a jogada deu sequência. Allanzinho ficou com a sobra e quase marcou um golaço, mas o VAR entrou em ação. No lance de Deyverson, o defensor colombiano acabou tocando o pé do atacante. O árbitro decidiu pelo pênalti. O próprio Deyverson cobrou, o goleiro defendeu, mas no rebote, gol do Laion.
O resultado fez um pouco mais de justiça ao que produzia o Tricolor, melhor no jogo, mas sem conseguir ser eficiente. O pênalti, inclusive, alivia um pouco a pressão do último resultado, quando Lucero perdeu uma cobrança nos acréscimos contra o Palmeiras, em casa, pelo Brasileirão. Bons futebol e resultado no primeiro tempo.
Segundo tempo
A vantagem no placar deu mais tranquilidade ao Fortaleza, que se fechou bem para buscar matar o jogo no contra-ataque. Pikachu e Breno Lopes entraram. O primeiro, inclusive, teve duas ótimas chances para matar o jogo, mas a primeira mandou na trave e a segunda na rede pelo lado de fora. Elas fariam falta lá na frente.
O Bucaramanga cresceu no jogo, o que era natural, haja vista a necessidade do resultado. No entanto, João Ricardo não precisou fazer nenhuma defesa milagrosa. Pelo menos não teve a necessidade até os 43, quando Mancuso fez pênalti. Pons cobrou, a bola bateu no travessão, quicou dentro do gol e saiu. Era o empate colombiano.
No (contra-)ataque contra defesa que foi o segundo tempo, faltou ao Fortaleza a capacidade de matar o jogo. Borrero entrou no segundo tempo e não conseguiu jogar, errando praticamente tudo o que tentou. Nos acréscimos, Lucero entrou na vaga de Deyverson numa tentativa quase que desesperada de Vojvoda de conseguir o segundo gol. Em vão.
De quebra, o time ainda perde David Luiz para o jogo contra o Vitória no fim de semana pelo Brasileirão. O jogador foi substituído no intervalo e um protocolo de concussão será feito para avaliar as condições do atleta.
Contra um frágil Bucaramanga, a vitória não veio e o futebol puniu o time cearense - que não jogou mal, diga-se de passagem. Para o que vem pela frente, reencontrar o caminho para a eficiência será mais do que necessário.
E nesta quinta-feira, o jornal "Marca" afirma que o brasileiro pode sofrer consequências com o ato. O diário relembra que na temporada 2013/2014, o atacante espanhol Álvaro Morata, ao perder chance clara em uma vitória do Real Madrid sobre o Valladolid por 4 a 0, ficou de fora em seis das oito partidas seguintes dos merengues.
- Morata mais tarde recuperou sua posição, que era um papel com um pouco mais de relevância do que o atual de Endrick - destacou a reportagem de José Félix Diaz.
A publicação ressalta que o italiano não gosta de lances de efeito em momentos decisivos da partida.
- Poucas coisas elevam mais o tom do discurso de Carlo Ancelotti do que a falta de capricho quando se depara com a oportunidade de encerrar um jogo. Os jovens são alertados sobre isso diariamente. Garantir um gol ou pelo menos adotar a solução mais simples é uma obsessão para o italiano quando se trata de uma chance clara de decidir o jogo. Endrick sabia disso e errou ao tentar embelezar, em vez de dar uma solução mais simples. É uma máxima do treinador do Real Madrid e, quando isso acontece, a geladeira aparece no caminho dos jogadores.
O lance que irritou Ancelotti aconteceu aos 11 minutos do segundo tempo. Lançado livre diante de David Soria, Endrick tentou uma cavadinha, mas pegou mal na bola, que ficou facilmente com o goleiro do Getafe. Aos 19, Ancelotti trocou Endrick por Jude Bellingham.
Endrick, de 18 anos, teve nesta quarta sua primeira oportunidade como titular no Campeonato Espanhol. O brasileiro tem sido mais aproveitado na Copa do Rei: foram cinco jogos, quatro deles como titular, e cinco gols marcados.
Endrick divide a artilharia da Copa do Rei com Julián Alvarez, do já eliminado Atlético de Madrid, e com Ferrán Torres, do Barcelona, adversário do Real na decisão deste sábado.
A Copa do Rei é a maior chance do Real Madrid levantar uma taça na temporada, já que o Barcelona tem vantagem de quatro pontos sobre o rival no Campeonato Espanhol, a cinco rodadas do fim.
Para a decisão de sábado, no entanto, Endrick terá forte concorrência em busca de um lugar entre os titulares. Também na entrevista coletiva após o jogo deste sábado, Ancelotti praticamente garantiu a presença de Rodrygo na decisão, apesar da má fase do brasileiro, que não marca desde o início de março.
- Mas em jogos decisivos ele marca. Confio totalmente em Rodrygo - disse Ancelotti.